Governo de PE

15/05


2019

Atos contra cortes na educação ocorrem em todo País

Todos os estados e o Distrito Federal registraram, hoje, manifestações contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). Pela manhã, houve atos em ao menos 149 cidades. Universidades e escolas também fizeram paralisações após convocação de entidades ligadas a sindicatos, movimentos sociais e estudantis e partidos políticos.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não gostaria de contingenciar verbas, mas que isso é necessário. Ele também declarou que os manifestantes são "uns idiotas úteis, uns imbecis".

"A maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7x8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil", afirmou Bolsonaro nesta quarta, durante visita ao Texas (EUA). Veja a situação dos protestos nos estados

São Paulo

Na capital paulista, estudantes e professores da Universidade de São Paulo (USP) – que é estadual, mas foi afetada pela suspensão de bolsas de pós-graduação – fecharam uma das entradas da instituição, na Zona Oeste da cidade. Estudantes secundaristas também faziam manifestação, pouco depois das 7h, pelas ruas de Higienópolis, bairro nobre da região central de São Paulo. Atos também foram registrados nas cidades de Campinas, Santos, Sorocaba, Bauru, Ribeirão Preto, Araraquara, Rio Claro e São Carlos.

Rio de Janeiro

No Rio, universidades e escolas suspenderam as atividades para protestar. No início da manhã, não havia movimentação em escolas tradicionais como o Colégio Pedro II. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro estão entre as que confirmaram paralisação. Na Região Serrana há manifestações em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo e algumas escolas estão sem aulas.

Bahia

Na Bahia, escolas públicas e particulares de Salvador amanheceram sem aula. A suspensão das atividades ocorre somente nesta quarta. Estudantes e professores fizeram protesto no Centro da cidade que, segundo organizadores, reuniu 50 mil pessoas. A PM não divulgou estimativa de público até a última atualização desta reportagem. Manifestações também foram realizadas em Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus e Juazeiro do Norte, no interior do estado.

Ceará

Em Fortaleza, um grupo de estudantes de instituições federais do Ceará bloqueou a Avenida da Universidade, no Bairro Benfica. O ato começou por volta das 5h. Por volta de 7h20, os estudantes desbloquearam a via e seguiram para outro protesto no Centro de Fortaleza. Juazeiro do Norte, Tauá, Crato, Sobral Cedro, Iguatu, Canindé, Crateús, Quixadá e outras cidades do interior do Ceará também tiveram mobilização de estudantes e professores.

Minas Gerais

Em Belo Horizonte, estudantes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) participaram dos atos, que começaram às 7h na na Avenida Amazonas, no bairro Nova Suíça. Eles carregavam faixas com dizeres como "Luto pela educação" e "A aula hoje é na rua". Os protestos se espalharam por outras partes da cidade e concentraram o maior público no Centro.

Sergipe

Em Aracaju, os manifestantes bloquearam um dos acessos ao campus da Universidade Federal de Sergipe. Estudantes também se concentraram na porta do Instituto Federal de Sergipe (IFS).

Tocantins

Em Palmas, estudantes fecharam o portão de entrada da Universidade Federal do Tocantins e da Universidade Estadual do Tocantins. Com cartazes e latas, os manifestantes faziam barulho e gritam palavras de ordem pedindo mais atenção para educação. No interior do estado, também há manifestações em Gurupi, Araguaína, Dianópolis e Araguatins.

Pernambuco

Em Pernambuco, houve paralisação de professores de universidades federais. Na Zona Oeste do Recife, professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) fizeram atendimento à população gratuitamente, como formar de conscientizar sobre a importância do serviço prestado. Em Caruaru, no Agreste pernambucano, e em Serra Talhada, no Sertão, manifestantes também foram às ruas. Em Petrolina, manifestantes fecharam a Ponte Presidente Dutra, que liga Juazeiro, na Bahia, ao município pernambucano.

Distrito Federal

No DF, escolas da rede pública de ensino suspenderam as aulas nesta manhã. Na Esplanada dos Ministérios, manifestantes se reuniram em frente à Biblioteca Nacional e seguiram pela via em direção à Praça dos Três Poderes. Por volta de 11h20, a PM estimava cerca de 15 mil manifestantes. Os organizadores falavam em 50 mil pessoas.

Paraíba

Na Paraíba, instituições públicas de ensino básico, fundamental, médio e superior suspenderam as atividades. Além da capital, João Pessoa, cidades como Campina Grande, Sousa e Areia tiveram protestos.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, escolas e universidades pararam as atividades. Em Porto Alegre, a Polícia Militar usou gás lacrimogênio e bombas de efeito moral para dispersar manifestantes na frente da UFRGS. Um grupo havia bloqueado a rua do local. Na região de Santa Maria, ao menos 50 escolas municipais e estaduais amanheceram sem aulas. Estudantes da Universidade Federal de Santa Maria bloquearam uma via da cidade. Também há protestos e paralisações em Rio Grande, Caxias do Sul, Panambi e Cruz Alta.

Maranhão

Em São Luís, manifestantes bloquearam a Avenida dos Portugueses. A presidente da Associação dos Professores da Ufma, Sirliane Paiva, afirmou que o corte invibializa o progresso do ensino público.

Alagoas

Em Maceió, integrantes de entidades sindicais, professores, funcionários e alunos do ensino público federal, estadual e municipal realizaram protesto nesta manhã no bairro do Farol.

Rio Grande do Norte

Escolas estaduais do Rio Grande do Norte suspenderam as aulas como forma de adesão ao protesto nacional.

Piauí

Em Teresina, estudantes universitários e secundaristas ocuparam a Praça Rio Branco, no Centro, e seguiram até o prédio da prefeitura. No interior do estado foram realizados protestos em Parnaíba, Cocal e Angical do Piauí.

Goiás

Em Goiás, escolas e universidades suspenderam as aulas por conta dos atos. Além da capital, Goiânia, cidades como Jataí e Catalão também tiveram protestos.

Paraná

Em Curitiba, manifestantes se reuniram em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na praça Santos Andrade. Também há protestos em Maringá e Ponta Grossa.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, houve manifestações de professores e estudantes em cidades como Florianópolis e Itajaí. Foram registrados atos em Florianópolis, Itajaí e Blumenau, no Vale; São Francisco do Sul e Camboriú, no Litoral Norte catarinense; Lages, na Serra; Joinville, no Norte; e Concórdia e Chapecó, no Oeste.

Amazonas

Em Manaus, servidores e alunos da Universidade Federal do Amazonas fizeram ato na Avenida Rodrigo Otávio, Zona Sul da cidade. Duas faixas da via foram bloqueadas pelos manifestantes.

Acre

Em Rio Branco, funcionários e estudantes da Universidade Federal do Acre fizeram um café da manhã na rua e fecharam o principal acesso à instituição. Também foram registrados atos de professores, alunos e servidores do Instituto Federal do Acre (Ifac), em Rio Branco, e em algumas cidades do interior do estado. Na capital, centrais sindicais fecharam, pela manhã, a avenida Brasil, uma das principais do município. O movimento conta com ao menos 1,2 mil pessoas, segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), organizadora do ato.

Mato Grosso do Sul

Escolas municipais e estaduais, além de instituições federais em Mato Grosso do Sul aderiram à greve de um dia contra os bloqueios na educação nas cidades de Campo Grande, Ponta Porã e Dourados. Há manifestações em campus de vários municípios de pelo menos duas instituições federais: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Instituto Federal de Mato Grosso do Sul.

Roraima

Em Boa Vista, professores, técnicos e estudantes da Universidade Federal de Roraima (UFRR), fecharam os portões da instituição. Além da UFRR, participam do ato o Instituto Federal de Roraima (IFRR) e parte da Universidade Estadual (UERR). O Colégio de Aplicação da UFRR e a Escola Agrotécnica também paralisaram.

Pará

No Pará, as universidades federais paralisaram as atividades. Segundo sindicato, em Belém, mais de 10 mil trabalhadores técnicos, estudantes e professores da Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e Instituto Federal do Pará (IFPA) ficaram concentrados em frente ao prédio do Instituto de Ciências das Artes (ICA). Também houve atos em cidades como Marabá e Santarém.

Mato Grosso

Instituições federais, estaduais e municipais de educação em Mato Grosso também aderiram à mobilização nacional.

Espírito Santo

Em Vitória, estudantes e professores da rede estadual de ensino seguiram em protesto da Praça do Papa em direção à Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

Rondônia

Estudantes e professores do Instituto Federal de Rondônia (Ifro) fizeram um manifesto no campus do Ifro de Guajará-Mirim (RO), na fronteira com a Bolívia. Os alunos e servidores se reuniram no Ifro e logo depois caminharam até a rotatória principal da cidade.

Em Porto Velho, estudantes da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir) protestaram no centro da cidade.

Amapá

Estudantes, professores e servidores protestaram no campus Macapá da Universidade Federal do Amapá (Unifap). Com faixas, cartazes e caixas de som, o grupo fechou a entrada da universidade, localizada na Zona Sul da capital.


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21/07


2019

Novo livro conta história da carreira militar de Bolsonaro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

'O Cadete e o Capitão' relata episódio de 'rebeldia' do capitão reformado

Vem aí o livro "O Cadete e o Capitão", do repórter Luiz Maklouf Carvalho.

Elio Gaspari - Folha de S.Paulo

Ele conta a carreira militar de Jair Bolsonaro e revisita o episódio dos anos oitenta do século passado em que o jovem oficial foi submetido a um Conselho de Justificação que considerou "seu comportamento aético e incompatível com o pundonor militar.

O caso foi para o Superior Tribunal Militar e lá ele foi considerado "não culpado" das acusações do conselho. O capitão deixou o Exército e elegeu-se vereador no Rio.

Bolsonaro era um jovem ativista crítico da política salarial dos militares, havia tomado 15 dias de cadeia por indisciplina.

Ele era acusado de ter desenhado um croquis com um plano de explosão da adutora do Guandu, no Rio de Janeiro. 

Pela sua documentação, o livro de Maklouf é encrenca da boa. Assim como foi encrenca da boa sua reportagem mostrando que a presidente Dilma Rousseff nunca concluíra o doutorado pela Unicamp que enfeitava sua biografia oficial.


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21/07


2019

Partido de Bolsonaro tem metas ambiciosas para subir ao céu

O PSL tem metas ambiciosas para a campanha nacional de filiação que vai colocar na rua a partir de agosto. A ideia da direção do partido, que hoje tem 270 mil associados, é chegar a 500 mil até 31 de março do ano que vem –e a 1 milhão, em outubro de 2020.

A sigla de Jair Bolsonaro elaborou um documento para explicar os objetivos do mutirão por novos adeptos. A meta, segundo o texto, é “posicionar o PSL como referência de ideias liberais na economia e valores baseados na pátria e na família”.

 O partido delineou, inclusive, palavras de ordem para atrair filiados. Elas giram em torno de motes que remetem a mudança e aos ideais econômicos de Paulo Guedes (Economia).

Exemplos: “Quer mudar o Brasil: PSL, aqui você é bem-vindo” e “Trabalho digno com mais liberdade, PSL: aqui, ideias liberais são bem-vindas”.(Painel – FSP)


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21/07


2019

Brasileiro acredita em imprensa sim, diz pesquisa

Essa história de que ninguém acredita em imprensa não passa de história. O Instituto Ipsos, em pesquisa internacional, concluiu que o brasileiro é um dos povos que mais confiam em veículos impressos, TV e rádio (65%).

Os sites de notícias, em geral ligados à grande imprensa, são bem aceitos por 58% do público.

Os brasileiros acreditam (70%, quase vinte pontos percentuais acima da média mundial) que jornais e revistas são relevantes.

A pesquisa inteira pode ser vista no linkhttps://bit.ly/2XIrMrq

A TV Gazeta de São Paulo acaba de retirar do ar um de seus melhores programas: Todo seu, apresentado por Ronnie Von. É pena. E assim também sai o ex-governador Geraldo Alckmin, médico, que dava dicas de saúde.


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21/07


2019

Pelo ralo: o seu, o meu, o nosso

Uma servidora técnica do Tribunal de Justiça da Bahia se aposentou com salário integral de R$ 49.700,00 – embora o teto salarial de servidor público seja de R$ 39.200,00, o que é pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Mas, segundo nota do Tribunal de Justiça da Bahia, não há nada de estranho: a coisa é assim mesmo. O salário da servidora é de R$ 8.526,86.

Aí se soma um abono permanente de R$ 98,91, estabilidade econômica IP-FC2 (R$ 2.058,62); vantagem pessoal eficiência (R$ 1.117,77); vantagem pessoal AFI (R$ 2.276,70); vantagem pessoal AFI Símbolo (R$ 23.709,64); vantagem do artigo 263 (R$ 9.268,25); e 31% de ATS (R$ 2.643,32).

Sopa de letrinhas? Sem dúvida – mas saber as letras dá boa aposentadoria.(Carlos Brickmann)


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21/07


2019

O que dá pra rir dá pra chorar.

Carlos Brickmann

Dsemprego, miséria? Mas a fome no Brasil “é uma grande mentira”, diz Bolsonaro. Ele, que já rodou o país, garante que não viu nas ruas “pessoas com físico esquelético”. Depois admitiu que, sim, há quem coma mal. Talvez não passe fome por causa das mangueiras, como já disse a ministra da Agricultura, Teresa Cristina: os mais pobres, acha, se alimentam de mangas.

De Bolsonaro para Rodrigo Maia, por Twitter, durante entrevista do presidente da Câmara a Heraldo Pereira, na Globonews: “Eu te amo”. Caros leitores, deixemos de lado os maus pensamentos: amor, mas no bom sentido.

Rodrigo Maia, no mesmo programa, garantiu que não nomearia um filho embaixador, mas que este é um direito que o presidente tem. O deputado, sábio, esqueceu que César Maia ajudou a Câmara a eleger como presidente, que aliás se mostrou à altura do cargo, o seu filho – Rodrigo Maia.

E como Rodrigo Maia respondeu à twitter-declaração de Bolsonaro? Enviando-lhe um emoji carinhoso, o coraçãozinho vermelho. Meiguíssimo.

O Ministério da Economia estuda como melhorar a situação daqueles que não só comem mal como passam outras necessidades. Talvez libere o Fundo de Garantia, claro que a prestações. Beleza: assim ajuda os pobres com o dinheiro deles mesmos, que o Governo remunera a juros ridículos.

O vice, general Mourão disse a Pedro Bial que sempre houve homossexualidade no Exército, mas dentro da disciplina e da hierarquia.


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20/07


2019

Esquentou: fim da trégua Bolsonaro e Globo

Acabou a frágil trégua entre os ‘inimigos’ Bolsonaro e Globo

Tentativa de boa relação termina após ataque do presidente a Miriam Leitão e nota de repúdio que o chamou de mentiroso no JN

Portal Terra - Jeff Benício

O processo de pacificação entre Jair Bolsonaro e o Grupo Globo chegou ao fim na sexta-feira (19), no café da manhã com correspondentes estrangeiros no Palácio do Planalto.

Ao afirmar que Miriam Leitão – comentarista no Bom Dia Brasil e apresentadora na GloboNews – foi presa na época da ditadura quando estava a caminho da Guerrilha do Araguaia e teria mentido sobre a tortura sofrida quando estava grávida, o presidente gerou forte reação do clã Marinho.

Na edição desta sexta-feira (19) do Jornal Nacional, nota lida por Renata Vasconcellos durante três minutos e meio foi um contra-ataque incisivo.

“Essas afirmações do presidente causam profunda indignação e merecem absoluto repúdio. Em defesa da verdade histórica e da honra da jornalista Miriam Leitão, é preciso dizer com todas as letras que não é a jornalista quem mente.”

A cúpula da Globo passou o recado, apesar do eufemismo: chamou Bolsonaro de mentiroso – e ainda o comparou a Lula e Dilma ao ressaltar a defesa que o capitão reformado do Exército sempre faz dos episódios de violência no regime militar (1964-1985).

“É importante ressaltar que Miriam Leitão, ao longo dos governos do Partido dos Trabalhadores, foi também alvo constante de ataques. Não questionaram, como agora, o sofrimento por que passou na ditadura”, disse a âncora do JN.

Em outro trecho, a emissora aproveitou para reafirmar a própria imparcialidade – tão contestada por políticos e manifestantes de quase todos os tons ideológicos.

“Esses insultos, no passado como agora, em sinais trocados, apenas demonstram a maior das virtudes de Miriam como profissional: a independência em relação a governos, sejam de esquerda ou de direita ou de qualquer tipo. A Globo aplaude essa independência, pedra de toque do jornalismo profissional, e se solidariza com Miriam Leitão.”

O texto certamente teve o aval de William Bonner, apresentador e editor-chefe do principal telejornal do canal líder em audiência. Ele está afastado da bancada para se tratar de uma gripe.

Imediatamente houve alvoroço nas redes sociais: a Globo foi bastante apoiada, e também muito criticada. Defensores e críticos de Bolsonaro se digladiaram mais uma vez.

O presidente sempre considerou a empresa de comunicação da família Marinho como seu inimigo público número 1. Disse isso, literalmente, em áudio de WhatsApp vazado pelo então ministro Gustavo Bebianno.

Em maio, Bolsonaro chegou a receber o vice-presidente de Relações Institucionais da companhia, Paulo Tonet. Ensaiaram uma relação cordial. Durou pouco.

Esse novo atrito suscitado pela declaração polêmica a respeito de Miriam Leitão ocorre logo depois que a Globo fez uma cobertura positiva da primeira etapa da Reforma da Previdência. Veículos ligados à esquerda chegaram a afirmar que a emissora saiu em defesa dos interesses do governo.

Ainda que tenham relevante apoio de numerosos sites e blogs e nas redes sociais, Jair Bolsonaro e seus ministros não podem desprezar o poder de influência da TV.

Somente o JN chega a atingir 7 milhões de telespectadores (a maior parte deles, eleitores) na Grande São Paulo. Essa plataforma de divulgação é valiosa a um governante que precisa propagar o que faz e aquilo que ainda pretende fazer pelo País.

O recente episódio pode também azedar a relação do presidente com os jornalistas em geral. No Twitter, o filho 02, vereador Carlos Bolsonaro, manifestou desaprovação sobre os eventos para a imprensa com a presença do pai.

“Por que o Presidente insiste no tal café da manhã semanal com “jornalistas”? Absolutamente tudo que diz é tirado do contexto para prejudicá-lo. Sei exatamente o que acontece e por quem, mas não posso falar nada porque senão é “fogo amigo”. Então tá, né?! O sistema não parará!”


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20/07


2019

Bolsonaro critica imprensa: distorce suas afirmações

Para Bolsonaro, imprensa distorce suas declarações e sente saudades do PT

Nesta sexta, presidente chamou governadores nordestinos de 'paraíbas' e disse que não há fome no Brasil

Gustavo Uribe – Folha de S.Paulo

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (20) que a imprensa brasileira distorce as suas declarações públicas e que os veículos de comunicação "morrem de saudades do PT". Em mensagem nas redes sociais, ele reagiu às críticas aos seus recentes posicionamentos. Nesta sexta-feira (19) o presidente disse que não há fome no Brasil, chamou os governadores nordestinos de "paraíbas"e atacou a jornalista Miriam Leitão.

"Não adianta a imprensa me pintar como seu inimigo. Nenhum presidente recebeu tanto jornalista no Palácio do Planalto quanto eu, mesmo que só tenham usado dessa boa vontade para distorcer minhas palavras, mudar e agir de má-fé ao invés de reproduzir a realidade dos fatos", disse, referindo-se a um café com correspondentes estrangeiros nesta sexta-feira.

Ele afirmou ainda que sempre defendeu a liberdade de imprensa, "mesmo consciente do papel político-ideológico atual de sua maior parte, contrário aos interesses dos brasileiros, que contamina a informação e gera desinformação. No fundo, morrem de saudades do PT".

Bolsonaro depois acrescentou, também em redes sociais: "Vou falar do PT sempre. Não adianta chorar. Não é porque perderam a eleição que seus crimes devem ser ignorados. Os efeitos devastadores do desgoverno da quadrilha ainda podem ser sentidos e é papel de todo aquele que que ama o Brasil lembrar quem foram os culpados".


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Comentários

Fernandes

É um quadrúpede.



20/07


2019

Sobe número de brasileiros que não têm o que comer

"Quem tem fome tem pressa"

Fome no Brasil: cresce a taxa de brasileiros que não têm dinheiro para comprar comida.

Foto: Tiago Rogero

O Globo - Por Ancelmo Gois

No mesmo dia em que Bolsonaro afirmou que “falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira”, a FGV Social concluiu que, no ano passado, 30% dos brasileiros diziam que não tinham dinheiro para comprar alimentos necessários para eles e a família deles. Em 2014, antes do início da recessão, eram 20%.

Ou seja: segundo Marcelo Neri, não só o problema existe como, na visão dos brasileiros, ele cresceu com o tempo.

Diga-se a favor do argumento de Bolsonaro que, nas últimas décadas, o Brasil deu avanços importantes no combate à fome. Nos anos 1990, quando Betinho (1935-1997) lançou a Campanha da Cidadania, eram 32 milhões de famélicos. 

De lá para cá melhorou, em parte, graças a FH e Lula (dois personagens que o presidente gostaria de banir da vida pública).

O primeiro derrotou a hiperinflação, cuja vítimas maiores eram os pobres, e o segundo avançou em politicas sociais.

 


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20/07


2019

Mourão quer ajudar PRTB na eleição de 2020

Soldado Mourão se apresenta

O vice-presidente Hamilton Mourão | Jorge William

O Globo - Coluna de Lauro Jardim 
 Por Gabriel Mascarenhas

 

O general Hamilton Mourão procurou recentemente Levy Fidelix, o presidente do seu partido, o PRTB, e se colocou à disposição para trabalhar pelos candidatos da legenda na eleição ano que vem.

Só fez um pedido: todo o cuidado do mundo na escolha de quem lançar para evitar danos à imagem do partido e à biografia de ambos.

 


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20/07


2019

Flávio Dino avalia denunciar Bolsonaro por racismo

Governador do Maranhão avalia denunciar Bolsonaro à PGR por racismo. Presidente falou que Flávio Dino é o pior governador do Nordeste.

O governador do Maranhão, Flávio Dino Foto: Rodrigues Pozzebom / Agência O Globo

Época - Por Guilherme Amado

 

O governador do Maranhão, Flávio Dino, avalia ir à Procuradoria-Geral da República contra Jair Bolsonaro pelo crime de racismo. Durante o café da manhã com jornalistas nesta sexta-feira, Bolsonaro criticou Dino e se referiu aos estados da região Nordeste pelo termo "Paraíba", termo considerado pejorativo para se referir a nordestinos fora da região, especialmente no Rio de Janeiro, estado de Bolsonaro.

Bolsonaro disse que, dos governadores do Nordeste, o pior é Flávio Dino. "Dos governadores de 'Paraíba', o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara", afirmou o presidente, dirigindo-se a Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil.

Dino, que é de um partido de oposição a Bolsonaro, o PCdoB, conversou com a coluna sobre o caso.

Como o senhor recebeu a declaração?

Hoje (sexta-feira) ele estava em um dia inspirado. Essa postura sectária dele foi contra diversos setores ao mesmo tempo. Foi contra a Miriam Leitão (Bolsonaro mentiu, afirmando que a jornalista Miriam Leitão inventou ter sido torturada na ditadura militar), os artistas (Bolsonaro ameaçou extinguir a Ancine, caso não haja um filtro cultural nos filmes financiados com dinheiro público), contra quem passa fome (Bolsonaro afirmou que não se passa fome no Brasil) e contra os nordestinos. Ele tem a cada dia piorado.

O senhor fará algo sobre a declaração?

É uma declaração criminosa. Configura um crime, previsto na lei que trata de racismo. Ele não pode falar assim. O presidente da República, ao dizer algo desse tipo, está praticando e incentivando que outros pratiquem o crime de racismo. Se ele não se explicar, vamos tomar providências junto à PGR para apurar a atitude dele.

Seria o crime de racismo?

Não só. Pode configurar trambém o crime de ameaça, ao dar uma determinação a um subordinado dele, o Onyx Lorenzoni, que não dê recursos "a esse cara". Isso configura uma ameaça. Eu já o cobrei no Twitter e estou esperando para ver o que é isso. Realmente é uma coisa grave. É inédito. Mesmo na ditadura, o (presidente João Figueiredo) mantinha uma relação com vários governadores da oposição, como Franco Motoro, Leonel Brizola. O mesmo aconteceu com o Fernando Collor, com o Fernando Henrique. É atípico que ele determine ao ministro que coordena o governo que persiga um governador. Por que isso?

Como o senhor avalia a relação do presidente com o Nordeste?

Ele tomou poucas iniciativas em relação ao Nordeste. Quando ele nos chamou (os governadores do Nordeste), nós fomos. Foi um diálogo respeitoso, de parte à parte. Nós atendemos mostrando que não há nada agressivo da nossa parte, mas ninguém vai abrir mão de suas ideias para que ele fique feliz. Isso é o mínimo da visão democrática. Temos opiniões diferentes, mas exigimos respeito. Não vamos aceitar desrespeito, agressividade, beligerância com o Nordeste. Estamos esperando uma retratação.


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20/07


2019

O parlamentar mais processado do ano no STF

Com apenas cinco meses e meio de mandato, senador já tem nove ações no tribunal

ÉPOCA – Carolina Brígido

Nem corrupção, nem lavagem de dinheiro. O senador que mais tem processo no Supremo Tribunal Federal (STF) é Jorge Kajuru (PSB-GO), acusado de ter cometido crimes contra a honra. O jornalista estreou na vida parlamentar em fevereiro e já coleciona nove processos na Corte, todos movidos por pessoas que se sentiram insultadas por postagens em redes sociais.

A tendência é que Kajuru não seja punido, porque a Constituição Federal dá aos parlamentares imunidade para expressar livremente sua opinião — ainda que ela seja ofensiva.

O principal alvo de Kajuru é o ex-deputado Alexandre Baldy (PP-GO), hoje secretário de Transportes do governo de São Paulo. Baldy entrou com quatro interpelações no STF pedindo para o senador esclarecer ataques contra ele. Para o secretário, as críticas nada têm a ver com o exercício do mandato.

As ações questionam vídeos e textos postados em redes sociais em que Kajuru acusa seu desafeto de cometer irregularidades no Detran. Segundo o senador, Baldy “está fazendo de tudo, comprando todos, porque deseja ser ministro da Cidade de novo e voltar a ganhar muita grana e ficar bilionário e dividir com seus parceiros dessa quadrilha do Detran”.

O outro ofendido é o senador Vanderlan Cardoso (PP-GO), que entrou com três ações no STF. Em uma delas, o colega reclama que Kajuru o acusou de usar “mordomias” colocadas à disposição dos parlamentares — como carro oficial, motorista, apartamento funcional e passaporte diplomático.

Para Cardoso, seu conterrâneo “incute no sentimento daqueles que assistem ao vídeo que o interpelante não tem nenhuma preocupação com o erário e apenas busca privilégios com o cargo, que trabalha com mordomias excessivas, tudo colocado com bastante ironia e deboche”.

Também se queixaram ao STF da conduta de Kajuru o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e o advogado Maurício José Alves Pereira, diretor do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. O senador acusou os dois de terem cometido crimes. “É de conhecimento geral a grande quantidade de polêmicas em que [Kajuru] se envolveu, justamente por destilar ácidas e agressivas manifestações contra a honra das mais diversas pessoas e autoridades”, resumiu Pereira em um processo.

Nesse tipo de ação, em que uma pessoa processa a outra no STF, a partir da resposta do acusado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) decide se apresenta denúncia contra o parlamentar ou não. Mesmo quando há denúncia, o que é raro, o mais provável é o tribunal arquivar o caso, com base na regra da imunidade parlamentar.

Há, claro, exceções à regra. Em 2016, o STF abriu ação penal contra o presidente Jair Bolsonaro por injúria e incitação ao crime. Ele foi processado por dizer, em 2014, quando era deputado, que sua colega, a deputada Maria do Rosário (PT-RS), não merecia ser estuprada, porque era muito feia. Esse processo está paralisado porque a Constituição impede que um presidente da República responda por atos anteriores ao mandato atual.


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20/07


2019

Programa do MEC que beneficiou 818 mil será fechado

O governo afirmou que o programa Idiomas sem Fronteiras será substituído, mas ainda não anunciou como a mudança vai acontecer

Estadão Conteúdo

Programa que permitiu a mais de 818 mil alunos e professores universitários aprender uma segunda língua, o Idiomas sem Fronteiras (IsF) será encerrado pelo Ministério da Educação (MEC).

Criado para ser um braço do Ciências sem Fronteiras (CsF) encerrado em 2014, o projeto se tornou nos últimos anos a principal ação do governo federal para promover a aproximação do ensino superior brasileiro ao de outros países.

A gestão do ministro Abraham Weintraub fez duras críticas ao programa. “O Idiomas sem Fronteiras não funcionou, a gente vai substituir. O objetivo não pode ser pagar TOEFL [teste de proficiência em inglês] para as pessoas”, disse Arnaldo Barbosa de Lima Júnior, secretário da Educação Superior do MEC. A declaração foi dada durante a apresentação do programa Future-se na quarta-feira, (17).

Minutos antes de criticar o programa, Lima Júnior destacou exatamente que uma das principais dificuldades das universidades brasileiras é a internacionalização.  “Existem poucos estrangeiros no nosso país e, poucos brasileiros no exterior. As ações que foram feitas no passado, como o Ciências sem Fronteiras, não foram bem sucedidas porque focaram no CPF das pessoas. Nós queremos focar no CNPJ das instituições”, disse.


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20/07


2019

PF prende mulher e 3 irmãos de senador do Amazonas

Em operação contra corrupção

FolhaPress - Bruna Chagas

Nejmi Aziz (PSD), mulher do senador e ex-governador do Amazonas Omar Aziz (PSD), foi presa pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (19), com mais sete pessoas, durante a Operação Vertex. A ação é um desdobramento da Operação Maus Caminhos, que investiga a prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e a existência de uma organização criminosa que desviou milhões de reais da saúde do estado.

Além da ex-primeira dama, entre os sete presos estão três irmãos do senador: Amim, Murad e Mansour.

Também foram detidos o ex-chefe de gabinete de Aziz, na época em que ele era governador, o coronel da Polícia Militar Josenário Figueiredo, o policial militar Ricardo Campos, o sargento Paulo José Gomes e um assessor da ex-primeira-dama, José Renato.

Em 2016, a Folha de S.Paulo já havia publicado que Nejmi era investigada. Segundo relatório do Coaf, uma empresa, sem funcionários, no nome de Nejimi indicou origem dos recursos para a venda de imóveis. Porém surgiram dúvidas sobre as operações, que seriam "incompatíveis com o ramo de atividade".

Todos foram encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal do Amazonas. De acordo com a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária), Nejimi ficará presa no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), e os cunhados ficarão no Centro de Detenção Provisória Masculino, em Manaus.

Entre as vantagens indevidas apontadas pela PF estariam entregas de dinheiro em espécie ou por meio em negócios simulados ou superfaturados a fim de ocultar a entrega de dinheiro dissimulado por meio de contratos de aluguel e de compra e venda.

Foram cumpridos nove mandados de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão, 18 mandados de bloqueios de contas de pessoas físicas e jurídicas (de aproximadamente R$ 92,5 milhões) e sete mandados de sequestro de bens móveis e imóveis.


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20/07


2019

Lista ao presidente tem comédia de Tom Cavalcante

Lista da Ancine enviada para avaliação de Bolsonaro tem até comédia com Tom Cavalcante

Sitcom de Tom Cavalcanti, filme de Bruna Surfistinha e longas políticos estão entre as produções

Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

A lista de produções aprovadas na Ancine enviada a Jair Bolsonaro não se limitou a citar o filme “Bruna Surfistinha” e o reality show trans “Born to Fashion” como, na ótica bolsonarista, exemplos de má aplicação de recursos na área. Nela há longas políticos e até comédias.

“Dra. Darci”, um sitcom estrelado por Tom Cavalcantie por exemplo, está no índex bolsonarista.

O próprio Tom interpreta Dra. Darci, “um psicanalista que aceita o convite de uma rádio para atuar como consultor de psicanálise e, logo na estreia, é confundido com uma mulher. Os conselhos da doutora viram sucesso e ele decide assumir o personagem para continuar ganhando dinheiro”, diz a sinopse.

 “O Sol na Cabeça”, baseado no bestseller de Geovani Martins que foi vendido para nove países, também entrou no tal dossiê dos malditos.

O longa conta a história de “Pedro, morador do morro do Vidigal [no Rio]” que só “quer fumar um baseado em paz na praia com os amigos, mas se depara com a violência policial”. Ele e os companheiros seriam “apaixonados pela vida”, apesar de viverem na periferia “sob o estigma do racismo”.


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20/07


2019

Bolsonaro insiste em desatinos e esquece economia

Prioridades estapafúrdias e vacilação embaçam perspectiva de recuperação do PIB

Bruno Borgossian -  Folha de S.Paulo

Jair Bolsonaro teve tempo para falar de muita coisa na cerimônia que marcou os 200 dias de seu governoReclamou do filme “Bruna Surfistinha”, reforçou a campanha para dar uma embaixada ao próprio filho e fez piada com a gravata rosa do presidente do Senado.

Em mais um balanço de seus primeiros meses no cargo, o presidente se ocupou de sua caçada ideológica tacanha e de outros desatinos. “Acho que eu falei um pouco demais”, admitiu, no fim. Não achou um minuto, porém, para apontar soluções para os tropeços da economia.

As prioridades estapafúrdias de Bolsonaro e sua própria vacilação diante das propostas da equipe do governo embaçam as perspectivas de recuperação. Enquanto o time econômico busca um canudinho para respirar embaixo d’água com o dinheiro do FGTS, o presidente parece mais preocupado em procurar espaços para sua família no poder.

Bolsonaro ficou satisfeito com a primeira aprovação da reforma da Previdência, mas seus auxiliares foram obrigados a reconhecer que a proposta não tira a economia do atoleiro. Enquanto a Câmara aprovava o texto, na semana passada, o governo teve que reduzir a previsão de crescimento do PIB de 1,6% para 0,81%.

O núcleo de Paulo Guedes planeja medidas emergenciais e tenta emplacar uma reforma tributária, incluindo a criação de um tributo sobre operações financeiras, nos moldes da CPMF. Há poucos sinais de que o presidente seja capaz de desatar esse nó. Na verdade, assim como na Previdência, pode até atrapalhar.

Bolsonaro sempre foi um opositor da cobrança. Votou duas vezes contra a CPMF no governo Lula, disse que a proposta era “contra o povo” e, na campanha, chamou de “notícias mal intencionadas” os relatos de que Guedes defendia a contribuição.

O presidente parece acreditar que manterá sua popularidade com ataques ao ativismo no cinema e com o envio do filho para os EUA. Ele deve saber que a ladainha ideológica e o favorecimento da família não sustentam a economia por quatro anos.


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