FMO janeiro 2020

20/09


2019

Secretário: déficit dos estados só melhora em 2060

Secretário: Mesmo com reforma, déficit dos estados só melhora em 2060. Constatação foi feita em evento pelo secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim.

 (Eduardo Teixeira/Raw Image/Estadão Conteúdo)

Da redação da Veja

 

Mesmo após a aprovação da reforma da Previdência, o déficit dos estados no setor deve começar a cair só na década de 2040, e a melhoria do quadro atual vir apenas na década de 2060, disse, nesta quinta-feira 19, o secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, ao participar do Fórum Nacional, no Rio de Janeiro.

Segundo o secretário, tal cenário foi traçado sem a proposta de emenda à Constituição (PEC). Rolim disse que a PEC ajuda os estados, mas não aplica de imediato as regras de benefício. Se os estados adotarem as mesmas regras da União, vai melhorar muito a situação deles, mas o crescimento da despesa nos próximos anos ainda deve ocorrer em percentual elevado, em função do envelhecimento dos servidores, explicou o secretário.

Ele ressaltou que estados como o Rio Grande do Sul já estão perto do pico de despesas com a Previdência, enquanto nos mais novos, como Tocantins, Amapá e Rondônia, o pico só vai ocorrer próximo da década de 2030. “Varia muito de caso a caso.”

O déficit da Previdência evoluiu de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), em 1995, para 2,9% em 2018. Nos últimos 10 anos, a despesa com a Previdência Social cresceu à média de 5,2% ao ano.

Causa do déficit

Rolim explicou que, mesmo que os estados adotem as regras da União, os servidores que forem se aposentar nos próximos anos terão integralidade e paridade. “Terão uma vantagem grande em função da regra da PEC que os estados podem adotar, caso aprovem mudanças nas suas leis, porque vai adiar essas aposentadorias. Mas não acaba a integralidade e paridade para quem ingressou até 2003″, salientou. De acordo com ele, este é o principal motivo do déficit previdenciário dos estados.”É o benefício que tem o maior custo.”

O secretário disse que o Senado está trabalhando com a PEC paralela, que deve ser aprovada depois da PEC 06, e terá de ir para a Câmara dos Deputados. Leonardo Rolim lembrou que, inicialmente, a Câmara quis que cada estado aprovasse sua própria regra de benefícios e afirmou que a PEC 06 tem avanços importantes para estados e municípios.

Sobre as incorporações, ele disse que esse avanço vai reduzir custos para as unidades da Federação e os municípios. Rolim citou também a Lei de Responsabilidade Previdenciária, que prevê a possibilidade de os estados e municípios cobrarem alíquotas de aposentados e pensionistas que excederem o salário mínimo. “Tem avanços importantes que vão ajudar os estados e municípios a equilibrar suas previdências. Mas eles vão ter que tomar iniciativa legal.”

Ambiente melhor

Na opinião de Rolim, o ambiente político em torno da reforma da Previdência melhorou depois que a proposta saiu da Câmara e foi para o Senado. Ele observou, porém, que não dá para ter convicção de que, voltando para a Câmara, a reforma vai ser aprovada. “Sem dúvida, existe um ambiente mais propício hoje”. O secretário destacou que o governo tem discutido com deputados e senadores se a PEC paralela deve adotar algumas regras da PEC 06, mas advertiu que o Congresso tem autonomia para deliberar. “A decisão final é do senador Tasso Jereissati [PSDB-CE, relator da proposta] e do Senado”, afirmou.

Para Rolim, existe um ponto que não deve constar da PEC paralela: o que cria um regime diferenciado para policiais civis. “Não dá para imaginar, no momento em que você está endurecendo as regras para todo mundo, criar uma casta privilegiada”. Ele disse ainda que a questão da gratificação, acolhida por Jereissati na PEC original, não atrasa a tramitação, mas reduz o impacto. “E é um impacto que afeta não só a União; afeta mais estados e municípios. É você estar reduzindo o impacto fiscal e o potencial de equilíbrio da Previdência”. Segundo o secretário, esse impacto ainda não foi calculado pelo ministério, porque exigiria olhar carreira por carreira e, em algumas delas, servidor por servidor, porque são casos individualizados.

A ideia é trabalhar para que a PEC paralela seja aprovada tal como passou na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania do Senado (CCJ), evitando mudanças no plenário que possam diminuir seu impacto, acrescentou. “E, se possível, resgatar o texto da Câmara. O texto da CCJ também é um grande avanço. Nós não pretendemos que tenha mais perdas, porque quem mais perde é a sociedade.”

Capitalização

Quanto à PEC original, que deve ser votada no Senado em primeiro turno na próxima semana e em segundo turno, no dia 10 de outubro, Rolim disse acreditar que o calendário será cumprido e mostrou-se otimista com a aprovação.

Em relação à implantação do regime de capitalização, o secretário destacou que a discussão foi suspensa pelo governo, mas será retomada em breve, “com calma”. E, quando isso ocorrer, já tem que ser com um modelo definitivo, porque no texto que foi enviado à Câmara havia apenas uma autorização. “[O fato de] não ter todas as regras gerou muita discussão. E discussão estéril”. Segundo Rolim, dependendo do modelo adotado, o custo de transição pode ser pequeno. Isso “depende das regras paramétricas do modelo.”

O ideal é que o custo seja pequeno, uma vez que o Brasil tem um sistema altamente deficitário, e é preciso discutir o assunto com calma. “Em um futuro próximo, pretendemos retomar a discussão, discutindo com a sociedade para ser encaminhado um projeto já com um modelo completo”. Na opinião do secretário, houve um problema de comunicação na apresentação do sistema de capitalização. “As pessoas não sabiam, por exemplo, que já existem modelos de capitalização obrigatórios no país. Houve uma interpretação equivocada do que se pretendia fazer em termos de capitalização.”

Ele explicou que, conforme o modelo que vá ser implementado, pode haver necessidade de nova autorização constitucional. Se for uma PEC, já pode trazer as regras embutidas. O secretário disse que, se o modelo não tiver nenhuma inovação em relação aos princípios constitucionais previdenciários, não será preciso PEC. “Se for apenas criado um modelo de custeio capitalizado e uma regra de cálculo desse benefício capitalizado, não precisa de PEC”. No entanto, se for mexer com algum princípio, como os da contributividade, da solidariedade, do benefício mínimo, por exemplo, precisará de PEC. O regime de capitalização perdeu a oportunidade e terá de voltar ao debate, afirmou Rolim.

(Com Agência Brasil)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Detra maio 2020 CNH

Confira os últimos posts



31/05


2020

Confronto entre PM e manifestantes em SP

Em São Paulo, um ato convocado por torcidas uniformizadas resultou em confusão, na tarde de hoje. Houve confronto entre os manifestantes e a Polícia Militar, que utilizou bombas e balas de borracha para dispersar os manifestantes na Avenida Paulista.

O ato surgiu com o mote de defesa da democracia. O conflito segue e parte dos manifestantes continua no local. Alguns deles estão arrancando diversos objetos para fazer barricadas no meio da Avenida.

Neste domingo, grupos a favor e contrários ao presidente Jair Bolsonaro estiveram na Avenida Paulista.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Abreu e Lima - Maio

31/05


2020

José Múcio e Collor, as lives da semana

Na sequência de entrevistas com personalidades nacionais pelas lives do Instagram do blog, na terça-feira (02) o convidado é o presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro. Já na quinta (04), o ex-presidente e senador por Alagoas Fernando Collor (Pros).

Na pauta de ambos, a crise na saúde pública provocada pela pandemia do coronavírus e suas consequências na política e na economia. Sempre às 19h. Se você não segue ainda o Instagram do blog, o endereço é @blogdomagno.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura do Ipojuca

31/05


2020

Celso de Mello teme golpe militar

O ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello revela temer nova intervenção militar no Brasil. Na madrugada de hoje, o decano da Suprema Corte enviou aos demais integrantes do STF uma mensagem, com teor de preocupação. Ele citou Hitler no texto, conforme relata O Antagonista.

“É preciso resistir à destruição da ordem democrática, para evitar o que ocorreu na República de Weimar, quando Hitler não hesitou em romper e nulificar a progressista, democrática e inovadora Constituição de Weimar”, escreveu o ministro.

Leia a mensagem completa:

“GUARDADAS as devidas proporções, O “OVO DA SERPENTE”, à semelhança do que ocorreu na República de Weimar (1919-1933) , PARECE estar prestes a eclodir NO BRASIL! É PRECISO RESISTIR À DESTRUIÇÃO DA ORDEM DEMOCRÁTICA, PARA EVITAR O QUE OCORREU NA REPÚBLICA DE WEIMAR QUANDO HITLER, após eleito por voto popular e posteriormente nomeado pelo Presidente Paul von Hindenburg, em 30/01/1933, COMO CHANCELER (Primeiro Ministro) DA ALEMANHA (“REICHSKANZLER”), NÃO HESITOU EM ROMPER E EM NULIFICAR A PROGRESSISTA  DEMOCRÁTICA E INOVADORA CONSTITUIÇÃO DE WEIMAR, de 11/08/1919 , impondo ao País um sistema totalitário de poder viabilizado pela edição, em março de 1933, da LEI (nazista) DE CONCESSÃO DE PLENOS PODERES (ou LEI HABILITANTE) que lhe permitiu legislar SEM a intervenção do Parlamento germânico!!!! ‘INTERVENÇÃO MILITAR’, como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia, NADA MAIS SIGNIFICA, na NOVILÍNGUA bolsonarista, SENÃO A INSTAURAÇÃO , no Brasil, DE UMA DESPREZÍVEL E ABJETA DITADURA MILITAR !!!!”


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


31/05


2020

Loucos e poucos, diz Moro sobre ato contra STF

Estadão

O ex-ministro Sérgio Moro classificou como ‘loucos’ os participantes de ato bolsonarista realizado na noite deste sábado, 30, em Brasília. Liderados pela ativista Sara Winter, investigada pela Polícia Federal, o grupo empunhou tochas e usou máscaras em ação vista por autoridades como semelhante aos protestos da Ku Klu Klan (seita supremacista branca) nos Estados Unidos, em 2017.

“Tão loucos mas, ainda bem, tão poucos. O único inverno chegando é o das quatro estações”, provocou Moro, fazendo um ‘trocadilho’ com o sobrenome artístico da ativista, Winter (inverno, em inglês).

 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Banco de Alimentos

31/05


2020

Construindo um Estado miliciano

Por Ayrton Maciel

Uma polícia federal é boa se investigar os “inimigos” políticos, vazar informações, devassar e destruir reputações; uma polícia federal está "aparelhada" e é persecutória, agride e ameaça "a liberdade" se investigar “meus filhos e meus militantes”. Uma Justiça é boa se “me contempla e é servil”, uma Justiça é parcial se "me impede de fazer o que quero e pode condenar os meus por delitos”. Eis um pensamento tirano, eis um pretendente: Jair Bolsonaro. "Eu blindo os meus e persigo e puno os teus", raciocina uma mente tirana.

O presidente da República, no alto dos delírios - um dia conciliador, o outro, terror - não esta só. Bolsonaro não se limita a suas milícias virtuais. Calculista, o presidente conta com generais como aliados, pelo menos os que estão no terceiro andar do Planalto. Militantes digitais e de rua, militares radicais e o mundo obscuro do sistema de segurança do Estado dão a Bolsonaro a sensação de poder para  blindar a si mesmo, os filhos e os "amigos" contra investigações e processos. Blindagem contra a autonomia da Polícia Federal, a independência constitucional do STF e do Congresso e a oposição de seus adversários políticos. A parcela eleitoral, que decresce nas ruas, serve-lhe como massa de propaganda.

No Brasil de hoje é improvável um Estado fascista, mesmo que generais de extrema-direita estejam ao redor do presidente, porque a formação ideológica restrita da maioria do governo não respalda essa possibilidade. Os contextos externos e internos também são desfavoráveis a aventuras desconexas do mundo. Mas, e um Estado fora da lei? Um Estado policialesco? Um Estado miliciano? Aquele que sirva aos interesses de uma família, de um grupo, de uma ideia de "limpeza" social que se concilie com a ocultação dos malfeitos do governo.
 
Um Estado que atropele a Constituição, algeme as instituições e tente silenciar a oposição não ficaria impune ao final. Antes, porém, faria seu estrago. O receio que existe tem sentido nas frequentes ameaças. Não está unicamente nas faixas dos militantes nas ruas. Está mais nas palavras, vídeos e redes digitais de Bolsonaro, seus filhos e de militares, como o general Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional. Ao receio interno se junta a imagem de párea que o Brasil acaba passando no concerto das nações democráticas a cada ameaça verborrágica. Uma ditadura sob controle de uma família seria uma encenação ridícula de circo mambembe. 

Em um ano e cinco meses de governo, não são só as ideias e surtos ditatoriais que têm assustado o país. A obsessão por liberação de armamento, a violência como discurso político de segurança e como solução contra a violência urbana, a pregação do ódio e do militarismo e as relações com milicianos cariocas complementam o teatro governista. A apologia a 64, a desconsideração a organismos internacionais, a leitura distorcida da história, a saudação a personagens que cometeram crimes contra a humanidade e os direitos humanos, tudo agrega-se a um governo que arrisca-se a ficar fora da Constituição.

Atacar a imprensa e jornalistas, macular adversários e apontar conspiração inimiga nas instituições que limitam as ações ilegais parecem parte da estratégia de poder. Ameaçar descumprir ordens do STF seria, porém, o gesto mais irracional de Bolsonaro. Não seriam as milícias digitais ou as armadas que dariam segurança a um Estado fora da lei. Muito menos os generais leais iriam querer ser confundidos. O jogo de Bolsonaro e seus radicais correria o risco de não suportar uma aposta alta.  
  
*Jornalista


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura de Serra Talhada

31/05


2020

Torcidas rivais unidas contra Bolsonaro em SP

UOL

Um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) junta torcedores do Corinthians e do Palmeiras na Avenida Paulista no início da tarde deste domingo (31).

Por volta das 13h, a manifestação juntava centenas de pessoas e bloqueava a via no sentido Consolação. A exemplo de protestos a favor do presidente nas últimas semanas, os manifestantes produziam uma grande aglomeração.

No início da tarde, A segurança da PM era reforçada no local.

"O futebol é o que une as pessoas nesse país, não poderia ser diferente em um momento como esse", afirma o autônomo Wagner de Souza, de 45 anos e torcedor do Palmeiras.

Ele chegou ao vão do Masp (Museu de Arte Moderna de São Paulo), onde a maioria dos manifestantes está de preto ou carrega adereços do Corinthians, acompanhado de um grupo de dezenas de Pmeirenses autodenominado "Palestra Antifacista."


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fernandes

Coisa linda. Grande dia, contra o Bozovírus.


O Jornal do Poder

31/05


2020

A cavalo, Bolsonaro participa de ato

Em cima de um cavalo, o presidente Jair Bolsonaro participou de ato realizado por seus apoiadores, hoje, em Brasília. Sem máscara e sem capacete, acenou e cumprimentou os seus seguidores.

Mais cedo, Bolsonaro sobrevoou a Esplanada dos Ministérios de helicóptero, ao lado do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Shopping Aragão

31/05


2020

Apoiadores de Bolsonaro pedem intervenção no STF

Em novo protesto realizado em Brasília, hoje, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro foram à Esplanada dos Ministérios. No ato, voltaram a defender intervenção militar.

Na manifestação, era possível ver faixas pedindo "intervenção no STF e no Congresso", além de dizeres como "abaixo a ditadura do STF" e "intervenção militar". O protesto ocorre após novo atrito entre governo e Supremo Tribunal Federal.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


31/05


2020

Grupo bolsonarista faz ato contra Moraes no STF

UOL

O grupo bolsonarista autodenominado "300 do Brasil" fez ontem um protesto em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal), depois de sua principal porta-voz, Sara Winter, ter sido alvo de mandado de busca e apreensão relacionado ao inquérito das fake news conduzido na Corte na última quarta-feira (27).

Com uma faixa onde se lia "300", o grupo marchava carregando tochas e alguns usavam máscaras que cobriam todo o rosto. Seguidos por Sara, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito.

"Viemos cobrar, o STF não vai nos calar. Careca togado, Alexandre descarado. Ministro, covarde, queremos liberdade. Inconstitucional, Alexandre imoral", repetiram várias vezes. 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


31/05


2020

Gravatá é modelo na pandemia, diz Joaquim

O prefeito de Gravatá, Joaquim Neto (PSDB), rebateu as críticas de opositores sobre as medidas tomadas no combate à Covid-19. Ao contrário do que foi noticiado ontem, a cidade não é a segunda do Agreste pernambucano com maior número de casos do novo coronavírus.

De acordo com o gestor, várias ações foram feitas para evitar a propagação da doença. Entre elas, Neto cita a contratação de novos profissionais de saúde, distribuição de kits de higiene, formação de barreiras sanitárias em pontos estratégicos da cidade, bem como EPIs para quem trabalha na contenção do novo coronavírus. Além disso, ele ressalta a abertura de 31 novos leitos no Hospital Municipal Doutor Paulo da Veiga Pessoa e a criação de campanha informativa.

Em relação à compra de sacos para o armazenamento de cadáveres, apontada pelo vereador Gustavo da Serraria, o prefeito responde: “A aquisição é para cumprir o protocolo da Organização Mundial da Saúde e se trata de um reforço na proteção, para que a doença não seja transmitida mesmo depois do óbito. Não é só Gravatá, todos os municípios vêm fazendo essa aquisição. As compras foram feitas e estão disponíveis no portal da transparência, em uma aba específica da Covid-19, que contém todos os gastos e investimentos feitos até agora.”


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


31/05


2020

Sobre a crônica de hoje

Caro Magno,

A respeito de sua crônica de hoje, sobre a Pensão Natal e o velho mijão, eu lembrei de um episódio, que aproveito para relatar agora.

Américo Lopes*

Para Cláudia e Eduardo Monteiro, nesses tempos de pandemia

Viagem maravilhosa para um menino do Pajeú das Flores. A minha deu-se em sentindo inverso, de Albuquerquené (viu Dr. Hildo Azevedo?) para Ouricuri. Minha mãe na boleia do caminhão com um motorista ogro dos ogros, ciúme freudiano de menino. “O que esse motorista está fazendo com a minha mãe?” Agonia infame.

Na carga surreal, os móveis da família, eu, mais um irmão e Chá Preto, o jumento de estimação da família. Viagem longa e fria, começo dos anos 60. Pijamas de lã, amarelos e de bolinhas. Quadro tenebroso.

Ao chegarmos fomos recebidos pelo menino mais ruim da cidade: “De onde vem essas corujinhas e esse jegue? São todos da mesma família? Pijaminhas bonitos danados”. Osorinho o nome da fera.

Ainda hoje não sei como subimos e descemos Chá Preto daquele caminhão. Sei que fizemos tudo direitinho e Chá Preto morreu de velhice. No seio da família. José Maria, de Bodocó, vez em quando toma essa história emprestada e diz que aconteceu com ele. Fica uma estupenda história, pois bom contista ele é. 

*Diretor da Folha de Pernambuco, também conhecido como Zé da Coruja.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


31/05


2020

Uchoa e a imprensa

O Facebook nos acorda todos os dias com recordações que o tempo, voando de Boeing, não é capaz de passar a borracha. Hoje, trouxe esta imagem do lançamento do meu último livro, Histórias de Repórter, ao lado do meu fraterno amigo Luiz Piauhylino e do ex-deputado Guilherme Uchoa, já falecido.

Uchoa é um caso que merece estudo. Juiz, abandonou o direito de sentenciar em troca da política partidária, apaixonado pela vida pública em busca do poder. Quando o conseguiu, se eternizou. Foi o mais longínquo presidente de um Legislativo na história recente do País: seis mandatos, numa Assembleia em que o regime proibia reeleição.

Apreciador de um bom uísque, boêmio e amigo dos amigos, Uchoa se converteu num coronel do asfalto. Aos inimigos, a lei. Nunca temeu pauleira de jornalista. Corajoso, deixou como referência das suas passagens pela presidência da Casa as modernas instalações do Legislativo pernambucano, antes um velho sobrado histórico na Rua da Aurora.

Da minha caneta, sofreu duras críticas. Ficou sem falar comigo um bom pedaço da sua história parlamentar, intriga acentuada depois da eleição de Eduardo Campos para o Governo do Estado. Mas o respeitava e admirava sua forma de enfrentar os contratempos com a mídia. O da construção da nova Assembleia, num tempo em que gastar era verbo proibitivo, acabou metralhado, mas resistiu até o fim e hoje suas modernas instalações orgulham Pernambuco.

Uchoa foi contaminado pelo DNA perseguidor de Eduardo. Era de ligar e de mandar recados desaforados, mas tinha, em alguns momentos, a grandeza de compreender o meu papel. Seu filho Uchoa Júnior, hoje deputado e herdeiro político, confessou, recentemente, que minha coluna era a primeira e obrigatória leitura do pai saudoso. "Ele foi forçado a navegar na internet com o advento do seu blog", disse Júnior.

Uchoa morreu de bem com a vida e comigo, particularmente. Relação de jornalista com político é sempre pautada pela gangorra dos altos e baixos. Quando uma nota enche o seu ego, vira anjo. Do contrário, quando arranha a imagem, se converte num diabinho.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


31/05


2020

O tempo apura os bons amigos, como Joezil

Meu amigo Joezil Barros tem motivos especiais para comemorar, hoje, o dia em que berrou ao mundo num tempo em que Recife era orgulho nacional, a chamada Veneza Brasileira, graças às pontes e sobrados erguidos por Maurício de Nassau. Recentemente, foi salvo da despedida terrestre por obra e graça do Deus amado.

Jornalista, condômino dos Diários Associados, a história de Joezil se confunde com a do Diario de Pernambuco. Tem cheiro de tinta, vibração de manchete, um rio de histórias a cada página folheada. O conheci imberbe e com sotaque matuto já um dos manda-chuvas do quase bicentenário DP. Joezil foi poderoso a vida inteira pelos méritos e talento. Sua ascensão no DP foi meteórica, de repórter policial a condômino.

Mas o poder nunca subiu à cabeça. Dentre tantas lições que tirei do seu convívio de mais de 40 anos, tem uma que não esqueço nunca: quando alguém puxava seu saco, ele olhava enviesado e dizia: "O poder está aqui", apontava para o birô.

Perca o birô para ver se te paparicam, ensinava. Lição perfeita da velha máxima de que o homem vale o quanto pesa. Sábio, Joezil sorveu um rio de amigos em sua trajetória profissional porque tem uma grande virtude, um coração do tamanho do mundo: estende a sua mão protetora sem distinguir raça, sexo ou posição social.

Para ele, o dinheiro não é a coisa mais importante do mundo. Está abaixo da generosidade, temperada sem o toque da moderação. Joezil é daqueles que entendem que se não existe nada mais precioso que o tempo, também não existe maior generosidade que perdermos tempo em vida ajudando aos outros.

Joezil tirou a lição de Simone de Beauvoir: "O ideal do amor e da verdadeira generosidade é dar tudo de si, mas sempre sentir como se isso não houvesse lhe custado nada".

Ouvi meu avô dizer que os homens de poucas palavras são os melhores. Joezil se encaixa também naquela máxima de que os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons.

Viva meu amigo Joezil Barros!


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


31/05


2020

A Pensão Natal e o velho mijão

Matuto de raiz, criado a 386 km da capital, nas campinas do Pajeú de Rogaciano Leite, Pinto do Monteiro e Cancão, numa cidade que todo mundo até hoje ainda acha o nome estranho, Afogados da Ingazeira, botei os pés no Recife pela primeira vez me arrastando numa alpegarta de Lampião, depois de enfrentar uma viagem de trem que durou 12 horas.

Nos saudosos anos 70, da Jovem Guarda e dos Beatles, em que as danças eram agarradinhas, cheirando literalmente o cangote das meninas, não havia ônibus no Sertão. Carros eram raros, coisa de gente rica. Meu pai Gastão Cerquinha, comerciante de miudezas em geral, só viajava de trem e a cada toque do sino na estação levava um dos nove filhos para fazer o batismo de matuto em cidade grande.

O poeirão comia solto. Chegávamos amarelados ao final da linha, seja na grande expectativa da ida ao Recife ou na felicidade da volta ao torrão natal. Existiam também os trens de carga, que não comportavam passageiros, só a solidão dos maquinistas. A esses, papai só recorria para enviar as mercadorias compradas em várias lojas de atacado no agitado e apinhado Cais de Santa Rita, onde a família Sultanum, dos meus amigos Paulo, Zé Maria, Nicolau e Tonheca, já ganhava rios de dinheiro.

Meu pai nos hospedava na Pensão Natal, na rua da Concórdia, colada aos bordéis que não fechavam as portas do prazer e da boemia em nenhum instante do dia. Tinha escadas e quartos colados um no outro, sem ar nem ventilador. O banheiro era coletivo e para chegar até ele na madrugada se corria o risco de bater a cabeça na parede tamanha a escuridão. E de não conseguir achar o quarto certo na volta, porque as portas eram todas iguais e encangadas.

Sobre esse detalhe, uma história que ficou não apenas na minha memória, mas de todos os meus oito irmãos. Era contada por papai, que caía no riso fácil e nos divertia. Parece estar mais para o reino do folclore e da fantasia. O fato é que, segundo ele, um hóspede já avançado na vida, foi ao banheiro de madrugada e na volta perdeu o caminho da venta e saiu batendo de quarto em quarto.

Gritava acordando todos com a pergunta hilariante e em alto som:

"Foi daqui que saiu um véi pra mijar?


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


30/05


2020

Lula da Fonte denuncia novo aumento da Celpe

O presidente do Partido Progressista no Recife e presidente da Juventude do PP em Pernambuco, Lula da Fonte, alerta para mais um aumento na conta de luz do consumidor pernambucano. A partir de segunda-feira (1º), a Celpe vai promover novo reajuste de 5,16%.

“O povo não aguenta mais a Celpe desdenhando da nossa dignidade, sangrando quase 4 milhões de famílias, que estão impossibilitados de saírem para trabalhar e ganhar o seu dinheiro tão suado, que, muitas vezes, se veem sem saída diante da falta de outras companhias de energia elétrica”, protesta Da Fonte.

Confira o vídeo na íntegra.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Coluna do Blog
TV - Blog do Magno
Programa Frente a Frente

Aplicativo

Destaques

Publicidade

Opinião

Publicidade

Parceiros
Publicidade
Apoiadores