Governo de PE

11/10


2018

Compesa executa obra em cinco municípios para implantação da Adutora de Serro Azul

O esforço para executar as obras de enfrentamento à seca continua em Pernambuco. Uma dessas obras está construindo o caminho que vai levar água da Barragem Governador Eduardo Campos (Serro Azul), no município de Palmares, Zona da Mata Sul, até o Agreste, para abastecer 1,5 milhão de pessoas em dez cidades que sofrem com os efeitos da seca na região. Neste mês, os serviços de implantação do Sistema Adutor de Serro Azul alcançaram o maior número de frentes de trabalho desde o início da obra – que começou em junho deste ano. A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) está com nove frentes de trabalhadores distribuídas nos municípios de Palmares, Bonito, Camocim de São Félix, Barra da Guabiraba e Bezerros para executar o assentamento de tubulações e a construção das Estações Elevatórias (bombeamento) do novo sistema. A obra tem previsão de ser finalizada em julho de 2019.

O Sistema Adutor de Serro Azul recebe o investimento de R$ 200 milhões, recursos financiados pelo Governo do Estado junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e prevê a implantação de uma adutora com 58 quilômetros de extensão, a construção de quatro estações elevatórias e de reservatórios com capacidade total de 4.500 metros cúbicos de água, além da instalação de 28 quilômetros de linhas de transmissão elétrica e automação do novo sistema. A adutora vai sair da Barragem Governador Eduardo Campos, em Palmares, até o ponto de interligação com a Adutora do Agreste, entre os municípios de Caruaru e Bezerros. Serão captados na barragem 500 litros de água, por segundo, vazão suficiente para ampliar a oferta de água nas cidades contempladas com a obra: Belo Jardim, Sanharó, Caruaru, Tacaimbó, São Bento do Una, São Caetano, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Bezerros e Gravatá.

As frentes de serviço para assentamento da adutora estão localizadas nos trechos em Sapucarana (variante da PE-119), em Bezerros; no desvio em Camocim de São Félix; próximo a Colônia Japonesa, em Bonito; e em Palmares (variante da PE-103). Até agora já foram implantados 7,5 quilômetros de tubulações, que corresponde a 13% do total de adutoras. “Estamos trabalhando para concluir a obra dentro do prazo previsto e levar melhorias significativas ao abastecimento dessas cidades. Nossa expectativa é mobilizar a abertura de novas frentes de trabalho ainda neste mês para manter um bom ritmo das obras”, informou o diretor Técnico e de Engenharia da Compesa, Rômulo Aurélio Souza, lembrando que, inicialmente, a Barragem de Serro Azul foi concebida para contenção de cheias na Mata Sul, e por estar localizada em uma região onde há bons índices de pluviometria, o manancial ganhou a função de fonte de hídrica para abastecimento da população.


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Governo de PE

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27/05


2019

Cidadão tabirense

O plenário da Câmara de Tabira lotou na entrega do meu título de cidadão tabirense, sábado passado, autoria do tucano Kléber Paulino. A homenagem foi incluída nas comemorações dos 70 anos de emancipação política do município, sendo agraciados com medalhas e títulos também outras autoridades.

Estavam presentes o prefeito Sebastião Dias, anfitrião, e mais José Patriota, de Afogados da Ingazeira e Zeinha, de Iguaracy. Também os deputados Ricardo Teobaldo e Carlos Veras, federais, e os estaduais Antonio Moraes e Waldemar Borges. De Afogados ainda o desembargador Cláudio Nogueira, Nill Júnior, diretor da Rádio Pajeú, emissora agraciada com medalha de honra ao mérito, o diretor da Ciretran, Heleno Mariano, e seu irmão Elias Mariano, igualmente homenageado.

A sessão foi presidida pela vereadora Nely Sampaio, presidente da Casa. Fui saudado por praticamente toda a mesa, entre os quais o autor da proposta, Patriota, que fez um depoimento muito emocionado e o deputado Ricardo Teobaldo, que parabenizou pela minha volta ao batente. 

Na próxima quinta-feira será a vez de receber a cidadania de Taquaritinga do Norte, iniciativa do vereador Jânio Arruda. Será as 20 horas no plenário da Casa.


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Congresso Nordestino de Educação Médica

27/05


2019

Viva o turismo auriverde!

O turismo tem um potencial exponencial de crescimento na vastidão do nosso território auriverde, proclama o Profeta Adalbertovsky do alto das montanhas da Jaqueira. “O presidente Bolsonaro fez um lance de maestria ao nomear o empresário e artista Gilson Machado Neto para a presidência da Embratur. O cara é empreendedor e tem espírito de liderança. O desenvolvimento do Brazil hoje vem do Interior para o litoral. Os caranguejos estão migrando do mangue em busca das águas doces do coração do nosso País”.

“O cara vem de boa estirpe. Filho de Carlos Eduardo Machado, é sobrinho do falecido ex deputado Gilson Machado Filho. Ao tempo em que exerceu o mandato de deputado federal (constituinte em 1988 e parlamentar federal de 1987 a 1995), Gilson era considerado conservador. Na verdade, foi um visionário na política. Enxergava além das ideologias do atraso rotuladas de progressistas”.

“Inacreditável saber que o Museu do Louvre, em Paris, recebe por ano mais turistas (7,6 milhões) que a nossa imensidão territorial auriverde “pendão da minha terra que a Brisa do Brazil Beija e Balança”. A França, pátria do iluminismo, bate recorde ao abraçar 90 milhões de visitantes, mais que o estoque da população de 70 milhões. Meta os peitos, Gilson Machado Neto!

“Novidade zero dizer que na gestão da camarilha vermelha o BNDES funcionou como um antro de corrupção e malversação dos recursos públicos, envolvendo cifras de bilhões de reais. O ex presidente do BNDES continua soltinho da silva. O presidiário de Curitiba se autoproclamou a alma mais honesta do Hemisfério Sul. Os venenos vermelhos infestaram as mentes e as tripas do Brazil. Exorcizar os zumbis vermelhos é preciso”. A crônica do bicho-grilo Adalbertovsky está postada no Menu Opinião. Metam os peitos!


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27/05


2019

Bolsonaro e as ruas

Atos em defesa do governo tendem a dificultar ainda mais a relação com o Congresso

Folha de S.Paulo – EDITORIAL

Com apenas cinco meses de governo, contam-se manifestações de rua contra e a favor de Jair Bolsonaro (PSL) e sua agenda. As últimas, neste domingo (26), transcorreram sem maiores incidentes violentos e pregações antidemocráticas, mas ainda assim reforçam o clima precoce de exaltação.

A esta altura, pouco seria possível esperar de uma administração além do anúncio dos primeiros planos e do início de um diálogo com o eleitorado em geral e o Congresso em particular. Dá-se o contrário, entretanto.

presidente incita o conflito político, como mais uma vez ficou claro com suas declarações em redes sociais, por meio das quais, sem dúvida, associou seu prestígio aos atos de diversas cidades. Nesse aspecto, o saldo da passeata governista ficou entre neutro e negativo.

Não houve fiasco de público, notadamente na capital paulista. Mas a presença expressiva de cidadãos nas ruas a exercer seu direito de expressão —como houve até em apoio a Dilma Rousseff, nos estertores do governo petista— nem de longe representa declaração de respaldo popular inconteste.

Trata-se antes de evidência da divisão nacional e da discórdia até entre movimentos que apoiaram a eleição do presidente. Houve críticas ou insultos mesmo entre parlamentares governistas.

Bolsonaro, pois, ficou um tanto mais isolado também à direita do espectro político. A manifestação, de resto, tende a prejudicar ainda mais a relação com o Legislativo. 

Nos protestos de pautas variadas ouviram-se críticas insistentes aos partidos do famigerado centrão e ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que dá apoio às mais importantes reformas econômicas propostas ou pretendidas por Bolsonaro.

O chefe do Executivo prefere o ambiente de campanha eleitoral. Promove a política plebiscitária, a pressão de ruas e rede sociais em detrimento da mediação institucional e da negociação parlamentar —que chama de velha política. 

Escreveu neste domingo, em tom messiânico, que os manifestantes teriam “o firme propósito de dar recado àqueles que teimam, com velhas práticas, [em] não deixar que esse povo se liberte”.

Nota-se que o mandatário e seu entorno mais extremista ainda alimentam a ambição de “quebrar o sistema”, uma ideia nebulosa que cria instabilidade política e receio de ameaças às instituições.

Bolsonaro não conseguiu demonstração ampla e inequívoca de apoio, mas estimulou o espírito de facção no país e o clima de mal-estar que obstrui o Congresso.

No mínimo, contribui para reforçar os motivos do impasse político e acentuar a incerteza econômica com conflagração ideológica. Nada disso se parece com governar um país complexo e plural.


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27/05


2019

Raquel Dodge leva brasileiros às lágrimas em Londres

Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, levou estudantes brasileiros que fazem mestrado e doutorado nas melhores universidades da Inglaterra às lágrimas há alguns dias, ao participar do Brazil Forum UK 2019, organizado por eles.

Depois do evento, Dodge jantou com os jovens em um PUB de Oxford e relatou casos investigados pelo Ministério Público Federal —como o das crianças e adolescentes que entram em balsas para pedir comida no Norte do país e sofrem abuso sexual dos donos das embarcações.

Diante da emoção dos estudantes, ela pediu que todos dessem as mãos. E afirmou que eles deveriam voltar ao país depois de seus cursos e empregar seus conhecimentos para ajudar os mais vulneráveis. “Nós não podemos mais deixar ninguém para trás no Brasil”.


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ArcoVerde

27/05


2019

Para salvar o Mais Médicos

Secretários municipais de Saúde vão pedir que o ministro Luiz Henrique Mandetta reveja determinação que vetou a alocação de profissionais do Mais Médicos em capitais e cidades de grande porte. A cobrança será feita em reunião nesta semana.

O governo decidiu que o programa federal só contemplará regiões de alta vulnerabilidade, o que exclui os maiores municípios do país, como São Paulo. Secretários reclamam, porém, que apesar do IDH mais alto nesses locais, é difícil fixar médicos nas periferias, o que deixa parte da população desassistida.

Outro pleito dos gestores municipais é a regularização de cerca de 2.000 médicos cubanos que eles calculam que tenham ficado no país e, até este momento, estão impedidos de trabalhar. (Folha)


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Asfaltos

27/05


2019

PT lança pacote para se contrapor ao governo

PT deve apresentar um pacote de projetos para combater o desemprego, alavancar o consumo e ampliar a arrecadação. Algumas das propostas já foram protocoladas no Congresso por deputados e senadores do partido e serão apenas reempacotadas.

A iniciativa está dentro da nova diretriz da legenda de formular propostas para se contrapor às políticas de Bolsonaro.

A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) vai se juntar aos estudantes na próxima quinta (30) em manifestações contra cortes na área.  (Folha Painel)


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27/05


2019

Crise: general tenta acalmar os ânimos

O general ministro Santos Cruz (Secretaria de Governo) tem recebido deputados de siglas de centro e centro-direita, individualmente, para tentar acalmar os ânimos do Congresso.

Nas conversas, o ministro afirma que o governo conhece suas próprias limitações e que vive momento de pressão.

Mas ressalta que após a aprovação da reforma da Previdência as coisas tendem a se acomodar.  (Daniela Lima – Folha)


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bm4 Marketing 5

27/05


2019

Presidente festeja manifestações

Além de exaltar os atos nas redes sociais, Bolsonaro enviou mensagens pelo WhatsApp a ministros enaltecendo as manifestações. 

Em uma delas, abaixo de foto de uma senhora idosa, escreveu: “Vamos discutir governabilidade como adultos?”.

Aliados do presidente interpretaram a mensagem como um pedido para que o Congresso seja “maduro” como os que foram às ruas defender a reforma da Previdência, pauta que divide bastante o eleitorado.  (Painel – FSP)


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27/05


2019

Aliados já sabiam que bolsonaristas iam atacar Maia

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

O fato de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ter se tornado um dos alvos preferenciais dos bolsonaristas nas ruas não surpreendeu aliados dele. A legenda de Maia vinha monitorando ofensas em redes sociais e identificou esforço para fazer do democrata um dos focos de crítica.

Apesar de ter repetido neste domingo que “quem estivesse nas ruas pelo fechamento do Congresso ou STF estaria na manifestação errada”, ministros da corte dizem que Bolsonaro flerta com fórmulas ambíguas.

Na avaliação de integrantes do Supremo, mesmo que critique pautas radicais, o presidente estimula que parcela da população se volte contra a corte e o Congresso ao dizer que os protestos são um “recado aos que teimam com velhas práticas”.


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27/05


2019

Ministros do STF e políticos minimizam atos pró Bolsonaro

Dizem que conjuntura segue inalterada

Ministros do Supremo Tribunal Federal e integrantes da cúpula do Congresso avaliam que os atos promovidos por bolsonaristas neste domingo (26) não foram significativos a ponto de mudar a conjuntura política e deslocar o eixo de pressão do Planalto para as duas instituições que foram alvo dos protestos.

A adesão foi descrita como menor do que a esperada e creditada em boa medida à figura do ministro Sergio Moro, que teria “salvado” as manifestações pró-governo.  (Painel – FSP)


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27/05


2019

Boa notícia: Dia Livre de Impostos

Carlos Brickmann

Anote na sua agenda: 30 de maio, quinta-feira que vem, é o Dia Livre de Impostos. Não que o Governo deixe de morder o bolso dos cidadãos: mas um grupo de empresários, espalhado pelo país, vai vender seus produtos sem impostos – eles arcarão com os tributos. O objetivo é mostrar como os impostos pesados afetam a vida dos cidadãos.

Num ranking de 30 países, o Brasil é o 14º em arrecadação de impostos, e o último em retorno dos gastos para a população. Até o momento, 821 lojas, dos mais variados setores, estão dispostas a vender parte de seus produtos sem os impostos. Os preços caem muito: o brasileiro trabalha 153 dias por ano, cinco meses, só para pagar impostos.

Neste Dia sem Impostos, os descontos variam entre 10% e 70%. Há variação de preços conforme o Estado, já que os impostos variam. A lista dos participantes está em www.dialivredeimpostos.com.br


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27/05


2019

Nas ruas: Moro e Guedes exaltados, Maia na berlinda

Os protestos deste domingo tiveram cartazes, faixas e palavras de ordem em prol, além de Jair Bolsonaro, dos ministros Sérgio Moro e Paulo Guedes, com a defesa de pautas das pastas de ambos. Moro foi inclusive representado como o Super-Homem com um boneco inflável gigante levado à frente do Congresso.

Do outro lado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi apresentado como o maior vilão, aquele a encarnar a suposta sabotagem do Centrão à pauta do governo. De novo a representação foi literal: Maia foi também transformado em “pixuleco”, vestido como um menino com um pirulito na mão e uma camisa do Botafogo (numa defesa ao seu time e apelido com que é conhecido na planilha da Odebrecht). (Vera Magalhães –Estadão) 


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27/05


2019

Eu exagerei, diz Bolsonaro sobre “idiotas úteis”

Na entrevista que concedeu à TV Record, Jair Bolsonaro tentou recuar da expressão “idiotas úteis”, mas acabou chamando professores de “inescrupulosos”. “Eu exagerei”, disse o presidente, sobre a expressão que empregou para se referir aos manifestantes que foram às ruas no dia 15 protestar contra o contingenciamento de recursos da Educação. “O correto seria inocentes úteis”, amenizou.

Mas ele manteve a avaliação de que estudantes foram instrumentalizados por “professores inescrupulosos” para se manifestar contra cortes na Educação que, segundo ele, não ocorreram. Ele afirmou que os jovens devem ter “cuidado” para não serem influenciados por esses professores –que só nesse momento disse serem uma “minoria”.

Jair Bolsonaro aproveitou entrevista à TV Record para exortar os parlamentares a se “libertarem” de seus partidos para votar a favor das pautas do governo. “Centrão virou palavrão”, afirmou. Ele disse que o grupo foi “satanizado” e que os deputados deveriam atuar para se desvincular “disso daí, porque é bastante complicado ser pejorativamente ser enquadrado como Centrão que quer negociar”. Em seu tradicional estilo “morde e assopra”, Bolsonaro fez essas críticas ao mesmo tempo em que afirmou que o Centrão “não existe mais”, pois foi o grupo que se uniu para apoiar Geraldo Alckmin em 2018 (na verdade, foi antes, com Eduardo Cunha).  (Estadão – BR 18)


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26/05


2019

Bolsonaro volta à radicalização

... e contrata próximo capitulo da crise

Manifestações garantem fidelização de eleitorado, mas risco institucional continua no ar

Igor Gielow – Folha de S.Paulo

Ninguém se surpreenderia se as bandeiras das manifestações que tomaram as capitais fossem vermelhas. As pautas substantivas dos que foram às ruas neste domingo são muito parecidas das empunhadas pelos manifestantes de duas semanas atrás. Abaixo a corrupção; fim dos privilégios; combate ao crime; política limpa; justiça igual para todos; resultados na economia. A direita desorganizada brasileira, descontadas as nuances, é a cara da esquerda que vai às ruas.

Em primeiro lugar, ambas são ingênuas. Gritam e jubilam-se coletivamente por um Brasil utópico, onde as coisas funcionem de acordo com a sua vontade, e somente por ela. Ignoram, ou não aceitam, o que é pior, os jogos de pressão, os lobbies, os grupos e as tendências políticas que existem em qualquer sociedade organizada. Olham para o Congresso e só enxergam o que chamam de velha política. Trata-se na verdade de toda e qualquer forma de ação política que não atenda aos seus interesses. Direita e esquerda são iguais nesse aspecto.

A direita que desfilou na Avenida Atlântica e na Avenida Paulista não é carnívora. Ela quer o que todos querem, um país mais justo, menos roubalheira, mais ordem, menos crime, justiça. Bolsonaro foi apenas uma imagem, uma ilusão. Poderia ser Lula. Seria igual em força e teor. Nem mesmo o impulso que movimenta as duas extremidades é diferente. Se a esquerda dá ônibus e sanduíches para seus militantes, a direita dá bandeiras, bandanas e camisetas. O mar de bandeiras brasileiras iguais, fabricadas em série, guarda a imagem e a semelhança das bandeiras e bonés do MST.

Os extremistas de cada lado somem na multidão. Os que gritaram pelo fechamento do Congresso e do Supremo, ou em favor da volta dos militares e da ditadura, foram pingos na multidão, não significaram nada. Como nada significam os extremistas de esquerda que pregam o fim do capitalismo, da sociedade burguesa e de todos os seus asseclas que usam ternas e togas. Tantos estes quanto aqueles querem regimes de força, onde só uns poucos ungidos mandam, desmandam, prendem e arrebentam. Foi assim na história, de um lado e de outro.

O que importa numa manifestação como a deste domingo é que um grupo grande de brasileiros, honestos e sinceros na sua maioria, foi à rua pedir soluções para tirar o Brasil do buraco. Há duas semanas outro grupo de brasileiros honestos e sinceros pedia da mesma forma saídas para a crise. A diferença entre os dois times é marginal. Uns são mais humanistas, outros mais egoístas. Uns querem resultados já, outros poderiam ter resolvido ontem. Todos são brasileiros e querem um Brasil melhor para si, para seus filhos, para todos.


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26/05


2019

A manifestação da direita

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Movimento é a cara da esquerda que vai às ruas

Ascânio Seleme – O Globo

Ninguém se surpreenderia se as bandeiras das manifestações que tomaram as capitais fossem vermelhas. As pautas substantivas dos que foram às ruas neste domingo são muito parecidas das empunhadas pelos manifestantes de duas semanas atrás. Abaixo a corrupção; fim dos privilégios; combate ao crime; política limpa; justiça igual para todos; resultados na economia. A direita desorganizada brasileira, descontadas as nuances, é a cara da esquerda que vai às ruas.

Em primeiro lugar, ambas são ingênuas. Gritam e jubilam-se coletivamente por um Brasil utópico, onde as coisas funcionem de acordo com a sua vontade, e somente por ela. Ignoram, ou não aceitam, o que é pior, os jogos de pressão, os lobbies, os grupos e as tendências políticas que existem em qualquer sociedade organizada. Olham para o Congresso e só enxergam o que chamam de velha política. Trata-se na verdade de toda e qualquer forma de ação política que não atenda aos seus interesses. Direita e esquerda são iguais nesse aspecto.

A direita que desfilou na Avenida Atlântica e na Avenida Paulista não é carnívora. Ela quer o que todos querem, um país mais justo, menos roubalheira, mais ordem, menos crime, justiça. Bolsonaro foi apenas uma imagem, uma ilusão. Poderia ser Lula. Seria igual em força e teor. Nem mesmo o impulso que movimenta as duas extremidades é diferente. Se a esquerda dá ônibus e sanduíches para seus militantes, a direita dá bandeiras, bandanas e camisetas. O mar de bandeiras brasileiras iguais, fabricadas em série, guarda a imagem e a semelhança das bandeiras e bonés do MST.

Os extremistas de cada lado somem na multidão. Os que gritaram pelo fechamento do Congresso e do Supremo, ou em favor da volta dos militares e da ditadura, foram pingos na multidão, não significaram nada. Como nada significam os extremistas de esquerda que pregam o fim do capitalismo, da sociedade burguesa e de todos os seus asseclas que usam ternas e togas. Tantos estes quanto aqueles querem regimes de força, onde só uns poucos ungidos mandam, desmandam, prendem e arrebentam. Foi assim na história, de um lado e de outro.

O que importa numa manifestação como a deste domingo é que um grupo grande de brasileiros, honestos e sinceros na sua maioria, foi à rua pedir soluções para tirar o Brasil do buraco. Há duas semanas outro grupo de brasileiros honestos e sinceros pedia da mesma forma saídas para a crise. A diferença entre os dois times é marginal. Uns são mais humanistas, outros mais egoístas. Uns querem resultados já, outros poderiam ter resolvido ontem. Todos são brasileiros e querem um Brasil melhor para si, para seus filhos, para todos.


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