FMO

08/11


2019

Lula e a “lei Teresoca” fazem a história do Brasil

Por Angelo Castelo Branco

A história lembra que quando o então todo poderoso Assis Chateaubriand – que dos anos 40 aos anos 60 dirigiu um império maior do que a atual Rede Globo – enfrentou um desquite litigioso com a senhora Cora Acuña, mãe de sua filha Teresa, ele não abriu mão de guarda da criança e o presidente Getúlio Vargas teve que editar dois diplomas legais para atender ao desejo do amigo.

O dispositivo entrou nas páginas do folclore jurídico com o apelido de “lei Teresoca”.  A bebê havia sido registrada apenas com o nome da mãe e a lei não permitia que a criança ficasse sob a guarda de um “pai” ignorado no cartório. Como se tratava de Chateaubriand, se a lei não permitia a guarda, que se mudasse então a lei. E assim foi feito.

Alguém tem dúvida de que se o ex-presidente Lula não estivesse preso em Curitiba o STF iria, do nada, reavaliar o entendimento sobre a prisão em segunda instância? Parece que não. Todo esse espetáculo que estamos assistindo só está sendo apresentado ao país e ao mundo por causa da detenção de um homem politicamente conhecido e influente.

Simples como a lei Teresoca.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fabio Braga Vasconcelos

Há poucos anos o mesmo STF entendeu que sim, a prisão na 2a instância era constitucional. Em 2019 o mesmo STF entende que não. O que mudou? A resposta só pode ser dada pelos homens que não recebem mesada do PT nem tem político de estimação.

Fabio Braga Vasconcelos

Há poucos anos o mesmo STF entendeu que sim, a prisão na 2a instância era constitucional. Em 2019 o mesmo STF entende que não. O que mudou? A resposta só pode ser dada pelos homens que não recebem mesada do PT nem tem político de estimação.

Fernandes

Advogados dizem que Supremo recolocou o País nos trilhos. Estadão.

Fernandes

Quando o STF suspendeu o processo da corrupção do Flávio Bolsonaro e Queiroz não vi ninguém indignado! O povo falso.

Fernandes

Constituição Federal. Art. 5º LVII - Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Resumo: ninguém é culpado até o último recurso ser julgado.


Prefeitura de Abreu e Lima

Confira os últimos posts



14/11


2019

Prefeito de Toritama integra Rede pela Sustentabilidade

O prefeito de Toritama, Edilson Tavares (MDB), faz parte da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS). Ele foi selecionado e agora integra a organização, cuja missão é contribuir para a melhoria da qualidade da democracia brasileira, reunindo lideranças comprometidas com a ética, a transparência e a sustentabilidade.

Para 2020, a Rede contou com 7.030 inscrições, o triplo de interessados de 2018 e o dobro de 2019. Ao todo, foram selecionados 99 lideranças, de 21 partidos políticos diferentes e 25 unidades da federação. “Estou muito feliz com mais essa conquista. A RAPS, é uma organização suprapartidária que reúne pessoas de diferentes visões de mundo e ideologias, mas que estão ligadas pelo desejo comum de construir um país mais justo, com mais oportunidades, melhor qualidade de vida para todos e com respeito aos recursos naturais", destacou Edilson. 

Para integrar a RAPS é preciso, entre outros critérios, ser uma pessoa engajada politicamente e interessada em participar da política institucional; ser comprometido com princípios da ética, integridade, democracia, transparência e sustentabilidade; assumir o compromisso de contribuir para o aperfeiçoamento do processo político e da qualidade da democracia brasileira; ausência de impedimentos legais gerais, de condenações por crimes ambientais, de condenações por crimes contra a economia popular e por crimes contra a Administração Pública; ausência de quaisquer condições indicativas de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura de Paulista

14/11


2019

Goiás se rende à liberdade de Imprensa

A Assembleia Legislativa de Goiás fez uma justa homenagem, ontem, à Associação Goiana de Imprensa (AGI) pelos seus 85 anos de luta em favor da liberdade de Imprensa. A iniciativa foi do deputado Virmondes Cruvinel (Cidadania), em reconhecimento ao trabalho dos comunicadores goianos que colaboram para levar a notícia ao leitor de forma imparcial.

Ao todo, 74 profissionais foram homenageados com certificado de honra ao mérito, dentre ele o assessor de comunicação da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), João de Oliveira, e o presidente da Agência Municipal de Turismo e Lazer de Goiânia (Agetur), Urias Júnior.

Cruvinel enfatizou a importância dos membros da associação, como também de outros comunicadores, que tem papel histórico fundamental na luta por repassar a informação verdadeira, principalmente no combate aos fake news. “Os comunicadores trabalham duro para uma boa qualidade da comunicação, isso permite a sociedade ser melhor, uma sociedade que opina e tem seu ponto de vista, respeitando diferenças partidárias, filosóficas, ideológicas”, afirmou

O presidente da Alego, deputado Lissauer Vieira (PSD), afirmou que a trajetória da AGI se confunde com a história e com o desenvolvimento do Estado de Goiás. Disse  que valorizar os comunicadores é valorizar o Estado. “Através da imprensa se tem informação com credibilidade e transparência”, disse.

A Associação Goiana de Imprensa (AGI) foi fundada em 10 de setembro de 1934, na Cidade de Goiás, com o ideal da liberdade de expressão e contra o autoritarismo.

Em seu discurso, o presidente da AGI, Valterli Leite Guedes, revelou satisfação e alegria pela confraternização com os colegas. “Não somos um País com tradição de liberdade e sim com tradição de autoritarismo, mas sempre existiu a busca por essa liberdade, principalmente pelos profissionais de imprensa”, disse

Valterli lembrou o histórico da associação em defesa da dignidade dos jornalistas, da liberdade pública, da opinião e informação. Na solenidade, foi destacada a presença do procurador pernambucano Braga Sá, amigo da instituição. Braga fez questão de ir a Goiás num gesto de apreço que Valterli tem com Pernambuco. "É uma grande figura humana, apaixonado pela nossa terra", disse Braga.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura de Serra Talhada

14/11


2019

Alexandre rebate Pimentel em Araripina

Caro Magno,

Em relação à nota sobre heranças financeiras deixadas por mim para o meu sucessor na Prefeitura de Araripina, esclareço que, para justificar sua incompetência, o prefeito Raimundo Pimentel, como já é de costume e do seu feitio, recorre às gestões anteriores para mostrar que não consegue administrar o município. Isso mostra exatamente seu despreparo e desespero por sua baixa popularidade.

Alexandre Arraes – ex-prefeito de Araripina


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


14/11


2019

Guerra ou paz? Qual é a melhor opção para o Brasil?

Por Tonico Magalhães*

Em novembro de 1923, o ativista Adolf Hitler (1889-1945) foi condenado a cinco anos de prisão Landsberg pela tentativa de golpe contra o governo alemão, no célebre Pusch da Cervejaria, em Munique. Como registra a história, lá, ele foi muito bem tratado pelos guardas e foi permitido que recebesse constantes visitas de integrantes do Partido Nazista, além de cartas e encomendas de apoiadores.

Após ser perdoado pela Suprema Corte da Baviera, foi liberado da cadeia em 20 de dezembro de 1924, sob objeções do procurador-geral do estado. Incluindo o tempo da prisão preventiva, Hitler ficou apenas um pouco mais de um ano na cadeia.

Na prisão teve tempo para ditar seu livro Mein Kampf (Minha Luta), uma autobiografia e manifesto político. O livro esmiuçou os seus planos para mudar a sociedade alemã com base no conceito de raça e deixava implícita a possibilidade do genocídio contra os judeus. A publicação saiu em dois volumes em 1925 e 1926. Um milhão de cópias foram vendidas em apenas 1933, no primeiro ano de Hitler como Chanceler da Alemanha.

Hitler dizia que o livro não era dirigido aos estranhos, mas aos convertidos pelo Nazismo. “Sei que muito bem que se conquistam adeptos menos pela palavra escrita do que pela palavra falada e que, neste mundo, as grandes causas devem seu desenvolvimento, não aos grande escritores, mas aos grandes oradores”, completou.

Libertado pela justiça da Baviera, o ativista, pregando o ódio aos adversários, agitou a Alemanha até a levar a uma guerra que deixou o saldo de milhões de mortos na Europa, a destruição de vários países e a ampliação da esfera de influência comunista. Há 30 anos, feitos este mês, foi derrubado o último símbolo da era maldita iniciada pelo chanceler alemão, o Muro de Berlim.

Aqui, Lula da Silva foi beneficiado pelo Supremo Tribunal Federal, ao negar o cumprimento da pena depois da condenação em 2ª Instância, e saiu da cadeia da Polícia Federal se dizendo um pregador do Amor e falando (a força da palavra falada, segundo Hitler) em mobilizações violentas para encarar o governo democraticamente eleito, a exemplo da ação dos black blocs chilenos.

Muito distante do que seus correligionários asseguravam de ser Lula da Silva um “mandela” brasileiro, um preso político. A comparação é uma ofensa ao grande líder sul-africano Nelson Mandela (1918-2013), que amargou 27 anos de cadeia por sua atuação no combate ao regime de segregação racial vigente na África do Sul.

Nos anos 60, diante da radicalização da política segregacionista, Mandela e seu partido o Congresso Nacional Africano (CNA) decidiram reagir com armas. Ele foi caçado pela polícia, foi preso e condenado à prisão perpétua.

Nesse período, após a desarticulação do movimento anti-apartheid, novos movimentos de luta surgiram e a comunidade internacional se mobilizou contra a sua prisão. Somente em 1990 – sob a tutela do governo conciliador do presidente Frederik Willem de Klerk – Nelson Mandela foi liberto e reconduziu o processo que deu fim ao apartheid na África do Sul. Em 1992, as leis segregacionistas foram finalmente abolidas com o apoio de Mandela e Willem de Klerk, registra a História.

Uma bela saga de prisioneiro de um regime autoritário a primeiro presidente da África do Sul livre. Em sua homenagem, a ONU instituiu o Dia Internacional de Nelson Mandela, no dia de seu nascimento, 18 de julho, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia.

Mandela foi reconhecido internacionalmente por sua capacidade de diálogo e defensor da conciliação entre brancos e negros sul-africanos. O ódio que ele poderia ter a quem subjugava sua gente foi superado  pelo sentimento do perdão e busca da paz. A Comissão da Verdade que analisou os excessos dos brancos contra os negros e a violência da contra-repressão chegou à pacificação. Por suas ações ele recebeu mais de 250 prêmios e condecorações, incluindo o Nobel da Paz em 1993, a Medalha Presidencial da Liberdade dos Estados Unidos e a Ordem de Lênin da União Soviética.

Nessa nova fase da política brasileira, a liderança liberta recentemente conhece muito bem as consequências de optar por um exemplo ou outro. O Brasil torce pela opção Mandela, prevalecendo a conciliação e paz.

*Integrante da Cooperativa de Jornalistas de Pernambuco


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura de Limoeiro

14/11


2019

Escolas de São Lourenço estão sem merenda

A Prefeitura de São Lourenço da Mata pode ter que responder a uma nova denúncia. Dessa vez, diz respeito a área de Educação. As escolas da rede municipal estariam sem aulas ou funcionamento em expediente reduzido por falta de merenda nas cantinas. 

As denúncias foram protocoladas no Ministério Público de Contas (MPCO) e no Ministério Público Federal (MPF) pelo administrador de empresas, Albérico Rêgo Neto, o Netinho Lapenda, elas levantam suspeitas de atos de improbidade administrativa por parte da gestão municipal. O administrador pede que o caso seja investigado, bem como que os contratos sejam suspensos de forma cautelar.

Netinho alega que João da Luz Tavares, que é sócio titular da João da Luz Tavares EIRELI, é réu de uma ação civil pública promovida pelo MPPE (juntamente com o prefeito Bruno Pereira), na qual se discute irregularidades com os contratos de fornecimento de merenda do ano de 2018.

Segundo o MPPE, a empresa sequer tem sede física e não é capaz de emitir certidões de regularidade, o que colocaria em xeque sua capacidade de cumprir com o contrato.

A ação tem processo de n° 0001630-23.2019.8.17.3350 e tramita perante a 3° Vara Cível da Comarca de São Lourenço.

A João da Luz Tavares EIRELI, segundo consta, foi o vencedora da concorrência (tendo celebrado três contratos) para atender demandas de alimentos para as escolas, mas, assim como ocorreu no judicializado contrato de 2018, segue sem condições de cumprir o contrato, o que estaria prejudicando a merenda dos alunos e, consequentemente, afetando a rotina de aulas. 

No âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, o Município de São Lourenço recebeu repasses que somam mais de um milhão de reais, ao longo do ano de 2019, não havendo qualquer justificativa para a falta de merenda nas escolas , o que reforça a suspeita de incapacidade da empresa contratada de cumprir o contrato.

“Trata-se de algo grave porque a maioria dos alunos tem condição socioeconômica muita frágil e muitos contam com a merenda como uma refeição indispensável”, destaca Netinho, ressaltando, ainda, a grave questão de aulas não estarem sendo realizadas.

O que foi levado ao Ministério Público é que a empresa foi contratada pela Prefeitura de São Lourenço, através do pregão presencial n° 5/2019, para fornecimento de gêneros alimentícios perecíveis e não perecíveis, mesmo já enfrentando processo por parte do Ministério Público por suspeita de incapacidade técnica de atender aos serviços pelos quais firmou contrato com a gestão municipal.  

Outra constatação que o Ministério Público já teria tido, ressaltada na nova denúncia, é que o sócio titular da empresa, João da Luz Tavares, seria funcionário por tempo determinado da Funase, o que o impediria de participar de concorrência, de acordo com o Estatuto do Servidor Público do Estado de Pernambuco. 

A expectativa do denunciante é a de que o Ministério Público evite prejuízos ao patrimônio público e atue de imediato para que a merenda volte a ser servida e as escolas prejudicas retomem, o quanto antes, as aulas.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Capacitação de Candidatos

14/11


2019

A notícia na palma da mão

Faço, logo mais, às 19 horas, na Fundação Joaquim Nabuco, após ancorar o programa Frente a Frente, uma palestra bem oportuna sobre a travessia do jornalismo impresso para o on-line, suas consequências e efeitos no País, destinada a um público formador de opinião, estudantes de Jornalismo e outros segmentos.

Estamos enfrentando a mais profunda e muitas vezes perversa revolução no modo de levar a informação ao público leitor. A notícia saiu da velha máquina de escrever, indo parar na palma da mão, no seu smartphone. O Brasil avançou bastante, mas ainda está muito atrás das grandes potências mundiais.

Sou cria do jornalismo impresso, andarilho das redações nacionais e locais num tempo em que a notícia era buscada com muita investigação e entrevistas, esforço hoje substituído pelo Google.

Estamos diante de uma nova geração de jornalistas do copia e cola, repórteres longe das ruas, sem fontes, sem paixão pelos grandes furos. A internet trouxe a velocidade da informação, mas remete também ao leitor o que há de mais perverso: o jornalismo da mentira, das chamadas fake news.

Tudo isso e outras cositas mais você confere hoje na minha palestra. Corra que o espaço é pequeno e o número de inscrição limitado. O endereço para garantir a sua vaga está neste material ilustrativo da postagem. Boa sorte!


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Magno coloca pimenta folha

14/11


2019

Toffoli acessa dados sigilosos do Coaf

Às vésperas de julgar a legalidade do uso de dados de órgãos de controle financeiro em investigações sem a autorização da Justiça, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, solicitou ao Banco Central (BC) e obteve cópias de todos os relatórios produzidos pelo antigo Coaf desde 2016, contendo dados financeiros sigilosos de cerca de 600 mil pessoas (412,5 mil físicas e 186,2 mil jurídicas).

A justificativa da determinação do ministro é entender o procedimento de elaboração e tramitação dos relatórios financeiros. O STF volta a analisar a pauta sobre os dados do Coaf na próxima quarta-feira, 20.

O pedido do ministro ao BC é do último dia 25 e foi feito no âmbito do processo no qual, em julho, ao atender a defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Toffoli suspendeu todas as investigações que faziam uso de dados de órgãos de controle sem autorização judicial prévia.

Em ofício ao ministro, o órgão alertou que os relatórios citam pessoas “politicamente expostas” e com “prerrogativa de foro” – membros da família Bolsonaro estariam entre eles. A Procuradoria-Geral da República avalia formas de questionar a medida, segundo a Folha.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

marcos

Abuso de AUTORIDADE é um desses, quero ver o que o Senado vai fazer com um ABSURDO desse. Só em um País sem o mínimo de compromisso com o combate à corrupção, pode aceitar uma aberração dessa, se esses SENADORES não fizerem nada, é porque são cúmplices com a safadeza. Esse STF é uma vergonha, e TOFFILE pior ainda. VERGONHA desse vagabundo poderoso.


Banner de Arcoverde

14/11


2019

Previdência: sem acordo partidos ameaçam obstrução

Partidos cobram ministros por acordo da Previdência e ameaçam obstrução.

Sessão do Congresso Nacional Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo

O Globo - Por Natália Portinari

 

Partidos de centro-direita se reuniram nesta quarta-feira com os ministros da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para cobrar o cumprimento do acordo que possibilitou a aprovação da reforma da Previdência. Se os ministérios não sinalizarem até segunda-feira a liberação de pagamentos ainda neste ano, os líderes ameaçam entrar em obstrução permanente de todas as pautas da Câmara. Estavam presentes na reunião os líderes do PSDB, DEM, PP, PL, PSD, Solidariedade e MDB, além do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Onyx, ex-encarregado da articulação política, prometeu duas parcelas de R$ 10 milhões ainda neste ano a prefeituras indicadas por deputados que votassem a favor da reforma da Previdência, e mais R$ 20 milhões depois. Desde então, porém, poucos pagamentos foram feitos. A negociação é por repasses extras, e não emendas individuais, cujo pagamento é obrigatório.

A obstrução pode comprometer a tramitação de diversas Medidas Provisórias (MPs) do governo que, se não forem analisadas a tempo, perdem a validade. Uma delas é a que desobriga empresas de publicarem balanços financeiros em jornais. Outra é a que institui o Programa Médicos pelo Brasil. 

Ramos se comprometeu a negociar com ministérios para que houvesse, até a semana que vem, ao menos uma sinalização de que as verbas serão pagas. Líderes quiseram encontrar Ramos e Onyx juntos porque ambos têm disputado, no Palácio do Planalto, a interlocução com o Congresso.

A Casa Civil, responsável pelo acordo com a Câmara, é cobrada pelo cumprimento dos pagamentos, mas a Secretaria de Governo também atende deputados — e não é raro, segundo relatos ouvidos pelo GLOBO, que ambos tenham respostas diferentes para os mesmos problemas.

O Ministério da Saúde liberou R$ 2,1 bilhões em verbas extraorçamentárias, já que o trâmite para liberação de seus recursos é mais simples do que das demais pastas, mas parlamentares pediram recursos também da Agricultura, Desenvolvimento Regional, Educação e Cidadania.

O Congresso Nacional aprovou um crédito extra de R$ 3 bilhões para remanejar recursos para prefeituras. Nesta semana, o governo enviou novos projetos que liberam, caso sejam aprovados, R$ 15 bilhões a mais. Mesmo com a permissão de gastar esse dinheiro, porém, é preciso respeitar o procedimento dos ministérios para cadastrar os repasses, e é possível que as pastas não consigam liberar toda a verba ainda em 2019.

Como a Previdência foi aprovada na Câmara com 379 votos, seria preciso mais de R$ 7 bilhões para honrar a primeira parte do acordo neste ano, com R$ 20 milhões para cada um. Uma planilha a que o GLOBO teve acesso mostra que, em partidos do centrão, uma parte expressiva dos deputados não recebeu nem a primeira parcela de R$ 10 milhões em suas prefeituras.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Shopping Aragão

14/11


2019

Cúpula dos Brics reúne líderes no 2º dia em Brasília

Chefes de Estado e de governo de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul vão emitir declaração conjunta. Pauta inclui crises egionais, clima e economia.

Cúpula do Brics começa em Brasília com foco em economia e comércio - Imagem: TV Globo

Por Mateus Rodrigues, Guilherme Mazui e Luiz Felipe Barbiéri, TV Globo e G1 

 

Líderes políticos de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reúnem em Brasília, nesta quinta-feira (14) para a 11ª Cúpula dos Brics. O encontro acontece no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, desenhada por Oscar Niemeyer.

As comitivas chegaram a Brasília na terça (12) e na quarta (13). Além do presidente Jair Bolsonaro, estão na capital:

o presidente da Rússia, Vladimir Putin;
o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi;
o presidente da China, Xi Jinping;
o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

Na manhã desta quinta, os cinco se reúnem no Itamaraty em duas sessões: uma fechada e outra aberta, com transmissão. Em seguida, participam de um diálogo com empresários e com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como “Banco do Brics”.

O banco foi criado em 2014, com US$ 50 bilhões de capital previsto e objetivo de financiar projetos de infraestrutura nos cinco países. A representação do NDB no Brasil, com sede em São Paulo e escritório em Brasília, deve ser inaugurada durante a cúpula, de acordocom o Itamaraty.

Confira a íntegra da reportagem aqui: Cúpula do Brics reúne líderes do bloco em Brasília nesta quinta


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


14/11


2019

O que Bolsonaro terá de fazer para criar um novo partido

Presidente anunciou desfiliação do PSL e decisão de criar o partido Aliança pelo Brasil. Aliados tentam viabilizar coleta de assinaturas online e manter mandato de deputados.

Bolsonaro anuncia saída do PSL e diz que vai criar novo partido/Imagem TV Globo

Por Fernanda Calgaro e Gustavo Garcia, G1 

 

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na última terça-feira (12) que deixará o PSL e criará um novo partido, o Aliança Pelo Brasil.

O anúncio foi feito um mês após ter se tornado público o atrito entre Bolsonaro e o presidente do PSL, Luciano Bivar. O atrito desencadeou uma crise, dividindo as alas que apoiam o presidente da República e Bivar.

O processo para criar um partido, porém, não é simples e, geralmente, leva tempo. É preciso atender a uma série de exigências, entre as quais obter um número mínimo de assinaturas de apoio em todos os estados.

No caso da Aliança, há ainda outras complicações, como a manutenção do mandato dos deputados federais que decidirem deixar o PSL.

Os parlamentares não podem simplesmente sair do PSL. Isso porque a legenda poderia argumentar infidelidade partidária e ficar o mandato. A migração para uma nova legenda, contudo, evitaria essa punição.

O objetivo de Bolsonaro e dos aliados é ter o partido apto a disputar as eleições municipais, em outubro de 2020, mas, para isso, a legenda precisa ser criada até abril do ano que vem (seis meses antes das eleições).

Por essa razão, os apoiadores de Bolsonaro querem conseguir autorização na Justiça Eleitoral para coletar as assinaturas necessárias por meio eletrônico. Hoje, a legislação não prevê essa possibilidade.

Confira a íntegra da reportagem aqui: Perguntas e respostas: o que Bolsonaro terá de fazer para ...


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


14/11


2019

Compras do exterior por via terrestre: governo eleva isenção

Governo eleva isenção para compras trazidas do exterior por via terrestre. Entrada de bens vindos do Paraguai e outras regiões fronteiriças passa a ser isento de impostos em até 500 dólares por pessoa.

 Foto: compras Paraguai/ Facebook/Reprodução

Da Veja - Por Diego Freire

 

A partir de 1º de janeiro de 2020, turistas vindos do exterior poderão entrar no Brasil por via terrestre, fluvial ou lacustre com bens equivalentes a 500 dólares sem a cobrança de impostos. Atualmente esse limite é de 300 dólares por pessoa, mas foi ampliado em portaria assinada pelo Ministro da Economia Paulo Guedes, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira 14.

Por via área, quem traz compras do exterior na bagagem já está isento de impostos se os bens estiverem estimados em até 500 dólares. Os valores foram definidos em portaria assinada em 2010.

A maior isenção para transporte terrestre e fluvial beneficia quem cruza as fronteiras brasileiras para compra de produtos, especialmente na região de Foz do Iguaçu (PR), com grande fluxo de turistas que realizam compras no Paraguai.

Há um mês, em outra portaria, Paulo Guedes dobrou o limite de compras nos free shops de 500 para 1.000 dólares – em medida que também passará a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2020.

Os free shops ou duty free shops são lojas geralmente localizadas em salas de embarque e desembarque de aeroportos onde os produtos são vendidos sem encargos e tributos.

Apesar de parecer trivial, a mudança exige uma readequação no orçamento. O governo já enviou sua proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2020 e não prevê a alteração, que acarretaria em renúncia de receita. Para que a medida valha já para o próximo ano, o governo precisará ajustar a proposição.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


14/11


2019

Distúrbios na Bolívia: sobe para 10 o número de mortos

Desde domingo, uma onda de violência tomou conta de diversas partes do país, com saques, incêndios e outros distúrbios.

Foto: Henry Romero/Reuters

Da Veja - Por EFE

 

Aumentou para dez o número de mortos nos conflitos que ocorrem na Bolívia desde 20 de outubro, oito deles devido a projéteis de armas de fogo”, informou a Produradoria-Geral nesta quarta-feira.

“O IDIF realizou a análise forense de dez corpos a nível nacional. Quatro são de Santa Cruz, três de Cochabamba, dois de La Paz e um de Potosí. Do total de casos, oito perderam a vida por projéteis de armas de fogo”, disse Flores.

Nas últimas horas, foi confirmada a morte de um jovem de 20 anos na cidade de Montero, no leste de Santa Cruz, por disparo de arma de fogo. Na mesma região, em Yapacaní foi realizada a análise forense de uma pessoa não identificada, de 16 a 20 anos, que morreu da mesma forma.

Os dados foram confirmados pelo diretor do Instituto de Investigações Forenses (IDIF), Andrés Flores, segundo comunicado do Ministério Público.

A Bolívia está imersa em uma crise desde as eleições, quando Evo Morales foi reeleito para o quarto mandato consecutivo em meio às denúncias de fraude no processo eleitoral.

Após os militares pedirem a saída do presidente, e também depois de uma auditoria da Organização dos Estados Americanos (OEA) que apontou irregularidades no pleito, Morales renunciou ao cargo no domingo passado e aceitou o asilo oferecido pelo México, onde está neste momento.

Desde domingo, uma onda de violência tomou conta de diversas partes do país, com saques, incêndios e outros distúrbios. As Forças Armadas passaram a atuar em conjunto com a polícia, que pediu ajuda para frear o vandalismo, principalmente nas cidades de La Paz e El Alto.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


14/11


2019

Presidente interina nomeia ministros e troca comando militar

Bolívia

Áñez incluiu entre os ministros alguns senadores do próprio partido, que faz oposição à maioria - representada no parlamento pelo grupo de Evo Morales.

Foto: Reprodução/Twitter

Da Redação da Veja

 

A presidente em exercício da Bolívia, Jeanine Áñez, nomeou um gabinete de emergência na noite desta quarta-feira, com apenas doze ministros de 20 possíveis. A chefe de Estado interino também nomeou um novo Alto Comando Militar, em um de seus primeiros atos após tomar posse.

Áñez incluiu entre os ministros alguns senadores do próprio partido, Unidade Democrata, que faz oposição à maioria representada pelo Movimento ao Socialismo (MAS), do ex-presidente Evo Morales.

Para o posto de ministra das Relações Exteriores, Áñez designou a professora e diplomata de carreira Karen Longaric. O advogado Jerjes Justiniano será o ministro da Presidência. O Ministério de Governo será ocupado pelo senador de seu partido Arturo Murillo. Já o de Defesa será liderado por Luis Fernando López.

O Ministério das Comunicações ficará a cargo da jornalista Roxana Lizárraga, o do Meio Ambiente será comandado pela ex-parlamentar María Elba Pinckert, e o de Justiça terá como ministro Álvaro Coimbra.

José Luis Parada é o novo ministro da Economia. O ex-senador Yerko Núñez liderará a pasta de Obras Públicas. Samuel Ordóñez ficará responsável pelo Ministério do Desenvolvimento Rural, enquanto Álvaro Guzmán tocará o de Energia.

Nenhuma autoridade indígena aparece entre as nomeações. A presidente interina deixou pendentes outras pastas como as de Hidrocarbonetos, Planejamento, Educação, Saúde, Trabalho e Cultura.

Alto Comando Militar
Em cerimônia realizada na sede do governo em La Paz, onde não eram celebrados atos oficiais desde agosto de 2018, a nova presidente também empossou o general do Exército Carlos Orellana como comandante das Forças Armadas.

Além de Orellana, o general Iván Patricio Rioja assumiu o comando do Exército, o general Ciro Orlando Álvarez Armada passou a controlar a Força Aérea Boliviana e o contra-almirante Moisés Orlando Mejía Heredia é o novo encarregado da Marinha.

Embora o Estado boliviano seja laico, um crucifixo e duas velas foram posicionados ao lado da Constituição da Bolívia na cerimônia de posse. No momento da posse, o novo comandante das Forças Armadas, Carlos Orellana, pediu “calma a toda a população da Bolívia”.

(Com EFE)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


14/11


2019

Representante de Maduro: invasão de embaixada foi "ato terrorista"

"Foi violentado o espaço venezuelano no Brasil, o que é perigoso", declarou o encarregado de Negócios da Venezuela no Brasil, Freddy Meregote.

Frente da Embaixada da Venezuela em Brasíia - Foto: José Cruz/Agência Brasil

Da Redação da Veja

 

O encarregado de Negócios da Venezuela no Brasil, Freddy Meregote, comemorou a saída de um grupo ligado ao autoproclamado presidente venezuelano, Juan Guaidó, da embaixada do país em Brasília. “Foi violentado o espaço venezuelano no Brasil, o que é perigoso”, afirmou Meregote, classificando a ação como um ato “desumano, agressivo e terrorista”.

“Hoje, eficazmente, conseguimos reverter o ataque genocida, inclusive, de parte dos inimigos do processo revolucionário, por um grupo de pessoas que são inimigas do processo bolivariano da Venezuela”, declarou o representante, após a saída dos apoiadores de Guaidó do local.

O grupo deixou as instalações da embaixada 12 horas após a ocupação. Na versão deles, funcionários da representação permitiram que entrassem. Representantes ligados a Maduro, porém, afirmam que houve uma invasão.

O representante venezuelano afirma que caberá ao governo brasileiro encaminhar punições jurídicas ao grupo de Guaidó e garantir a segurança dos funcionários da embaixada. A saída foi negociada com o Itamaraty, que garantiu a segurança aos envolvidos.

O presidente Jair Bolsonaro, que reconhece Guaidó como presidente interino, manifestou nas redes sociais repúdio à interferência. O comentário foi decisivo para as negociações avançarem. “A dificuldade começa com o reconhecimento de um governo fictício, um governo que não existe, e logicamente isto é o que vem com a presença de uma suposta embaixadora no Brasil”, afirmou Meregote, em referência à embaixadora indicada por Guaidó no País, María Tereza Belandria.

Segundo o venezuelano, havia pessoas de outras nacionalidades no grupo que entrou na embaixada, o que, para ele, é “preocupante”. Uma mulher identificada como boliviana passou mal durante o dia e foi socorrida pelos bombeiros. Os ocupantes colaram cartazes com a foto de Juan Guaidó nas instalações da embaixada, material que foi retirado mais tarde.

Em frente à embaixada, integrantes de partidos e movimentos de esquerda protestavam e cobravam a saída do grupo de Guaidó do local. Houve confusão no período da manhã e troca de ataques com apoiadores de Guaidó e do presidente Jair Bolsonaro, estes em minoria. Duas pessoas foram detidas pela Polícia Militar por agressão e, após ouvidas, foram liberadas. A PM e o Itamaraty não se manifestaram oficialmente.

(Com Estadão Conteúdo)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


14/11


2019

Atibaia: TRF-4 abre caminho para anular condenação de Lula

Sítio de Atibaia

Desembargadores derrubaram sentença da mesma juíza que condenou o petista porque consideraram que ela copiou trechos de outras peças processuais.

Foto: Arquivo/Antonio Cruz/ Agência Brasil

Veja - Radar - Por Robson Bonin

 

Lula pode ser beneficiado por erro em sentença da juíza Gabriela Hardt (Carl de Souza/AFP)
Da Veja - Por Robson Bonin


O TRF-4 julgou nesta quarta-feira um caso envolvendo uma sentença condenatória proferida pela juíza Gabriela Hardt e decidiu anular a decisão por considerar que a magistrada copiou e reproduziu como seus argumentos de terceiros, no caso o MPF, ao condenar investigados ligados a uma entidade, o Instituto Confiance.

Embora não se trate de uma investigação da Lava-Jato, a decisão do TRF-4 tem potencial para abrir um rombo no casco da operação.

A tese defendida pelos advogados Antonio Augusto Figueiredo Basto e Rodrigo Mattos, acatada pela 8ª Turma do tribunal, inspirou a defesa de Lula a pedir a anulação da condenação do petista no caso do Sítio de Atibaia.

Os advogados do petista argumentaram que a mesma juíza, ao condenar Lula pelas reformas das empreiteiras do petrolão no sítio, copiou trechos da sentença do tríplex do Guarujá, assinada por Sergio Moro. Uma perícia, encomendada pela defesa com trechos supostamente copiados pela juíza chegou a ser enviada ao STF.

Gabriela, que chegou a substituir Moro na Justiça Federal de Curitiba, condenou Lula a 12 anos e 11 meses de prisão no caso do sítio, em fevereiro, pelos crimes de corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro.

O TRF-4 já iria julgar no fim do mês se a sentença de Lula no caso do Sítio de Atibaia deveria ser suspensa por outro motivo: o fato de os prazos de alegações finais terem sido iguais para delatores e delatados. O STF decidiu anular condenações da Lava-Jato por considerar que essa posição de igualdade desequilibrou a luta processual.

Se o caso retornar às alegações, como o próprio MPF deseja, essa falha dos trechos copiados na sentença poderá ser corrigida.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


14/11


2019

Bolsonaro faz acenos a China e Índia no 1º dia dos Brics

Esta é a 11ª vez que os líderes do bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul se reúnem. Reunião de Jair Bolsonaro e integrantes do governo com do presidente da China, Xi Jiping
Foto: Alan Santos/PR Foto: Alan Santos/Presidência.

O Globo - Eliane Oliveira e Jussara Soares 


BRASÍLIA - No primeiro dia da reunião dos Brics , em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro manteve encontros bilaterais com os chefes de governo da China, Xi Jinping, e da Índia,  Narendra Modi , acenando para acordos com os dois países. Na quinta-feira ocorrerão outros dois encontros com os presidentes da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e da Rússia, Vladimir Putin.  Ao final desta quarta-feira, os cinco líderes vão participar do encerramento do fórum empresarial dos Brics, que reúne empresários dos países membros.

Na reunião com os chineses, que durou cerca de 40 minutos, Bolsonaro e Xi Jiping assinaram nove atos , entre acordos e memorandos de intenções, e fizeram promessas mútuas de ampliação e fortalecimento das relações bilaterais. Bolsonaro, que antes de assumir a Presidência da República, no início do ano, via a China com ressalvas, afirmou que o país asiático faz parte do futuro do Brasil.

Durante um seminário sobre o Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, o ministro da Economia,  Paulo Guedes , disse que o Brasil está negociando a criação de uma área de livre comércio com a China . Segundo uma fonte a par da negociação, as conversas partiram da China e estão ainda em estágio inicial. O Brasil tem hoje um fluxo de comércio com o gigante asiático de cerca de US$ 100 bilhões por ano.

Bolsonaro confirmou que irá às comemorações do Dia da República, na Índia, em 26 de janeiro de 2020. Ele disse que quer aproveitar a visita para avançar nas conversas sobre acordos comerciais e melhorar a cooperação em áreas como biocombustíveis e ciência e tecnologia. Modi salientou o quanto a data é importante para os indianos, ressaltando que tem interesse em aprimorar a cooperação com o Brasil, sobretudo nos setores de processamento de alimentos e na agropecuária. O primeiro-ministro disse ainda que, paralelamente aos encontros governamentais, quer aproximar  os setores privados dos dois países.

Entenda a importância da Reunião do BRICS:

Esta é a 11ª vez que os líderes do Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) se reúnem. A sigla, que originalmente não tinha os sul-africanos, foi criada pelo economista britânico Jim O'Neil em 2001 para designar grandes economias emergentes. Quando o bloco foi criado, em 2006, também ganhou um objetivo de defesa da multipolaridade e de aumento da influência dos emergentes nas instituições multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional. Essa ênfase política perdeu peso com Bolsonaro, devido ao alinhamento do seu governo com os Estados Unidos.

Os líderes -  Estão em Brasília para a reunião de cúpula os presidentes da China (Xi Jinping), da Rússia (Vladimir Putin) e da África do Sul (Cybil Raphamosa), além do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Junto com o Brasil, esses países representam algo como US$ 3,6 trilhões em exportações, US$ 3,2 trilhões em importações e um Produto Interno Bruto (PIB) que, somado, chega a US$ 40,5 trilhões, dos quais US$ 23,5 trilhões da China.

Embaixada - O governo brasileiro passa pelo constrangimento de ter de administrar, justamente no primeiro dia do evento, uma crise causada pela ocupação do prédio da Embaixada da Venezuela por partidários de Juan Guaidó, líder da oposição ao chavista Nicolás Maduro e autoproclamado presidente do país no início deste ano. Mais cedo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República, chegou a defender o movimento, causando irritação em setores do Palácio do Planalto e do Itamaraty.

Latinos de fora - Ao contrário de encontros de cúpula anteriores, quando os presidentes da América do Sul eram convidados para conversarem em reuniões paralelas com o Brics, o Brasil — que passará a presidência do bloco na quinta-feira à Rússia — não concordou em trazer os líderes da região a Brasília.

Bolívia e Venezuela - A ideia de centralizar os debates em temas econômicos não deu certo. A situação da Venezuela e a renúncia de Evo Morales à Presidência da Bolívia deverão entrar nas discussões. No caso venezuelano, o Brasil está isolado. Reconhece como presidente daquele país Juan Guaidó, enquanto os demais membros apoiam Nicolas Maduro. Além disso, o russo Vladimir Putin já deixou claro que considera a queda de Morales um golpe de Estado — posição divergente da do governo brasileiro.

Encontros bilaterais - O presidente Jair Bolsonaro dá grande importância aos encontros bilaterais que estão acontecendo nesta quarta-feira com os membros do Brics. Com o chinês Xi Jinping, foram assinados nove atos e discutidas formas de ampliar comércio e investimentos em projetos de infraestrutura. Com Narendra Mori, a ideia é negociar um amplo acordo de livre comércio com a Índia. Com  Raphamosa, Bolsonaro pretende relançar as relações do Brasil com a África. Com Putin, uma das metas é conseguir a abertura do mercado do país do Leste Europeu para carnes brasileiras.

Empresários - O principal evento do Brics, nesta quarta-feira, será a participação dos líderes no encerramento de um fórum empresarial, no fim da tarde, com a presença de cerca de 500 homens de negócios dos cinco países.

Declaração - Os líderes do Brics fecharão, na quinta-feira, o texto final da declaração conjunta. Temas como comércio, combate ao terrorismo e tecnologia e inovação farão parte da agenda. O documento será concluído nos últimos minutos da reunião que acontecerá no fim da manhã, momentos antes de um almoço oferecido no Palácio do Itamaraty.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


14/11


2019

Brumadinho: nova vítima do rompimento da barragem é encontrada

Com isso o número de pessoas mortas no episódio sobe para 253. Ainda há 17 desaparecidos.

Bombeiros encontram mais um corpo em Brumadinho (CBMMG/Divulgação)

Da Agência Brasil

 

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encontrou mais uma vítima do rompimento da barragem da Vale na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais. Com isso o número de pessoas mortas no episódio sobe para 253. No total, 395 pessoas foram localizadas.

Nove meses após o caso, 17 pessoas ainda seguem desaparecidas. O Corpo de Bombeiro permanece realizando buscas para encontrar os corpos. A barragem se rompeu em janeiro deste ano, resultando em mortes e na destruição de casas e equipamentos públicos na cidade, que fica próxima à capital mineira, Belo Horizonte.

Os bombeiros acharam apenas uma parte do corpo, nomeada tecnicamente de “segmento toráxico”, que reúne coluna e crânio. Segundo a corporação, partes menores encontradas são encaminhadas para perícia, pois podem ser de um corpo ou de animais. Neste caso, não houve dúvida por parte das equipes.

Na semana passada, a Agência Nacional de Mineração (ANM) divulgou relatório técnico assinalando que a tragédia poderia ter sido evitada se a Vale tivesse prestado informações corretas ao Sistema de Integrado de Gestão de Segurança de Barragens de Mineração (SIGBM). O órgão fez 24 autuações à Vale.

Também na semana passada, a Comissão Parlamentar de Inquérito criada para avaliar o caso concluiu os trabalhos com o indiciamento da Vale e da companhia alemã Tuv Sud, além de 22 pessoas das duas empresas por homicídio doloso.

Na segunda-feira, os jornalistas mineiros Lucas Ragazzi e Murilo Rocha lançaram a obra Livro reportagem de Brumadinho: a engenharia de um crime (Editora Letramento). Em entrevista à Agência Brasil, Murilo Rocha classificou o episódio como uma “uma tragédia provavelmente motivada por alguns atos tipificados pela Polícia Federal como criminosos”.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


14/11


2019

Pessimismo com a América Latina faz bolsa recuar

Incerteza quanto à guerra comercial entre China e EUA e conflitos na região levam o Ibovespa a cair 0,65% nesta quarta-feira. A queda foi a segunda seguida do dia.

Cenário externo promove declínio do Ibovespa, que fechou aos 106.059 pontos, nesta quarta-feira, 13 (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images

Da Veja - Por Lucas Cunha

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, fechou em queda nesta quarta-feira, 13, influenciado pelas turbulências políticas ocorridas na América Latina e pela incerteza das negociações entre China e Estados Unidos sobre a guerra tarifária. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,65%, aos 106.059 pontos.

O cenário internacional foi determinante na variação negativa da bolsa de valores brasileira. As agitações ocorridas no Chile e Bolívia acabaram afetando o bloco econômico sul-americano como um todo. “As contínuas tensões e instabilidades políticas e econômicas da América Latina acabam afastando os investidores”, afirma Luis Salles, analista da Guide Investimentos.

Além disso, as negociações entre China e Estados Unidos sobre a guerra tarifária ficaram permeadas de incerteza nos últimos dias. Na terça-feira, 12, o presidente dos EUA, Donald Trump, fez declarações mistas, ditando cautela no mercado. O otimismo com o acordo comercial entre as duas nações, que era esperado nas próximas semanas, diminuiu após as afirmações.

Trump disse que aumentará as tarifas sobre produtos chineses se o país asiático não fizer um acordo com os EUA, mensagem que não foi bem recebida pelos mercados ao redor do mundo. O pessimismo se intensificou após o Wall Street Journal publicar que as negociações esbarraram em um obstáculo sobre as compras de produtos agrícolas, com a China não querendo um acordo que pareça unilateral a favor dos EUA.

Com Reuters)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


13/11


2019

Governo Bolsonaro age para destruir Jornalismo com MP inconstitucional

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e seus sindicatos filiados em todo o país denunciam a inconstitucionalidade da Medida Provisória 905/2019, que revoga a obrigatoriedade de registro para atuação profissional de jornalistas (artigos do Decreto-Lei 972/1969) e de outras 13 profissões. A Medida Provisória mantém o registro de classe somente para as profissões em que existem conselhos profissionais atuando (como advocacia, medicina, engenharias, serviço social, educação física, entre outros).

Dez anos depois da derrubada do diploma de nível superior específico como critério de acesso à profissão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a MP publicada ontem (12/11) no Diário Oficial da União é mais um passo rumo à precarização do exercício da profissão de jornalista, uma atividade de natureza social ligada à concretização do direito humano à comunicação. Na prática, sem qualquer tipo de registro de categoria, o Estado brasileiro passa a permitir, de maneira irresponsável, o exercício da profissão por pessoas não-habilitadas, prejudicando toda a sociedade.

A FENAJ denuncia que o governo de Jair Bolsonaro constrói uma narrativa, desde a posse na Presidência, para deslegitimar a atuação dos jornalistas no exercício profissional. Agora, utiliza a MP 905/19 para, mais uma vez, atacar a profissão, os jornalistas e o produto da atividade jornalística: as notícias.

A FENAJ entende que a MP estabelece uma nova Reforma Trabalhista com a criação da carteira “Verde e Amarela” e a alteração de diversos itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), especialmente os relacionados a controle de jornada diária e trabalho aos fins de semana para o setor de comércio e serviços, o que também prejudica a categoria dos jornalistas profissionais. A jornada de trabalho de cinco horas diárias para jornalistas é estabelecida no artigo 303 da CLT e sua ampliação para até duas horas diárias está estabelecida no artigo 304. A MP estabelece o fim da notificação da ampliação de jornada aos órgãos de fiscalização.

Mais grave ainda é o fato de o governo Bolsonaro utilizar medidas provisórias de maneira abusiva, usurpando do Congresso Nacional a atribuição de legislar, sem o devido processo de tempo para reflexão e debates com toda a população sobre as alterações nas leis, que são garantidas nas tramitações que passam pela Câmara Federal e pelo Senado.

É preciso que as diversas categorias de trabalhadores afetadas profissões (jornalista, agenciador de propaganda, arquivista, artista, atuário, guardador a lavador de veículo, publicitário, radialista, secretário, sociólogo, técnico em arquivo, técnico em espetáculo de diversões, técnico em segurança do trabalho e técnico em secretariado) se unam para dialogar com senadores e deputados a fim de que o Congresso Nacional derrube essa medida provisória e restabeleça a obrigatoriedade de registro nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego que vinha sendo, desde 2009, o único critério legal de acesso a essas atividades profissionais.

A FENAJ vai tomar as medidas judicias cabíveis e, junto com os Sindicatos de Jornalistas do país, vai buscar o apoio dos parlamentares, das demais categorias atingidas, das centrais sindicais e da sociedade em geral para impedir mais esse retrocesso. E a Federação chama a categoria dos jornalistas em todo o país a fazer o enfrentamento necessário à defesa da atividade profissional de jornalista, que é essencial à Democracia.

Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)

Brasília, 13 de novembro de 2019


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


13/11


2019

Tony comemora dois anos do Biesp de Caruaru

O aniversário de dois anos da instalação do 1° Batalhão Integrado Especializado (Biesp) de Caruaru, no Agreste Central, foi registrado pelo deputado Tony Gel (MDB), na Reunião Plenária de hoje. 

Tony Gel destacou o importante papel do Biesp nas ruas de Caruaru, e parabenizou os policiais que integram a unidade.

No discurso, Tony Gel também apresentou um Voto de Aplausos para o Biesp, que é composto por 300 policiais militares e que conta com uma estrutura do núcleo inclui Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam), Radiopatrulha, Batalhão de Choque, Policiamento de Trânsito e Policiamento com Cães (CIPCães).


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha