Governo de PE

06/12


2018

Deputado anuncia recursos para feiras de Petrolina

O deputado federal Fernando Filho (DEM) anunciou uma grande notícia para Petrolina e região na noite de ontem. Através de convênio firmado com o Ministério da Integração Nacional, ele está conseguindo mais recursos para diversas ações de infraestrutura, entre elas a completa reestruturação das feiras livres da Areia Branca (zona leste) e Cohab Massangano (zona oeste).

Fernando Filho afirmou que os recursos – na ordem de R$10,2 milhões – vão fortalecer os arranjos produtivos locais, tanto da agricultura como da pecuária.

“O ano não acabou e continuo batendo às portas dos ministérios e buscando os recursos. Este foi um ano que fiquei absolutamente feliz, pois conseguimos muitos investimentos. Estou animado, motivado que no ano que vem vamos continuar nesse mesmo ritmo,” afirmou.

O deputado disse ainda que espera, muito em breve, poder anunciar mais uma grande obra. Pelo que adiantou o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, em recente evento no bairro Loteamento Recife, a duplicação do trecho entre o Trevo e o Residencial Vivendas deverá sair do pape.


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Governo de PE

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12/11


2006

Tarso deverá deixar a articulação política

Da Folha de S.Paulo: 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva analisa a troca no comando de sua articulação política no segundo mandato. A avaliação é que o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) ''cumpriu seu papel'' durante a campanha da reeleição, adotando um tom de ''enfrentamento'' com a oposição, e, agora, o perfil ideal seria de alguém mais conciliador.

Nas análises sobre o futuro da articulação política, Lula tem ouvido o conselho de auxiliares para nomear alguém com pontes na oposição, o que facilitaria as negociações com o Congresso para temas importantes como a renovação da CPMF (o imposto do cheque).

A receita da CPMF, mais de R$ 32 bilhões por ano, é imprescindível para fechar as contas do Orçamento.

Os nomes citados são os do governador Jorge Vianna (AC) e do ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Nelson Jobim, além do de Aldo Rebelo (PC do B). Os dois primeiros têm boas relações com os tucanos. O último, na condição de presidente da Câmara dos Deputados, criou alianças com políticos da oposição.

Aliados de Lula, porém, ainda não cravam a saída de Tarso Genro do Palácio do Planalto, onde fica seu gabinete. O presidente espera seu retorno de um período de descanso para intensificar contatos com partidos políticos. O próprio Tarso, no entanto, já teria manifestado desejo de servir ao presidente em outro ministério.

Caso Lula opte realmente por essa mudança, Tarso Genro não deixaria o governo. Seria remanejado para outra pasta. Sua predileção é pelo Ministério da Justiça, que deve ficar vago com a saída de Marcio Thomaz Bastos. Para essa pasta, estão cotados ainda Jobim e o ministro do STF Sepúlveda Pertence. Jobim teria dado sinais de que não deseja o posto.

Economia

O presidente também analisa a composição de sua equipe econômica. Hoje, sua tendência é manter Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. O último já estaria praticamente confirmado, já o primeiro sofre a resistência de um grupo dentro do governo.

Integrantes da cúpula do governo e do PT classificam Mantega de um ministro sem muita credibilidade no mercado, que não daria o ''peso'' necessário ao Ministério da Fazenda num segundo mandato que precisa ser marcado pelo crescimento.

Na outra ponta da equipe econômica, Lula deve manter no posto o ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), mas terá de atender às reivindicações do empresário para seguir com o presidente no próximo ano.

Furlan quer indicar nomes de sua confiança para comandar quatro órgãos: BNDES, Sebrae, Apex (Agência de Promoção de Exportações) e ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial).

Durante todo o primeiro mandato Furlan não conseguiu emplacar um presidente do BNDES. O atual, Demian Fiocca, é ligado a Mantega.

Apesar de o empresário Jorge Gerdau ter dito que não deseja integrar o governo, Lula ainda analisa um convite. O presidente não gostou do vazamento. Em conversas reservadas, disse que o objetivo do lançamento do nome de Gerdau para o ministério teria sido o de tentar queimar o empresário.

Boas apostas

À parte as indefinições, Lula já tem um grupo de ministros praticamente assegurados no segundo mandato. Alguns já foram avisados que ficam, mas o presidente pediu reserva para evitar ciumeiras na fase de montagem do ministério.

Fazem parte desse grupo: Dilma Rousseff (Casa Civil), Celso Amorim (Relações Exteriores), Walfrido Mares Guia (Turismo), Fernando Haddad (Educação) e Luiz Dulci (Secretaria Geral).

Outros nomes são tidos como certos na próxima equipe de Lula, mas ainda sem definição de pastas: a ex-prefeita Marta Suplicy e a senadora Roseana Sarney.

Além de Thomaz Bastos, Gilberto Gil (Cultura) também disse a Lula que não deseja permanecer no segundo mandato.

Na composição ministerial, Lula ainda aguarda um processo de unificação dentro do PMDB para formalizar convites a políticos do partido. No governo, há quem defenda entregar aos peemedebistas as presidências da Câmara e do Senado como forma de diminuir o apetite do partido por ministérios.


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Congresso Nordestino de Educação Médica

12/11


2006

Aleluia: "Lula foi um estelionato eleitoral"

Para o líder da Oposição na Câmara, José Carlos Aleluia (PFL-BA), o anunciado "apagão geral" (manchete deste domingo no jornal O Estado de São Paulo) provocado pela inexistência de investimentos em infra-estrutura - energia elétrica, rodovias, portos - é a confirmação de mais um estelionato eleitoral.

"A campanha de Lula à reeleição foi uma enxurrada de mentiras. Qualquer cidadão razoavelmente informado sabia que tudo aquilo era falso. Lula chegou a mostrar uma placa num terreno baldio em Suape (PE) como se fosse uma refinaria. E agora? O que dirão aqueles que elegeram a corrupção e a mentira?", questiona Aleluia.


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Comentários

josé arnaldo amaral

... O PFL ESTÁ ASSUMINDO A OPOSIÇÃO MAIS COMBATIVA AO LULLI$MO... CONFIRMADO NESSE POSTO GANHA OS LIBERAIS DE VÁRIAS TENDÊNCIAS... DEVE SE ORGANIZAR PELOS CONSELHOS DE RUAS NAS CIDADES, E DE SÍTIOS NOS CAMPOS....É A DIFERENÇA ! ! ! SALVE, ALELUIA ! ! !

Raimundo Eleno dos Santos

O espoleta de ACM está com a corda toda. O bruxo bahiano não sabe o que fazer sem poder, coloca esse trouxa para fazer-lhe a vez. Enquanto ACM está mufino, com o rabo entre as penas, põe essa espoleta para atirar a torto e a direito.Os últimos dias de "Pompéia".

milton tenorio pinto junior

Aleluia ainda não acordou do pesadelo.O PFL é fogo morto,acabou Aleluia!!!!!!!!!



12/11


2006

Vôos voltam a atrasar em São Paulo

 Passageiros voltam a enfrentar atrasos de vôos nos aeroportos de Congonhas e Cumbica, em São Paulo, de acordo com a rádio Jovem Pan.

Um dos passageiros informou que seu vôo para Salvador está atrasado há cerca de seis horas. Ainda segundo ele, a confusão já é grande em Congonhas em virtude da falta de informação passada pelas companhias aéreas.

De acordo com uma funcionária do aeroporto de Cumbica, esse atraso é normal para os domingos. A média está em uma hora e meia de atraso. (Redação Terra)


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12/11


2006

PT manterá pastas sociais em seu controle

 Da Folha de S.Paulo

No momento em que sinaliza a perda de espaço do PT em seu novo governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou aos petistas que um grupo de ao menos cinco cargos ''periféricos'' de primeiro escalão serão mantidos de qualquer forma sob o comando do partido. São ministérios e secretarias ligadas a movimentos sociais.

Anteontem, reunido na Câmara, o PT prometeu disputar espaço político na Esplanada e que, no mínimo, quer manter a atual participação no primeiro escalão do segundo mandato de Lula. Hoje, dos 34 ministros, 16 são filiados ao PT.

Nas contas do Palácio do Planalto, pelo menos cinco deles estão num grupo informalmente conhecido como ''porteira fechada'', ou seja, que estão fora das articulações com outras siglas aliadas, como PMDB, PP e PSB. Serão de novo preenchidos por integrantes do PT.

No grupo estão dois ministérios (Desenvolvimento Agrário e Meio Ambiente) e três secretarias especiais (Direitos Humanos, Políticas para as Mulheres e Igualdade Racial).

Em conversas reservadas, o presidente avalia que ceder tais pastas para outros partidos seria como desvincular do PT a bandeira de determinados temas apontados como históricos de defesa do partido. Lula, inclusive, criou tais secretarias e não cedeu às pressões para extingui-las em troca do enxugamento na máquina.

Além disso, possui nesses ministérios e nessas secretarias especiais a possibilidade de acomodar algumas tendências da esquerda do partido, como é hoje o caso da DS (Democracia Socialista) no Ministério do Desenvolvimento Agrário, antes com Miguel Rossetto e agora com Guilherme Cassel.

No momento de formar o primeiro escalão do novo mandato, pesa ainda a favor da manutenção dos petistas a dívida de Lula com os movimentos sociais, que saíram às ruas para apoiá-lo em meio à crise do mensalão, quando a oposição cogitava um processo de impeachment contra ele.

Na hipótese de entregar a pasta da reforma agrária, por exemplo, abriria o risco de descolar do Planalto a boa relação que tem com os sem-terra.

Nas conversas sobre o novo mandato, o Ministério das Cidades, hoje com o PP, aparece na lista de pedidos dos petistas.

Nos termos ouvidos pela Folha em conversas com integrantes do governo, além das ''porteiras fechadas'', há também aqueles ditos como da ''cota pessoal'' do presidente, onde o PT teria também prioridade. Entram nesse grupo Casa Civil, Fazenda, Planejamento, Previdência, Educação, Relações Institucionais, Desenvolvimento Social, Secretaria Geral e Trabalho, todos hoje nas mãos de petistas.


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ArcoVerde

12/11


2006

Empresas aéreas não querem indenizar passageiros

 O novo presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), Marco Antonio Bologna, que também preside a TAM, afirmou que as companhias não vão indenizar passageiros atingidos pelos atrasos e cancelamentos causados pela “greve branca” dos controladores de vôo.

“Entendemos a frustração dos passageiros, mas não cabe indenização, pois os atrasos e cancelamentos foram causados por força maior e não por uma falha das empresas na prestação do serviço”, disse Bologna.

Porém, a afirmação de Bologna entra na contramão do anúncio feito conjuntamente pelo Ministério Público (MP) e o Procon de São Paulo, que fecharam um acordo com as companhias aéreas para ressarcir passageiros e diminuir os transtornos provocados por atrasos como os verificados na semana passada.

O principal ponto do acordo se refere à cobertura das despesas "assistenciais" dos passageiros prejudicados, que incluem hospedagem, transporte, alimentação e ligações telefônicas, e devem ser comprovadas em nota. Estão de fora os danos morais (caso de passageiros que perderam um compromisso particular ou que se sentiram ofendidos de alguma forma) e materiais (caso de passageiros que deixaram de fechar um negócio ou participar de uma reunião).

De acordo com a diretora-executiva do Procon em São Paulo, Marli Aparecida Sampaio, as empresas aéreas concordaram em, no futuro, dar apoio aos passageiros a partir da primeira meia hora de atraso. Atualmente, as companhias prestam auxílio somente a partir da quarta hora.

Participaram do encontro representantes das companhias aéreas Gol, BRA, TAM, Ocean Air, Varig, Continental Air Lines, TAP, Ordem dos Advogados do Brasil e Associação de Moradores de Moema.

Mas para o presidente do Snea, é clara a responsabilidade do governo por ser o provedor da infra-estrutura operacional para que o serviço possa ser prestado pelas empresas. Caso haja alguma ação contra as companhias por indenizações, as empresas vão recorrer, jogando a responsabilidade para a União.

Além do prejuízo já contabilizado pelo Snea, de R$ 4 milhões por dia, em média, com os atrasos e cancelamentos, Bologna afirma que novembro será marcado por uma queda no aproveitamento dos vôos. “Muita gente que havia planejado viajar e ainda não tinha comprado passagem simplesmente adiou o passeio.” O setor aéreo estava registrando um aproveitamento de mais de 70% ao longo do ano, número superior à média histórica do setor, de 60% a 65%.

Bologna afirmou que o período de férias de fim de ano poderá congestionar os aeroportos, não por conta dos controladores, mas pela falta de espaço adequado nos principais aeroportos para acomodar o esperado aumento do fluxo de turistas. “A não-redistribuição dos balcões da Varig, por medida judicial, é um desserviço aos passageiros”, afirma Bologna.

Ele conta que, apesar de ter 45% do tráfego em Congonhas, a TAM tem 29 balcões, contra 27 da Gol. “Enquanto isso, nos da Varig, dá até para jogar bola.” Pelas suas contas, 30% do espaço físico de Congonhas - do atendimento a hangares de carga - estão inutilizados por medidas judiciais que impedem a Infraero de redistribuir as áreas que antes eram usadas pela Transbrasil ou pela Varig.  (Da AGência Estado)


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Asfaltos

12/11


2006

Alckmin quer prefeitura, mas esbarra em Serra

 De Expedito Filho, do Estado de S.Paulo 

O candidato derrotado do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, quer mesmo disputar a Prefeitura de São Paulo em 2008. Desde que foi batido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição, no fim de outubro, Alckmin trabalha em silêncio na tentativa de manter o vínculo com os políticos que o apoiaram na campanha deste ano e preservar sua influência na máquina do partido. ''Eu vou trabalhar para organizar o PSDB'', diz.

Seu problema é que, no meio do caminho, existem o governador eleito de São Paulo, o também tucano José Serra, e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (PFL). Serra pode dar apoio a um eventual projeto de reeleição de Kassab, que herdou sua cadeira quando ele renunciou para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes e em quem confia com uma intensidade rara.

Além disso, Serra parece não ter apagado da memória a determinação com que Alckmin se lançou contra ele na disputa dentro do partido pela candidatura ao Palácio do Planalto, no primeiro semestre deste ano.

Com o controle das máquinas da prefeitura e do governo nas mãos de Serra, Alckmin passou a ser refém do futuro governador. Até seus aliados admitem que, sem caneta para nomear e demitir, tornou-se difícil para o candidato derrotado à Presidência manter-se como cardeal do PSDB.

O próprio Kassab tratou de mandar um recado claro de que sua aliança com Serra supera até mesmo o fato de ambos pertencerem a partidos diferentes. ''Mais que o PFL, meu projeto é o Serra'', avisou.

O problema no horizonte do prefeito é que a sua popularidade no momento não recomenda a aventura eleitoral. As pesquisas a que tucanos e pefelistas vêm tendo acesso não apresentam Kassab como um político conhecido nem aparentemente capaz de empolgar o eleitorado paulistano - sobretudo numa disputa que pode ter no outro pólo a ex-prefeita Marta Suplicy (PT).

De qualquer forma, sua presença no xadrez da escolha dos candidatos força Alckmin a sentar à mesa de negociação. ''É importante que Kassab esteja no páreo. Ele é nosso e faz o que a gente quer. Se Serra disser que ele tem de disputar, ele disputa. Se Serra falar para não disputar, ele também vai entender'', diz um tucano que prefere não se identificar.


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Raimundo Eleno dos Santos

É urgente. Alckmin, volta para Pindamonhangaba, que é o teu reduto. Vai cortar um pouco da tua cabeleira com o barbeiro da tua infância!



12/11


2006

Chaves decreta "Dia de Festa" para visita de Lula

 O presidente venezuelano Hugo Chávez afirmou neste sábado que a Venezuela vai fazer deste domingo um dia de festa pela visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a inauguração da segunda ponte sobre o rio Orinoco, no sul do país.

"Amanhã chega o presidente do Brasil para nos visitar e, desde já, declaramos dia de festa na Venezuela por esta ilustre visita do reeleito Luiz Inácio Lula da Silva", afirmou Chávez em comício em Maracaibo (oeste de Caracas).

Lula chega na noite deste domingo a Puerto Ordaz, sudeste, e volta a seu país na segunda-feira à noite.

Depois da inauguração da ponte, os dois presidentes visitarão a Faixa Petrolífera do Orinoco --onde as estatais Petróleos de Venezuela (PDVSA) e Petrobras têm uma empresa mista.

Chávez se recusou a inaugurar a ponte sem a presença de Lula, que se encontrava em plena campanha eleitoral.

A obra, construída com financiamento brasileiro pela brasileira Odebrecht, tem cerca de 3,1 mil metros, quatro canais veiculares e uma via férrea, custou, aproximadamente, US$ 1 bilhão.

Até 2010, a Oderbrecht construirá uma terceira ponte sobre o rio Orinoco --entre os estados de Guárico e Bolívar-- por US$ 991 milhões. (France Press)


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Comentários

Poderia aproveitar a oportunidade e pedir que o Chaves fale para o Morales devolver a Petrobrás. Não sei por que o Lulla não se impõe.

Raimundo Eleno dos Santos

Tenho dito que Lula é o Condor das Américas. Aplaudido na ONU, em Davos, em Bruxelas, em Nova Iorque. Agora, também, na Venezuela, com direito a dia de Festa, por decreto presidencial. Eita, FHC está babando de inveja.Por essa a direita encardida não esperava...


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12/11


2006

Lula tem 21 ministérios para negociar sua base política

 Do Jornal O Globo neste domingo:

As negociações com os partidos aliados para a reforma ministerial envolvem 21 ministérios e secretarias nacionais com status de ministro. Segundo Ilimar Franco, em reportagem publicada na edição deste domingo do jornal O Globo, apenas a área econômica e as chamadas pastas de cozinha do Palácio do Planalto estão fora das conversas com os aliados.

Segundo ele,  a avaliação é que não devem ocorrer mudanças também nos Ministérios de Relações Exteriores, do Desenvolvimento Social, Desenvolvimento e Comércio Exterior, do Turismo e da Educação, cujos titulares têm grandes possibilidades de serem mantidos nos cargos. Confira abaixo a possível dança das cadeiras:

PASTAS EM JOGO

1 - Saúde
2 - Transportes
3 - integração Social
4 - Cidades
5 - Previdência Social
6 - Minas e Energia
7 - Agricultura
8 - Desenvolvimento Agrário
9 - Meio Ambiente
10 - Ciência e Tecnologia
11 - Justiça
12 - Defesa
13 - Comunicações
14 - Esporte
15 - Trabalho
16 - Cultura
17 - Pesca
18 - Direitos Humanos
19 - Igualdade Racial
20 - Mulheres
21 - Controladoria Geral da União

QUEM DEVE FICAR:

- Dilma Roussef (PT) - Casa Civil
- Luiz Dulci (PT) - Secretaria Geral da Presidência
- Tarso Genro (PT) - Relações Institucionais ou Justiça
- Guido Mantega (PT) - Fazenda
- Paulo Bernardo (PT) - Planejamento
- Henrique Meirelles - Presidente do Banco Central, que tem status de ministro
- Celso Amorim - Relações Exteriores
- Patrus Ananias (PT) - Desenvolvimento Social

COTADOS PARA FICAR:

- Luiz Fernando Furlan - Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
- Walfrido dos Mares Guia (PTB) - Turismo
- Fernando Haddad (PT) - Educação


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12/11


2006

Em busca de nomes para o núcleo de governo

 De Vera Rosa, do Estado de S.Paulo: 

Sem emitir sinais para acalmar a guerra aberta entre aliados por ministérios com orçamentos volumosos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveita a temporada fisiológica para concentrar sua energia numa equação que tem passado despercebida da fúria partidária: a remontagem da coordenação de governo, antigo núcleo duro do Planalto. É com esse seleto grupo de conselheiros que ele avalia o cenário político e econômico, divide as decisões do dia-a-dia e traça estratégias.

Lula está preocupado com a possível saída de um dos principais integrantes do núcleo, o criminalista Márcio Thomaz Bastos, ministro da Justiça que atuou como bombeiro nas inúmeras crises políticas e já anunciou sua disposição de não permanecer na equipe, no segundo mandato. O time é composto, ainda, pelos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Guido Mantega (Fazenda), Tarso Genro (Relações Institucionais) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral).

O presidente ainda tenta segurar Bastos, mas já começou a analisar outros nomes para o cargo. Na quarta-feira, deu sinais de que o escolhido poderá ser Sepúlveda Pertence, ministro do Supremo Tribunal Federal prestes a se aposentar. Num jantar com advogados, entre os quais o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza - que denunciou a existência de uma ''quadrilha'' no coração do governo -, Lula sentou-se ao lado de Pertence e conversou animadamente com ele.

Fiel ao estilo de fazer suspense sobre quem escalará para a Esplanada, o presidente brincou com um dos presentes. ''Você vai ver como vão dizer que todos aqui neste jantar serão ministros'', disse Lula. Nem sempre é assim: na maioria das vezes, ele se irrita quando os nomes que pretende chamar aparecem nos jornais.

ATRITOS

Lula já foi informado de que o retorno de Nelson Jobim ao Ministério da Justiça enfrenta resistências e por isso avalia outras opções. Ex-titular da pasta no governo de Fernando Henrique Cardoso, Jobim coleciona desafetos na Polícia Federal. Tem, porém, a simpatia de Lula, que chegou a sondá-lo para vice. O acordo só não foi fechado, na época, porque o PMDB não quis casar de papel passado com o PT na eleição.

Filiado ao PMDB, Jobim poderá ocupar outra cadeira. Se depender dele, será a pasta das Relações Institucionais - função hoje nas mãos de Tarso. O destino dessa pasta ainda é incerto: tanto pode ficar com Tarso como ir para Jobim ou para o governador do Acre, Jorge Viana (PT), um discípulo do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

''Eu fiquei estarrecido quando vi uma crítica ao que foi feito na economia, neste primeiro mandato, porque acho que a política econômica é um dos grandes patrimônios do governo'', diz Viana, em referência à estocada de Tarso, no dia da eleição, sobre o ''fim da era Palocci''.

De qualquer forma, aqui ou ali, Tarso continuará na equipe. Acostumado a não esquentar cadeira - foi ministro da Educação, presidente do PT, fez um vaivém no comando do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social -, ele agora gostaria de ir para Justiça.

Com a provável saída de seu conselheiro nº 1, Lula enfrentará o desafio de encontrar na coordenação de governo um equilíbrio entre desenvolvimentistas e monetaristas.

À exceção do ministro da Justiça e de Paulo Bernardo, do Planejamento, todos no núcleo petista seguem a linha que prega a queda mais acelerada dos juros para permitir crescimento de no mínimo 5% ao ano, mesmo que seja necessário um pouco mais de inflação. O único do time que paga para não entrar numa briga - tanto que até hoje foge das sondagens para comandar o PT - é Luiz Dulci.

''O presidente já disse que não vai admitir mais inflação nem disputas na coordenação de governo'', afirma Dulci. ''Quem vai decidir a estratégia econômica é ele e o desafio é crescer mais com responsabilidade fiscal.''

Planejado pelo então chefe da Casa Civil José Dirceu, o antigo núcleo duro já foi palco de inúmeras divergências e sofreu várias mudanças desde janeiro de 2003, no início do primeiro mandato de Lula.

O deputado eleito Ciro Gomes (PSB) reforçou o grupo quando foi ministro da Integração Nacional. Também adepto da linha desenvolvimentista, Ciro está cotado para retornar agora ao núcleo porque Lula pretende chamá-lo de volta ao ministério. Desta vez, a preferência de Ciro é a Saúde - ministério que o PMDB pretende manter sob seu comando por causa do polpudo orçamento: R$ 46,4 bilhões para 2007.

Lula também procura arejar a coordenação de governo com novas idéias. Quer mais agilidade administrativa e menos ideologia. Não é à toa que cada vez mais ele ouve o deputado Delfim Netto (PMDB-SP), um dos responsáveis pelo milagre econômico quando foi ministro da Fazenda, em plena ditadura militar. A aproximação provoca arrepio nos petistas de carteirinha.


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12/11


2006

Transposição leva Dirceu a atacar a Folha de S.Paulo

 Na sua cruzada pela defesa do governo, o ex-ministro José Dirceu atacou ontem a reportagem da Folha de S.Paulo, sobre as obras da Transposição do Rio São Francisco, que segundo o Tribunal de Contas da União vão sair pelo dobro do custo estimado, para atender menos gente do que se espera. Leiam o que ele postou em seu Blog:

''De novo a transposição do rio São Francisco''

''Agora é o Tribunal de Contas da União que, em relatório – será que já é público ou só a
Folha teve acesso a ele? –, diz que o projeto de transposição do rio São Francisco custará mais do que o previsto (R$ 4,5 bilhões), não atingirá a população prevista (12 milhões de nordestinos), não conseguirá distribuir água para a população mesmo quando a integração das bacias fluviais estiver concluída e que somente 22% das 391 prefeituras das cidades beneficiadas têm condições de captar, tratar e distribuir a água que a transposição e a integração das bacias trará para o chamado nordeste setentrional.

Com a palavra o governo e o Ministério da Integração Nacional. A quem estiver interessado no tema, recomendo o
portal sobre a transposição que está na internet.''


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Comentários

A "gang" do PT não que saber se a transposição do Rio São Francisco vai beneficiar ou não o Nordeste. O que eles saber mesmo é sobre as licitações. Memos de 30% de comissão não tem conversa.



12/11


2006

Tucanos em crise de identidade brigam por 2010

 Kennedy Alencar
Colunista da Folha Online

A disputa entre José Serra e Geraldo Alckmin pela candidatura presidencial do PSDB em 2006 será vista como fichinha perto da contenda que se anuncia para daqui a quatro anos. O duelo entre Serra e o governador eleito de Minas, Aécio Neves, pela candidatura tucana ao Palácio do Planalto em 2010 promete ser mais duro.

Serra e Aécio deverão ter posição moderada em relação à Lula nos próximos dois anos, pois dependem de boa convivência administrativa com a União a fim de resolver problemas graves em seus Estados. Serra terá a imensa tarefa de melhorar a segurança pública num Estado atemorizado pelo PCC. E Aécio enfrentará o desafio de virar um nome nacional.

Em determinado momento, lá por meados de 2008, Serra deverá incorporar um forte discurso anti-Lula. E Aécio tenderá a apostar numa via de conciliação, um "oposicionista light" que o petista não combateria com unhas e dentes se não tiver um nome competitivo do PT ou do campo aliado para concorrer à sua sucessão.

É no contexto dessa disputa que Serra cogita criar uma legenda de centro-esquerda. Difícil? Certamente. Possível "refundar o PSDB"? Talvez. Aproveitar uma estrutura partidária que já existe, inchá-la e dar-lhe outro nome? Pode ser por aí.

Apesar de ter dado passos históricos para a modernização capitalista do país, os dois governos presidenciais do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-1998 e 1999-2002) são vistos como pragas indefensáveis em eleições pelos candidatos tucanos.

Em 2002, Serra foi derrotado por Lula recusando-se a defender o governo que integrava. Alckmin fugiu de FHC como o diabo da cruz, e acabou encurralado pela armadilha das privatizações.

O "selo" PSDB estaria fadado ao fracasso? Se não ousar defender a obra de FHC, tucanos candidatos a presidente terão chance de vitória em disputas futuras? Parece que não. E argumentos existem.

Num certo sentido, o atual PSDB precisa ser implodido, nem que seja para renascer como uma legenda sem medo do passado.

Estilo ACM

Serra negou que esteja pensando em criar um novo partido. Chegou a dizer que foi informado dessas articulações pela Folha Online. O futuro governador de São Paulo tem um método autoritário de se relacionar com a imprensa. Só gosta de ver publicadas versões autorizadas. Terá um tortuoso caminho até a Presidência a continuar com o estilo Antonio Carlos Magalhães de relacionamento com a mídia.

O entrave ambiental

Lula está contrariado com regras ambientais que dificultariam um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 5% ao ano. Deseja que a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) seja mais flexível.

Deve ter cuidado com suas cobranças por alguma frouxidão na seara ambiental. Após muitos anos de sucateamento, o Ibama teve sua estrutura reforçada no governo Lula. Marina está aplicando a lei. E, ironia do destino, o baixo crescimento do PIB parece estar salvando parte de nossa flora e fauna.


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12/11


2006

Mais uma tentativa de calar a Imprensa

 A Comissão de Educação do Senado está discutindo um projeto de lei, em tramitação na Casa, que altera a Lei de Imprensa para coibir a divulgação, pelos meios de comunicação, de informações "potencialmente" ofensivas à honra.

A ABI (Associação Brasileira de Imprensa), a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), a ANJ (Associação Nacional dos Jornais) e senadores afirmaram que a proposta fere a liberdade de informação.

O projeto determina que, sempre que os meios de comunicação veicularem notícias que consistam na imputação de um crime, ilícito administrativo ou civil, ou que tenham repercussão negativa sobre a honra, a imagem ou a reputação de alguém, deverão fazer previamente investigação "criteriosa" de sua veracidade e da autenticidade dos documentos que lhes servem de base.

Os meios de comunicação também devem, de acordo com o projeto, ouvir previamente as pessoas citadas nas reportagens com denúncias e dar-lhes oportunidade de manifestação, salvo impossibilidade previamente comprovada.

Se esses procedimentos não forem seguidos e comprovados em processo, as penas para os eventuais crimes de calúnia (máximo de dois anos de detenção e multa) e difamação (máximo de um ano de prisão e multa) ficam aumentadas em um terço.

O projeto é de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ - foto), para quem a liberdade de expressão não pode atentar contra o direito à preservação da dignidade.

"Muitos meios de comunicação têm confundido a ampla liberdade de informação com uma verdadeira permissividade", afirmou Crivella na justificativa anexa ao documento.

A proposta, que recebeu parecer favorável da senadora Fátima Cleide (PT-RO), seria votada na comissão na última terça-feira. Como o líder do PSB, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), apresentou um relatório alternativo para derrubar a matéria, o projeto foi retirado temporariamente da pauta para ser debatido.

A Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV) também encaminhou um requerimento para a realização de audiências públicas para discutir o assunto.

"Atuação leviana"
Em seu parecer, Fátima Cleide afirmou que o objetivo é "coibir a atuação leviana dos meios de comunicação que divulgam denúncias sem ao menos verificar a solidez e a autenticidade dos elementos que lhes servem de base".

Valadares afirmou que a Constituição já garante a reparação dos danos materiais e morais decorrentes da violação da honra e da imagem das pessoas, mediante a determinação de pagamento de indenização por eventuais abusos.

"Se a publicação de informações falsas é condenável, não se pode, por outro lado, exigir que os órgãos de imprensa assumam as funções investigativas próprias das autoridades competentes, estas sim incumbidas de descobrir a verdade a respeito de denúncias e acusações que venham a motivar notícias e reportagens", afirmou Valadares em seu relatório.

Críticas
A proposta foi criticada pelo presidente da ABI, Maurício Azêdo. "Esse projeto é inconstitucional porque estabelece limitações à atividade da imprensa e não encontra abrigo no artigo 220 da Constituição. Do ponto de vista técnico, porque pretende dar lições da técnica de jornalismo aos profissionais especializados na matéria", disse ele.

O artigo 220 da Constituição, citado por Azêdo, diz que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição.

A ANJ também é contrária à proposta. "O projeto do jeito que está fere a liberdade de imprensa na medida em que obriga os jornais a produzirem provas, quando não são órgãos de investigação. Isso fere o direito ao sigilo da fonte", disse Paulo Tonet Camargo, diretor do comitê de relações governamentais da associação.

O presidente da Fenaj, Sérgio Murilo, disse que o projeto é "inoportuno". "É uma lógica burocrática capaz de inviabilizar uma investigação. Baseado em informações reais, a prova, em último caso, é tarefa da Justiça e não do jornalista", afirmou Murilo. (Folha Online)


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12/11


2006

Nordeste na rota dos presidenciáveis de 2010

 Da Coluna Brasília - DF de Denise Rothemburg, neste domingo, no Correio Braziliense:

O enigma do Nordeste

As primeiras avaliações pós-eleitorais da oposição têm deixado os tucanos interessados em 2010 com um problema a resolver: como, em quatro anos, quebrar a hegemonia do presidente Lula no Norte e no Nordeste. A maioria acredita que o sucesso eleitoral dos petistas e seus aliados representa o começo de um novo ciclo político nessas regiões que tende a não terminar tão cedo. 

* * *

Por isso, que ninguém se assuste se, no nordeste de Minas Gerais, divisa com a Bahia, o governador Aécio Neves começar a trabalhar para atrair o olhar nordestino àquela região mineira na forma de programas que possam ser usados em outros estados. Ou se José Serra começar a desfilar pelo Nordeste ao lado de Jarbas Vasconcelos (PMDB). Tanto Serra quanto Aécio estão certos de que ou eles decifram a esfinge do Nordeste nos próximos três anos ou serão devorados por ela em 2010.


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12/11


2006

Jarbas dá o seu recado para Lula

 Da coluna do jornalista Claudio Humberto:

Vai trabalhar!
O senador eleito Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) não dá folga a Lula. Sugeriu que o presidente desça do palanque e comece a trabalhar, investindo em infra-estrutura e afastando o risco de apagões variados.


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Comentários

LMVC

JARBAS, POR FAVOR ACEITE O NOSSO APELO E VENHA SER O PRÓXIMO PREFEITO DO RECIFE, POIS NOSSA CIDADE NÃO AGUENTA MAIS O PT, PROVA Q O SANGUESSUGA DO HUMBERTO NÃO FOI NEM AO 2 TURNO!!!!!

LMVC

NÃO FOI A TOA Q LULA SEMPRE QUIS ELE PARA SER SEU VICE E ELE SABENDO DA INCAPACIDADE DE LULA NUNCA ACEITOU, E PODE ESCREVER JARBAS NÃO FICA NO PMDB, POIS NÃO ACEITA A TROCA DE CARGO POR APOIO!! SEJA BEM VINDO JARBAS AO PSDB, MAIOR PARTIDO DO ESTADO DE PERNAMBUCO!!!!!!!

LMVC

QUANDO VCS FALAREM DE JARBAS VASCONCELOS, LEIAM MUITO E APRENDÃO A RESPEITAR QUEM MERECE!!!!!!

LMVC

Simplesmente foi considerado o melhor do pais. Melhor prefeito do país por varias vezes e o melhor governador, inclusive saindo do governo com 75% de aprovação. É por isso que vcs votaram em Eduardo Campos pq vcs tem memória curta e não lembram do ROMBO Q ELE DEU NO ESTADO.

LMVC

É por isso q nosso país está onde está!!! Essas pobres pessoal q comentam no blog, não sabem quem é Jarbas. Vou refrescar a memória de vcs, Jarbas Vasconcelos é o Maior político da história de Pernambuco, e um dos maiores do Brasil. Ocupou tosos os cargos possíveis em nosso Estado, e por onde passou



12/11


2006

Lula e o seu jeito de montar um ministério

 Gustavo Krieger
Da equipe do Correio Braziliense

Na última semana, numa conversa com um de seus ministros mais próximos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva jogou a isca: “E o Delfim? O que você acha dele?”. Experiente, o ministro optou pela cautela. Sabendo que Lula gosta muito do deputado Delfim Netto (PMDB-SP), fez vários elogios, mas lembrou que certamente haverá muita resistência dentro do PT se ele for convidado para o ministério. O presidente ouviu, não fez comentários e mudou de assunto. “Terminei a conversa sem saber o que ele está pensando”, confessa o ministro. Lula tem um estilo peculiar na hora de escolher ou dispensar auxiliares. Ouve muito, mas faz questão de deixar claro que a decisão final é dele. Gosta de controlar o calendário das escolhas, irrita-se quando se sente pressionado, não gosta de ler especulações nos jornais. Dá poucas pistas sobre o futuro até a seus interlocutores mais próximos e mantém ministros e ministeriáveis em estado de permanente tensão.

Um assessor palaciano, dos poucos a saber que tem emprego garantido depois da virada do ano, conta que a romaria de ministros ao gabinete presidencial aumentou depois da reeleição. “Todos os dias há um monte de pedidos de audiência. O presidente não agüenta mais tanto Power Point”. Interessados em mostrar serviço, os ministros levam slides e mais slides com as realizações de suas pastas. A estratégia é mais comum para os ministros técnicos, que entraram na equipe este ano em lugar dos políticos que saíram para disputar a eleição. Sem apoio político, sabem ter poucas chances de ficar no cargo. E sem intimidade com o presidente, desconhecem que ele odeia exposições em Power Point.

Quem acompanhou de perto a formação do primeiro gabinete de Lula ou as sucessivas reformas ministeriais, sabe que ele é dado a reviravoltas. Em 2002, o baiano Jaques Wagner, um dos petistas mais próximos do presidente, brincava: “Todo mundo acha que eu vou ser ministro porque sou amigo do Lula. Mas se ele tiver de sacrificar alguém para conseguir uma composição política, o primeiro candidato é o amigo, que não vai causar problemas”. Só na véspera do anúncio, soube que seria ministro do Trabalho.

Sinais

Antes da reforma ministerial mais recente, Lula teve várias conversas com Tarso Genro sobre assuntos de segurança nacional. Acreditando que seria chamado a ser ministro da Defesa, Tarso passou horas lendo sobre o assunto. Acabou ministro das Relações Institucionais.

Até agora, o presidente disse a poucos ministros que eles ficarão. Sinalizou publicamente a permanência da equipe econômica, mas ainda não teve a conversa definitiva sobre o assunto nem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nem com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Todos apostam na manutenção dos ministros palacianos, grupo que inclui Dilma Rousseff, Tarso Genro e Luiz Dulci. Para eles, que conhecem melhor o chefe, um dos sinais de permanência vem na constante provocação de Lula. Sempre que algum dos ministros da Coordenação Política discute um projeto de longo prazo, Lula provoca: “E quem disse que você vai ficar?” No Planalto, a brincadeira é vista como uma espécie de garantia de permanência.

Especulações

Tanto mistério só aumenta as especulações em torno do ministério. Lula irrita-se com essas especulações quando identifica nelas uma forma de pressão. E se há uma coisa que o presidente não suporta é a impressão de que alguém manda no governo além dele. Quando era o todo poderoso ministro da Casa Civil, José Dirceu queixava-se. “Cada vez que alguém escreve que eu mando no governo, sei que vou ter uma semana infernal”. A cara do chefe fechava-se na hora. Logo depois de reeleito, incomodado com boatos sobre mudanças no governo, Lula definiu. “Todo mundo é ministro e continua ministro enquanto eu quiser. Quem escala a seleção brasileira é o Dunga e quem escala os ministros sou eu”.

Em outros casos, as especulações servem ao presidente. Ele usa interlocutores e a mídia para testar a receptividade a nomes que estão em sua cabeça. Fez isso nos últimos dias com o empresário Jorge Gerdau. Elogiou-o tanto que fez Gerdau ir ao topo da lista de ministeriáveis. O PT reclamou, empresários elogiaram. Até que o próprio Gerdau encerrou a boataria com uma nota oficial na qual descartou qualquer possibilidade de entrar no governo.

Acordos políticos

Em 2002, Lula ficou longe das conversas com os aliados, entregues a José Dirceu. Ele nunca mostrou afinidade com este tipo de negociação. Ocupou o governo com velhos companheiros, boa parte deles derrotada nas eleições daquele ano. Com pouco espaço para composições, ganhou uma base pouco confiável no Congresso. O resultado viria meses depois com a crise política e o escândalo do mensalão.

Desta vez, Lula diz entender a importância dos acordos políticos. Jura que só começará a convidar ministros depois de uma conversa com cada um dos partidos de sua base no Congresso, a começar pelo PMDB. Mas já revelou sua impaciência. Queixou-se da dificuldade de encontrar um interlocutor capaz de falar pelo PMDB. Exigiu que o partido se unisse antes de negociar e avisou: “quero um líder que venha aqui me dizer que tem os votos para apoiar o governo e não pedir a ajuda do governo para conseguir votos”.

Lula confidenciou que deve definir todo o ministério antes do Natal. Serão semanas de nervos à flor da pele para ministros e políticos interessados em substituí-los.


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