Ipojuca

09/02


2018

Não tem cabimento assumir para sair em 40 dias, diz Canziani

Com o impasse criado na indicação da deputada Cristiane Brasil (PTB) para o Ministério do Trabalho, o PTB já estuda outro nome para o cargo. O deputado paranaense Alex Canziani, cujo nome foi cotado, nega qualquer contato e garante: “Se houvesse convite, não aceitaria”.”Serei candidato nas próximas eleições e não teria cabimento assumir para sair em 40 dias. Não seria correto com o governo e com o país”, afirma.


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Quentura

Cérebro de bolsoamebas fica no intestino, né, e ninguém pode negar.... ninguém pode negar....ninguém pode nega

marcos

Lula é Ladrão e ninguém pode negar.... ninguém pode negar....ninguém pode negar


Gravatá

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19/08


2018

Serviços prestados: a risada do ministro do TSE

Ailton de Freitas | Agência O Globo

O Globo - Coluna de Lauro Jardim

Por Guilherme Amado

 

O ministro Admar Gonzaga, do TSE, fez piada durante uma sessão do tribunal por ter julgado serviços prestados pelo seu próprio escritório ao DEM em 2011, conforme o GLOBO mostrou.

Numa sessão na semana passada, disse Admar, com uma risadinha:

— Presidente, eu imagino que não tenha nota fiscal no meu escritório nessa prestação de contas que foi explorado na prestação de contas 2011. Naquela ocasião julguei o processo, naturalmente não compulsei os 60 volumes que me parece que tinha. Havia uma nota fiscal do meu escritório e depois naturalmente me dei por impedido, em respeito à Corte o faria.

Todos os outros ministros do TSE ficaram em silêncio e não riram da piada.


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ArcoVerde

19/08


2018

Conversa para eleitor dormir

Bernardo Mello Franco – O Globo

Numa eleição confusa, os debates deveriam ajudar o eleitor a distinguir os candidatos e ouvir o que eles tentam esconder na propaganda. Não tem sido assim em 2018. Nos primeiros dois encontros na TV, os presidenciáveis seguiram a cartilha dos marqueteiros. Houve pouco confronto de ideias e muita conversa fiada para tapear a plateia.

“Eu não sou político”, recitou Henrique Meirelles, na abertura do debate da RedeTV!. O discurso não poderia soar mais falso. Ele já se elegeu deputado, filiou-se a três partidos e foi ministro de dois governos. O emedebista também mostrou estar treinado para esquecer a palavra “banco”. Agora ele só diz que presidiu um “grande grupo financeiro”.

“É mentira que eu defendi, em qualquer época da minha vida, que mulher deve ganhar menos do que homem”, jurou Jair Bolsonaro. O deputado já sustentou a tese machista ao menos duas vezes. Numa delas, estava no mesmo estúdio usado no debate. “Eu não empregaria com o mesmo salário”, afirmou, diante da apresentadora Luciana Gimenez.

Marina Silva tropeçou nas próprias incoerências. Ela acusou Aécio Neves de cometer “graves crimes de corrupção”, mas omitiu sua aliança com o tucano em 2014. Depois afirmou que o governo Temer “não tem legitimidade”, mas se esqueceu de dizer que apoiou o impeachment.

Em outra passagem, Geraldo Alckmin reescreveu a história e afirmou que “foi o governo do presidente Fernando Henrique, o PSDB, que fez o Plano Real”. Quando a moeda foi idealizada, FH era ministro da Fazenda do governo Itamar Franco.

É verdade que o formato engessado atrapalha os debates. A lei eleitoral exige a presença de oito candidatos. Em breve serão nove, quando o PT formalizar a indicação de Fernando Haddad.

Mas os programas poderiam ser menos aborrecidos se os presidenciáveis não insistissem na tática da repetição. No debate da Band, Ciro Gomes prometeu cinco vezes tirar o nome dos inadimplentes da lista do SPC. Alvaro Dias disse quatro vezes que entregaria o Ministério da Justiça ao juiz Sergio Moro. Guilherme Boulos repetiu três vezes a tirada dos “50 tons de Temer”.

Com uma Bíblia surrada na mão, Cabo Daciolo tem dado um toque de surrealismo aos debates. Quem troca de canal durante as suas pregações exaltadas deve pensar que caiu na “Sessão do Descarrego”. Na Band, ele virou piada ao praguejar contra a Ursal, uma união de repúblicas socialistas que só existe no mundo da imaginação. Na RedeTV!, citou Deus dez vezes e Jesus outras seis. Depois esclareceu: “Não estou aqui pregando religião”.

O bombeiro também teve seus acessos de lucidez. No fim do debate de sexta, ele avisou: “Nação brasileira, isso aqui é um grande teatro. Isso aqui é uma grande mentira. São só promessas. São os mesmos de sempre que estão na política há anos”. Pode ter sido tarde demais para o alerta. Já passava de meia-noite, e boa parte da audiência tinha ido dormir.


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Asfaltos

19/08


2018

Me engana que eu gosto

Carlos Brickmann

A informação é dos advogados de Lula, ao registrar sua candidatura à Presidência, no dia 15: seus bens declarados somam R$ 7.987.921,57.

A informação é dos advogados de Lula, em 15 de maio, ao mencionar a quantia congelada cujo desbloqueio imediato solicitavam: R$ 16 milhões.

Claro que esses valores não envolvem o apartamento em Guarujá que não é dele, nem o sítio de Atibaia que não é dele. Mas a dúvida é outra: em que data a defesa de Lula usou o dado certo, do desbloqueio ou do registro?

Mas, para seu eleitor, tudo bem: se Lula entra nas pesquisas, lidera com 31% contra 20% de Bolsonaro. A pesquisa, primeira após o registro dos candidatos, foi feita para a XP Análise Política, ligada à XP Investimentos.

Só que Lula não será candidato – disso o próprio PT sabe, tanto que colocou Haddad de vice sabendo que ele deve sair para presidente no lugar de Lula, e deixou Manuela d’Ávila, do PCdoB, de fora, sabendo que ela deve ser vice. Sem Lula, Bolsonaro lidera com 23%; Marina é a segunda, com 11%. Depois vêm Alckmin (9%), Ciro (8%) e Haddad (7%).

Quando contam ao bem informado eleitor que Haddad é o candidato de Lula, ele passa para 15%. Mas a maioria dos eleitores, 56%, acredita que Lula não será candidato (já 40% acham que ele poderá concorrer). Os eleitores de Haddad são os mais ansiosos para trocar de candidato: 75% acreditam que terão a oportunidade de votar no Lula original e escapar do Lula-fake.


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19/08


2018

Dinastias políticas: mais de 60 candidatos nas eleições

Em Minas, família Andrada tenta emplacar sexta geração na Câmara dos Deputados

Ranier Bragon – Folha de S.Paulo

Nããããão, de jeito nenhum! Estou em plena atividade."

Aos 88 anos e com 15 mandatos legislativos na bagagem, o deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) (Foto) resolveu enfim deixar a Câmara. Mas não a política. Tanto é que vai tentar emplacar um filho no seu lugar, além de um outro filho e um neto na Assembleia de Minas.

A bicentenária linhagem parlamentar que se inicia com José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), conhecido como o Patriarca da Independência, produziu Andradas políticos em todas essas décadas e, a depender da família, continuará a produzir.

A dinastia sediada em Barbacena (MG), um dos palcos da Inconfidência Mineira, é relevante símbolo de uma prática que apesar de toda a onda antissistema continua forte nas atuais eleições: a política em família.

Ou em famílias. Sobrenomes que se espalham no país e que representam dominação e influência em regiões ou no estado todo. algumas em decadência, outras em ascensão. Umas mais poderosas, outras mais localizadas.

As principais dinastias políticas do Brasil lançaram mais de 60 candidatos nas eleições de outubro, mostra levantamento feito pela Folha nos registros da Justiça Eleitoral. Se levados em conta os núcleos familiares menores, o número aumenta expressivamente.

"A campanha dos meus filhos e do meu neto quem está coordenando sou eu. Estou orientando tudo, estou fazendo tudo, participando ativamente da política", diz Bonifácio. "Eles serão a sexta geração. Eu sou a quinta geração que ininterruptamente desde 1823 tem um deputado na Câmara dos Deputados. E eu falei com eles: tratem de segurar a bandeira. Até aqui eu segurei, agora vocês têm que levar daqui pra frente."
O neto de Bonifácio, Doorgal Andrada, já é vereador em Belo Horizonte. Tem 25 anos.

Atualmente o Brasil tem cerca de duas dezenas de grandes clãs políticos.

Um dos mais longevos é comandado pelo ex-presidente José Sarney (MDB), 88, hoje sem mandato, e passa por um momento delicado. Tenta se reerguer no seu reduto, o Maranhão, cujo comando de quatro décadas foi parar em 2014 nas mãos do oposicionista Flavio Dino (PC do B).

A filha Roseana (MDB) tentará retomar o governo. Outro filho, o ex-ministro Sarney Filho (PV), é candidato ao Senado. O neto Adriano (PV) é o nome da família à reeleição para deputado estadual.

Em bem melhor situação estão os Calheiros em Alagoas, os Barbalho no Pará e os Ferreira Gomes no Ceará. 

Em Alagoas, Renan Calheiros (MDB) disputa a reeleição ao Senado. O filho, a reeleição ao governo do Estado. Um irmão, a reeleição à Assembleia. Um sobrinho é prefeito de Murici (AL), seu reduto eleitoral.

No Pará, o clã Barbalho lançou cinco nomes: O de Jader (MDB) ao Senado (reeleição), o de seu filho Helder ao governo, além de duas ex-mulheres e de um primo à Câmara dos Deputados.

No Ceará do presidenciável Ciro Gomes (PDT), seu irmão Cid disputa o Senado. Outra irmã, a Assembleia. Outros dois irmãos estão em cargos executivos, no governo do estado e no comando da Prefeitura de Sobral, berço político da família.

Na Paraíba, os Cunha Lima têm quatro candidatos. No Rio Grande do Norte, os Alves e os Maia lançaram oito nomes ao todo. Em Pernambuco, a principal aposta do PSB para a Câmara é João Campos, 24, filho do ex-governador Eduardo Campos (morto em 2014), que era neto do ex-governador Miguel Arraes (1916-2005). Os Coelho, outro clã do estado, lançaram três nomes.

Embora com projeção geográfica e histórica menor, núcleos políticos familiares se proliferam em todo o país. Um dos mais simbólicos são os Tatto, na Capela do Socorro, em São Paulo, local apelidado de Tattolândia. Três dos cinco irmãos petistas são candidatos em 2018, ao Senado, Câmara e Assembleia Legislativa. Dois são vereadores na capital.

No Rio, há atualmente um clã de candidatos de pais encarcerados. Filhos de Sergio Cabral (MDB), Eduardo Cunha (MDB) e Jorge Picciani (MDB) são candidatos na atual eleição. Antonhy Garotinho (PRP), que chegou a ser preso no ano passado, é candidato ao governo. Dois de seus filhos, a deputado federal.

Entre os presidenciáveis, além de Ciro há outros concorrentes com familiares na política. Como Álvaro Dias (Podemos) e Jair Bolsonaro (PSL). Três filhos do capitão reformado são parlamentares. Dois deles, candidatos em 2018.

Em estudo publicado em 2014, a Transparência Brasil mostrou que quase a metade dos integrantes da Câmara e do Senado alavancou parentes ou foi por eles promovido, com percentual mais alto entre nordestinos, mulheres e detentores de concessão de rádio e TV. 

"Entra e sai governo, os oligarcas e seus filhos, netos, cônjuges, irmãos e sobrinhos seguem dando as cartas. A transferência de poder de uma geração a outra da mesma família provoca tanto a formação de uma base parlamentar avessa a mudanças significativas como a perpetuação no poder de políticos tradicionais desgastados ou até impedidos de concorrer em eleições." 


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19/08


2018

O linha dura do Ministério

Servidores do Ministério da Agricultura se surpreenderam ao, na semana passada, perceberem que o secretário-executivo da pasta, Eumar Novacki, estava circulando armado pelos corredores do órgão.

Novacki, número dois na hierarquia do ministério, é coronel da Polícia Militar. Procurada, a assessoria da pasta confirmou que ele porta, sim, arma no ambiente de trabalho.

“Eumar Novacki é faixa preta em tae-kwon-do e coronel da PM. Ele tem o hábito de sempre andar armado, dentro ou fora das dependências da pasta.”

O clima no órgão não é dos mais amigáveis. Recentemente, a cúpula da Agricultura decidiu cruzar dados do ponto eletrônico com os das catracas de acesso ao prédio. Queriam saber se alguém estava burlando a carga horária. Encontraram.  (Painel - Folha de S.Paulo)


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Bm4 Marketing 7

19/08


2018

Conselho a Dirceu: não provocar

O ex-ministro José Dirceu (PT) acompanhou parte da caminhada feita pela militância petista pelo registro de Lula, na quarta-feira (15).

Ele foi aconselhado a não ir até o ponto final, na frente do TSE. Poderia soar provocação, disseram os aliados.

Condenado no mensalão e na Lava Jato, Dirceu está solto graças a decisão do STF.  (FolhaPainel)


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19/08


2018

Letra fria da lei para Lula

Após o PT entregar o pedido de registro de Lula ao TSE, ministros que compõem o Tribunal Superior Eleitoral fizeram uma reunião fechada para debater que caminhos seguir a partir dali.

Ao final, optaram pelo rito mais ortodoxo possível.

As horas que antecederam o ato petista foram tensas, com sugestões até de fechamento do protocolo da corte pontualmente às 17h.

O registro entrou no sistema às 17h12.  (FSP)


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marcos

Haddad o candidato do Kit Gay

Quentura

Haddad começa a encostar em Bolsonaro.



19/08


2018

Semana boa para Haddad

A semana terminou melhor do que começou para o petista. A pesquisa da XP Investimentos que apontou capacidade de transferência de votos de Lula para o ex-prefeito foi descrita como “um banho de pragmatismo” nos que ainda resistem à ideia de ceder a cabeça de chapa do PT a Haddad.

Aliados de Fernando Haddad que estão cientes de que ele ainda precisa vencer resistências internas no PT o aconselharam a dedicar mais tempo a conversas com deputados federais, especialmente de SP.

Também querem que ele se aproxime de Luiz Marinho, o candidato da sigla ao governo do Estado. (Painel – FSP)


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marcos

Que Haddad é Corrupto e Ladrão todo mundo sabe, agora que Fernando Haddad é o candidato do Kit Gay é pra ninguém votar nele.

Quentura

Problemas sexuais fazem homens sexualmente insatisfeito a apoiar Bolsonaro.A insatisfação sexual ou a sexualidade reprimida fazem com que homens acabem adotando comportamento machistas e venerando comportamento de outros machistas É um tipo de compensação . O homem não consegue se satisfazer sexualmente e acaba buscando no machismo e em figuras machistas uma forma de se afirmar como macho já que não consegue exercer esse papel corretamente em sua intimidade.

Quentura

Haddad começa a encostar no Bolsonaro.

marcos

Haddad o candidato do Kit Gay



19/08


2018

Se contrapondo ao PT, Ciro mergulha no agronegócio

...e acena a ruralistas

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

O inimigo do meu inimigo - Premido pela ofensiva do PT para fazer de Fernando Haddad, herdeiro de Lula, o nome mais competitivo da esquerda, o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, decidiu começar uma imersão em setores resistentes à cartilha petista

Escoltado por Kátia Abreu (PDT-TO), sua vice, o pedetista fechou uma série de reuniões com representantes do agronegócio.

As primeiras conversas de Ciro com o setor serão na sexta (24), em Tocantins, e depois no Centro-Oeste, em Mato Grosso

Ciro também vai tentar fazer pontes com eleitorados que, nas últimas eleições, majoritariamente, optaram pelo PSDB contra o PT: São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.


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19/08


2018

O barqueiro, o taxista, Lula e eleição

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vila de Caraíva, no litoral sul baiano, em Porto Seguro - Ernesto Rodrigues/Folhapress

 

Conversas no Brasil profundo mostram eleitor mais sabido e curioso do que supõem campanhas

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo

O barqueiro que nos leva pelo rio Caraíva acima conta com orgulho o progresso da sua família e de seu vilarejo, à beira de praias lindas e quase desertas, no sul da Bahia.

Para o barco ao lado de improváveis nenúfares, aquelas vitórias-regiazinhas de pinturas de Monet. Fala de microcrédito, da área de preservação ambiental, da reserva extrativista, de eletricidade, de negros e índios na universidade. Fala bem de Lula, algo menos do PT.

O barqueiro não é um tipo “Bolsa Família”, o estereótipo do lulista nordestino. Nativo de Caraíva, 41 anos, descendente de negros e pataxós, tem dois barcos a motor, que financiou no microcrédito.

Foi o governo Lula que vitaminou os programas de microcrédito, incentivou cotas, fez o Luz para Todos. 

De 2003 a 2013, o rendimento aumentou 80% no Nordeste (ante 55% da média brasileira). Etc. Sabemos dos números, mas bem menos da mudança de mentalidade a respeito do que pode ser um governo, notável em Caraíva, no agreste de Pernambuco ou em um debate na violenta, pobre e niilista zona sul de São Paulo.

O barqueiro foi miserável. “Sabe o pobre? A gente estava para baixo do pobre. Comia peixe e fruta-pão, vivia meio nu. Quando o povo da roça vinha visitar, a gente fazia festa, cantava com eles. Minha irmã menor gritava ‘tem farinha!’. Mas não tinha dinheiro para a farinha. Quando dava, a gente trocava por peixe.” Lembrança dos anos 1980-1990

Basta falar um pouco com o povo da região, de Pernambuco à Bahia, para ouvir ideias elaboradas sobre melhorias havidas ou necessárias. Há curiosidade genuína quanto ao que os candidatos têm a dizer da vida comum (até agora, nada).

O taxista de Porto Seguro comenta problemas sociopolíticos de modo circunstanciado. Cita dados de reportagem sobre desigualdade de riqueza, outra sobre um cientista político que prevê nova polarização entre PT e PSDB. Espera votar em Fernando Haddad (PT).

Fala da filha, excelente aluna de escola técnica pública, que vai tentar medicina (o taxista mal começou o ensino médio; o barqueiro mal fez o ensino fundamental). Observa que negros passaram a ir para a faculdade nos anos do PT.

Fala de um amigo que se endividou e vendeu a casinha para pagar o curso privado de medicina para o filho. O taxista está preocupado com as dívidas, o financiamento do carro e da casa, com o custo das tarifas bancárias.

Não foi por acaso o sucesso do plano de Ciro Gomes (PDT) de tirar o povo do SPC. No primeiro debate de candidatos a presidente, esta foi uma rara conversa sobre um assunto imenso e concreto: dívidas.

A dona de uma pousada caseirinha reclama da escola, “muito fraca, não dá para ninguém do povo chegar à faculdade melhor”. Vive em Corumbau, vizinha de Caraíva. Quer saber também de posto de saúde, impostos e creche. Não pensou em quem votar, mas pode ser em “qualquer um que fale certo e sem besteira das coisas que contam”.

Candidatos e os ditos formadores de opinião discutem estratégias e alianças políticas, se tempo de TV ou redes sociais vão definir o voto, uma ênfase hipertrofiada no meio em detrimento da mensagem.

Mas não dizem a que vieram, sejam a nordestinos com pendor lulista, ao terço que não sabe em quem votar ou aos que sabem, mas podem mudar de ideia, no Acre, em Minas ou no Paraná.

Até agora, é a campanha mais vazia, com exceção talvez daquela dos mentiraços de 2014.


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19/08


2018

Se aprovado, reajuste do STF intensifica desigualdade

Já perto do 1% mais rico, Judiciário ficaria mais distante da base da pirâmide

Mariana Caneiro – Folha de S.Paulo

Se prosperar, o reajuste de 16,38% a juízes e procuradores deverá aumentar o abismo entre ricos e pobres no Brasil.

Especialistas em distribuição de renda ressaltam que esses funcionários públicos fazem parte do grupo mais abastado do país, com renda mensal próxima ao 1% mais rico.

Segundo dados do Imposto de Renda de 2016, os mais atuais disponíveis, o rendimento total de procuradores e promotores do Ministério Público, membros do Poder Judiciário e de integrantes de tribunais de contas é próximo a R$ 52 mil mensais.

A média de renda do 1% é R$ 59 mil mensais, segundo contas do economista Marcelo Neri, coordenador do FGV Social, que combina informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do IR.

O valor inclui, além dos vencimentos, limitados ao atual teto de R$ 33.763 —que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) pretendem corrigir para R$ 39 mil—, benefícios como auxílio-moradia e verbas indenizatórias.

Isso os coloca entre as três ocupações mais bem remuneradas do país, à frente da média recebida por médicos, artistas, atletas e operadores do mercado financeiro.

Elevar a renda desse estrato é alargar o fosso entre ricos e pobres, mais sujeitos às dificuldades com a economia crescendo pouco.

“Aumentar a renda dos pobres reduz a desigualdade, e aumentar a renda dos ricos faz crescer a desigualdade”, afirma Rodolfo Hoffmann, professor da Esalq/USP, especialista em estudos de distribuição de renda.

Projetar a abertura da brecha é tarefa complexa, pois demandaria simular o que aconteceria em todos os estratos de renda.

Já os ministros do Supremo tiveram o último reajuste em 2015, de 14,6%, e agora pleiteiam aumento de 16,38%.

Para valer, o reajuste dos juízes tem de ser aprovado pelo Congresso, mas o Ministério do Planejamento já adiantou que, para contemplá-lo nos salários do funcionalismo em 2019, será necessário fazer uma nova LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). 

Isso demandaria um novo projeto de lei e uma nova votação no Legislativo.


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19/08


2018

Venezuelanos cruzam a fronteira após ataques em RR

G1

Cidade na fronteira com a Venezuela teve dia de tumulto após assalto a comerciante; moradores de Pacaraima colocaram fogo em pertences de venezuelanos.

Imagens publicadas nas redes sociais e veiculadas pela agência de notícias Reuters mostram uma fila de venezuelanos atravessando a fronteira de volta ao seu país neste sábado (18), após atos de violência e destruição em acampamentos de imigrantes em Pacaraima, em Roraima. Os moradores da cidade chegaram a bloquear a BR-174, na entrada da cidade, por cerca de 5 horas.

 

A situação, segundo a Polícia Militar, ocorre em razão do assalto a um comerciante na noite dessa sexta-feira (17). A suspeita é que o crime tenha sido praticado por venezuelanos, conforme a PM. Ainda não há informações sobre pessoas feridas ou detidas.

 

O tumulto começou por volta das 7h (hora local) desde sábado. O vigilante Wandenberg Ribeiro Costa, um dos organizadores do ato, disse que cerca de mil moradores de Pacaraima participaram do protesto e que todos os venezuelanos que viviam pelas ruas da cidade foram expulsos de onde estavam.

 

De acordo com Costa, o ato dos moradores foi motivado pela insegurança causada pela imigração na fronteira. O assalto ao comerciante, segundo os manifestantes, foi o estopim para a revolta da população contra os venezuelanos.

Já venezuelanos atacados por brasileiros em um ato em Pacaraima, cidade na fronteira, relataram terem sofrido sucessivas agressões. Com medo, muitos deles decidiram voltar a pé para o país.

Parte dos venezuelanos expulsos das ruas e de acampamentos em Pacaraima pelos se abrigou em uma área externa do posto de fiscalização da Secretaria Estadual da Fazenda de Roraima (Sefaz). O lugar fica um pouco antes da entrada da cidade, onde foi montada a barricada na rodovia.

Pacaraima é a porta de entrada para venezuelanos que fogem da crise política, econômica e social no país de origem e entram no Brasil. A estimativa é que entrem 500 venezuelanos por dia pela fronteira do estado.

Após o tumulto neste sábado, o Ministério da Segurança Pública informou que enviará, na próxima segunda-feira (20), 60 militares da Força Nacional para Roraima a fim de apoiar o contingente que já atua no estado a conter episódios de violência entre brasileiros e venezuelanos.

Assalto a comerciante

O estopim para os ataques deste sábado foi o episódio envolvendo o comerciante Raimundo Nonato de Oliveira, de 55 anos. Ele foi vítima de um assalto quando chegava em casa com uma familiar na noite dessa sexta-feira (17), informou a Polícia Militar.

De acordo com a PM, ele sofreu uma lesão na cabeça possivelmente causada por uma paulada. Familiares relataram a polícia que os suspeitos eram venezuelanos. O comerciante foi removido a Boa Vista em razão da gavidade do ferimento.


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19/08


2018

América Primeiro, dane-se o mundo

Trump adota táticas de terra arrasada

Clovis Rossi - Folha de S.Paulo

Nada contra o mantra “América Primeiro” adotado desde a campanha eleitoral por Donald Trump. É óbvio que o dever de todo governante é pôr os interesses de seu país em primeiro lugar.

O problema com Trump é que ele pratica o que Edward Luce, colunista do Financial Times, chama de “táticas de terra arrasada”.

Comecemos pela imposição de tarifas punitivas a produtos chineses. Já seria questionável se fosse apenas para tentar chegar ao que Trump considera comércio justo com a China, que hoje tem superávit nas trocas com os EUA.

Torna-se no entanto indecente quando o presidente americano comemora publicamente a terra arrasada em que a China estaria se transformando.

Na quinta-feira (16), na Casa Branca, Trump estimulou seu assessor para assuntos econômicos, Larry Kudlow, a festejar os problemas que a China estaria enfrentando.

Disse Kudlow: “Vendas no varejo, investimento em negócios, estão entrando em colapso na China. A produção industrial tem caído e agora está estacionando em nível baixo. As pessoas estão vendendo a moeda; pode haver alguma manipulação, mas acho que o principal é que investidores estão saindo da China porque não gostam da economia, e estão vindo para os EUA porque gostam da economia”. Resumiu o assessor, sob aplausos de Trump: “Neste momento, a economia deles parece terrível”.

Exagero? Talvez, mas, em artigo para The New York Times, Ruchir Sharma (Morgan Stanley), analista geralmente sensato, escreve que “o dólar forte que está enfraquecendo a economia turca pode também estar minando a segunda maior economia mundial, a China”.

O dólar forte não é uma obra de Trump, claro, mas as tarifas impostas a produtos chineses certamente contribuirão para enfraquecer a economia (da China ou de qualquer outro país). Basta lembrar que a citada Turquia, que já cambaleava, ficou de joelhos a partir do momento em que Trump impôs tarifas punitivas para o aço e o alumínio.

Em um mundo tão interdependente, a “terra arrasada” ricocheteia nos países mais inesperados. Exemplo, aqui ao lado, o Uruguai: a Turquia é, de longe, o maior comprador de gado vivo uruguaio (absorve 89% das exportações). A derrocada da lira turca fez com que tenha se tornado impossível vender gado ao país, segundo Rodrigo González, presidente da União de Exportadores de Gado em Pé.

Se há vítimas colaterais de tiros contra uma economia secundária como a da Turquia, é fácil imaginar os estragos de uma derrubada da economia chinesa, 15 vezes maior que a turca e que representa 16% da economia global. “Para o resto do mundo, o colapso da lira turca pode provar-se um evento passageiro, mas a China tende a decidir em que direção vai a crise”, escreveu Sharma.

A ligeireza com que Trump festeja problemas em outros países torna compreensível pesquisa Gallup que mostra o colapso na aprovação da liderança americana. Na era Obama, ficava em 48% na média dos 134 países pesquisados. Caiu para 30% com Trump.

O diabo é que nenhum país ou conjunto de países demonstrou até agora capacidade e determinação para tentar ao menos controlar os incêndios gerados por esse Nero do século 21.


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18/08


2018

Brasil sairá da "ONU comunista", diz Bolsonaro

"...se eu for eleito"

Em formatura militar, ele disse que mulheres cadetes 'talvez não possam' fazer o mesmo que colegas homens

Anna Virginia Balloussier – Folha de S.Paulo

O Brasil deixará a ONU (Organização das Nações Unidas), um antro "de comunistas”, caso Jair Bolsonaro seja vitorioso nestas eleições, prometeu o presidenciável do PSL.

“Se eu for presidente, eu saio da ONU. Não serve para nada essa instituição”, disse Bolsonaro neste sábado (18), numa cerimônia de cadetes da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), em Resende (RJ).

“Saio fora, não serve para nada, é um local de reunião de comunistas e de gente que não tem o menor compromisso com a América do Sul”, disse após ser questionado pela Folha sobre a decisão favorável de um comitê da ONU pela candidatura do ex-presidente Lula.

O bom filho a casa torna: ali o capitão reformado Bolsonaro se formou, nos anos 1970, ele e também seu vice, o general Antonio Hamilton Mourão.

E sobre um concurso da PM paranaense que pedia “masculinidade” para as mulheres que desejassem integrar a corporação, esse princípio deveria valer na escola militar onde se graduou?

“Logicamente, alguma coisa talvez a mulher não possa fazer aqui, enfrentar uma marcha de 54 km, que é como a gente fazia aqui na academia, não sei se isso seria adequado para elas”, afirmou Bolsonaro. “Pelo que sei no momento, elas estão aqui vindo mais para a área técnica, não para a infantaria, para a cavalaria. Quem sabe num segundo momento.”

Um comunicado à imprensa avisava que “30 mulheres pioneiras na linha combatente empunharão pela primeira vez o próprio símbolo da honra militar”, uma réplica da espada de Duque de Caxias. Difícil foi localizá-las no meio da tropa de 418 fardados.

“É por ordem de altura, as maiorzinhas ficam mais pra frente”, justificou um militar que auxiliava as esquipes jornalísticas sobre a ausência delas nas primeiras fileiras —uma delas, a cadete Milena Canestraro, recebeu sua espada do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, com Bolsonaro posicionado atrás deles.

Enfileirada, a primeira turma mista da Aman cantava estrofes como “somos a esperança de um Brasil inteligente”.

A jornalistas o candidato à Presidência disse que Marina Silva foi agressiva com ele, enquanto a recíproca não poderia ser mais diferente, no embate que os dois tiveram na véspera, durante debate da RedeTV!. “Ela gritou comigo ali, mais nada. Me interrompeu, e eu a tratei com a maior cordialidade possível. Nada de agressividade [da minha parte], nunca fiz isso com mulher nenhuma.”

E continuou: “Olha só, o pessoal tenta me jogar contra as mulheres, os negros, os gays”. A deixa para lançar sua máxima quanto o assunto é o eleitorado feminino, com o qual tem índice de rejeição mais alto do que a média. Ele, sim, é o candidato que protegerá as mulheres, disse. “Entre a lei do feminicídio e a posse de arma de fogo, elas dizem que preferem as duas.” E Bolsonaro, como não cansa de repetir, é um defensor do armamento feminino para autodefesa.

Seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL), deputado que nem ele, afirmou à reportagem que a candidata da Rede tentou tirar vantagem de “sua condição de mulher” para desestabilizar Bolsonaro. Em vão.

Com uma “postura de estadista”, seu pai deu a “resposta que ela merecia, colocou ela em xeque”, afirmou. “Ela que perdeu as estribeiras. Foi se aproximando dele, elevando o tom de voz. Tentou colocar [Bolsonaro] em saia justa exatamente pela condição dela de ser mulher, para poder se vitimizar.”

Duas autoridades femininas, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e a advogada-geral da União, Grace Mendonça, foram à cerimônia.

Bolsonaro disse que “não teve o prazer de apertar a mão” de Raquel, que pediu a impugnação de Lula no mesmo dia em que o ex-presidente pediu o registro de sua candidatura ao Planalto.

Lembrado que Dodge denunciou também Bolsonaro, sob acusação de racismo, o presidenciável respondeu não ver “nenhum constrangimento” nisso e, em seguida, afirmou que a procuradora se deixou levar pela esquerda. “Ela se perdeu completamente, ela nunca foi a um quilombola. Ela foi levada por uma onda de esquerda politicamente correta.”

Dodge o denunciou ao Supremo Tribunal Federal por causa de uma palestra que Bolsonaro deu no Clube Hebraica do Rio em 2017. a PGR transcreveu trechos da palestra que seriam ataques a quilombolas, como o seguinte: “Eu fui em um quilombola em Eldorado Paulista. Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas”. Para Dodge, o político se referiu a essas pessoas como se fossem animais, ao utilizar a palavra arroba.

Uma última palavra sobre o debate da noite anterior: Bolsonaro falou sobre a cola que escreveu com caneta na palma da mão (“Lula” e outros lembretes) e que foi registrada por fotógrafos. “É uma tática minha. Minha mão apareceu em todos os jornais do país, estou muito feliz com isso.”

Presença rara em eventos públicos, o mais novo dos quatro filhos homens de Bolsonaro, Jair Renan, 20, ficou num canto do pátio ao lado da mãe, Ana Cristina Valle, segunda ex-mulher do presidenciável. De terno azul celeste, —ele que nas redes sociais exalta o pai— se afastou assim que a Folha o interpelou.

Outros filhos presentes: o primogênito, Flávio, candidato ao Senado pelo PSL, e o deputado Eduardo, que busca a reeleição.

Num segundo momento, Jair Renan filmou com o celular o pai dando entrevistas para a imprensa. A Folha tentou nova abordagem. Seu irmão Eduardo, próximo, pediu rindo que o irmão fosse deixado em paz. “Dá dois anos para ele falar.” Em dois anos o país terá nova eleição, a municipal, lembrou a reportagem. Renan seguirá o caminho dos irmãos mais velhos e ensaiará a via política? O rapaz riu e acenou, sem dizer uma palavra.

Jair Renan, 20, mais novo dos quatro filhos homens de Bolsonaro, acompanha evento com participação do pai na Academia Militar das Agulhas Negras - Anna Virginia Balloussier/Folhapress

Na volta, os formandos e seus familiares saíam do pátio onde numa fachada se lia “cadete! Ides comandar, aprendei a obedecer” e partiam em carros que tinham na traseira pneus estepes com capas temáticas: “Keep calm, the cavalry is here” (mantenha a calma, a cavalaria está aqui) e “nas mãos de Deus”.


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Quentura

Haddad começa a encostar em Bolsonaro.



18/08


2018

Haddad, o poste de Lula, sobe

Mas a turma do “não tô nem aí” dá de goleada

Itamar Garcez – Blog Os Divergentes

Numa eleição tremendamente incerta – e, portanto, aberta – pesquisas de intenção de voto são como biruta de aeroporto. Podem mudar a qualquer instante diante de qualquer bafejo.

Basta ver o recalcitrante desinteresse dos eleitores. A pesquisa XP/Ipespe, divulgada nesta sexta, 17, crava que 56% dos entrevistados vão votar em branco, anular o voto ou ficar em casa.

É a turma do “não tô nem aí”. Como mostram todas as enquetes até aqui.

Mas, se há alguma novidade na nova enquete é Fernando Haddad. A aposta do PT para se tornar o novo poste de Lula segue em alta gradual. Agora com 15% quando apontado como o candidato “apoiado por Lula”.

A má notícia é que sua rejeição é altíssima, de 54%. Além disso, no segundo turno o ex-prefeito perderia para Alckmin e empataria com Bolsonaro.

O capitão da reserva, por sua vez, segue firme com a preferência de 1 em cada 5 entrevistados. Votos suficientes para levá-lo ao segundo turno.

Telefone vermelho

Certo, até aqui, é que está tudo incerto. O presente e, mais ainda, o futuro.

Se virar presidente, Haddad deverá instalar um telefone vermelho na cela de luxo da Polícia Federal em Curitiba. Toda vez que tiver que pensar, o ex-prefeito consultará o presidiário mais famoso do mundo.

Ou perguntará à ONU, já que, ao que parece, o PT parece abriu mão da soberania.

Caso Bolsonaro seja o mandatário, o telefone vermelho ficará na sala de Paulo Guedes, o Posto Ipiranga do capitão do Exército. E se o Cabo Daciolo surpreender…

Chega. Hoje é sábado. Melhor torcer pelo Inter, que amanhã pode acabar a rodada em primeiro lugar do Brasileirão.


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