ArcoVerde

14/06


2018

Governo quer aprovar privatização de subsidiárias

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou, hoje, que o Palácio do Planalto pretende aprovar até o recesso do Congresso Nacional, em julho, o projeto que facilita a privatização de distribuidoras da Eletrobras e o projeto que permite à Petrobras transferir para outra empresa a titularidade do acordo da cessão onerosa (espécie de ressarcimento que a empresa pede após pagar um valor que considerou alto por exploração de bacias de petróleo).

Marun concedeu entrevista no Planalto após reunião com o presidente Michel Temer, o ministro Esteves Colnago (Planejamento) e os líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), e no Congresso, André Moura (PSC-SE).

Segundo Marun, que responde pela articulação política do governo, foi sugerido aos parlamentares priorizar a votação dos dois projetos na Câmara e no Senado até o início do recesso, que tem previsão de começar em 18 de julho.

“Nossa pauta tem agora dois focos principais, que nós sugerimos: uma é a questão da desestatização das distribuidoras da Eletrobras e a outra a aprovação da possibilidade de cessão onerosa”, disse Marun.


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21/11


2018

Lula cá

Carlos Brickmann

José Dirceu, acusado dos mesmos crimes que Lula, defendendo-se da mesma maneira (nada era propina), e punido com quase o triplo da pena, está em prisão domiciliar, com tornozeleira. Por que Lula não recebe o mesmo benefício? Em parte, porque disse que não o aceitaria: só queria ser absolvido. Em parte, porque, tentando o tudo ou nada, confrontou a Justiça.

Mas há, nos tribunais superiores, quem queira trocar sua cela por uma tornozeleira. O tempo é curto: o recesso do Judiciário começa no dia 20 de dezembro. A maneira mais viável de tirar Lula da cela é o pedido da defesa para que o STF considere que o juiz Sérgio Moro se comportou de forma a prejudicar o réu, por ter interesse na vitória eleitoral de seu adversário.

O ministro Edson Fachin relata o caso e já pediu parecer à Procuradoria Geral da República. A rapidez é essencial por outro motivo: Lula responde agora a processo pelo sítio de Atibaia, e se for condenado tudo fica mais difícil.


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21/11


2018

As bodas hoje de um agora grande do governo

Ônix Lorenzoni, que será chefe da Casa Civil de Bolsonaro, casa-se hoje em Brasília, aproveitando a presença do amigo. Amor em alta: o general Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro, casou-se em junho último.

O presidente eleito chegou ontem a Brasília e fica até amanhã, em reuniões com a equipe de transição.

Na sexta deve estar em São Paulo, para os exames pré-operatórios da terceira cirurgia a que será submetido, em 12 de dezembro, para tirar a bolsa e recolocar o intestino na posição normal.  (Carlos Bickmann)


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21/11


2018

Quem quer derrubar o viaduto?

A Prefeitura de São Paulo localizou na terça (20) o engenheiro responsável pela execução da obra do viaduto que cedeu cerca de dois metros na quinta (15). No mesmo dia, mandou um carro ir buscá-lo no Guarujá, no litoral sul do estado, onde ele passava o feriado com a família. 

Roberto de Abreu foi contatado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) e pelo secretário de Serviços e Obras, Vitor Aly. Ele foi chamado para passar a tarde de terça auxiliando nos trabalhos de recuperação da estrutura. A obra foi projetada na década de 1970 por Walter de Almeida Braga (1930-2016).

Segundo a prefeitura, a colaboração de Abreu trará informações novas sobre a estrutura, já que ele a “conhece muito bem”. A gestão municipal não encontra o projeto original do viaduto. A via passa sobre os trilhos de uma linha de trem e serve como rota de acesso à rodovia Castello Branco. (Mônica Bergamo)


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21/11


2018

54,7% de famílias de SP inadimplentes em outubro

Segundo a FecomercioSP, cerca de 784 mil famílias não conseguiram pagar dívidas no vencimento

Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

Cerca de 784 mil famílias paulistanas não pagaram dívidas na data do vencimento em outubro. Isso representa uma taxa de inadimplência de 20,1%, segundo pesquisa da FecomercioSP. É a primeira vez que o índice fica acima dos 20% por três meses seguidos.

Em setembro, o indicador marcava 20,6%. Em agosto, 20,4%. De acordo com o levantamento mensal realizado pela entidade, 54,7% de um universo de 3,9 milhões de famílias paulistanas estavam endividadas em outubro, contra 54,5% no mês passado.

Outubro não apresentou mudanças significativas em relação ao mês anterior e continua preocupante. “A inadimplência e a taxa dos que não conseguirão pagar suas dívidas (9,5%) permanecem altas, próximas ao nível histórico”, afirma a FecomercioSP. A entidade avalia que o consumidor “também está com dificuldade na obtenção de crédito”. “As famílias neste momento tendem a voltar ao perfil da crise, ou seja, focar nos produtos essenciais”, conclui. 


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21/11


2018

Desconforto para todo lado

A confirmação de Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) no Ministério da Saúde de Bolsonaro ampliou o desconforto de dirigentes do centrão com o espaço que o partido conquistou –três novos ministros serão do DEM. A resposta, diz um deles, pode vir na votação de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara.

A articulação para levar José Roberto Tadros, presidente da Confederação Nacional do Comércio, ao comando do Conselho Deliberativo do Sebrae causou desconforto em alguns setores. Tadros chegou a ser multado por nomear o filho quando chefiou o Sebrae no AM.

A indicação de Tadros foi conduzida pelo presidente Michel Temer, numa jogada casada para fazer de João Henrique de Almeida Souza, antigo aliado, presidente do Sebrae. A manobra antecipou a passagem de bastão no órgão à posse de Bolsonaro.  (Painel)


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21/11


2018

Haddad convidado para combater a extrema direita

Fernando Haddad (PT) foi convidado a participar do lançamento de uma coalizão internacional progressista idealizada pelo senador americano Bernie Sanders e pelo ex-ministro das Finanças da Grécia Yanis Varoufakis, dia 1º de dezembro, em Nova York.

Os dois ideólogos da frente tratam a iniciativa como uma forma de se contrapor à proliferação de governos nacionalistas pelo mundo. Varoufakis enviou uma carta a Haddad no último dia 16 para reforçar o convite.

No texto, o economista apresenta sua frente internacional como um “antídoto” ao avanço da extrema-direita “por toda a parte”. “Como alguém com imenso respeito por suas lutas no Brasil, ficaria muito feliz e honrado em encontrá-lo”, disse o grego. Haddad confirmou presença. (FSP)


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21/11


2018

República da farda

O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, hoje consultor da ONU, entrou na bolsa de apostas para chefiar a Secretaria Nacional de Segurança Pública na gestão de Moro.

Enquanto, integrantes da Associação de Delegados da Polícia Federal dizem que Maurício Valeixo, futuro diretor-geral da PF, é extremamente competente. Ponderam, porém, que sua nomeação pode representar o retorno do modelo de administração da era de Leandro Daiello.

Valeixo foi braço direito de Daiello, o mais longevo diretor-geral da PF. Habilidoso politicamente, o ex-chefe desagradava algumas alas do órgão que o consideravam pouco corporativista. Delegados e integrantes da corporação em SP creem que o superintendente no estado, Disney Rosseti, pode ser alçado a diretor-executivo da PF. (Painel)


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bm4 Marketing 5

21/11


2018

Ao lembrar de Aécio, STF mantém PSDB no lodo

Josias de Souza

Além do controlado Doctor Jekyll e do incontido Mister Hyde, há uma terceira personalidade dentro dos tucanos: Mister Chongas. Nem bom, nem mau: indiferente. Enquanto Doctor Jekyll busca a fórmula da virtude e Mister Hyde é pilhado com a mão em todas as cumbucas, Mister Chongas se faz de morto. Ao desarquivar nesta terça-feira um dos inquéritos protagonizados por Aécio Neves, o Supremo levou o PSDB a cultivar novamente o seu Mister Chongas.

Com um voto de desempate de Ricardo Lewandowiski, a Segunda Turma do Supremo ressuscitou inquérito que Gilmar Mendes arquivara em junho. Nele, apura-se a suspeita de que Aécio recebeu propina desviada da estatal elétrica Furnas e depositada numa conta aberta no principado de Liechtenstein. O que fez o PSDB? Chongas. A Procuradoria obteve 60 dias de prazo para apalpar dados bancários obtidos no estrangeiro. O que disse o tucanato? Chongas.

O Supremo devolveu Aécio às manchetes num instante em que o presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, organiza um congresso para virar o partido do avesso, remodelando-o para o futuro. Os tucanos falam em renovação com a cabeça na lua e os pés no lodo.


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21/11


2018

Só no que se fala: segurança pública, Toffoli e Moraes

Toffoli cria grupo de trabalho para segurança pública; Alexandre de Moraes vai comandar colegiado

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

Dias Toffoli, presidente do Supremo e do Conselho Nacional de Justiça, decidiu instituir um grupo de trabalho para acompanhar, debater e propor políticas de segurança pública. A equipe, criada via CNJ, será chefiada por outro integrante do STF, o ministro Alexandre de Moraes, e contará com mais oito nomes, entre eles o do general da reserva Fernando Azevedo e Silva, indicado por Jair Bolsonaro para a Defesa. A iniciativa reposiciona o Judiciário no centro de debates sobre o tema.

Pessoas que acompanharam as conversas que precederam a criação do grupo de trabalho dizem que Toffoli sondou os integrantes da equipe antes de Bolsonaro anunciar que Sergio Moro comandaria o Ministério da Justiça, pasta que assumirá a segurança pública na próxima administração.

A primeira reunião do grupo capitaneado por Moraes será na próxima semana, dia 24. O ministro, pinçado por Toffoli para a tarefa, já ocupou o Ministério da Justiça e foi secretário de Segurança de São Paulo. Ele e Moro têm relação cordial. A ideia é inserir o Judiciário nas discussões sobre o tema dentro do governo federal e dos estados e alavancar a tramitação de propostas consideradas prioritárias no Congresso.


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21/11


2018

Bolsonaro limita alcance de privatização da Petrobras

Presidente eleito diz que empresa é "estratégica"

Blog do Kennedy

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, deu carta branca para o economista Paulo Guedes formar a equipe econômica de cunho liberal que tanto agrada ao mercado financeiro. Até admitiu privatizar parte da Petrobras.

O economista Roberto Castello Branco, da FGV, foi indicado para comandar a maior estatal do país. O mercado financeiro recebeu bem o nome de Castello Branco porque adora uma privatização, da qual o economista é entusiasta, apesar do cuidado no discurso inicial.

Mas Bolsonaro falou hoje a palavra mágica. A empresa é “estratégica”. Ou seja, não será completamente privatizada. Deverá haver uma queda de braço entre aqueles que desejam privatizar e os que pretendem manter a Petrobras e o setor elétrico sob controle do Estado. Um nó fundamental: definir o tamanho da fatia que ficará estatal petrolífera e daquela que poderá ser vendida. O vice-presidente eleito, general da reserva Hamilton Mourão, afirmou que metade dos médicos cubanos deverá permanecer no Brasil. Parece mal-informado.


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21/11


2018

Implosão partidária: DEM; 3 ministros, não fez nenhum

Helena Chagas

O presidente eleito acaba de nomear seu terceiro ministro do DEM – Luiz Henrique Mandetta (foto), para a Saúde – sem ouvir nem cheirar o próprio DEM. É um governo do DEM? Absolutamente. Mandetta, além de colega de Bolsonaro como deputado federal, tem o apoio da Frente Parlamentar da Saúde, das associações das Santas Casas e de outras representações do setor, assim como Tereza Cristina chegará ao Ministério da Agricultura pelos braços da bancada ruralista e Onyx Lorenzoni foi alçado à Casa Civil por sua amizade com o presidente.

E o DEM? Pode até aparentar satisfação por ter tantos dos seus no novo governo, com o qual possui afinidade política e ideológica. E está até preparando uma reunião de sua direção, nos próximos dias, para discutir o apoio oficial e forma ao governo. Mas, para o novo presidente, tanto faz como tanto fez. O DEM sabe, como a maioria dos partidos tradicionais, que está sendo comido pelas beiradas por Bolsonaro, como mingau quente, e que não terá maior influência institucionalmente sobre os rumos do governo.

Ignorando indicações partidárias para mostrar que quer mesmo acabar com o toma-lá-dá-cá, Bolsonaro tentará governar na base do varejo, com o apoio de bancadas temáticas como a da Saúde e as BBB – do Boi, da Bala e da Bíblia, que o apoiaram na campanha. Com isso, tenta implodir o sistema partidário tradicional.


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21/11


2018

Dilma, sempre Dilma

Carlos Brickmann

Muita gente ficou triste quando Dilma tomou aquela surra de criar bicho e não conseguiu se eleger senadora. Iríamos ficar sem suas notáveis frases? Não, Dilma não nos abandona.

A ex-presidente falou no 1º Foro Mundial do Pensamento Crítico, em Buenos Aires, para outros ex, como Pepe Mujica, Uruguai, e Cristina Kirchner, Argentina, todos gritando “Lula Livre”.

Disse Dilma que, com Bolsonaro, o Brasil corre o risco de sair da democracia para um Estado neoliberal e fascista.

Curioso: o italiano Mussolini definia o regime que criou em uma frase, "Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado". O neoliberalismo é o contrário, Estado mínimo, com o mínimo possível de poder. Só Dilma pode explicar.


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21/11


2018

Gestão Bolsonaro tem déficit estético pré-posse

Josias de Souza

Não foi preciso nem esperar pela posse. Ainda na fase de transição, virou fumaça aquela ideia de que Jair Bolsonaro é intransigente com os malfeitos. Ao contrário do que havia prometido aos seus eleitores, o novo presidente jogou no balcão das barganhas políticas um pedaço do primeiro escalão do governo. Bolsonaro entregou, por ora, três ministérios a deputados federais do DEM. Fez isso à sua maneira. Em vez de negociar diretamente com o partido, Bolsonaro tirou um ministro do bolso do seu colete e negociou outros dois com as bancadas temáticas da Agricultura e da Saúde.

O efeito é o mesmo: os deputados são alçados à Esplanada no pressuposto de que as bancadas supraprartidárias que os apoiam votarão com o governo no Congresso. O capitão diz estar fazendo nomeações técnicas. Pode dar o nome que quiser. Mas será sempre uma nova maneira de batizar o velho costume do toma-lá-dá-cá. O deputado-ortopedista Luiz Henrique Mandeta, novo ministro da Saúde, é investigado por fraude em licitação, tráfico de influência e caixa dois. Coisas relacionadas à sua passagem pela Secretaria de Saúde de Campo Grande.

A deputada-ruralista Tereza Cristina, ministra da Agricultura, deu incentivos fiscais para a JBS como secretária do governo de Mato Grosso do Sul numa época em que fazia negócios com o grupo empresarial. Seu nome consta de documentos entregues à Procuradoria por delatores da JBS. E o deputado Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil de Bolsonaro, é mencionado em dois enredos de caixa dois —um deles confessado. Como se fosse pouco, também o Posto Ipiranga Paulo Guedes é investigado pela Procuradoria por suspeita de ilegalidades cometidas em transações financeiras com fundos de pensão de estatais.


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20/11


2018

Fachin e o pedido de liberdade de Lula

Carolina Brígido - O Globo

O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), deu nesta terça-feira cinco dias de prazo para que a Procuradoria-Geral da República ( PGR ) se manifeste sobre o novo pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Fachin também tinha pedido informações sobre o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao Tribunal Regional Federal (TRF) da

4ª Região e à 13ª Vara Federal de Curitiba.

No pedido de liberdade, a defesa alegou que o então juiz Sergio Moro foi parcial ao condenar o petista e, depois, aceitar convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para assumir o Ministério da Justiça em 2019. Para os advogados, Moro demonstrou “inimizade capital” e “interesses exoprocessuais” em sua atuação no processo.

Lula está preso depois de ter sido condenado por Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá (SP). Em janeiro deste ano, a sentença foi confirmada TRF-4, que aumentou a pena para 12 anos e um mês.


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20/11


2018

Bolsonaro imita Temer: ‘Não é nem réu ainda!’

Josias de Souza

Após indicar para o Ministério da Saúde o deputado Luiz Henrque Mandeta (DEM-MS), investigado por fraude em licitação, tráfico de influência e caixa dois, Jair Bolsonaro declarou: “Olha só, tem uma acusação contra ele de 2009, se eu não me engano. …Não é nem réu ainda. O que está acertado entre nós? Qualquer denúncia ou acusação que seja robusta, não fará mais parte do nosso governo.”

Corta para o Planalto. Dia 13 de fevereiro de 2017. Ardia nas manchetes a delação da Odebrecht. Michel Temer, às voltas com ministros investigados, veio aos holofotes para declarar: ''Se houver denúncia, o que significa um conjunto de provas eventualmente que possam conduzir ao seu acolhimento, o ministro que estiver denunciado será afastado provisoriamente. Logo depois de acolhida a denúncia, e aí sim, a pessoa, no caso o ministro, se transforma em réu (…) o afastamento é definitivo.''

Com palavras diferentes, Bolsonaro e Temer disseram a mesma coisa. Ambos convivem pacificamente com a ideia de entregar nacos do Orçamento da União para gestores suspeitos de corrupção. A única diferença entre os dois é que Bolsonaro havia sinalizado para os seus eleitores que jamais transigiria com o malfeito. Se tivesse avisado que preencheria um pedaço da Esplanada seguindo os padrões estéticos de Temer, o capitão talvez perdesse alguns milhões de votos.

Um candidato só se conhece em uma situação: depois de eleito. Quando está pedindo votos, o que o político fala não merece 100% de crédito. Quem acredita em tudo, inbeciliza-se. O que intranquiliza no caso de Bolsonaro não é o comportamento típico, mas a velocidade com que o discurso do candidato se distancia da prática do eleito. Antes mesmo da posse, abre-se uma fresta com potencial para virar abismo.


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