Gravatá IPTU 2019 Prorro

15/04


2019

Ministra da Agricultura cumpre agenda em Petrolina nesta segunda

Petrolina será a primeira cidade pernambucana a receber a ministra de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. A gestora cumprirá duas agendas no município sertanejo, hoje, na companhia do prefeito Miguel Coelho. O objetivo é conhecer de perto as necessidades dos produtores rurais da região.

Tereza Cristina inicia sua agenda na capital do Sertão do São Francisco em uma reunião com o Sindicato Patronal Rural de Petrolina, onde terá encontro com lideranças ligadas à produção de cana-de-açúcar, frutas e ainda da avicultura e pecuária. À tarde, a ministra cumpre agenda no município vizinho de Juazeiro (BA) para visitar o Distrito de Irrigação de Maniçoba e uma fazenda de produção de frutas e embalagens. Tereza Cristina ainda conhecerá na cidade baiana o Centro de Excelência em Fruticultura, onde se reunirá com produtores do setor, e anunciará investimentos. A última atividade será às 18h, em um encontro com exportadores da região, na Fundação Nilo Coelho, em Petrolina. 

Tereza Cristina é a segunda ministra a visitar Petrolina desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro. Na semana passada, o executivo do Ministério do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, anunciou na cidade sertaneja investimentos em pavimentação e o Plano Nacional de Segurança Hídrica. No mês passado, também esteve em Petrolina o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.


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Congresso Nordestino de Educação Médica

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24/11


2008

Ingratidão tira a feição

O presidente da OAB, Jayme Asfora, foi, definitivamente, picado pela mosca azul e já pensa em disputar um mandato de deputado federal e não estadual, como se previa. Quer usar o cargo como trampolim, esquecendo que havia assumido compromisso formal com a indicação do seu vice, Eduardo Pugliesi, com quem rompeu. Na vida pública, lealdade é uma virtude que poucos têm.

 


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Comentários

CARLOS ANTONIO DE ARAUJO CASADO FILHO

jayme pode ser polêmico! pode atpe cometer excessos nos seus cometários! mas é um cara decente!

João Carlos

Magno, Só agora que a "trairagem" desse midiático Jayme Asfora atingiu alguém do seu interesse (Pugliesi, com parentes no alto escalão da Folha de Pernambuco) você notou que o presidente da OAB é um crápula??? Com a palavra, o bloqgueiro...

CARLOS ANTONIO DE ARAUJO CASADO FILHO

jayme é uma pesoa integra.funcionário concursado,sempre teve forte atuação na militância politica em pernambuco. é natural o desdobramento para uma candidatura. se ele é bom ou não , se é merecedor ou não , cabe a razão das urnas definir!

Raimundo Eleno dos Santos

Não é oportunista.É a oportunidade.Minha mãe me dizia: "Filho se passar um cavalo celado na tua porta, faça dele montaria."Acho que essa é a oportunidade de Jayme Asfora.Eu voto nele. Ele é um bom companheiro.É isso.

Esse Pedro, xará meu, que estava sumido, só aparece aqui para babar o povo.


Trabalha PMR

24/11


2008

Coluna de hoje na Folha

             TRE salva João da Costa

 

Se tinha alguma dúvida em relação ao processo de sua cassação, que entra na pauta de votação hoje do Tribunal Regional Eleitoral, o prefeito eleito do Recife, João da Costa (PT), pode, desde já, preparar a beca da posse. Relatora designada mediante sorteio, a desembargadora Margarida Cantarelli concluiu seu parecer, ontem, optando apenas por uma multa por publicidade extemporânea.

 

Entenda-se por isso o uso inadequado de uma cartilha de 50 mil exemplares da Secretaria de Orçamento Participativo, ocupada por João da Costa. Quanto aos e-mails trocados entre cinco servidores da Secretaria de Educação, convocando supostos aliados para eventos da campanha petista, a relatora concluiu que não teve influência no resultado final do pleito, vencido em primeiro turno pelo candidato oficial.

 

A visão de Margarida, vale ressaltar, bate com a do procurador regional eleitoral, Fernando Araújo, que também não viu motivo para cassação e sugeriu uma multa. Conforme esta coluna apurou, o voto da relatora na sessão de hoje do TRE deve ser acompanhado pela unanimidade dos seus pares, podendo ocorrer apenas uma exceção.

 

Ou seja, João da Costa terá uma vitória esmagadora de 6 x 0 ou 5 x 1. Sabendo do desfecho feliz na justiça eleitoral, o prefeito João Paulo, padrinho de João da Costa, embarcou tranqüilo para uma temporada de relax em Portugal.

 

START PARA EQUIPE – A partir de hoje, quando ficará livre do processo de cassação, o prefeito eleito João da Costa poderá, enfim, acelerar as negociações com vistas à montagem do seu secretariado, até porque os prazos começam a ficar curtos e ele terá pela frente uma difícil empreitada: a eleição do presidente da Câmara, onde o PT está dividido entre as candidaturas de Jurandir Liberal, em campanha mais arrojada, e Múcio Magalhães, que age de forma mais discreta.

 

Fidelidade canina - Primeiro-secretário da Câmara e provável candidato à Presidência da Casa, o vereador João Arraes (PSB) mantém fidelidade roxa aos que o influenciaram a entrar na vida pública. Em seu gabinete, o testamento está nas paredes com as fotos em destaque dos seus três gurus – Miguel Arraes, Carlos Wilson e Eduardo Campos.

 

 

Prefeitos pedem socorro - Diante do agravamento da seca no semi-árido pernambucano, prefeitos começam a decretar estado de calamidade em seus municípios. Não há mais pasto para o gado e os últimos reservatórios de água não garantem mais sequer 20 dias de abastecimento. Eles pensam em procurar o governador Eduardo Campos, ainda esta semana, para pedir carros-pipas e, se possível, cestas básicas.

 

Desejo do chefe - Eduardo Campos diz que não vai interferir na eleição das mesas diretoras da Assembléia nem tampouco da Câmara do Recife. No entanto, aos interlocutores mais próximos, confessa que gostaria que os partidos aliados se entendessem para recondução de João Fernando Coutinho (PSB) à primeira-secretaria da AL.

 

Carona cruel - O deputado Eduardo da Fonte, que escapou, ontem, da queda do bi-motor em San Martim, é aliado de primeira hora do deputado piauiense Ciro Nogueira, candidato à presidência da Câmara. Da Fonte passou o fim de semana na casa de Ciro, em Teresina, tratando da campanha, e pegou carona no avião da banda Calypso.

 

 

Curtas

 

LOBISTA – O líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), que era ligadíssimo ao ex-governador Miguel Arraes, é o maior lobista da candidatura de Ciro Gomes, que já perdeu o bonde e está ofuscado por Eduardo Campos.

 

DERROTA DO TCE – A prefeita de Bonito, Lúcia Heráclio (PMDB), embora tenha perdido a eleição, está feliz por ter derrubado na Câmara Municipal, por unanimidade, a decisão do TCE, que rejeitou suas contas do exercício de 1999.

 

CONTRADIÇÃO – Defensor da candidatura de Serra, FHC não sabe o que quer: na semana passada disse que era cedo para o partido definir seu candidato ao Planalto. Já, ontem, na Folha de São Paulo, pediu pressa ao PSDB. Pode?

 

“O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque o Senhor está comigo”. (Salmos 23-1-4)


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Comentários

GILSON SOTERO DA SILVA JUNIOR

Já está em casa ele.

CARLOS ANTONIO DE ARAUJO CASADO FILHO

desejo ao amigo eduardo que se recupere rápido do acidente

GILSON SOTERO DA SILVA JUNIOR

O cara deputado federal, ao invés de pagar passagem, vai pegar carona. Dá nisso!

milton tenorio pinto junior

Pra que serve o salário do Dr. Nilson Nery ? Isso é uma excrecencia! Pouca vergonha. Vivemos no País do faz de conta.

Ivan Câmara de Andrade

"..os e-mails trocados entre cinco servidores da Secretaria de Educação, convocando supostos aliados para eventos da campanha petista, a relatora concluiu que não teve influência no resultado final do pleito.." Esse ponto de vista o Gilberto sempre colocou em seus comentários aqui no Blog. É isso aí


Prefeitura de Olinda 2019

24/11


2008

Ministério? Especulações? Liga não, prefeito!

Do site de Divane Carvalho

 João Paulo (PT) ficou irritado além da conta com as especulações, veiculadas na Imprensa, de que ele estaria pleiteando um Ministério no governo Lula. Até aí nada de extraordinário, porque os políticos costumam culpar os jornalistas por tudo e mais alguma coisa, quando aparecem na mídia através de notícias desfavoráveis.

Liga não, prefeito. Especulações fazem parte da política e quem vive dessa atividade deve se acostumar com o diz-que-diz, combustível que alimenta jornais, revistas, TVs, rádios e, claro, Congresso Nacional, Presidência da República, Assembléias, Câmaras e qualquer lugar por onde circulam políticos.

Se a especulação incomoda, é só desmenti-la. De preferência sem valorizá-la porque assim, bem depressa, ela desaparece. Irritação mesmo João Paulo vai ter quando a Imprensa deixar de se preocupar com ele. Quando não mais procurá-lo para entrevistas e nem se importar com o que ele anda fazendo.

Como falta pouco tempo para ele deixar a Prefeitura o Recife, o melhor é ele aproveitar o restinho da vitrine. Pois mais cedo do que imagina, terá dificuldades para ocupar espaços da mídia, como acontece, sempre, com todos os políticos que deixam o poder.


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24/11


2008

Descaso na Saúde: 60% das mamografias contêm erros

 Cerca de seis em cada dez mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil contêm erros. O número foi constatado através de um projeto-piloto de Qualidade dos Serviços de mamografia do SUS feito em 53 unidades de Porto Alegre, Belo Horizonte, Goiânia, e também no Estado da Paraíba.

 Sujeiras, impressões digitais, revelações mal feitas, chapas tremidas ou riscadas, filmes inadequados e o uso errado do aparelho são os problemas mais comuns que dificultam o diagnóstico correto do câncer de mama.

''De nada adianta incentivarmos os exames de detecção precoce se eles não forem precisos, apontarem exatamente o que se passa no corpo da mulher'', disse o diretor-executivo do Instituto Avon, Lírio Cipriani, que apoiou financeiramente o projeto realizado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 Nesta segunda-feira, o Inca entrega ao Ministério da Saúde uma proposta para a criação de um Programa Nacional de Qualidade de Mamografias, com uma portaria de credenciamento e do monitoramento dos exames.  De acordo com o instituto, as representantes das vigilâncias sanitárias dos Estados que participaram do projeto receberão kits com equipamentos de avaliação da qualidade do exame.

Portal Terra 


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ArcoVerde

24/11


2008

Se condenado, banqueiro Daniel Dantas pode ficar livre

 Por ser réu primário e estar em liberdade, o banqueiro Daniel Dantas deve permanecer longe das grades mesmo que seja condenado por corrupção ativa. A sentença do processo sobre suposta tentativa de suborno a policiais da Polícia Federal pode ser proferida pelo juiz da 6ª Vara Criminal, Fausto De Sanctis, nos próximos dias.

A pena para o crime de corrupção é de 2 a 12 anos. Até quatro anos, não há reclusão, apenas penas alternativas. Se a pena superar quatro anos, o juiz pode determinar a prisão.

Para o advogado criminalista e presidente da Academia Paulista de Direito Criminal, Romualdo Sanches Calvo Filho, a maior probabilidade é de uma decisão por pena restritiva de direito, como multa, prestação de serviços e impossibilidade de sair do país.(Folha de S.Paulo)


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Asfaltos

24/11


2008

Chávez está perdendo eleições em parte da Venezuela

 O candidato da oposição, Antonio Ledezma, vai governar Caracas, capital da Venezuela, segundo o balanço parcial das eleições regionais divulgado na madrugada desta segunda-feira (24).

A oposição também venceu o governo nos dois estados mais populosos do país: Miranda e Zulia. Mas, com cerca de 95% dos votos apurados, aliados do presidente Hugo Chávez já venceram em 17 dos 24 estados venezuelanos.

Ao menos 106 pessoas foram detidas pelas autoridades durante a votação, muitos por destruir urnas de votos. Seis pessoas foram presas no estado de Guarico por supostamente atacar eleitores.

Uma pessoa foi esfaqueada em um confronto entre apoiadores do governo e opositores no estado de Bolívar. Já no estado de Anzoategui, assaltantes levaram dois rifles de soldados de plantão em um local de votação.(Portal G1)


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24/11


2008

Dilma contesta: "Não quebramos, e nem vamos quebrar"

 A ministra da Casa Civil, nome mais cotado no PT para disputar a sucessão de Lula, procurou tranqüilizar os prefeitos eleitos de seu partido no Estado -64-, onde ela precisa aumentar seu apoio interno.

''Nós não quebramos e não vamos quebrar. Somos parte da solução. Vamos manter o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e os investimentos no pré-sal (petróleo)'', disse a ministra.O ex-ministro da Fazenda e deputado federal, Antonio Palocci foi na mesma linha.(Folha de S.Paulo)


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Bm4 Marketing 2

24/11


2008

Tucanos têm a crise para fazer "Lula descer do palanque"

 Em jantar reservado que terminou na madrugada de anteontem, José Serra e Fernando Henrique avaliaram que a crise atingiu o "coração do sistema capitalista" e deverá ter seus efeitos sentidos com mais intensidade no Brasil no ano que vem, o que obrigará Lula a "descer do palanque para governar". Para eles, o PSDB não deve apostar no "quanto pior, melhor", mas será "agressivo" na fiscalização das ações de Lula.

Anteontem de manhã, falando a uma platéia formada por cerca de 400 militantes tucanos, o ex-presidente foi enfático: "O PSDB tem que dar apoio às medidas necessárias, mas não um cheque em branco". E foi irônico: "Nosso presidente, que é um grande economista, foi o primeiro a difundir esta teoria: aqui é uma ilha, se vier [a crise], vem marola. (...) Nós sentimos já o efeito da crise sob duas formas: a questão financeira, porque os bancos tiveram problemas, e a diminuição da exportação".

Para o senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB, "a crise eliminou o excesso de otimismo". "O presidente não vai ter nenhuma ilusão para prometer. Tem é um governo para governar."

Folha de S.Paulo


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24/11


2008

Rombo na Funasa é milionário, diz investigação

 Com o controle da terça parte dos investimentos do Ministério da Saúde e orçamento anual de R$ 4,5 bilhões -maior do que vários outros ministérios-, a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) registra desvios de dinheiro público em escala milionária.

Relatórios de órgãos de controle não apenas endossam as declarações do ministro José Gomes Temporão (Saúde) -para quem a atuação da fundação é de "baixa qualidade e corrupta"- como indicam serem tímidas as mudanças negociadas no governo federal.

A mais recente investigação, ainda em curso no TCU (Tribunal de Contas da União), encontrou irregularidades em todos os 65 convênios auditados, no valor de R$ 166 milhões, apurou a Folha. Balanço feito pela CGU (Controladoria Geral da União) contabilizou prejuízo de R$ 33,8 milhões nos mais graves casos de superfaturamento e demais irregularidades identificados nos últimos três anos.(Folha Online)


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24/11


2008

Legião da Boa Vontade consegue escapar impune

 Sete anos depois de protagonizar um dos maiores escândalos da filantropia brasileira, a Legião da Boa Vontade (LBV) tem hoje um histórico "limpo", graças à brecha jurídica que anulou todas as provas que apontavam para desvio de recursos e outras irregularidades. Há dois anos, sem alarde, conseguiu recuperar seu certificado de entidade beneficente (Cebas) e garantir a isenção tributária retroativa. E agora, com a edição da MP da Filantropia pelo governo, ganhou mais uma benesse: 15 recursos que ameaçavam a atual proteção contra as cobranças foram sumariamente extintos, sem chance de recurso pela União.

A brecha usada pelos advogados da LBV foi a falta de notificação, com três dias de antecedência, das diligências realizadas pelo INSS. As provas colhidas demonstravam que a entidade remunerava ilegalmente seus dirigentes, acumulava patrimônio e desviava recursos para outras empresas do grupo, como a Religião de Deus.Por conta do erro processual, a Justiça Federal decidiu anular todas as provas. (O GLOBO)


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24/11


2008

Cássio não podia, Lula podia?

 O Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima, por abuso de poder econômico nas eleições de 2006. Concorrendo a mais um mandato, o governador teria distribuído 35 mil cheques no valor de 3,5 milhões de reais para obras assistenciais de sua administração.

Não vamos entrar no mérito da decisão do TSE. Se a lei estabelece que não pode, então não pode mesmo. Só que tem um problema. Naquele ano outros governantes concorreram à reeleição no exercício de seus mandatos. Inclusive um especial, o presidente Lula.

A pergunta que não quer calar é se durante a campanha, permanecendo no governo, o grande companheiro mandou sustar a distribuição do bolsa-família para os milhões de beneficiados? Não mandou nem interrompeu. Tratou-se, então, do mesmo uso eleitoral de um programa assistencial.

Alguém teve coragem de solicitar a cassação do mandato do Lula? Mas as situações não seriam exatamente iguais?

A conclusão não pode ser contra o presidente da República por haver implantado um programa fundamental para as populações menos favorecidas. Suspender a distribuição do auxílio equivaleria à maldade pura. Por que, então, terá sido um ato de justiça contra o governador Cássio Cunha Lima a cassação de seu mandato? (Carlos Chagas - Tribuna da Imprensa)


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24/11


2008

''''Discriminação só sofri no Brasil'''', diz ministro negro

 "A Justiça brasileira trata mal os pobres, especialmente os negros." A declaração é do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal. Em entrevista concedida ao jornalista Frederico Vasconcelos, publicada no jornal Folha de S. Paulo deste domingo (23/11), Barbosa afirmou que, na Europa e nos Estados Unidos, as pessoas já estão acostumadas com negros bem posicionados. Assim, o fato de o ministro ser o “primeiro negro” na mais alta Corte do país não causa tanto estranhamento quanto no Brasil.

Aos 19 anos, Joaquim Barbosa já era servidor público e tinha carro, "numa época em que poucas famílias de classe média baixa possuíam veículo". O ministro gosta de autores franceses do século 19 e, entre os brasileiros, de Machado de Assis e de Lima Barreto, o seu escritor nacional predileto. "Identifico-me com sua história de vida, com a sua luta por reconhecimento numa sociedade extremamente conservadora e excludente", afirma.

Leia a entrevista à Folha

O fato de ser "o primeiro negro" no STF traz alguma carga que o incomode? Nos contatos em outros países há alguma distinção?

Joaquim Barbosa — Na Europa e nos Estados Unidos, as pessoas já estão acostumadas com negros bem posicionados, falam com eles de igual para igual, não demonstram o "estranhamento" tão comum entre nós.

Certa vez, o geógrafo Milton Santos recusou, num restaurante em Paris, uma mesa escondida. Negro, não aceitou a discriminação. O senhor enfrentou situações iguais?

Joaquim Barbosa — Situações como a experimentada pelo Milton Santos só tive no Brasil, antes de chegar ao Supremo. Hoje, acho que seria impossível, porque me tornei muito conhecido.

O senhor não faz da sua biografia nem da sua consciência negra uma bandeira, uma causa...

Joaquim Barbosa — Não me sirvo da minha posição para fazer proselitismo racial, social ou coisa que o valha. Seria abuso de poder. Tampouco me deixo instrumentalizar por movimentos, pela mídia ou por quem quer que seja.

O senhor tem sido requisitado por movimentos sociais?

Joaquim Barbosa — Sou muito requisitado para todo tipo de evento, mas só aceito convites após muita reflexão e ponderação. Não permito que me usem.

O senhor acha que a questão da desigualdade no país melhorou?

Joaquim Barbosa — Tenho plena consciência das desigualdades brasileiras, sei que elas se manifestam nos mínimos gestos do cotidiano, na esfera pública, na esfera privada, na falta de oportunidade. Para enfrentar nossas imensas desigualdades, nós vamos ter que nos reinventar.

O senhor assistiu nos Estados Unidos à eleição de Barack Obama. Como essa experiência o marcou?

Joaquim Barbosa — Foi um grande privilégio. Foi algo emocionante, no plano pessoal, ver as pessoas em absoluto estado de graça, de júbilo. Até mesmo na austera Corte Suprema, pude constatar esse clima de euforia. No plano institucional, essa eleição foi uma demonstração da capacidade de regeneração que tem a sociedade americana. Foi uma bela demonstração da pujança das instituições democráticas.

Quais os reflexos que essa eleição poderá ter no Brasil?

Joaquim Barbosa — Terá um grande impacto em boa parte do mundo. Talvez menos na Europa, que tem muita dificuldade em admitir mudanças importantes. Não vejo a menor chance de surgimento de um Obama em qualquer dos países europeus.

Como o senhor compara a questão da igualdade racial no Brasil e nos Estados Unidos?

Joaquim Barbosa — A meu ver, a questão racial deve ser tratada sob a ótica da igualdade efetiva (e não retórica) de oportunidades e de acesso, coisa que os Estados Unidos vêm tratando com razoável eficiência, e o Brasil tem muita dificuldade em fazer, não obstante alguns avanços pontuais nos últimos 10, 12 anos. Há 15 anos não havia negros na publicidade brasileira. Hoje já há, o que é muito positivo. Houve algum avanço tímido, muito tímido na mídia.


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Comentários

GILSON SOTERO DA SILVA JUNIOR

Meus parabéns ministro Joaquim Barbosa, por ser representante da minha classe negra, por não esperar cair dos céus ajuda governamental para ascender profissionalmente, e por enquadrar o processo do mensalão. Corrupção tem que ser combatida.



24/11


2008

Pouco empenho tucano em defesa do filiado Cássio

 Nota divulgada  pelo PSDB dá cabo de que o governador cassado da Paraíba, Cássio Cunha Lima, é “perseguido por parte dos derrotados”, e que “a Justiça terminará por reconhecer o conteúdo e a forma democrática” do tucano governar o Estado. A nota é curta. Conta com apenas quatro linhas. E ainda assim deve ser uma das manifestações mais explícitas do partido em defesa do correligionário.

Na avaliação de tucanos de alta plumagem, discursos histriônicos em defesa do governador neste momento soariam como uma ofensiva à Justiça Eleitoral – onde muitos outros parlamentares têm o rabo preso. Porém, nos próximos dias, alguns senadores tucanos devem assomar à tribuna do plenário para discursar em prol do colega.

Por ora, a maior ajuda que o partido provém a Cunha Lima é jurídica. Quem está cuidando de todo o processo são os advogados da legenda. Na próxima semana, a defesa tentará apelar da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou Cássio a deixar o comando do governo paraibano de imediato, ainda que os recursos do caso não tenham se exaurido.

Cássio Cunha Lima é acusado de ter distribuído 35 mil cheques nominais a eleitores por meio de programa assistencial mantido pela Fundação de Ação Comunitária durante as eleições majoritárias de 2006.

Do blog de Etevaldo Dias


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23/11


2008

Renildo: "Vou manter parte da equipe de Luciana"

Eleito prefeito de Olinda logo no primeiro turno, o deputado comunista Renildo Calheiros (PCdoB) ganhou fama de político articulado no plano nacional, mas está se revelando, agora, também um executivo com vocação mineira, ou seja, de esconder o jogo e costurar seu governo em silêncio. Em Brasília, nem seus colegas de parlamento conseguem tirar dele a revelação de um nome da equipe que está montando em segredo.

 Mas, nesta entrevista exclusiva à Folha e ao meu blog, o novo prefeito olindense confessa algo que até as ladeiras da Marim dos Caetés já sabiam: manterá parte dos secretários que hoje servem à prefeita Luciana Santos.  “É difícil arranjar nomes novos e bem-sucedidos no setor privado com os salários baixos pagos em Olinda”, justifica.

Renildo também antecipa que Luciana será a candidata do seu grupo a deputada federal em 2010 e adverte o governador Eduardo Campos, que vem sendo lembrado para disputar a sucessão de Lula. “É melhor ter um pássaro na mão do que um bando voando”, diz, recomendando a Eduardo o caminho da reeleição.

Em que condições, do ponto de vista financeiro, o senhor recebe a Prefeitura de Olinda?

Olinda tem sempre um orçamento apertado, porque é um município que arrecada muito pouco. Tem muitos problemas de infra-estrutura e é uma cidade difícil de ser governada. A prefeita Luciana Santos, entretanto, fez um excelente planejamento, ajustou as contas e inseriu a cidade em vários projetos de desenvolvimento. Embora o município disponha de poucos recursos, creio que recebo a Prefeitura como nenhum outro governante recebeu. Espero que a crise financeira, que está fazendo desaparecer os créditos, passe logo, e não tenha grandes repercussões no Brasil, porque nós dependemos muito de investimentos federais e estaduais. Se esses investimentos forem reduzidos, teremos grandes prejuízos.

O senhor já escolheu algum nome para compor o secretariado?

Ainda não. Nós temos em Olinda uma transição pacífica e harmoniosa. Como a Prefeitura tem muitas obras em andamento, prefiro que o Governo execute o máximo que puder. Por isso, acho que antecipar a discussão da composição da minha equipe atrapalharia o andamento da atual gestão. Pretendo tratar desse assunto em meados de dezembro.

Com isso, o senhor não está querendo também evitar pressões dos partidos aliados que ainda não têm representação no Governo municipal?

O secretariado de Luciana é muito bom, mas um governo novo precisa injetar sangue novo. Pretendo montar um governo com os partidos que me ajudaram a vencer a eleição. Quero aproveitar algumas pessoas do atual governo e convocar algumas caras novas. Em Olinda, nós temos uma grande dificuldade, porque os salários de secretários não são atrativos. Assim, tirar um bom executivo da iniciativa privada fica difícil. As pessoas que têm topado assumir funções importantes em Olinda assumem uma característica de renúncia elevada, porque acabam tendo, ao final, sérios prejuízos financeiros e fazem isso por compromisso com o desenvolvimento do município. Precisam ser reconhecidas e valorizadas. Devo, portanto, muita atenção a elas. Para se ter uma idéia, tivemos um secretário em Olinda que trabalhou mais de sete anos na gestão de Luciana com um salário de R$ 4 mil brutos. Ele é procurador do Recife e estava deixando de receber rendimentos da ordem de R$ 20 mil. Se você multiplicar a diferença de um salário com o outro, esse cidadão tomou um tremendo prejuízo. Por isso, destaco o grau de desprendimento e dedicação dessas pessoas.

Dá para sentir, então, que o senhor vai manter boa parte da equipe de Luciana, não é?

Boa parte, não, mas uma parte sim. Várias pessoas estão realizando projetos que não foram concluídos ainda e elas são a memória administrativa da cidade. Ficar sem elas seria perder mais de um ano para que as outras pessoas tomassem conhecimento detalhado daquilo que está em andamento.

Dá para antecipar algum nome?

Infelizmente, não. Estou numa fase ainda de conversação com os partidos e as pessoas.

O que está no projeto da sua gestão para ser o diferencial em relação ao governo de Luciana?

Nós vamos dar seqüência às obras que ela iniciou e iniciar as que estão planejadas. Várias delas são obras que vão mudar muito a cidade de Olinda. Uma delas é a urbanização do restante da orla nos trechos de Casa Caiada e Rio Doce. Outras são os canais de Bultrins, Fragoso e Rio Doce com uma avenida margeando o canal de Rio Doce e Fragoso até a PE-15. Isso vai dar uma alternativa de trânsito para toda a área norte da cidade e aliviará a situação desses bairros no período de chuvas. Outra obra importante é a construção do estádio de futebol na Avenida Brasil em Rio Doce. Vamos, também, lançar o mais ousado programa de calçamento de ruas que a cidade já viu e , por fim, realizar grandes investimentos nas áreas da cultura do esporte.

Como deputado, o senhor foi o principal responsável pela chegada de recursos federais na gestão de Luciana, até pelo seu prestígio com Lula. Agora, como prefeito, Lula tem mais razões de injetar mais dinheiro em Olinda?

O presidente Lula tem sido muito generoso com Olinda. Além dos projetos do PAC, que já foram aprovados no município, estou lutando por mais três e temos alguma chance de conseguir aprová-los. Mesmo sem o mandato de deputado a partir de janeiro, tenho uma boa relação com vários ministros e alguns deles o compromisso de continuarem ajudando a cidade. Minha grande preocupação é com a extensão da crise, que nós precisamos que passe logo, para não ocorrer uma retração nos investimentos federais. Para o ano de 2009, aproveitei o fato de Olinda ter concluído a eleição no primeiro turno e passei os meses de outubro e novembro articulando mais recursos para o município. Uma parte deles será votada agora em dezembro para o orçamento do ano que vem, mas as emendas já foram apresentadas.

Esse fato de Olinda perder o único representante no Congresso angustiava o senhor antes de decidir sair candidato. E como prefeito, não vai ser difícil ficar sem um aliado da cidade como deputado?

Na verdade, sempre contamos com a solidariedade da bancada de Pernambuco, que sempre apoiou, na medida do possível, todas as iniciativas que tomamos. Vários deputados, inclusive, colocaram emendas para Olinda e somos gratos a eles. Tenho o compromisso da bancada de continuar ajudando a cidade e a primeira demonstração disso foi dada este ano, quando os deputados aprovaram uma emenda de bancada exclusiva para Olinda no valor de R$ 40 milhões. Antes de decidir pela candidatura, conversei sobre o assunto com o governador Eduardo Campos, o presidente Lula e vários ministros, tendo contado com o estímulo deles no sentido de Olinda continuar sendo incluída nos programas do Governo do Estado e do Governo Federal. Estou certo de que contarei com o apoio deles.

Em relação à representação de Olinda na Câmara, sua vaga pode ser ocupada, daqui a dois anos, pela prefeita Luciana?

Ainda não conversamos sobre isso. 2010 ainda está muito longe, mas essa é uma das possibilidades.

O senhor não tem esse compromisso com a prefeita?

Nós sempre discutimos muito os projetos e Luciana sabe que conta comigo, mas 2010 nós ainda vamos conversar.

Não seria ela a candidata natural de Olinda e das forças que apoiaram sua eleição para prefeito?

Creio que a experiência de termos um deputado federal que trabalhe dia e noite por Olinda foi positiva. Basta visitar a cidade para se constatar isso. Esse processo vai deixar muitas lições. Estou convencido de que a representação política que Olinda conquistou em Pernambuco e no Brasil não pode ser perdida, mas isso precisa ser feito de maneira harmoniosa e debatida para que seja um projeto de muitos e, sendo assim, vitorioso.

O governador Eduardo Campos tem chances de ser alçado ao plano nacional em 2010?

Acho que sim. O governador Eduardo Campos é uma liderança jovem e muito respeitada. É, também, apesar de jovem, um político já experiente. O Brasil precisa renovar as suas lideranças e não tenho dúvida de que ele terá um grande papel pela frente. Contudo, entendo que Pernambuco precisa ser bem resolvido e o ponto de partida é o fortalecimento dele como liderança política. Com o Estado bem equacionado, poderemos participar da disputa presidencial, mas ele tem todas as condições de se reeleger e acho que isso precisa ficar bem administrado para dar tranqüilidade na condução política, porque a disputa presidencial depende de muitos fatores que fogem ao nosso controle. Por isso, precisamos de muita cautela na discussão da chapa majoritária estadual, porque se estivermos desarrumados nossas chances se reduzirão.

No caso de Eduardo vir a ser candidato a presidente ou a vice de Dilma, João Paulo se transformaria no candidato natural a governador das forças que estão hoje no poder estadual?

Nosso candidato natural é Eduardo. Ele terá o meu apoio para disputar à reeleição.  Acho que isso deve ser fixado publicamente, para que a condução política seja feita de maneira tranqüila e sem maiores problemas dentro da Frente. Se essa possibilidade surgir, então discutiremos, mas essas especulações não ajudam, porque acabam atraindo muitos malassombros. O que está posto é que teremos um candidato a governador, um candidato a vice e dois candidatos ao Senado. Temos várias lideranças habilitadas e com legitimidade para compor essa chapa, mas precisamos de uma condução política correta, para que ninguém se sinta excluído ou desconsiderado. Acho, portanto, que devemos deixar fixado apenas que o candidato a governador será Eduardo Campos. Embora em eleição nada seja garantido, há um ditado popular que pode ilustrar bem essa situação: o povo diz que mais vale um pássaro na mão do que um bando de pássaros voando. O que está no nosso horizonte no momento é a eleição de governador”.


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23/11


2008

Continuamos na contramão

 A crise econômica determinou, nos Estados Unidos, a maior queda de preços ao consumidor em sua história. Tanto faz que se fale em deflação, recessão ou depressão, mas a verdade é que se o povo deixa de comprar ou limita suas compras, prevalece a tal lei da oferta e da procura. Produtos em excesso determinam queda de preços.

Isso lá fora, porque aqui, no país das impossibilidades possíveis segundo mestre Gilberto Freire, não apenas o carnaval um dia poderá coincidir com a Sexta-Feira Santa. Os preços não caíram, pelo contrário. Basta ir ao supermercado ou ao posto de gasolina, apesar da vertiginosa queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional.

A arrecadação de impostos bate todos os recordes. Seria demais esperar que fossem reduzidos, ao menos para o cidadão comum, mas elevá-los parece maldade, como vem acontecendo. Continuando a garimpar imagens do passado, vale lembrar uma das primeiras reuniões do ministério Castello Branco, logo após o advento da "gloriosa". Com a palavra, Roberto Campos, ministro do Planejamento, extasiou os colegas com esotéricos raciocínios econômicos, demonstrando por mil argumentos que a economia começava a recuperar-se, o povo comia mais e estava feliz.

Tido como grosso e inculto, o que não era verdade, o então ministro da Guerra, Costa e Silva, ouvira tudo, não deve ter entendido muito, mas pediu a palavra e, com seu vozeirão de general criado na caserna, indagou de Campos: "Então me diga, Roberto, por que o feijão dobrou de preço?"

Foi um escândalo. O ministro do Planejamento fez aquele ar de comiseração e superioridade, amparado pela maioria dos presentes, mas, na hora de responder, só conseguiu balbuciar: "O feijão? Ora, o feijão...".

Pois é. Costa e Silva virou presidente da República e Roberto Campos curtiu demorado exílio, inclusive como embaixador na Inglaterra. Foi o feijão... (Carlos Chagas - Tribuna da Imprensa)


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