O Jornal do Poder

16/09


2020

Novas candidaturas em Pernambuco

Inajá – O Partido Progressista lançou oficialmente a candidatura de Leonardo Martins (foto) à Prefeitura. Além de Leonardo, a sigla definiu Lafrank Araújo como nome que ocupa a vice na chapa. A convenção contou com a participação dos postulantes à Câmara Municipal. A coligação “Juntos para mudar” tem PP, Solidariedade, PSDB e MDB.

Orobó – O diretório municipal do PSB oficializou, ontem, em convenção a candidatura de Thomás Brito e de Júlia de Davi a prefeito e vice, respectivamente. A dupla tem apoio do deputado estadual Clodoaldo Magalhães (PP) e tenta desbancar a chapa apoiada pelo prefeito Cléber Chaparral (PSD), que quer o vice-prefeito Biu de Abreu (DEM) como sucessor.

Vitória de Santo Antão – Em convenção no bairro de Redenção, o PRTB confirmou apoio à candidatura de Paulo Roberto (MDB) e de Professor Edmo (PTB) à Prefeitura. O presidente do diretório municipal, Carlos Alberto, endossou a aliança firmada por seis partidos em torno deste projeto: além do PRTB, MDB, PTB, PSD, Solidariedade e PSL. Serão aproximadamente 100 candidatos a vereador nesta coligação.


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Potencial Pesquisa & Informação

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18/09


2020

Secretário de Trump desembarca em Roraima

O secretário de estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, chegou a Boa Vista às 14h de hoje pela Ala 7, base aérea da cidade. De acordo com a embaixada dos EUA no Brasil, ele se encontrará com o ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo, para discutir a imigração venezuelana.

Ainda de acordo com a embaixada, a visita é parte de uma agenda de encontros com líderes da América Latina.

Pompeo conheceu o Posto de Identificação e Triagem da Operação Acolhida, localizado no bairro Treze de Setembro, zona Sul da capital. Ele chegou ao local por volta das 14h30.

O secretário se reuniu com cinco pessoas de uma família de venezuelanos natural de Cumaná, estado de Sucre, na Venezuela. Migraram há dez meses e vivem em um dos abrigos da Operação Acolhida. Eles devem ser interiorizados para cidade de Seara, em Santa Catarina.

A Operação Acolhida é uma força-tarefa humanitária que coordena abrigos e processos de interiorização de imigrantes venezuelanos que entram no Brasil por Roraima. O trabalho é feito desde março de 2018 pelo Exército, agências da ONU e organizações não governamentais.

"O secretário Pompeo irá ressaltar a importância do apoio dos EUA e do Brasil ao povo venezuelano em seu momento de necessidade, visitando migrantes venezuelanos que fogem do desastre provocado pelo homem na Venezuela", diz trecho de nota da embaixada.

Pompeo está na Paróquia de Nossa Senhora da Consolata, para conhecer a instalação Água, Saneamento e Higiene (Wash). O secretário atende a imprensa em coletiva às 17h15. Depois, segue para Bogotá, onde se encontra com o presidente colombiano, Ivan Duque.


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Banco de Alimentos

18/09


2020

Pernambuco ultrapassa 140 mil casos da Covid-19

Foram confirmados, hoje, 910 casos da Covid-19 e 17 óbitos de pessoas com o novo coronavírus em Pernambuco. Com isso, o estado chegou a 140.235 infectados e 7.971 mortes pela doença, números contabilizados desde o início da pandemia, em março.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), 26 dos 910 casos registrados hoje são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). Já outros 884 são leves, ou seja, não foi preciso internamento hospitalar. Do total de 40.235 casos da Covid-19 em Pernambuco, 25.990 são graves e 114.245 são leves.

Das 17 mortes confirmadas pela SES nesta sexta-feira (18), sete ocorreram nos últimos três dias, sendo duas na quinta-feira (17), três na quarta-feira (16) e duas na terça-feira (15). Outros 10 óbitos aconteceram entre os dias 9 de maio e 13 de setembro.


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18/09


2020

SD oficializa Dr. Vinícius para prefeito no Paulista

A comissão municipal do Partido Solidariedade em Paulista realizou, na última quarta-feira, em na sua sede, no bairro de Pau Amarelo, a convenção partidária que confirmou a candidatura para a disputa majoritária do vereador e presidente da sigla no Paulista, Dr. Vinícius Campos, e da Pastora Elke, como sua vice.

“Nossa postura sempre foi transparente, alimentada pelo debate franco sobre os problemas da cidade do Paulista. Vamos em frente com o desejo para mudar Paulista”, afirmou Dr. Vinícius.


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18/09


2020

Jaboatão implantará LED em 100% da iluminação pública

A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes firmou parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) para investir mais de R$ 140 milhões na ampliação de iluminação de LED no município. Até o final de 2022, todos os pontos da rede pública terão novas instalações, através de Parceria Público Privada (PPP). Esse é o maior programa de modernização e ampliação do parque de iluminação da cidade, que fará do Jaboatão o primeiro município do estado a ter 100% da rede pública com LED. O sistema garante maior sensação de segurança às pessoas, uma vez que as ruas ficam mais claras, e gera economia, visto que o consumo é muito menor em relação às lâmpadas incandescentes.

“A implantação de LED na iluminação pública vem sendo uma das prioridades da nossa gestão. Vínhamos realizando investimentos com recursos próprios e agora firmamos esse convênio com o BNDES para que todas as ruas, avenidas e praças do Jaboatão sejam beneficiadas em apenas dois anos. É um sistema moderno, que oferece mais bem-estar à população”, disse o prefeito Anderson Ferreira.

Jaboatão tem, atualmente, 44 mil pontos de iluminação. Destes, mais de nove mil são de LED. Até o primeiro semestre de 2021, serão mais de 15 mil, o que corresponde a 35% da rede. Só nessa etapa, mais de 250 mil jaboatonenses serão beneficiados em todas as regiões do município. O serviço é realizado pela Empresa Municipal de Energia e Iluminação Pública (Emlume).

Além das questões da segurança e redução do consumo de energia, a iluminação de LED oferece baixo custo de manutenção – a durabilidade equivale a 100 mil horas de uso –, diminui a poluição visual e preserva o meio ambiente, por não emitir radiação ultravioleta e não conter mercúrio.


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18/09


2020

Fome: Distribuição de renda pode amenizar flagelo

Por Hylda Cavalcanti – Jornal de Brasília

No Distrito Federal, as famílias carentes que sofrem com a crise provocada pela pandemia do coronavírus estão sendo beneficiadas pelo chamado Cartão Prato Cheio, auxílio lançado em maio que substituiu a entrega in-natura das cestas emergenciais, principalmente nos meses de pandemia, pela concessão de um crédito mensal de R$ 250 – para que elas possam escolher quais alimentos querem ou precisam.

Segundo a secretária-adjunta de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, das 28 mil famílias já cadastradas no programa, as mulheres representam 82% dos titulares do benefício.

O peso das mulheres, de acordo com a secretária-adjunta, também é observado na concessão dos benefícios sociais: elas correspondem a 88% dos beneficiários do DF Sem Miséria – que atende as famílias em situação de extrema pobreza no DF.

“Em todos os programas, a prioridade é para a família mononuclear – e quando colocamos assim é para não distinguir o gênero, mas por sabermos que a maioria é a mulher que cuida dos filhos sozinhas”, destacou Ana Paula.

O benefício do Programa DF Sem Miséria consiste num suplemento da Bolsa Família pago pelo GDF, com o objetivo de adequar os valores recebidos ao custo de vida da realidade da capital Federal.

Atualmente, o DF conta com 168.788 cidadãos no Cadastro Único. Desse total, 84.019 recebem o Bolsa Família e 59.832 também têm direito ao DF Sem Miséria.

A continuidade do programa, mesmo durante o período de enfrentamento da pandemia, está garantida pelo Decreto Nº 10.316, de 7 de abril de 2020.

Na prática, o auxílio do GDF é um adicional ao programa Bolsa Família, do governo federal, que tem como objetivo adequar os valores recebidos ao custo de vida na capital do país. Têm direito as famílias residentes no DF que, após receber os benefícios de transferência de renda, apresentarem renda per capita inferior a R$ 140. É preciso ainda estarem inscritas no Cadastro Único.

Por esse sistema, os valores suplementados variam de R$ 20 a R$980, conforme a composição e renda de cada família. O pagamento é realizado de acordo com o último número do NIS (Número de Identificação Social) impresso no Cartão Bolsa Família.

Valor do auxílio

Por parte do governo federal, além do auxílio emergencial que tem sido distribuído mediante medida provisória aprovada pelo Congresso – que ampliou o valor inicialmente proposto de R$ 200 para R$ 600,00 – já se sabe que o Executivo vai dar continuidade ao benefício, mas em montante que ainda se encontra em avaliação.

Até esta semana, estava em discussão a criação do programa Renda Brasil, em substituição ao Bolsa Família. Mas o presidente Jair Bolsonaro desautorizou a manutenção dos estudos.

Mesmo com a suspensão pelo governo do novo programa, tanto parlamentares como especialistas em políticas públicas e o próprio Palácio do Planalto deixam clara a importância de se pensar em complementação para a renda da população mais pobre e de se preparar para os indicadores previstos nestes vários relatórios.

“Em todos os programas, a prioridade é para a família mononuclear – e quando colocamos assim é para não distinguir o gênero, mas por sabermos que a maioria é a mulher que cuida dos filhos sozinhas”, Ana Paula Marra, Secretária-adjunta de Desenvolvimento Social do DF

Desnutrição infantil avançará

Os efeitos da fome sempre são mais sérios nas crianças e adolescentes, porque implicam em desnutrição e dificuldades de crescimento. A expectativa de que a situação seja ampliada após a pandemia, entretanto, já começa a ser observada, em todo o mundo. Uma pesquisa realizada pelo Ibope no Brasil, encomendada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), revelou que famílias com crianças e adolescentes das mais variadas faixas salariais foram mais impactadas pela pandemia e que boa parte dos pais sobreviveram graças a benefícios sociais. Estas pessoas, segundo o trabalho, ficaram sujeitas à insegurança alimentar e à fome.

Por conta desses resultados, a Unicef recomendou a criação de políticas públicas específicas para essas famílias, levando em conta não apenas a renda familiar, mas também fatores como alimentação e educação. A pesquisa foi realizada por meio de entre 3 e 18 de julho e divulgada em agosto passado.

O resultado mostrou que o desemprego, durante a pandemia, foi mais comum em domicílios onde moram crianças e adolescentes com idade até 17 anos. Quando se falou sobre redução de renda, ficou constatado também que nas casas com crianças e adolescentes, 63% relataram diminuição de recursos desde o início da pandemia, enquanto onde não há jovens o número cai para 50%.

Nas famílias com menores de 17 anos, 29% contaram que perderam renda por impossibilidade de um dos membros da família trabalhar, seja por falta de transporte ou por estar doente. O número representa mais de um quarto das famílias entrevistadas para a pesquisa. Para se ter ideia do quadro, nos domicílios onde não há menores, esse percentual ficou em 18%.

Além disso, nas famílias em que há apenas membros adultos, apenas 9% perderam mais de metade da renda, enquanto 14% perderam a metade. Já nas que possuem crianças e adolescentes os números sobrem para 10% e 25%, respectivamente.

O desafio da pobreza de crianças

A pesquisa também constatou que em 27% dos domicílios com crianças e adolescentes, as famílias passaram por momentos em que a comida acabou e não havia dinheiro para comprar mais. Enquanto nas casas com adultos o número é de 17%.

O trabalho deixou claro que as principais fontes de renda das famílias com crianças e adolescentes corresponde a benefícios sociais dos governos federal, estadual e municipal. Os beneficiários do auxílio emergencial fazem parte de 52% dos domicílios com menores de idade.

“É preciso ajustar os programas sociais para as famílias com crianças e adolescentes”, disse chefe da área de políticas sociais do Unicef no Brasil, Liliana Chopitea.

A seu ver, quando se fala em pobreza infantil, é necessário ver a “multidimensionalidade da situação”. “Vamos ter muitos desafios daqui para frente em termos de segurança alimentar e educação em que é preciso olhar para além de programas de renda”, destacou.

“Embora crianças e adolescentes não sejam os mais afetados diretamente pela covid-19, eles são as grandes vítimas ocultas da pandemia. Suas famílias tiveram as maiores reduções de renda, a qualidade da alimentação que recebem piorou, e muitos de seus direitos estão em risco” afirmou a representante da Unicef o Brasil, Paola Babos. “É fundamental entender esses impactos e priorizar os direitos de crianças e adolescentes na resposta à pandemia”, destacou ela.


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18/09


2020

Fome: Quase 10% não terão o que comer no Brasil

Por Hylda Cavalcanti – Jornal de Brasília

Em meio aos estudos feitos nos últimos meses sobre como ficará a situação das populações em meio à crise econômica decorrente da pandemia da covid-19, um recorte apresentado em relatório da ONU de julho passado mostra que o índice de pobreza extrema do Brasil deve chegar a 9,5% da população – a taxa era de 5% em 2019.

A extrema pobreza é considerada quando um indivíduo ganha menos de US$ 67 (R$ 353) por mês. Além disso, a pesquisa mostra que o segmento de brasileiros que ganham menos de US$ 140 (R$ 738) por mês passará de quase 20% em 2019 para 26,5% em 2020.

Esse último estudo da ONU constata que o risco é também político, com mais violações de direitos humanos e retrocesso nos avanços democráticos das últimas décadas. “A resposta requer um reequilíbrio do papel do Estado, do mercado e da sociedade civil na formulação de políticas, ênfase na transparência, maior prestação de contas e inclusividade para apoiar a democracia, fortalecimento do Estado de Direito e proteção e promoção dos direitos humanos”, ressalta o documento.

Na avaliação da secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, o que acontece na América Latina e no Caribe, é que muita gente que saiu da pobreza continua num estado de muita vulnerabilidade. “E várias destas pessoas já não possuem perfil para os programas de apoio dos governos”.

Apoio e proteção

“Uma das sugestões apresentadas por ela é a adoção de medidas para proteger o emprego e os salários. É preciso manter o emprego dos trabalhadores formais, mas também dos informais. A América Latina tem 53% de pessoas que trabalham na informalidade. Essas pessoas também precisam de apoio e as pequenas e médias empresas também precisam de proteção, porque é importante evitar a perda da capacidade produtiva da região”, destacou.

Alicia afirmou que na década de 1980, considerada a década perdida da América Latina, a região levou cinco anos para recuperar a renda per capita, entre o fim dos anos 1980 e início dos 1990. No entanto, para recuperar as cifras de pobreza foram necessários 25 anos.

Uma quinta pesquisa, elaborada por técnicos da Inglaterra e Austrália junto com o Instituto Mundial das Nações Unidas para a Pesquisa Econômica do Desenvolvimento (UNU-WIDER) chegou à estimativa de que o número de pobres brasileiros este ano pode aumentar de 700 mil (5%) a 1,5 milhão (10%) e 3,3 milhões (20%), caso os percentuais tenham aumento que oscile entre 10% ou 20%.

Enquanto, ao redor do mundo como um todo, o número de pessoas vivendo na pobreza extrema passaria de 727,3 milhões atualmente para 1,1 bilhão, na pior das hipóteses (20%). Segundo os pesquisadores, caso se confirme, esse cenário indicaria uma reversão de sete a dez anos de progresso na luta contra a redução da pobreza, dependendo da contração, e o primeiro aumento absoluto de pessoas vivendo em extrema pobreza desde 1999.

DF tem abismo social escancarado

Um bom exemplo do empobrecimento da população brasileira e do aumento das dificuldades observadas com a pandemia pode ser observado no Distrito Federal, considerado hoje uma das áreas do país com maior desigualdade social. Estudo divulgado no final do ano passado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e pela Oxfam Brasil apontou um desnível grande de indicadores sociais na área, sobretudo nas Regiões Administrativas de Samambaia, Estrutural, São Sebastião, Paranoá e Itapuã.

Conforme esse trabalho, que tomou como base dados de 2018, o Índice de Gini – que mede a diferença de renda em uma escala de 0 a 1, sendo 1 a maior desigualdade per capita – subiu no DF de 0,53 em 2015, para 0,58 em 2018.

As diferenças são observadas desde a renda da população a dificuldades de conseguir trabalho formal, falta de planejamento das cidades – em contraste com Brasília – e carência de equipamentos públicos, bem como de postos de saúde, escolas, serviços de segurança pública e serviços de água e saneamento.

No DF, de acordo com o estudo do Inesc, aproximadamente 55% da população é considerada de baixa e média renda. O caso do eletricista Rogério da Silva é bem sintomático das mudanças provocadas pelos novos tempos. Depois de anos, a família toda se reuniu para encontrar forças e conseguir sobreviver. Primeiro foram os pais, que ficaram desempregados no ano passado e perceberam que não poderiam mais pagar o aluguel da casa em que moravam em Unaí (GO).

Vieram, então, para Brasília onde já tinham morado nos anos 1990 e passaram a viver ajudados pelos filhos. Em abril passado, foi a vez de Rogério ficar desempregado. Ele então, fez a opção de passar a morar com os pais.

Força vem da união

A irmã, Maíra da Silva, que trabalhava como boia quente em Unaí, também deixou de trabalhar e seguiu o mesmo caminho. Hoje, os quatro se ajudam, num grupo que ainda reúne os filhos de Maíra e a irmã mais nova dos dois.

A família se juntou, segundo contou Rogério, para conseguir sobreviver e economizar. E hoje está acampada em três barracas montadas numa área na 909/910 Norte porque o único rendimento que tem fixo é o valor dos auxílios emergenciais pagos pelo governo que o pai e a mãe têm recebido. Rogério e Maíra se inscreveram, mas contaram que não foram contemplados com o benefício.

Eles saem durante o dia para tentar fazer bicos e ver se conseguem um novo emprego, enquanto o pai está tentando retornar ao trabalho de catador de lixo para reciclagem. Com a união da família, a mãe, Ana Lúcia da Silva, assumiu a tarefa de cuidar dos netos e de fazer a comida para todos. “Estamos passando por uma grande crise, mas estamos unidos e isso é bom”, contou ela.

Rogério chegou a cursar engenharia elétrica em Goiânia e estava perto de concluir o curso, mas foi expulso por falta de pagamento das mensalidades. “Saí bem de baixo, subi um pouco na vida e agora regredi”, disse, ao narrar sua trajetória.

“Esperança a gente tem porque não pode acabar, caso contrário desaba. O auxílio está ajudando, de vez em quando alguém nos faz uma doação de cestas básicas, mas preciso de emprego. Quero não apenas voltar a ter uma renda para ajudar a família, mas pra viver, para retomar meu curso”, afirmou.


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18/09


2020

Netinho fala da relação dos artistas com Bolsonaro

A live da próxima segunda-feira será com o cantor baiano Ernesto de Souza Andrade Júnior, o Netinho, um dos precursores do axé music no País. Hoje, além de artista, ele se considera “ativista político, bolsonarista convicto, cristão e conservador”.

Netinho vai tratar da relação artística com o presidente e o tratamento que a categoria recebe do Governo. Será abordado também sobre sua carreira, os desafios do mercado musical hoje no Brasil, o cenário nacional, suas posições políticas e sua vida.

Ídolo nacional e internacional, o cantor baiano já bateu grandes recordes de execução com seus CDs. Somente a música “Oh Mila”, lançada em 1996, foi regravada em mais de oito línguas, inclusive o russo.  Ele também foi indicado ao Grammy Latino na categoria de melhor álbum de música de raízes brasileiras, em 2009.

O cantor já demonstrou incômodo com os caminhos trilhados pelo axé music e outros gêneros carnavalescos nas últimas décadas, mas continua entusiasta do axé – que, a seu ver, viveu seu auge nos anos 90. Ele protagonizou polêmicas por ser apoiador do presidente da República desde a campanha de 2018. Netinho chegou a montar uma associação intitulada 'Aliados Brasil Conservador (ABC)', com o objetivo de concentrar os apoiadores de Bolsonaro em torno de pautas únicas.

Em 2013, o artista assustou seus fãs, família e amigos por sérios problemas de saúde, em decorrência de tumores que apareceram no seu fígado. A doença o levou a ficar quase 60 dias hospitalizado e a passar por várias unidades de terapia intensiva de Salvador e de São Paulo. Foram quatro anos para se recuperar totalmente, numa história marcada pela superação. A live será realizada pelo Instagram, às 19h.


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18/09


2020

Avião de Bolsonaro arremete por causa da fumaça

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, hoje, que o avião em que ele estava teve de arremeter ao chegar a Sinop, em Mato Grosso, pois a visibilidade "não estava muito boa". O Pantanal enfrenta uma onda recorde de incêndios, e a fumaça das queimadas já chegou a outras regiões do país.

"Hoje quando o avião foi aterrissar, ele arremeteu. Foi a 2ª vez na minha vida que acontece isso, uma vez foi no Rio de Janeiro, e, obviamente, algo anormal está acontecendo, no caso é que a visibilidade não estava muito boa”.

Segundo a administradora do aeroporto de Sinop, havia fumaça no momento do pouso, e o piloto não tinha 100% de visibilidade da pista. A aterrissagem da comitiva, que levava ainda o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e o chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, ocorreu normalmente na segunda tentativa.

No discurso a representantes do agronegócio no estado, Bolsonaro disse que há "alguns focos de incêndio pelo Brasil" e que isso acontece ao longo dos anos.

"E temos sofrido uma crítica muito grande. Porque obviamente quanto mais nos atacarem, mais interessa aos nossos concorrentes, para o que temos de melhor, que é o nosso agronegócio", disse.

Em referência às críticas de outros países sobre as queimadas pelo Brasil, Bolsonaro rebateu. "Países outros que nos criticam não tem problema de queimada porque já queimaram tudo nos seus países". Nesta semana, oito países europeus enviaram uma carta ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão, em que dizem que o aumento do desmatamento dificulta a compra de produtos brasileiros por consumidores do continente.

O presidente voltou a defender nesta sexta ainda que o país é um exemplo em preservação ambiental. Nesta quinta-feira, em evento na Paraíba, Bolsonaro disse que 'o país está de parabéns'.


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18/09


2020

Fome: governo precisará intervir

Por Hylda Cavalcanti – Jornal de Brasília

Um estudo do Banco Mundial ressalta que os cenários de contração econômica e aumento da pobreza serão determinados pelas medidas que os governos estão adotando, pela duração da crise, pelo choque específico de renda em cada país e como esse choque está impactando nos diferentes setores.

A crise da covid-19 pode fazer com que a pobreza extrema volte a atingir mais de 1 bilhão de pessoas, alerta o estudo do Banco Mundial. Isso porque milhões de pessoas vivem somente um pouco acima da linha da pobreza.

É o que aponta relatório elaborado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). Intitulado “Como evitar que a crise da covid-19 se transforme em uma crise alimentar: Ações urgentes contra a fome na América Latina e no Caribe”, o trabalho denuncia o crescimento significativo dos níveis de fome na região como consequência imediata. O estudo constata que, após sete anos de crescimento lento, de acordo com os órgãos internacionais, a região da América Latina e Caribe poderá ter a maior queda do Produto Interno Bruto (PIB) regional em um século, chegando a – 5,3%.

“Essa população já vive normalmente uma situação precária e qualquer choque econômico pode levá-las de volta à pobreza”, afirmou o professor de Desenvolvimento Internacional da King’s College, Andy Sumner , um dos autores do estudo.

Impactos conjuntos

Em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a mudança de parâmetros será observada pela primeira vez, porque, apesar das várias crises econômicas, esta é a primeira vez que haverá impacto conjunto em saúde, educação e renda, explicou o técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Achim Steiner.

“O mundo passou por muitas crises nos últimos 30 anos, incluindo a crise financeira global de 2007 a 2009. Cada uma delas afetou fortemente o desenvolvimento humano, mas, em geral, os ganhos de desenvolvimento foram acumulados globalmente ano a ano. Desta vez, esses ganhos não serão vistos”, destacou.

Para Steiner, a crise mostra que, se o conjunto de ferramentas de políticas não levar em conta a redução das desigualdades, muitas pessoas ficarão ainda mais para trás.

O que o pesquisador alerta é que os avanços tecnológicos também estão provocando fossos de desigualdade. “Isso é particularmente importante para as ‘novas necessidades’ do século 21, como o acesso à internet, que está ajudando na educação a distância, telemedicina e trabalho remoto”, frisou também o diretor do Escritório do Relatório de Desenvolvimento Humano do Pnud, Pedro Conceição.


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18/09


2020

Candidato do PSL tem reunião com Bivar após homologação

Um dia após a homologação da chapa do PSL à Prefeitura do Recife, o pré-candidato Carlos Andrade Lima se reuniu com o presidente nacional do partido e deputado federal Luciano Bivar. O encontro, ontem, serviu para alinhar as ideias e conversar sobre a missão da chapa Carlos e Rosaly Almeida de trazer para a capital pernambucana o mesmo modelo de governo que o PSL implantou no Brasil.


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18/09


2020

83 milhões de miseráveis na América Latina e Caribe

Por Hylda Cavalcanti – Jornal de Brasília

Quando se sai da fome e se passa a calcular a extrema pobreza como um todo, a estimativa da ONU para América Latina e Caribe é de que mais de 83 milhões de pessoas passem a viver nesta condição ainda este ano. Os dados são de um relatório elaborado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Intitulado “Como evitar que a crise da covid-19 se transforme em uma crise alimentar: Ações urgentes contra a fome na América Latina e no Caribe”, o trabalho denuncia o crescimento significativo dos níveis de fome na região como consequência imediata. O estudo constata que, após sete anos de crescimento lento, de acordo com os órgãos internacionais, a região da América Latina e Caribe poderá ter a maior queda do Produto Interno Bruto (PIB) regional em um século, chegando a – 5,3%.

“A situação econômica do continente já estava fragilizada nos últimos anos e esse processo terminou sendo agravado pela covid-19”, disse o diretor do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos da ONU no Brasil. Daniel Balaban. O recado dado pelos técnicos neste documento é a necessidade de os governos tomarem medidas muito mais drásticas e muito mais sustentáveis daqui por diante.

Uma outra orientação feita pela Cepal e pela FAO contra a extrema pobreza na América Latina e no Caribe é para que, além de programas emergenciais, os governos também incluam o que chamam de “bônus contra a fome”, um programa formado pela distribuição de cestas básicas para a alimentação das famílias.

Os especialistas destacam, dentre as medidas que podem amenizar o problema, a criação e manutenção de um programa de renda básica emergencial, a adoção de medidas de equilíbrio fiscal, reforço a programas de alimentação escolar (como forma de garantir alimentação de crianças e adolescentes), iniciativas de crédito e subsídios para a agricultura familiar. Daniel Balaban alertou ainda para o fato de que “sem o apoio do Estado, nenhum país do mundo conseguirá contornar essa crise”.

Série

Cientistas diversos já avaliam mudanças nos parâmetros de índices sociais de vulnerabilidade e desigualdade com alertas para a importância de serem criadas políticas públicas que possam conter esse mal ainda mais avassalador do que a pandemia da covid-19. Durante esta semana, o Jornal de Brasília apresentará uma série de reportagens, baseadas em seis estudos elaborados nos últimos três meses pelas mais diversas entidades para mostrar como pensam e o que acham os especialistas sobre o assunto. O material está publicado na editoria de Cidades porque partirá dos dados globais dos estudos para depois descer ao drama vivido no Distrito Federal.


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18/09


2020

Moradores e empresários protestam pelo turismo de Noronha

Moradores e empresários que residem e trabalham na Ilha de Fernando de Noronha realizam um protesto, na manhã de hoje, em frente ao Palácio do Governo do Arquipélago. Eles reivindicam a retomada do turismo na Ilha, principal fonte de renda do local e afetado desde o início da pandemia do novo coronavírus. Confira!


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18/09


2020

Fome será o nosso próximo grande desafio

Por Hylda Cavalcanti – Jornal de Brasília

“Pobre é aquele que tem somente o que comer; miserável é aquele que nada tem para comer”. A frase famosa, de Dom Hélder Câmara, nos anos 70, mostra uma realidade que pode ser ampliada em proporções catastróficas: o aumento da fome em escala planetária. As preocupações com os índices de pobreza e extrema pobreza têm sido objeto constante de estudo por parte de governos e instituições de pesquisa diante de tantos prognósticos negativos.

Cientistas diversos já avaliam mudanças nos parâmetros de índices sociais de vulnerabilidade e desigualdade com alertas para a importância de serem criadas políticas públicas que possam conter esse mal ainda mais avassalador do que a pandemia da covid-19. Durante esta semana, o Jornal de Brasília apresentará uma série de reportagens, baseadas em seis estudos elaborados nos últimos três meses pelas mais diversas entidades para mostrar como pensam e o que acham os especialistas sobre o assunto. O material está publicado na editoria de Cidades porque partirá dos dados globais dos estudos para depois descer ao drama vivido no Distrito Federal.

Um dos primeiros trabalhos foi o relatório da Oxfam Brasil, de junho passado. Segundo este documento, até 12 mil pessoas podem morrer de fome por dia no mundo este ano, devido à pandemia. O trabalho coloca o Brasil entre os prováveis epicentros globais da fome, juntamente com Índia e África do Sul. Intitulado “O Vírus da Fome: Como o coronavírus está potencializando a fome em um mundo faminto”, a entidade constata que 122 milhões de pessoas podem ser levadas à beira da fome até dezembro. Para a gerente de Programas e Campanhas da Oxfam Brasil, Maitê Guato, o Brasil conseguiu, em 2014, uma grande conquista que foi sair do mapa da fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Mas caso não sejam tomadas medidas urgentes, esse índice tende a retroceder. “Os riscos são imensos, caso o Estado não atue de forma eficiente”, alertou ela.

Isto porque, apesar do auxílio emergencial do governo, aprovado pelo Congresso, o estudo constatou que até junho só 10% desse auxílio chegou aos trabalhadores. E até julho, só 47,9% dos recursos destinados ao auxílio foi distribuído. Da mesma forma, as grandes empresas obtiveram mais benefícios do quem as micro e pequenas, o que aumenta ainda mais o índice de desigualdade até o final do primeiro semestre.

“A covid é a última gota para milhões de pessoas que já lutam todos os dias com conflitos armados, mudanças climáticas, desigualdades e um sistema viciado de produção de alimentos”, disse a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia.

Um segundo alerta foi feito pelas Nações Unidas, que também lançou relatório no mesmo período. Nesse estudo, o secretário-geral da entidade, António Guterres ressaltou que as medidas dotadas contra a doença e a recessão global emergente podem perturbar o funcionamento dos sistemas alimentares e precisam de uma ação imediata.

“Corremos o risco de assistir a uma emergência alimentar global – com impactos em longo prazo em centenas de milhões de crianças e adultos”, destaca Guterrez. De acordo com esse documento, com o funcionamento dos sistemas alimentares em risco, o número de pessoas expostas a uma grave insegurança alimentar e nutricional vai crescer rapidamente. “A queda de um ponto percentual no Produto Interno Bruto global significa mais 700 mil crianças raquíticas”, explicou o secretário-geral.

Conforme a avaliação feita pelos técnicos da ONU, mesmo nos países com abundância de alimentos há riscos de interrupções na cadeia de abastecimento alimentar, porque muitas pessoas já viviam uma crise alimentar antes da pandemia.

“Há alimentos mais do que suficientes no mundo para alimentar a nossa população de 7,8 bilhões de pessoas. Mas, hoje, mais de 820 milhões de pessoas passam fome e cerca de 144 milhões de crianças com menos de 5 anos são raquíticas, mais do que uma em cada 5 crianças em todo o mundo”, explicou ele.

83 milhões de miseráveis na América Latina e Caribe

Quando se sai da fome e se passa a calcular a extrema pobreza como um todo, a estimativa da ONU para América Latina e Caribe é de que mais de 83 milhões de pessoas passem a viver nesta condição ainda este ano. Os dados são de um terceiro relatório, desta vez elaborado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Intitulado “Como evitar que a crise da covid-19 se transforme em uma crise alimentar: Ações urgentes contra a fome na América Latina e no Caribe”, o trabalho denuncia o crescimento significativo dos níveis de fome na região como consequência imediata. O estudo constata que, após sete anos de crescimento lento, de acordo com os órgãos internacionais, a região da América Latina e Caribe poderá ter a maior queda do Produto Interno Bruto (PIB) regional em um século, chegando a – 5,3%.

“A situação econômica do continente já estava fragilizada nos últimos anos e esse processo terminou sendo agravado pela covid-19”, disse o diretor do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos da ONU no Brasil. Daniel Balaban. O recado dado pelos técnicos neste documento é a necessidade de os governos tomarem medidas muito mais drásticas e muito mais sustentáveis daqui por diante.

Uma outra orientação feita pela Cepal e pela FAO contra a extrema pobreza na América Latina e no Caribe é para que, além de programas emergenciais, os governos também incluam o que chamam de “bônus contra a fome”, um programa formado pela distribuição de cestas básicas para a alimentação das famílias.

Os especialistas destacam, dentre as medidas que podem amenizar o problema, a criação e manutenção de um programa de renda básica emergencial, a adoção de medidas de equilíbrio fiscal, reforço a programas de alimentação escolar (como forma de garantir alimentação de crianças e adolescentes), iniciativas de crédito e subsídios para a agricultura familiar. Daniel Balaban alertou ainda para o fato de que “sem o apoio do Estado, nenhum país do mundo conseguirá contornar essa crise”.

Governo precisará intervir

Também um estudo do Banco Mundial ressalta que os cenários de contração econômica e aumento da pobreza serão determinados pelas medidas que os governos estão adotando, pela duração da crise, pelo choque específico de renda em cada país e como esse choque está impactando nos diferentes setores.

A crise da covid-19 pode fazer com que a pobreza extrema volte a atingir mais de 1 bilhão de pessoas, alerta o estudo do Banco Mundial.

Isso porque milhões de pessoas vivem somente um pouco acima da linha da pobreza.

“Essa população já vive normalmente uma situação precária e qualquer choque econômico pode levá-las de volta à pobreza”, afirmou o professor de Desenvolvimento Internacional da King’s College, Andy Sumner , um dos autores do estudo.

Impactos conjuntos

Em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a mudança de parâmetros será observada pela primeira vez, porque, apesar das várias crises econômicas, esta é a primeira vez que haverá impacto conjunto em saúde, educação e renda, explicou o técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Achim Steiner.

“O mundo passou por muitas crises nos últimos 30 anos, incluindo a crise financeira global de 2007 a 2009. Cada uma delas afetou fortemente o desenvolvimento humano, mas, em geral, os ganhos de desenvolvimento foram acumulados globalmente ano a ano. Desta vez, esses ganhos não serão vistos”, destacou.

Para Steiner, a crise mostra que, se o conjunto de ferramentas de políticas não levar em conta a redução das desigualdades, muitas pessoas ficarão ainda mais para trás.

O que o pesquisador alerta é que os avanços tecnológicos também estão provocando fossos de desigualdade. “Isso é particularmente importante para as ‘novas necessidades’ do século 21, como o acesso à internet, que está ajudando na educação a distância, telemedicina e trabalho remoto”, frisou também o diretor do Escritório do Relatório de Desenvolvimento Humano do Pnud, Pedro Conceição.


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18/09


2020

Bolsonaro trabalha para o Nordeste fechar com ele

Por Heron Cid

Havia 22 anos que um presidente não desembarcava no Sertão paraibano. O último, Fernando Henrique Cardoso, visitou a mesma Coremas, em 1998, para inspecionar obras da transposição para as várzeas de Sousa.

Duas décadas depois, Jair Bolsonaro se embrenha nas caatingas do Sertão. Mas com outra pauta. As energias renováveis, tema que sai do papel e das pesquisas da academia e vira uma realidade que tem potencial para transformar o sol do semiárido em redenção.

O que se viu em Coremas, durante a agenda da inauguração da Usina de Energia Solar Rio Alto, é a repetição do roteiro estrategicamente traçado pela Presidência. Administrativa e politicamente, um presidente obstinado a cativar e conquistar o Nordeste, território minado pela presença de adversários no poder local.

Nos gestos nas ruas com populares na entusiasmada recepção, no discurso despojado e nas sinalizações de atrativos de desenvolvimento para a região, Bolsonaro investe pesado na relação com os nordestinos, desobstruída pelo auxílio emergencial e agora por políticas de incentivo à geração de emprego e renda, o drama maior dos nordestinos.

Bolsonaro, também, já percebeu o que o histórico mostra como a luz do sol que brilha intensamente por aqui. O nordestino é grato a quem faz pelo Nordeste. E gratidão não tem ideologia.


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18/09


2020

Pernambuco renova estado de calamidade pública

O governo de Pernambuco renovou a situação de calamidade pública devido à pandemia da Covid-19. O decreto, publicado no Diário Oficial ontem e assinado pelo governador Paulo Câmara (PSB), é válido por 180 dias.

Na justificativa, o governo apontou que permanece "um elevado índice de contaminação pelo coronavírus, permanecendo os seus efeitos devastadores na vida das pessoas". O estado tem mais de 138 mil casos e 7,9 mil mortes pela doença.

O estado apontou, também, que persiste a "emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus". A situação de anormalidade é válida para as áreas dos municípios do estado e do distrito de Fernando de Noronha comprovadamente afetadas pelo desastre, segundo o texto.

O primeiro decreto do tipo foi anunciado pelo executivo estadual no dia 20 de março deste ano e era válido até a quarta-feira (16). A Assembleia Legislativa de Pernambuco reconheceu o estado de calamidade dos municípios que protocolaram o pedido ao longo do primeiro semestre do ano.

A cidade que tem calamidade pública decretada pode adotar medidas mais ágeis e menos burocráticas para lidar com as ações de prevenção e tratamento do novo coronavírus. A aprovação visa dar liberdade legal para que os gestores adotem medidas de enfrentamento a situações excepcionais.

Isso permite, por exemplo, que recursos municipais que seriam destinados a outras despesas sejam utilizados no combate à Covid-19.


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