Versão Sertão do Araripe

09/02


2018

JBS é recebida na Fazenda em reunião sem Meirelles

Representantes da JBS, incluindo Wesley Batista Filho, presidente das operações da JBS na América do Sul e filho de Wesley Batista, apresentaram o plano de recuperação da empresa nesta sexta-feira (9) no Ministério da Fazenda, onde foram recebidos pelo secretário executivo da pasta, Eduardo Guardia.

A empresa pertence aos irmãos Wesley e Joesley Batista, presos em São Paulo desde o ano passado pela suspeita de uso de informação privilegiada (no caso a própria delação premiada contra o governo Temer) para obter lucros indevidos no mercado financeiro.

De acordo com Guardia, a empresa pediu a reunião para apresentar ao governo sua situação financeira, e foi recebida como outros grupos e associações privadas.

A JBS, que além de Batista Filho foi representada por Gilberto Tomazoni, seu presidente de operações globais, não fez nenhum pedido, garantiu o secretário.

"Não tenho constrangimento de receber empresários que querem vir aqui falar da economia, do país, como recebo vários outros empresários, segmentos, setores, associações de empresários. Minha agenda é pública", disse Guardia. Segundo ele, a empresa veio mostrar o que vem fazendo em termos de gestão financeira e "aprimoramento de governança corporativa".

"Foi uma reunião agendada comigo, o Gilberto Tomazoni queria se apresentar e mostrar o que empresa vinha fazendo no período recente. Não teve nenhum pedido, nenhuma discussão de temas tributários, nada disso." não tratamos de nenhum outro tema

Guardia frisou que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que presidiu o conselho de administração da holding que controla a JBS entre 2012 e 2016, não participou do encontro.

"O ministro da Fazenda não tem nada a ver com essa conversa", disse Guardia.
­Meirelles, que momentos antes da entrevista de Guardia saiu do ministério para um encontro com o presidente Michel Temer, se esquivou do tema.

"Não sei qual o tema da reunião, pergunte a ele [Guardia]. Eu tenho certeza de que o secretário vai deixar tudo claro. Também não participei da marcação da reunião", disse o ministro.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Quentura

Cérebro de bolsoamebas fica no intestino, né, e ninguém pode negar.... ninguém pode negar....ninguém pode nega

marcos

Lula é Ladrão e ninguém pode negar.... ninguém pode negar....ninguém pode negar

Quentura

MARCO ANTÔNIO VILLA AFIRMA QUE JAIR BOLSONARO E SEUS ELEITORES SÃO NAZISTAS. Eita!

marcos

O bom é Lula, Condenado em segunda instância por Lavagem, Roubo, Formação de quadrilha, Corrupção e Sonegação.

Quentura

Cérebro de bolsoamebas fica no intestino, né?


Versão Sertão de Itaparica

Confira os últimos posts

26/05


2018

STF, Forças Armadas e ações repressivas de Temer

Ao lado de Forças Armadas, STF virou avalista de ações repressivas de Temer

Abrangência de decreto abre perigoso precedente de emprego de Forças Armadas

Folha de S.Paulo – ANÁLISE

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes deferiu uma liminar contra o movimento dos caminhoneiros, determinando a desocupação imediata das rodovias, inclusive com uso de forças da segurança pública, caso necessário.

A decisão impede que o movimento ocupe qualquer lugar nas rodovias, mesmo que parcialmente e para realização de protesto, inclusive no acostamento. A decisão determina, ainda, a aplicação de multas a entidades e aos motoristas pessoalmente, caso resistam a cumprir a decisão.

A arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 519) foi proposta pelo presidente Michel Temer um pouco antes do pronunciamento em que creditou "a uma minoria radical" a manutenção da greve mesmo após celebração de acordo. Com a ação judicial, há dúvidas sobre a manutenção

A ação estava baseada em decisões judiciais que negaram a pretensão do governo de ver reintegrada a posse das rodovias e extinta as manifestações.

Para parte dos juízes federais em diferentes regiões do país, a paralisação dos caminhoneiros estaria abrangida pelo direito de manifestação e de greve sem abuso, já que estaria permitida passagens de carros, ambulâncias, garantindo o direito de ir e vir dos cidadãos.

Apenas a hipótese de bloqueio total de rodovias caracterizaria um abuso. A liminar dada por Alexandre de Moraes suspende todas as decisões contrárias aos interesses do governo relativas ao protesto.

A liminar dada por Alexandre de Moraes --único ministro dentre os 11 do STF que foi indicado por Temer-- pode ser confrontada com uma jurisprudência do tribunal que tem declarado, ao longo dos anos, que o direito à manifestação é também um direito de incomodar, não cabendo ao Judiciário, ou ao Estado, entrar no mérito de sua legitimidade.

No julgamento sobre a Marcha da Maconha, que interdita a avenida Paulista, o Supremo reconheceu a "legitimidade, sob perspectiva estritamente constitucional, de assembleias, reuniões, marchas, passeatas ou encontros coletivos realizados em espaços públicos (ou privados)". A greve possui uma disciplina legal mais rigorosa, mas tampouco há um julgamento sobre a abusividade da paralisação.

Mesmo antes de qualquer decisão judicial, Temer decretou mais uma atuação das Forças Armadas em operação de Garantia de Lei e Ordem em todo território nacional, para "prover abastecimento".

Mesmo tendo sido anunciada em entrevista coletiva por um punhado de ministros, nenhum deles explicou as razões para se adotar medida excepcional que, pela Constituição e pela lei, só poderia ser acionada quando esgotados todos os outros recursos.

Além de todos os problemas, já conhecidos, de se usar as Forças Armadas na segurança pública, a abrangência nacional desse decreto de GLO abre perigoso precedente de presença e emprego de Forçadas Armadas indiscriminadamente.

A determinação de fim da paralisação surte efeitos imediatos e deverá ser analisada pelo plenário do Supremo assim que possível.

Porém, a decisão liminar parece já garantir a Temer o que ele parecia buscar com a ação: dividir com o tribunal o altíssimo custo de repressão a um protesto que conta com considerável apoio popular.

O tribunal se tornou, por meio de um de seus ministros, avalista de ações de repressão que o governo venha a adotar, inclusive com o anunciado uso de Forças Armadas.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Quentura

Temer prefere declarar guerra a caminhoneiros do que aborrecer o mercado. Ao autorizar o uso das Forças Armadas contra caminhoneiros, o governo Michel Temer mostra mais uma vez que prefere enfrentar as consequências e não as causas de um problema. Neste caso, usar o Exército sobre grevistas ao invés de encontrar uma solução para as demandas – não apenas desta categoria, mas das outras que sofrem com a atual política de preços de combustíveis da Petrobras.


Versão Mata Norte

26/05


2018

Nome de Lula pode ficar fora da urna terça-feira

TSE pode impedir que nome de Lula apareça na urna em outubro

A discussão promete ser intensa.Tribunal vai discutir na terça-feira sobre candidaturas de réus, mas debate poderá ser ampliado e tratar de condenados

Carolina Brígido  - O Globo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve decidir na próxima terça-feira se um réu em ação penal pode se candidatar a presidente da República. O julgamento pode definir a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi condenado por um tribunal de segunda instância.

Embora o caso a ser examinado trate apenas de situações que envolvam réus que se apresentam para a disputa, os ministros poderão ampliar o debate. E discutir se um condenando pode apresentar candidatura. Se isso acontecer, a tendência é a Corte declarar que réus podem se candidatar, desde que não tenham sido condenados. Neste caso, Lula ficaria de fora da urna nas eleições de outubro.

Além de servir de parâmetro para Lula, o entendimento do TSE vai orientar os partidos na escolha dos candidatos que disputarão o mais alto cargo do país. Um ministro da Corte ouvido pelo GLOBO foi categórico ao dizer que, se um réu não foi ainda condenado ou absolvido, não há objeções à candidatura. Outros dois ministros ponderaram que, se esse réu foi condenado por um tribunal de segunda instância, a Lei da Ficha Limpa impede o registro da candidatura.

A consulta foi proposta ao tribunal pelo deputado Marcos Rogério (DEM-RO). Ele quer saber se um réu em ação penal na Justiça Federal pode ser candidato à Presidência da República. Em caso positivo, ele quer saber se o candidato, na hipótese de vencer a eleição, poderá assumir o cargo. As consultas encaminhadas ao TSE são respondidas em tese, e não em um caso concreto. Mas servem de orientação para os partidos e candidatos.

A dúvida surgiu depois que o Supremo Tribunal Federal (STF), ao interpretar a norma constitucional, declarou que um réu não pode suceder o presidente da República. Ou seja, se o presidente da Câmara, que está na linha sucessória, responder a um processo criminal, ele não pode substituir o presidente da República em caso de ausência. A questão que não foi respondida pelo STF é se o próprio presidente da República pode ser réu em ação penal.

Quando a consulta chegou ao TSE, o relator, ministro Napoleão Nunes Maia, afirmou que uma consulta só pode ser respondida em tese, e que a questão proposta pelo deputado tratava de caso concreto. Por isso, o ministro sequer respondeu à questão. A Procuradoria-Geral Eleitoral recorreu dessa decisão e pediu para o plenário analisar a questão. Para a PGE, iniciar as campanhas com essa dúvida poderia gerar prejuízo para os partidos.

“Havendo fundada dúvida sobre regra aplicável exclusivamente pelo Tribunal Superior Eleitoral apenas para candidaturas presidenciais em senda aberta pelo Supremo Tribunal Federal, é de todo esperável que a Corte Eleitoral se pronuncie o quanto antes sobre o tema, ao invés de forçar todos os postulantes aos custos e riscos de montagem de uma campanha presidencial cuja viabilidade jurídica o Tribunal Superior Eleitoral reserva-se a apreciar apenas na proximidade do pleito”, diz o parecer do vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros.

“A função da consulta é exatamente a de diminuir a litigiosidade nas eleições, prevenindo condutas rechaçadas pela justiça eleitoral e antecipando soluções para problemas eleitorais futuros”, completou o procurador. Na terça-feira, portanto, primeiro os ministros vão analisar se podem ou não responder à consulta. Vencida essa etapa, eles devem enfrentar o tema. A discussão promete ser intensa.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Quentura

Temer prefere declarar guerra a caminhoneiros do que aborrecer o mercado. Ao autorizar o uso das Forças Armadas contra caminhoneiros, o governo Michel Temer mostra mais uma vez que prefere enfrentar as consequências e não as causas de um problema. Neste caso, usar o Exército sobre grevistas ao invés de encontrar uma solução para as demandas – não apenas desta categoria, mas das outras que sofrem com a atual política de preços de combustíveis da Petrobras.

Quentura

É hora de comemorar, vista sua camisa da seleção, pegue seu pato e venha dançar com o aumento dos combustíveis.


Versão Agreste Setentrional

26/05


2018

Mancadas em série

Governo Temer avança no programa 'credibilidade zero'

Julianna Sofia – Folha de S.Paulo

Num prazo inferior a dez dias, o átimo de credibilidade que restava à gestão de Michel Temer se desvaneceu. Foram sequenciais os escorregões dos presidentes Ilan Goldfajn (Banco Central) e Pedro Parente (Petrobras), os remanescentes com confiabilidade no alto escalão governista —desprovido de peso desde a largada, há dois anos.

O BC errou na comunicação sobre o rumo da política monetária e pegou o mercado de calça curta. Ilan e companhia emitiram sinais que levaram 70% da banca financeira a acreditar que a taxa básica de jurosseria reduzida na reunião do Copom da semana passada. A queda não veio devido à escalada do dólar.

Apesar de a decisão ser vista como acertada por muitos analistas, o ruído na comunicação deixou arranhões na imagem do BC de Ilan. Ele foi obrigado a vir a público explicar o que alguns chamaram de barbeiragem e atribuiu o erro a uma tentativa do Banco Central de mudar sua forma de dialogar com o mercado. A ideia é adotar uma abordagem similar à dos BCs modernos, em que a sinalização é condicional.

No deslize de Parente, o buraco é um pouco mais em baixo. Pressionado pelo governo e pelo caos provocado com a paralisação dos caminhoneiros, o presidente da Petrobras reduziu o preço do diesel em 10% e aceitou um dano de R$ 350 milhões por congelar o valor por 15 dias. Disse fazer um movimento tático para a petroleira não ficar mais sob fogo. Em um dia, a empresa perdeu R$ 47 bilhões na Bolsa.

A fogueira continua, e Parente é fritado em alta temperatura por parlamentares, que pedem sua cabeça. O acordo entre Executivo e grevistas estendeu o congelamento a 30 dias e trocou os reajustes diários por mensais, com a União assumindo o grosso do prejuízo. Uma tentativa tardia de blindar a estatal, que sofre a desconfiança de investidores.

Em meio às mancadas, o terceiro nome do que um dia foi a trinca de ouro do governo, Henrique Meirelles, ganhou oportunamente a vaga de candidato do legado temerista.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


26/05


2018

Collor usa TV Senado para promover sua volta ao Planalto

O ex-presidente Fernando Collor está usando a TV Senado para promover sua nova candidatura ao Planalto.

Numa entrevista com perguntas amenas, ele fez propaganda do próprio governo e disse ter "desejo de voltar".

"Posso dizer, sem falsa modéstia, que o Brasil mudou radicalmente desde o momento em que eu assumi", elogiou-se.

À vontade, Collor aproveitou o palanque para reclamar do processo de impeachment que o afastou do poder, em 1992.

"O governo que eu iniciei, para cumprir cinco anos de mandato, me foi tomado com cinco anos e meio", protestou.

O ex-presidente ficou tão satisfeito com a entrevista que decidiu divulgá-la na íntegra nas redes sociais.  (Bernardo Mello Franco – O Globo)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Ipojuca

26/05


2018

Canibalismo para Temer ver

Temer assistiu a um vídeo com imagens de canibalismo entre animais, que se atacavam por falta de alimentos.

O material foi levado pelo ministro interino da Agricultura, Eumar Novacki, a pedido da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).

Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA, disse a Novacki que mais de 50 milhões de aves morreram desde o início da paralisação.

Hoje, 1 bilhão esperam nos aviários os insumos parados nos bloqueios.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Quentura

Temer prefere declarar guerra a caminhoneiros do que aborrecer o mercado. Ao autorizar o uso das Forças Armadas contra caminhoneiros, o governo Michel Temer mostra mais uma vez que prefere enfrentar as consequências e não as causas de um problema. Neste caso, usar o Exército sobre grevistas ao invés de encontrar uma solução para as demandas – não apenas desta categoria, mas das outras que sofrem com a atual política de preços de combustíveis da Petrobras.


Gravatá

26/05


2018

Apelo por golpe militar foi ouvido

Auxiliares do presidente dizem que o Planalto passa por um teste de resistência. Eles esperam arrefecimento significativo da crise em dois ou três dias. Esses integrantes do governo avaliam que o uso das Forças Armadas foi uma cartada alta, mas inevitável.

O flerte de grupos de caminhoneiros com o discurso de saneamento da política por meio de um golpe militar não passou batido.

Diumar Bueno, presidente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, diz que o movimento não tem veia interventora, mas admite que o assunto aparece nos grupos. Ele afirma que não há entidade que controle toda a categoria, mas pondera: “Caminhoneiro é trabalhador. Não anarquista”.

Diumar sentiu na pele os efeitos de sua mobilização. Ele contou que seu voo de Brasília para o Paraná, nesta sexta (25), foi cancelado por falta de combustível.  (Painel – FSP)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Quentura

Temer prefere declarar guerra a caminhoneiros do que aborrecer o mercado. Ao autorizar o uso das Forças Armadas contra caminhoneiros, o governo Michel Temer mostra mais uma vez que prefere enfrentar as consequências e não as causas de um problema. Neste caso, usar o Exército sobre grevistas ao invés de encontrar uma solução para as demandas – não apenas desta categoria, mas das outras que sofrem com a atual política de preços de combustíveis da Petrobras.

Quentura

É hora de comemorar, vista sua camisa da seleção, pegue seu pato e venha dançar com o aumento dos combustíveis.


ArcoVerde

26/05


2018

Governadores exigiram ação enérgica de Temer

Pare enquanto é tempo -  Nas últimas 48 horas, ao menos três governadores entraram em contato com o Planalto manifestando preocupação com a guinada no discurso dos caminhoneiros e seus apoiadores nas redes sociais, que passaram a falar contra a corrupção e o governo emedebista.

Eles cobraram uma posição enérgica para prevenir um levante nas ruas. Luiz Fernando Pezão, do Rio, chegou a enviar vídeos de convocatórias em defesa de uma intervenção militar a ministros da confiança de Michel Temer.

Os governadores temiam principalmente que o agravamento do desabastecimento em seus estados provocasse uma reedição dos protestos que, em 2013, derrubaram a popularidade não só do governo federal, mas dos políticos de maneira geral.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Quentura

Temer prefere declarar guerra a caminhoneiros do que aborrecer o mercado. Ao autorizar o uso das Forças Armadas contra caminhoneiros, o governo Michel Temer mostra mais uma vez que prefere enfrentar as consequências e não as causas de um problema. Neste caso, usar o Exército sobre grevistas ao invés de encontrar uma solução para as demandas – não apenas desta categoria, mas das outras que sofrem com a atual política de preços de combustíveis da Petrobras.


Prefeitura de camaragibe

26/05


2018

Temer foi avisado mas ignorou alertas

‘Imagine o Brasil ficar sem transporte por uma semana?’, dizia ofício ignorado

Geralda Doca - O Globo

O Palácio do Planalto foi avisado em pelo menos quatro ocasiões pelos líderes dos caminhoneiros sobre a possibilidade de paralisação da categoria. Nos ofícios endereçados ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e ao próprio presidente Michel Temer, os dirigentes da entidades representativas da classe pediram para serem recebidos a fim de discutir uma solução para o aumento diário do diesel e a carga tributária incidente sobre o combustível. Eles relatam que não conseguiram resposta.

O primeiro comunicado foi feito pela Associação Nacional dos Caminhoneiros (Abcam) no dia 05 de outubro de 2017, endereçado ao ministro Padilha. Nele, a entidade fala destaca que o transporte rodoviário é fundamental para o país e reclama da alta dos custos, decorrentes da elevação das alíquotas do PIS/COFINS sobre o diesel

No dia 14 de maio de 2018, a entidade fez uma nova tentativa. Desta vez, endereçada a Temer. O ofício repete os argumentos do primeiro e afirma: "Pela segunda vez nos reportamos a esse governo para buscar uma saída para o problema do preço do diesel (...) Esperamos que desta vez, o o governo leve mais a sério o que estamos reivindicando", diz a carta, que completa: "Imagine o Brasil ficar sem transporte por uma semana? Seria terrível para todos nós.

No dia 16 de maio foi a vez da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que enviou ofício a Temer. A entidade diz "o estado de fragilidade financeira que se encontra o setor é altamente inflamável como palha seca",

Na última segunda-feira, dia 21 de maio, a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam) encaminhou ofício ao presidente Temer já citando como referência a paralisação do setor de transporte de carga. A carta repete as reivindicações do setor Os dirigentes da Abcam afirmam que aguardaram uma resposta do Planalto até a última sexta-feira. 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Quentura

É hora de comemorar, vista sua camisa da seleção, pegue seu pato e venha dançar com o aumento dos combustíveis.



26/05


2018

General descarta choque Forças Armadas e caminhoneiros

“Nós não imaginamos essa situação

"Até porque a ação não é contra caminhoneiros. É para permitir o trânsito, o direito de ir e vir das pessoas e veículos, principalmente, o abastecimento”, declarou o ministro

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

O ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, disse que “não imagina” a possibilidade de ocorrer um confronto entre as Forças Armadas e caminhoneiros que estão promovendo paralisação em estradas em todo o País, há cinco dias. “Nós não imaginamos essa situação, até porque a ação não é contra caminhoneiros. É para permitir o trânsito, o direito de ir e vir das pessoas e veículos, principalmente, o abastecimento”, declarou o ministro. Ele acredita que, se houver necessidade de desobstrução de vias, a simples chegada das Forças Armadas ao local levará imediatamente à liberação da rodovia.

O general Silva e Luna declarou ainda que “não é verdade” que as Forças Armadas poderão enfrentar problemas para empregar seus efetivos nas operações pelo País a fora porque também estariam sendo atingidas pelo desabastecimento, como chegou a ser noticiado. “As Forças Armadas tem meios, por conta própria, para serem empregados por um período de pelo menos 30 a 45 dias. “É um período de reserva para atuação, inclusive combustível”, observou ele.

O ministro não informou a quantidade de militares a serem empregados na operação de Garantia da Lei e da Ordem, pelo Exército, Marinha e Aeronáutica, mas avisou que eles estarão trabalhando em todo o País, pelo menos até dia quatro de junho, como prevê o decreto. Ele disse ainda que “todos os meios necessários” serão disponibilizados para que a atuação possa ser efetiva.

Segundo o ministro, nestes sábados e domingo serão realizadas duas reuniões ao dia, no Planalto, para “acompanhar a conjuntura, a evolução dela, e fazer um alinhamento das percepções porque isto é uma operação de interagências, com Forças Armadas trabalhando de forma integrada com outras forças, federais e estaduais, e isso precisa ser alinhado”. Disse também que há um gabinete permanentemente de plantão, e a coordenação é do Ministério das Defesa, com um centro de comando e controle.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Quentura

Temer prefere declarar guerra a caminhoneiros do que aborrecer o mercado. Ao autorizar o uso das Forças Armadas contra caminhoneiros, o governo Michel Temer mostra mais uma vez que prefere enfrentar as consequências e não as causas de um problema. Neste caso, usar o Exército sobre grevistas ao invés de encontrar uma solução para as demandas – não apenas desta categoria, mas das outras que sofrem com a atual política de preços de combustíveis da Petrobras.

Quentura

É hora de comemorar, vista sua camisa da seleção, pegue seu pato e venha dançar com o aumento dos combustíveis.

Quentura

Até as armadas estão com medo dos caminhoneiros.



26/05


2018

Reação tardia

Após ceder a demandas de caminhoneiros, governo decide usar forças de segurança contra abusos

Folha de S.Paulo – EDITORIAL

O governo rendeu-se de imediato à chantagem do desabastecimentodas cidades, até que fosse tarde demais. Nos termos de sua capitulação quase incondicional, prometeu entregar fundos do Tesouro Nacional aos vitoriosos caminhoneiros e empresas de transporte de carga. Não bastou.

Mantido o tumulto em todo o Brasil, o presidente Michel Temer (MDB) decidiu nesta sexta-feira (25) recorrer a forças policiais e militares, que há muito deveriam estar em operação preventiva.

Manifestantes que impedem o direito de ir e vir e ameaçam o bem-estar da população, privando-a de combustíveis e outros bens essenciais, conseguiram impor ao Planalto —e a um Congresso acovardado e oportunista— concessões orçamentárias que demandariam, no mínimo, análise mais detida.

No afã de conter a paralisação conduzida pelos motoristas, o governose comprometeu a, entre muitas outras medidas, interromper a política de correções diárias do preço do óleo diesel, compensando as perdas da Petrobras com dinheiro do contribuinte.

Tamanha generosidade, irrefletida e insustentável, apenas encorajou a desfaçatez dos grevistas, que mantiveram o país alarmado com suas táticas abusivas.

Governos estaduais e municipais tiveram de tomar atitudes diante das ameaças aos serviços públicos. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), decretou estado de emergência na cidade; providência similar se viu em Pernambuco.

Temer, enfim, decidiu empregar os meios a sua disposição —Exército, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional de Segurança Pública— para enfrentar os arruaceiros que bloqueiam estradas. 

Afirmou-se, ainda, que a Polícia Federal poderá investigar se está a ocorrer a prática ilegal do locaute, ou seja, um movimento comandado de fato pelas empresas.

Age-se, sem dúvida, com atraso. Desde o início de maio havia manifestações de caminhoneiros, que interrompiam o transporte em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília, Bahia e Paraná. Um sindicato nacional da categoria chegou a entregar um ultimato ao governo, no dia 14. No fim de semana passado, a greve estava declarada.

Dada a negligência, os abusos nas rodovias tiveram livre curso desde a manhã de segunda (21). O custo da inação vai da falta de gasolina e querosene de aviação à entrega de recursos escassos do Orçamento a um grupo de interesse privado.

O poder público —governo federal à frente, mas não sozinho— tardou e falhou. Os ânimos se exaltaram, a desordem está espalhada e a remoção de milhares de caminhões das estradas será um trabalho complexo. Resta impor, sem excessos, mas com firmeza, a autoridade de que dispõe em favor da segurança dos cidadãos.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

bm4 Marketing 3

26/05


2018

Caminhões levam Temer da fantasia para o caos

Josias de Souza

No dia 15 de maio, Michel temer promoveu uma celebração no Planalto para marcar o aniversário de dois anos do seu governo. Ele desperdiçou um discurso de uma hora autoelogiando-se. A crise provocada pela paralisação dos caminhoneiros demonstra que o presidente estava hospedado no mundo das fantasias. Pouco importa que os fatos o desmintam. A reação de Temer à paralisação dos  caminhões veio tarde e deixou a sociedade brasileira à mercê da anarquia de um setor econômico que não enxerga nada além do próprio umbigo.

Temer é um presidente enfraquecido por denúncias de corrupção. Ele mantém uma rotina de reuniões com assessores suspeitos que se dedicam exclusivamente a reclamar dos outros e a falar bem de um governo que apodreceu. O risco de uma coisa assim dar certo é inexistente. Mas, sob Temer, o Planalto exagera na capacidade de transformar o ruim em algo muito pior.

Os caminhoneiros desafiaram a autoridade do governo. Temer abriu a negociação pedindo trégua. Depois de ajoelhar-se, entregou a alma à turma da roda presa. Cedeu desde o congelamento do diesel até um subsídio de R$ 5 bilhões para atenuar o peso do reajuste dos combustíveis até o final do ano. E as estradas continuaram bloqueadas. Só então foram acionadas as forças de segurança. O Brasil tornou-se um lugar ideal para o surgimento de um país inteiramente novo. Caos não falta. Temer é um ex-presidente da República no exercício da Presidência.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Asfaltos

26/05


2018

Supremo avaliza uso da força para desbloquear vias

Josias de Souza

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu liminar que autoriza a União e os governos estaduais a utilizar a força policial para liberar rodovias bloqueadas por caminhoneiros, incluindo os acostamentos. Em seu despacho, Moraes menciona as corporações que estão autorizadas a agir: Polícia Rodoviária Federal, Polícias Militares e Força Nacional de Segurança.

Deve-se a decisão do ministro a um pedido da Advocacia-Geral da União. Ex-ministro da Justiça de Temer, Moraes foi escolhido como relator da ação do governo por sorteio. Além de avalizar o emprego da força policial, o magistrado determinou a suspensão dos efeitos “das decisões judiciais que impedem a imediata reintegração de posse das rodovias federais e estaduais ocupadas em todo o território nacional.”

Mais: Moraes autorizou a imposição de multas aos responsáveis pelos bloqueios, estabelecendo a “responsabilidade solidária entre os manifestantes/condutores dos veículos e seu proprietários, sejam pessoas físicas ou jurídicas.” Entidades que desrespeitarem a determinação ficarão sujeitas a multas de R$ 100 mil por hora. Para os caminhoneiros, a multa é de R$ 10 mil por dia. Vai abaixo a íntegra da decisão do ministro, tomada na noite desta sexta-feira:


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


26/05


2018

Acúmulo de encomendas nos Correios

Em função da greve dos caminhoneiros, os Correios atrasaram entregas de encomendas pelo País. Além do atraso das entregas, os Correios terão prejuízo financeiro, ainda não calculado pela presidência do órgão.

Nos centros de distribuição dos Correios estão milhares de encomendas que chegaram do exterior. Um mutirão será feito assim que o abastecimento de combustível for normalizado.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/05


2018

Candidatura de Alckmin preocupa PSDB

Segundo a revista Veja, o pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB, Geraldo Alckmin, em diálogos recentes com pessoas muito próximas, cogitou desistir da candidatura.

Neste fim de semana, o instituto Ibope fará uma pesquisa em São Paulo para avaliar o ex-governador.

A pesquisa será um termômetro para Alckmin, que vai avaliar se terá apoio ou não.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/05


2018

Em Brasília, postos continuam sem combustível

Agora à noite, a redação do blog em Brasília percorreu o Plano Piloto (Asa Norte e Asa Sul) na capital federal e constatou que, na maioria dos postos, ainda falta combustível, mesmo após o acordo do governo com os caminhoneiros.

Segundo os gerentes, o abastecimento deve ser retomado até segunda-feira.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Coluna do Blog
TV - Blog do Magno
Programa Frente a Frente

Aplicativo

Destaques

Publicidade

Opinião

Publicidade

Parceiros
Publicidade
Apoiadores