Governo de PE

15/03


2019

Procurador admite que condenação de Lula pode ser anulada

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos nomes principais da Operação Lava Jato, avaliou que a decisão desta quinta-feira, 14, do Supremo Tribunal Federal pode resultar na anulação da condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  Lula não foi condenado por crime eleitoral na Lava Jato. A condenação do ex-presidente nos casos do triplex do Guarujá e do Sítio de Atibaia foram por corrupção e lavagem de dinheiro, competência da Justiça Federal.

"Se o STF mandar tudo ser enviado para a Justiça Eleitoral, por que não vão anular a condenação do Lula?", questiona Lima. "A condenação do caso triplex não é só pelo triplex, é um dinheiro de corrupção encaminhado também para o Partido dos Trabalhadores. Então, também tem uma questão eleitoral", disse o procurador.

Por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (14) a favor da competência da Justiça Eleitoral para investigar casos de corrupção quando envolverem simultaneamente caixa 2 de campanha e outros crimes comuns, como lavagem de dinheiro,  que são investigados na Operação Lava Jato.  (BR 247)


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Governo de PE

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18/05


2019

Não há governo ingovernável, diz prefeito de Salvador

ACM Neto ‘corrige’ Bolsonaro

O prefeito de Salvador (DEM-BA), Antônio Carlos Magalhães Neto, rebateu o presidente Jair Bolsonaro ao afirmar que “não existe governo ingovernável”, durante evento em Londres, neste sábado, 18. “Não existe governo ingovernável (…) O povo quer ver compromisso, seriedade e trabalho”, disse o presidente do DEM, registra a Folha.

Bolsonaro endossou na sexta, 17, uma mensagem de internet, de um ex-candidato a vereador do Novo dizendo que o País é ingovernável quando não se submete a conchavos.

ACM Neto reafirmou que seu partido é a favor das reformas, mas “sem viés ideológico, sem radicalismos e sem desperdiçar energia com o que não precisa”.  (Estadão)


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Congresso Nordestino de Educação Médica

18/05


2019

PF investiga ameaças a “figuras públicas”, diz revista

A Polícia Federal, com apoio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), investiga ameaças contra “figuras públicas, notadamente ao presidente Jair Bolsonaro” após dois carros do Ibama, em Brasília, serem queimados em ato reivindicado por um grupo autointitulado “Sociedade Secreta Silvestre”, informa a revista Veja a partir de documentos obtidos pela publicação. O ataque teria sido endereçado ao ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente: 

“Cuidado, Salles. Você é uma figura pública. Não somos como os desprezíveis do Partido da Causa Operária que rosnam o tempo inteiro babando radicalismo, mas que quando te encontram dão tapinhas em seu carro. Operamos terroristicamente apenas. Não temos pressa, só disposição, arsenais e objetivos, e você é um deles, junto com a turma incompetente e pateta dos ‘Bolsonaros’ e outros que já mencionamos”, diz mensagem do grupo postado na deep web.

A ministra Damares Alves também teria sido alvo do mesmo grupo, que se classifica como “ecoterrorista e anticristão”, no início do ano com uma postagem ameaçadora. “Já pensou um culto em sua igreja voando pelos ares como no Sri Lanka? Ou um evento seu? E uma toxina mortal em alguma alimentação sua? Uma bala na sua cabeça enquanto se desloca a trabalho?”, escreveu o suposto coletivo. Tanto ela quanto Salles reforçaram medidas de segurança. (Estadão – BR)


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18/05


2019

Líderes:: prematuro tratar impeachment de Bolsoaro

Líderes da Câmara avaliam ser prematuro falar em impeachment de Bolsonaro. Tema foi um dos assuntos mais comentados no Twitter nesta sexta-feira.

Presidente Jair Bolsonaro Foto: CARL DE SOUZA / AFP

Da Época - Por Guilherme Amado

 

Mesmo antes de surgir nos assuntos mais falados do Twitter, a palavra "impeachment" já havia entrado novamente no radar nacional pela boca daquele que seria o maior prejudicado caso ele prosperasse.

Disse Jair Bolsonaro em Dallas:
"Quem decide não sou eu. Ou querem que eu sofra impeachment?".
Nas conversas dos líderes da Câmara, entretanto, a palavra já aparece há algumas semanas.

E há um consenso de que não existe base política nem fato para isso — ainda.


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18/05


2019

As constelações da República

Como se dividem os grupos no primeiro time do governo Bolsonaro

 VEJA - João Pedro de Campos

Lá se foram apenas 136 dias de governo Bolsonaro, e a disparidade das forças gravitacionais que cercam o presidente parece cada vez mais clara.

Dos superministros Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Paulo Guedes (Economia) ao enrolado e investigado Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), a Esplanada bolsonarista é dividida em cinco grupos – os políticos, os militares, os olavistas, os técnicos e a evangélica. O gráfico acima também mostra cinco ordens de grandeza – ou melhor, cinco níveis de influência e poder, nem sempre proporcional ao orçamento da pasta.

Ao lado de Moro e Guedes, cujas cartas-brancas já não são mais tão alvas assim, marcha no pelotão de frente do apreço de Bolsonaro o general da reserva Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência. Não fosse o veto do inexpressivo PRP, legenda à qual é filiado, Heleno seria hoje nada menos que vice-presidente da República – e não o general Hamilton Mourão, integrante do orgulhoso PRTB.

Antagonista do presidente durante o início do governo, Mourão está um degrau abaixo do de Moro, Guedes e Heleno em influência, assim como o também general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, da Secretaria de governo; o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni; o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas; e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que tem status de ministro. Mourão, Santos Cruz e Heleno são os expoentes da ala militar palaciana que rivaliza com os pupilos do escritor e ex-astrólogo Olavo de Carvalho.

Os chamados olavistas, Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Abraham Weintraub (Educação), ficam relegados a um terceiro plano de poder. O chanceler, não falta quem o tutele: os militares, no caso da Venezuela, e Eduardo Bolsonaro, o filho Zero Três, na relação com os Estados Unidos e o conservadorismo – ou antiglobalismo, como prefere Araújo – mundial. Quanto a Weintraub, viram-se nas ruas, às centenas de milhares, os reflexos do modo desastrado como comunicou o bloqueio de recursos de universidades federais.

Compartilham o mesmo nível de poder que os olavistas os mandachuvas de pastas poderosas, como Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Tereza Cristina (Agricultura), ambos indicados politicamente por bancadas temáticas da Câmara; o general Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa; o responsável pela pasta da Cidadania – e o Bolsa Família –, Osmar Terra; e a representante evangélica no primeiro escalão do governo: Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos).

Veja ilustrações e reportagem na íntegra clicando ao lado:  As constelações da República | VEJA.com


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ArcoVerde

18/05


2019

Centrão defende reeleição de Raquel Dodge na PGR

Parlamentares do Centrão passaram a defender, em conversas reservadas, a recondução da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao cargo. O motivo é o temor de que o presidente Jair Bolsonaro escolha um nome mais “linha-dura” para a sua sucessão, informaEstadão. Desde que assumiu a Procuradoria-Geral da República, em setembro de 2017, indicada pelo ex-presidente Michel Temer, Raquel desacelerou a homologação de acordos de delação premiada e pediu a rescisão do que foi feito com executivos da J&F. O grupo também vê a “discrição” como “atributo” da procuradora-geral.

Com uma base de apoio de 230 deputados na Câmara, o Centrão tem emparedado o governo sucessivamente. A lógica seria pressionar o Executivo até que comece a atender aos pleitos dos parlamentares. A escolha da chefia do Ministério Público Federal é um tema sensível ao grupo, pois parlamentares de siglas que compõem o bloco, como PP e PSD, são alvo da Lava Jato e outros inquéritos no Supremo Tribunal Federal.

O nome indicado por Bolsonaro precisará ser aprovado pelo Senado. De Londres, Dodge falou sobre o assunto nesta manhã de sábado, 18: “Sigo a serviço do País”, disse ele sobre a possibilidade de recondução ao cargo. (Estadão)


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Asfaltos

18/05


2019

Toma lá. Busca da sombra da primeira-dama

Chamou a atenção de ministros do TST a participação do colega Ives Gandra Filho em uma mesa-redonda sobre “Equilíbrio, trabalho e família” ao lado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Gandra é nome sempre lembrado para o Supremo.

Por outro lado um major venezuelano, de um município fronteiriço, desertou e pediu asilo no Brasil. É o oficial com maior patente a pedir abrigo.

O pedido, no entanto, é visto por autoridades daqui como um ato individual, não como avanço do apoio a Juan Guaidó. (Estadão – Coluna)


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18/05


2019

Última onda de uma semana de tsunamis

Coluna do Estadão – Alberto Bombig

Mesmo os especialistas em mercado mais esperançosos com Jair Bolsonaro terminam a semana receosos. O texto compartilhado pelo presidente, em que fala de um país “ingovernável”, foi a última onda numa semana de tsunamis.

Parlamentares do PSL dizem que Bolsonaro está “saturado” e que o texto traduz seus sentimentos. Para eles, o modelo de gestão não vai mudar, cabe ao Congresso se adaptar.

A articulação do governo está disparando ligações para deputados para saber o posicionamento deles em relação às MPs em pauta na Câmara.

Querem tomar o pulso porque devem pedir inversão de pauta para salvar a MP (870) do redesenho da Esplanada.


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bm4 Marketing 6

18/05


2019

Datena deixa DEM e negocia entrada no PSL

O apresentador José Luiz Datena protocolou no início desta semana pedido de desfiliação do DEM, agremiação a que aderiu no ano passado, quando ensaiou ser candidato ao Senado.

Datena formalizou o pedido para deixar a sigla em meio a conversas com o PSL e outras legendas sobre a possibilidade de concorrer à Prefeitura de SP no ano que vem.

O fato de o apresentador ter topado conversar sobre o assunto ouriçou ala do partido de Bolsonaro. Por isso, Datena faz questão de frisar que 1) não decidiu se quer concorrer; 2) não se filiou ao PSL; 3) a sigla não é a única com quem tem conversado. 

Sobre o reboliço que o flerte com a prefeitura causou, o apresentador diz: “O meio político parece ter medo da minha entrada. Talvez porque minha candidatura tenha chance razoável”.  (Painel - FSP


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18/05


2019

Devassa do MP nas contas do filho abalou Bolsonaro

Pessoas próximas à família atribuem os últimos gestos do presidente ao combo de derrotas no Congresso e ofensiva do Ministério Público sobre Flávio Bolsonaro. A devassa nas contas do filho, com implicações para outros integrantes do clã, o abalou.

Já a operação montada na comissão especial da Câmara para elaborar um texto alternativo de reforma da Previdência não ocorrerá à revelia do ministro Paulo Guedes (Economia).

Parlamentares trabalham com a orientação de preservar a meta de economia de R$ 1 trilhão e de não atrasar o cronograma de votação acordado com o ministro. Marcelo Ramos (PR-AM), presidente do colegiado, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), comandante da Câmara, são avalistas desses termos.  (FSP)


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18/05


2019

Aliado do presidente defende fechar o Congresso

“O povo vai se levantar em favor do presidente para dar a ele salvo-conduto para fazer o que for necessário. (…) Nem que seja para fechar esse Congresso maldito e interditar esse STF”, aliado. O texto compartilhado por Bolsonaro, endossa, de forma menos virulenta, a tese de uma conspiração.

Presidentes de siglas orientaram suas bancadas a não reagirem institucionalmente ao artigo divulgado por Bolsonaro para não dar vazão à teoria conspiratória que ele, agora pessoalmente, alimenta.

Militares que não atuam no Planalto viram com preocupação a escalada dos fatos desta sexta (17). Dizem que o momento era de somar esforços, não de dividir.(Daniela Lima – FSP)


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18/05


2019

Derrubar o capitão? A gente não vai deixar

Bolsonaro compartilhou uma espécie de artigo, intitulado “texto apavorante”, que dissemina a tese de que o “sistema” se uniu para não deixá-lo governar. Ele o fez após receber informações de que as convocações para ato em sua defesa estavam ganhando corpo. Assim como na campanha, o principal vetor da mobilização é o WhatsApp.

O presidente foi abastecido por aliados com as mensagens que estavam circulando. Em um áudio, um caminhoneiro diz ter se dado conta de que “a parte podre do Congresso —Câmara e Senado—, mais o STF com o apoio da Rede Globo, estão se unindo para tentar derrubar o capitão”. “E a gente não vai deixar”, ele conclui.  (Painel - FSP)


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Comentários

Fernandes

bolsonaro está encurralado por uma relação desgastada com o Congresso, suspeita que atingem um dos seus filhos Fláluxa, e manifestações populares contra seu bizonho governo



18/05


2019

Bolsanariano e o STF: “Àqueles 11 togados de merda”

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

texto distribuído por Jair Bolsonaro a aliados foi lido por dirigentes de partidos como um sinal de que o presidente acenou à radicalização para voltar a comandar a cena política. A mensagem foi interpretada como uma tentativa de incendiar convocatória que circula nas redes bolsonaristas para ato em defesa dele, contra o Congresso e o Supremo, dia 26. Em áudio que chegou ao Planalto, um caminhoneiro fala em mostrar força à Câmara, ao Senado e “àqueles 11 togados de merda”

Bolsonaro compartilhou uma espécie de artigo, intitulado “texto apavorante”, que dissemina a tese de que o “sistema” se uniu para não deixá-lo governar. Ele o fez após receber informações de que as convocações para ato em sua defesa estavam ganhando corpo. Assim como na campanha, o principal vetor da mobilização é o WhatsApp.


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18/05


2019

Governistas lavam roupa suja na rede

Os tropeços entre aliados do governo na votação da Medida Provisória 870, que enxugou o número de ministérios, expôs mais um embate para além dos já expostos pelo líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo, e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O mais recente é entre a líder do governo no Congresso, Joice Hasselman (PSL-SP), e a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que, na noite de sexta, 17, cobrou da colega pelo Twitter “responsabilidade” para “consertar” a MP no plenário. Na sequência de tuítes, Carla sai em defesa de Vitor Hugo ao acusar Joice de “boicotar” o líder do governo.

“Por que Joice Hasselman finge não haver um elefante na sala? Por que não defende o Coaf com Sérgio Moro?”, questiona a parlamentar que, na quinta, já expusera sua artilharia contra o ministro da Casa Civil.

Joice contra-ataca, dizendo-se “inteligente, já vc…”. A aliada de Onyx ainda justifica esse silêncio nas redes com o argumento de que “sabe fazer conta, conheço matemática básica e logo sei que sem a maioria não se aprova nada. Porque estou preocupada com o país e não com curtidas em tuítes ou lives”. (Estadão - BR 18) 


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18/05


2019

A ameaça de Bolsonaro

Ao 'contar com a sociedade' para enfrentar o 'sistema', Jair Bolsonaro repete o roteiro de outros governantes que, despreparados para a vida democrática, flertaram com golpes em nome da 'salvação' nacional.

O Estado de S.Paulo - EDITORIAL

O presidente Jair Bolsonaro considera impossível governar o Brasil respeitando as instituições democráticas, especialmente o Congresso. Em sua visão, essas instituições estão tomadas por corporações – que ele não tem brio para nomear – que inviabilizam a administração pública, situação que abre caminho para uma “ruptura institucional irreversível” – conforme afirma em texto que fez circular por WhatsApp ontem, corroborando-o integralmente, como se ele próprio o tivesse escrito.

Ao compartilhar o texto, qualificando-o de “leitura obrigatória” para “quem se preocupa em se antecipar aos fatos”, Bolsonaro expressou de maneira clara que, sendo incapaz de garantir a governabilidade pela via democrática – por meio de articulação política com o Congresso legitimamente eleito –, considera natural e até inevitável a ocorrência de uma “ruptura”.

Não é de hoje que o presidente se mostra inclinado a soluções autoritárias. Depois da posse, Bolsonaro mais de uma vez manifestou desconforto com a necessidade de lançar-se a negociações políticas para fazer avançar a agenda governista no Congresso. Confundindo deliberadamente o diálogo com deputados e senadores com corrupção, o presidente na verdade preparava terreno para desqualificar os políticos e a própria política – atitude nada surpreendente para quem passou quase três décadas como parlamentar medíocre a ofender adversários e a louvar a ditadura militar. Não por acaso, o próprio Congresso parece ter desistido de esperar que Bolsonaro se esforce para dialogar e resolveu tocar por conta própria a agenda de reformas.

Desde sua posse como presidente, Bolsonaro vem demonstrando um chocante despreparo para o exercício do cargo, mas o problema podia ser contornado com a escolha de ministros competentes. Com exceção de um punhado de assessores que realmente parecem saber o que fazem, porém, o governo está apinhado de sabujos cuja única função ali parece ser a de confirmar os devaneios do presidente, dos filhos deste e de um ex-astrólogo que serve a todos eles de guru, dando a fantasias conspiratórias ares de realidade.

O texto que Bolsonaro divulgou – recomendando que fosse passado adiante – diz que “bastaram cinco meses de um governo atípico, ‘sem jeito’ com o Congresso e de comunicação amadora para nos mostrar que o Brasil nunca foi, e talvez nunca será, governado de acordo com o interesse dos eleitores”. Segundo o texto, o presidente “não aprovou nada, só tentou e fracassou” porque “a agenda de Bolsonaro não é do interesse de praticamente nenhuma corporação”. Nas atuais circunstâncias, “a continuar tudo como está, as corporações vão comandar o governo Bolsonaro na marra” – e, “na hipótese mais provável”, diz o texto, “o governo será desidratado até morrer de inanição, com vitória para as corporações”. Mas diz também que é “claramente possível” que o País fique “ingovernável”, igualando-se à Venezuela. Aí entraria a tal “ruptura institucional” de que fala o texto chancelado por Bolsonaro – que o usou para ilustrar o risco que diz correr de ser assassinado pelo “sistema”.

Isso é claramente uma ameaça à Nação. Conforme se considere o estado psicológico de Bolsonaro e de seus filhos, a ameaça pode ser o tsunami de uma renúncia ou o tsunami de um golpe de Estado em preparação. Pois o presidente não apenas distribuiu o texto, como mandou seu porta-voz dizer que, embora esteja “colocando todo o meu esforço para governar o Brasil”, a “mudança na forma de governar não agrada àqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações pouco republicanas”. Em seguida, fez um apelo às ruas: “Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação” – e já no próximo dia 26 está prevista a realização de uma manifestação bolsonarista, contra ministros do Supremo Tribunal Federal e a favor do pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro.

Ao “contar com a sociedade” para enfrentar o “sistema”, Bolsonaro repete o roteiro de outros governantes que, despreparados para a vida democrática – em que a vontade do presidente é limitada por freios e contrapesos institucionais –, flertaram com golpes em nome da “salvação” nacional. Se tudo isso não passar de mais um devaneio, já será bastante ruim para um país que mergulha cada vez mais na crise, que tem seu fulcro não nas misteriosas “corporações” – as suas “forças ocultas” –, mas na incapacidade do presidente de governar.


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Fernandes

bolsonaro está encurralado por uma relação desgastada com o Congresso, suspeita que atingem um dos seus filhos Fláluxa, e manifestações populares contra seu bizonho governo



18/05


2019

Cortina de fumaça a denúncias contra filho presidencial

Texto divulgado por Bolsonaro é estratégia populista e cria cortina de fumaça para denúncias contra Flávio, dizem analistas

Presidente compartilhou em uma de suas redes sociais texto anômimo que diz que o Brasil está 'ingovernável'

Gustavo Schimitt e Tiago Aguiar – O Globo

Ao compartilhar em uma rede social um texto de autor desconhecido que diz que o Brasil está "ingovernável" , o presidente Jair Bolsonaro , segundo analistas políticos, adota estratégia populista , cria uma cortina de fumaç a para tirar do foco denúncias contra seu filho Flávio e ainda alimenta as críticas da sociedade ao Congresso e a diferentes instituições.  

Num dos trechos, a carta diz: "Se não negocia com o Congresso, é amador e não sabe fazer política. Se negocia, sucumbiu à velha política. O que resta, se 100% dos caminhos estão errados na visão dos "ana(lfabe)listas políticos? A continuar tudo como está, as corporações vão comandar o governo Bolsonaro na marra e aprovar o mínimo para que o Brasil não quebre, apenas para continuarem mantendo seus privilégios".

Ainda de acordo com o texto, Bolsonaro representaria uma quebra de padrões não aceita por grandes corporações e outros atores sociais.

— Ele (Bolsonaro) está testando elevar uma polarização para ver como a população reage. Vai culpar o Congresso e as instituições por tudo que não consegue fazer — afirmou o cientista político da Unicamp Oswaldo Amaral. — Parece um balão de ensaio para ver quantas pessoas vai arregimentar com esse tipo de discurso. Está colocando a figura dele contra as instituições democráticas e quer o apoio do povo para isso, o que é típico do populismo. 

Para o professor de Ciência Política da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Adriano Oliveira, a carta compartilhada pelo presidente é um "ataque frontal" contra as instituições e o sistema político brasileiro. Segundo ele, as atenções agora estarão voltadas para a reação dos chefes dos outros poderes.

— Ele é um soberano que não aceita questionamentos e não está apto para exercer o cargo e respeitar as instituições e os limites que elas impõem no exercício da governabilidade. E acima de tudo, o texto é contra o Congresso Nacional — diz Oliveira, que emenda:

— Ele segue não confiável para atender as demandas dos colegas da política. Está chegando em uma situação limite, ele chancelou um ataque frontal. Resta saber como Davi Acolumbre (presidente do Senado), Rodrigo Maia (presidente da Câmara) e Dias Toffoli (ministro do STF) reagirão.

O professor emérito de Cência Política da Universidade de Brasília, David Fleischer, avalia que a tática do presidente seria também uma reação ao caso do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que está na mira de uma investigação do Ministério Público do Rio e teve seu sigilo quebrado pela Justiça.

— Parece uma estratégia de se colocar como vítima para defender o filho Flávio das investigações, que podem comprometer o governo — diz o professor, acrescentando que o presidente teria intenção de fragilizar as acusações ao dizer que elas fazem parte de uma estratégia de corporações e atores políticos que querem impedi-lo de governar.

Para Fleischer, a divulgação da carta fragilizaria o presidente Bolsonaro porque revela a falta de coalização do governo:

- No curto prazo, considero que fragiliza porque fica claro que ele (Bolsonaro) não tem coalização para governar. Tampouco tem apreço pela democracia e pelas instituições. Há quem acredite que é burrice, que trata-se de inabilidade política, mas pode ser que haja uma grande estratégia por trás. E que esse caso da carta faça parte da criação de uma narrativa para justificar um eventual golpe - diz o professor.

Uma das preocupações é quanto aos reflexos políticos que a divulgação deste texto terá na gestão de Bolsonaro. Para Amaral, reações são previsíveis.

- Acredito que isso deve levar o congresso e a tocar uma agenda própria. Tanto o congresso, como o judiciário tendem a reagir, sobretudo no caso do decreto de porte de armas, que está sob questionamento e pode ter inconstitucionalidades apontadas.


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Wellington Antunes

O doido do Jânio Quadros falou em forças ocultas, esse outro doido aí fala em corporações.



18/05


2019

Forças ocultas: estranho texto, renúncia ou golpe

Bolsonaro divulga texto que cita País ingovernável

Presidente reforça discurso de que é vítima do ‘Sistema’ ao compartilhar mensagem que afirma que ele sofre pressão das corporações e Brasil está ‘disfuncional’

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

O presidente Jair Bolsonaro reforçou nesta sexta-feira, 17, o discurso de que é vítima de um sistema corrompido ao compartilhar, por WhatsApp, um texto que afirma “que o Brasil, fora desses conchavos, é ingovernável”. A mensagem foi interpretada no Congresso como mais um ataque do presidente ao que ele chama de “velha política”. O texto diz que o presidente sofre pressões de todas as corporações, em todos os Poderes, e que o País “está disfuncional”, mas não por culpa de Bolsonaro. “Até agora (o presidente) não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou”..

Procurado pelo Estado para comentar a mensagem, o presidente afirmou, por meio do porta-voz, Otávio do Rêgo Barros, esperar apoio da sociedade para “reverter essa situação”. “Venho colocando todo meu esforço para governar o Brasil. Infelizmente, os desafios são inúmeros e a mudança na forma de governar não agrada àqueles grupos que no passado se beneficiavam das relações pouco republicanas. Quero contar com a sociedade para juntos revertermos essa situação e colocarmos o País de volta ao trilho do futuro promissor”, disse Bolsonaro, em nota, sem detalhar a quais grupos se referia.

Mais tarde, em entrevista no Palácio do Planalto, o porta-voz afirmou que a intenção do presidente foi apenas compartilhar uma mensagem recebida, que está “em consonância com o pensamento dele”. O autor do texto é o analista da Comissão de Valores Mobiliários, Paulo Portinho.

A avaliação de auxiliares do presidente é a de que, ao convocar a sociedade para uma solução, Bolsonaro tenta manter ativas suas redes de apoio, após manifestações contrárias ao governo tomarem as ruas do País. Como resposta, aliados de Bolsonaro planejam uma marcha em apoio a ele, no dia 26.

O tom do texto compartilhado por Bolsonaro em grupos de WhatsApp também vai ao encontro do discurso adotado nos últimos dias por aliados de que há uma conspiração para “derrubar o capitão”, como escreveu nesta semana o vereador Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente, em sua conta no Twitter. 

O próprio Bolsonaro, ao comentar o contingenciamento de verba para educação, em visita aos Estados Unidos, disse que opositores querem tirá-lo da Presidência. “Quem decide corte não sou eu. Ou querem que eu responda a um processo de impeachment no ano que vem por ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal?”, perguntou.

O movimento também coincide com o avanço das investigações contra o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente. Flávio teve o sigilo bancário e fiscal quebrado pelo Tribunal de Justiça do Rio. Na quinta-feira, o presidente disse entender que ele e seu governo são os alvos dos investigadores.

Interlocutores de Bolsonaro ouvidos pelo Estado afirmaram não saber quantas pessoas receberam a mensagem, mas relataram que ele próprio pediu para que cada um replicasse o conteúdo. Ao compartilhar o texto, escreveu: “Um texto no mínimo interessante. Para quem se preocupa em se antecipar aos fatos, sua leitura é obrigatória. Em Juiz de Fora (6/set/2018), tive um sentimento e avisei meus seguranças: Essa é a última vez que me exporei junto ao povo. O Sistema vai me matar. Com o texto abaixo cada um de vocês pode tirar suas próprias conclusões.”

Sob reserva, parlamentares criticaram o que consideraram intenção do presidente de expor a classe política “como corrupta” para se fortalecer, o que foi mal visto no Congresso. “O Brasil está precisando de moderação”, disse o líder do DEM, Elmar Nascimento (BA).

Aliados do presidente, porém, elogiaram a manifestação. “O texto é um grito de alerta para toda a população quando diz que, do jeito que são as coisas, nunca a vontade daqueles que votam será respeitada. Bolsonaro foi transparente e verdadeiro. Este é o sentimento”, disse o senador Major Olímpio (SP), líder do PSL na Casa. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se esquivou de comentar. “Pergunta pra ele”, respondeu Maia ao ser questionado pelo Estadão/Broadcast se saberia quem está pressionando o presidente.

Em discurso no Rio, sem citar o texto publicado por Bolsonaro, Maia afirmou que a polarização política e o uso das redes estão levando a contestações ao modelo de democracia representativa liberal em vários países.   (Colaboraram Mariana Haubert, Rafael Moraes Moura, Denise Luna e Vinicius Neder)


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Fernandes

bolsonaro está encurralado por uma relação desgastada com o Congresso, suspeita que atingem um dos seus filhos Fláluxa, e manifestações populares contra seu bizonho governo

marcos

Tem que fazer feito lula. Compre os senadores, deputados e governe em paz, o povo e o Brasil que se lasquem


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