FMO

15/11


2019

O centro em meio à polarização entre Bolsonaro e Lula

Os desafios do centro em meio à polarização entre Bolsonaro e Lula. Enquanto o país se divide, as forças políticas menos radicais tentam sobreviver no ar rarefeito da polarização ideológica.

(Alan Santos/PR/Amanda Perobelli/Reuters)
Da Veja - Por João Pedroso de Campos, Mariana Zylberkan e Roberta Paduan

 

Quanto maior o barulho na política, mais difícil é ouvir argumentos, debater ideias, fazer prevalecer o bom-senso. E o volume da gritaria aumentou bastante nos últimos dias, em razão da volta às ruas do ex-­presidente Lula na sexta 8. Logo ao sair da cadeia em Curitiba, onde ficou 580 dias cumprindo pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o petista atacou Jair Bolsonaro, a política econômica de Paulo Guedes, a “entrega” do país e a retirada de direitos sociais. O presidente rebateu no seu tom habitual: “canalha” e “presidiário” foram alguns dos termos escolhidos. “Está solto, mas continua com todos os crimes nas costas”, completou (corretamente). Nas redes sociais, em algumas manifestações e articulações, petismo e bolsonarismo vêm se retroalimentando desse ódio e reforçam um momento que tem dominado a política no Brasil e no mundo: a era dos extremos. Com Lula solto, tal histeria tende a crescer.

Diferentemente daqueles que o seguem na base da emoção, Lula possui um objetivo claro em mente: a campanha eleitoral de 2022. Embora ele esteja impedido de ser candidato porque continua enquadrado pela Lei da Ficha Limpa, suas falas e movimentação mostram que a prioridade é colocar o PT como protagonista, assenhoreando-se do eleitorado de esquerda. Dizendo-se com “tesão de 20 anos”, Lula falou à militância em Curitiba e em São Bernardo do Campo, reuniu-se com aliados como o ex­-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB), anunciou um “discurso à nação” para este domingo, 17, no Recife, e participará de dois encontros cruciais para definir o voo petista nas eleições: a reunião da Executiva Nacional em Salvador na quinta­-feira 14, e o congresso nacional da legenda, no dia 22, em São Paulo. Também pretende voltar a fazer suas tradicionais caravanas pelo país.

 EXEMPLO - Doria: esforço para fazer de São Paulo uma vitrine para o país
EXEMPLO - Doria: esforço para fazer de São Paulo uma vitrine para o país (Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)

No extremo oposto do ringue, Bolsonaro está convencido de que a saída de Lula o beneficia diretamente. Antes do julgamento sobre a segunda instância, ele deu alguns sinais claros ao presidente do STF, Dias Toffoli, de que não questionaria a decisão em si. Na verdade, com Lula nas ruas, o capitão ganha a oportunidade de fazer aquilo que faz melhor: guerrear. Ele agora tem um inimigo temido por boa parte dos brasileiros e que vocifera de volta.

Enquanto o Brasil perde com essa radicalização, as pesquisas mostram que os dois protagonistas, de fato, precisam um do outro. Conforme revelou uma pesquisa VEJA/FSB realizada em outubro com presidenciáveis, Lula ainda é disparado o nome mais forte da esquerda e, mesmo se não puder concorrer em razão da Lei da Ficha Limpa, tem poder para reorganizar as forças dentro desse espectro político, e nada melhor que um presidente com tendências ditatoriais para Lula exercer sua verve de “protetor dos pobres” e dos direitos humanos. Bolsonaro também sai no lucro. A volta de um Lula radical pode ter o efeito de levar o presidente a reaglutinar em torno dele os eleitores que vinham se desapontando com seu governo, já que o fantasma do retorno do petismo ainda seria o mal maior. Em um possível confronto entre ele e Lula nas eleições de 2022, o capitão, por enquanto, se sai melhor, vencendo por 46% a 38%, conforme mostrou o levantamento VEJA/FSB.

Tal estágio de polarização, baseado no ódio e na repulsa ao outro, torna o ar bem mais rarefeito para as forças políticas de centro, que querem se apresentar com argumentos equilibrados e racionais. Em um ambiente conflagrado, fica difícil para um político (ou para o leitor de VEJA) defender pautas da direita, como a liberdade econômica e as privatizações, e adotar algumas ideias da esquerda, como os programas sociais, dentro de um governo que respeite a democracia, as liberdades individuais e os direitos humanos. O risco é não agradar a ninguém com essa postura. Quando prega maior liberdade na economia, essa pessoa passa a ser vista como “bolsominion”, amante da ditadura ou contra o aborto. Quando apoia programas de distribuição de renda, é encarada como “petralha”. Tamanha simplificação da política, ancorada em rótulos e associações mentirosas, só traz dividendos para os extremos, dificultando o diálogo e a criação de uma alternativa baseada no bom-senso.

Um dos maiores obstáculos para que o centro ocupe hoje o espaço entre Bolsonaro e Lula é justamente a inexistência de um rosto que personifique essas ideias. Não por falta de pretendentes, mas pela ausência de uma liderança natural nesse campo. Atualmente há pelo menos quatro potenciais presidenciáveis (uns mais à direita, outros à esquerda) nessa fatia do espectro político — João Doria, Luciano Huck, João Amoêdo e Rodrigo Maia. Mas, por motivos diversos, nenhum deles consegue hoje assumir essa condição. “Para a população é muito fácil identificar os extremos. Já o centro não tem uma cara definida”, afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha. Ainda que não admita publicamente, Doria é o que mais tem se empenhado em viabilizar sua candidatura e surgir como alternativa. Sua principal estratégia é fazer de sua gestão em São Paulo uma vitrine, principalmente em crescimento econômico e segurança pública, sem perder de vista a agenda social. Na última terça, 12, ele visitou a região do Vale do Ribeira, uma das mais pobres de São Paulo, e lançou ali projetos de geração de emprego e empreendedorismo. Na economia, tem se esforçado para trazer investimentos americanos, chineses e japoneses para o estado. Além disso, quando a hora chegar, vai investir na comparação com Huck, mostrando que, não bastasse ter sucesso na iniciativa privada, possui experiência na vida pública, o que faz dele um candidato mais confiável. Confiança, aliás, será a palavra-chave na construção da sua plataforma. Ele quer deixar claro que pode melhorar a vida do brasileiro e dos investidores, com estabilidade e cumprindo o que promete. Outra aposta do tucano é nas eleições municipais de 2020, com a conquista de prefeituras importantes que lhe dariam uma rede de apoio estadual para o voo nacional. O desafio de ganhar espaço fora de São Paulo, porém, se reflete no desempenho modesto de seu nome na pesquisa para 2022. Nos três cenários de primeiro turno abordados no levantamento VEJA/FSB, o tucano tem no máximo 5% dos votos. Em confronto direto com Bolsonaro no segundo turno, perderia por 46% a 26%.

Em paralelo, outro nome que pode consolidar uma liderança ao centro é o outsider Luciano Huck. No mesmo levantamento, Huck aparece hoje com a melhor performance ao centro. Numa das simulações para o segundo turno, por exemplo, ele perde para Bolsonaro no limite da margem de erro de 2 pontos (43% a 39%). Oficialmente, Huck também não assume a condição de candidato, mas vem participando de inúmeros eventos e de movimentos de renovação política. Nessas ocasiões, exibe um discurso que mistura a social-democracia ao liberalismo econômico, entremeado de apelos à moderação e histórias de pessoas pobres que ele costuma conhecer durante as gravações. Entre seus interlocutores políticos estão o ex-presidente FHC, o ex-governador Paulo Hartung (ES), o ex-­deputado federal Roberto Freire, presidente do Cidadania, sigla favorita a receber sua filiação, e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. A questão é que ninguém sabe se Huck vai mesmo arriscar a candidatura. Em 2018, ele ciscou, ciscou e pulou fora — justamente em uma eleição em que o eleitorado queria novidade. Sua cautela, porém, faz todo o sentido. Jogar-se numa campanha traz um grau de exposição pública exponencial para o pretendente e sua família. Qualquer deslize do passado ganha visibilidade imediata, gerando crises e trazendo dores de cabeça. Além disso, Huck terá de abrir mão de todos os seus contratos publicitários e do emprego na Globo, que lhe rendem, somados, cerca de 30 milhões de reais por ano. Mas, até aqui, ele está no jogo. Huck vem demonstrando excelente trânsito entre os caciques do DEM, como o próprio Maia e o prefeito de Salvador, ACM Neto, presidente da sigla. Embora o DEM ocupe três ministérios importantes no governo Bolsonaro (Casa Civil, Agricultura e Saúde), a cúpula evita se aproximar do Planalto e busca uma alternativa de centro, dividindo-se, por ora, entre Doria e Huck — a candidatura de Maia, apesar do seu desejo, é mais difícil. Na análise de um dirigente do DEM, a polarização chegará esgotada a 2022, a mesma avaliação feita pelo entorno de Huck. Em entrevista recente a VEJA, o ex-­presidente Fernando Henrique Cardoso disse considerar forte a possibilidade de que a população se canse da gritaria dos extremos — ainda mais em um contexto em que a eleição está distante três anos.

É difícil avaliar o futuro, mas o cenário que acontece hoje no Brasil é o mesmo do exterior. O quadro político mundial da atualidade é de radicalização, como demonstram os grandes e recentes tumultos de rua no Chile e na Bolívia. Ou a vitória do kirchnerismo na Argentina, com Alberto Fernández — resultado eleitoral que anima Lula e a esquerda, que apostam no chamado “efeito Orloff”, materializado na volta da esquerda ao poder depois de uma experiência fracassada da direita. Ainda não há no horizonte demonstrações de que esse estado de espírito dê sinais de arrefecimento. Ao contrário. A frustração com o status quo é o combustível que faz com que os humores do eleitorado balancem de um extremo ao outro. “As pessoas que foram demitidas ou que viram seu salário perder poder de compra ficam mais suscetíveis aos discursos radicais”, afirma o ex-embaixador Rubens Barbosa. O caso brasileiro tem ainda uma peculiaridade: o enfraquecimento de toda a classe política, a partir dos inúmeros escândalos de corrupção levantados pela Lava-Jato. O PT é exceção porque seus seguidores são como torcedores de um clube de futebol. Mesmo que o time ganhe com um pênalti inexistente, continuam a defender suas cores. Para Bryan McCann, professor de história brasileira da Universidade Georgetown, em Washington, a perda de representatividade do MDB, que ocupava esse lugar de fiel da balança desde a redemocratização, deixou um vazio, apesar de todos os inúmeros defeitos do partido. “O MDB sempre teve esse papel de abafar extremismos ideológicos”, diz. Verdade. Mas outra fórmula precisa ser criada. Afinal de contas não dá para construir equilíbrio com práticas reprováveis e corrupção.

Se a situação já é difícil para Doria e Huck, mais desafiador ainda é o tabuleiro para candidatos que estão mais próximos dos extremos, como o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o terceiro colocado no primeiro turno de 2018, e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Ciro sentiu­-se traído pelo ex-presidente e pelo PT na eleição do ano passado, quando Lula atuou para esvaziar suas alianças eleitorais, e agora pretende, com Rede, PSB e PV, criar uma alternativa de centro-esquerda e isolar o petismo. “Fora o PCdoB, aliado histórico do PT, não sei qual aliança eles (petistas) vão fazer”, diz Carlos Lupi, presidente do PDT. O sonho é livre, mas mesmo quem não gosta do Lula sabe que ele hoje é o líder inconteste da esquerda. Do outro lado, eleito na onda bolsonarista e há pouco afastado do clã presidencial justamente após deixar claro que almeja o Planalto, Witzel teria dificuldades de ir em direção ao centro, muito em razão da sua política de segurança pública, ideologicamente tão à direita quanto a do capitão. Realmente será muito complicado ocupar um espaço já dominado pelas figuras de Lula e Bolsonaro, com quem ambos são identificados e de alguma forma disputam.

Os mais otimistas defensores da volta ao centro acham que a política do ódio, um jogo de tamanha intensidade e que terá de ser jogado por tanto tempo, pode levar à busca por vozes mais moderadas. Na visão dessa corrente, além da saturação do tom bélico, o vazio de ideias dos radicais em algum momento gerará interesse por uma terceira via. De fato, o Brasil já viveu — e superou — outros momentos agudos de radicalização política, caso do segundo governo de Getúlio Vargas, entre 1951 e 1954, e da gestão de João Goulart, entre 1961 e 1964. “Um resultou no suicídio do presidente, e o outro no golpe militar que levou à ditadura”, lembra a historiadora Lilia Schwarcz. Nas últimas décadas, Itamar Franco destacou-se como figura de centro — ele herdou o fiasco do governo Collor sem provocar sobressaltos e teve a sabedoria de apostar no Plano Real. Michel Temer seguia um caminho parecido de reconstrução do país pós-PT até ser abatido pelas denúncias de corrupção. No período de redemocratização, no entanto, nenhuma figura encarnou tão bem o dom da moderação quanto Tancredo Neves, que articulou a sua eleição pelo Congresso pavimentando de forma pacífica o fim do regime militar. “Não são os homens, mas as ideias que brigam”, ensinava ele. O Brasil precisa exatamente disso: de menos insultos e de mais soluções.


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Governo de PE

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06/12


2019

André elogia Sebastião e congresso do Avante

Três dias depois de ser paparicado em Brasília pelo governador Paulo Câmara e sinalizar que não desistirá da sua pré-candidatura a prefeito do Recife, o líder do PSD, André de Paula, foi o único presidente de partido no Estado a prestigiar o congresso estadual do Avante, partido que será comandado, oficialmente, no futuro, pelo deputado Sebastião Oliveira, hoje em fase de despedidas do PL.

Como André, Sebastião está distanciado do Palácio das Princesas, construindo uma espécie de terceira via no Estado em oposição ao Governo. Articulado e bom de voto – foi o quarto deputado federal mais votado em 2018 – Sebá, como é mais conhecido, mostrou força ao fazer um evento de peso, gigantesco, atraindo um número de lideranças expressivas dos mais diversos municípios e regiões do Estado.

"Eu não tenho a menor dúvida de que o Avante está em boas mãos, com a cara de uma liderança de expressão como Sebastião", disse André de Paula.


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Prefeitura de Paulista

06/12


2019

Avante faz congresso de partido majoritário

O congresso estadual do Avante, que ocorre neste momento em Gravatá, atraiu uma penca de lideranças dos mais diversos municípios e regiões do Estado. Lotou o auditório do Hotel Canariu’s e contou com a presença do presidente nacional da legenda, Luís Tibet, deputado federal por Minas.

Além do deputado federal Sebastião Oliveira e do seu irmão Waldemar Oliveira, presidente estadual da legenda, o evento contou também com a presença do presidente estadual do PSD, André de Paula, líder da Câmara dos Deputados.

Após a minha palestra sobre o político e as redes sociais, o evento contou também com a explanação do advogado Eraldo Inácio, sobre regras eleitorais e a condução dos debates foi feita por Alan Pereira, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, em Serra Talhada.


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Prefeitura de Ipojuca

06/12


2019

Candangos de Lança promovem festa em Brasília

A Associação Cultural Candangos de Lança realizará, amanhã, um evento onde os apreciadores da autêntica cultura popular nordestina poderão desfrutar de muito frevo, forró, maracatu e outros gêneros musicais típicos da região. O nome do evento, “Me Segura no Cerrado”, remete ao mais tradicional ritmo pernambucano tomando como palco o cerrado, numa referência ao clássico frevo “Me segura senão eu caio”, imortalizado na interpretação de Alceu Valença. A ideia é celebrar essa conexão entre Brasília e Nordeste e ressaltar o rico e democrático mosaico de influências que tornam a identidade cultural brasilense única.

Virão, especialmente de Recife para a festa, artistas consagrados no cenário musical, como Benil, expoente da nova geração de músicos pernambucanos, Gustavo Travassos, puxador oficial do maior bloco carnavalesco do mundo, o Galo da Madrugada, e Ed Carlos, que em 2019 completou 30 anos de uma sólida carreira dedicada ao frevo e ao forró. Radicados em Brasília, completam o time de atrações a Orquestra Popular Marafreboi, regida pelo maestro Fabiano Medeiros, e o Maracatu Baque Mulher, grupo feminino símbolo do ritmo afro-brasileiro.

Apoiam o evento os tradicionais blocos carnavalescos brasilienses Suvaco da Asa, Galinho de Brasília e Virgens da Asa Norte, que erguerão seus estandartes e desfilarão juntos em um encontro histórico. Na ocasião, também serão prestadas homenagens a personalidades que se destacaram pela atuação em prol da cultura pernambucana.

A festa acontecerá no Galpão 17, no SIA. A Associação Cultural Candangos de Lança, ou simplesmente Candangos de Lança, é uma associação civil sem fins lucrativos fundada em setembro de 2019 em Brasília com o objetivo de congregar a comunidade pernambucana do Distrito Federal e promover a cultura, a identidade e as tradições do Estado de Pernambuco por meio de eventos artísticos, sociais e filantrópicos.


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06/12


2019

DNOCS libera R$ 15 milhões para Sertânia

O coordenador estadual do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS, Marcos Rueda, assinou, hoje, uma ordem de serviço no valor de R$ 15 milhões para que a empresa MRM inicie, de imediato, as obras que consistem na construção da captação definitiva em Sertânia. A obra visa melhorar de forma definitiva o abastecimento de água para a região.


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Prefeitura de Abreu e lima

06/12


2019

Justiça inocenta ex-prefeito de Buíque

A Justiça Federal julgou improcedente a ação civil-pública de improbidade administrativa que o Ministério Público Federal ajuizou contra o ex-prefeito de Buíque Jonas Camelo, alegando a prática de conduta improba em prejuízo à União Federal.

A decisão foi proferida hoje, pelo juiz Allan Veras, por entender que o ex-prefeito não praticou os atos de improbidade administrativa apontados pelo MPF e, assim, o inocentou de qualquer cometimento de ato ímprobo em detrimento daquele município e da União Federal. Atuaram na defesa do ex-prefeito os advogados Edilson Xavier, de Arcoverde, e Fábio Bezerra, de Buíque.


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Prefeitura de Serra Talhada

06/12


2019

Senado pode votar pacote anticrime na semana que vem

Líderes no Senado costuram um acordo para acabar com o clima de embate na Casa e votar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na semana que vem, tanto o pacote anticrime como o projeto de lei que altera o Código de Processo Penal, que pode garantir a volta da prisão após a condenação em segunda instância.

Consultado pelos negociadores do armistício, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), deu sinal verde. Segundo líderes ouvidos pelo blog do Valdo Cruz, as negociações “estão evoluindo”, mas um acordo de fato seria fechado apenas na semana que vem.

Atualmente, há uma disputa dentro do Senado entre o grupo que quer votar o projeto de lei sobre prisão em segunda instância e o que prefere apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Câmara sobre o assunto. Do lado do segundo grupo está Alcolumbre, apoiado por alguns líderes. Do outro, a presidente da CCJ, senadora Simone Tebet, junto com um grupo de mais de 40 senadores.

O acordo garantiria a votação do projeto anticrime, que endurece a legislação penal e foi aprovado nesta semana pela Câmara. Já o projeto de lei que muda o Código de Processo Penal e trata da prisão em segunda instância seria votado na CCJ pela manhã, mas num primeiro momento não seria apreciado pelo plenário.

“Ele [o projeto] ficaria aprovado na comissão, e pronto para ser votado no plenário da Casa. Se a PEC da Câmara não evoluir no ritmo que vem sendo prometido pelos deputados, aí o projeto de lei que altera o Código de Processo Penal seria colocado em votação no plenário”, disse um líder ao blog reservadamente.


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Prefeitura de Limoeiro

06/12


2019

De Brasília para Gravatá

Já estou no auditório do hotel Canariu’s, em Gravatá, a 82 km do Recife, para uma palestra no I Encontro Estadual do Avante. O ambiente parece mais convenção partidária. Falo sobre o político e as redes sociais. O evento será aberto em instantes pelo presidente nacional do Avante, Luis Tibet (MG), ao lado do presidente estadual Waldemar Oliveira e o deputado federal Sebastião Oliveira.


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Banner de Arcoverde

06/12


2019

Detran alerta que informar blitz nas redes sociais é crime

O Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco – DETRAN-PE, por meio das Diretorias de Fiscalização, Operações e Atendimento, deu início, ontem, a operação “Segundos que salvam vidas”, sob o título “Alertar sobre blitz nas redes sociais é crime”.

Segundo o gerente de fiscalização do Detran, Paulo Paz, com a chegada das festividades de final de ano, começam as confraternizações, quando as blitzes do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco – DETRAN-PE, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, e Autarquia de Trânsito e Transporte do Recife – CTTU, são intensificadas e a população tende a avisar aos motoristas os pontos onde estão acontecendo as blitzes por aplicativos. Mas o que as pessoas desconhecem é que esse ato é considerado crime, previsto no Código Penal, e existe punição.

A ação contou com 10 agentes de trânsito, 3 PK’s, 10 viaturas, entre carros e motos, que trabalharam em conjunto com o Batalhão de Policiamento de Trânsito, e a parceria da empresa Bandeirantes Outdoor. No local, agentes de trânsito abordaram os motoristas, alertando sobre os perigos dos avisos nas redes sociais.

Na oportunidade, Emanoel Plácido da Silva, observador certificado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária- ONSV e professor de Gestão e Direito de Trânsito, e o agente/instrutor de trânsito do DETRAN-PE, Stephan Araújo, proferiram mini palestra para grupos de motoristas que foram abordados, com foco no Artigo 265 do CP, que prevê pena de reclusão de um a cinco anos mais multa para o condenado, além de quatro pontos na carteira.

Além disso, foi colocado à disposição dos condutores o Detran Itinerante, caminhão equipado com guichês com computadores, onde foi oferecido os serviços de consulta de pontuação e 2ª via da CNH, agendamento de serviço, emissão de multas, nada consta e taxas. 


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06/12


2019

Armando fortalece PTB para disputa municipal de 2020

Manter a presença em municípios estratégicos do Estado, a exemplo de Igarassu, Ipojuca e Garanhuns, e ampliar a força do partido por todas as regiões, elegendo um número significativo de prefeitos e vereadores. É este o projeto do PTB de Pernambuco para as próximas eleições municipais, e que tem sido construído sob a liderança do presidente de honra do partido, o ex-senador Armando Monteiro Neto.

Nas últimas semanas, Armando tem conduzido um processo intenso de reuniões e filiações, realizando também encontros ampliados com lideranças regionais e representantes de segmentos da sociedade.

Nos últimos meses foram realizados encontros com mais de 130 lideranças de 45 municípios. Os novos petebistas se somam às 50 pré-candidaturas majoritárias já definidas pela sigla, das quais 09 tentam a reeleição e 04 a sucessão.

O presidente estadual do PTB, José Humberto, destaca que o partido tem sido procurado e também está em contato permanente com lideranças alinhadas com bandeiras do partido já aprovadas nos municípios comandados por prefeitos petebistas.

“O PTB tem compromisso com o desenvolvimento econômico dos municípios, com o crescimento regionalmente equilibrado do Estado, onde as oportunidades de geração de emprego e renda sejam proporcionadas para a população dentro de suas próprias cidades. Aliado a isto, temos gestões que são referência em qualidade na prestação de serviços públicos”, afirma José Humberto.

O presidente de honra do partido, Armando Monteiro, reforça que irá dar continuidade aos encontros com lideranças para fortalecer o partido e para discutir as melhores opções de projeto para os municípios pernambucanos. “Em 2020, o PTB terá os melhores nomes e projetos para os novos desafios que se apresentam para o desenvolvimento dos municípios”, conclui.


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06/12


2019

As chibatas dos capitães do mato

Por Maciel Melo*

Brasil, onde estás?

Não vês que o teu povo clama? Não ouves a voz dos que proclamam o direito de ir e vir? A cor púrpura te sangra, te cega, te entontece, te mata e não vês as veias abertas da América, te sugando todo o sangue.

Enquanto isso, a vida se adianta, o país se atrasa, e o povo segue sua sina cigana, tirando as pedras do caminho, sem direito a se deitar em berço esplêndido, nem acordar ao som do mar, à luz de um céu profundo. Segue desafiando em seu peito a própria morte; vendo a fome bater à sua porta, esmolando migalhas de respeito, lealdade e cidadania.

O Brasil que sonhamos não está na gulodice dos meliantes de gravatas que se esbaldam no sarcasmo de sua prepotência. Não está na arrogância dos patrões escravocratas, que continuam discriminando e agindo como se não tivesse havido a abolição. Não está nas vidas severinas afogadas nas águas do açude de Cocorobó, nem no açoite das chibatas dos Capitães do Mato. Não está nas lápides geladas da tortura, no descaso, nas agruras, na falsa cegueira de quem não quer ver.

O Brasil que sonhamos está onde o verde louro de sua flâmula aflora o fruto posto à mesa, e a fauna engorda nos pastos sobre a terra dividida. Está no direito de ir e vir, está nos versos de Joaquim Osório Duque Estrada; está em O Guarani de Antônio Carlos Gomes, nos folhetos de cordel, na sanfona de Luiz Gonzaga, nas violas encantadas dos menestréis, dos cantadores violeiros. Está no sabor do extrato do grão do café torrado no caco e coado de manhã cedinho, alimentando os filhos pretos, de mães pretas, de pais pretos, para irem à labuta do dia a dia.

O Brasil que sonhamos está na cabeça de Paulo Freire, no Auto da Compadecida, está entre Deus e o Diabo Na Terra do Sol, está nos livros de Guimaraes Rosa, nos grandes sertões, nas orações de Dom Helder Câmara. Não está no presente, nem no futuro próximo.

O Brasil que sonhamos está em todos nós, mas, hoje, à mercê dos deuses, que na realidade é apenas um.

*Cantor e compositor


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06/12


2019

Clebel: Ações na Justiça afastam investimentos

A geração de empregos foi um dos assuntos abordados pelo prefeito de Salgueiro, Clebel Cordeiro, durante entrevista concedida ao comunicador Maurício Ribeiro, ontem, no programa Política em Foco, na Salgueiro FM.

Na ocasião, o gestor municipal avaliou que as milhares de ações movidas na Justiça do Trabalho nos últimos anos, sobretudo contra empreiteiras das obras federais, deixaram Salgueiro com má fama no meio empresarial.

“Grandes empresas passaram por aqui. Nós oferecemos propostas, sentamos e conversamos com eles, mas eles disseram: Prefeito, como? Sua cidade tem o maior índice [de processos] trabalhistas do Brasil. Como é que vamos gerar emprego dentro de uma cidade dessa? Só para se ter uma ideia, uma empresa chegou a ter, dentro de Salgueiro, cinco mil ações trabalhistas”, disse.

De forma empírica, já que também é empresário, Clebel lembrou que os donos de empresas quando decidem investir numa cidade procuram todos os parâmetros para poder abrir uma filial e levam em consideração a segurança jurídica. “Não é fácil a gente reverter isso. Nós batemos em portas para tentar abrir, mas encontramos uma barreira muito grande: Justiça do Trabalho”, complementou.


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06/12


2019

Adelmo Moura sai na frente com 73% em Itapetim

Em Itapetim, o prefeito Adelmo Moura (PSB) só não será reeleito se houver uma hecatombe. Pesquisa do Instituto Opinião aponta que o socialista lidera com folga nos dois cenários confrontados com adversários, ambos do PTB. Frente a Olavo Batista, teria, hoje, 73,4% das intenções de voto contra 10,9%. Neste cenário, brancos e nulos somam 7,1% e indecisos são apenas 8,6%. Quando Olavo é substituído por Anderson Lopes, Moura aparece com 63,1% e o concorrente com 22%. Brancos e nulos somam 4,6% e 10,3% se apresentam indecisos.

Na espontânea, modelo pelo qual o eleitor entrevistado é obrigado a lembrar o nome do candidato sem o auxílio da cartela com os respectivos postulantes, o prefeito se situa, igualmente, numa faixa bastante confortável. Tem 52% das intenções de voto, enquanto Anderson aparece com 6%, Arquimedes com 0,3% e Zé Lopes com 0,3%. Neste cenário, brancos e nulos somam 4,3% e 37,1% não souberam responder.

No item rejeição, Olavo Batista aparece no topo. Entre os entrevistados, 32,2% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Anderson é o segundo, com 12,6% e Adelmo é o menos rejeitado, com apenas 10,9%. Neste cenário, 3,7% disseram que rejeitam todos e 40,6% afirmaram que não rejeitam nenhum dos nomes postos para estimulação no levantamento pré-eleitoral.

A pesquisa foi a campo entre os dias 2 e 3 passados, sendo aplicados 350 questionários, com margem de erro de 5,2 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. Foram realizadas entrevistas pessoais e domiciliares.

Estratificando a primeira sondagem eleitoral em Itapetim, berço da poesia do repente no Sertão do Pajeú, o prefeito aparece melhor situado entre os eleitores com renda familiar acima de cinco salários (81,8%), entre os eleitores na faixa etária entre 35 a 44 anos (78,5%) e entre os eleitores com grau de instrução até o 9º ano escolar (72%). Por sexo, 75,4% dos seus eleitores são mulheres e 72,3% são homens.

Já Anderson Lopes, que aparece melhor situado do que Olavo, tem a maior taxa de intenção de voto entre os eleitores na faixa etária de 35 a 44 anos (26,8%), entre os eleitores com grau de instrução superior (22,8%) e entre os eleitores com renda familiar até dois salários mínimos (20%). Por sexo, 22,7% dos seus eleitores são masculinos e 20,9% são femininos.

AVALIAÇÃO DE GESTÃO

No quesito gestão administrativa, o prefeito Adelmo Moura se situa numa faixa de excelência, com índices, provavelmente, que o apontam como o melhor gestor avaliado no Estado. Ele aparece com 35,7% de ótimo e 42% de bom, enquanto 14,9% o julgam regular. Entre os que desaprovam apenas 3,1% consideram seu Governo péssimo e 3,4% ruim. Enquanto a soma da aprovação beira os 80%, a de desaprovação é de menos de 7%, algo inédito na história de Itapetim.

Já o Governo Paulo Câmara, tem mais aprovação do que desaprovação. É julgado ótimo por 6% e bom por 24,9%, enquanto 32% acham regular. Entre os que desaprovam 12,3% são de péssimo e 7,7% de ruim. 17% não souberam ou não quiseram responder. Dos três níveis de poder, o federal é o que detém as maiores taxas de desaprovação. O Governo Bolsonaro aparece com 46% de péssimo e 16% de ruim, ou seja, mais de 60%. Já os que o aprovam, 9,1% consideram bom e 1,4% de ótimo, enquanto 20,9% julgam regular. 0,9% não sabem ou não quiseram responder.


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06/12


2019

MP retoma investigação sobre Flávio Bolsonaro

O Ministério Público do Rio de Janeiro vai retomar, após quatro meses sob suspensão, as investigação contra o senador Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabrício Queiroz. O filho do presidente Jair Bolsonaro e seu ex-auxiliar são suspeitos de cometer os crimes de lavagem de dinheiro e peculato (desvio de dinheiro público) no período em que Flávio era deputado estadual na Alerj. O caso Queiroz foi uma das mais de 900 investigações que ficaram paralisadas após decisão do presidente do Supremo, Dias Toffoli.

Há um ano, o Estadão revelou que o PM Fabrício Queiroz tivera em conta movimentações financeiras de R$ 1,2 milhão, atípicas e incompatíveis com seus ganhos. A investigação pôde ser restartada após o STF decidir pela legalidade do compartilhamento de informações fiscais e bancárias por órgãos de controle com o MP. O parlamentar alegava ilegalidade e perseguição política na ação.


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06/12


2019

Bolsonaro revoga veto a Folha

Após críticas de entidades que defendem a liberdade de expressão, o presidente Jair Bolsonaro voltou atrás em sua decisão e revogou o edital que excluiu a Folha de licitação para a assinatura eletrônica de jornais em órgãos do governo.

A decisão foi publicada hoje, no Diário Oficial da União. No dia 31 de outubro, Bolsonaro anunciou que havia determinado o cancelamento de todas as assinaturas da Folha no governo federal. Após ser oficializada, a medida durou pouco mais de uma semana. O edital agora revogado previa a contratação pela Presidência da República por um ano, prorrogável por mais cinco, de uma empresa especializada em oferecer a assinatura dos veículos à Presidência.


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06/12


2019

TCE aprova voto de aplauso para João Alberto

Foi aprovado, na sessão do Pleno da última quarta-feira, um voto de aplauso ao jornalista João Alberto pela passagem dos seus 50 anos de colunismo social, ocorrida na última terça-feira. A proposição foi do conselheiro Valdecir Pascoal.

“João Alberto é reconhecido aqui e nacionalmente pelo jornalismo sério, sendo uma referência que tanto orgulha a imprensa local e nacional”, disse o conselheiro, que também destacou o temperamento afável, respeitoso e plural com o qual o jornalista trata as questões sociais e políticas.

O presidente Marcos Loreto, que esteve presente ontem à festa de comemoração dos 50 anos e, paralelamente, ao lançamento da 37ª edição de seu livro a Sociedade Pernambucana, também ressaltou a importância do trabalho de João Alberto, destacando a inovação e um lado que “transcende o colunismo tradicional” ao trazer variados temas para sua coluna.


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