ArcoVerde

12/01


2018

Declarações de Bolsonaro poderiam resultar em processos

O Globo

Conhecido por declarações polêmicas, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) já disse, ao menos duas vezes, ter cometido supostos crimes durante sua vida parlamentar. O caso mais recente envolve o recebimento de auxílio-moradia da Câmara dos Deputados mesmo sendo proprietário de um imóvel em Brasília.

Ao jornal “Folha de S.Paulo”, Bolsonaro disse que usava o dinheiro – cerca de R$ 3 mil mensais –, recebido desde 1995, para "comer gente": "Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio moradia eu usava pra comer gente", declarou o parlamentar. Na mesma entrevista, Bolsonaro argumenta que usa o benefício para pagar condomínio e IPTU. Em outro episódio, durante entrevista concedida à TV Bandeirantes em 1999, Bolsonaro afirmou que sonegava impostos: "Eu sonego tudo que for possível".

As duas declarações revelam supostos crimes, que poderiam gerar processos civis, penais e tributários, segundo advogados consultados pelo GLOBO, e em caso de condenação, poderiam resultar até em suspensão dos direitos políticos por até cinco anos. No entanto, passados 19 anos, uma suposta sonegação cometida em 1999 já estaria prescrita.

O deputado é pré-candidato à Presidência da República. Na quarta-feira, ele disse, em vídeo, que só deixará a candidatura se for tirado "na covardia" ou se for morto.


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19/01


2019

Ação junto ao filho: fortalecer ou prejudicar Bolsonaro

Postura de Bolsonaro sobre caso Flávio testará discurso de combate à corrupção, diz pesquisador

Cientista político Roberto Gondo, do Mackenzie, diz que comportamento mais institucional fortaleceria a imagem do presidente, mas qualquer demonstração de fragilidade o prejudicaria

Nayara Figueiredo - O Estado de S.Paulo

A postura que o presidente Jair Bolsonaro adotará daqui para frente, diante do caso do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), estará em plena análise pela população e deve testar até que ponto vai a aplicação de sua política de combate à corrupção, amplamente defendida durante a campanha eleitoral. A avaliação é do cientista político do Mackenzie, Roberto Gondo.

"A tendência é que a situação de Flávio se agrave, à medida em que as denúncias existentes contra ele o tornem réu de um processo judicial. Aí caberá a questão de ver se Bolsonaro se portará como pai ou como presidente", disse Gondo. Para o especialista, a hipótese de um comportamento mais institucional fortaleceria a imagem do presidente, mas qualquer demonstração de fragilidade o prejudicaria. "Como se combate a corrupção se com seu filho for diferente?", questionou.

Trecho de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), revelado na noite de sexta, 18, pelo Jornal Nacional, da TV Globo, mostra que em um mês quase 50 depósitos em dinheiro foram feitos numa conta de Flávio Bolsonaro. A suspeita, segundo a reportagem, é que funcionários dos gabinetes devolviam parte dos salários, numa operação conhecida como "rachadinha". No início de dezembro, movimentações financeiras atípicas, na ordem R$ 1,2 milhão, já haviam sido divulgadas pelo Estado, envolvendo o ex-assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Fabrício Queiroz.

Neste contexto, o cientista político do Mackenzie reforçou que os efeitos sobre a confiança da população e a imagem do presidente dependerão de como ele vai agir com o desdobramento destes fatos. Inclusive, as atitudes do ministro da Justiça, Sergio Moro, também estarão em avaliação.

"Por enquanto, o eleitorado conservador acredita que a questão de Flávio Bolsonaro é incipiente para gerar um descontentamento em relação ao governo", diz. Isso permitiu que Moro optasse pela omissão tanto na situação de Flávio quanto do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que já admitiu, em 2017, ter recebido R$ 100 mil em caixa 2 da empresa de carnes JBS. "Se Onyx e Flávio forem supostamente protegidos, a imagem de Moro também ficará fragilizada", argumentou Gondo.

Além da questão familiar, Bolsonaro precisará manter a confiança da população mediante os conflitos internos da bancada do PSL no Congresso, devido à "inexperiência de alguns parlamentares", destacou o cientista político. Entretanto, a falta de alinhamento nos discursos ainda é considerada comum durante os primeiros dias de governo


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Fernandes

Dois parasitas.



19/01


2019

Caso do filho de Bolsonaro está ruim e pode piorar

Helena Chagas

Há pouco mais de um mês, o senador eleito Flávio Bolsonaro dedicava-se, com desenvoltura, à escalação do próximo presidente do Senado. Começou vetando Renan Calheiros. Quem seria o candidato ainda seria discutido, mas Renan, jamais.

Depois das revelações sobre as movimentações financeiras do ex-assessor Fabrício Queiroz, claramente incompatíveis com a renda, Flávio perdeu o interesse na presidência do Senado e dedica-se a tentar minimizar e postergar os desdobramentos do caso. Dizia nada ter a ver com o que seu assessor fazia, mas atestou que as explicações dele recebidas eram plausíveis. “Não sou investigado”, completava.

Na semana passada, Flávio Bolsonaro mudou de estratégia e foi ao Supremo pedir a suspensão das investigações por ter descoberto que era, sim, investigado, o que considera ilegal, já que teria foro privilegiado como senador eleito e diplomado. Obteve liminar do ministro Fux, que remeteu ao relator, ministro Marco Aurélio, que deve alterar novamente o rumo do caso — provavelmente suspendendo a suspensão e remetendo de volta ao Rio — no dia 1º de fevereiro, quando Flavio toma posse como senador e participa da eleição da nova Mesa diretora do Senado, incluindo o novo presidente.

Hoje está claro que a estratégia do deputado estadual Flávio Bolsonaro foi uma rajada de tiros no pé. O assunto virou um problema para o governo, não só porque Flavio é filho do presidente, mas porque há uma ex-assessora de Jair Bolsonaro envolvida e recursos da conta de Queiroz foram depositados na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Nessa sexta-feira, a situação de Flávio piorou muito, com a divulgação, no Jornal Nacional, de que ele recebeu depósitos em sua conta, no total de 96 mil reais, em apenas um mês, em 2017. O depositante não foi ainda identificado e os depósitos foram feitos em valores pequenos para evitar o rastreamento. O senador eleito, que deu  entrevista à Record reclamando por estar sendo investigado mas nada explicou sobre nada, também não se manifestou a esse respeito.

Até aqui, a principal explicação que jornais e outras mídias dão para o caso é de que havia esquema para que servidores do gabinete de Flávio devolvessem parte dos salários para a conta controlada por Queiroz. Esse tipo de ação é muito usada, especialmente em assembleias legislativas e em câmaras de vereadores, para financiar atividades políticas dos parlamentares ou simplesmente para engordar o patrimônio. Por si só, já é crime e pode levar a condenações pela Justiça. Segundo o MP do Rio, apenas nesse caso da Alerj, há 22 gabinetes de deputados sendo investigados.

Mas o problema pode ser ainda maior para Flávio Bolsonaro. Segundo o relatório do COAF, oito assessores depositavam recursos na conta do assessor, geralmente em dias próximos ao pagamento. Só que os depósitos em questão somam cerca de R$ 230 mil, já contados aqueles feitos pelo próprio Queiroz. Ou seja, se servidores depositaram 230 mil reais numa conta que recebeu mais de R$ 1,2 mi, de onde vieram os recursos restantes? Pode até ser que tenham vindo do comercio de carros usados, claro. Mas também pode ser que a resposta já esteja em algum outro relatório do COAF…

Por último, se Flávio Bolsonaro recebeu em sua própria conta R$ 96 mil em um único mês, conforme divulgado e não desmentido ou explicado, pode-se imaginar que essas coisas se repetiram em outros meses. Isso botaria em xeque a história do comércio de carros usados e jogaria todo o clã Bolsonaro na obrigação de explicar de maneira muito convincente e rápida esse imbróglio.

Tudo isso pode levar a um efeito colateral ainda não foi discutido: Flávio Bolsonaro pode mudar de ideia e, no dia 1º de fevereiro, apoiar a candidatura de Renan Calheiros – que, por sinal, já saiu providencialmente em defesa do filho de Bolsonaro nessa sexta…


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Comentários

Fernandes

Estou torcendo pra isso, piorar.



19/01


2019

Chamou o Basil de anão diplomático e recebe Ordem do Cruzeiro do Sul

Honraria ao primeiro-ministro isralense gerou polêmica

Época

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi condecorado com a Ordem do Cruzeiro do Sul, a mais alta condecoração brasileira destinada a estrangeiros. O decreto com a concessão da honraria foi publicado na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União. Netanyahu recebeu a ordem no grau de “grão-cruz”, o segundo dos cinco graus da honraria. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a distinção — criada pelo imperador Dom Pedro I — foi abolida após a proclamação da República e resgatada por Getulio Vargas em 1932.

Netanyahu esteve presente na posse do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, em 1º de janeiro, na primeira visita oficial de um primeiro-ministro israelense ao Brasil. Os dois líderes prometeram ampliar a cooperação em diversos setores, e Bolsonaro já manifestou interesse em seguir o exemplo dos Estados Unidos e transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.

A medida levou ao receio de que as relações comerciais do Brasil com países da Liga Árabe sejam abaladas.

O Brasil abriga a nona maior comunidade judaica do planeta e manteve uma relação próxima com o Estado de Israel desde que o reconheceu em 7 de fevereiro de 1949, menos de um ano depois da declaração israelense de independência. Durante o governo de Dilma Rousseff, o Brasil condenou a ausência da Palestina na Organização da Nações Unidas e criticou o que chamou de “uso desproporcional e inaceitável de força por parte de Israel na Faixa de Gaza”, chamando para consulta o então embaixador em Tel Aviv.

Na ocasião, o Ministério das Relações Exteriores de Israel, por meio de seu então porta-voz, Yigal Palmor, manifestou “desapontamento” diante da convocação. Palmor classificou a medida como uma demonstração de que “o Brasil, um gigante cultural e econômico”, continuava a ser “uma anão diplomático”. A declaração elevou as tensões entre os países, obrigando o presidente israelense, Reuven Rivlin, a se desculpar posteriormente.

Em 2016, os dois países voltaram a viver momentos de tensões diplomáticas quando o Brasil rejeitou a nomeação de Dani Dayan, um conhecido defensor das colônias nos territórios na Cisjordânia, como embaixador no Brasil, após uma disputa de vários meses depois de Brasília rejeiter sua indicação, em agosto de 2015.

Desde 1823, a Ordem do Cruzeiro do Sul já foi concedida a nomes como o chefe do governo nacional da China, Chiang Kai-shek; o marechal iugoslavo Josip Broz Tito; o revolucionário argentino Ernesto “Che” Guevara; o imperador etíope Haile Selassie I; o astronauta americano Neil Armstrong; o presidente sírio Bashar al-Assad; e a rainha britânica Elizabeth II, entre outros.


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19/01


2019

Haddad questiona patrimônio imobiliário da família de Bolsonaro

'A thread do escândalo Bolsonaro deveria começar com essa esquecida reportagem', disse Haddad, sobre matéria publicada em jornal

Candidato à Presidência nas últimas eleições, o petista Fernando Haddad usou sua conta no Twitter, neste sábado (19), para questionar o patrimônio imobiliário da família do atual presidente, Jair Bolsonaro.

"Afinal, como um deputado amealhou um patrimônio imobiliário de R$ 15 milhões, sem aprovar um único projeto relevante? Qual a real função da sua assessoria?", disse Haddad na postagem junto ao link de uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

A matéria utilizada como base para o comentário do petista foi publicada em janeiro do ano passado e mostra que Bolsonaro, até então deputado federal pelo PSL-RJ, e seus três filhos que exerciam mandatos são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca.

"A thread do escândalo Bolsonaro deveria começar com essa esquecida reportagem", disse Haddad hoje.


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19/01


2019

Assessor complica de vez vida do filho de Bolsonaro

Um trecho do Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) divulgado na noite desta sesta-feira, 18, pelo Jornal Nacional, complica de vez a situação do deputado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). 

O relatório do Coaf traz informações sobre movimentações financeiras de uma conta corrente de Flávio Bolsonaro, entre junho e julho de 2017. Neste período, o Coaf registrou 48 depósitos em espécie na conta do senador eleito, concentrados no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legistativa do Rio (Alerj), e sempre no mesmo valor: R$ 2 mil.

Coaf diz que não foi possível identificar quem fez os depósitos. O relatório afirma que o fato de terem sido feitos de forma fracionada desperta suspeita de ocultação da origem do dinheiro. O Coaf classifica que tipo de ocorrência pode ter havido com base numa circular do Banco Central que trata da lavagem de dinheiro.

A revelação foi feita um dia depois que Flávio Bolsonaro pediu e o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a investigação. Ele foi citado no procedimento aberto pelo Ministério Público do Rio contra Fabrício Queiroz. O ex-assessor de Flávio Bolsonaro é investigado por movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão durante um ano.  (BR 247)


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19/01


2019

STF: ministro diz que vai rejeitar petição do filho de Bolsonaro

Ministro do STF sinalizou que reclamação de Flávio Bolsonaro contra investigação do MP não tem base

Estadão Conteúdo

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou na sexta-feira que deve rejeitar a reclamação apresentada pelo deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-SL) para suspender a investigação sobre movimentações financeiras atípicas do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz e declarar ilegais as provas colhidas na apuração.

 

Marco Aurélio disse que a “lei vale para todos, indistintamente” e lembrou que em casos semelhantes negou seguimento aos processos - jargão jurídico que significa que os pedidos foram rejeitados e acabaram arquivados.

 

Na quarta-feira, 16, o vice-presidente do STF, Luiz Fux, atendeu a um pedido de Flávio e determinou a suspensão da investigação sobre movimentações financeiras de Queiroz. A decisão paralisa a apuração e vale até Marco Aurélio Mello, relator do processo no Supremo, analisar o caso depois que o tribunal retomar as suas atividades, em 1.º de fevereiro.

 

 “(A decisão) Sai dia 1º de fevereiro, com toda a certeza. O que eu tenho feito com reclamações semelhantes, as que eu enfrentei, eu neguei o seguimento (rejeitou o processo), porque o investigado não teria a prerrogativa de ser julgado pelo STF. Não haveria usurpação (da competência do STF)”, comentou Marco Aurélio. “O processo não tem capa, tem conteúdo. Não se pode dar uma na ferradura e outra no cravo. Ou seja: o procedimento tem de ser único. A lei vale para todos, indistintamente. Isso é república, é democracia”, completou o ministro.


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19/01


2019

O cordão sanitário em torno de Ernesto Araújo

Como Mourão e militares tentam evitar danos à imagem do país sob a gestão do novo chanceler

Juliana Dal Piva e Guilherme Evelin - EPOCA

O vice-presidente Hamilton Mourão tem esperanças de que o discurso do presidente Jair Bolsonaro em Davos, na terça-feira, seja uma inflexão na péssima imagem que vem sendo construída do Brasil no exterior neste início da gestão de Ernesto Araújo no Itamaraty.

O texto será "escrito a várias mãos", segundo contou a ÉPOCA numa sexta-feira recente, em seu gabinete no Palácio do Planalto.

Mourão e os militares estão fazendo uma espécie de cordão sanitário em torno de Araújo, na tentativa de evitar mais danos.

É Mourão quem tem recebido a maioria dos embaixadores para despachos. O chanceler, que a rigor deveria estar nesses encontros, não tem participado.

Reportagem de capa de ÉPOCA desta semana mostra como o diplomata chegou ao comando do Ministério das Relações Exteriores e como suas propostas e medidas anunciadas até agora têm sido vistas e malvistas no Itamaraty.

Araújo se aproximou do grupo hoje no poder por meio de Filipe Martins, o assessor internacional da Presidência, de 31 anos. E o que aproximou os dois foram as ideias de Olavo de Carvalho.

Mourão, que recebeu ÉPOCA no mesmo dia em que conheceu Martins, nunca leu Carvalho.

Quando foi mencionada a estranheza de alguém tão jovem e de fora da carreira diplomática ocupar posto tão poderoso, deu risada, balançando os ombros.

"Poderoso? Ah, não, menos, vai."


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bm4 Marketing 4

19/01


2019

Cobrança: WhatsApp do PSL ficou inativo

Após a revelação no Jornal Nacional de que o filho mais velho do presidente recebeu quase 50 depósitos em dinheiro vivo em um mês, imperou o silêncio no grupo de WhatsApp do PSL. Deputados da sigla perceberam uma guinada nas redes sociais. Nos últimos dias, houve aumento da cobrança sobre a investigação.

A assiduidade de Flávio no Twitter diminuiu depois que o caso de Fabrício Queiroz veio à tona, em 6 de dezembro do ano passado. A chamada “comunicação direta” com o eleitor sempre foi alardeada como um grande diferencial do clã.

Nos 35 dias que antecederam a revelação do relatório do Coafsobre as movimentações atípicas de seu ex-assessor, o senador eleito fez cerca de 60 publicações na rede social e só não falou aos seus seguidores em 9 dias.

Quando o caso foi revelado, Flavio fez um post para se explicar. Nos 35 dias que sucederam a descoberta de Queiroz, postou 13 publicações e passou ao todo 26 dias em silêncio.  (Painel – Folha de S.Paulo)


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19/01


2019

Filho de Fux processa chargista: crítica a Bolsonaro e Netanyahu

Bernardo Mello Franco – O Globo

O advogado Rodrigo Fux, filho do ministro do STF Luiz Fux, pediu nesta terça a abertura de um processo criminal contra o chargista Aroeira. O motivo é uma charge crítica ao presidente Jair Bolsonaro e ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Fux é diretor jurídico da Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj). Ele assinou a "notícia de crime" contra o chargista junto com o vice-presidente da entidade, Arnon Velmovitsky, e com a advogada Rachel Glatt.

Na charge de Aroeira, Bolsonaro e Netanyahu formam uma suástica com os braços. O premiê israelense tem se aproximado de outros líderes de ultradireita, como o premiê húngaro Viktor Orban, e veio ao Brasil para a posse de Bolsonaro.

A representação de Fux alega que a charge teria carga antissemita, o que foi contestado por Aroeira nas redes sociais. O chargista é um dos mais conhecidos do país. Atualmente, trabalha no jornal "O Dia".


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19/01


2019

Brasileira debate fenômeno Bolsonaro nos EUA

Antropóloga brasileira é convidada a debater fenômeno Bolsonaro em 18 universidades dos EUA

Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

A viagem foi financiada por uma rede de centros e departamentos acadêmicos dos EUA

A antropóloga Rosana Pinheiro-Machado foi convidada para fazer palestras em 18 universidades dos Estados Unidos para debater ofenômeno Jair Bolsonaro.

Pinheiro-Machado usará dados de sua pesquisa de dez anos realizada em uma comunidade de 50 mil pessoas de Porto Alegre. Ela vai falar sobre a queda do lulismo, a ascensão do bolsonarismo e as suas possíveis semelhanças com o governo de Donald Trump e a onda de extrema direita global.

O convite foi feito pela San Diego State University, que promove o tour que começa dia 26 de janeiro. Columbia, Brown University, Penn, Cornell University e University of California-Los Angeles, também estão entre as instituições de ensino que integram a turnê. 

A viagem foi financiada por uma rede de centros e departamentos acadêmicos dos EUA, especialmente das áreas de ciências sociais e de América Latina.


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19/01


2019

Ataque do filho de Bolsonaro a MP e Coaf dá reação

 Ministério Público e Coaf irrita e estimula reação nos órgãos

Daniela Lima – Painel - Folha de S.Paulo

Quem fala o que quer -  Os argumentos usados pela defesa de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para travar a investigação sobre a conta suspeita de Fabrício Queiroz irritaram técnicos do Coaf e integrantes do Ministério Público. Internamente, procuradores e promotores repudiaram o ataque ao trabalho dos colegas do Rio. No Coaf, hoje sob a guarda de Sergio Moro (Justiça), houve protesto à alegação de que dados foram repassados de forma ilegal. A estratégia do filho do presidente acionou o espírito de corpo dos órgãos.

Membros do Ministério Público e do Coaf rebateram a alegação de que o conselho não poderia ter repassado informações aos promotores sem ordem judicial.

Procuradores dizem que a lei que trata do crime de lavagem de dinheiro exige que instituições financeiras informem movimentação atípica ao Coaf e que o órgão, por sua vez, relate os casos ao Ministério Público.

Ao optar por atacar os investigadores, Flávio acabou cometendo novo erro estratégico. Os defensores do clã Bolsonaro no Ministério Público se calaram nas redes internas. Os críticos entoaram um sonoro “eu avisei”.


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19/01


2019

Filho de Bolsonaro pegou R$ 96 mil em dinheiro vivo

Em um mês, Flávio Bolsonaro recebeu R$ 96 mil em depósitos fracionados em dinheiro vivo, aponta Coaf

Conta do senador eleito recebeu 48 repasses entre junho e julho de 2017

O Globo

Um novo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ) identificou , em um período de um mês,depósitos em dinheiro que somam cerca de R$ 96 mil na conta do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). A informação é da TV Globo.

O relatório encontrou 48 depósitos em espécie na conta de Flávio entre junho e julho de 2017, que somam cerca de R$ 96 mil, concentrados no terminal de autoatendimento da Assembleia Legislativa do Rio. Em diversas datas, foram identificados depósitos em valores idênticos na conta do parlamentar em intervalo de poucos minutos. Em uma das datas analisadas, por exemplo foram feitos dez depósitos de R$ 2 mil em um intervalo de cinco minutos.

O Coaf diz que não foi possível identificar quem fez os depósitos, mas afirma que o fato de terem sido feitos de forma fracionada pode significar a intenção de impedir a identificação da origem dos recursos. O novo relatório foi pedido pelo Ministério Público do Rio no dia 14 de dezembro e foi atendido no dia 17, um dia antes de Flávio Bolsonaro ser diplomado como senador. Procurado pela TV Globo, Flávio Bolsonaro não respondeu.

Por conta deste relatório, segundo a TV Globo, Flávio Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a anulação das provas da investigação. Nesta quinta-feira, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu, a pedido de Flávio Bolsonaro, a investigação do Ministério Público do Rio sobre as movimentações funanceiras do ex-assessor Fabrício Queiroz. Flávio argumentou que estava sendo investigado pelos promotores do Rio e que, por ter foro privilegiado, deveria deveria ser processado no STF pelo fato de que assumirá o mandato no Senado em poucos dias.


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19/01


2019

Palocci diz que deu dinheiro a Lula no avião presidencial

Palocci diz que Lula não pagou por tríplex porque ‘apartamento na praia’ sujaria sua biografia

Em novos depoimentos, ex-ministro reafirma que fez entregas de dinheiro a Lula em caixas de whisky e no avião presidencial

Aguirre Talento e Robson Bonin - O Globo

Em novos depoimentos de sua delação premiada, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocciafirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quis pagar pelo tríplex no Guarujá, no (SP) com seus próprios recursos porque um “apartamento na praia” sujaria sua biografia. Palocci disse que, durante a evolução da Operação Lava Jato, perguntou a Lula sobre o assunto:

Segundo Palocci, Lula lhe respondeu da seguinte forma:

— Um apartamento na praia não cabe em minha biografia.

O tríplex foi a razão da condenação de Lula, em segunda instância, a 12 anos e um mês de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de receber o apartamento da empreiteira OAS, como retribuição pelo esquema de corrupção da Petrobras. A defesa do ex-presidente nega que o apartamento tenha sido destinado a ele.

O ex-ministro deu novos detalhes que implicam o ex-presidente petista, afirmando que “a única preocupação de Lula era preservar sua própria imagem, afastando-se deliberadamente dos momentos de ilicitudes e sistematicamente construindo versões que o isentavam de qualquer malfeito”.

Palocci também disse que houve entregas de dinheiro em espécie para Lula, retirados por seu assessor Branislav Kontic na Odebrecht.


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19/01


2019

Bolsonaro não tem como se dissociar dos atos dos filhos

Paulo Celso Pereira – O Globo - (Politicando)

A mais óbvia consequência da decisão de Flávio Bolsonaro de escancarar seu papel de investigado no caso Queiroz é ampliar as suspeitas que já o atingiam. A segunda, aumentar significativamente o desgaste do Palácio do Planalto.

Ao longo das duas últimas décadas, Jair Bolsonaro trabalhou para consolidar seu clã político. Se isso lhe garantiu o bônus de aumentar a exposição de sua imagem, garantindo que seu sobrenome se multiplicasse em cada campanha que seus herdeiros disputavam, por outro tornou os atos dos filhos indissociáveis dos do pai. Se um Bolsonaro está em apuros, é inevitável que os outros saiam arranhados.

O presidente se elegeu garantindo que mudaria as práticas políticas. O caso Queiroz, e a suspeita de que Flávio ficava com parte dos salários de seus assessores, joga a família na vala das mais velhas práticas da política.

Ficar com parte dos salários de assessores é crime de peculato – desvio de dinheiro público – e dá cadeia. Suspeitas sobre filhos de presidentes não são exatamente uma novidade, vide o caso de Lula e seus herdeiros, mas a investigação iniciada no primeiro mês do mandato do pai pode custar muito capital político ao governo.

Sem qualquer grande articulador, Bolsonaro pretendia usar sua popularidade para forçar o Congresso a aprovar os projetos de interesse do governo, a começar pela reforma da Previdência. Além disso, via nos filhos Flávio, no Senado, e Eduardo, na Câmara, os líderes informais para tocar a agenda do Planalto.

O caso Queiroz mina, a um só tempo, o capital político do presidente e a imagem do filho que seria o principal articulador entre senadores – tradicionalmente menos adesistas que os deputados. Não é pouca coisa.

Em vez de tentar impedir a investigação, Flávio Bolsonaro ajudaria mais o governo do pai, e o país, se ajudasse a esclarecer as muitas dúvidas que pairam sobre as movimentações financeiras de seu ex-assessor. Nesta sexta-feira, o ministro Marco Aurélio Mello deixou claro que a família presidencial não deve contar com ele para interromper as apurações.


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18/01


2019

PF preocupada com pedidos de posse de armas

Em um memorando para delegados da Polícia Federal de todo o País, o delegado Eder Rosa de Magalhães, chefe da Divisão Nacional de Controle de Armas de Fogo, passou orientações sobre pedidos de posse de armas feitos por cidadãos. Um dos trechos do memorando determina “análise aprofundada” para casos de pessoas que queiram posse de mais de quatro armas. O delegado Rosa de Magalhães alertou para riscos de um eventual “aumento exagerado” de armas em poder da população.

O documento também afirma que a decisão final sobre conceder posse de mais de quatro armas de fogo caberá aos delegados regionais executivos das superintendências regionais da PF. O memorando ainda ressalta que, pelo decreto, as informações declaradas pela pessoa que solicita a arma serão presumidas como verdadeira, informou o G1.


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