ArcoVerde

11/07


2018

Tubulações da Adutora do Alto Capibaribe começam a ser assentadas

Mais uma obra projetada para levar segurança hídrica à região Agreste começa a ser executada pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Nesta semana, a Compesa inicia o assentamento das primeiras tubulações da Adutora do Alto Capibaribe, obra estruturadora que vai trazer água do Rio São Francisco – captada na Paraíba – para 9 municípios do Agreste Setentrional Pernambucano e 1 do Cariri Paraibano. Os serviços de implantação de quinze mil metros de tubos serão realizados na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, às margens da rodovia PE-160, seguindo sentido a Jataúba e a Taquaritinga do Norte, na estrada de acesso à Barragem de Mateus Vieira, com cerca de cinco mil metros de tubos.

Essa obra é inédita no país. Pela primeira vez, uma adutora captará água em um rio de outro estado para atender à uma dezena de municípios. A Adutora do Alto Capibaribe vai trazer para Pernambuco água do Rio Paraíba, próximo ao Açude Boqueirão, na cidade de Barra de São Miguel, na Paraíba.

Por meio dessa engenharia, criada pelo Governo Pernambucano, será possível fazer a “transposição da transposição” e acelerar a chegada da água do Rio São Francisco para 230 mil pernambucanos nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Jataúba, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério e no distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus, além de atender ao município de Barra de São Miguel, na Paraíba. Essa obra vai beneficiar um importante polo de confecção de Pernambuco, concentrado nas cidades de Santa Cruz e Toritama.

“Com criatividade, compromisso e planejamento o nosso Governo tem dedicado atenção especial ao abastecimento de água para a população pernambucana. A Adutora do Alto Capibaribe é um dos melhores exemplos desse trabalho incansável da nossa equipe técnica e da decisão política da gestão em enfrentar os obstáculos que surgem”, argumentou o governador Paulo Câmara.

"Dessas nove cidades, seis seriam beneficiadas com água da Transposição somente com a segunda etapa da Adutora do Agreste, fase ainda não conveniada e sem previsão de início de obras. Por isso, o Governador Paulo Câmara solicitou a Compesa alternativa para antecipar a chegada da água para essa população, que sofreu com um período severo de sete anos de seca", informou o presidente da Compesa, Roberto Tavares. Serão aplicados R$ 82 milhões na obra, recursos do FGTS, e o prazo de conclusão do empreendimento é de 15 meses.

A obra consiste na implantação de uma adutora com 70 quilômetros de extensão e de três estações de bombeamento. O trecho mais longo da adutora terá 51 quilômetros e vai transportar 350 litros de água, por segundo, da captação, na Paraíba, até o município de Santa Cruz do Capibaribe - atendendo a cidade e o distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus. De lá, uma derivação da adutora segue até a Barragem de Poço Fundo, para abastecer a cidade de Jataúba. Em Santa Cruz, a Adutora do Alto Capibaribe será interligada às tubulações da Adutora do Agreste para levar a água à ETA Toritama. No meio desse percurso, será implantado um trecho complementar (de cinco quilômetros) para abastecer Taquaritinga do Norte e o distrito de Pão de Açúcar. De Toritama, a água também seguirá pelo Sistema de Jucazinho, de forma invertida, para atender Vertentes, Santa Maria do Cambucá, Frei Miguelinho e Vertente do Lério.


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Asfaltos

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21/11


2018

Lula cá

Carlos Brickmann

José Dirceu, acusado dos mesmos crimes que Lula, defendendo-se da mesma maneira (nada era propina), e punido com quase o triplo da pena, está em prisão domiciliar, com tornozeleira. Por que Lula não recebe o mesmo benefício? Em parte, porque disse que não o aceitaria: só queria ser absolvido. Em parte, porque, tentando o tudo ou nada, confrontou a Justiça.

Mas há, nos tribunais superiores, quem queira trocar sua cela por uma tornozeleira. O tempo é curto: o recesso do Judiciário começa no dia 20 de dezembro. A maneira mais viável de tirar Lula da cela é o pedido da defesa para que o STF considere que o juiz Sérgio Moro se comportou de forma a prejudicar o réu, por ter interesse na vitória eleitoral de seu adversário.

O ministro Edson Fachin relata o caso e já pediu parecer à Procuradoria Geral da República. A rapidez é essencial por outro motivo: Lula responde agora a processo pelo sítio de Atibaia, e se for condenado tudo fica mais difícil.


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21/11


2018

As bodas hoje de um agora grande do governo

Ônix Lorenzoni, que será chefe da Casa Civil de Bolsonaro, casa-se hoje em Brasília, aproveitando a presença do amigo. Amor em alta: o general Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro, casou-se em junho último.

O presidente eleito chegou ontem a Brasília e fica até amanhã, em reuniões com a equipe de transição.

Na sexta deve estar em São Paulo, para os exames pré-operatórios da terceira cirurgia a que será submetido, em 12 de dezembro, para tirar a bolsa e recolocar o intestino na posição normal.  (Carlos Bickmann)


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21/11


2018

Quem quer derrubar o viaduto?

A Prefeitura de São Paulo localizou na terça (20) o engenheiro responsável pela execução da obra do viaduto que cedeu cerca de dois metros na quinta (15). No mesmo dia, mandou um carro ir buscá-lo no Guarujá, no litoral sul do estado, onde ele passava o feriado com a família. 

Roberto de Abreu foi contatado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) e pelo secretário de Serviços e Obras, Vitor Aly. Ele foi chamado para passar a tarde de terça auxiliando nos trabalhos de recuperação da estrutura. A obra foi projetada na década de 1970 por Walter de Almeida Braga (1930-2016).

Segundo a prefeitura, a colaboração de Abreu trará informações novas sobre a estrutura, já que ele a “conhece muito bem”. A gestão municipal não encontra o projeto original do viaduto. A via passa sobre os trilhos de uma linha de trem e serve como rota de acesso à rodovia Castello Branco. (Mônica Bergamo)


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21/11


2018

54,7% de famílias de SP inadimplentes em outubro

Segundo a FecomercioSP, cerca de 784 mil famílias não conseguiram pagar dívidas no vencimento

Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

Cerca de 784 mil famílias paulistanas não pagaram dívidas na data do vencimento em outubro. Isso representa uma taxa de inadimplência de 20,1%, segundo pesquisa da FecomercioSP. É a primeira vez que o índice fica acima dos 20% por três meses seguidos.

Em setembro, o indicador marcava 20,6%. Em agosto, 20,4%. De acordo com o levantamento mensal realizado pela entidade, 54,7% de um universo de 3,9 milhões de famílias paulistanas estavam endividadas em outubro, contra 54,5% no mês passado.

Outubro não apresentou mudanças significativas em relação ao mês anterior e continua preocupante. “A inadimplência e a taxa dos que não conseguirão pagar suas dívidas (9,5%) permanecem altas, próximas ao nível histórico”, afirma a FecomercioSP. A entidade avalia que o consumidor “também está com dificuldade na obtenção de crédito”. “As famílias neste momento tendem a voltar ao perfil da crise, ou seja, focar nos produtos essenciais”, conclui. 


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21/11


2018

Desconforto para todo lado

A confirmação de Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) no Ministério da Saúde de Bolsonaro ampliou o desconforto de dirigentes do centrão com o espaço que o partido conquistou –três novos ministros serão do DEM. A resposta, diz um deles, pode vir na votação de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara.

A articulação para levar José Roberto Tadros, presidente da Confederação Nacional do Comércio, ao comando do Conselho Deliberativo do Sebrae causou desconforto em alguns setores. Tadros chegou a ser multado por nomear o filho quando chefiou o Sebrae no AM.

A indicação de Tadros foi conduzida pelo presidente Michel Temer, numa jogada casada para fazer de João Henrique de Almeida Souza, antigo aliado, presidente do Sebrae. A manobra antecipou a passagem de bastão no órgão à posse de Bolsonaro.  (Painel)


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21/11


2018

Haddad convidado para combater a extrema direita

Fernando Haddad (PT) foi convidado a participar do lançamento de uma coalizão internacional progressista idealizada pelo senador americano Bernie Sanders e pelo ex-ministro das Finanças da Grécia Yanis Varoufakis, dia 1º de dezembro, em Nova York.

Os dois ideólogos da frente tratam a iniciativa como uma forma de se contrapor à proliferação de governos nacionalistas pelo mundo. Varoufakis enviou uma carta a Haddad no último dia 16 para reforçar o convite.

No texto, o economista apresenta sua frente internacional como um “antídoto” ao avanço da extrema-direita “por toda a parte”. “Como alguém com imenso respeito por suas lutas no Brasil, ficaria muito feliz e honrado em encontrá-lo”, disse o grego. Haddad confirmou presença. (FSP)


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21/11


2018

República da farda

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, hoje consultor da ONU, entrou na bolsa de apostas para chefiar a Secretaria Nacional de Segurança Pública na gestão de Moro.

Enquanto, integrantes da Associação de Delegados da Polícia Federal dizem que Maurício Valeixo, futuro diretor-geral da PF, é extremamente competente. Ponderam, porém, que sua nomeação pode representar o retorno do modelo de administração da era de Leandro Daiello.

Valeixo foi braço direito de Daiello, o mais longevo diretor-geral da PF. Habilidoso politicamente, o ex-chefe desagradava algumas alas do órgão que o consideravam pouco corporativista. Delegados e integrantes da corporação em SP creem que o superintendente no estado, Disney Rosseti, pode ser alçado a diretor-executivo da PF. (Painel)


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Bm4 Marketing 7

21/11


2018

Ao lembrar de Aécio, STF mantém PSDB no lodo

Josias de Souza

Além do controlado Doctor Jekyll e do incontido Mister Hyde, há uma terceira personalidade dentro dos tucanos: Mister Chongas. Nem bom, nem mau: indiferente. Enquanto Doctor Jekyll busca a fórmula da virtude e Mister Hyde é pilhado com a mão em todas as cumbucas, Mister Chongas se faz de morto. Ao desarquivar nesta terça-feira um dos inquéritos protagonizados por Aécio Neves, o Supremo levou o PSDB a cultivar novamente o seu Mister Chongas.

Com um voto de desempate de Ricardo Lewandowiski, a Segunda Turma do Supremo ressuscitou inquérito que Gilmar Mendes arquivara em junho. Nele, apura-se a suspeita de que Aécio recebeu propina desviada da estatal elétrica Furnas e depositada numa conta aberta no principado de Liechtenstein. O que fez o PSDB? Chongas. A Procuradoria obteve 60 dias de prazo para apalpar dados bancários obtidos no estrangeiro. O que disse o tucanato? Chongas.

O Supremo devolveu Aécio às manchetes num instante em que o presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, organiza um congresso para virar o partido do avesso, remodelando-o para o futuro. Os tucanos falam em renovação com a cabeça na lua e os pés no lodo.


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21/11


2018

Só no que se fala: segurança pública, Toffoli e Moraes

Toffoli cria grupo de trabalho para segurança pública; Alexandre de Moraes vai comandar colegiado

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

Dias Toffoli, presidente do Supremo e do Conselho Nacional de Justiça, decidiu instituir um grupo de trabalho para acompanhar, debater e propor políticas de segurança pública. A equipe, criada via CNJ, será chefiada por outro integrante do STF, o ministro Alexandre de Moraes, e contará com mais oito nomes, entre eles o do general da reserva Fernando Azevedo e Silva, indicado por Jair Bolsonaro para a Defesa. A iniciativa reposiciona o Judiciário no centro de debates sobre o tema.

Pessoas que acompanharam as conversas que precederam a criação do grupo de trabalho dizem que Toffoli sondou os integrantes da equipe antes de Bolsonaro anunciar que Sergio Moro comandaria o Ministério da Justiça, pasta que assumirá a segurança pública na próxima administração.

A primeira reunião do grupo capitaneado por Moraes será na próxima semana, dia 24. O ministro, pinçado por Toffoli para a tarefa, já ocupou o Ministério da Justiça e foi secretário de Segurança de São Paulo. Ele e Moro têm relação cordial. A ideia é inserir o Judiciário nas discussões sobre o tema dentro do governo federal e dos estados e alavancar a tramitação de propostas consideradas prioritárias no Congresso.


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21/11


2018

Bolsonaro limita alcance de privatização da Petrobras

Presidente eleito diz que empresa é "estratégica"

Blog do Kennedy

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, deu carta branca para o economista Paulo Guedes formar a equipe econômica de cunho liberal que tanto agrada ao mercado financeiro. Até admitiu privatizar parte da Petrobras.

O economista Roberto Castello Branco, da FGV, foi indicado para comandar a maior estatal do país. O mercado financeiro recebeu bem o nome de Castello Branco porque adora uma privatização, da qual o economista é entusiasta, apesar do cuidado no discurso inicial.

Mas Bolsonaro falou hoje a palavra mágica. A empresa é “estratégica”. Ou seja, não será completamente privatizada. Deverá haver uma queda de braço entre aqueles que desejam privatizar e os que pretendem manter a Petrobras e o setor elétrico sob controle do Estado. Um nó fundamental: definir o tamanho da fatia que ficará estatal petrolífera e daquela que poderá ser vendida. O vice-presidente eleito, general da reserva Hamilton Mourão, afirmou que metade dos médicos cubanos deverá permanecer no Brasil. Parece mal-informado.


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21/11


2018

Implosão partidária: DEM; 3 ministros, não fez nenhum

Helena Chagas

O presidente eleito acaba de nomear seu terceiro ministro do DEM – Luiz Henrique Mandetta (foto), para a Saúde – sem ouvir nem cheirar o próprio DEM. É um governo do DEM? Absolutamente. Mandetta, além de colega de Bolsonaro como deputado federal, tem o apoio da Frente Parlamentar da Saúde, das associações das Santas Casas e de outras representações do setor, assim como Tereza Cristina chegará ao Ministério da Agricultura pelos braços da bancada ruralista e Onyx Lorenzoni foi alçado à Casa Civil por sua amizade com o presidente.

E o DEM? Pode até aparentar satisfação por ter tantos dos seus no novo governo, com o qual possui afinidade política e ideológica. E está até preparando uma reunião de sua direção, nos próximos dias, para discutir o apoio oficial e forma ao governo. Mas, para o novo presidente, tanto faz como tanto fez. O DEM sabe, como a maioria dos partidos tradicionais, que está sendo comido pelas beiradas por Bolsonaro, como mingau quente, e que não terá maior influência institucionalmente sobre os rumos do governo.

Ignorando indicações partidárias para mostrar que quer mesmo acabar com o toma-lá-dá-cá, Bolsonaro tentará governar na base do varejo, com o apoio de bancadas temáticas como a da Saúde e as BBB – do Boi, da Bala e da Bíblia, que o apoiaram na campanha. Com isso, tenta implodir o sistema partidário tradicional.


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21/11


2018

Dilma, sempre Dilma

Carlos Brickmann

Muita gente ficou triste quando Dilma tomou aquela surra de criar bicho e não conseguiu se eleger senadora. Iríamos ficar sem suas notáveis frases? Não, Dilma não nos abandona.

A ex-presidente falou no 1º Foro Mundial do Pensamento Crítico, em Buenos Aires, para outros ex, como Pepe Mujica, Uruguai, e Cristina Kirchner, Argentina, todos gritando “Lula Livre”.

Disse Dilma que, com Bolsonaro, o Brasil corre o risco de sair da democracia para um Estado neoliberal e fascista.

Curioso: o italiano Mussolini definia o regime que criou em uma frase, "Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado". O neoliberalismo é o contrário, Estado mínimo, com o mínimo possível de poder. Só Dilma pode explicar.


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21/11


2018

Gestão Bolsonaro tem déficit estético pré-posse

Josias de Souza

Não foi preciso nem esperar pela posse. Ainda na fase de transição, virou fumaça aquela ideia de que Jair Bolsonaro é intransigente com os malfeitos. Ao contrário do que havia prometido aos seus eleitores, o novo presidente jogou no balcão das barganhas políticas um pedaço do primeiro escalão do governo. Bolsonaro entregou, por ora, três ministérios a deputados federais do DEM. Fez isso à sua maneira. Em vez de negociar diretamente com o partido, Bolsonaro tirou um ministro do bolso do seu colete e negociou outros dois com as bancadas temáticas da Agricultura e da Saúde.

O efeito é o mesmo: os deputados são alçados à Esplanada no pressuposto de que as bancadas supraprartidárias que os apoiam votarão com o governo no Congresso. O capitão diz estar fazendo nomeações técnicas. Pode dar o nome que quiser. Mas será sempre uma nova maneira de batizar o velho costume do toma-lá-dá-cá. O deputado-ortopedista Luiz Henrique Mandeta, novo ministro da Saúde, é investigado por fraude em licitação, tráfico de influência e caixa dois. Coisas relacionadas à sua passagem pela Secretaria de Saúde de Campo Grande.

A deputada-ruralista Tereza Cristina, ministra da Agricultura, deu incentivos fiscais para a JBS como secretária do governo de Mato Grosso do Sul numa época em que fazia negócios com o grupo empresarial. Seu nome consta de documentos entregues à Procuradoria por delatores da JBS. E o deputado Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil de Bolsonaro, é mencionado em dois enredos de caixa dois —um deles confessado. Como se fosse pouco, também o Posto Ipiranga Paulo Guedes é investigado pela Procuradoria por suspeita de ilegalidades cometidas em transações financeiras com fundos de pensão de estatais.


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20/11


2018

Fachin e o pedido de liberdade de Lula

Carolina Brígido - O Globo

O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), deu nesta terça-feira cinco dias de prazo para que a Procuradoria-Geral da República ( PGR ) se manifeste sobre o novo pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Fachin também tinha pedido informações sobre o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao Tribunal Regional Federal (TRF) da

4ª Região e à 13ª Vara Federal de Curitiba.

No pedido de liberdade, a defesa alegou que o então juiz Sergio Moro foi parcial ao condenar o petista e, depois, aceitar convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para assumir o Ministério da Justiça em 2019. Para os advogados, Moro demonstrou “inimizade capital” e “interesses exoprocessuais” em sua atuação no processo.

Lula está preso depois de ter sido condenado por Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá (SP). Em janeiro deste ano, a sentença foi confirmada TRF-4, que aumentou a pena para 12 anos e um mês.


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20/11


2018

Bolsonaro imita Temer: ‘Não é nem réu ainda!’

Josias de Souza

Após indicar para o Ministério da Saúde o deputado Luiz Henrque Mandeta (DEM-MS), investigado por fraude em licitação, tráfico de influência e caixa dois, Jair Bolsonaro declarou: “Olha só, tem uma acusação contra ele de 2009, se eu não me engano. …Não é nem réu ainda. O que está acertado entre nós? Qualquer denúncia ou acusação que seja robusta, não fará mais parte do nosso governo.”

Corta para o Planalto. Dia 13 de fevereiro de 2017. Ardia nas manchetes a delação da Odebrecht. Michel Temer, às voltas com ministros investigados, veio aos holofotes para declarar: ''Se houver denúncia, o que significa um conjunto de provas eventualmente que possam conduzir ao seu acolhimento, o ministro que estiver denunciado será afastado provisoriamente. Logo depois de acolhida a denúncia, e aí sim, a pessoa, no caso o ministro, se transforma em réu (…) o afastamento é definitivo.''

Com palavras diferentes, Bolsonaro e Temer disseram a mesma coisa. Ambos convivem pacificamente com a ideia de entregar nacos do Orçamento da União para gestores suspeitos de corrupção. A única diferença entre os dois é que Bolsonaro havia sinalizado para os seus eleitores que jamais transigiria com o malfeito. Se tivesse avisado que preencheria um pedaço da Esplanada seguindo os padrões estéticos de Temer, o capitão talvez perdesse alguns milhões de votos.

Um candidato só se conhece em uma situação: depois de eleito. Quando está pedindo votos, o que o político fala não merece 100% de crédito. Quem acredita em tudo, inbeciliza-se. O que intranquiliza no caso de Bolsonaro não é o comportamento típico, mas a velocidade com que o discurso do candidato se distancia da prática do eleito. Antes mesmo da posse, abre-se uma fresta com potencial para virar abismo.


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