FMO janeiro 2020

15/11


2019

O centro em meio à polarização entre Bolsonaro e Lula

Os desafios do centro em meio à polarização entre Bolsonaro e Lula. Enquanto o país se divide, as forças políticas menos radicais tentam sobreviver no ar rarefeito da polarização ideológica.

(Alan Santos/PR/Amanda Perobelli/Reuters)
Da Veja - Por João Pedroso de Campos, Mariana Zylberkan e Roberta Paduan

 

Quanto maior o barulho na política, mais difícil é ouvir argumentos, debater ideias, fazer prevalecer o bom-senso. E o volume da gritaria aumentou bastante nos últimos dias, em razão da volta às ruas do ex-­presidente Lula na sexta 8. Logo ao sair da cadeia em Curitiba, onde ficou 580 dias cumprindo pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o petista atacou Jair Bolsonaro, a política econômica de Paulo Guedes, a “entrega” do país e a retirada de direitos sociais. O presidente rebateu no seu tom habitual: “canalha” e “presidiário” foram alguns dos termos escolhidos. “Está solto, mas continua com todos os crimes nas costas”, completou (corretamente). Nas redes sociais, em algumas manifestações e articulações, petismo e bolsonarismo vêm se retroalimentando desse ódio e reforçam um momento que tem dominado a política no Brasil e no mundo: a era dos extremos. Com Lula solto, tal histeria tende a crescer.

Diferentemente daqueles que o seguem na base da emoção, Lula possui um objetivo claro em mente: a campanha eleitoral de 2022. Embora ele esteja impedido de ser candidato porque continua enquadrado pela Lei da Ficha Limpa, suas falas e movimentação mostram que a prioridade é colocar o PT como protagonista, assenhoreando-se do eleitorado de esquerda. Dizendo-se com “tesão de 20 anos”, Lula falou à militância em Curitiba e em São Bernardo do Campo, reuniu-se com aliados como o ex­-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB), anunciou um “discurso à nação” para este domingo, 17, no Recife, e participará de dois encontros cruciais para definir o voo petista nas eleições: a reunião da Executiva Nacional em Salvador na quinta­-feira 14, e o congresso nacional da legenda, no dia 22, em São Paulo. Também pretende voltar a fazer suas tradicionais caravanas pelo país.

 EXEMPLO - Doria: esforço para fazer de São Paulo uma vitrine para o país
EXEMPLO - Doria: esforço para fazer de São Paulo uma vitrine para o país (Governo do Estado de São Paulo/Divulgação)

No extremo oposto do ringue, Bolsonaro está convencido de que a saída de Lula o beneficia diretamente. Antes do julgamento sobre a segunda instância, ele deu alguns sinais claros ao presidente do STF, Dias Toffoli, de que não questionaria a decisão em si. Na verdade, com Lula nas ruas, o capitão ganha a oportunidade de fazer aquilo que faz melhor: guerrear. Ele agora tem um inimigo temido por boa parte dos brasileiros e que vocifera de volta.

Enquanto o Brasil perde com essa radicalização, as pesquisas mostram que os dois protagonistas, de fato, precisam um do outro. Conforme revelou uma pesquisa VEJA/FSB realizada em outubro com presidenciáveis, Lula ainda é disparado o nome mais forte da esquerda e, mesmo se não puder concorrer em razão da Lei da Ficha Limpa, tem poder para reorganizar as forças dentro desse espectro político, e nada melhor que um presidente com tendências ditatoriais para Lula exercer sua verve de “protetor dos pobres” e dos direitos humanos. Bolsonaro também sai no lucro. A volta de um Lula radical pode ter o efeito de levar o presidente a reaglutinar em torno dele os eleitores que vinham se desapontando com seu governo, já que o fantasma do retorno do petismo ainda seria o mal maior. Em um possível confronto entre ele e Lula nas eleições de 2022, o capitão, por enquanto, se sai melhor, vencendo por 46% a 38%, conforme mostrou o levantamento VEJA/FSB.

Tal estágio de polarização, baseado no ódio e na repulsa ao outro, torna o ar bem mais rarefeito para as forças políticas de centro, que querem se apresentar com argumentos equilibrados e racionais. Em um ambiente conflagrado, fica difícil para um político (ou para o leitor de VEJA) defender pautas da direita, como a liberdade econômica e as privatizações, e adotar algumas ideias da esquerda, como os programas sociais, dentro de um governo que respeite a democracia, as liberdades individuais e os direitos humanos. O risco é não agradar a ninguém com essa postura. Quando prega maior liberdade na economia, essa pessoa passa a ser vista como “bolsominion”, amante da ditadura ou contra o aborto. Quando apoia programas de distribuição de renda, é encarada como “petralha”. Tamanha simplificação da política, ancorada em rótulos e associações mentirosas, só traz dividendos para os extremos, dificultando o diálogo e a criação de uma alternativa baseada no bom-senso.

Um dos maiores obstáculos para que o centro ocupe hoje o espaço entre Bolsonaro e Lula é justamente a inexistência de um rosto que personifique essas ideias. Não por falta de pretendentes, mas pela ausência de uma liderança natural nesse campo. Atualmente há pelo menos quatro potenciais presidenciáveis (uns mais à direita, outros à esquerda) nessa fatia do espectro político — João Doria, Luciano Huck, João Amoêdo e Rodrigo Maia. Mas, por motivos diversos, nenhum deles consegue hoje assumir essa condição. “Para a população é muito fácil identificar os extremos. Já o centro não tem uma cara definida”, afirma Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha. Ainda que não admita publicamente, Doria é o que mais tem se empenhado em viabilizar sua candidatura e surgir como alternativa. Sua principal estratégia é fazer de sua gestão em São Paulo uma vitrine, principalmente em crescimento econômico e segurança pública, sem perder de vista a agenda social. Na última terça, 12, ele visitou a região do Vale do Ribeira, uma das mais pobres de São Paulo, e lançou ali projetos de geração de emprego e empreendedorismo. Na economia, tem se esforçado para trazer investimentos americanos, chineses e japoneses para o estado. Além disso, quando a hora chegar, vai investir na comparação com Huck, mostrando que, não bastasse ter sucesso na iniciativa privada, possui experiência na vida pública, o que faz dele um candidato mais confiável. Confiança, aliás, será a palavra-chave na construção da sua plataforma. Ele quer deixar claro que pode melhorar a vida do brasileiro e dos investidores, com estabilidade e cumprindo o que promete. Outra aposta do tucano é nas eleições municipais de 2020, com a conquista de prefeituras importantes que lhe dariam uma rede de apoio estadual para o voo nacional. O desafio de ganhar espaço fora de São Paulo, porém, se reflete no desempenho modesto de seu nome na pesquisa para 2022. Nos três cenários de primeiro turno abordados no levantamento VEJA/FSB, o tucano tem no máximo 5% dos votos. Em confronto direto com Bolsonaro no segundo turno, perderia por 46% a 26%.

Em paralelo, outro nome que pode consolidar uma liderança ao centro é o outsider Luciano Huck. No mesmo levantamento, Huck aparece hoje com a melhor performance ao centro. Numa das simulações para o segundo turno, por exemplo, ele perde para Bolsonaro no limite da margem de erro de 2 pontos (43% a 39%). Oficialmente, Huck também não assume a condição de candidato, mas vem participando de inúmeros eventos e de movimentos de renovação política. Nessas ocasiões, exibe um discurso que mistura a social-democracia ao liberalismo econômico, entremeado de apelos à moderação e histórias de pessoas pobres que ele costuma conhecer durante as gravações. Entre seus interlocutores políticos estão o ex-presidente FHC, o ex-governador Paulo Hartung (ES), o ex-­deputado federal Roberto Freire, presidente do Cidadania, sigla favorita a receber sua filiação, e o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. A questão é que ninguém sabe se Huck vai mesmo arriscar a candidatura. Em 2018, ele ciscou, ciscou e pulou fora — justamente em uma eleição em que o eleitorado queria novidade. Sua cautela, porém, faz todo o sentido. Jogar-se numa campanha traz um grau de exposição pública exponencial para o pretendente e sua família. Qualquer deslize do passado ganha visibilidade imediata, gerando crises e trazendo dores de cabeça. Além disso, Huck terá de abrir mão de todos os seus contratos publicitários e do emprego na Globo, que lhe rendem, somados, cerca de 30 milhões de reais por ano. Mas, até aqui, ele está no jogo. Huck vem demonstrando excelente trânsito entre os caciques do DEM, como o próprio Maia e o prefeito de Salvador, ACM Neto, presidente da sigla. Embora o DEM ocupe três ministérios importantes no governo Bolsonaro (Casa Civil, Agricultura e Saúde), a cúpula evita se aproximar do Planalto e busca uma alternativa de centro, dividindo-se, por ora, entre Doria e Huck — a candidatura de Maia, apesar do seu desejo, é mais difícil. Na análise de um dirigente do DEM, a polarização chegará esgotada a 2022, a mesma avaliação feita pelo entorno de Huck. Em entrevista recente a VEJA, o ex-­presidente Fernando Henrique Cardoso disse considerar forte a possibilidade de que a população se canse da gritaria dos extremos — ainda mais em um contexto em que a eleição está distante três anos.

É difícil avaliar o futuro, mas o cenário que acontece hoje no Brasil é o mesmo do exterior. O quadro político mundial da atualidade é de radicalização, como demonstram os grandes e recentes tumultos de rua no Chile e na Bolívia. Ou a vitória do kirchnerismo na Argentina, com Alberto Fernández — resultado eleitoral que anima Lula e a esquerda, que apostam no chamado “efeito Orloff”, materializado na volta da esquerda ao poder depois de uma experiência fracassada da direita. Ainda não há no horizonte demonstrações de que esse estado de espírito dê sinais de arrefecimento. Ao contrário. A frustração com o status quo é o combustível que faz com que os humores do eleitorado balancem de um extremo ao outro. “As pessoas que foram demitidas ou que viram seu salário perder poder de compra ficam mais suscetíveis aos discursos radicais”, afirma o ex-embaixador Rubens Barbosa. O caso brasileiro tem ainda uma peculiaridade: o enfraquecimento de toda a classe política, a partir dos inúmeros escândalos de corrupção levantados pela Lava-Jato. O PT é exceção porque seus seguidores são como torcedores de um clube de futebol. Mesmo que o time ganhe com um pênalti inexistente, continuam a defender suas cores. Para Bryan McCann, professor de história brasileira da Universidade Georgetown, em Washington, a perda de representatividade do MDB, que ocupava esse lugar de fiel da balança desde a redemocratização, deixou um vazio, apesar de todos os inúmeros defeitos do partido. “O MDB sempre teve esse papel de abafar extremismos ideológicos”, diz. Verdade. Mas outra fórmula precisa ser criada. Afinal de contas não dá para construir equilíbrio com práticas reprováveis e corrupção.

Se a situação já é difícil para Doria e Huck, mais desafiador ainda é o tabuleiro para candidatos que estão mais próximos dos extremos, como o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), o terceiro colocado no primeiro turno de 2018, e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC). Ciro sentiu­-se traído pelo ex-presidente e pelo PT na eleição do ano passado, quando Lula atuou para esvaziar suas alianças eleitorais, e agora pretende, com Rede, PSB e PV, criar uma alternativa de centro-esquerda e isolar o petismo. “Fora o PCdoB, aliado histórico do PT, não sei qual aliança eles (petistas) vão fazer”, diz Carlos Lupi, presidente do PDT. O sonho é livre, mas mesmo quem não gosta do Lula sabe que ele hoje é o líder inconteste da esquerda. Do outro lado, eleito na onda bolsonarista e há pouco afastado do clã presidencial justamente após deixar claro que almeja o Planalto, Witzel teria dificuldades de ir em direção ao centro, muito em razão da sua política de segurança pública, ideologicamente tão à direita quanto a do capitão. Realmente será muito complicado ocupar um espaço já dominado pelas figuras de Lula e Bolsonaro, com quem ambos são identificados e de alguma forma disputam.

Os mais otimistas defensores da volta ao centro acham que a política do ódio, um jogo de tamanha intensidade e que terá de ser jogado por tanto tempo, pode levar à busca por vozes mais moderadas. Na visão dessa corrente, além da saturação do tom bélico, o vazio de ideias dos radicais em algum momento gerará interesse por uma terceira via. De fato, o Brasil já viveu — e superou — outros momentos agudos de radicalização política, caso do segundo governo de Getúlio Vargas, entre 1951 e 1954, e da gestão de João Goulart, entre 1961 e 1964. “Um resultou no suicídio do presidente, e o outro no golpe militar que levou à ditadura”, lembra a historiadora Lilia Schwarcz. Nas últimas décadas, Itamar Franco destacou-se como figura de centro — ele herdou o fiasco do governo Collor sem provocar sobressaltos e teve a sabedoria de apostar no Plano Real. Michel Temer seguia um caminho parecido de reconstrução do país pós-PT até ser abatido pelas denúncias de corrupção. No período de redemocratização, no entanto, nenhuma figura encarnou tão bem o dom da moderação quanto Tancredo Neves, que articulou a sua eleição pelo Congresso pavimentando de forma pacífica o fim do regime militar. “Não são os homens, mas as ideias que brigam”, ensinava ele. O Brasil precisa exatamente disso: de menos insultos e de mais soluções.


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Prefeitura de Serra Talhada

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11/07


2020

Como a Lava Jato virou puxadinho do FBI

Por Marcelo Tognozzi

Edward Bernays morreu em 1995 com 103 anos. Considerado um dos americanos mais influentes do século 20, ele dizia que as pessoas são irracionais, suas decisões e ações são manipuladas facilmente e que a “minoria inteligente” necessita fazer uso contínuo e sistemático da propaganda.

Quase 25 anos depois da sua morte, Bernays foi resgatado por Mário Vargas Llosa no seu livro “Tiempos Recios”, lançado no ano passado. Vargas mostra como Bernays, um sobrinho de Freud e autor do best-seller “Propaganda”, elaborou e executou a doutrina de defesa dos interesses dos Estados Unidos e suas empresas. O principal cliente de Bernays era a United Fruit.

Como responsável pela estratégia de propaganda da empresa, mexeu os pauzinhos para a contratação da cantora Carmen Miranda por Hollywood em 1940. A pequena notável, com seu rebolado e os arranjos de bananas e outras frutas na cabeça, foi a mais eficiente garota propaganda da companhia que mais produzia bananas no continente.

Os Estados Unidos investiram pesado na manipulação política dos países da América Central e Caribe desde a época da construção do Canal do Panamá, no fim do século 19, quando também derrotaram a Espanha na guerra hispano-americana de 1898, ajudando Cuba a se tornar independente e enterrando de vez o já moribundo império espanhol.

Depois da 2ª Guerra, os americanos ficaram impossíveis. Meteram as mãos e os pés na região e foram ampliando sua influência em direção do Cone Sul. Já haviam se conectado por aqui pelo caminho cultural do cinema, música, literatura e histórias em quadrinhos.

Nos anos 1950 e até o início dos anos 1960, o Brasil foi resistente à sua influência política. JK peitou o FMI e tinha uma relação difícil – para dizer o mínimo – com o ex-secretário de Estado Foster Dulles, sintetizada na famosa foto de Antônio Andrade publicada em 1958 pelo Jornal do Brasil com a legenda: me dá um dinheiro aí.

O livro de Vargas Llosa é importante não somente pelo que revela do passado, as tramas de um golpe de Estado na Guatemala e a história de Johnny Abbes Garcia, agente da CIA que também serviu aos ditadores Trujillo, de Honduras, e Papa Doc, do Haiti. Garcia foi trucidado junto com a família pelos Tonton Macoute, misto de polícia e milícia de Papa Doc.

Com o golpe militar de 1964, os americanos derrubaram toda e qualquer resistência à sua ação de manipulação. O general Vernon Walters foi o eficiente e competente coordenador desta “ocupação”.

Oficiais do Exército brasileiro passaram a fazer estágio em instalações da Flórida e na famosa Academia Militar de West Point, em Nova Iorque, enquanto oficiais americanos davam assessoria para as forças de repressão ao comunismo no Brasil, Chile, Argentina, Paraguai e Uruguai. O lendário Cabo Anselmo, líder dos marinheiros em 1964, era na verdade um agente infiltrado na esquerda e há várias versões de que tenha trabalhado para CIA.

*Jornalista. O artigo completo pode ser lido no Poder 360


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Abreu e Lima - Prefeitura - Abreunozap

10/07


2020

Morre em acidente ex-deputado federal Alfredo Sirkis

Morreu, hoje, em um acidente de trânsito, o ex-deputado federal Alfredo Sirkis. O carro que ele dirigia saiu da pista, colidiu contra um poste e capotou na BR 493, no Arco Metropolitano, em Nova Iguaçu. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 14h20.

Sirkis era jornalista, tinha 69 anos e se notabilizou na luta pelo meio ambiente. Foi deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 2011 e 2014. Era diretor executivo do Centro Brasil no Clima (CBC) e foi coordenador do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima de 2016 e 2019.

Na Câmara Federal, presidiu a Comissão Mista de Mudança do Clima do Congresso Nacional e foi um dos vice-presidentes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

Antes disso, foi vereador em quatro mandatos no Rio de Janeiro, secretário municipal de Urbanismo e secretário municipal de Meio Ambiente, entre 1993 e 1996, na cidade do Rio. Foi membro da delegação brasileira às conferências do Clima de Montreal, Bali, Copenhagen, Durban, Varsóvia, Lima, Paris, Marrakech e Bonn.


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Banco de Alimentos

10/07


2020

Petrolina decreta novo isolamento social

Após reunião do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, a Prefeitura de Petrolina determinou uma série de medidas de isolamento social para reduzir o número de casos da Covid-19 no município. A decisão foi anunciada na noite de hoje.

Segundo o Comitê, foi consolidada uma tendência de crescimento de contágio, casos confirmados e na ocupação dos leitos de UTI na cidade. Os integrantes desse grupo técnico avaliaram que, nas últimas semanas, por conta do período junino, maior fluxo de pessoas nas ruas e questões ligadas ao clima e tempo na região, houve um impulsionamento das ocorrências de síndrome gripal e, por conseguinte, da covid-19. Por isso, o Comitê sugeriu o fechamento de diversos setores econômicos e de espaços públicos pelo período de 14 dias, a fim de evitar a chegada de um nível crítico para o quadro geral epidemiológico relacionado a pacientes com covid-19 na cidade.

Dessa forma, a partir da próxima segunda-feira (13), deixam de ter autorização para funcionar comércio, shoppings, feiras livres, parques e serviços públicos, como o atendimento na Prefeitura de Petrolina. A orla e as pistas para caminhadas em avenidas de grande fluxo, a exemplo da Monsenhor Ângelo Sampaio, Integração, Estrada da Banana, Ulysses Guimarães, entre outras, serão bloqueadas para evitar aglomerações. Serviços como barbearias, salões de estética, concessionárias de veículos, escritórios jurídicos, de contabilidade entre outros segmentos também voltam a fechar. O decreto, por fim, determina a proibição de reuniões religiosas como cultos e missas por 14 dias.

Uma nova reunião geral será feita pelo Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus no dia 26 de julho. Com base nos dados atualizados do quadro epidemiológico, o grupo emitirá um parecer que embasará o cronograma de retomada dos segmentos econômicos, públicos, reuniões, entre outras atividades.


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10/07


2020

Editorial analisa eleição durante a pandemia

No Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, o meu editorial foi sobre o cenário de uma eleição municipal durante a pandemia do novo coronavírus, que assola o País sem perspectiva para o fim. Vale a pena conferir!

O Frente a Frente tem como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, em Jaboatão dos Guararapes.


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O Jornal do Poder

10/07


2020

Danilo espera que ministro promova educação de qualidade

Com indicação do pastor Milton Ribeiro para o Ministério da Educação, hoje, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) diz esperar que o novo ministro tenha foco na promoção de uma educação pública de qualidade, assegurando investimentos, e buscando a integração da União, estados e municípios.  “Neste momento, em que discutimos como assegurar o financiamento para a educação básica do país, com o novo Fundeb, esperamos que o novo ministro defenda a ampliação dos recursos e não a retirada deles como propõe o ministro da Economia (Paulo Guedes)”, afirmou.

O deputado se refere à proposta do governo de retirar recursos do Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica para outro programa social, o Renda Brasil. Este deve substituir o Bolsa Família e pode começar a vigorar após o fim do pagamento do auxílio emergencial de R$ 600.

A PEC do novo Fundeb (15/15) deve ser colocada na pauta de votação da Câmara Federal na próxima semana, segundo já sinalizou o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM -RJ). A proposta a ser votada pelos deputados prevê o aumento da participação da União, que hoje é de 10% na composição do Fundo, para 20% até 2026, crescendo percentualmente ano a ano. O texto está sendo discutido com o governo federal, que resiste em ampliar sua participação.

Danilo Cabral também disse esperar que o novo ministro, pelo fato de ser pastor, não faça do MEC um espaço para disputa ideológica ou religiosa. “O Brasil já não aguenta mais esse debate. O Estado é laico e nós precisamos discutir o que é importante para a educação brasileira”, frisou. O parlamentar ressaltou que, em 18 meses de governo, os dois ministros antecessores criaram um tensionamento desnecessário no ambiente da educação brasileira. “Ele deve buscar colocar a educação como um valor central no desenvolvimento do Brasil, é fundamental termos um ministro que defenda a educação como uma saída estratégica para a reconstrução do Brasil”, completou. 

O deputado também defende que o novo ministro reposicione o Plano Nacional da Educação (PNE), que completou seis anos, como o grande norteador da política de reconstrução do país. “É preciso termos alguém que lute para viabilizar mais recursos para a educação pública brasileira, faça um trabalho integrado e articulado com governadores, prefeitos, universidades, estudantes, trabalhadores da educação, e promova um grande entendimento nacional pela causa da educação”, completou o parlamentar.

Para Danilo Cabral, um dos desafios imediatos do novo ministro será o planejamento para a retomada das aulas presenciais em todo país. De acordo com o deputado, integrante das comissões de Educação e de Acompanhamento da Volta às Aulas, é urgente a aprovação do plano emergencial para a educação (projeto de lei 3.165/2020), que destina R$ 31 bilhões para a área. Os recursos recompõem o impacto da perda da arrecadação na educação.


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10/07


2020

Morre paisagista Janete Freire

Faleceu, hoje, no Recife, a paisagista e arquiteta Janete Freire. Conhecida por contribuir com o Estado e a capital nas gestões do senador Jarbas Vasconcelos como prefeito e governador, Janete projetou a recuperação de praças e jardins, incluindo os que margeiam a avenida Agamenon Magalhães. Ela também foi responsável pelas primeiras decorações de Natal e de carnaval no Recife.


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10/07


2020

Bolsonaro convida pastor Milton Ribeiro para Educação

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) convidou o pastor Milton Ribeiro para assumir o Ministério da Educação (MEC) hoje. A informação é da CNN Brasil.

O evangélico é membro da Comissão de Ética Pública da Presidência, é ligado à Universidade Mackenzie e apresenta no currículo doutorado em educação. Pastor na Igreja Presbiteriana de Santos (SP), Milton Ribeiro teria conversado com Bolsonaro sobre a possibilidade de assumir o MEC na última terça-feira (7).  

A pasta está sem titular desde a saída de Abraham Weintraub, no último dia 18. O governo chegou a nomear o professor Carlos Decotelli como ministro, mas ele pediu demissão antes mesmo de tomar posse depois que falhas no seu currículo foram reveladas.


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10/07


2020

Assessor de Flávio pode assumir cargo na comunicação

Ex-assessor da Casa Civil e atualmente lotado no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Felipe Cruz Pedri, fiel à cartilha do guru Olavo de Carvalho, tem se articulado para voltar ao Palácio do Planalto em um momento em que integrantes do governo tentam neutralizar a influência da ala ideológica.

Pedri está cotado para assumir uma função na Secretaria Especial de Comunicação (Secom), comandada por Fabio Wajngarten, apontado como o patrocinador da volta dele ao Planalto.  O ex-assessor da Casa Civil também tem participado de reuniões se apresentando como representante do Ministério das Comunicações.

A volta de Pedri, considerado um dos expoentes do olavismo, já causa desconforto entre integrantes de diversos ministérios principalmente num momento em que a orientação do gabinete presidencial é se afastar dos radicalismos para passar pelas crises que rondam o Planalto.  O retorno é encarado também como uma tentativa da ala ideológica sobreviver e voltar a influenciar decisões no governo, que ficou acuado após cerco imposto por inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF) e, mais recentemente, pela punição do próprio Facebook, que na última quarta-feira, 8, anunciou ter derrubado uma rede contas ligados ao presidente, seus filhos e aliados.

O olavista chegou no início do governo Bolsonaro pelas mãos do ministro Onyx Lorenzoni, então chefe da Casa Civil.  Enquanto esteve no cargo integrava o chamado núcleo ideológico e foi um dos autores do manifesto de fundação do Aliança do Brasil, partido que Bolsonaro tenta tirar do papel para abrigar sua família e seus apoiadores.  Felipe Pedri foi demitido em abril após o general Braga Netto assumir a pasta. Cinco dias depois foi nomeado no gabinete do senador Flávio Bolsonaro com o salário de R$ 17 mil.

Ativo nas redes sociais, Pedri tem mais de 53 mil seguidores que acompanham suas publicações contra a "agenda esquerdista", debates de gênero e as Organizações das Nações Unidas (ONU), vista por ele como uma das grandes disseminadoras do "globalismo".  Ele também critica governadores e prefeitos pelas medidas de isolamento social adotadas no combate à propagação do novo coronavírus no País. Em postagens no Twitter, costuma se referir à doença como "vírus chinês".

Atualmente, mesmo lotado no Senado Federal, Pedri tem participado de reuniões do Executivo como representante do Ministério das Comunicações, conforme apontam registros de agendas oficiais. Nesta semana, esteve pelo menos em duas reuniões com Subchefia de Assuntos Jurídicos para discutir a reestruturação de cargos com a divisão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), comandado por Marcos Pontes, e o Ministérios das Comunicações, chefiado por Fábio Faria.

A atuação de Pedri como representante das Comunicações está registrada na agenda dos dias 6 e 8 de julho do subchefe adjunto de Assuntos Jurídicos da pasta, Humberto Fernandes de Moura. Também participaram o secretário-executivo de Ciência e Tecnologia, Júlio Francisco Semeghini Neto, e o secretário de Gestão do Ministério da Economia, Cristiano Rocha Heckert, além de representantes da Secretaria de Governo, Secretaria-Geral e Casa Civil.


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10/07


2020

A versão da Secretaria Executiva de Ressocialização

Nota sobre vídeo

A Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) esclarece que o vídeo que está circulando nas redes sociais foi feito há mais de um mês, ocasião em que a Superintendência de Segurança Penitenciária identificou a unidade prisional, o Presídio Marcelo Francisco de Araújo (Pamfa), no Complexo do Curado, e os envolvidos. Todos foram submetidos ao Conselho Disciplinar da unidade.


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10/07


2020

Caruaru entre os municípios mais transparentes sobre Covid

Em relatório divulgado esta semana pelo Tribunal de Contas do Estado, mostrando o nível de transparência pública dos municípios no combate à Covid-19, Caruaru se destaca entre as cidades com maior clareza no trato com a administração da pandemia.

O levantamento leva em conta a transparência pública das contratações e aquisições relacionadas ao novo coronavírus, bem como ao acesso à informação dado ao cidadão por meio do Serviço Eletrônico de Informação ao Cidadão (e-SIC) durante todo o período da pandemia.


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10/07


2020

Ex-ministra Kátia Abreu na live de segunda

A senadora pelo PP do Tocantins, Kátia Abreu, ex-ministra da Agricultura no Governo Dilma, ex-presidente da CNA, Confederação Nacional da Agricultura, e ex-candidata a vice-presidente da República na chapa de Ciro Gomes, confirmou, há pouco, sua presença na live deste blog da próxima segunda-feira, às 18 horas, pelo Instagram do blog. A entrevista será transmitida automaticamente pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 38 emissoras, tendo como cabeça de rede a Hits 103,1 FM, no Grande Recife. Se você não segue o Instagram do blog, anote o endereço: @blogdomagno.


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10/07


2020

O presidente, a máscara e a Covid

Por Arnaldo Santos*

Na semana que passou, o vírus transmissor da “gripezinha” fez uma visita inesperada ao Palácio do Planalto: pegou seu ocupante desprevenido, sem estar usando máscara, como de hábito, e o contaminou!

Para a comunidade medico-cientifica em todo o mundo, até que se descubra uma vacina, o uso de máscaras ainda é, e continuará sendo, o mais eficaz meio para se prevenir e evitar a transmissão da Covid19, de uma pessoa para outra, e salvar milhões de vidas, pois impede a passagem das gotículas infectadas pelo coronavírus,  que saem da boca.

A Organização Mundial da Saúde – OMS divulgou, há pouco, uma carta assinada por cerca de 200 cientistas em todo o mundo, confirmando a contaminação pela Covid19, através do ar, o que torna o uso de máscara ainda mais necessário, respeitando o princípio da precaução que todos, sem exceção, devemos obedecer.

Como é cediço, a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos e privados, abertos e/ou fechados, consta de todos os protocolos sanitários da OMS, dos governos de todas as nações - inclusive pelas autoridades sanitárias do Brasil, menos pelo Governo federal, que há mais de sessenta dias, sequer nomeou, ainda, o ministro da Saúde.

Perante tais evidências, cabe perguntar – por que o Presidente Jair Bolsonaro é contra o uso de máscaras, se está provado que pode salvar milhões de vidas? Ele mesmo poderia ter evitado se infectar, não fora o mau exemplo de não respeitar os protocolos sanitários recomendados. Será superstição, medo ou narcisismo?

Como se sabe, “[…] os narcisistas são arrogantes e prepotentes, mas não por acaso. Acreditam-se únicos, especiais, donos e senhores de uma existência maravilhosa que está muito longe da que os demais poderiam se quer imaginar”. Eles possuem a mesma capacidade de ouvir que têm as pedras - assim como alcança José Elias Fernández, membro do Colégio de Psicólogos de Madrid.

Para tentar entender por que há essa rejeição, e/ou medo que o Presidente demonstra quanto ao uso da máscara, fomos buscar na história a origem e o seu significado, para ver se existe alguma explicação.

“[…] A máscara tem origem no Antigo Egito, cerca de (664-535 a.C”). Enquanto “[…] na China as máscaras eram usadas para afastar os maus espíritos, no Egito Antigo e na Grécia, elas eram colocadas sobre o rosto dos falecidos na crença da passagem para a vida eterna”.

Pela origem e seu significado, aqui pode estar uma das explicações: o Presidente, um ex-capitão do exército, com passado de atleta (não resistiu à ‘gripezinha’), de estilo tosco, machão e machista, parece ter medo de alma.

Numa perspectiva político-cidadã, o não uso da máscara é a reafirmação da desobediência ao princípio da precaução para com a saúde coletiva; e essa  constitui a posição de centenas de milhares de pessoas, nesse início de reabertura de alguns setores da economia,  notadamente naquelas atividades de convivência e maior interação social, como bares e restaurantes, que movimentam a vida noturna, nas grandes cidades. Identifica-se nessa atitude, a nefasta influência do comportamento adotado pelo Presidente, ignorando os protocolos sanitários de prevenção à pandemia, em flagrante incentivo à desobediência civil.

As pessoas precisam entender que o vírus está, e vai permanecer entre nós por longo período, o que vai nos impor uma cultura de convivência com a doença, para se evitar uma segunda onda, com números de infectados e mortos superiores aos que se tem hoje, provocando um retrocesso no processo de reabertura econômica, especialmente durante a quarta fase, onde os riscos de contaminação, serão ainda maiores. O momento exige bom senso para se encontrar o equilíbrio entre a retomada da economia com a proteção da vida.

Analisando, sociologicamente, a movimentação e o comportamento coletivo nessa fase, a regra é a inobservância dos protocolos sanitários, por parte de alguns estratos, com ênfase para aquelas pessoas de maior poder econômico - e nível de  “educação” - em adição a  um elevado grau de incivilidade para com os agentes públicos, que, no nobre cumprimento do dever de proteger a saúde coletiva, ao tentarem fazer observar o que é exigido pelo poder público, estabelecido nos decretos que normatizam a reabertura da economia, estes são humilhados, quando não agredidos fisicamente.

Está gravado na memória de todos o flagrante atentado à honra e dignidade da pessoa, além da ausência de qualquer fragmento de um padrão civilizatório, sofrido por um desses agentes, da parte de uma “cidadã”, com aquela famosa frase - “[…]cidadão não, engenheiro civil formado”; “nós é que pagamos você”, seu..” - mostrado pela televisão (até então não se  sabia que engenheiro não era cidadão). A frase pronunciada consubstancia o sentido de uma outra não menos conhecida, desprezível e arrogante que é – “[…] você sabe com quem está falando”?

O recorrente não-uso de máscaras, por significativa parcela da população em geral, com relevo para os séquitos pertencentes “ao andar de cima”, e a inconsequente atitude de centenas de milhares de pessoas, que teimam em se aglomerar nas calçadas, praças e praias, contrariando as recomendações sanitárias, como vem ocorrendo em todo o País, são emblemáticos do comportamento de uma sociedade adoecida sob o ponto de vista social, culturalmente analfabeta, politicamente ignorante e socialmente invencível, revelando, a um só tempo, incivilidade, narcisismo, menosprezo pela própria vida e pela vida do outro. São comportamentos não toleráveis em uma sociedade pretensamente moderna.

Em face dessa insensatez e vergonha, os governos devem adotar um padrão de análises com base nas ciências sociais, para observar e criar meios de ação que possam corrigir esse comportamento errático de expressivas parcelas da população, com foco nas movimentações que se dão no interior dos vários grupos, das distintas camadas sociais, objetivando fomentar o desenvolvimento de uma nova cultura comportamental ante a pandemia, que vai muito além dos atos coercitivos impostos pelos decretos que balizam a nova realidade em elaboração.

Para conformar essa pretendida realidade, impõe-se a adoção de padrões de abordagens analíticas, consoante às novas configurações exigidas para os diversos setores de atividades, tanto profissionais, quanto político-sociais, dado que já se percebe  uma tendência de influências ainda mais gravosas, tanto na saúde quanto no aspecto econômico-financeiro, de teor individual e coletivo, com danosos rebatimentos no aumento da pobreza e das desigualdades, se não houver um amplo e urgente reposicionamento comportamental no interior das várias redes, que incorpore uma rígida e efetiva observância das normas sanitárias, impondo novos hábitos, inclusive  relacionais, para evitar outra emergência.

“[…] Embora as redes sejam uma antiga forma de organização na experiência humana”, na contemporaneidade Manuel Castells, nos apresenta um novo tipo de organização, que chamou de “[…] sociedade em rede”. O que difere a experiência antiga do formato atual são as suas estruturas, fundadas na comunicação interativa e em tempo real (o que não é pouco), trazidas pelas novas tecnologias digitais, que, para o bem e para o mal, promoveram uma  revolução, na forma, nos conteúdos e na velocidade multiplicadora da informação, inimagináveis até para esses tempos.

É de aceitação geral o fato de que as novas tecnologias da informação  constituem meios imprescindíveis para conectar pessoas e nações, primordialmente para a comunidade medico-científica comunicar os avanços da ciência, por meio dos ensaios e testes clínicos, a fim de desenvolver uma vacina e/ou medicamentos para o tratamento da covid-19. No momento são as grandes aspirações da humanidade.

No universo pandêmico fluente, apenas por meio das novas tecnologias da informação, uma descoberta científica, comunicada pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, ou pela Universidade de Pequim, é passível de chegar em tempo real à comunidade científica de todo o mundo, permitindo agilizar ainda mais, os avanços científicos que serão levados ao conhecimento da humanidade.

Nessa perspectiva tão importante quanto as novas descobertas científicas, é a informação on-line, disponibilizada para toda a Terra, mobilizando global e simultaneamente a comunidade de ciência, em favor dos avanços dos saberes ordenados e da sociedade em escala mundial. Nesse contexto, confirma-se a essencialidade do bom uso que se deve fazer das novas tecnologias comunicacionais para o bem da ciência e do ser humano.

Mutatis Mutandis, assim também deveria ser o uso individual das redes sociais, pelos cidadãos, mormente nessa fase de reabertura da economia, na produção de informação para a conscientização das pessoas, no sentido de assumirem uma atitude proativa na promoção de ações de prevenção e combate ao coronavírus, e respeito ao cumprimento dos protocolos sanitários, a que todos estamos submetidos na qualidade de cidadãos. Deveria ocorrer assim, mas, quando examinamos o uso que é feito das novas tecnologias, o que se constata é apavorante, e contraria tudo o que se espera e se necessita na realidade em decurso. Criminosamente, o que vemos é a produção e distribuição massiva das fakes news, mais do que com o objetivo de desinformar e tentar confundir o cidadão consciente, buscando induzi-lo ao descumprimento do que está preconizado nos decretos de isolamento social.

Atos criminosos perpetrados com o uso das redes sociais são as mobilizações para encontros de grupos, formando aglomerações nos vários locais em funcionamento, e até incentivando a desobediência civil; e, não raro, até para  provocação de tumultos e  desafio às autoridades, com o objetivo de produzirem vídeos exibicionistas para alimentar vaidades narcísicas e outras alienações.

Umberto Eco, em seu estilo mordaz, criador de frases sarcásticas, disse que – “[…] as mídias sociais, deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, só falavam no bar depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade”.

A julgar pelo que observamos hoje, ele tinha razão!

*Jornalista, sociólogo e doutor em Ciências Políticas


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10/07


2020

Detentos fazem festa com música e bebida no Cotel

“Caso queiram cumprir pena aqui, oferecemos várias atividades de lazer para os presos não ficarem tristes com o coronavírus”. É assim que detentos comemoram o privilégio de fazer uma festa dentro de uma unidade prisional, que seria o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Lima (Cotel), em Abreu e Lima, segundo imagens enviadas ao blog pelo deputado estadual Romero Albuquerque (PP).

O deputado chama atenção para o ambiente animado da penitenciária. O vídeo, que teria sido divulgado nas redes sociais pelo próprio detento “cinegrafista”, mostra um grupo de, pelo menos, outros sete criminosos em uma espécie de confraternização em um dos corredores do Cotel. Ele filma os companheiros dançando e, logo depois, ingere bebida alcoólica. “Essa live fez mais sucesso do que a de Gusttavo Lima”, comemora um texto escrito no próprio vídeo. 

“Cadeia não é local para festas, bebidas, som, celular. É preciso punir administrativamente o responsável por essa farra, mas, além disso, é preciso corrigir a falha do sistema. É inadmissível que fugas e festas sejam comuns nos presídios de Pernambuco”, dispara Romero.

Para o parlamentar, a fuga de Limoeiro e a festança em Abreu e Lima dão conta de que o sistema penitenciário do estado precisa de uma reestruturação.


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Comentários

politica com respeito

Se o secretário fala direto pelo celular com os detentos , conforme ele informou! Então é de conhecimento essa festança ? As penitenciários e presídios viraram empresas Magno! Ali circula muita grana! Tem gente que tem grandes comércios dentro delas!!



10/07


2020

Ações contra desmatamento começaram tarde, diz Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão, que comanda o Conselho da Amazônia, afirmou, hoje, que o recorde de alerta de desmatamento na região no mês de junho ocorreu porque as ações do governo federal começaram “tarde”.

Mourão comentou dados divulgado nesta sexta pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do órgão registrou recorde nos alertas de desmatamento em junho.

A Amazônia registrou 1.034,4 km² de área sob alerta de desmatamento em junho, recorde para o mês em toda a série história iniciada em 2015. No acumulado do semestre, os alertas indicam devastação em 3.069,57 km² da Amazônia, aumento de 25% em comparação ao primeiro semestre de 2019.

Segundo Mourão, no caso do desmatamento, o ideal seria ter iniciado a Operação Verde Brasil em dezembro do ano passado. O governo federal anunciou uma primeira versão da operação em agosto no ano passado, como resposta à alta das queimadas. As ações duraram 60 dias. Porém, após criar o Conselho da Amazônia em fevereiro de 2020, o governo anunciou, em maio, a Operação Verde Brasil 2.

As ações de prevenção e repressão a crimes ambientais ainda estão em andamento e são executadas por militares das Forças Armadas. A operação foca no combate ao desmatamento ilegal e a incêndios.

“Um dos primeiros itens é o combate ao desmatamento, que nós viemos efetuando desde maio. Eu já coloquei para vocês várias vezes que as ações contra o desmatamento tinham que ter começado em dezembro do ano passado, que é quando ele começa efetivamente. Tenho colocado que nós vamos prosseguir nesse tipo de trabalho até o final de 2022, ou até a turma que desmata se dê conta que não dá mais para fazer isso”, declarou.

Perguntado sobre se acredita que os dados divulgados pelo Inpe não foram bons em razão do início tardio das ações, o vice-presidente disse que sim. “Porque começou tarde. Lógico, começou tarde. O começo em maio vai nos dar uma situação, vamos dizer assim, uma melhor em relação às queimadas, mas não ao desmatamento”, declarou.

Nesta sexta, o governo publicou no "Diário Oficial da União" decreto que prorrogou até 6 de novembro o emprego da presença das Forças Armadas na Amazônia Legal.


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10/07


2020

Banda “Som da Terra” brinda 45 anos com live solidária

Um encontro para o bem. Assim será a live que a Banda Som da Terra realizará, no próximo domingo, das 16h às 19h, que além de brindar seus 45 anos de existência, também terá viés solidário, com o objetivo de arrecadar doações para o Hospital do Câncer de Pernambuco. A live será transmitida pelo canal oficial da banda no www.youtube.com.br/SomdaTerra e pelo perfil oficial no Instagram @somdaterra.

O grupo Som da Terra possui uma trajetória reconhecida nacionalmente por sua musicalidade e shows apresentados no formato de um grande espetáculo, onde propaga intensamente a cultura pernambucana, sendo presença marcante nas maiores festas populares do estado, como o Carnaval e São João. É da banda a autoria de um clássico tocado em todo o Brasil, a música "Balanço o Saco". O grupo já conta com 27 trabalhos gravados, sendo 3 Lp’s, 19 Cd’s e 5 DVS’s.


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