Congresso Nordestino de Educação Médica

11/01


2019

Bolsonaro participa da troca de comando do Exército

O presidente Jair Bolsonaro participou, hoje, da cerimônia de troca no comando do Exército. No lugar do general Eduardo Villas Bôas, assumiu o comando o general Edson Leal Pujol.

Neste início de mandato, Bolsonaro já havia comparecido às trocas dos comandos da Aeronáutica e da Marinha.

A troca de comando das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) costuma ocorrer a cada quatro anos, no início dos mandatos presidenciais. O presidente da República é o comandante supremo das Forças Armadas.

Bolsonaro tem dito que vai manter uma relação próxima com as Forças Armadas durante seu mandato. O presidente é capitão reformado do Exército. Ontem, ele foi a um jantar com militares no Clube do Exército.

Na cerimônia desta sexta, também realizada no CLube do Exército, estavam presentes, além de Bolsonaro, autoridades como os ministros Sérgio Moro (Justiça) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.


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Comentários

marcos

Segundo reportagem da IstoÉ, Rosemary Noronha Rapariga de Lula, tinha 40 advogados. Será que Queiroz pagava os Doutores?


Governo de PE

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19/06


2019

Oficina para técnicos lota auditório em Petrolina

Idealizada para atender uma demanda de empresas da região, a oficina ‘Técnicas de Negociação e Cobrança’ lotou, ontem, o auditório da unidade regional da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, em Petrolina. A capacitação durou 8 horas e apresentou tipos de abordagens, princípios da cobrança e até formas de negociação por telefone.

A oficina teve como instrutor o administrador de empresas formado pela Fundação Vargas (FGV) Diógenes Monclair, que fez ainda uma análise sobre o cenário da inadimplência no Brasil. Com experiência em ministrar palestras em todo o estado, Monclair explicou para os alunos como devem iniciar uma cobrança ao cliente.

Para o diretor regional da Fiepe, Albânio Nascimento, a oficina se torna necessária porque ajuda a “construir pontes” para o entendimento de um serviço tão complexo, como é cobrança. “Foi extremamente positiva. Todos os participantes estavam interessados no assunto e as práticas bem-sucedidas estão de acordo com o que há de mais atual sobre relacionamento com o consumidor”, finalizou.


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Prefeitura de Caruaru

19/06


2019

Juíza de São José do Egito é orgulho para o TJPE

Por Cláudio Soares*

O município de São José do Egito precisa de mais um juiz direcionado, especificamente, a 2ª Vara Cível. A Dra. Tayná Lima Prado é competente, organizada, célere, imparcial, determinada e um exemplo de trabalho. A magistrada é ética e não importa o tema, uma heroína no exercício de sua função. Mas precisa de ajuda.

Nos últimos meses, a juíza acumulou as comarcas de Itapetim e Tuparetama. É possível encontrá-la no fórum trabalhando até tarde, presidindo sessões de júris. Não é fácil exercer a magistratura sozinha numa comarca complexa e abarrotada de processos. Celeridade é o que todos cobram do Judiciário – tanto a sociedade como nós próprios, advogados. 

Convém deixarmos bem claro que a responsabilidade pela morosidade não deve ficar na conta da juíza. O Tribunal de Justiça de Pernambuco, há meses, já deveria designar mais um juiz para a comarca em São José do Egito. 

Ao tomar posse no cargo, Tayná exerce a mais alta missão de sua vida de magistrada, com foco no interesse público e na transparência.

Como advogado, ouço ecoar perante a sociedade que a juíza trabalha feito um trator e que, se existisse mais um juiz feito ela a frente daquele fórum, sem sombra de dúvidas, a coisa ficaria bem melhor. 

Posso afirmar que os interesses da juíza são inteiramente públicos, com o timbre da austeridade e da transparência. O Tribunal Justiça em Pernambuco deve se orgulhar da magistrada que existe atuando na terra da poesia.

*Advogado e jornalista


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São João Petrolina

19/06


2019

Câmara aprova CPI em Tupanatinga

Por nove votos a dois, a Câmara de Tupanatinga, no Agreste, aprovou, ontem, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de desmandos administrativos na gestão do prefeito Silvio Roque, do Partido Progressista.


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19/06


2019

O Plano Maia-Alcolumbre para a economia

A rusga entre Paulo Guedes e Rodrigo Maia pode acelerar a agenda própria da Câmara, agora em conjunto com o Senado, para tentar impulsionar crescimento, o aumento de produtividade e a geração de renda e emprego. A ideia de Maia e Davi Alcolumbre é lançar um pacote de propostas que estão sendo elaboradas pelo economista Marcos Lisboa, em seguida à aprovação da reforma pela Câmara. Falo a respeito do plano na minha coluna desta quarta-feira no Estadão.

Assim, com a reforma tributária derivada do projeto de Bernard Appy e o estudo encomendado a Lisboa, o Congresso teria seu próprio plano econômico. A avaliação dominante é a de que Guedes revelou um pendor “antipolítica” com as críticas que fez ao relatório de Samuel Moreira para a Previdência, daí a necessidade de descolar as ações do Legislativo das do Executivo.


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19/06


2019

Defesa de Lula e o vazamento sobre FHC

Exploradas na  última reportagem do The Intercept sobre mensagens da Lava Jato, as doações da Odebrecht ao Instituto FHC foram usadas pela defesa do ex-presidente Lula para apontar que as transações feitas entre a empreiteira e o Instituto Lula eram similares às realizadas entre a empresa e a entidade do tucano.

contestou o tratamento dado pelos investigadores às doações da Odebrecht ao instituto do petista em maio de 2018. As transações da empreiteira com a entidade de FHC foram usadas como exemplo de que não era possível tratar contribuições a entidades, de partida, como ilegais.

Três anos antes, em 2015, os integrantes da força-tarefa da Lava Jato falaram sobre o assunto, como mostrou o Intercept. Uma ala dos procuradores sugeriu investigar as transações de FHC para evidenciar que sua atuação não tinha viés partidário.

A ideia foi abortada, segundo publicou o The Intercept, porque rapidamente os procuradores perceberam que uma investida sobre o IFHC sem suspeita de crime de corrupção poderia, na verdade, dar argumentos à defesa de Lula.(Daniela Lima – Painel FSP)


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ArcoVerde

19/06


2019

Moro, quem diria, hoje na berlinda do Senado

Coluna de Carlos Brickimann

Moro, quem diria, já esteve no Programa do Ratinho, o que ninguém iria imaginar. Hoje vai ao Senado, diante de uma plateia majoritariamente hostil, para defender a Lava Jato e o Projeto Anticrime. O projeto anticrime já ficou para o segundo semestre. No caso Lava Jato, terá o apoio dos evangélicos, mas de novo as bancadas governistas permitiram que a oposição ocupasse a maior parte das posições entre os debatedores. Apesar disso, Moro só tem de se manter sereno para sair-se bem. Se perder a calma, entrar em bate-bocas, jogará contra seu próprio time. O que neste Governo, aliás, não é novidade.

A linha de defesa

Moro deve adotar, no debate, algumas posições do tipo “meu time é que tem razão”. Tentará deixar de lado o conteúdo das mensagens, dando grande importância à maneira como foram obtidas, que classificará de inaceitável, ilegal.  Pode desmentir uma ou outra transcrição, certamente pedirá que seja publicada a íntegra da interceptação, talvez diga que, mesmo verdadeiras, as mensagens não indicam nenhuma violação da lei. Moro tem uma situação privilegiada: com ou sem transcrições, mantém alto nível de popularidade.


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19/06


2019

Odebrecht: dívida de R$ 307 milhões para executivos

Entre os delatores, o que tem mais a receber é Emílio Odebrecht, um dos acionistas do grupo

Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo

O Odebrecht S.A., que pediu recuperação judicial na segunda (17), reconheceu na Justiça uma dívida de pelo menos R$ 307 milhões com 50 ex-executivos que também participaram da delação da empresa.

Entre os delatores, o que tem mais a receber é Emílio Odebrecht, um dos acionistas do grupo. Ele aparece na lista como credor de R$ 80,9 milhões.

Depois dele vêm os ex-diretores Marcio Faria da Silva, com R$ 74,5 milhões, Hilberto Mascarenhas, com R$ 24,6 milhões, e Benedicto Barbosa, com R$ 14,4 milhões.

O ex-executivo que tem a maior bolada a receber é Newton de Souza, que não virou delator —R$ 285 milhões. O crédito está relacionado à venda de ações, em 2014. Naquele ano, ele migrou para o conselho de administração.

O “preço” da saída de Souza da direção da empresa foi estabelecido por um avaliador independente, o banco Credit Suisse, obedecendo a um acordo assinado entre os controladores da Odebrecht e os acionistas minoritários.

Além de indenizações e bônus de ex-executivos, o grupo assume que tem dívidas de R$ 3,9 milhões com o espólio de Norberto Odebrecht, fundador do grupo, e com outros integrantes da família. 

Mônica Bahia Odebrecht, filha de Emílio, tem um crédito de R$ 1,6 milhão. O irmão dela, Marcelo, aparece como credor de R$ 16 milhões.


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BM4 Marketing

19/06


2019

PT no pé do depoimento de Moro: primeiro eu

O PT pretende madrugar na fila da Comissão de Constituição e Justiça do Senado nesta quarta (19) para a oitiva de Sergio Moro (Justiça). Vai tentar repetir a estratégia adotada com Paulo Guedes (Economia), na Câmara, de monopolizar as intervenções no início da sessão.

A despeito da lista tríplice formada por procuradorespara a sucessão de Raquel Dodge na PGR, um nome ganhou atenção no mundo político. Integrante do Conselho Nacional do Ministério Público e ex-procurador-geral da Justiça Militar, Marcelo Weitzel tem sido citado em Brasília como o favorito da família de Bolsonaro.  (Folha Painel)


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19/06


2019

Partido do governo: forças de segurança bem na reforma

O PSL, sigla do presidente Jair Bolsonaro, vai brigar para ser o partido a apresentar emenda que preserve as categorias das forças de segurança, como policiais e bombeiros, das regras mais duras da reforma, como a que amplia o tempo de serviço para a aposentadoria.

A simpatia de integrantes das forças de segurança é cobiçada por outras legendas, como o PL, que também se prontificou a trabalhar pelos policiais. O setor deu apoio importante à candidatura de Bolsonaro em 2018.  (Folha)


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19/06


2019

Exagerou: Maia arrependido pela “”covardia sem precedentes”

Cobrado a baixar o tom por diversas alas de seu partido e também por integrantes do governo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu que passou do ponto ao classificar como uma “covardia sem precedentes” de Paulo Guedes (Economia) a demissão de Joaquim Levy.

A fala soou como ataque pessoal. A ordem agora é todo mundo deixar baixar a temperatura.  (Painel – FSP)


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19/06


2019

Partidos querem cargos prometidos

Governo promete pacote de nomeações; siglas indicam que, sem isso, podem atrasar reforma

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

Para cumprir o cronograma dos sonhos do governo, que prevê a votação da reforma da Previdência na comissão especial semana que vem e no plenário da Câmara até a primeira quinzena de julho, a Casa Civil vai ter de acelerar a entrega de cargos a partidos de centro e centro-direita. As negociações não deslancharam porque o governo quer fazer todas as nomeações em pacote, mas a demora abriu espaço para disputas. A Codevasf, por exemplo, é alvo de queda de braço entre Câmara e Senado.

Presidentes de partidos de centro e integrantes da cúpula do Congresso dizem que o clima de desconfiança é mútuo e que “se o Planalto não entregar o que afiançou, ninguém vai votar no crédito”. Ou seja: sem a formalização das indicações, o andamento da reforma pode travar.


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19/06


2019

Senado comemora queda de decreto das armas

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comemorou a decisão do Senado de derrubar o decreto de armas de fogo de Jair Bolsonaro. Apesar de não ter votado, Alcolumbre fez questão de se posicionar contra a flexibilização da posse

 “Violência não se combate com violência. Decretar facilidades para o uso de armas de fogo é terceirizar a responsabilidade pela segurança pública e, em última instância, sinalizar para um estado de barbárie”, disse.

 “O Senado diz que violência não se combate com violência. Existem alternativas pacíficas e civilizadas para a ordem social. Basta que o poder público faça a sua parte.”  (Estadão – BR 18)


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19/06


2019

Deltan terá de explicar troca de mensagens com Moro

Jornal do Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) aprovou nesta terça um requerimento de convite ao procurador federal Deltan Dallagnol para que preste esclarecimentos sobre trocas de mensagens com o então juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, nas investigações da Operação Lava Jato. A data da sessão ainda não foi marcada.

Na avaliação do senador Ângelo Coronel (PSD - BA), autor do requerimento, o teor da troca de mensagens indica desvirtuamento das funções do procurador e também que o então juiz Sergio Moro extrapolou funções e desrespeitou deveres da magistratura. À época das mensagens, Moro era o juiz responsável por julgar réus alvo da operação, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso.

Na quarta, às 9h, a CCJ ouve Sergio Moro, que se colocou espontaneamente à disposição para se explicar. Segundo a presidente do colegiado, senadora Simone Tebet (MDB-MS), a segurança na CCJ será reforçada. A senadora adiantou ainda que ministro terá 30 minutos para uma exposição inicial com direito a réplica e tréplica dos parlamentares.

As supostas conversas pelo aplicativo Telegram, entre Moro e Dallagnol, foram divulgadas no dia 9 pelo site de notícias The Intercept Brasil.


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19/06


2019

Derrota: Senado, força contra armas de Bolsonaro

Folha de S.Paulo - Daniel Carvalho

Por 47 votos a 28, o plenário do Senado decidiu nesta terça-feira (18) derrubar os decretos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que flexibilizam o porte e a posse de armas no Brasil.

A decisão ainda tem que passar pela Câmara, e os decretos valem até que a Casa vote. O tema deverá tramitar em regime de urgência, indo direto para o plenário. Não há, porém, prazo para a votação.

Depois da votação no Senado sobre o tema, Bolsonaro escreveu em rede social dizendo esperar que a "Câmara não siga o Senado, mantendo a validade do nosso decreto, respeitando o Referendo de 2005 e o legítimo direito à defesa". 

"O governo tem uma defesa do decreto que eu acho que é frágil, mas eu respeito", afirmou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). 

Se o texto também for derrotado pelos deputados, o governo cogita recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) por entender que o PDL (projeto de decreto legislativo), votado nesta terça para sustar os decretos, é inconstitucional por interferir no mérito da norma editada pelo Executivo.

Questionado sobre o que faria se fosse derrotado, Bolsonaro respondeu nesta terça: "Eu não posso fazer nada. Eu não sou ditador, sou democrata, pô".

A validade do decreto é questionada em três ações que serão analisadas no Supremo no próximo dia 26.


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19/06


2019

Sergio Moro ficou contra investigar FHC, diz site

Em novo trecho de conversas divulgadas pelo "The Intercept Brasil", Moro diz que processo "melindraria alguém cujo apoio é importante".

Do portal Terra

Novas mensagens atribuídas ao ex-juiz Sergio Moro, divulgadas pelo site The Intercept Brasil nesta terça-feira (18), revelam que o atual ministro da Justiça foi contrário a investigações contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O site tornou público uma conversa entre Moro e o procurador Deltan Dallagnol sobre citações a FHC na delação da Odebrecht. O ex-juiz perguntou se havia alguma coisa séria contra o tucano. "O que vi na TV pareceu muito fraco. Caixa dois de 96?", questiona.

O diálogo ocorreu depois que o Jornal Nacional veiculou uma reportagem sobre as suspeitas contra FHC, em abril de 2017. Na época, a menção ao ex-presidente foi enviada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para análise da Justiça Federal de São Paulo. Posteriormente, o caso foi arquivado por ser considerado prescrito. Os pagamentos teriam ocorrido no âmbito da campanha de FHC em 1993 e 1997. Nas duas ocasiões, ele foi eleito presidente.

Após o questionamento de Moro, Dallagnol responde que em princípio o conteúdo era fraco. O ex-juiz pergunta novamente se o caso não estava prescrito. "Foi enviado para SP sem se analisar prescrição. Suponho que de propósito. Talvez para passar recado de imparcialidade", diz o procurador.

"Ah, não sei. Acho questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante", comenta então Moro.

LAVA JATO PARCIAL

Na época, a Operação Lava Jato estava sendo acusada de ser parcial. Críticos diziam que eram investigados apenas políticos do PT e poupados os do PSDB. Segundo The Intercept Brasil, esse novo diálogo sugere "mais uma vez a parcialidade na Lava Jato". Moro e os procuradores negam irregularidades nas conversas divulgados.

Em nota, a assessoria de Moro afirmou que "não comenta supostas mensagens de autoridades públicas colhidas por meio de invasão criminosa, que podem ter sido adulteradas e editadas e que sequer foram encaminhadas previamente para análise".

O texto destaca que o caso envolvendo FHC não passou pelo atual ministro. "Nenhuma interferência do então juiz seria sequer possível e nenhuma foi de fato feita", acrescenta.

A série de reportagens divulgadas pelo The Intercept Brasil, com base em conversas entre Moro e membros do Ministério Público Federal (MPF) no aplicativo Telegram entre 2015 e 2018, levantaram questionamentos éticos sobre a conduta de Moro ao longo da operação e possíveis ilegalidades em seu relacionamento com a força-tarefa.

O site defende a publicação do material, que recebeu de uma fonte anônima. "Informar à sociedade questões de interesse público e expor transgressões foram os princípios que nos guiaram durante essa investigação, e continuarão sendo conforme continuarmos a noticiar a enorme quantidade de dados a que tivemos acesso", escreveram os editores do The Intercept Brasil.


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