FMO janeiro 2020

08/11


2019

Eletronuclear solicita extensão de vida útil de Angra 1

Eletronuclear solicita à CNEN extensão de vida útil de Angra 1

A Eletronuclear, empresa estatal que controla as usinas da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), em Angra dos Reis (RJ), solicitou formalmente à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) a extensão de vida útil de Angra 1, de 40 para 60 anos. A documentação com o pedido foi entregue pelo presidente da empresa, Leonam dos Santos Guimarães, na tarde desta quinta-feira (7/11) na sede da CNEN, no Rio de Janeiro.

Angra 1 entrou em operação em 1985. Seus 40 anos de atividade, portanto, se completam no ano de 2024. Conforme Leonam, o pedido de extensão ocorre agora porque “havia um compromisso da Eletronuclear de fazer esta solicitação cinco anos antes do vencimento da licença operacional”. A Chefe de Gabinete da CNEN, Cássia Helena Pereira Lima, representando o presidente da instituição, Paulo Roberto Pertusi, afirmou que “a CNEN se empenhará para que o processo de análise do pedido ocorra dentro do prazo adequado, mas com foco na segurança, radioproteção e no extremo rigor técnico”.

O titular da Diretoria de Radioproteção e Segurança Nuclear (DRS) da CNEN, Ricardo Fraga Gutterres, foi quem recebeu a documentação, em formato digital, das mãos de Leonam Guimarães. Para Gutterres, a Eletronuclear e a DRS/CNEN exercem funções claramente distintas no setor nuclear, mas “as reuniões realizadas entre técnicos das duas instituições podem colaborar para troca de informações nos processos críticos da Central Nuclear”. Ele acredita que o pedido de extensão da vida útil de Angra 1 também deverá contar com esta forma de relacionamento, permitindo à CNEN uma análise bastante detalhada e rigorosa da solicitação.

Além das lideranças presentes, o ato de entrega do pedido de extensão contou com considerável parcela do corpo técnico de ambas as instituições. O engenheiro Jefferson Borges Araújo, diretor da unidade da CNEN em Angra dos Reis, explica que as usinas nucleares brasileiras, seguindo um padrão dos Estados Unidos, foram licenciadas para operar por 40 anos. Conforme o padrão norte-americano adotado no Brasil, o pedido de extensão de vida útil deve ser feito cinco anos antes do fim da licença de operação. Entre os vários itens que serão analisados na solicitação, estão o Programa de Gestão de Envelhecimento (PGE) e também procedimentos relacionados à gestão do conhecimento e à obsolescência. Angra 2, que ainda tem um prazo mais amplo de sua vida útil inicialmente licenciada, já iniciou estudos para implementar um Programa Integrado de Gestão do Envelhecimento de Sistemas, Estruturas e Componentes.

De acordo com Jefferson Borges, as extensões de vida útil de reatores nucleares vêm ocorrendo no mundo todo e foram possíveis por dois fatores principais. Um deles é o avanço tecnológico, o que permitiu que novos materiais e técnicas sustentassem a segurança das usinas por um tempo maior que o inicialmente projetado. Também pesa na decisão de estender a vida útil o fato de os padrões de segurança adotados inicialmente serem tão rigorosos que permitam uma ampliação do prazo de operação licenciado.

Os Estados Unidos, por exemplo, já realizaram extensão de operação para mais de 70 usinas nucleares, nas quais a vida útil passou, na maioria dos casos, de 40 para 60 anos. Naquele país, já foram iniciados estudos que podem estender a operação das usinas para até 80 anos. Procedimentos de extensão de vida útil de reatores nucleares também ocorreram na França e na República Checa, entre outros países.


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Detra maio 2020 CNH

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29/05


2020

Soldados da saúde

Por Silvio da Silva Caldas Neto*

O nosso bem mais precioso é a vida e todas as nossas atitudes têm como maior objetivo defendê-la. Para algumas pessoas, os ganhos obtidos podem ser uma justificativa para arriscá-la. Quem se alista nas forças armadas sabe que poderá ser convocado para uma guerra. Mas, em momentos de grande ameaça, seria esperado que seus instintos agissem em sua defesa. Daí a necessidade do fortalecimento de valores como hierarquia e disciplina, em um patamar acima da própria existência. Senão, como evitar a deserção de soldados na hora de enfrentar a morte?

Na guerra que travamos agora, os soldados são os profissionais da saúde. O inimigo é implacável e a chance de serem vitimados no campo de batalha é enorme. Todos fizeram juramentos e devem obediência aos seus códigos de ética. Durante a formação, foram preparados para salvar pessoas, mas ninguém disse a eles que o custo disso poderia ser a própria vida. O dever de prestar socorro a uma vítima de acidente, de perder viagens, de sacrificar o convívio com a família, para estar à disposição do paciente, tudo isso foi ensinado e passou pela cabeça no momento do juramento. Mas perder a vida? Para isso ninguém está plenamente preparado. Ainda assim, esses profissionais estão combatendo no front, enfrentando, às vezes sem proteção adequada, a soma de todos os medos. Nunca viveram tamanho estresse. Um soldado não vai pra guerra sem capacete, sem uniforme, sem botina, sem cantil e sem fuzil. Os profissionais de saúde vão. Por isso são muito justas as homenagens feitas mundo afora a esses bravos.

Enquanto isso, os cursos de saúde se esforçam para entregar mais soldados, que vão formar novas fileiras à medida que colegas são atingidos nas trincheiras. Neste semestre, a Faculdade de Medicina do Recife – UFPE entregou à sociedade mais uma turma de médicos que já estão no combate. Foi uma colação de grau sem pompas, sem parentes, sem longos discursos, sem grandes plateias. Colaram grau em pequenos grupos, todos de máscaras, guardando distância. Mas foi histórica. Não só pelo momento, mas também porque, ao jurarem fidelidade à profissão, certamente passou na cabeça deles um drama com que as últimas gerações de médicos jamais sonharam. Entraram alunos. Serão heróis.

*Médico, professor e diretor do Centro de Ciências Médicas da UFPE


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Abreu e Lima - Maio

29/05


2020

BB terá de bloquear anúncios em mais de 1 milhão de sites

O Banco do Brasil terá de bloquear anúncios em 1,2 milhão de sites, blogs e aplicativos – veiculados via Google – para cumprir a decisão tomada ontem pelo TCU, que proibiu o banco de anunciar em sites e blogs acusados de divulgar fake news, informa Lauro Jardim.

A estimativa, segundo o colunista de O Globo, foi feita pelas agências de propaganda que trabalham para o banco estatal. Elas estimam que cerca de 500 sites e blogs permanecerão recebendo os anúncios do BB.

O bloqueio será feito assim que a determinação do TCU chegar oficialmente ao banco. Pela decisão do ministro Bruno Dantas, a suspensão vai vigorar até que a CGU defina as normas de veiculação a serem seguidas.


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Prefeitura do Ipojuca

29/05


2020

Mendonça critica silêncio de João sobre corrupção

O ex-ministro e pré-candidato a prefeito, Mendonça Filho (DEM), criticou, hoje, o deputado federal João Campos (PSB) pela nota em solidariedade ao prefeito Geraldo Júlio e contra as investigações da compra nebulosa de respiradores só testados em porcos e a uma empresa fantasma. “Depois de um longo e vergonhoso silêncio de consentimento e omissão diante da falta de leitos, das mortes e das inúmeras denúncias de desvio e descaso, era de se esperar que João Campos viesse à público, no mínimo, prestar solidariedade aos pacientes que aguardam atendimento e às famílias que perderam parentes por falta de leito de UTI”, cobrou, questionando a nota publicada por Joao Campos em suas redes sociais.

A compra pela Prefeitura do Recife de 500 respiradores pulmonares a uma empresa veterinária e testados apenas em porcos e sem aval da Anvisa foi denunciada por Mendonça Filho ao Ministério Público Federal, ao TCU e a Controladoria Geral da União.  Ontem a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na sede da Prefeitura do Recife e na residência do secretário de Saúde na Operação Apneia, que investiga desvios e fraudes na compra de respiradores por solicitação do Ministério Público Federal e da Controladoria Geral da União. 

“João Campos foi eleito para defender os interesses do povo e não do seu grupo político fingindo que não vê o descaso com a saúde e ignorando a ação dos órgãos de controle e da Polícia Federal”, criticou. Segundo Mendonça, a postura de Campos é contra os interesses do povo. “O desvio de recursos e o descaso na compra de um equipamento fundamental para salvar as pessoas, apenas testado em porcos, é crime contra a vida”, afirmou.


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29/05


2020

Tudo ou nada

Pré-candidato do PSB a prefeito do Recife, o deputado federal João Campos saiu da toca. Aconselhado por seu marqueteiro e pressionado pelo padrinho da sua candidatura, o prefeito Geraldo Júlio, aceitou colocar suas digitais no escândalo do superfaturamento de compras pela Prefeitura com recursos federais destinados à compra de equipamentos médicos e de pacientes da Covid-19.

Em suas redes sociais, defendeu o prefeito das acusações de malversação do dinheiro público, objeto de reportagem também da revista IstoÉ, cujo texto postamos logo cedo, sendo possível conferir entre as postagens anteriores. "São dois servidores públicos honrados", disse, referindo-se também ao secretário de Saúde do município, Jailson Correia, que teve seu gabinete e casa vistoriados na operação de ontem por agentes da Polícia Federal.

Esquece o deputado que quem está acusando de desonesta a gestão do seu aliado não é a oposição nem a mídia. Tudo é fruto de um trabalho investigação dos órgãos de controle, como Ministério Público de Contas do Estado.


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Banco de Alimentos

29/05


2020

Cadê a decolagem do PIB antes da pandemia?

Nota

O PIB do primeiro trimestre, conhecido nesta manhã, apenas confirma o que já se sabia: em nenhum momento de seu mandato até agora, o presidente Jair Bolsonaro foi capaz de fazer a economia brasileira voltar a crescer.

A queda de 1,5% entre janeiro e março revelada pelo IBGE joga por terra a narrativa, recorrente, do ministro Paulo Guedes segundo a qual a pandemia do novo coronavírus interceptou a decolagem da economia do Brasil. Retórica vazia, resultados pífios, como se vê. O país está em isolamento social desde meados de março o que impacta apenas um sexto do período examinado.

O presidente perdeu tempo precioso de seu primeiro ano de mandato com picuinhas ideológicas e comportamentos inadequados. Desdenhou da real necessidade dos brasileiros: voltar a ter emprego e bem-estar. Esse tempo deveria ter sido empregado no impulsionamento de reformas estruturais para reavivar a economia. Agora, infelizmente, pode ser tarde demais.

O risco que corremos agora é, em meio à mais grave crise econômica, social e sanitária da história recente, que tem vitimado mais de mil brasileiros por dia, o país afundar muito mais, numa viagem ao fundo do poço só comparável à ruína produzida pelo PT enquanto esteve no poder.

Partido da Social Democracia Brasileira


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Prefeitura de Serra Talhada

29/05


2020

Moraes tem informação para ações explosivas

Por Mônica Bergamo

O ministro Alexandre Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), já acumulou informações suficientes para operações policiais de potencial político mais explosivo do que as determinadas por ele na quarta (27).

Segundo interlocutores do magistrado, ele preferiu esperar pelo resultado das buscas feitas nesta semana para encorpar o material que já tem – e partir para ações mais contundentes no inquérito que investiga fake news.

A Polícia Federal identificou Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente, como um dos articuladores de um esquema criminoso de fake news. A possibilidade de ele ser alvo de alguma ação no inquérito preocupa o pai.


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O Jornal do Poder

29/05


2020

MPF abre inquérito civil para investigar Prefeitura do Recife

A compra de respiradores para unidades de atendimento a vítimas da Covid-19, no Recife, é alvo de um inquérito civil aberto pelo Ministério Público Federal em Pernambuco. O objetivo da Procuradoria da República é investigar possível superfaturamento e lavagem de dinheiro para aquisição dos equipamentos, com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), pela prefeitura.

A investigação, comandada pela procuradora da República Sílvia Regina Pontes Lopes, tem como meta detectar possíveis irregularidades nos contratos assinados entre a gestão municipal e a empresa Juvanete Barreto Freire, de São Paulo.

Essa aquisição dos respiradores também é alvo de uma investigação feita pela Polícia Federal. Ontem, a PF deflagrou a segunda fase da Operação Apneia, realizando buscas na sede da prefeitura e na casa do secretário de Saúde da capital, Jaílson Correia, que teve o celular apreendido, segundo o assessor de comunicação da corporação Giovani Santoro.

A aquisição dos respiradores foi alvo também de questionamentos do Ministério Público de Contas (MPCO). Por causa disso, a prefeitura disse, na última sexta, que a empresa Juvanete Freire havia desistido do negócio.

De acordo com o Ministério Público Federal estão sendo apuradas irregularidades na Juvanete Freire, que tinha cadastramento na Receita Federal com o nome fantasia de Brasmed Veterinária.

O Grupo de Combate à Corrupção do MPF apontou dispensa de licitação de R$ 4,3 milhões e a existência de dois termos aditivos: um de R$ 2,1 milhões e o outro, de R$ 5,1 milhões.

Ainda de acordo com o MPF, a empresa não tem funcionário nem veículo próprio. Além disso, receberia mais de R$ 11 milhões para vender respiradores para o Recife.

O MPF aponta, ainda, a partir de informações do MPCO de Pernambuco, que o procurador da empresa no estado, Adriano César Lima Cabral, teria vínculos com pessoas de cargos de confiança em órgãos da administração estadual.

Isso teria levantado a suspeita, segundo o MPF, a suspeita de Adriano seria "o verdadeiro vendedor dos respiradores" e a Juvanete Barreto Freire, "a empresa laranja".

O MPF afirma também que, depois do início das apurações do MPCO, a administração pública alterou a fonte de recursos relacionada a compra dos ventiladores pulmonares.


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Shopping Aragão

29/05


2020

Uma reflexão sobre a quarentena no Brasil

Por Dirac Cordeiro*

Estou neste regime de quarentena há mais de 60 dias, como boa parte da população brasileira (ou daquela que acredita que se deveria estar). Há quase 20 anos, venho estudando as séries epidemiológicas. Publiquei, com o professor Gauss Cordeiro – um dos maiores estatísticos do mundo – um artigo numa revista internacional canadense sobre a grande epidemia da dengue no estado de Pernambuco e no Brasil; chegando à conclusão da impossibilidade da erradicação da dengue no país.

Até hoje, quando se fala no comportamento da série epidemiológica da dengue, esse artigo é citado (Model of combined prevision: an application of the monthly series of dengue notifications in the State of Pernambuco in: https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/03610910701236065?tab=permissions&scroll=top&) – tanto aqui no Brasil, como no exterior.

Soube do recluso de ir e vir quando a pandemia já havia se instalado no mundo (no final de março). No entanto, numa quinta-feira, fui dar uma volta pelo centro da cidade e fiquei estarrecido com a quantidade de pessoas sem distanciamento algum em uma fila para receber os R$ 600,00. Não acreditei e pensei ser um evento isolado. No entanto, ao passar no bairro de Casa de Amarela, o quantitativo de pessoas aleatórias foi assustador.

No Brasil, existe o equivalente a 38 milhões de pessoas na informalidade, ou seja, sem nenhuma perspectiva de emprego a curto e médio prazo. Mantendo o estrato da informalidade no Brasil, temos uma projeção de aproximadamente 1 milhão de informais para o estado de PE que vão passar a procurar emprego no dia a dia – em comparação com os “privilegiados”, os quais manterão o seu status quo.

Como criadores da segregação de classes, a zona de conforto poderá ser mantida por um longo período. Talvez um gestor, como o estimado Eduardo Campos, teria tido a chance de mudar a história do Brasil como Presidente da República; e como político de nascença estaria nesses eventos, com certeza presente, orientando e buscando maior facilidade aos seus devotos eleitores. Não tenho dúvida disso.

Voltando aos futuros desamparados, há de se perguntar: ficarão desamparados eternamente ou buscarão sobreviver no outro lado da obscuridade? É importante salientar que “fabricar dinheiro” tem limites e pode prejudicar imensamente a imagem do Brasil no mundo globalizado. Pode ocorrer uma fuga de capital internacional descomunal tendo como resposta um efeito avassalador no desemprego. Efeito sem retorno, no qual pode se chegar a 35% da PEA – algo em torno de 28 milhões de desempregados.

Além disso, países mais ricos, como os Estados Unidos e a China, com mais dinheiro para ajudar empresas em dificuldades, apresentam realidades diversas das nações com menor poder financeiro, como o Brasil, a Argentina e o México. Esses países terão muito mais casos de falências no setor privado. O agravante irreversível se dará quando as grandes empresas, com acesso às linhas de financiamento externo, passarem a se aproveitar do espaço deixado no mercado por pequenas e médias empresas que sucumbirão. O inexorável planejamento do PERT/CPM traçado para o Projeto da Pandemia pode levar as nossas futuras gerações para um retardamento intelectual sem precedentes, amparado em variáveis – disso, teremos a brutal concentração de renda e insegurança institucional, com arrastos de humanos e financeiros, que ficarão marcados na história contemporânea.

*Doutor em Engenharia Civil (Formação Estatística-Matemática)


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29/05


2020

PSD quer comissão para fiscalizar gastos em Caruaru

O Partido Social Democrático (PSD) de Caruaru protocolou, ontem, de modo virtual, junto ao Poder Legislativo, um ofício solicitando que seja criada uma Comissão de Vereadores para acompanhar de perto e fiscalizar todos os gastos envolvendo a Prefeitura de Caruaru em relação a COVID-19. Mais de R$ 3 milhões já foram gastos e mais de R$ 34 milhões serão direcionados do Governo Federal para o município.

De acordo com o presidente do PSD, Raffiê Dellon, a Prefeitura de Caruaru omite gastos, como por exemplo as cópias dos empenhos no Portal da Transparência, que deveria constar na página: "Já ficou claro que a Prefeitura de Caruaru não tem interesse na transparência, o portal é um faz de conta. Nossa solicitação à Câmara é um dos princípios básicos da democracia, a fiscalização do dinheiro público. Segundo a SUDENE, em estudo apresentado, nossa Cidade lidera o ranking de vulnerabilidade aos efeitos da Pandemia. É preciso uma lupa nesse valor alto que Caruaru irá receber", comentou.


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29/05


2020

Gilberto Dimenstein morre em SP aos 63 anos

O jornalista e escritor Gilberto Dimenstein morreu, em São Paulo, hoje. A informação foi confirmada pela editora chefe do site Catraca Livre, do qual o jornalista era fundador e proprietário.

Autor de mais de 10 livros, Dimenstein lutava desde 2019 contra um câncer no pâncreas. Em um vídeo postado numa rede social em abril, o jornalista disse que vivia o momento mais difícil de sua vida.

Paulistano e de origem judaica, Dimenstein se formou em jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, na capital paulista.

Em 1994, publicou "O Cidadão de Papel", que ganhou os Prêmios Jabuti e Esso de melhor livro de não ficção daquele ano. Na obra, o autor busca mostrar o desrespeito aos direitos humanos na nossa sociedade e apresenta uma rede que une o assassinato de crianças, a violência, a fome e a falta de escola com o desenvolvimento da economia, a crise da educação, a falta de emprego.

O livro discute o papel dos jovens como cidadãos de deveres e direitos, analisa as instituições do país e trata de questões sociais, como a má distribuição de renda e a desigualdade social. A obra também traz reflexões sobre documentos como a "Declaração Universal dos Direitos Humanos".

Também escreveu "Aprendiz do Futuro" e "Meninas da Noite".

Ele trabalhou também como colunista no jornal "Folha de S. Paulo" e como comentarista da rádio CBN, dos quais se desligou para se dedicar a um projeto particular, o site Catraca Livre, uma plataforma multimídia de jornalismo educativo que divulga atividades culturais gratuitas em São Paulo.

Na "Folha de S.Paulo", foi diretor na sucursal de Brasília e correspondente em Nova York.

Ao longo da carreira como jornalista, trabalhou também em outros veículos de comunicação, como "Jornal do Brasil", "Correio Braziliense" e a revista "Veja". Ficou conhecido pela defesa de direitos nas áreas de educação e de meio-ambiente, nos quais atuava com projetos sociais.


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29/05


2020

Detran prorroga prazo de validade do CRLV de 2019

Levando em conta as dificuldades temporárias, impostas pela pandemia da Covid-19, com consequências na operacionalização dos serviços públicos, o diretor presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), Roberto Fontelles, prorrogou o prazo de validade do calendário anual de licenciamento de veículos usados/CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos) do exercício de 2019.

A medida consta na Portaria 2271, publicada no Diário Oficial do Estado, hoje, e amplia o período em que o portador do CRLV pode circular com o documento de 2019. O prazo limite para a circulação com o CRLV 2019 fica da seguinte forma:

FINAL DA PLACA – 1 e 2 – Até julho

FINAL DA PLACA – 3, 4 e 5 – Até agosto

FINAL DA PLACA – 6, 7 e 8 – Até setembro

FINAL DA PLACA – 9 e 0 – Até outubro

Além das questões burocráticas, a medida foi adotada levando em conta que as taxas e impostos, referentes ao licenciamento de veículos, envolve vários órgãos estaduais, que estão com os serviços suspensos ou com funcionamento reduzido, entre eles, o próprio Detran. A iniciativa visa ainda, facilitar a vida dos proprietários de veículos, oferecendo mais tempo e, com isso, reduzir aglomerações, impróprias no atual momento de saúde pública.

O Detran-PE, seguindo determinação do Governo de Pernambuco, e com o objetivo de colaborar com as ações de combate à Covid-19, suspendeu os atendimentos presenciais, desde o dia 23 de março, por tempo indeterminado. A decisão teve como princípio proteger a saúde dos servidores do órgão e da população em geral evitando o contágio comunitário.


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29/05


2020

Geraldo Júlio na capa da revista IstoÉ

EXCLUSIVO 

Após apurar os fatos, a revista IstoÉ aponta o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), como responsável pela  “compra fraudulenta” de respiradores com recursos repassados para o Covid-19, que tinham como objetivo salvar vidas. Confira a matéria completa abaixo:

A farra da pandemia

Diante da urgência no combate ao coronavírus, a Prefeitura de Recife comprou respiradores, de forma fraudulenta, de uma empresa de produtos veterinários

O afrouxamento das regras para compras governamentais na área da saúde na luta contra o Covid-19 abriu um espaço enorme para a multiplicação de fraudes pelo Brasil. No Recife, o Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO) denunciou o prefeito Geraldo Júlio (PSB) por comprar 500 respiradores pelo exorbitante valor de R$ 11,5 milhões, junto à Juvanete Barreto Freire, cadastrada como micro empreendedor individual (MEI) de Paulínia, no interior de São Paulo, configurando-se em grande irregularidade, já que a empresa não passa de revendedora de produtos veterinários. A PF entende que a prefeitura administrada por Geraldo Júlio usou uma empresa laranja para cometer crimes. Na última quinta-feira (28), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da prefeitura de Recife e na casa do secretário de Saúde da capital, Jaílson Correia, que teve também o celular apreendido. Esta foi a segunda etapa da Operação Apneia da PF deflagrada junto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria Geral da União (CGU). Foram cumpridos também mandados de busca e apreensão em São Paulo, na sede da empresa que vendeu os respiradores com a clara suspeita de fraudes.

As investigações constataram que no negócio foram utilizadas empresas fantasmas. Elas possuem débitos com a União superiores a R$ 9 milhões. Além disso, a firma não existe no endereço fornecido à Receita. Ela não possui funcionários e nem bens em seu nome. Dos 500 respiradores comprados, 35 foram entregues. Em entrevista a uma rádio de Pernambuco, o procurador do MPCO, Cristiano Pimentel, diz que a compra chamou atenção por ter sido feita junto a uma empresa cujo capital social é de apenas R$ 50 mil e é registrada apenas para venda de produtos veterinários e colchões. Apesar disso a empresa fez um negócio com a prefeitura de R$ 11,5 milhões. O procurador se surpreendeu ainda com o valor de compra dos equipamentos, em média de R$ 23 mil, quando o preço de mercado está bem acima disso. “É preciso fazer uma auditoria, integrada por médicos do Tribunal de Contas do Estado, para averiguar se esses equipamentos servem às necessidades de atendimento dos doentes”, afirmou.

O ex-ministro Mendonça Filho, pré-candidato do DEM ao governo municipal de Recife, questionou que os respiradores comprados por Geraldo Júlio estavam em fase de testes em porcos e que não havia a confirmação de que serviriam para o uso em humanos.

Nesta semana, além da Prefeitura de Recife, o governo do Rio de Janeiro foi alvo de operações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público (MP), questionando desde aquisições de respiradores até a construção de hospitais de campanha não terminados. No Rio, o valor dos contratos investigados chega a R$ 183 milhões. Em Santa Catarina, o governo desembolsou R$ 33 milhões por 200 respiradores que não foram entregues. No Pará, os primeiros 152 respiradores de um total de 400 importados da China por R$ 50 milhões, chegaram sem condições de uso. Até agora, pelo menos 11 estados e o Distrito Federal estão na mira das investigações por mau uso do dinheiro público e há suspeitas de que outros engrossarão a lista.

Livre da obrigatoriedade de licitação, a aquisição de urgência pode representar danos não só à saúde como aos cofres públicos. Segundo a organização Transparência Internacional, é normal que em situações de catástrofes e pandemias as regras sejam flexibilizadas, mas não se deve abrir espaço para que irregularidades aconteçam. Isso porque em momentos de urgências surgem muitos oportunistas por causa da lei de oferta e demanda, que dá ao fornecedor o maior poder nas negociações. Um exemplo disso é a exigência de pagamento antecipado e os produtos acabam não chegando. “Isso está acontecendo em todo o mundo, porque a necessidade é grande. Mas, no Brasil, a centralização das compras pelo governo federal traria mais poder ao comprador pelo ganho de escala, reduzindo problemas”, explica Guilherme France, coordenador de pesquisa da Transparência Internacional, que organizou junto com o Tribunal de Contas da União (TCU) uma cartilha com as recomendações para transparência de contratos emergenciais da Covid-19.


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Fernandes

A coisa que mais me envergonha é, saber que um professor de História votou no Bolsonaro... ou de ciências humanas...



29/05


2020

Fãs comemoram alta de Genival Lacerda

A equipe médica que acompanha o estado de saúde do cantor e compositor Genival Lacerda, que sofreu um AVC na noite da última segunda-feira, deve assinar a alta dele hoje. Enquanto aguarda o médico, Genival é assediado por fãs que trabalham no hospital D’Ávila, no bairro da Madalena, no Recife.

Viva Genival!


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Ary Siqueira da Cunha Filho

Graças a DEUS, o nosso Genival Lacerda, está de alta e logo logo voltará a nos alegrar com suas canções. Força grande Genival Lacerda, da Severina chic chic.



29/05


2020

José Múcio rompe o silêncio

Sem conceder entrevistas há muito tempo, o presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro, aceitou o convite para a live da próxima terça-feira pelo Instagram do meu blog. Vai falar sobre contas republicanas e não republicanas em tempos de pandemia do coronavírus, da crise na saúde, na política e na economia.

Está marcada no horário habitual das lives do blog, às 19 horas. Essas lives, aliás, estão bombando no plano nacional. Começaram com o conceituado jornalista Francisco José e atraíram até o presidente Jair Bolsonaro, a maior delas, com 50 mil internautas online no dia e 200 mil visualizações até o momento.

Também já foram entrevistados o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ); o líder do Podemos no Senado, Álvaro Dias (PR); o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson; o ex-ministro Armando Monteiro; o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar; o empresário Emerson Kapaz; e o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), este na live de ontem.

Vem mais pesos-pesados por aí!


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29/05


2020

Cadê Recife no Jornal Nacional?

O que houve? Desde segunda-feira, com o início das operações da Polícia Federal em Fortaleza em cima dos desvios do dinheiro da Covid-19, o assunto gatunagem-coranavirus vai para as manchetes do Jornal Nacional. Foi assim no Ceará, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Por que só Recife ficou de fora? O povo quer saber.

A Globo local fez até uma boa e abrangente cobertura ao longo da sua programação, mas estranha algo tão escabroso, superfaturar contratos com dinheiro para salvar vidas, não ter um destaque no principal telejornal do País. Com um detalhe: respiradores testados e adequados apenas para porcos.

Só isso, por si só, seria notícia em qualquer pasquim do mundo.


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Fernandes

A coisa que mais me envergonha é, saber que um professor de História votou no Bolsonaro... ou de ciências humanas...


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