Governo de PE

14/03


2019

Tadeu realiza a entrega de tratores a associações de agricultores familiares

Líder do PSB na Câmara dos Deputados, Tadeu Alencar estará no semiárido pernambucano, amanhã e sábado (15 e 16 de março), para realizar a entrega de dois tratores a associações de agricultores familiares em Bodocó. O ato marca a abertura do calendário de entregas previstas para o ano de 2019 do parlamentar.

A visita começa em Petrolina, no pátio da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba), amanhã à tarde. No sábado (16), Tadeu Alencar (PSB) cumpre agenda em Bodocó, onde serão entregues os dois tratores a duas associações de agricultores rurais: a Associação de Agricultores e Agricultoras Rurais do Sítio Caldeirão e Sítios Circunvizinhos e a Associação dos Pequenos Agripecuaristas do Sítio Duas Lagoas e circunvizinhos.

No total, cinco veículos deste porte foram comprados com recursos de emenda parlamentar. Um deles já foi entregue para a Associação dos Produtores Rurais Sítio Angico, Fazenda Pradicó (ASPRACO), em Ouricuri. Os outros dois veículos serão entregues aos trabalhadores rurais dos municípios de Exu (Associação dos Produtores de Leite de Exu- ASPROLE) e Tabira (Cooperativa da Agricultura Familiar Indígena e Assentados do Nordeste Brasileiro – COODAPIS), nos próximos dias.

Os tratores servirão para realizar todas as atividades necessárias à produção e manutenção das plantações provenientes da rede de agricultura familiar nestes municípios.


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Governo de PE

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23/05


2019

Bolsonaro e os nordestinos: momentos constrangedores

A reunião de Bolsonaro com a bancada do Nordeste, nesta quarta (21), teve momentos constrangedores. Como metade dos parlamentares não compareceu, Onyx Lorenzoni (Casa Civil) chamou para discursar, por mais de uma vez, deputados que não estavam presentes.

Nesta quarta, Onyx também cometeu uma gafe ao incluir na agenda oficial sua participação em uma “festa surpresa” no Planalto. Quase acabou com o evento organizado por servidores para Floriano Peixoto (Secretaria-Geral).

O governo foi aconselhado a não deixar de lado estados que estão com as finanças em dia, acenando apenas aos quebrados.

O gesto precisa ser ampliado, disseram congressistas, mesmo que isso signifique avalizar um volume de empréstimos acima dos R$ 40 bilhões inicialmente previstos.(Painel)


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Congresso Nordestino de Educação Médica

23/05


2019

Atos pró-Bolsonaro: Planalto incentiva, sim

Apesar do discurso do Planalto de que os atos pró-Bolsonaro no domingo (26) serão fruto de mobilização espontânea, há forte trabalho de aliados do presidente nos bastidores.

Só o líder do PSL no Senado, Major Olímpio, gravou em um dia 80 áudios e vídeos chamando militantes de cidades de SP às ruas.  (FSP)


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23/05


2019

PT dia 30: provar resistência popular sim a Bolsonaro.

Nós contra eles - Deputados do PT trabalham para ampliar protestos de estudantes e professores marcados para o dia 30. A ideia não é enaltecer bandeiras como o “Lula livre”, mas dar maior vazão à convocação.

A sigla vê esses atos como forma de mostrar que há, sim, resistência popular a Bolsonaro.

O novo teste de mobilização contra a política educacional do governo ganhou ainda mais peso após aliados do presidente convocarem marchas em defesa dele no domingo (26).      (Painel – FSP)


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23/05


2019

Crise faz PT debater rumos

‘Fora, Bolsonaro’ é descartado por desaguar em Mourão

Daniela Lima – Painel - Folha de S.Paulo

Fuga para adiante - A escalada da crise política fez com que dirigentes e líderes do PT promovessem, na terça (21), uma videoconferência para debater que rumo a sigla deve seguir. A data foi escolhida para contemplar a opinião de Lula, ouvido por um aliado em Curitiba.

O petista disse não ver sentido na defesa de um “Fora, Bolsonaro”, pois seria o mesmo que clamar pela ascensão de Hamilton Mourão. A tese do parlamentarismo também não tem guarida na sigla.

A saída, hoje, seria fazer “oposição propositiva”. 

Na avaliação do ex-presidente, para fazer um contraponto ao governo é preciso apresentar projetos alternativos e dar força amovimentos que questionam nas ruas as decisões da atual gestão. Após a conversa informal, o PT chamou reunião de sua executiva, na terça (28). Ela deve sacramentar o direcionamento da sigla.

Lembre do que escrevi - Lula disse a aliados que a legenda precisa abraçar o que propôs no programa de governo de Fernando Haddad para se contrapor a Bolsonaro no campo das ideias. O partido estuda apresentar uma proposta de reforma tributária.


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ArcoVerde

23/05


2019

Estadão: descompasso com o mundo

Trecho do editorial do Estadão desta quarta-feira, 22.

“Travado pela incerteza, o Brasil deve crescer apenas 1,4% neste ano e perder mais espaço na economia global, segundo as novas projeções da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O desempenho poderá ser melhor em 2020, com expansão de 2,3%, se empresários, investidores e consumidores estiverem mais confiantes.

Mas isso dependerá de avanço na pauta de ajustes e reformas, com destaque para a mudança da Previdência. Ao acentuar a importância da agenda reformista, os técnicos da OCDE repetem e reforçam a análise dominante no País.

O crescimento agora estimado para a economia brasileira em 2019 é 0,5 ponto menor que o calculado em março.”

Trecho do editorial do Estadão desta quarta-feira, 22.


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Asfaltos

23/05


2019

Ministro ironiza: “Governo precisa de defesa?’

Marco Aurélio sobre ato de domingo

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, classificou de “inusitada” a manifestação convocada por grupos aliados ao presidente Jair Bolsonaro para o domingo, 26, com lemas contra o Congresso e o STF.

“O governo precisa de defesa? Eu acho que não. Eu conheço protesto para se reivindicar alguma coisa, para se reclamar. Mas para dar apoio ao governo, não vejo em um Estado democrático essa necessidade”, disse Marco Aurélio a jornalistas, ao chegar para a sessão plenária desta tarde de quarta, 22, informa o Broadcast Político.

“É inusitado. Lembra que o ex-presidente Fernando Collor conclamou a se sair de verde e amarelo e as pessoas saíram de preto…”, comentou o ministro, em referência ao gesto do ex-presidente, que em 1992, convocou o Brasil a ir às ruas de verde e amarelo, mas obteve o efeito contrário ao desejado e acabou impulsionando o movimento pelo impeachment ao ver as ruas dominadas por pessoas vestidas de preto. Marco Aurélio foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo então presidente Fernando Collor, seu primo. (Estadão)


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23/05


2019

PSDB de SP quer expulsar antibolsonaristas

Tucanos querem a expulsão do partido do sociólogo Fernando Guimarães. O motivo seria a participação de Guimarães na formação de um grupo suprapartidário de oposição ao presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o Estadão, a participação de Guimarães no movimento, que conta com representantes do PDT, PSOL, PT, PCdoB e Cidadania, irritou dirigentes do PSDB em São Paulo.

“O Diretório Municipal do PSDB de São Paulo informa que não compactua com a postura de Fernando Guimarães Rodrigues ao assumir sua posição pessoal como a do partido”, disse o diretório em nota oficial.

Fernando Alfredo, presidente do PSDB paulistano, disse que quer que as medidas também sejam aplicadas para outros tucanos que apoiam o movimento como o ex-senador José Aníbal, o ex-ministro da Justiça José Gregori, o ex-governador Alberto Goldman e o senador José Serra. 


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BM4 Marketing

23/05


2019

Moro: “Perda do Coaf parte do debate democrático”

Após a Câmara dos Deputados confirmar que o Ministério da Economia terá o controle do Coaf, o ministro Sérgio Moro lamentou a decisão dos deputados de tirar o órgão da Justiça, mas disse entender a derrota.

“Faz parte do jogo democrático”, disse o ministro segundo o Broadcast Político.

Agradeço aos 210 deputados que apoiaram o Ministério da Justiça e o plano de fortalecimento do Coaf”, completou.

Os deputados mantiveram o texto que saiu da Comissão Especial que debateu a medida provisória.

A medida ainda precisa ser apreciada pelo Senado antes de ir para sanção presidencial. A MP 870 foi aprovada em votação simbólica e agora os deputados votam os destaques

 Entre as decisões já tomadas estão a manutenção da extinção do Ministério da Cultura e do Trabalho.  (Estadão -BR 18)


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23/05


2019

MP de Bolsonaro aprovada e Moro fica sem Coaf

Câmara aprova MP de Bolsonaro e derrota Moro ao retirar Coaf da Justiça

Deputados deram aval a enxugamento de ministérios, mas frustraram planos do ex-juiz

Folha de S.Paulo

O plenário da Câmara aprovou nesta quarta-feira (22) o texto-base da medida provisória do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que reestrutura o governo, mas impôs derrota ao ministro da Justiça, Sergio Moro, e impediu que a votação chegasse ao fim, colocando em risco novamente a validade da MP.

O resultado é mais uma demonstração de força do centrão (grupo informal com cerca de 200 deputados de partidos como PP, DEM, PR, PRB, MDB e Solidariedade) para o Planalto e o PSL. 

Por 228 votos a 210, foi retirado da pasta de Moro o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão que faz relatórios sobre movimentações financeiras suspeitas e que o ministro considera estratégico no combate à corrupção. Pela versão que recebeu aval dos deputados, ele voltará a ser da alçada do Ministério da Economia. 

Veja como votaram os deputados na retirada do Coaf de Moro

SIM: Votaram a favor da manutenção do Coaf com Moro no Ministério da Justiça
NÃO: Votaram pela mudança do Coaf da Justiça para o Ministério da Economia

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Deputado

Partido

UF

Voto

Abou Anni

PSL

SP

Sim

Abílio Santana

PL

BA

Não

Adolfo Viana

PSDB

BA

Sim

Adriana Ventura

NOVO

SP

Sim

Adriano do Baldy

PP

GO

Não

Afonso Florence

PT

BA

Não

Afonso Hamm

PP

RS

Sim

Afonso Motta

PDT

RS

Não

Aguinaldo Ribeiro

PP

PB

Não

Airton Faleiro

PT

PA

Não


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22/05


2019

Waldemar rebate prefeito de Gravatá

Sobre o comentário da minha coluna de hoje na Folha, na qual o prefeito de Gravatá, Joaquim Neto (PSDB), reclama que o município não tem recebido recursos para obras nem apoio para realização de eventos, o deputado Waldemar Borges (PSB) saiu em defesa do governador Paulo Câmara. Abaixo a nota:

O governo Paulo Câmara vem investindo em Gravatá, embora sem nenhuma contrapartida do município. O que ocorre é que ao prefeito parece que só interessa dinheiro que seja direcionado para as festas. Por isso, ele não diz que a única e maior obra em andamento na cidade é exatamente do governo do estado: a de saneamento, no valor de mais de R$ 30 milhões de reais. Na área de recursos hídricos, o governo estadual ampliou numa primeira etapa a oferta d’água da Barragem de Amaraji e está em vias de iniciar já uma segunda etapa, ampliando ainda mais essa oferta. Ao mesmo tempo, está garantindo a execução do lote 5 da Adutora do Agreste, que se encontra em andamento e vai resolver definitivamente o problema de abastecimento da cidade.

Destaque, ainda, para a construção de cinco barragens nos últimos três anos, e para a entrega de 125 cisternas à população rural somente em 2019, ao custo de R$ 1,4 milhão. Outros R$ 13 milhões foram alocados, desde 2015, para ações de infraestrutura na cidade, a exemplo de obras de recuperação de estradas e pavimentação de novas rodovias, como a que liga a sede ao distrito de Mandacaru.

Na ânsia de marcar espaço na oposição, faltou ao prefeito o cuidado de olhar para o que tem sido feito na sua própria cidade pelo Governo Paulo Câmara. Na agropecuária, por exemplo, com o Programa Garantia Safra, com recursos federais e execução do governo estadual, que disponibiliza seguros anuais contra a perda da colheita para quase 30 mil agricultores do município. Sem falar nos serviços de assistência técnica e extensão rural, que em 2018 assistiram 365 famílias e até abril deste ano já chegaram a 232 delas.

O prefeito esqueceu ainda de mencionar as ações do governo para garantir direitos do consumidor e do pequeno empresário em Gravatá, com a inauguração de uma unidade do Procon e a integração do município à RedeSim, que auxilia na abertura e legalização de empresas. E não falou no estimulo do emprego e renda, com a implantação do programa Novos Talentos, em parceria com o Sistema S, que oferece gratuitamente cursos de qualificação profissional. Aliás, geração de emprego e renda é algo extremamente necessário em Gravatá, por conta da estagnação da construção civil no município.

Enfim, sabemos que as prefeituras, assim como os estados brasileiros, vivem momentos de grandes dificuldades. Mas, assim como acontece em Pernambuco, com o governador Paulo Câmara à frente, muitos prefeitos têm conseguido atravessar essa fase com muito trabalho, muita criatividade e focando no que é prioritário para a população. Infelizmente esse não é o caso do prefeito de Gravatá, que vai chegando na reta final do seu mandato sem nada de expressivo ter feito ao longo de sua gestão. Não venha ele agora tentar responsabilizar os outros pela inércia de uma gestão morosa, sem foco nenhum nas ações que interessam de fato ao dia-a-dia da população, e que, por isso, se encontra com um nível de reprovação estratosférico, quase tão grande quanto a quantidade de buracos da cidade. Uma gestão, não podemos esquecer, que só consegue ter alguma proatividade quando se trata de promover episódios patéticos e incivilizados, como o promovido por ocasião da visita do governador à cidade no período eleitoral. No mais, são praças, parques e ruas abandonadas.


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Comentários

marcos

Isso é um MENTIROSO, pode dar um desconto de 97,5% esse faz parte dessa QUADRILHA do PSB, o Estado de PE tá morto e enterrado faz tempo, com esse monte de SANGUE SUNGA, Calma Humberto Costa, você é mais ainda, é um VAMPIRO

arnaldo luciano da luz alencar ferreira

Deputado Waldemar e em Salgueiro quais São as ações do Governo do Estado?



22/05


2019

Silvio vai relatar PEC que trata da transferência de recursos

O deputado federal Silvio Costa Filho (PRB), foi escolhido para ser relator da proposta de Emenda à Constituição 48/2019 que trata da transferência de recursos federais a Estados, ao Distrito Federal e a municípios mediante emendas ao Projeto de Lei do Orçamento Anual. O objetivo do projeto é possibilitar que emendas individuais possam aportar recursos diretamente ao Fundo de Participação dos Municípios, sem que haja a necessidade de passar pela Caixa Econômica Federal. Segundo a proposta, a ideia é aprimorar e desburocratizar a execução das emendas parlamentares e, além disso, sanar as dificuldades fiscais dos municípios

Segundo o parlamentar, “a proposta é uma forma de poder encaminhar mais recursos e investimentos para os estados e municípios do país, que estão em crise fiscal. Com a proposta, a alocação direta de recursos aos fundos de participação, vai dar maior agilidade na transferência dos valores”, pontuou.

Ainda de acordo com o texto, a prestação de contas da aplicação dos recursos será feita de acordo com os procedimentos adotados pelos Tribunais de Contas. “Para se ter uma ideia, em 2017 o Governo Federal pagou 57% a menos do que deveria das emendas. Já em 2018, 17% não foi pago, o que representa mais de R$1,4 bilhão. Acredito que o projeto vai dar celeridade à execução orçamentária para que os recursos possam chegar nos municípios, animando a economia, gerando emprego e renda”, destacou.

Com objetivo de discutir a destinação de emendas individuais, o Pacto Federativo e o Fundeb, Costa Filho participou nesta quarta-feira (22), de uma reunião na Confederação Nacional de Municípios (CNM), ao lado de representantes dos municípios do Brasil, da Frente Parlamentar do Novo Pacto Federativo e da Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios.

Para Glademir Aroldi, presidente da CNM, a proposta vai atender uma necessidade de municípios de todo país. “Essa PEC é totalmente importante porque simplifica a transferência das emendas parlamentares para os municípios. O parlamentar vai indicar a emenda e o valor será depositado direto na conta das prefeituras para que elas executem a obra ou compre um equipamento que auxilie nos trabalhos na cidade. O deputado Silvio tem defendido os interesses dos municípios de todo o Brasil e é nesse sentido que eu entendo que o parecer dele vai ser favorável. Tenho certeza que a PEC vai atender as expectativas de prefeitos e prefeitas de todo o Brasil”, garantiu.


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22/05


2019

Juíza suspende impeachment de Meira

A juíza Ana Regina Barros, de Camaragibe, concedeu liminar ao prefeito Demóstenes Meira e suspendeu a votação do impeachment do gestor, que estava na pauta da Câmara Municipal e seria votado amanhã. Alegou que o pedido da Câmara não tem base constitucional, eivado de erros.


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22/05


2019

Deputado que se diz doido quer conversar com Bolsonaro

Quem disse que o Congresso não tem seus momentos de descontração e bom humor? O deputado Pastor Isidório (Avante-BA) já se tornou um personagem conhecido na Câmara.

O ex-cabo bombeiro militar diz que foi gay e "curado pela religião". Costuma andar no plenário e pelos corredores com a Bíblia nas mãos, a maioria das vezes levantada.

Na sessão de ontem à noite, tomou o microfone para criticar o decreto de liberação de armas do presidente Jair Bolsonaro. E se ofereceu como interlocutor oficial da Câmara para convencer o presidente a mudar de opinião: "Sou conhecido como doido e, para conversar com doido, só outro doido", argumentou para surpresa geral. Clique aqui e confira o texto do jornalista Tales Faria na íntegra.


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22/05


2019

“Bolsonaro está no meio de um furacão”, diz Sarney

O ex-presidente José Sarney é um dos últimos dos políticos de sua geração ainda “na ativa” e que tem engarrafamento na porta de casa por ocasião do seu aniversário. Em 24 de abril, quando completou 89 anos, não foi diferente. A política, assim, sem adjetivos, passou por lá.

A nova política de Jair Bolsonaro, Sarney diz ainda não saber o que é. Porém, não tem dúvidas em relação aos movimentos do presidente: “Acho que ele está colocando todas as cartas na ameaça do caos (...) O presidente é quem deve se adaptar à cadeira e não a cadeira ao presidente”, diz, ao receber o Correio Braziliense para um café que resultou em quatro horas e 20 minutos de conversa, com uma hora e meia de entrevista gravada na última quarta-feira, acompanhada em parte por d. Marly e a filha, Roseana.

As palavras de Sarney soam como um alerta. Afinal, são a voz de quem enfrentou a ditadura Vargas, na UDN; viveu o período pré-64; o regime militar; participou do processo de redemocratização do país; e agora, avalia o sétimo governo da volta à democracia, torcendo por sua permanência. “Bolsonaro está no meio de um furacão. Pela primeira vez, estamos num momento em que é imprevisível. Fratura no Judiciário, no Legislativo e no Executivo. Todas essas estruturas estão trincadas”, diz ele.

Com tanto tempo de janela, Sarney viu pedras virarem vidraças e vice-versa. Hoje, é só elogios a aliados que já foram adversários, caso de Lula, e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Quanto às críticas que seu governo sofreu, responde que “ressentimento destrói a gente mesmo”. E apresenta números: quando deixou o cargo, a taxa de desemprego era de 2,9%, média de 4,3% nos cinco anos.

Ele encerrou a corrida nuclear Brasil-Argentina, criou um programa de combate à Aids respeitado no mundo inteiro e, de quebra, ainda implantou o seguro-desemprego. Em sua trajetória, só faltava ver uma santificação. “Sempre vi os santos nos altares, terracota, madeira. Agora, vi uma Santa viva, Irmã Dulce, feita de amor e bondade. Deus foi sempre muito generoso comigo”. Confira os principais trechos.

O presidente Jair Bolsonaro pediu para o ministro Sérgio Moro não nomear a Ilana Szabó para o Conselho de Segurança Pública porque disse que ela era comunista. O senhor vê algum paralelo nesse “tirar comunistas do governo” com o que aconteceu em 1964?

Eu não quero fazer nenhum comentário sobre os meus sucessores. Cada um, presidente ou não, age de acordo com as circunstâncias que ele vive no momento. Eu vivia as minhas circunstâncias, não sei quais são as que vive o presidente Bolsonaro.

A gente vê o governo hoje muito desarticulado, até com os militares há ruídos. Como o senhor vê a participação deles no governo de hoje?

A minha experiência com militares sempre foi muito boa, encontrei sempre da parte deles o melhor procedimento. Tanto que a minha diretriz enquanto presidente foi: primeiro, a transição se fará com os militares e não contra os militares. Segundo, se eu sou comandante-chefe das Forças Armadas, o dever de todo comandante é zelar pelos seus subordinados, e eles são absolutamente disciplinados, leais e competentes. A participação deles no governo é sempre benéfica. De acordo com minha experiência, os militares são sempre uma voz sensata, competente e, ao mesmo tempo, ponderada. Falo do tempo em que vivi e convivi. Evidentemente, os excessos foram cometidos, e foram muitos, mas não se pode penalizar a instituição (militar) por esses excessos. As pessoas que foram responsáveis é que devem ser punidas, e não a instituição.

Como vê a relação do governo com o parlamento hoje?

A política é a arte do possível. Eu acho que tem que se lidar com realidades, e a realidade atual é que o presidente não tem maioria consolidada dentro do Congresso, nem nós temos hoje partidos, nem lideranças políticas, e vivemos uma crise muito grande.

O que o governo tem que fazer para sair disso?

O presidente Bolsonaro está no meio de um furacão. A crise internacional de recessão catalisou a crise brasileira. Estamos em um momento da história mundial em que presenciamos não um mundo de transformação, mas um mundo transformado. Temos que lidar com o choque das civilizações, o fim da civilização industrial, o começo da civilização e das comunicações digitais. Temos que lidar com a pós-verdade, com uma sociedade líquida, como bem fixou Zygmunt Bauman. Temos que compreender que estamos, no Brasil, muito atrasados para enfrentar essa crise que o mundo está vivendo. Então, o presidente Bolsonaro está tendo que enfrentar esses problemas, todos mundiais. Era o momento de nós termos um presidente que tivesse uma visão de todas essas modificações que vive o mundo, para poder enfrentá-las.

Poderia dar um exemplo?

Estamos com a morte da verdade, com um novo interlocutor da sociedade democrática, que se chama opinião pública, que hoje se manifesta por meio da rede social, principalmente. E as crises que o Brasil vive? O Brasil vive uma crise sem partidos, porque quando temos 60 partidos, entramos na lei do Montesquieu, que diz que quando temos muitos partidos, não se tem nenhum. Nós, também, estamos com uma classe política vivendo a crise da democracia representativa, isso é no mundo inteiro, os políticos estão demonizados. E a busca do povo é partir para uma democracia direta, sem representantes.

Mas isso não é um risco?

É um risco, porque os ingleses levaram 700 anos para construir esse sistema atual em que vivemos, da democracia representativa, dos Três Poderes, cada um controlando o outro. O Brasil acrescentou mais um poder, destruindo e desestabilizando todos os três: o Ministério Público.

Quando diz que esse é o momento em que precisávamos de um presidente que entendesse toda essa transformação, o presidente Bolsonaro não consegue identificar esses problemas?

Ele (Bolsonaro) está colocando todas as cartas na ameaça do caos. E isso, na realidade, aumenta os problemas que nós vivemos, porque desapareceram as utopias e nós não podemos matar a esperança. O que se vê é que todo dia se dá uma solução, uma visão escatológica do fim do mundo, em face da reforma da Previdência, sem se oferecer outras perspectivas de esperança. Quando se mata as utopias, é difícil que se sustentem as expectativas do país somente com uma reforma. Na realidade, a reforma é uma coisa que se fala permanentemente, porque vivemos em um mundo em transformação.

A reforma da Previdência não é necessária?

A reforma da Previdência é extremamente necessária, mas está também ao lado da reforma administrativa, da política, da tributária, da fiscal. Todas as cartas estão jogadas em um único objetivo, sem esquecer de que o presidente não tem maioria dentro do Congresso. Quando se fala em presidencialismo de coalizão, é melhor dizer presidencialismo sem partido. Vamos citar uma frase do Clinton, que é muito apropriada: “Os partidos no mundo atual não são importantes para a eleição, mas sem eles é impossível governar”. Ou seja, eles precisam estar estruturados, e se governa por meio de partidos, senão é uma situação anárquica e niilista que vamos viver.

Já estamos vivendo essa situação?

As perspectivas que temos e que estão sendo construídas nos levam a esperar, lá na frente, um impasse grande, que pode ser a pequeno, a médio ou a longo prazo, mas a verdade é que ele vai ocorrer. Por quê? Porque a Constituição de 1988 criou todas as condições para levarmos o Brasil a essa situação que estamos vivendo. Ela (a Constituição) é híbrida, é parlamentarista e presidencialista, deu ao Parlamento poderes executivos e deu ao Executivo poderes parlamentares, com as medidas provisórias que fez. E o Parlamento precisa aprovar todas as medidas que o Executivo tem que tomar. Na terça-feira, vimos, por exemplo, o ministro da Economia (Paulo Guedes) pedir ao Parlamento, desesperadamente, que aprovem um crédito de R$ 248 bilhões. Mas a nossa Constituição de 88 é excelente em dois pontos: a parte de direitos individuais, e a dos direitos sociais. Fora disso, é extremamente detalhista, de tal modo que nós já temos 105 emendas. Em tramitação, quando eu deixei a Presidência, tínhamos, no Congresso, 1.500 emendas constitucionais. Hoje em dia, é mais fácil se modificar a Constituição do que fazer uma lei, e a única Constituição que sobrevive no mundo há 200 anos é a americana, que foi feita por 55 pessoas e que é tão avarenta de emendas. E graças a Deus, à lucidez dos americanos, a primeira coisa que eles fizeram foi a primeira emenda, que é a da liberdade.

O que recomendaria para evitar o caos?

Pela primeira vez, estamos em um momento que é imprevisível, é preciso buscarmos e tirarmos uma medida mágica para resolver isso. Porque as coisas acontecem não porque vão acontecer, mas porque são levadas por um conjunto de fatores, que levam tempo para acontecer e chegam a essa situação, que nós vivemos atualmente, com a fratura no Poder Judiciário, no Poder Legislativo e no Poder Executivo.

Ou seja, não tem nada de pé?

Todas essas estruturas estão em um momento de abalo. Como os cristais, estão trincadas. Outra coisa é a crise da democracia que está se vivendo no mundo inteiro. Crise da democracia liberal.

O presidente Lula, na última entrevista que deu, disse que ele deveria ter sido mais incisivo com a presidente Dilma na hora de cobrar mudanças na política econômica, em 2015, 2016. Foi um erro?

O presidente Lula ele teve uma importância muito grande na história do Brasil, porque nós comemoramos os 100 anos de República, começamos a República com os militares, depois com os barões do café, depois os bacharéis. Todo mundo teve oportunidade, o mundo inteiro lutou por esses ideais, terminamos com um operário no poder, o que é uma coisa extraordinária. Não há nesse país quem não tenha tido oportunidade de chegar à Presidência e o Lula chegou sendo o homem que alargou os direitos sociais. O país ficou mais justo com o Lula.

O maior legado dele é esse?

É esse mesmo, é uma coisa extraordinária para o Brasil. Nós começamos todo o século XIX lutando entre duas palavras, revolta e revolução, a revolta como um fenômeno individual e a revolução como um fenômeno coletivo. Chegamos ao operário, fomos do capital ao trabalho sem derramamento de sangue, sem lutas fratricidas. O que no mundo inteiro foi feito com muito derramamento de sangue, aqui nós fizemos dentro de um sistema de entendimento e de diálogo que é muito do brasileiro, do que nos caracteriza, essa capacidade de dialogar e compreender o outro.

Que conselho o senhor daria aos políticos?

Procurem ter uma boa formação. É preciso ter cultura e isso abrange todas as áreas de conhecimento. E como toda cultura tem que ter dente de serra. Uns mais altos, outros mais baixinhos. De culinária, não sei nada. Sou adepto do provérbio chinês: comer pouco, dormir muito e não discutir com mulher.


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22/05


2019

Pernambuco realiza a 9ª Conferência Estadual de Saúde

Profissionais, gestores e militantes da área da saúde estão reunidos, até a próxima sexta-feira, na 9ª Conferência Estadual de Saúde (CES). Com o tema “Saúde não é favor. É direito! Pernambuco em defesa do SUS. Democracia para garantir as conquistas com participação popular”, o evento acontece no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon-PE), em Olinda.

A abertura, que aconteceu na noite de ontem, contou com a realização de uma Conferência Magna ministrada pelo secretário estadual de Saúde e presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES), André Longo. A 9ª CES é etapa da 16ª Conferência Nacional de Saúde, que está programada para o mês de agosto, em Brasília (DF).

Nos próximos dias, representantes dos segmentos dos usuários, trabalhadores, gestores e prestadores do SUS vão elaborar e discutir, por meio de grupos de trabalho, propostas para as políticas públicas em saúde. Além da Conferência Magna, o primeiro dia de evento contou com a posse do novo Colegiado do Conselho Estadual de Saúde de Pernambuco (CES/PE) para o biênio 2019-2021. 

Em sua explanação na cerimônia de abertura, o secretário estadual de Saúde, André longo, destacou a importância de reunir atores e militantes da saúde para discutir e fortalecer os instrumentos de garantias de direitos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). “O compromisso do Governo do Estado de Pernambuco está ligado diretamente ao respeito dos princípios e diretrizes do SUS. Assim como os princípios de universalidade, integralidade, equidade e o compromisso com a organização descentralizada e hierarquizada com a participação popular.  Que esta semana seja proveitosa e com proposição de ideias, realização de debates e propostas para evolução e construção de avanços para o SUS em Pernambuco, e que essas temáticas sejam levadas por nossos delegados e delegadas para a 16ª Conferência Nacional de Saúde. O governo estadual está vigilante para o respeito à democracia e as garantias constitucionais de direito à saúde e a defesa integral do SUS como maior instrumento de inclusão social universal”, destacou.

HOMENAGEM – A 9ª Conferência Estadual de Saúde homenageou, na noite de abertura, três importantes ativistas em defesa da saúde pública em Pernambuco. Foram agraciados a secretária executiva da Mulher de Pernambuco, Ana Claudia Callou, que tem um histórico de militância na área, tendo ocupado o cargo de secretária executiva de Coordenação Geral da Secretaria Estadual de Saúde, foi presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco (Cosems/PE), além de ter comandado a pasta da Saúde nos municípios de Carpina e Paudalho; o farmacêutico e um dos responsáveis pela formulação e implantação da Farmácia da Família, Hermias Veloso da Silveira; e a nutricionista e conselheira Estadual de Saúde pela Pastoral da Saúde Nordeste II, Inêz Maria da Silva.


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