Ipojuca

16/05


2018

PF: dinheiro do tráfico usado por políticos brasileiros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Traficante Cabeça Branca, Luiz Carlos da Rocha foi preso em Sorriso, MT - Reprodução de vídeo / Divulgação PF

PF tem indícios de que dinheiro do tráfico foi usado por políticos brasileiros

Esquema teria envolvido 200 laranjas e movimentado até R$100 milhões entre 2014 e 2017

Antônio  Werneck – O Globo

A Polícia Federal (PF) tem indícios de uma possível conexão entre políticos brasileiros e o traficante Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, preso no dia 1º de julho de 2017, em Mato Grosso, que é apontado como um dos maiores traficantes internacionais de drogas da América do Sul, com negócios em dezenas de países. A ligação apareceu com o doleiro Carlos Alexandre de Souza, o "Ceará", preso nesta terça-feira durante a Operação "Efeito Dominó", que investiga lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Segundo as investigações, dinheiro obtido pelo traficante, repassado ao doleiro, estaria sendo usado no pagamento de propina a políticos.

— O que nós temos até agora são apenas indícios. Só poderemos confirmar essas informações no decorrer das investigações — afirmou o delegado Elvis Secco, que coordernou a prisão de Cabeça Branca e foi responsável por parte importante da operação deflagrada hoje.

Até ser preso ano passado, Cabeça Branca comandou por mais de duas décadas um esquema de tráfico internacional de drogas responsável por abastecer mensalmente pelo menos cinco toneladas de cocaína, com alto grau de pureza, países na Europa, na África e nos Estados Unidos. No Brasil, o traficante seria o principal fomentador da guerra travada entre quadrilhas rivais de criminosos no Rio e em São Paulo, fornecendo cocaína mais barata e sem tanta pureza para bandidos ligados às maiores facções do país.

Em mais de 20 anos de atividades no crime, a Polícia Federal estima que ele tenha reunido uma fortuna em bens que chegariam a pelo menos US$ 100 milhões (cerca de R$ 325 milhões) e movimentado uma cifra superior a R$ 1,2 bilhão.

Valores que transformam Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, bandidos classificados como barões das drogas no continente, como criminosos pés-de-chinelo. Não há nenhum criminoso do mesmo nível de Cabeça Branca sendo procurado pela Polícia Federal no momento.

Segundo o delegado Elvis Secco, atualmente nos Estados Unidos investigando um braço da quadrilha do traficante, Cabeça Branca teria usado cerca de 200 nomes (entre pessoas físicas e jurídicas) para lavar cerca de R$ 100 milhões entre 2014 e 2017, apenas no Mato Grosso.

  •  

— Sabemos que os políticos estavam usando dinheiro do tráfico para pagar propina. O que estamos verificando é se eles sabiam — afirmou Secco.

Oito pessoas foram presas na operação desta terça-feira. Entre os presos estão dois doleiros já conhecidos pela PF — um deles alvo da Lava- Jato e outro, da Operação Farol da Colina. O doleiro Carlos Alexandre, o Ceará, que já foi alvo da Lava-Jato, retomou suas atividades ilegais mesmo após ter firmado acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR) e depois homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Tanto a PGR quando o STF serão comunicados sobre a prisão dele para avaliar quanto a quebra do acordo.

A "Efeito Dominó" é um desdobramento da Operação "Spectrum", que desarticulou a quadrilha chefiada por Cabeça Branca. Nesta terça, cerca de 90 agentes cumpriram 26 ordens judiciais — 18 mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e três mandadosnde prisão temporária.


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Comentários

Quentura

Fake transgênero direitista novamente?

marcos

José Dirceu aprova Cabeça Branca para vice do Nine

Quentura

Fake transgênero direitista novamente?

marcos

Fake mortadela again

Quentura

Febre interna nela. KKKK

Quentura

Que tal usarmos vermelho na Copa do mundo ? Vou aderir com certeza ! Vermelho é uma cor forte, viva cheia de energia, que simboliza força autoconfiança e libido.

Quentura

Fake direitista novamente transgênero.

marcos

Gleisi afirma, Cabeça Branca um ótimo vice. Tem tudo a ver com o PT. 247

Quentura

PT É O PARTIDO MAIS ENRAIZADO DO PAÍS E VOLTOU A CRESCER. CNT/MDA: MESMO PRESO, LULA LIDERA FOLGADO COM 32,4%

Quentura

Fake direitista transgênero.

marcos

Fake again mortadela

Quentura

Bolsonaro perde até no Facebook para Lula, após prisão. O deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que já leva uma ‘coça’ de Lula em todas as pesquisas, também perde no Facebook do petista, que está preso desde 7 de abril. De acordo com reportagem da revista Piauí, o ex-presidente somou 7,8 milhões de interações (entre curtidas, comentários e compartilhamentos) e se tornou o presidenciável com maior popularidade na mídia social. Ainda de acordo com a publicação da Folha, Jair Bolsonaro somou 4,8 milhões de interações no mesmo período.

sonia

Dá certo. Concordo Marcos,

Quentura

O Brasil que eu quero é o da Direita com anticoncepcional, para evitar a reprodução de Direitista transgênero homem.

marcos

A direção do PT escolhe o Traficante Cabeça Branca para vice de Lula. Chapa puro sangue penitenciária.


Gravatá

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23/07


2018

PSDB ameaça romper acordo com PTB em Pernambuco

Coluna do Estadão – Andreza Matais

A aliança de Geraldo Alckmin com o Centrão precisa de ajustes nos Estados. No Mato Grosso, o governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB) aliou-se ao PSL, por isso abrirá seu palanque também para Jair Bolsonaro. Já o PR, que vai indicar Josué Gomes como vice do presidenciável tucano, fechou com o PT do Mato Grosso. Em Pernambuco, os tucanos começam a avaliar romper o acordo com Armando Monteiro (PTB) para lançar o deputado Bruno Araújo ao governo.

O motivo: O petebista declarou apoio ao presidenciável do PT. Nacionalmente, o PTB foi o primeiro partido a apoiar Alckmin.

Bruno Araújo seria o candidato ao Senado na chapa de Armando Monteiro. Foi rifado justamente por ter dado o voto 342, que definiu o impeachment da petista Dilma Rousseff.

Nesta semana, o PSDB de Pernambuco vai procurar Geraldo Alckmin para uma definição sobre o impasse.

O argumento: será difícil explicar ao eleitor a composição com um aliado de Lula, além de o presidenciável ficar sem palanque no sétimo colégio eleitoral do País.

Tem mais. O candidato do PT ao Planalto já conta com três palanques em Pernambuco. Além de Monteiro, o governador Paulo Câmara (PSB) e Marília Arraes (PT).

Os tucanos querem os votos dos 40% que se declaram anti-petistas.


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Cabo

23/07


2018

PT e Alckmin: debate sem combate à corrupção

PT e Alckmin podem duelar, mas sem debater combate à corrupção

Leandro Colon – Folha de S.Paulo

O padrinho do nome petista está na cadeia, e os fiadores do nome tucano são velhos conhecidos da Lava Jato

Os protagonistas das duas principais convenções presidenciais realizadas até agora são opostos ideologicamente e compartilham o sentimento de isolamento partidário e de perspectiva de competitividade.

Esnobado pelo centrão, Ciro Gomes modulou de última hora seu discurso na sexta (20), buscando um clima de paquera com setores da esquerda indefinida, sobretudo o PSB.

Rejeitado pelo PR, Bolsonaro nada apresentou de novo no evento do PSL no Rio que o lançou oficialmente ao Planalto. Saiu de lá sem um vice formalizado e ainda sonhando em conseguir mais alguns segundos de TV para ir além do “meu nome é Jair”.

Em um exercício arriscado de futurologia política, faz sentido apostar que a dupla Ciro Bolsonaro terá muita dificuldade em se manter competitiva até o dia 7 de outubro. 

Sim, o imponderável sempre é capaz de balançar eleições. Foi assim em 2006, quando estourou o escândalo dos aloprados na véspera da reeleição de Lula. Em 2010, a campanha de Dilma Rousseff (PT) foi acusada de ter montado um bunker para espionar a turma de José Serra e de ter ligação com a violação de sigilos da filha do então candidato tucano.

Há quase quatro anos, o desastre aéreo que matou Eduardo Camposbagunçou por algumas semanas o cenário daquela eleição presidencial.

Os episódios acima preencheram manchetes, mas não alteraram o curso do resultado final. Lula, apesar dos aloprados, foi reeleito. Dilma, mesmo com a ação ilegal atribuída a correligionários, levou a melhor sobre o PSDB há oito anos (e em 2014).

Teimando com a perigosa mania de adivinhar a política, faz também sentido apostar que 2018 vai repetir a disputa PSDB x PT —no caso, Alckmin contra o candidato de Lula (Fernando Haddad ou Jaques Wagner). 

A única certeza é que nenhum lado terá a ousadia de levantar o debate de combate à corrupção. O padrinho do nome petista está na cadeia, condenado em segunda instância, e os fiadores do nome tucano são velhos conhecidos dos escaninhos de inquéritos da Lava Jato.


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ArcoVerde

23/07


2018

Marun se explica por chamar Ciro de débil mental

Estadão Conteúdo

Após ter chamado o candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, de “débil mental” em um grupo de WhatsApp, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, divulgou nota na noite deste domingo, 22, afirmando que não teria usado a expressão se soubesse que ela viria a público. Segundo o ministro, a mensagem a parlamentares do MDB e ao pré-candidato do partido, Henrique Meirelles, tratava de posições pessoais que ele deseja discutir com o partido.

 “Admito que se soubesse que as mesmas se tornariam públicas não teria utilizado o termo ‘débil mental’ em relação ao Sr. Ciro Gomes, por reconhecer que, independentemente de minhas posições pessoais, um candidato a presidente da República deve ser publicamente tratado com o maior respeito”, afirmou Marun.

A nota de Marun não comenta outros trechos polêmicos da mensagem. Entre outras propostas, o ministro de Michel Temer defendeu uma forma de “leniência” ao caixa dois praticado em eleições passadas e a fixação de mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Marun sugeriu a criação de uma corte constitucional para “dirimir conflitos” entre o STF e a Constituição, um conselho superior para controle externo das polícias e ainda avançou sobre a área social, ao recomendar o fim da gratuidade total aos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS).


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23/07


2018

Sem a vice de Bolsonaro

Dirigentes do PSL, partido de Jair Bolsonaro, têm dito que são muito grandes as chances de a advogada Janaína Paschoal não assumir a vaga de vice do presidenciável. Nas conversas, ela indicou que questões familiares a impedem de ficar com o posto.

O apoio dela a Bolsonaro, porém, é visto como um ativo importante. Integrantes da sigla dizem que Janaína espelha uma direita mais elitizada e que poderia ajudar a modular o discurso do capitão reformado com suas ideias.(Folha Painel)


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Prefeitura de camaragibe

23/07


2018

Não desistem: ainda à caça de Joaquim Barbosa

Os emissários do PSB já começaram a sondar Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF, sobre a hipótese de ele aceitar se recolocar na disputa presidencial.

Um grupo ligado ao partido o convidou para jantar no sábado (21). A cúpula da sigla passou o domingo (22) à espera de relatos.

Se Barbosa rejeitar a ideia, o que a direção do PSB considera o mais provável, a tendência é a de que os diretórios de Pernambuco, sob o governador Paulo Câmara, e o de São Paulo, de Márcio França, se unam para garantir que a sigla fique neutra. (Folha Painel)


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Asfaltos

23/07


2018

PT espera fechar primeira aliança nacional com o Pros

A direção do PT começa esta semana com a expectativa de fechar a primeira aliança nacional. As conversas com o Pros estão em estágio adiantado e a ideia da cúpula petista é consolidar o acordo nos próximos dias. O Pros apoiou Dilma Rousseff em 2014 e reivindica, desta vez, suporte para ampliar sua bancada na Câmara, hoje com 11 deputados. O acerto traria certo alívio à legenda do ex-presidente Lula. Aliados mais tradicionais, como o PC do B, ainda têm dúvidas sobre uma composição.

Após as reuniões deste fim de semana, dirigentes do PC do B dizem que ganha força na legenda a tese de que é preciso aguardar até o último dia, 15 de agosto, data de registro das candidaturas, para tomar um rumo definitivo.

O plano seria confirmar a candidatura de Manuela d’Ávila à Presidência na convenção, dia 1º de agosto, mas seguir com as negociações com PT e PDT até o limite. Neste domingo, os comunistas fizeram novo apelo à unidade da esquerda. Um acordo que unisse PT, PDT, PSB e PC do B é quase impossível.(Daniela Lima – Folha de S.Paulo)


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bm4 Marketing 5

23/07


2018

Ministro de Temer chama Ciro de débil mental

Em mensagem enviada a Meirelles e deputados, Carlos Marun diz que governo ajudou Alckmin ao prejudicar pedetista

Bruno Góes – O Globo

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, admitiu neste domingo que o governo do presidente Michel Temer interferiu junto ao centrão (DEM, PP, PRB, PR e SD) para que o grupo rejeitasse a aliança com o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes. Em mensagem enviada ao pré-candidato do MDB, Henrique Meirelles, e deputados da bancada do partido na Câmara, Marun se refere ao presidenciável pedetista como "o débil mental do Ciro Gomes".

No texto, obtido pelo GLOBO, cuja autoria foi confirmada pelo ministro, Marun elogia a candidatura própria do MDB e lista uma série de prioridades para a campanha de Meirelles. O ministro afirma que, ao prejudicar Ciro, o governo ajudou indiretamente a pré-candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB), mas que o tucano não merece o apoio do MDB, já que posicionou-se a favor da apreciação de denúncias contra o presidente Michel Temer.


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23/07


2018

As vivandeiras querem Bolsonaro

Elio Gaspari - O Globo

Um pedaço do andar de cima que desfila na tropa de Jair Bolsonaro não quer escolher um presidente da República. Quer um golpe parecido com o de 1964, aquele que colocou cinco generais na Presidência da República. Em 1984, quando a ditadura agonizava, quase todas as vivandeiras que aplaudiram as extravagâncias do poder militar aderiram à campanha de Tancredo Neves e varreram para os quartéis o entulho do regime.

A plateia que ouviu Bolsonaro na Confederação Nacional da Indústria durante uma hora viu que estava diante de um candidato compreensivelmente nervoso e incompreensivelmente desconexo. Vago ao expor sua plataforma econômica, o candidato citou o evangelista João — “conhecereis a verdade e ela vos guiará” — e, em seguida, guiou a audiência para a questão ambiental de Roraima. Adiante, informou: “Estamos entregando a mina de nióbio ao chinês.” Referia-se à mina da Anglo American de Catalão (GO). (Em fevereiro, em Hamamatsu, Bolsonaro prometeu trabalhar em parceria com japoneses para a exploração do nióbio brasileiro.)

Reforma trabalhista? “É remendo novo em calça velha”. Não se pode saber o que isso significa, mas a plateia não reagiu.

Num breve momento o candidato deu uma pista. Mencionando que ele temeu um eventual crescimento da esquerda, disse: “Aí acabou qualquer esperança de mudarmos o Brasil pelas vias democráticas, que tem que ser.”

Desde 1985 o Brasil está numa via democrática e Bolsonaro, com seus sete mandatos, é uma prova disso. O candidato de hoje não repete o deputado que há dez anos, diante de uma manifestação hostil, disse que o “grande erro” da ditadura “foi torturar e não matar”. O Brasil deve ao marechal Castelo Branco a exposição das “vivandeiras alvoroçadas” que, desde 1930, rondam quartéis. Elas ainda estão por aí.


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23/07


2018

Leitor: cabe-lhe a honra de pagar a conta

Carlos Brickmann

O caro leitor talvez não saiba, mas é empresário, sócio de múltiplas empresas. Os governos que elegeu – Federal, estaduais, municipais – têm, juntos, 118.288 CNPJs – Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicas, algo, para empresas, próximo àquilo que o CPF é para as pessoas físicas.

Vejamos um CNPJ, buscado ao acaso (é o nº 74.170 da lista): pertence à Cabana do Jaime, dirigida por Jaílton Ferreira de Jesus. Situação ativa: está funcionando (a última verificação é de 10 de julho de 2017), e é órgão público do Poder Executivo Federal desde, pelo menos, 2006. Tem capital social de R$ 0,00 (zero reais), está localizada na avenida Otávio Mangabeira, praia de Piatã, em Salvador, Bahia – uma beleza de lugar.  Tem telefone fixo (71), e os primeiros números são 328... Tem e-mail.

Na verdade, o caro leitor não é empresário, talvez nem seja formalmente sócio de uma empresa desse tipo. Mas cabe-lhe a honra de pagar a conta. E não imagine que a coisa se limita a uma barraca de praia. Há também uma associação dos pescadores, uma associação de produtores rurais, um restaurante – não há dúvida, existe gente que tem sorte na vida. Porque controlar quase 120 mil empresas como essas deve ser muito difícil.


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23/07


2018

Bolsonaro é fenômeno com calcanhares de vidro

Josias de Souza

O que é um fenômeno? Um deputado de ultradireita não é um fenômeno. O endeusamento de Donald Trump não é um fenômeno. Pesquisa eleitoral não é um fenômeno. Fenômerno é um apologista de Trump liderar as pesquisas presidenciais no Brasil recitando teses de ultradireita. Com a aclamação de sua candidatura pelo raquítico PSL, neste domingo, Jair Bolsonaro consolida-se como grande surpresa da temporada eleitoral de 2018. Mas o fenômeno, indica o Datafolha, tem calcanhares de vidro que dificultam sua caminhada até o Palácio do Planalto.

Com Lula fora da raia, Bolsonaro lidera o páreo presidencial com 19%, informa a sondagem mais recente do Datafolha, divulgada em junho. Entretanto, um terço do eleitorado desenvolveu uma ojeriza pelo fenômeno —32% dos entrevistados disseram que jamais votariam no capitão. Bolsonaro tem dificuldades para crescer. Mais: nas projeções de segundo turno, sua liderança derrete.

Se não estivesse inelegível, Lula (49%) surraria Bolsonaro (32%) num hipotético segundo round. Marina Silva (42%) colocaria dez pontos de vantagem sobre o fenômeno (32%). Ciro Gomes (36%) subiria ao ringue estatisticamente empatado com a novidade (34%). Até Geraldo Alckmin (33%) emparelharia suas luvas com as de Bolsonaro (33%), num empate matemático.

Numa eleição imprevisível, em que 33% dos eleitores chegam à beira da urna sem ter escolhido um candidato, tudo pode acontecer. Mas a liderança de Bolsonaro tem, por ora, a solidez de um pote de gelatina. Sem alianças, o candidato terá algo como sete segundos para vender o seu peixe no horário eleitoral. Mal dá para pronunciar o nome.

Bolsonaro alardeia que vencerá a eleição no primeiro turno, fazendo suas barricadas na internet. Em política, impossível não é senão uma palavra que contém o possível.  Mas Valdemar Costa Neto, um PhD em poder, preferiu tomar distância. Ao farejar o risco de Bolsonaro dar com os burros n’água, o dono do PR decidiu apostar num burro mais seco. Entregou o tempo de propaganda do seu partido para o tucano Geraldo Alckmin, estimulando as outras legendas do chamado centrão a fazer o mesmo.

O fenômeno arrancou a extrema-direita do esconderijo entoando raciocínios que transformaram o candidato numa espécie de porta-voz do desalento. Bolsonaro captou no ar o sentimento do armário. Há quatro meses, ao filiar-se ao PSL, declarou que seu modelo é Donald Trump, “um exemplo para nós seguirmos.”

Leia o artigo na íntegra clicando ao lado: Bolsonaro é fenômeno com calcanhares de vidro - Política - Política


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23/07


2018

Idolatria no lançamento de Bolsonaro ao Planalto

Bernardo Mello Franco – O Globo

"Mito! Mito! Mito!". O grito de guerra animou os militantes que lotaram a convenção do PSL. O clima de idolatria dominou o encontro, que lançou a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência.

— Este homem, para mim, é um herói nacional — derramou-se o presidente do partido nanico, Gustavo Bebianno. — Ele não prega a correção, ele é o exemplo de correção. Posso dizer que sou, de forma hétero, apaixonado por Bolsonaro — disse.

Um a um, os oradores cultuavam a personalidade do presidenciável.

— Ele é sincero. Correto. Patriota — elogiou o conselheiro Paulo Guedes, antes de autorizar o candidato a “matar as aulas de economia para caçar voto”.

— O Brasil quer um homem que tenha sangue nos olhos para emparedar vagabundo. Você tem — emendou o senador Magno Malta (PR-ES), que rejeitou a vaga de vice, mas prometeu pedir votos para o capitão.

Na entrada do centro de convenções, um boneco inflável de Bolsonaro saudava os militantes. No auditório, sua imagem se multiplicava em faixas e camisetas. Um fã mais empolgado desfilava com uma tatuagem do deputado na perna direita.

No palanque, as loas ao candidato só rivalizavam com a pregação contra a esquerda. No retrato pintado pelos bolsonaristas, o Brasil parece ser um país a dois passos de se converter ao comunismo.

— Os ladrões esquerdopatas estão roubando o nosso Brasil — bradou o deputado Major Olímpio (PSL-SP), um dos líderes da bancada da bala na Câmara.

— Dominaram as escolas com militantes disfarçados para pregar a ideologia de gênero — emendou o deputado Delegado Francischini (PSL-PR).

O general Augusto Heleno, que também recusou a vice de Bolsonaro, atacou o passado de Dilma Rousseff na luta contra a ditadura militar. A plateia engrenou um coro de “terrorista” para a ex-presidente.

Depois de onze homens discursarem, a advogada Janaína Paschoal foi à tribuna como representante solitária das mulheres. Ela começou atacando o “totalitarismo petista”, mas surpreendeu ao criticar o “pensamento único” dos fãs do capitão.

— Reflitam se não estamos correndo o risco de fazer um PT ao contrário — pediu.

Ao contrário dos outros, foi mais aplaudida antes do que depois de falar.

Bolsonaro começou em tom humilde, rejeitando o rótulo de “salvador da pátria”. No fim do discurso, já se apresentava como um “escolhido” para subir a rampa do Planalto.

— Para quem jurou dar a vida pela pátria, o que é dar a vida pelo mandato? — perguntou, para delírio dos seguidores.


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Comentários

gilson

Ate a louca da Janaína Pascoal é mais sensata que os lunáticos eleitores do Mito, nem ela aceitará entrar na canoa frada do Capitão.



23/07


2018

Marun quer anistia ao caixa 2 e SUS pago

Articulador político de Temer propõe tribunal acima do STF, anistia ao caixa 2 e SUS pago

Ministro Carlos Marun encaminhou carta com medidas para candidatura de Meirelles ao Planalto

Marina Dias – Folha de S.Paulo

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, propôs um pacote de medidas para a candidatura de Henrique Meirelles (MDB) à Presidência da República que inclui, entre outros pontos, a criação de uma corte que se sobreponha ao STF (Supremo Tribunal Federal), a anistia ao caixa dois cometido em campanhas eleitorais passadas e a cobrança de um valor mínimo para o atendimento no sistema público de saúde.

Em mensagem encaminhada a Meirelles e a deputados do MDB, Marun afirma que o partido "tem um ótimo candidato" e "liberdade" para estabelecer um programa "que não seja refém das mazelas de um presidencialismo de coalizão".

Segundo o ministro, responsável pela articulação política do governo Michel Temer, esse sistema –praticado pelo presidente, inclusive– tem a "tendência de transformar-se em um balcão de negócios".

"Vamos desburocratizar as eleições, mas punir realmente o uso de dinheiro ilegal nos pleitos. Podemos propor uma forma de leniência para o caixa dois já praticado e o criminalizarmos para o futuro", diz o texto do ministro ao qual a Folha teve acesso. 

E segue: "Vamos propor mandatos para o STF, revogar a Lei da Bengala, votar a Lei do Abuso de Autoridade, e criarmos uma Corte Constitucional que possa dirimir conflitos entre as decisões do STF e a Constituição Federal".

 

O ministro ainda afirma que a candidatura do MDB deve propor a manutenção do Bolsa Família –principal bandeira dos governos do PT–, mas que a gratuidade absoluta no atendimento pelo sistema público de saúde deve ser restrito apenas "para aqueles que são realmente carentes". Nos outros casos, defende Marun, é preciso cobrar um valor mínimo.

"Vamos manter o Bolsa Família, mas vamos propor um valor mínimo para o atendimento pela saúde pública, mantendo a gratuidade absoluta somente para aqueles que são realmente carentes", escreveu.

À Folha, Meirelles confirmou que recebeu o texto de Marun. "Vou ler com cuidado e conversar para a redação do programa de governo", disse.

Outro ponto destacado pelo ministro como uma possível proposta da candidatura de Meirelles é a obrigatoriedade para que emissoras de TV concessionárias públicas apresentem diariamente, das 9h às 11h e das 14h às 16h, programas educativos produzidos pelo estado.

No documento, Marun afirma que é preciso "radicalizar nas privatizações" e propor a autonomia do Banco Central, além de exaltar a necessidade de fazer a reforma da Previdência –a proposta foi encaminhada por Temer ao Congresso mas, sem força política e às vésperas das eleições, o presidente a viu naufragar no início deste ano.

O documento também funciona como uma espécie de resposta do ministro ao apoio que partidos do centrão –DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade–, todos da base de Temer, fecharam em torno da pré-candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao Planalto. Mesmo com cargos no governo, as siglas não quiseram firmar aliança com Meirelles, que hoje tem 1% nas pesquisas ante aos 7% do tucano.

Antes crítico à candidatura de Meirelles, Marun agora estimula a candidatura do ex-ministro da Fazenda e afirma que a atitude de Alckmin de não apoiar Temer na votação das duas denúncias contra o presidente, derrubadas na Câmara no ano passado, torna o tucano "não merecedor" do respaldo do MDB. 

Ele chama de "débil mental" o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, e diz que a o governo "ajudou" o acordo com Alckmin ao "vetar" o apoio do centrão a Ciro.

Em nota divulgada após a publicação da reportagem, Marun disse que as propostas são “posição pessoais” sobre as quais gostaria de discutir com o MDB e Meirelles.

O ministro afirmou ainda que, se soubesse que a mensagem se tornaria pública, não teria utilizado o termo “débil mental” para se referir a Ciro Gomes (PDT). 

“Independentemente de minhas posições pessoais, um candidato a presidente da República deve ser publicamente tratado com maior respeito”, afirmou Marun.


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22/07


2018

Doações fantasmas ao PDT entram na mira da Lava-Jato

Valores foram recebidos por Carlos Lupi e tesoureiro Marcelo Panella

Hudson Correia – O Globo

A Procuradoria da República vai investigar doações de empresas fantasmas ao PDT, do presidenciável Ciro Gomes. O valor de R$ 500 mil foi recebido pelo presidente do partido, Carlos Lupi, e pelo tesoureiro, Marcelo Panella, em maio de 2010. As cinco doadoras pertencem ao grupo de empresas de fachada criadas pelos empresários Samir e Adir Assad, e aparecem na delação que eles fizeram na Lava-Jato em agosto de 2017.

— A colaboração dos irmãos Assad foi homologada em três locais diferentes: Rio, São Paulo e Curitiba. Com certeza iremos investigar. Só não sabemos ainda quem ficará responsável — disse o procurador Eduardo El Hage.

Outros três casos de doações suspeitas, descobertos na Lava-Jato, também envolvem o PDT. Incluindo os R$ 500 mil atribuídos a fantasmas, as contribuições duvidosas somariam R$ 9,4 milhões entre 2010 e 2014. Ciro Gomes se filiou ao partido em setembro de 2015.

O empresário Adir Assad promovia shows em São Paulo, até entrar no negócio de fazer caixa dois para grandes empreiteiras do país. O esquema parecia perfeito por envolver apenas firmas privadas. A partir de 2008, Assad criou empresas fantasmas de terraplanagem. Ele colocava apenas uma máquina no canteiro de obras e cobrava por mais de 50.

— Quem vai saber o tamanho do buraco que fiz. A Receita Federal não consegue dimensionar — disse Assad ao juiz Marcelo Bretas, em agosto passado.

INQUÉRITO NO STF

Legend Engenheiros Associados, SP Terraplanagem, Power To Tem, JSM Engenharia e Soterra Terraplanagem doaram juntas R$ 500 mil ao PDT no dia 5 de maio de 2010. Foram as primeiras contribuições daquele ano ao partido. Lupi e Panella assinaram o demonstrativo de doação.

— As empresas tinham CNPJ à época. Não é nossa competência examinar anos depois se eram de fachada ou não — afirmou Lupi. — Não há ato ilícito em receber doação oficial e com recibo. Todas as denúncias dos delatores premiados não têm prova. Minha consciência é limpa — acrescentou.

Há outra movimentação suspeita nas contas do partido em 2010. Alvos da Lava-Jato, as distribuidoras de bebidas Leyroz de Caxias e a Praiamar Indústria deram juntas R$ 500 mil ao PDT. Delatores da Odebrecht disseram que a empreiteira usava as duas empresas para ocultar ajuda a políticos. Para tanto, acionava o Grupo Petrópolis, dona da cervejaria Itaipava, que, por sua vez, repassava a tarefa à Leyroz e Praiamar.

Panella e Lupi respondem a inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura peculato (corrupção de servidor público) e lavagem de dinheiro. Em abril, o ministro Edson Fachin mandou o caso à Justiça de São Paulo porque envolve o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Delatores da Odebrecht afirmam que Mantega pediu repasse de dinheiro a partidos em troca de tempo na TV para a reeleição de Dilma Rousseff.

O nome de Lupi também aparece na delação do ex-executivo da J&F Ricardo Saud. Segundo ele, a empresa pagou propina de R$ 4 milhões “na forma de doações oficiais para o diretório nacional”. A acusação ainda dormita no imenso processo da delação de Joesley Batista em tramitação no STF.

— As contas aprovadas do partido são a prova da lisura dos atos. Todas essas acusações não têm sequer uma prova — afirma Lupi.


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22/07


2018

PIB miúdo joga cal sobre ocaso de Michel Temer

Josias de Souza

Antes de sofrer uma pane moral em 17 de maio de 2017, quando o grampo do Jaburu escalou as manchetes, Michel Temer desenhava nas conversas com empresários e congressistas um cenário triunfante para a sucessão de 2018. Previa que, neste segundo semestre do ano eleitoral, a economia estaria crescendo na casa dos 3%, com aumento da renda e queda do desemprego. Em relatório divulgado nesta sexta-feira, a equipe econômica do governo confirma que a realidade atrapalhou a fantasia presidencial.

Ecoando estimativas já feitas pelo Banco Central, o documento reduz a previsão oficial de crescimento do PIB, que já havia caído para 2,5% em maio, para 1,6%. O mercado projeta uma taxa ligeiramente mais mixuruca: 1,5%, com viés de baixa. Quanto à inflação, o relatório do governo anota que deve subir de 3,4% para 4,2%. Tudo isso contra um pano de fundo tisnado pela precarização do trabalho e pela presença de mais de 13 milhões de brasileiros no olho da rua.

Temer chegou a sonhar com a reeleição. Imaginou que passaria à posteridade como presidente das reformas. Reformou a própria biografia, piorando-a. Descerá a rampa como o presidente mais impopular da história. Com sorte, viverá o resto dos seus dias no ostracismo. Com azar, será recolhido pelos rapazes da Polícia Federal para uma escala no inferno.

Nesse cenário aterrador, o PIB miúdo de 2018 cai sobre o ocaso de Temer como uma espécie de pá de cal. Parte do pó cai sobre a campanha presidencial do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles.


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22/07


2018

Cargos ao Centrão: máquina de fazer voto

Cargos deram ao Centrão máquina de fazer voto.

O Estado de S. Paulo- Coluna do Estadão

Por Andreza Matais

 

Mais do que tempo de televisão, políticos experientes dizem que os partidos que compõem o Centrão têm como principal atrativo o fato de unidos serem uma máquina de fazer votos. DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade fizeram a diferença nas últimas eleições, mas, desta vez, a decisão de agir em bloco tornou o grupo uma potência. O ativo advém do fato de controlarem no governo Temer ministérios que tocam programas sociais vitrines. Prefeitos e vereadores beneficiados com verbas serão cobrados, agora, a retribuir ajudando com votos a eleger os candidatos do bloco.

O apoio do Centrão ao presidenciável Geraldo Alckmin, se confirmado, trará para a campanha do tucano uma massa de prefeitos, vereadores, assessores e agregados dessas siglas. Apoio que faz uma grande diferença numa eleição que será marcada pela abstenção e pelos votos em branco e nulo.

Integrante do Centrão, o PP tem o terceiro maior número de vereadores do País, atrás do MDB e do PSDB. Somados, os cinco partidos contam com 1.222 prefeitos e 13.710 vereadores. O grupo tem 164 deputados federais e 17 senadores.

A Lava Jato uniu os partidos do Centrão. Seus integrantes admitem que virou uma questão de sobrevivência se manter no poder. Se Geraldo Alckmin perder, o próximo presidente terá que negociar com o grupo de qualquer jeito para governar.

Em uma das reuniões preliminares do Centrão, o deputado Ricardo Barros (PP), que chegou a se colocar como pré-candidato à Presidência, disse que estará em qualquer governo, independentemente de quem for eleito.

Marcos Pereira (PRB) e ACM Neto (DEM) responderam que não comporiam com um governo do PT. Ciro Nogueira (PP) e Valdemar da Costa Neto (PR) ironizaram. “Ah tá.”


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