FMO janeiro 2020

20/07


2019

O parlamentar mais processado do ano no STF

Com apenas cinco meses e meio de mandato, senador já tem nove ações no tribunal

ÉPOCA – Carolina Brígido

Nem corrupção, nem lavagem de dinheiro. O senador que mais tem processo no Supremo Tribunal Federal (STF) é Jorge Kajuru (PSB-GO), acusado de ter cometido crimes contra a honra. O jornalista estreou na vida parlamentar em fevereiro e já coleciona nove processos na Corte, todos movidos por pessoas que se sentiram insultadas por postagens em redes sociais.

A tendência é que Kajuru não seja punido, porque a Constituição Federal dá aos parlamentares imunidade para expressar livremente sua opinião — ainda que ela seja ofensiva.

O principal alvo de Kajuru é o ex-deputado Alexandre Baldy (PP-GO), hoje secretário de Transportes do governo de São Paulo. Baldy entrou com quatro interpelações no STF pedindo para o senador esclarecer ataques contra ele. Para o secretário, as críticas nada têm a ver com o exercício do mandato.

As ações questionam vídeos e textos postados em redes sociais em que Kajuru acusa seu desafeto de cometer irregularidades no Detran. Segundo o senador, Baldy “está fazendo de tudo, comprando todos, porque deseja ser ministro da Cidade de novo e voltar a ganhar muita grana e ficar bilionário e dividir com seus parceiros dessa quadrilha do Detran”.

O outro ofendido é o senador Vanderlan Cardoso (PP-GO), que entrou com três ações no STF. Em uma delas, o colega reclama que Kajuru o acusou de usar “mordomias” colocadas à disposição dos parlamentares — como carro oficial, motorista, apartamento funcional e passaporte diplomático.

Para Cardoso, seu conterrâneo “incute no sentimento daqueles que assistem ao vídeo que o interpelante não tem nenhuma preocupação com o erário e apenas busca privilégios com o cargo, que trabalha com mordomias excessivas, tudo colocado com bastante ironia e deboche”.

Também se queixaram ao STF da conduta de Kajuru o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e o advogado Maurício José Alves Pereira, diretor do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. O senador acusou os dois de terem cometido crimes. “É de conhecimento geral a grande quantidade de polêmicas em que [Kajuru] se envolveu, justamente por destilar ácidas e agressivas manifestações contra a honra das mais diversas pessoas e autoridades”, resumiu Pereira em um processo.

Nesse tipo de ação, em que uma pessoa processa a outra no STF, a partir da resposta do acusado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) decide se apresenta denúncia contra o parlamentar ou não. Mesmo quando há denúncia, o que é raro, o mais provável é o tribunal arquivar o caso, com base na regra da imunidade parlamentar.

Há, claro, exceções à regra. Em 2016, o STF abriu ação penal contra o presidente Jair Bolsonaro por injúria e incitação ao crime. Ele foi processado por dizer, em 2014, quando era deputado, que sua colega, a deputada Maria do Rosário (PT-RS), não merecia ser estuprada, porque era muito feia. Esse processo está paralisado porque a Constituição impede que um presidente da República responda por atos anteriores ao mandato atual.


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Abreu e Lima

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06/04


2020

Mais um aniversário na liderança nordestina

Tem uma frase de Mário Quintana que diz que o passado não reconhece o seu lugar, está sempre presente. Se o tempo voa, como diz a expressão popular, os 14 anos da criação pioneira do meu blog no Nordeste se conjugam sempre no presente, porque a notícia é presente. Parece ontem, quando instalei essa ferramenta de trazer os fatos on-line e em tempo real para os leitores acostumados com a hoje velha e carcomida notícia desenhada e consumida no papel.

Mas já se passaram quase uma década e meia quando meu blog deu a luz e luz à notícia. Naquele dia, um 10 de abril, muita gente pensou que eu havia enlouquecido. Botar no ar um site de notícias para moer por uma internet ainda sem cultura de leitura num Nordeste desdentado e de pouca gente instruída foi querer ser chamado de maluco. 

E saí Nordeste adentro fazendo palestra. Didaticamente, explicava pacientemente o que era blog, o que diferenciava de um portal e da forma de transmissão da notícia nos padrões tradicionais da época.

Numa cidade típica de interior bem paradão e conservador, uma senhora saiu da plateia resmungando. Um ano depois, voltei à mesma cidade, ao mesmo recinto, desta feita para lançar um livro. A dita cuja foi a última a receber meu autógrafo.

Me pegou pelo braço e sapecou: "Você sabe que eu te odeio? Sabe por que? Há um ano estive aqui, vendo sua palestra sobre blog. Depois, com menos de um ano, essa cidade virou uma praga de blogueiros". E deu uma sonora gargalhada comigo.

Hoje, 14 anos depois, sou chamado de pai dos blogueiros em Pernambuco. Na mesma velocidade que o meu se instalou surgiram blogs  para todos os gostos. O mais simbólico é o do Finfa. Meu motorista por um tempo que perdi de vista, Júnior Pires, o Finfa, pediu afastamento da minha empresa sem me explicar a razão. Informou apenas que estava de volta ao nosso torrão natal, Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú.

Finfa era motorista forjado em cabine de avião. Com ele caprichando no acelerador, o carro criava asas. Escapei da morte em muitos episódios. Certa vez, saindo da visita do ex-ministro José Dirceu no sítio em que se exilou em Itapetim, já início da noite, Finfa só viu uma ponte à frente interditada e funcionando apenas com um faixa quando ficou frente a frente com o perigo.

Imediatamente, engatou uma segunda, puxou o freio de mão e gritou: "Salve-se quem puder". Quase chego no céu antes do meu amigo Valdir Telles, para ouvir o canto de João Paraibano aos anjos.

Mas, voltando ao início do moído, só soube mesmo a razão de Finfa ter me largado quando recebi na minha Redação, no Recife, pelas mãos da secretária Geisa Souza, um convite. Tava lá inscrito, bem bonitinho: coquetel de abertura do blog do Finfa em Afogados da Ingazeira.

Pois é, trocou o volante por mensageiro da notícia em tempo real como centenas de outros profissionais de ramos os mais diferentes que nunca imaginavam um dia ser porta vozes da notícia. Aí, iincluam-se poetas, radialistas, escritores, amantes das letras, contador de causos, fofoqueiros, agentes de polícia e até radioamadores.

Com a internet, a notícia deixou de ser monopólio de grupos tradicionais da comunicação para instrumento democrático.  Ninguém é mais dono da informação. A notícia deixou o papel e se transferiu para a palma da sua mão, na tela do seu celular.

E minha mais nova cria, a quatro mãos com José Nivaldo Júnior, faz chegar a notícia até você pelo seu Whatsapp: o jornal O Poder, a nova febre de consumo, inicialmente em Pernambuco com destinação nacional. Em menos de dois meses, já atraiu mais de dez mil assinantes com uma edição diária às 19 horas e seu filhote, às terças e quintas, de 13 horas, o Poder Municipal.

Nesta quarta, não posso nem partir o bolinho dos 14 anos por causa dos tempos de pandemia do coronavirus. Mas, como tenho certeza que tudo isso vai passar como tudo passa na vida, que esperemos 2021 para uma festa de arromba dos 15 anos, como fizemos com a dos dez anos.

Não tem festa física, para abraçar meus amigos e leitores, mas tem festa de números: fechamos o décimo quarto ano sem perder a liderança no Nordeste. Segundo os mais variados instrumentos de averiguação de acessos, estamos no topo como o blog de política mais lido da Região.

Aprendemos com o passar do tempo a manusear régua e compasso.

Um abraço virtual aos mais de meio milhão de brasileiros que nos acompanham.


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06/04


2020

Empresário disputa pelo MDB em Machados

Prego batido e ponta virada, essa foi a frase que o empresário João Morais (MDB) disse ao término do período de filiações que se encerrou no último sábado ao ingressar no partido para disputar a Prefeitura de Machados. O grupo do empresário optou pelo MDB para disputar as eleições de 2020, levando dois vereadores  - Luciano da Funerária e Manoel de Deda. Montou uma chapa  de candidatos a vereador bastante competitiva e com nomes novos da política machadense. 

O grupo apoiado pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), o deputado federal Fernando Filho (DEM) e o empresário Artur Morais tem chances de emplacar a Prefeitura. Uma fonte ligada ao empresário informou que até as convenções novas adesões serão anunciadas com impacto no cenário político na terra das bananas.

Quanto ao vice,  será anunciado nos próximos meses. "O vice vem para completar o nosso projeto, a escolha do vice é tão importante quanto quanto o prefeito", disse. 

Com as articulações em andamento e com o crescimento do grupo, as eleições em Machados terá três chapas na disputa. Além do empresário, estarão na disputa o vice prefeito Juarez da Banana e o ex prefeito Cido Plácido.


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Prefeitura de Serra Talhada

06/04


2020

Aras sobre a crise: presidente tem certas imunidades

Por Estadão Conteúdo

Pressionado a agir para enquadrar Jair Bolsonaro diante de suas polêmicas atitudes na condução da crisedo coronavírus, o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que a instituição deve se afastar de disputas políticas. Para o chefe do Ministério Público Federal, o presidente tem "liberdade de expressão" e os Poderes devem se guiar pelo consenso social.

"A Procuradoria-Geral da República não é casa de solução política. É casa da legalidade. Para cassar presidente, é preciso ir ao Congresso", disse Aras ao Estado. "Os poderes Legislativo e Executivo, eleitos pelo povo, devem se guiar pelo consenso social resultante do amplo debate instalado em todos os seus segmentos. Diversamente, as duas magistraturas, especialmente o Ministério Público, devem buscar sua legitimação no dever de fundamentar seus atos e decisões na Constituição e nas leis do País", argumentou.

Aras arquivou, recentemente, pedido de subprocuradores para obrigar Bolsonaro a seguir recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) no combate à pandemia. "É preciso separar Estado e governo", afirmou ele. "O Estado brasileiro está funcionando normalmente, com técnicos empenhados no combate à covid-19. O governo, na figura do presidente, tem liberdade de expressão e goza de certas imunidades, assim como os parlamentares. Eventuais medidas que contrariem as orientações técnicas poderão ser passíveis de apreciação judicial."

Confronto

A falta de reações mais enfáticas por parte dos Poderes abriu espaço para governadores como João Doria (PSDB) e Wilson Witzel (PSC) assumirem o papel de antagonistas do presidente.

Doria chegou a pregar a desobediência aos insistentes apelos de Bolsonaro para a abertura do comércio. "Não sigam as orientações do presidente", aconselhou o governador de São Paulo. Witzel, por sua vez, sugeriu que Bolsonaro seja julgado internacionalmente por "crime contra a humanidade". Doria e Witzel sonham em disputar o Planalto, em 2022, quando o presidente planeja concorrer à reeleição.

Aliados de primeira hora, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), foram se desgarrando de Bolsonaro no primeiro mês da pandemia. Embora o caso mais notório seja o de Caiado, o governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), também afirmou que os embates provocados pelo presidente são "desnecessários" e acabam por deixá-lo cada vez mais isolado.

Próximo de Bolsonaro, Cameli disse não saber quem está aconselhando o presidente. "Prefiro dizer que não entendo qual é a estratégia", resumiu o governador do Acre. "Quando eu falar com ele, vou dizer que ele está tirando autoridade dos ministros e dos governadores. Todos estão em alinhamento. Por que só o presidente não está? Até Donald Trump (presidente dos EUA) está voltando atrás, tomando outras medidas. Por que ele não está fazendo isso?", questionou.


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06/04


2020

Covid-19: Brasil testará tratamento com plasma

Por Estadã Conteúdo

Os Hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), testarão o uso de plasma sanguíneo de pacientes já recuperados da covid-19 em doentes que ainda têm a infecção. As instituições receberam anteontem o aval da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para fazer o estudo em humanos e iniciarão nesta segunda-feira, 6, a triagem de possíveis doadores de plasma.

A autorização para a pesquisa brasileira veio um dia após a Food and Drugs Administration (FDA), agência de medicamentos americana, autorizar estudo similar com pacientes dos Estados Unidos.

Poderão receber infusões de plasma dentro da pesquisa pacientes graves internados em leitos de UTI ou na unidade semi-intensiva, em um período anterior ao da intubação e que ainda não tenham apresentado nenhuma resposta imunológica durante o pico da doença.

Rizzo explicou ao Estado que serão considerados doadores aptos pessoas que: 1) tiveram covid-19 há mais de 15 dias e há menos de 45 dias; 2) não apresentam mais sintomas; e 3) tiveram confirmação laboratorial prévia de infecção pelo vírus, mas que não apresentam mais o material genético do vírus em seu organismo.

Os possíveis doadores devem ainda apresentar anticorpos neutralizantes, moléculas capazes de combater a infecção. O protocolo brasileiros é baseado no da Universidade Johns Hopkins, que fará os estudos com plasma nos EUA.

Após a aprovação da pesquisa americana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nota afirmando que estudos com plasma "têm sugerido resultados promissores, porém derivam de análises não controladas e com tamanho limitado de amostras". Para o órgão, os estudos feitos até agora são insuficientes para comprovar a eficácia, o que requer pesquisas mais aprofundadas.

Os cientistas acreditam que o plasma de um indivíduo em recuperação pode ajudar um paciente doente por já conter anticorpos contra a infecção. "Essa pesquisa é baseada em experiências anteriores que, há mais de cem anos, identificaram que o plasma de convalescentes podia ser útil no tratamento de pessoas ainda durante a infecção", explica Luiz Vicente Rizzo, diretor-superintendente de pesquisa do Einstein. "Este conceito é denominado transferência passiva de imunidade. Se a terapia funcionar, ela poderá fornecer os anticorpos necessários para aqueles que ainda não os têm em níveis capazes de protegê-los, levando a uma melhora dos sintomas e à diminuição do vírus no organismo."


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O Jornal do Poder

06/04


2020

Maia: assessores de Bolsonaro atacam Congresso pelas redes

O Globo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que os ataques nas redes sociais contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) são comandados por assessores do presidente Jair Bolsonaro que se comportam como “marginais”. Em entrevista ao programa “Canal Livre”, da Band, veiculada na madrugada de segunda-feira, Maia acrescentou que o governo deveria agir para “salvar vidas e empregos” em vez de “criar conflitos e insegurança”.

– Essas brigas paralelas comandadas por um gabinete do ódio, comandadas por assessores do presidente que são mais marginais do que assessores do presidente, não vão de forma nenhuma mudar atitudes do Parlamento brasileiro. Continuamos votando. Nós que aumentamos o valor da renda mínima – disse o presidente da Câmara, em referência ao repasse de R$ 600 para os trabalhadores informais.

Na avaliação de Maia, o governo é lento para reagir à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Ele afirmou que as medidas na área da Saúde estão “caminhando” – o ministro Luiz Henrique Mandetta é seu aliado –, mas criticou o ritmo de ação da área econômica.

– Em vez de ficar fugindo da sua responsabilidade, em vez de ficar criando conflitos e insegurança com a sociedade, o Palácio do Planalto poderia estar atuando e atuando para salvar vidas, empregos, salvar a renda dos mais vulneráveis. Mas, infelizmente, alguns no Palácio preferem, junto com o presidente, esse gabinete do ódio, continuar conflitando com Parlamento e Supremo do que dar soluções. Talvez porque não saibam onde encontrá-las – ironizou Maia.

O presidente da Câmara disse ainda que os ataques são financiados por empresários e orientados pelo escritor Olavo de Carvalho – ele ressaltou que Mandetta virou alvo depois que se tornaram evidentes as diferenças entre as orientações do ministro e de Bolsonaro. Maia acrescentou que, na prática, as medidas apresentadas pelo governo seguem a linha do que é defendido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas que o posicionamento de Bolsonaro, favorável a uma retomada imediata das atividades econômicas, atrapalha o país.

– Ele (Bolsonaro) acaba, sem dúvida nenhuma, atrapalhando. Claro que ele não escreve (o que defende), porque a assessoria dele não deixa, porque uma decisão de assinar um documento desses... Se o Brasil tiver problemas parecidos, e parece que teremos, com o de outros países, se ele (presidente) assinar alguma orientação formal que vá contra a orientação de seu próprio ministro e da OMS, certamente ele responderá pessoalmente a essa decisão de liberar o isolamento sem ter um embasamento legal para isso – afirmou Maia.

Bolsonaro já sugeriu que poderia assinar um decreto ou Medida Provisória ampliando a lista de atividades essenciais em meio ao estado de calamidade pública, o que permitiria a reabertura de estabelecimentos comerciais no país. A medida, no entanto, não foi implementada.

Em relação ao processo eleitoral, Maia afirmou que não é contra o adiamento da eleição, marcada para outubro, caso a crise do coronavírus não esteja sob controle até lá. O presidente da Câmara ponderou, no entanto, que o pleito precisa ocorrer até o fim do ano, para que não haja prorrogação de mandatos.


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Banner de Arcoverde

06/04


2020

Embaixada chinesa repudia tuíte irônico de Weintraub

Por Estadão Conteúdo

A Embaixada da China no Brasil se manifestou, na madrugada desta segunda-feira, 6, contra uma publicação do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Em sua conta oficial no Twitter, o ministro insinuou que a China vai sair "fortalecida" da crise atual causada pelo novo coronavírus, apoiado por seus "aliados no Brasil", associando a origem da covid-19 ao país asiático.

"Deliberadamente elaboradas, tais declarações são completamentes absurdas e desprezíveis, que têm cunho fortemente racista e objetivos indizíveis, tendo causado influências negativas no desenvolvimento saudável das relações bilaterais China-Brasil", diz a nota divulgada no Twitter da Embaixada. O comunicado afirma ainda que "o lado chinês manifesta forte indignação e repúdio a esse tipo de atitude".

No sábado, Weintraub usou uma imagem de Cebolinha da Turma da Mônica, criado por Maurício de Sousa, na Muralha da China. Substituindo o "r" pelo "l", ele fez referência ao modo de falar do personagem, para insinuar que se tratava dos chineses.

"Geopoliticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?", escreveu o ministro.

A nota da Embaixada reforçou que a pandemia do novo coronavírus trouxe um desafio que nenhum país consegue enfrentar sozinho. "A maior urgência neste momento é unir todos os países numa proativa cooperação para acabar com a pandemia com a maior brevidade possível."

Por fim, o comunicado destaca que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a comunidade internacional se opõem explicitamente à associação do vírus a um certo país ou uma certa região, combatendo a estigmatização sobre qualquer pretexto.

"Instamos que alguns indivíduos do Brasil corrijam imediatamente os seus erros cometidos e parem com acusações infundadas contra a China", finalizou a nota.

Embaixador chinês já havia repudiado publicação de Eduardo Bolsonaro
As mensagens do ministro da Educação Abraham Weintraub foram publicadas no dia em que o cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Li Yang, assinou um artigo publicado no jornal O Globo em que questiona o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, os motivos de suas declarações polêmicas a respeito do país asiátivo.

Duas semanas atrás, o governo entrou em crise diplomática com a China, depois de Eduardo publicar um tuíte em que acusou o país de ter escondido informações sobre o início da pandemia do coronavírus. "A culpa é da China e liberdade seria a solução", escreveu o deputado.

O embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, respondeu as acusações de Eduardo e exigiu a retirada imediata das palavras e um pedido de desculpas ao povo chinês. A página da Embaixada da China no Brasil também cobrou explicações. Um tuíte publicado afirmava que Eduardo, ao voltar dos Estados Unidos, contraiu um "vírus mental" que está "infectando a amizade" entre os povos.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG) pediram desculpas ao país asiático. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, saiu em defesa de Eduardo e afirmou que a posição do deputado não reflete a do governo brasileiro. No entanto, disse que aguardaria um retratação do embaixador da China pois a reação de Wamming foi "desproporcional" e feriu "a boa prática diplomática".

Diante das críticas, Eduardo Bolsonaro publicou uma nota em que disse que jamais ofendeu o povo chinês e que o Brasil não quer problemas com o país asiático. Dias depois, por causa da crise, o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da China, Xi Jinping, conversaram por telefone. O brasileiro disse que o contato reafirmou os "laços de amizade" entre os países e tratou de ações sobre o coronavírus e ampliação do comércio.

Confira a íntegra da nota da embaixada chinesa aqui: Embaixada da China repudia tuíte irônico de Abraham ...


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Prefeitura de Limoeiro

06/04


2020

Dino desmente fake news sobre fronteiras do Maranhão

Por Revista Forum

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), usou as redes sociais neste domingo para desmentir informações falsas que tem circulado na internet que apontam um suposto fechamento das fronteiras municipais no estado.

“Alguns criminosos espalharam a mentira abaixo. É apenas mais um baixo ataque político. Não acreditem e nem espalhem disparates, tuitou o governador.

A mensagem fake em questão seria a seguinte: “O Maranhão todo a partir de amanhã estará fechado todas as fronteiras, inclusive entre regiões e municípios”.

Assim como quase todos os governadores estaduais do Brasil, Dino tem implementado medidas de isolamento social como forma de conter o contágio pelo novo coronavírus e despertado a ira dos bolsonaristas.

Segundo dados oficiais da Secretaria de Saúde do Maranhão, o estado registra 133 casos confirmados de Covid-19, 29 pacientes recuperados e duas mortes causadas pela doença. Há 1040 casos suspeitos.

A maioria dos casos está concentrado na capital, São Luis, com 121 confirmações. A cidade também é a única que registra mortes no estado.


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Shopping Aragão

06/04


2020

Trump: EUA começam a distribuir 8 milhões de máscaras

Por G1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (5) que 8 milhões de máscaras e 300 milhões de luvas começaram a ser distribuídas em todo o país.

"Todos esses materiais serão distribuídos diretamente para os hospitais", disse Trump em entrevista coletiva. O governo dos EUA já foi acusado de desviar equipamentos, incluindo máscaras, que iriam para Alemanha, França e Brasil.

Os EUA são o país com o maior número de infectados pela doença. São mais de 330 mil casos confirmados, com mais de 9,5 mil mortes.

Segundo o presidente dos EUA, 1,6 milhão de norte-americanos já foram testados para o coronavírus. "Nós temos um grande sistema agora, estamos trabalhando com os estados", disse.

Nos EUA, o estado de Nova York segue como epicentro da doença. Nas últimas 24 horas, foram registradas 594 mortes na região, chegando a um total de 4.159

"Hoje, todo coração patriótico americano bate em solidariedade com as pessoas incríveis de Nova York e Nova Jersey", afirmou Trump. "Mas coisas boas estão ocorrendo. Em Nova York, pela primeira vez, as mortes foram menores (hoje) do que no dia anterior."

Trump voltou a defender o distanciamento social como forma de combater o avanço do coronavírus. As projeções da Casa Branca são de que a doença deve vitimar entre 100 mil e 200 mil pessoas no país.


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06/04


2020

Eduardo diz que isolamento não dura até o fim de abril

Por Estadão Conteúdo

Em transmissão nas redes sociais com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acusou governadores de quererem derrubar seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, ou desgastá-lo para as eleições de 2022.

O deputado disse ainda que o isolamento social contra o novo coronavírus não deve durar sequer até o fim de abril, justamente o período em que autoridades da saúde estimam que o avanço da doença atingirá o seu pico no Brasil.

“Tem um discurso feito para aproveitar a pandemia e tentar colocar na conta do presidente Bolsonaro. Seja para tentar retirá-lo do poder imediatamente, o que eles mais desejam, ou para desgastar até 2022”, disse Eduardo neste domingo, 5.

O deputado, filho “02” de Bolsonaro, chamou de “meta ousada demais” querer o “confinamento” até o fim de abril contra a covid-19. O Ministério da Saúde, no entanto, tem planos para abril, maio e junho de quarentena e afirma que alguns Estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal e Amazonas – estão numa transição para uma fase de “descontrole da doença”, quando não é possível estimar o número de casos pela frente. A pasta da Saúde orienta que seja mantido o “isolamento amplo”.

Eduardo e o ministro da Educação sugeriram que novas pandemias devem surgir por descuido da China com regras sanitárias. “Eles têm contato com um monte de bicho que não é pra comer. E comem. E tem muito contato com porco e frango. Nos próximos 10 anos, vem outro vírus desse da China? Probabilidade é alta”, disse Weintraub.

O acirramento com a China ocorre no momento em que o Brasil depende fundamentalmente da importação de equipamentos e suprimentos de saúde para apoiar o combate à doença no Brasil. Diariamente, o Ministério da Saúde tem procurado formas de garantir a entrega de produtos comprados da China, que concentra mais de 90% da produção desses suprimentos em todo o mundo

Abraham Weintraub aproveitou a live para criticar Fernando Henrique Cardoso, dizendo que se trata “da outra face da mesma moeda”, referindo-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro da Educação voltou a dizer que a esquerda aparelhou o ensino no Brasil e que é preciso revisar o conteúdo das ciências humanas.

Sem dar detalhes, Weintraub disse que o MEC vai anunciar a criação de novos institutos militares de ensino, a exemplo do Instituto Militar de Engenharia (IME) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).


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06/04


2020

Covid-19: Brasil tem 487 mortos e mais de 11,2 mil casos

Por G1

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 20h50 deste domingo (5), 11.281 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 487 mortes pela Covid-19. Apenas dois estados ainda não registraram mortes: Acre e Tocantins.

Nesta tarde, Pernambuco registrou mais sete mortes por Covid-19, chegando a 21. Foram quatro mulheres e três homens, todos com mais de 60 anos.

Na manhã deste domingo, o governo do Amazonas registrou a 13ª morte no estado. De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), a vítima é um homem de 55 anos com histórico de obesidade. Ele foi internado no dia 24 de março com quadro de tosse, febre alta e dificuldade respiratória.

A Bahia também registrou a nona morte neste domingo. O paciente era um idoso de 87 anos que estava internado em hospital público de Salvador e morreu na sexta-feira (3). Resultado de exame laboratorial saiu neste domingo (5).

Ainda nesta manhã, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgou que o estado confirmou mais 68 casos da doença, somando 498. O número de mortes no estado permanece o mesmo, seis.

No início da tarde deste sábado (4), um homem de 60 anos morreu de coronavírus no Hospital de Emergência de Macapá; ele estava internado com pneumonia. Foi a primeira morte do Amapá.

Na manhã do sábado, a Bahia registrou a 7ª morte por Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Rio Grande do Sul também confirmou a sétima morte. O Amazonas confirmou mais 5 mortes, somando 12. O Distrito Federal também confirmou a sétima morte.

Pernambuco registrou mais quatro mortes de pacientes com coronavírus (Sars-Cov-2), neste sábado (4). Com isso, subiu para 14 o número de óbitos de pessoas com a Covid-19.

Um boletim epidemiológico feito pelo Ministério da Saúde nesta sexta (3), diz que Distrito Federal, São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Amazonas podem estar na transição para uma fase de aceleração descontrolada da pandemia.

O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde de domingo (5), aponta 11.130 casos confirmados e 486 mortes.

O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). Outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março) e quase 4.000 casos de 27 de março a 2 de abril, quando a contagem bateu os 8.000 infectados.

Casos no mundo

O número de mortes por coronavírus na Espanha caiu neste domingo (5) pelo terceiro dia seguido, com 674 vítimas em 24 horas, elevando o saldo total para 12.418 pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde. Apesar da alta, foi o menor número de mortos nos últimos 10 dias. O país é o segundo com mais vítimas, atrás apenas da Itália.

No Reino Unido, a rainha Elizabeth II gravou uma mensagem dirigida à nação que será transmitida na noite deste domingo (5) na qual pede aos britânicos que superem o tempo de "dor" e "enormes mudanças" que a nova pandemia de coronavírus trouxe.

Em um fragmento de seu discurso adiantado pelo Palácio de Buckingham, a soberana britânica de 93 anos admite que a doença está causando sofrimento entre os cidadãos pela perda de vidas, bem como "dificuldades financeiras para muitas e enormes mudanças diárias na vida de todos".

O Reino Unido tem, até o momento, 4,3 mil mortos e quase 42 mil infectados pelo coronavírus.

Na Alemanha, o número de mortes por coronavírus aumentou para 1.342, informou a agência de controle e doenças do país, o Instituto Robert Koch. Foram 184 vítimas a mais no sábado. Agora, a Alemanha possui 91.714 casos de coronavírus, um aumento de 5.936 em 24 horas.

A Grécia colocou em quarentena uma segunda instalação de migrantes depois que um homem de 53 anos deu positivo para o novo coronavírus, informou o Ministério da Migração neste domingo. O homem afegão vive com sua família no campo de Malakasa junto com centenas de requerentes de asilo. Ele foi transferido para um hospital em Atenas.


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05/04


2020

Dormindo, Mandetta não ouviu fala sobre demissão

Por Estadão Conteúdo

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), se esquivou dos recados do presidente Jair Bolsonaro dados neste domingo, 5, que sinalizou que poderia demitir do governo quem está “se achando”. Questionado pela reportagem cerca de uma hora após as declarações, Mandetta afirmou que ainda não tinha visto a frase. “Eu estou dormindo”, disse, parecendo bocejar ao telefone. “Amanhã eu vejo, tá?”, completou, antes de encerrar a ligação.

Bolsonaro disse a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada que “algo subiu na cabeça” de alguns de seus subordinados, mas que a “hora deles vai chegar”. “A minha caneta funciona”, afirmou Bolsonaro. “Algumas pessoas no meu governo, algo subiu a cabeça deles. Estão se achando. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas. Falam pelos cotovelos. Tem provocações. Mas a hora deles não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles. A minha caneta funciona. Não tenho medo de usara a caneta nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil, não é para o meu bem”, disse Bolsonaro.

Mandetta e Bolsonaro têm divergido sobre estratégias de isolamento da população contra o novo coronavírus. O ministro defende uma ação mais ampla, para evitar aglomerações e estimular redução de fluxo urbano, com medidas como trabalho em home office e fechamento do comércio em locais com grande número de casos. Já Bolsonaro defende um “isolamento vertical” em que sejam afastadas pessoas acima de 60 anos ou que apresentem outras doenças.

Bolsonaro escancarou descontentamento com Mandetta na última semana. O presidente disse que falta “humildade” ao ministro e, embora tenha afirmado que não pretende dispensá-lo “no meio da guerra”, ressaltou que ninguém é “indemissível” em seu governo. O protagonismo do auxiliar diante da crise envolvendo a pandemia do coronavírus já vinha incomodando o presidente há algum tempo. Questionado pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre as declarações de Bolsonaro, feitas na última quinta-feira, 2, Mandetta respondeu: “Trabalho, lavoro, lavoro”, repetindo a palavra que significa “trabalho” em italiano.

No dia seguinte às declarações do chefe, Mandetta disse que continuaria no governo, afirmando que um médico não abandona o seu paciente.


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05/04


2020

Bolsonaro: hora de quem está se achando vai chegar

Por Estadão Conteúdo

Em meio a uma disputa e divergências com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre estratégia para combate ao novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro mandou uma série de recados na tarde deste domingo, 5.

Em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, ele disse que “algo subiu na cabeça” de pessoas do seu governo, mas que a “hora deles vai chegar”. “A minha caneta funciona”, afirmou Bolsonaro, sem mencionar nomes.

“Algumas pessoas no meu governo, algo subiu a cabeça deles. Estão se achando. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas. Falam pelos cotovelos. Tem provocações. Mas a hora deles não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles. A minha caneta funciona. Não tenho medo de usar a caneta nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil, não é para o meu bem. Nada pessoal meu. A gente vai vencer essa”, declarou o presidente.

Bolsonaro escancarou seu descontentamento com Mandetta na última semana. O presidente disse que falta “humildade” ao ministro e, embora tenha afirmado que não pretende dispensá-lo “no meio da guerra”, ressaltou que ninguém é “indemissível” em seu governo.

O protagonismo do auxiliar diante da crise envolvendo a pandemia do coronavírus já vinha incomodando o presidente há algum tempo. Questionado pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre as declarações de Bolsonaro feitas na última quinta-feira, 2, Mandetta respondeu: “Trabalho, lavoro, lavoro”, repetindo a palavra que significa “trabalho” em italiano.

No dia seguinte às declarações do chefe, Mandetta disse que continuaria no governo, afirmando que um médico não abandona o seu paciente. O incômodo de Bolsonaro não está restrito apenas à insistência de Mandetta em apoiar as quarentenas decretadas pelos Estados. O presidente também está extremamente irritado com o crescimento da popularidade de seu ministro, enquanto vê sua reprovação crescer entre a população, com atestam as pesquisas desta última semana.


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05/04


2020

Eduardo diz que governadores usam crise para derrubar o pai

Por Estadão Conteúdo

Em transmissão nas redes sociais com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acusou governadores de quererem derrubar seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, ou desgastá-lo para as eleições de 2022.

O deputado disse ainda que o isolamento social contra o novo coronavírus não deve durar sequer até o fim de abril, justamente o período em que autoridades da saúde estimam que o avanço da doença atingirá o seu pico no Brasil.

"Tem um discurso feito para aproveitar a pandemia e tentar colocar na conta do presidente Bolsonaro. Seja para tentar retirá-lo do poder imediatamente, o que eles mais desejam, ou para desgastar até 2022", disse Eduardo neste domingo, 5.

O deputado chamou de "meta ousada demais" querer o "confinamento" até o fim de abril contra a covid-19. O Ministério da Saúde, no entanto, tem planos para abril, maio e junho de quarentena e afirma que alguns Estados - São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Distrito Federal e Amazonas - estão numa transição para uma fase de "descontrole da doença", quando não é possível estimar o número de casos pela frente. A pasta da Saúde orienta que seja mantido o "isolamento amplo".

Eduardo e o ministro da Educação sugeriram que novas pandemias devem surgir por descuido da China com regras sanitárias. "Eles têm contato com um monte de bicho que não é pra comer. E comem. E tem muito contato com porco e frango. Nos próximos 10 anos, vem outro vírus desse da China? Probabilidade é alta", disse Weintraub.

O acirramento com a China ocorre no momento em que o Brasil depende fundamentalmente da importação de equipamentos e suprimentos de saúde para apoiar o combate à doença no Brasil. Diariamente, o Ministério da Saúde tem procurado formas de garantir a entrega de produtos comprados da China, que concentra mais de 90% da produção desses suprimentos em todo o mundo.

Abraham Weintraub aproveitou a live para criticar Fernando Henrique Cardoso, dizendo que se trata "da outra face da mesma moeda", referindo-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro da Educação voltou a dizer que a esquerda aparelhou o ensino no Brasil e que é preciso revisar o conteúdo das ciências humanas.

Sem dar detalhes, Weintraub disse que o MEC vai anunciar a criação de novos institutos militares de ensino, a exemplo do Instituto Militar de Engenharia (IME) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).


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05/04


2020

Jejum: religiosos rezam em frente ao Alvorada

O Globo

No dia em que o presidente Jair Bolsonaro convocou apoiadores a fazer um jejum contra o novo coronavírus, dezenas de religiosos foram neste domingo ao Palácio da Alvorada, em Brasília, para fazer orações em seu favor. Os fiéis ficaram do lado de fora da residência oficial, mas Bolsonaro não saiu.

Diante do gramado que fica na frente do palácio, um grupo vestido com as cores da bandeira do Brasil se reuniu para rezar já no início da manhã. Pouco depois do meio-dia, fiéis que estavam no local reservado aos simpatizantes do presidente passaram a fazer orações individuais, em voz alta, em nome do presidente e também contra a imprensa.

Neste momento, alguns dos visitantes observavam em silêncio. Alguns deles usavam máscaras para se protegerem da Covid-19. A presença de religiosos, em sua maioria evangélicos, é comum no dia a dia da portaria do Palácio da Alvorada.

Na semana passada, por exemplo, o presidente saiu mais cedo do que de costume e encontrou um grupo de pastores no local, transmitindo a conversa ao vivo em sua página no Facebook. Com frequência, Bolsonaro, que se identifica como cristão, é alvo de louvores na frente da residência oficial.

Durante entrevista à Jovem Pan, na quinta-feira, Bolsonaro pediu que a população fizesse jejum para ajudar no combate ao coronavírus.

— Um pedido aqui, um dia de jejum para quem tem fé, em nome de que o Brasil fique livre desse mal — disse ele.


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05/04


2020

Covid-19: Brasil tem 486 mortos e 11.130 casos

Por Reuters

O Brasil registrou 852 novos casos confirmados de coronavírus da noite de sábado,4, até a tarde deste domingo, 5, totalizando 11.130 notificações. Onúmero de mortos em decorrência da Covid-19 aumentou em 54, chegando a 486 no país, informou o Ministério da Saúde.

O número deste domingo representou uma queda nos casos novos em comparação com a véspera, quando o ministério informou um aumento diário de 1.222 casos, e foi a primeira vez desde 30 de março que o aumento de casos em um dia ficou abaixo da casa de 1.000, de acordo com a plataforma online de acompanhamento da epidemia no Brasil.

Também houve queda na comparação diária em relação às mortes, uma vez que no sábado o governo havia informado um aumento de 72 óbitos. Neste domingo o Ministério da Saúde não realizou entrevista coletiva para comentar os números.

São Paulo permanece como o Estado brasileiro com maior presença do vírus, com 4.620 casos confirmados e 275 mortes, seguido pelo Rio de Janeiro, que tem 1.394 casos e 64 óbitos.

A Região Sudeste concentra 60% dos casos no país, enquanto o Nordeste tem 16,9%, o Sul, 10,9%, o Centro-Oeste, 6,4%, e o Norte, 5,8%.

Na véspera, o Ministério da Saúde alertou que o Distrito Federal e os Estados de São Paulo, Ceará, Rio de Janeiro e Amazonas podem estar na transição da fase de epidemia localizada para a situação de aceleração descontrolada.


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