FMO janeiro 2020

08/11


2019

Moro: Congresso pode permitir prisão após 2ª instância

O ministro da Justiça, Sergio Moro, disse, hoje, que o Congresso pode alterar a lei para permitir novamente a prisão de réus após condenação em segunda instância.

A possibilidade desse tipo de prisão foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em sessão ontem. Por 6 votos a 5, os ministros entenderam que uma pessoa só pode ser presa depois que não houver mais possibilidades de recursos contra a condenação.

Entenda a decisão do Supremo que derrubou prisão após condenação em segunda instância

Em nota, Moro afirmou que sempre defendeu e continuará defendendo a prisão após a segunda instância. Antes de se tornar ministro, ele atuava como juiz federal no Paraná e era o responsável, na primeira instância, pelos processos da Operação Lava Jato no estado.

"Sempre defendi a execução da condenação criminal em segunda instância e continuarei defendendo. A decisão da maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) para aguardar o trânsito em julgado deve ser respeitada. O Congresso pode, de todo modo, alterar a Constituição ou a lei para permitir novamente a execução em segunda instância", afirmou Moro.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Abreu e Lima

Confira os últimos posts



22/05


2020

Frente a Frente traz entrevista com Maia

Os principais trechos da entrevista exclusiva que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), concedeu, ontem, na live no Instagram deste blog, serão reproduzidos no Frente a Frente de hoje.

O programa começa às 18 horas e é gerado pela Rede Nordeste de Rádio, com 37 emissoras, tendo como cabeça de rede a Hits 103,1 FM no Grande Recife. Quem quiser acompanhar pela internet é só baixar o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store ou clicar acima no botão Rádio.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Abreu e Lima - Maio

22/05


2020

A versão da Prefeitura do Ipojuca

Nota oficial

A Prefeitura do Ipojuca informa que a primeira parcela de pagamento do Benefício Eventual Municipal (BEM), benefício este pioneiro no estado de Pernambuco neste período de pandemia da COVID-19, foi paga exclusivamente com recursos próprios. O repasse para o Fundo Municipal de Assistência Social no valor de R$2.017.600 (dois milhões, dezessete mil e seiscentos reais) foi realizado no dia 28 de abril de 2020 e a entrega dos cartões do BEM para os trabalhadores informais cadastrados na Prefeitura teve início no dia 15 de maio de 2020.

O repasse da Câmara Municipal do Ipojuca no valor de R$ 4 milhões, conforme solicitado pela gestão municipal e prometido pelos vereadores, não foi feito em sua integralidade até esta sexta-feira (22). Dos R$ 4 milhões, apenas R$ 2,5 milhões foram repassados ontem (21) pelo Legislativo Municipal. Como é possível o presidente da Câmara dos Vereadores, declarar que a primeira parcela do BEM foi feita com recursos da Câmara se o repasse só foi feito ontem e o pagamento aos beneficiários começou no último dia 15? A Prefeitura do Ipojuca mais uma vez lamenta a postura do presidente da Câmara que tenta confundir a população e fazer política em um momento tão delicado para o nosso povo. Mas também entendemos que esta é uma posição isolada e não encontra força nos demais vereadores que sabem distinguir política pública da política partidária.

A segunda parcela do BEM, prevista para o próximo dia 30, será paga com o valor repassado pela Câmara. E a terceira parcela, será como a primeira, exclusivamente paga com recursos da Prefeitura do Ipojuca. A Prefeitura do Ipojuca espera que seja cumprido o que a prefeita Célia Sales pediu: “Não é hora de fazer política com a dor dos outros” e que haja harmonia entre os poderes para que possamos ajudar a população de fato como ela precisa neste momento.

Prefeitura Municipal do Ipojuca


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura do Ipojuca

22/05


2020

Lula não é o demônio da hora

Por Edson Barbosa*

Tiraram uma frase do contexto, “...mesmo contra a vontade da humanidade”. Mas não justifica. A fala do Lula foi horrível, parecia uma encarnação do maluco falando, raivoso.

“Ainda bem...”, não se justifica em nenhum contexto. Para termos autoridade política temos que reconhecer quando a coisa é errada do lado que nos identificam, mesmo que eu não me identifique com quase nada do que está aí.

Nunca fui lulista, sempre defendi as atitudes corretas que tomou pelo bem do povo brasileiro. Mas sempre me opus aos erros, grandes, que cometeu e continua cometendo, como essa frase infeliz, como a postura de vítima que adota. Ainda bem que pediu desculpas rápido e me pareceu sincero. O medo do isolamento, dele e do PT, bateu às portas de modo quase irreversível.

Deu mole, inventou Dilma, insistiu com ela, achou que os banqueiros e empreiteiros eram seus amiguinhos, promiscuiu sua relação com a pilantragem letal da política.

Não reconhece que comprometeu o processo político e trincou seriamente a credibilidade do PT. Mesmo na campanha pra Haddad (grande ministro da educação e excelente prefeito de São Paulo), o erro persistiu com a insistência na ideia força de “Lula Livre” e a máscara ridícula na cara do candidato.

Mas aqui nesse diálogo somos pessoas razoavelmente informadas. Não faço coro com as afirmações de que Lula quebrou o país, que roubou milhões pra ele e os filhos. Nenhum policial, procurador, cartório, informações do sistema financeiro internacional, com a mais vigorosa investigação feita até hoje, foi capaz de afirmar e provar isso. A não ser no mundo tortuoso da seletividade judicial; perseguição política praticada por Moro e meia dúzia de siderados que quebrou a indústria de óleo e gás do país.

Mesmo as pedaladas cometidas pra justificar o impeachment de Dilma (“Deus me livre daquela mulher..”, como diz a letra do bolero) eram até ali prática comum de ajuste contábil em quase todos os governos, fosse no âmbito federal, estadual ou municipal.

A onda anti Lula/PT foi uma campanha avassaladora da grande mídia, que as redes sociais robotizadas pela competência estratégica do Bolsonaro, e minimizada pela incompetência das outras candidaturas, gerou. Provocou raiva, ódio, insanidade no voto. Mas também atendeu muitos outros interesses nefastos.

Bolsonaro assumiu com reservas cambiais de mais de 400 bilhões de dólares, todos os recordes da produção agropecuária, inflação sob controle e dólar estabilizado. Teto de gastos, “reformas” da previdência e do trabalho. Tudo de bom para as expectativas dos radicais liberais da economia e da política.

Mesmo a Petrobras, foco da Lava Jato, está a todo vapor, resistindo agora à esculhambação do mercado mundial do petróleo. Que país quebrado é esse?

Não gostar do PT, de Lula e Dilma é direito pleno, mas demonizá-los, ainda mais agora, não ajuda em nada. Nada.

Não há justificativa para a loucura que está aí hoje, presidida pela megalomania de arma e cloroquina na mão.

Ou nos unimos, mesmo com divergências e escolhemos foco, objetivo, ou continuarão os nossos ditos “democratas e progressistas”, destilando mágoas infrutíferas e gastando energia mental.

*Jornalista e publicitário


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fernandes

E dai? Mamador de Camaragibe.

marcos

Ainda Bem que NÃO se deve votar mais no PT.

Fernandes

E dai?



22/05


2020

Justiça coloca ordem na “Casa”

Jornal de Brasília

A 2ª Vara da Fazenda Pública do DF deferiu uma liminar contra uma emenda que dava plano de saúde vitalício a ex-servidores da Câmara Legislativa (CLDF) dependentes com doença pré-existente.

O presidente da CLDF, Rafael Prudente (MDB), não poderá autorizar o pagamento ou disponibilizar recursos do fundo de assistência à saúde aos ex-servidores por mais de 24 meses. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 200 mil.

Na decisão, o juiz Eduardo Branco Carnacchioni entendeu que há “ameaça séria de lesão ao patrimônio público”. O magistrado destacou que a emenda de nº 5 “tem a potencialidade de causar grave impacto orçamentário e gastos públicos que não são passíveis de serem mensurados”.

Má repercussão

O plano de saúde vitalício havia sido aprovado na quarta-feira (20). Todos os deputados que votaram, foram a favor da medida, que gerou má repercussão entre a população do DF.

Houve protestos de deputados após a votação e muitos disseram que não tiveram acesso ao texto. A análise do projeto já havia sido adiada, mas, em plena pandemia, voltou à pauta em sessão que tratava de outros temas. O fundo é alimentado com 6% do orçamento da Câmara para despesas de “pessoal e encargos sociais”. O valor equivale a R$ 39 milhões em 2020, além de contribuições de beneficiários.

Após as críticas, os deputados distritais Fábio Felix (PSOL), Leandro Grass (Rede), Julia Lucy (Novo) e Reginaldo Veras (PDT) assinaram nesta quinta-feira pedido de revisão da sessão que aprovou a proposta.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Banco de Alimentos

22/05


2020

PF pede explicações da Secretaria de Saúde do Recife

JC Online

A Polícia Federal em Pernambuco oficiou, hoje, a Secretaria de Saúde do Recife para que seja apresentada documentações sobre a aquisição de máscaras cirúrgicas, toucas, aventais descartáveis e cama hospitalar após dispensa de licitação que supera o valor de R$ 15 milhões. Segundo levantamentos preliminares da Corregedoria Geral da União (CGU), o valor licitado é aproximadamente 53 vezes maior que o Capital Social da empresa contratada, gerando assim, dúvidas quanto a capacidade operacional de arcar com o contrato firmado.

Policiais federais também diligenciaram na sede da empresa contratada a fim de verificar seu efetivo funcionamento e regularidade da entrega dos bens adquiridos.

A notificação sobre suspeitas em dispensa de licitação feita pela Prefeitura do Recife não é única. Ontem, o Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO) anunciou que, em 23 de abril, protocolou uma representação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), pedindo a instauração urgente de uma auditoria especial na Prefeitura do Recife, para apurar contratos assinados da compra de 500 respiradores médicos para a covid-19.

Segundo a representação do MPCO, constam empenhos de R$ 22 milhões de reais para a empresa JUVANETE BARRETO FREIRE 57432449791, no Portal da Transparência do Recife, bem como três contratos já assinados, de 200, 100 e 200 respiradores, totalizando 500 unidades.

O valor total dos três contratos já assinados com a Prefeitura é de R$ 11.550.000,00 (onze milhões quinhentos e cinquenta mil reais), segundo o MPCO.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

O Jornal do Poder

22/05


2020

O plano de vexame vitalício dos deputados distritais

Por Hylda Cavalcanti – Jornal de Brasília

Em algum momento, a pandemia da covid-19 vai passar. E os atuais deputados distritais poderão ficar tranquilos quanto à sua saúde. Em votação na calada da noite de quarta-feira (20), eles aprovaram alteração que torna vitalício seus planos de saúde. Assim, mesmo quando deixarem de ser deputados, eles continuarão tendo atendimento médico de qualidade. A votação aconteceu neste momento, em que o DF e as demais unidades da Federação lutam para evitar que a saúde pública entre em colapso diante do desafio do combate ao novo coronavírus.

Depois de muita polêmica, numa votação de última hora, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, com votos favoráveis de 16 dos 24 parlamentares e seis abstenções, a alteração do fundo de saúde da Casa, intitulado Fundo de Saúde dos Deputados Distritais e Servidores da CLDF (Fascal). A mudança permitirá que ex-deputados distritais e ex-assessores comissionados continuem tendo direito ao fundo.

Benefício vitalício

No caso dos ex-deputados, o benefício será vitalício. Já no caso dos ex-servidores comissionados, a regra valerá por um ano e somente para aqueles que forem demitidos a partir de dezembro deste ano. Além de garantirem acesso a um bom plano, estas pessoas também conseguiram o privilégio de, mesmo fora da CLDF, pagar um valor mensal bem menor do que o exigido por programas privados semelhantes de assistência à Saúde oferecidos pelo mercado.

A votação foi realizada durante a noite, praticamente no final da sessão remota da CLDF. Irritou muita gente – entre políticos, analistas econômicos, representantes do GDF e servidores – porque o projeto não estava na pauta da sessão remota.

O texto aprovado referente ao Fascal é um projeto de Resolução, de autoria do vice-presidente da Câmara distrital, o deputado Rodrigo Delmasso (Republicanos). A ampliação do direito ao benefício para os ex-deputados foi feita por meio de uma emenda substitutiva. O Fascal é mantido por recursos da própria CLDF, com percentual de 6% da receita total repassada anualmente ao Legislativo.

O fundo atende hoje, no total, 5.300 pessoas, entre servidores e deputados, que pagam mensalmente valores entre R$ 38 e R$ 744 pelo benefício – valor cobrado a partir da faixa etária de cada um e da remuneração percebida.

Requerimento para uma nova votação

A partir do texto aprovado ontem, o fundo, que é mantido com 6% do total do orçamento anual repassado pelo GDF ao Legislativo distrital, terá o valor de manutenção mantido também pelos associados inscritos. Para isso, cada associado deverá pagar 20% do valor total destinado como benefício para ele em procedimentos normais.

Além disso, nos casos de procedimentos realizados e em clínicas de alto custo, a contribuição passa a ser de 50% do valor do plano. E em caso de despesas odontológicas, de 44%.

No caso de ex-servidores comissionados, só terão direito a participar do Fascal quem for exonerado após 31 de dezembro de 2020. E quem não quitar as mensalidades do plano de saúde será inscrito na dívida ativa do Distrito Federal.

O deputado Delmasso, que não quis dar entrevistas, afirmou, por meio de nota da vice-presidência da Câmara, que “o novo regulamento aprovado para o Fascal visa modernizar o modelo de gestão administrativa e atualizar a política de assistência à saúde dos servidores e deputados”.

A nota argumenta ainda que as novas regras contribuirão para “redução de custos, dos aportes pelo poder público e aumento das receitas trazendo reequilíbrio financeiro ao plano”.

Mas apesar das justificativas de Delmasso, deputados distritais reclamam e alguns prometem mesmo entrar com medidas judiciais para anular a sessão e reverter a aprovação.

O deputado Leandro Grass (Rede) apresentou ontem requerimento pedindo nova votação.

A deputada Júlia Lucy (Novo) inicialmente votou a favor do projeto. Depois, pediu que seu voto fosse alterado. Ela disse que se confundiu.

Argumentou ainda que a votação aconteceu em “total desconformidade com o regimento interno da CLDF”.

Segundo contou a parlamentar, o projeto original visava o equilíbrio orçamentário e financeiro do plano e previa reajuste de mensalidades, mas teria sido desvirtuado.

Votaram a favor do plano de saúde vitalício:

Claudio Abrantes (PDT); Daniel Donizet (PSDB); Delegado Fernando Fernandes (Pros); Delmasso (Republicanos); Eduardo Pedrosa (PTC); Hermeto (MDB); Iolando (PSC); Jaqueline Silva (PTB); José Gomes (PSB); Martins Machado (Republicanos); Rafael Prudente (MDB); Reginaldo Sardinha (Avante); Robério Negreiros (PSD); Roosevelt Vilella (PSB), e Valdelino Barcelos (PP). Júlia Lucy (Novo) votou inicialmente a favor, mas pediu para mudar seu voto. Abstiveram-se Reginaldo Veras (PDT); Leandro Grass (Rede); Chico Vigilante (PT); Arlete Sampaio (PT); João Cardoso (Avante), e Fabio Felix (Psol). Estavam ausentes Jorge Vianna (Podemos) e Agaciel Maia (PL).


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/05


2020

Mais uma resposta agressiva da delegada

Sr Magno,

Impressiona a quantidade de matérias, quase diárias, em seu blog, a meu respeito. Vejo muitas pessoas lhe questionando, inclusive, se trata-se de uma perseguição gratuita ou com finalidades eleitorais, ou mesmo se o senhor perdeu o profissionalismo de outrora, quando, no passado, produzia matérias de conteúdos relevantes e de forma imparcial.

Eu também me questiono sobre isso, afinal, até uma simples resposta minha a algum seguidor vira matéria em seu blog.

Não posso deixar de lhe agradecer pela incansável e sistemática divulgação de meu nome. Toda vez que o senhor me ataca gratuitamente desperta nas pessoas que não me conhecem a curiosidade e o interesse de saber mais sobre a pré-candidata que é diariamente mencionada. E, com isso, eu avanço e o senhor se coloca, cada vez mais, na deprimente condição de ter seu profissionalismo e sua ética questionados não só por mim, mas por muitos de seus próprios seguidores.

Então sugiro que gaste seu tempo com pautas mais úteis ao invés replicar minhas postagens e comentários, fazendo do seu blog um depósito de maledicências e um campo de batalha para as suas questões pessoais.

Delegada Patrícia Domingos - pré-candidata à prefeitura do Recife pelo Podemos

NOTA DO BLOG

Em relação aos ataques da senhora delegada, só um detalhe: na condição de pré-candidata à prefeita do Recife, o único meio de comunicação que ela tem usado é o seu Instagram. É de lá que extraio suas informações, já que os demais candidatos, ao contrário dela, estão no enfrentamento diário aos desmandos na gestão do socialismo de mentirinha do Recife.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fernandes

PREPAREM A PIPOCA CELSO DE MELLO AUTORIZOU A DIVULGAÇÃO NA ÍNTEGRA DO VÍDEO 17 HS.

Fernandes

Grande Magno Martins, jornalista íntegro imparcial.


Shopping Aragão

22/05


2020

Cadê o Lafepe?

Tive informações de que o laboratório do Lafepe teria condições de produzir em alta escala alguns dos medicamentos que têm sido usados no tratamento da Covid-19, como a Ivermectina e o Hidroxicloroquina.

Seria uma saída para o Governo do Estado ajudar os segmentos mais pobres da população a ter acesso a medicação quando necessário. Mesmo com a questão envolvendo as patentes, poderia o Governo buscar um acordo para fabricação desses medicamentos.

Já que se conseguiu formas de gastar centenas de milhões em compras sem licitação para o COVID 19, por que não ter uma solução caseira de socorro à população usando um laboratório produção de ponta como o Lafepe?

O laboratório só produz, hoje, antirretrovirais (medicamentos para quem tem AIDS) e alguns medicamentos controlados.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

arnaldo luciano da luz alencar ferreira

Não sei as outras cidades mais em Salgueiro a FARMÁCIA do Governo do Estado fechou as portas já a alguns dias é Salgueiro mais uma fez sendo desprezado pelo Estado.



22/05


2020

A live com Rodrigo Maia também está no YouTube

Para você que perdeu a live com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), ontem, pelo Instagram deste blog, disponibilizamos ela na íntegra no YouTube. Para você fazer parte do nosso canal e ter acesso aos nossos vídeos exclusivos, basta se inscrever na página neste link: https://www.youtube.com/channel/UC_gzGPPDJaD1OGke7nWs2ng


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/05


2020

Morre ex-prefeito de Feira Nova

Faleceu, hoje, o-ex prefeito da cidade de Feira Nova, Jairo Gonzaga. Ele estava internado no hospital Dom Hélder Câmara, lutando contra a Covid-19. Jairo exerceu vários mandatos no município e era uma referência política na região.

Jairo era filiado ao MDB, foi vereador de Feira Nova por dois mandatos e também presidente da Câmara dos Vereadores. Disputou a Prefeitura de Feira Nova pela primeira vez em 1996 quando perdeu, mas concorreu novamente em 2000 e se elegeu, sendo reeleito em 2004. Jairo deixa viúva e seis filhos.

Segundo Boletim médico, o ex-prefeito já estava curado da Covid-19, mas devido a uma infecção hospitalar generalizada ele não resistiu e chegou a falecer.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/05


2020

Serra: Prefeitura vistoria leitos para pacientes com Covid

O prefeito Luciano Duque e a secretária de Saúde, Márcia Conrado, visitaram as instalações dos leitos de retaguarda que foram contratados pelo município com a Casa de Saúde Clotilde Souto Maior para atender pacientes de Covid-19

Nesta primeira etapa, são 31 leitos de retaguarda disponíveis para atender pacientes de Covid-19 no período de recuperação da doença. “Estamos fiscalizando, olhando atentamente os leitos que foram contratualizados pelo município com a Casa de Saúde Clotilde Souto Maior. Serão 31 leitos oferecidos aos pacientes infectados pelo novo coronavírus, mais uma ação no cuidado com a população de Serra Talhada”, comentou a secretária Márcia Conrado durante a visita, que aconteceu ontem.

O prefeito Luciano Duque enfatizou a importância dos leitos contratados e agradeceu à Casa de Saúde pela parceria firmada com o município. “Hoje fizemos uma visita aos leitos de retaguarda, a primeira etapa que aprontamos em parceria com a Casa de Saúde, dando uma resposta à sociedade de que o município tem feito a sua parte. Agradeço ao doutor Luis Leite por essa parceria importante que a gente está fazendo, onde os pacientes que saírem do Hospital Geral do Sertão serão cuidados aqui por uma equipe multidisciplinar, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Serra Talhada”, disse.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/05


2020

PCR recebe respiradores pagando mais que o dobro

A Prefeitura do Recife conseguiu uma liminar para busca e apreensão de 50 respiradores, comprados e não entregues dentro do prazo. A busca chegou, na realidade, a ser feita, mas não efetivada com êxito.

Tais respiradores foram comprados à empresa LifeMed, pelo valor de R$ 47 mil a unidade. Mais adiante, a Prefeitura fechou um acordo com a mesma empresa para entrega dos respiradores, mas por um valor bem mais elevado, de R$ 106 mil reais cada.

Por que premiar com aumento de mais de 50% de acréscimo uma empresa, que não cumpre o contrato e uma decisão judicial de busca e apreensão? É o que todo cidadão recifense quer saber e precisa de explicações. Os órgãos de controle estão sendo convocados a investigar também esse caso.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fernandes

E dai?

Sérgio Ricardo Claudino Patriota

Geraldo fazendo o pé de meia para os filhos, por que o dele ele já assaltou. DESGRAÇADO!



22/05


2020

No túnel do tempo

Eduardo Campo na campanha para prefeito do Recife em 1992, ao lado do policial federal João Evangelista, responsável pela área de segurança. O registro é de uma caminhada na periferia e faz parte do acervo histórico de Evangelista, profissional competente, amigo e leal à família Arraes, tendo trabalhado também com Miguel Arraes.

Agente da PF, Evangelista não poderia ser requisitado para a campanha. A forma encontrada na época foi a de se lançar candidato a vereador e assim, fiel ao grupo, se submeteu às regras do jogo. Nesta eleição, a primeira majoritária de Eduardo, Jarbas Vasconcelos foi eleito prefeito do Recife e Eduardo saiu como lanterninha, atrás até de Nilton Carneiro.

Mas Evangelista mostrou que tem personalidade e lealdade. Que o diga Ana Arraes, ministra do TCU, com quem trabalhou também e por ela foi indicado para a Fundação Joaquim Nabuco. Na verdade, o agente foi literalmente abandonado pelo deputado João Campos, a quem deu todo sangue na campanha de 2018.

Se você tem uma foto histórica no fundo do baú dos seus arquivos nos envie para postar neste quadro pelo e-mail magnomartinsf@gmail.com ou pelo telefone (81) 9.8222-4888.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/05


2020

Tabira esclarece uso dos oito jeeps

Caro Magno,

Houve um equívoco na sua postagem sobre a remessa dos Renegades para Tabira. Não vou e não posso usar as viaturas em outras secretarias. Veja como se dará a distribuição abaixo.

O Grupamento de Trânsito-GTRAN utilizará 03 (três) viaturas nos bloqueios que estão sendo feitos nas Barreiras Sanitárias.

O Grupamento de Ronda Ostensiva Municipal-ROMU receberá 01 (uma) viatura e o Grupamento da Ronda de Apoio ao Cidadão-RONDAC receberá 01 (uma).

Outra será destinada a Patrulha Maria da Penha e uma a Patrulha Escolar. A oitava viatura fará os serviços administrativos do Centro de Monitoramento e Comando da Guarda Municipal de Tabira.

Atenciosamente,

Sebastião Dias

Prefeito de Tabira


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/05


2020

Mendonça vê escândalo na compra de respiradores


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/05


2020

Chuva de Renegad no lugar de ambulâncias no Sertão

Em meio à pandemia do coronavírus, que avança pelo Interior do Brasil, os municípios nordestinos estão ganhando confortáveis jeeps Renegade da Fiat, de manutenção caríssima, para reforçar as guardas municipais quando o necessário neste momento seriam ambulâncias. Em Tabira, a 400 km do Recife, a dosagem foi exagerada.

Conforme atesta o vídeo, o município recebeu oito unidades da marca para a Guarda Municipal. Tabira tem pouco mais de 20 mil habitantes, menor que Afogados da Ingazeira, com 40 mil habitantes, mas recebeu o dobro. O prefeito Sebastião Dias (sem partido) admite que o município não tem como manter oito jeeps, mas disse que se devolvesse seria um escândalo maior. Os carros foram doados ao município por meio de emenda coletiva da bancada de Pernambuco na Câmara dos Deputados.

"Isso vem de 2014, quando mostramos ao Governo que temos no Sertão a Guarda mais organizada, mas não esperava tanto carro assim", disse o prefeito, que é um dos maiores poetas do repente nordestino. Ele disse que a GM, com 32 funcionários, já dispõe de duas viaturas e que vai usar a nova frota em outras secretarias e nos bloqueios do isolamento social que Tabira criou para evitar a disseminação da Covid-19.

A aquisição dos veículos, segundo Sebastião, foi através do Ministério da Justiça e Segurança e por meio da indicação dos parlamentares Armando Monteiro, Humberto Costa, Ricardo Teobaldo, Gonzaga Patriota, Tadeu Alencar, João Fernando Coutinho, Pastor Eurico e Renildo Calheiros.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Wildes Jackson Lopes

A entrevista com o presidente da Câmara revela uma liderança consciente das prerrogativas do cargo, e inclui estar ciente das atribuições dos outros poderes, é uma certa proeminência do executivo, por lidar com as questões diretamente relacionada com o dia a dia das pessoas. Não se trata de apreciar a prática parlamentar, mas o feiche de atribuição do chefe de poder, no caso o legislativo.Nesse caso, não cabe retoque á atuação de Rodrigo Maia. Já para o jornalismo e imprensa regional, a entrevista revela um repórter competente e cada vez mais protagonista na crônica jornalística regional. Parabéns, Magno, pela ousadia que lhe é companheira na condução do seu trabalho jornalístico. alistico



21/05


2020

Leia na íntegra a live de Maia ao blog

Na entrevista que concedeu a este blogueiro, na noite de hoje, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), abordou assuntos como as crises na saúde, na economia e na politica do País, o uso da cloroquina como medicamento indicado no combate ao coronavírus, as eleições municipais deste ano, o uso do fundo partidário na pandemia e a sua relação com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), entre outros temas.

Segundo Maia, a maior crise enfrentada no momento é a na saúde. “Está todo mundo assustado. É lógico que vários casos são assintomáticos, mas não é brincadeira. Você pode pegar um que tenha uma ação diferente. A vida é o mais importante”, disse o presidente para completar: “Cabe ao governo gerar condições para que as empresas não entram em falência e depois, como a cidade, ao longo dos meses, possam reduzir o isolamento e ir voltando com suas atividades. Mas não pode ser prioridade em cima das vidas”. Confira abaixo a entrevista com Rodrigo Maia na íntegra:  

Blog do Magno: Houve o entendimento na reunião com os governadores. Realmente resolveram pacificar o país pra enfrentar essa pandemia?

Rodrigo Maia: Esse tem que ser o nosso objetivo, o diálogo, a harmonia e o enfrentamento ao Coronavírus. A reunião dos governadores com o Presidente e comigo é uma sinalização importante que tem muitas coisas que podem nos unir. Nós temos que tratar coisas que temos convergência, e não aquilo que nos divide. Temos um objetivo comum, que é salvar vidas, e também empregos e renda das pessoas mais simples.

BDM: O tom foi diferente da reunião de dois meses atrás. Estavam todos "desarmados", não é verdade?

Maia: É verdade. Como a outra foi difícil e essa foi de muita harmonia, acabou gerando uma surpresa a todos.  Conseguimos passar segurança para a sociedade, nessa reunião organizada pelo Presidente da República.

BDM: Estamos enfrentando uma tríplice crise, na saúde, na economia e na política?

Maia: Sim. O vírus já nos atinge na questão das vidas e dos empregos, e também a questão da renda. Ainda temos a questão da política. A política não pode ser um protagonista nesse momento. A política tem que construir soluções para que possamos garantir estruturas para prefeitos e governadores pra que todos em conjunto possam enfrentar o coronavírus.

BDM: O senhor percebeu que o Bolsonaro foi diferente nessa reunião, querendo resolver os problemas?

Maia: Foi uma reunião com harmonia, diferente do que ele faz em entrevistas. Eu tenho uma boa relação nas reuniões com ele, o problema é que quando ele vai pra aquele cercadinho na entrada da Alvorada, às vezes ele agride, ataca, mas a reunião foi num tom muito positivo, e devemos manter. É importante que a gente possa trabalhar de forma articulada.

BDM: Bolsonaro diz que ataca por que há muita hostilidade ao governo dele. O que o senhor acha?

Maia: Olha, conflitos políticos são da democracia. Da mesma forma que o presidente pode receber um ataque, ele também reage com muita força. Eu acho que temos que olhar pra frente, pra resolver os problemas da população. Quando existe um ataque, existe uma reação. O que precisamos entender é que não podemos, por esse confronto, deixar de estar unido para salvar vidas.

BDM: Quando o senhor diz que as redes sociais do Presidente são duras, o que senhor quer dizer que os filhos dão essa orientação?

Maia: Não quero nem entrar muito nisso, mas elas são duras, todo mundo sabe. Há uma certa estrutura radical nas redes sociais. Não só da direita, mas da esquerda também. É um ambiente radicalizado no Brasil e no mundo. A impressão é de que é um terceiro turno. Quem ganhou parece que ainda está disputando e quem perdeu ainda quer disputar, o que faz a gente perder um tempão com coisas que às vezes nem são verdadeiras.

BDM: Quem é o principal culpado por isso?

Maia: Não tem culpado. O presidente foi eleito num formato. E os apoiadores utilizam o mesmo formato. Só que agora ele é presidente. Quando você está na oposição, não tem obrigação de unir o país. Mas quando você é, tem. Quando o clima está mais acirrado com governadores, deputados, prefeitos, acaba que fica uma situação de insegurança para a sociedade. O presidente foi eleito de forma legítima e cabe a ele essa articulação. Se ele não fizer, quem faz? 

BDM: Ele tem ido a manifestações na rua que pedem a intervenção militar. O que o senhor acha?

Maia: Isso foi muito criticado por todos. Tanto que na última manifestação, os Ministros se preocuparam em dizer que não existia nem faixas contra o Supremo, nem contra o Parlamento. Ou seja, eles não apoiavam essas manifestações. A gente sabe que ainda tem gente muito radical nessas manifestações, mas o importante é que o governo vem tentando construir uma relação que possa ser produtiva.

BDM: E a gente vê também faixas de "Fora Maia". Como o senhor vê isso?

Maia: Olha, a sociedade tem direito de manifestar. É normal. Um grupo critica, outro olha de outra forma. Sociedade é dividida, cada um pensa de uma forma, é um direito. Agora, é óbvio que manifestações de que falam em fechar Congresso ou fechar Supremo, não faz parte da democracia. E isso é muito ruim e grave.

BDM: Você acha que estava havendo muita tensão entre Judiciário, Congresso e Executivo?

Maia: Com certeza, nas semanas passadas, sim. Houve muito ataque e muita teoria da conspiração. Tem gente que chega no entorno do presidente e diz coisas que não existem. Inventaram que eu estava reunido com ministros do supremo, uma coisa que as pessoas inventam. A pessoa está lá no Palácio e acaba se envolvendo em coisas que não existem. O que a gente precisa é saber separar o que é invenção e o que é verdade. Manifestações contra o Congresso e ataques do Palácio contra o Congresso preocupam, mas não pode transformar isso em teses conspiratórias.

BDM: Isso me lembrou o Roberto Jefferson dizendo que o senhor era protagonista de um golpe contra o governo.

Maia: Você não acha que quando Roberto Jefferson defende um governo, ele mais atrapalha? Não tenho o que responder a ele. O que eu fico pensando é qual a razão de estimularem uma live do Roberto achando que ele tem credibilidade. Não ganha nada, informações falsas, que não agrega nada. A gente tem que pensar na sociedade. A emenda constitucional da guerra, por exemplo, que foi costurada dentro da Câmara, com o apoio de todos. Por sinal, queria agradecer à bancada de Pernambuco, que vem mostrando muita competência e qualidade.

BDM: Houve uma entrega de um pedido de impeachment com 400 assinaturas. O senhor vai dar início a esse processo?

Maia: Eu prefiro me reservar ao direito de não tratar sobre isso, pois nesse caso eu sou o juíz. E juíz não se manifesta.

BDM: O senhor usaria a cloroquina?

Maia: Recomendado por Bolsonaro não, pois ele não é médico. Mas se for por um médico, sim, ele que vai me dizer. Eu não posso chegar para a minha esposa ou para o meu pai e perguntar se devo usar, pois eles não são médicos. A minha opinião é que político não trata de prescrever remédio. Nem presidente, nem governador. Quem trata é médico. Qualquer coisa fora disso que não der certo, é perigoso. Se um médico disser para usar, use. Se não disser, não use. Pode ter efeitos colaterais graves. Ano passado por exemplo meu pai tomou um remédio para vertigem. Era pra tomar uma semana e voltar ao médico. Só que ele ficou um ano tomando e não voltou. No Natal do ano passado, caiu duas vezes. Ele fez o exame e era excesso de remédio contra vertigem. Poderia ter morrido porque se automedicou por um ano.

BDM: Duas medidas provisórias caducaram no Congresso. Uma em relação a balancetes de jornais, da desobrigação de fazê-lo e a outra da UNE da carteira online, o que o senhor tem a dizer?

Maia: A questão dos balancetes acaba em 2022. Nós já tínhamos aprovado uma lei. Então não cabia uma medida provisória, pois o presidente diz que àquela medida era pra prejudicar jornal A, B ou C. A câmara não pode votar um projeto que o presidente diz que está editando uma medida provisória pra prejudicar alguém, pois amanhã pode ser com a gente. As leis são feitas para beneficiar a sociedade. Então esse foi o motivo. Uma lei já tinha tratado desse assunto.

O segundo, não chegou para a Câmara. Foi para o presidente do Senado. O presidente manda instalar uma comissão mista. A medida provisória vai para a Comissão Especial. A Câmara só pode votar quando a comissão votar. Eu não posso fazer um relatório. Então a Câmara de deputados não tinha condição nem de tratar desse assunto. Não tinha condições de colocar em prática.

BDM: O que o senhor pode falar a respeito das eleições?

Maia: Nós temos um prazo para adiar para novembro ou dezembro. Não podemos correr riscos. É preciso ter o isolamento, então eu sei que poderemos ter problemas. O pior momento da pandemia pode ser agora em maio, junho ou até julho. Agosto deve começar a cair a curva. Então a gente pode começar em outubro, é isso que temos conversado. Prorrogar mandato, nem existe esse caminho. O que diz a constituição é que, não tendo eleição, assume alguém através da lei orgânica. Na cidade do Rio de Janeiro, assumiria o presidente do tribunal de contas, mas em outras cidades não tem essa previsão. Isso pode abrir uma lacuna muito grave. Hoje, é prorrogar mandato de prefeito e vereador. Amanhã, um governo forte - não esse governo, que não tem maioria no parlamento - mas um outro governo, com uma base de 380 deputados, ele resolve criar uma crise com a China e dá um golpe por dentro do parlamento, protegido por uma decisão de agora. Mas, por outro lado, vamos dizer que a pandemia continue até novembro. Aí quando a gente for fazer a eleição, talvez colocar pra começar de 7 da manhã e acabar de meia-noite... coloque os idosos pra votar por 3 ou 4 horas, pegar escolas menores. A eleição não pode ampliar a contaminação.

BDM: Eu vi um "meme" na Internet de um rapaz dizendo que não pode ir a Shopping, não pode tomar banho de praia, mas pode ter eleição?

Maia: Mas a gente está discutindo o adiamento. Talvez em outubro não dê pra fazer, mas talvez em 15 de novembro, sim. Ou no primeiro domingo de dezembro. A gente está estudando alternativas de diversos países. Coreia do Sul, Chile, cada país está olhando de um jeito e vamos ver o caminho mais compatível.

BDM: E as questões de campanha. Campanha o candidato vai para a rua, pega na mão do povo... como vai ser?

Maia: Isso vai acabar. Vai ser uma nova forma de fazer campanha. O mundo vai mudar. Brasileiro não tinha hábito de usar máscara. Mas as pessoas na Ásia tinham. As relações vão mudar, não só nesse ano, mas nos próximos. A curva precisa achatar para a gente continuar vivendo. Se não tiver vacina nos próximos 12 meses, como vamos fazer em relação aos idosos? Vamos pegar experiências internacionais para que possamos usar ao nosso favor.

BDM: O dinheiro do fundo partidário não deveria ser usado para a pandemia?

Maia: Já foi usado. Todo o recurso que tinha no caixa está sendo usado. Por isso foi criada uma PEC, para usar tudo. Vai ser ter um déficit de 600 bilhões de reais. Nós já conseguimos pra saúde uma medida provisória 909, que o dinheiro ia todo para o Banco Central e transferimos todos os 9 bilhões para a pandemia. Pegamos as emendas de bancada e o governo autorizou a transferir de outros ministérios para a saúde. Essa semana tem mais uma MP de 10 bilhões. Mas a prerrogativa é exclusiva do Presidente de transferir recursos. A constituição veda o Parlamento de fazer essas mudanças.

BDM: O senhor acha que o governo pode fazer algo para manter o auxílio dos 600 reais?

Maia: Essa ajuda, o governo tinha feito de 200 reais, nós passamos para 500 e em conjunto chegamos a 600. Nós queremos atender a população. O valor é grande. Vamos estudar caminhos, ver recursos que estão mal distribuídos e melhorar o gasto do orçamento público. Tem muitas coisas que podemos pensar em propor ao governo. Acho difícil o governo consiga fugir da necessidade de manter o auxílio. Talvez seja importante pegar todos os programas de proteção de emprego e renda e juntar tudo e criar um único programa de renda mínima que seja permanente. E que tenha lastro orçamentário para que depois a gente consiga pagar.

BDM: O senhor disse que o governo não tem maioria no congresso para aprovar o que quer. A base é instável?

Maia: O presidente fez muitas críticas ao parlamento e aos deputados. Tem uma parte dos partidos de centro e centro direita, PSDB, DEM, Cidadania, entre outros. O DEM não é centrão. O DEM foi oposição de Lula e Dilma por 13 anos. Nós fizemos parte da base do presidente FHC e Temer. Não fazemos base a Bolsonaro, nem a Dilma e Lula. Nós temos a nossa posição. Pauta de reformas, voto independente. A gente vota nessa agenda de ajuste fiscal e dos gastos públicos.

BDM: Mas Mandetta era do DEM. Ele foi indicado pelo DEM

Maia: De jeito nenhum. O próprio presidente fez questão de dizer isso. Ele fez uma composição para garantir a governabilidade. Acho inclusive que Mandetta estava indo muito bem, tendo a confiança da sociedade. O presidente acabou atacando com mais força, misturou coisas que não faziam sentido. Mandetta foi um grande ministro. Mas as relações ficaram estremecidas. Espero que em breve seja nomeado o novo ministro que entenda da área de saúde, pois não podemos ficar com um interino

BDM: Quando foi que o presidente atacou o senhor?

Maia: Foi aquele na CNN. Como se eu tivesse conspirando para querer derrubar o governo. Não tem nada disso. Todas as propostas do Governo que foram na linha de melhorar a economia foram aprovadas. Agora, o direito a crítica, todos nós temos.

BDM: O senhor disse em uma entrevista que o Paulo Guedes não era uma pessoa séria?

Maia: Sim, foi naquele debate em que Pernambuco acabou perdendo 113 milhões. Aquele conflito federativo com governadores iria gerar uma paralisia da máquina dos municípios e estados e nós fizemos esse enfrentamento. Quando nós fomos conversar com o governo, elas não quiseram oferecer nem um real ao Estados, depois ofereceram 14 bilhões, e numa articulação no Senado, se conseguiu os mesmos 60 bilhões, nós estávamos defendendo. Agora, a forma de distribuição não foi a que eu defendi. E ele nos atacou de forma absurda. E eu respondi dizendo que não era uma coisa séria o que ele estava fazendo. Nós tanto estávamos certos, que depois o Senado aprovou um valor igual ao nosso. E hoje o Presidente anunciou a sanção do projeto.

BDM: O senhor acha que o governo não reconhece o esforço do senhor pela reforma da previdência?

Maia: Claro que não reconheceu. Mas não foi pro governo que eu fiz. Eu fiz pela certeza de que eu estava fazendo o melhor para o Brasil. Nós estávamos na seguinte situação: o sistema previdenciário iria inviabilizar o país. E ia desorganizar a dívida pública. Com isso, investidores vão embora e nossa economia volta a cair. Fiz pela convicção que tenho que aquele projeto organizava a previdência. Continuo defendendo a reforma administrativa, pra melhorar o gasto público. De cada 100 reais, 94 são despesas obrigatórias. Votamos o PLN8, que é a regra de ouro. Você só pode emitir dívida para investimento. Ano passado foram 240 bilhões, esse ano 320 milhões, que nós estamos usando para manter a máquina pública viva

BDM: O regimento da casa não permite que o senhor seja candidato a reeleição. Você pode fazer algum movimento para isso?

Maia: Eu respeito a constituição. Ela não vai ser modificada. Eu tenho orgulho de ter aprovado bons projetos. Se a constituição me limita, eu respeito. Agora, o governo tem direito de ter o candidato dele. E na hora certa eu vou construir algum nome que tenha perfil para aglutinar.

BDM: A postura que o senhor tem em relação ao impeachment, é a mesma em relação aos inquéritos?

Maia: Se tiver alguma coisa nos inquéritos, o procurador oferece a denúncia. Ai eu sou obrigado a abrir prazo de 5 sessões depois colocar no plenário. São formatos diferentes. Eu não tenho nada a ver com o inquérito que está no Supremo. Não quero fazer juízo de valor.

BDM: Em relação ao Centrão, ele já teve indicações para o governo. A tendência é que ele tenha mais espaço?

Maia: Eu não tenho participado dessa articulação. O governo tem o direito de ter diálogo com os partidos, para compor uma maioria, uma base. É sempre ideal que quando o governo ganhe, ele construa a maioria, não necessariamente com cargos. Mas é uma forma de atuação e decisão do presidente. 

BDM: A sua relação com Bolsonaro e com o governo é protocolar?

Maia: Com o ministro Ramos tenho bola relação. Com o presidente já foi mais próxima e mais distante. Acho que a reunião de hoje foi muito boa. Não somos aliados, mas precisamos ter relações de respeito institucional

BDM: Em relação a ajuda para o Estados, o presidente disse que a Polícia está de olho nessa farra de dinheiro, já que muitas coisas estão sem feitas sem critério e sem licitação.

Maia: É papel da polícia. Se tiver indicações de coisas erradas, tem que fazer investigação e prender. Agora, não se pode deixar de ajudar, pela possibilidade de haver irregularidade. Tem que ter um sistema de controle e fazer funcional. É muito ruim pensar que alguém possa estar pensando em se beneficiar no meio de uma situação como essa. Deveria ter a condenação em dobro ou em triplo.

BDM: Há um excesso de intervenção do congresso?

Maia: É um erro histórico. Desde FHC, os próprios políticos acionam Ministério Público e Supremo. Nós transferimos o nosso podemos pra Supremo e Procuradoria. E aí quando a gente transfere, ele passa a ter atribuições que não são dele. Eu acho até que o Supremo tem tentado interferir menos. Eu responsabilizo 100% a político pelo excesso de poder do Supremo.

BDM: O Supremo proibir de o presidente nomear o comandante da PF não é demais?

Maia: Eu acho, mas na hora que proibiu Lula de assumir o ministério, os que estão no governo aplaudiram. Esse é o problema, quando é contra o adversário, se comemora, independente do mérito. Cabe diálogo para quem as coisas sejam resolvidas no parlamento. No caso do Lula, se o Moro não tivesse vazado os áudios, ninguém ia saber o que se passou. Tudo foi articulado. Ali, quem estava contra Dilma, aplaudiu. Mas gerou uma jurisprudência. A lei tem que valer para todos.

BDM: Como o senhor viu a saída de Moro?

Maia: Gerou uma crise política em meio a pandemia. Por isso eu nem me manifestei na época, pois a briga não era minha. Deixa para quem é responsável. É ruim, pois ele tem prestígio e já havíamos perdido o Mandetta. Cabe ao governo ter confiança nos novos ministros.

BDM: Você acha que o vídeo que está com Celso de Mello deve se tornar público.

Maia: Se olharmos para trás, sim. É o que aconteceu nos últimos anos. Se algum ministro precisar proteger alguma coisa, ou com relação a outras países, sim. Mas fora isso, é transparência total. Mas cabe ao ministro Celso de Mello.

BDM: Qual a maior crise? Saúde, economia ou política?

Maia: Da saúde, claro. Está todo mundo assustado. É lógico que vários casos são assintomáticos, mas não é brincadeira. Você pode pegar um que tenha uma ação diferente. A vida é o mais importante. Junto com isso, o cuidado com a economia. Cabe ao governo gerar condições para que as empresas não entram em falência e depois, como a cidade, ao longo dos meses, possam reduzir o isolamento e ir voltando com suas atividades. Mas não pode ser prioridade em cima das vidas.

BDM: Não é um desserviço nesse momento estarem falando em impeachment?

Maia: Olha, não quero julgar, mas PT, PSB, PDT, PCdoB e PSol tem ajudado fortemente na votação de projetos.  Eles estiveram presentes na PEC da Guerra, para aplicação dos gastos. A esquerda tem feito muito nesse momento. Mesmo quem quer o impeachment, tem nos ajudado muito.

BDM: Falta articulação ao governo Bolsonaro?

Maia: Eu acho que o governo decidiu, ele é um bom deputado e Victor Hugo tem aprendido. Tem melhorado. Tem um boato que ele vai cair, mas ele tem melhorado na articulação. É uma decisão do governo, mas quando se pega uma pessoa inexperiente, tem dificuldade. Mas ao longo do tempo todo mundo aprender E Victor Hugo tem aprendido.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha