Versão Agreste Setentrional

12/10


2017

Agenda para captar recursos para Camaragibe

A fim de dar continuidade ao avanço da cidade, nesta quarta-feira (11), o prefeito de Camaragibe, Meira (PTB), reuniu-se com o deputado estadual Aluísio Lessa (PSB), o secretário da Casa Civil, Nilton Mota (PSB), e o secretário de habitação do Estado, Kaio Maniçoba (PMDB), para tratar de emendas para o município de Camaragibe.

Após a reunião, o prefeito conseguiu levar à sua cidade boas notícias para os camaragibenses. Dentre os assuntos fechados, ficou acordada com o secretário de habitação a construção de 500 novas casas populares pelo programa Minha Casa Minha Vida. Além disso, junto ao secretário da Casa Civil tratou do destrave das questões relacionadas à reforma do Mercado Público.

“Saber que podemos contar com o legislativo para melhorar Camaragibe é fundamental para a realização de melhorias na cidade, principalmente para retomar obras e projetos que até então estavam parados sem receber recursos importantes”, destacou o prefeito.


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Versão Sertão do Araripe

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21/10


2017

Promotoria questiona negócio de irmã de Gilmar em MT

Folha de S.Paulo – Fabiano Maisonnave  (Enviado especial a Diamantino)

Não faltam referências ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e a sua família na Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso) de Diamantino, alvo de um inquérito civil do Ministério Público Estadual (MPE).

Na placa que oficializa a estatização do campus, datada de 16 de setembro 2013, lê-se que "temos de agradecer à família Mendes, em especial ao ministro do STF Gilmar Mendes, pelo esforço em construir uma sociedade mais justa e igualitária por meio da oferta do ensino superior".

Dois meses meses antes, a instituição, que oferece direito e outros três cursos, havia sido vendida por R$ 7,7 milhões ao governo estadual, comandado na época por Silval Barbosa (PMDB).

Até então, tinha o nome de Uned (União de Ensino Superior de Diamantino) e era comandada pela irmã de Gilmar Mendes, Maria Conceição Mendes França.

O ministro foi um dos sócios-fundadores, em 1999. No ano seguinte, se desligou formalmente dela, repassando sua parte à irmã. Costumava, no entanto, participar de eventos. A 180 km ao norte de Cuiabá, Diamantino, cidade natal de Gilmar, tem 21 mil habitantes e já foi administrada pelo avô, pelo irmão e pelo pai, Francisco Ferreira Mendes –este empresta o nome ao campus.

Responsável pela estatização, Barbosa está em prisão domiciliar após quase dois anos preso. Para conseguir o benefício, admitiu, em delação premiada, desvios que somam R$ 1,03 bilhão, segundo a Controladoria-Geral do Estado.

Lotado em Diamantino, o promotor Daniel Balan Zappia abriu um inquérito civil para investigar a compra, em meio a indícios de que a transação tenha ocorrido de forma apressada, sem estudo prévio.

Até hoje, por exemplo, não houve concurso público para professores e outros funcionários. Quase todos têm contrato temporário –os poucos concursados pediram transferência de outros campi a Diamantino.

Ouvidos pela reportagem, estudantes que ingressaram antes da estatização foram unânimes em afirmar que a qualidade dos professores caiu bastante. Um deles lembrou que o ex-procurador da República e atual governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), ensinou direito constitucional ali.

A acanhada biblioteca não dispõe de dinheiro para renovar o acervo. Durante um evento recente, os alunos de direito tiveram de comprar livros indicados por professores em lugar de pagar a inscrição –a fórmula encontrada para atualizar as estantes.

Recentemente, a ONG Moral, com sede em Cuiabá, entrou com uma representação no Ministério Público Federal para que o órgão investigue a compra da Uned dentro dos processos contra Barbosa e contra o então presidente da Assembleia, José Riva (PSD). O ex-deputado ganhou a alcunha de "maior ficha suja do país" por responder a mais de cem processos.

O advogado que intermediou a delação de Barbosa, Délio Lins e Silva, afirmou que a Procuradoria-Geral da República já questionou seu cliente sobre a Uned. O ex-governador teria negado qualquer irregularidade na estatização.

Gilmar, que descerrou a placa em sua homenagem durante cerimônia ao lado de Barbosa e Riva, afirma que não se envolveu mais com a administração da universidade desde que deixou a sociedade.


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Versão Agreste Central

21/10


2017

PT-SP: Suplicy e Haddad para o Senado

Do Painel

Líderes do PT começaram a defender que o partido lance a dupla Fernando Haddad e Eduardo Suplicy ao Senado no ano que vem. A avaliação é a de que, assim, haveria chances de o partido conquistar as duas vagas de SP.

Enquanto isso, caso o senador Aécio Neves (MG) renuncie à presidência do PSDB, o partido terá 24 horas para definir um substituto. O estatuto determina que a escolha se dê entre os vices.

Tasso Jereissati (CE), que hoje comanda a sigla interinamente, é um dos oito vices, mas a ala que apoia Aécio avisa que, se ele cair, atuará para o cearense não herdar o posto.


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Versão Sertão do Pajeú

21/10


2017

Planalto estimula adversários de Temer a não irem votar

Com a perspectiva de ter, desta vez, menos do que os 263 votos que salvaram Temer da primeira denúncia, o Planalto montou uma operação para convencer os deputados contrários ao presidente a não irem votar.

O pior cenário para Temer seria um placar com mais votos contra do que a favor. Ainda que seja insuficiente para levar a denúncia adiante –o que demandaria 342 votos–, resultado tão adverso denotaria extrema fragilidade.

No minuto seguinte à votação da denúncia, dizem aliados de Temer, ele precisará reavaliar sua base e a equipe ministerial. Até para forçar o presidente a fazer uma reforma, integrantes do centrão estimulam defecções controladas.

Um resultado mais enxuto obrigaria o peemedebista a ceder espaços. É nessa seara que cresce a teoria de que, em acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Temer deveria optar por uma gestão compartilhada com o Congresso.   (Painel - Folha de .Paulo)


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21/10


2017

A personalidade de Temer segundo Funaro e Joesley

No dossiê que o Planalto elaborou sobre a delação de Lúcio Funaro estão destacados trechos em que o doleiro faz observações sobre a personalidade do presidente Michel Temer. Elas vão no sentido oposto à imagem que Joesley Batista traçou do peemedebista.

Funaro, que assume nunca ter sido próximo do presidente, diz que “Temer não é uma pessoa de fazer pressão”. “Ele não é um ‘player’ como era o Cunha, de pressionar e chegar e pôr na mesa”, avalia. Joesley disse mais de uma vez que o presidente “não tinha cerimônia” para pedir dinheiro.

O relatório sobre os vídeos de Funaro também destaca trecho em que ele fala do ex-ministro Geddel Vieira Lima. “O Geddel… eu acho que ele não dividia o que recebia, está errôneo”, avalia Funaro. “Não posso afirmar que, do dinheiro que eu repassei, ele deu parte para o Temer.”

Pessoas próximas ao doleiro indicam que ele pode deixar a prisão em dezembro deste ano ou, no máximo, janeiro de 2018.  (Folha de S.Paulo – Painel)


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Prefeitura do Ipojuca

21/10


2017

Planalto estimula PMDB a punir traições a Temer

Coluna do Estadão – Andreza Matais

O Planalto e a cúpula do PMDB criaram uma força-tarefa para pressionar os deputados do partido que ameaçam votar a favor da abertura de processo contra Michel Temer. O objetivo é reduzir as defecções e aumentar o número de votos para mostrar força política.

Na primeira denúncia, sete peemedebistas apoiaram a investigação e três faltaram. Agora, estão sendo avisados de que o partido não vai mais perdoar dissidentes. “Quem votar a favor da denúncia tem que ser expulso”, diz o deputado Carlos Marun (MS), da tropa de choque de Temer.

A lei é pra todos. A pressão do Planalto também será feita sobre deputados de partidos aliados, principalmente siglas que ocupam ministérios. Quem votar contra Temer será tratado como inimigo.

Perdoa? O deputado Aluisio Mendes (Pode-MA) pediu diretamente ao presidente Temer a volta da diretoria de administração da Funasa, cargo que o partido perdeu após votar contra ele na primeira denúncia. Procurado, Aluisio não retornou às ligações.


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Flamac - 1

21/10


2017

Ministro critica novela, mas no STF é muito pior

Josias de Souza

Em palestra na Escola Paulista de Magistratura, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, criticou o modo como o crime é retratado na novela ‘A Força do Querer’. Para ele, há um quê de glamour nas cenas da personagem Bibi Perigosa, interpretada por Juliana Paz.

Eis o que disse Moraes: a novela “mostra aqueles bailes funk, fuzil na mão, colarzão de ouro, mulheres fazendo fila para os líderes do tráfico, só alegria. Aí mostra a Bibi, que se regenerou, ela tentando procurar emprego e não conseguindo. Qual é a ideia que é dada? Que é melhor você não largar. Enquanto você não larga, você tá na boa. É uma valorização. Aí podem dizer que essa é a realidade. Mas tá passando isso de uma forma glamorizada.”

Ex-secretário de Segurança do governo tucano de São Paulo, ex-ministro da Justiça do governo do PMDB, Alexandre de Moraes chegou ao Supremo por indicação de Michel Temer. No julgamento sobre a limitação da abrangência do foro privilegiado, o doutor pediu vista do processo, retardando a definição —já lá se vão 142 dias. No caso das sanções cautelares contra parlamentares, Moraes votou a favor da tese que desaguou na restituição do mandato a Aécio Neses.

A sorte de Moraes é que Glória Perez é uma senhora bem-posta. Do contrário, a autora da novela 'A Força do Querer' poderia responder ao supremo crítico de sua ficção com uma observação ligeira sobre a programação da TV Justiça. Glória diria algo assim sobre a emissora oficial do Judiciário:

“Mostra aquelas sessões plenárias do Supremo, Constituição na mão, toga sobre os ombros, poderosos fazendo fila à espera de sentenças que nunca chegam, só alegria. Aí mostra o Aécio, que se safou. A Primeira Turma tentando impor sanções e o plenário impedindo. Qual é a ideia que é dada? Que é melhor você não largar o foro privilegiado. Enquanto você não larga, você tá na boa. Aí podem dizer que essa realidade precisa mudar. Mas sempre haverá um ministro no Supremo para pedir vista do processo e declarar, com glamour: 'Tem que manter isso'!”


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Banner - Hapvida

21/10


2017

Maia e a estratégia do mimimi

Helena Chagas - Blog Os Divergentes

Políticos costumam ser sujeitos frios e calculistas, mestres na arte da indignação fabricada, das raivas oportunas, da emoção regada a lágrimas de crocodilo. Assim como ninguém acreditou muito no sentimento de abandono e na mágoa demonstrada por Michel Temer em carta dirigida a Dilma Rousseff poucos meses antes do impeachment que a fulminou, é bom não comprar pelo valor de face o aborrecimento que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, faz questão de expressar com o Planalto de Temer.

Quem com mágoas fere, com mágoas será ferido, pode ser o ditado da vez. Aparentemente, Maia – não por acaso sucessor legal de Temer – está fazendo o mesmo jogo que o presidente fez com sua antecessora quando resolveu desertar e trabalhar para derrubá-la. Nessas horas, para não ser acusado de traição, um político precisa mostrar que tem motivos para se afastar e justificar a ruptura.

Quem não se lembra o sensível e choroso Michel reclamando ser tratado como um “vice decorativo” e enumerando os eventos para os quais não fora convidado no governo? Um tremendo mimimi, muito parecido ao que Maia protagoniza.

O deputado começou reclamando do assédio do PMDB a deputados cobiçados por seu partido, o DEM; reagiu ao Planalto porque este não votou no dia em que ele queria a MP da Leniência dos bancos; criticou proposta de aumento do PIS/Cofins, que ameaçou não votar; e desmentiu a versão do Planalto sobre sua conversa com o presidente esta semana. Isso sem contar as vezes em que foi à TV se dizer alvo das fofocas dos ministros do Planalto – o que, de fato, ele é.

Mas Rodrigo Maia cumpriu seu objetivo – que, a esta altura, não é derrubar Michel Temer, apenas mantê-lo bem fraco depois de derrotar a segunda denúncia. Deixou claro ao distinto público que está distante desse impopularíssimo governo de 3%, o que é bom no ano eleitoral. E, sobretudo, aqueceu as turbinas para, no “day after”, fazer decolar seu projeto de assumir uma espécie de comando informal do último ano de governo, a partir da pauta legislativa.

Pode até ser que consiga. Mas é bom lembrar que tem mais gente de olho nessa posição. E que Michel, justiça seja feita, é um mestre na arte de dividir para reinar, mesmo que seja com mimimi.


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ArcoVerde

21/10


2017

Lula e a falência política brasileira

Rudolfo Lago – Blog Os Divergentes

O serviço em português da BBC de Londres publica uma interessante entrevista com o escritor paquistanês Tariq Ali, considerado uma das principais referências do pensamento de esquerda no mundo. Em tempos normais, seria desnecessário dizer que uma entrevista “interessante” não é necessariamente uma entrevista com a qual se concorda inteiramente. Em tempos normais, as pessoas se alimentariam de fontes diversas de pensamento, até divergentes, para formar as suas próprias convicções.

Nos estranhos tempos de hoje, muita gente provavelmente rechaçaria o que diz Ali somente por ser ele de “esquerda” ou por elogiar os primeiros momentos de Hugo Chavez na Venezuela. Ou, em outra ponta, por Ali fazer na entrevista críticas ao atual comportamento do PT. Como, porém, por aqui somos Divergentes e não vamos jamais perder a confiança na restauração dos tempos normais, recomenda-se a entrevista. Especialmente no que ela nos diz não somente sobre o PT e a esquerda brasileiras, mas sobre toda a atual sensação de falência da nossa política de um modo geral.

Tariq diz que a insistência do PT em manter Luiz Inácio Lula da Silva como seu candidato à Presidência da República no ano que vem revela a “falência” do partido, que não se mostrou capaz de criar alternativas, de gerar uma nova geração de líderes que pudesse tomar a frente e fazer novas propostas. Na falta de opções, encontra-se limitado a repetir o “velho líder de São Paulo”.

Esse é o ponto da entrevista que a BBC destaca para construir a sua manchete. Mas há um outro ponto na sequência, porém, da avaliação do escritor paquistanês que merece igual atenção. Segundo ele, a insistência por Lula e o fato de ele liderar com folga as pesquisas apesar de todas as acusações contra ele revela igual falência também no campo que fez oposição a ele e ao PT durante todo o tempo em que o partido esteve à frente no poder. “Mesmo que Lula seja inocentado, se candidate e ganhe – e são três coisas diferentes –, ele só ganharia porque a oposição também está falida. Não há muitas pessoas nem na direita nem no centro que você pode dizer que são honestas, mesmo sem concordar com elas”, diz Tariq.

No fundo, aí se revela o grande drama. Nosso grande arranjo nacional desde a aliança formada para derrubar a ditadura militar parece ter levado todo mundo junto para o mesmo buraco. Para Tariq, talvez porque não houve coragem para fazer grandes rupturas. Porque Lula, ao chegar ao poder, para o escritor paquistanês, tenha optado por não querer “incomodar ninguém importante”. Segundo Tariq, ao fazer essa opção, a escolha foi “trabalhar com os partidos corruptos no Congresso”.

No fundo, Tariq fala do nosso modelo de presidencialismo de coalizão, que não foi Lula nem o PT que inventaram. Que se estabeleceu já desde o governo José Sarney e que se lapidou mesmo nos dois governos Fernando Henrique Cardoso. O modelo que o senador Tasso Jereissati, no já famoso programa recente do PSDB, batizou de “presidencialismo de cooptação”. Onde o apoio é obtido na base do conhecido “toma-lá-dá-cá”.

Pense-se ou não como Tariq, faça-se ou não as escolhas ideológicas dele, nosso problema a essa altura parece ser saber o que fazer para sair desse enorme rolo político em que nos metemos…


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Garanhuns Natal Luz

20/10


2017

Ministra de Temer: trabalho escravo destrói Lei Áurea

A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, afirmou que a portaria do Ministério do Trabalho que altera a conceituação de trabalho escravo e muda as regras para a fiscalização da prática "fere, mata, degola e destrói a lei da abolição da escravatura", em referência à Lei Áurea, assinada em maio de 1888.

Uma das primeiras juízas negras do Brasil, Luislinda Valois é neta de uma mulher que foi escravizada, o que, segundo ela, aumenta sua responsabilidade em relação ao combate ao trabalho escravo no país. "Em meu ponto de vista, [a mudança] vai dificultar aquele infrator da legislação atual", disse a ministra à Agência Brasil.

A ministra foi cautelosa ao tratar do posicionamento do governo, por se tratar de uma medida de outro ministério, mas disse que "o presidente [Michel Temer] tem a palavra" e poderá reavaliar o assunto. "Não tenho dúvidas de que ele saberá decidir."

Críticas da ONU

A Portaria 1.129, publicada na última segunda-feira (16), tem sido criticada por diversas instituições, como o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Hoje (20), foi a vez de o Sistema ONU no Brasil divulgar posicionamento contra as mudanças propostas pelo governo.

Em nota, as agências da ONU dizem ver com profunda preocupação a possibilidade de dificultar as ações de combate a este mal e sugerem "que eventuais alterações nessa definição envolvam debates mais amplos e profundos junto a todos os segmentos interessados".

"No Brasil, muitos casos ocorrem de forma velada, como o trabalho escravo em fazendas, fábricas e domicílios. Somente com uma legislação precisa e fiscalização eficaz é possível enfrentar com determinação esta ameaça. Nas últimas décadas, o Brasil construiu essa legislação e executou políticas públicas de combate ao trabalho escravo que se tornaram referência mundial, mas que agora estão sujeitas a alterações pela nova portaria", destaca o texto.


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20/10


2017

Os passos de Temer

Carlos Brickmann

O presidente não deve tentar a reeleição. Acha que haverá um bloco à direita, com Jair Bolsonaro ou alguém menos flutuante (Bolsonaro já esteve em nove partidos, inclusive o Ecológico, diz defender o liberalismo mas gosta de estatais); um à esquerda, sob o comando do PT – ou, mais precisamente, de Lula, preso ou solto); um em cima do muro, o esfacelado PSDB; e quer chefiar a sucessão unindo partidos como PMDB, DEM, PSD, PTB, PTB, PR, PRB. Candidato provável, Henrique Meirelles.

É cedo para prever, mas no meio da briga partidária, pode sobrar para ele. Ou Dória.

Como diria Caetano - Ou não. Lula neste momento lidera as pesquisas, mas ninguém vence a eleição com o nível da rejeição que ostenta: metade dos eleitores diz que não vota nele de jeito nenhum. Mas falta um ano e isso pode mudar. 


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Supranor 1

20/10


2017

Caso Aécio é o começo do fim da Lava Jato, diz Times

Jornal britânico analisa casos de corrupção ligados a Temer e Aécio

Jornal do Brasil

Matéria publicada nesta sexta-feira (20) pelo Financial Times fala sobre a segunda vitória do presidente Michel Temer, que conseguiu se livrar mais uma vez de um julgamento sobre acusações de corrupção, podendo até perder seu mandato.

 

Times aponta que a decisão aconteceu um dia depois que os senadores permitiram que o ex-líder do partido PSDB e candidato presidencial de 2014, Aécio Neves, continuasse em sua posição depois que ele também foi supostamente gravado em discussões sobre subornos com o empresário Joesley Batista da JBS. 

 

"A fonte da indignação é que ouvimos a voz de um senador eleito e um ex-candidato presidencial que quase venceu as eleições, em conluio com o chefe da JBS tratando de negócios, então as pessoas se sentem idiotas. Aécio tornou-se o rosto do sistema político falho do Brasil", diz o analista político Matias Spektor da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo.

A crise política que Temer e Aécio Neves enfrentam começou em maio, quando o Joesley Batista, o ex-presidente da JBS, assinou um acordo de delação premiada no qual ele alegou ter gravado muitos políticos poderosos discutindo subornos, lembra o noticiário.

Os casos aconteceram quando o Brasil estava completando três anos da operação Lava Jato que investiga o caso de corrupção na Petrobras, na qual promotores independentes e policia federal descobriram uma série de esquemas entre empresários e políticos em troca de favores.

Os analistas dizem que o caso de Temer reflete bem o tipo de político obscuro, que age nos bastidores e lembra que ele foi três vezes presidente da Câmara dos Deputados.

O caso de Aécio Neves é um exemplo da classe política que é contra a investigação de corrupção, de acordo com o Sr. Spektor.

"Muitos dirão que esse é o começo do fim de Lava Jato", disse ele. 

"Isso não foi tão terrível do ponto de vista moral, mas também foi politicamente uma onda de choque porque agora mostra que o Senado é intocável".

FT analisa que grande parte do Senado está sofrendo investigação por corrupção, então cada voto  vale como uma forma de defesa. 


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Mobi Brasil 4

20/10


2017

Sujo, Renan ironiza na web Temer, o mal lavado

Josias de Souza

Dono de um currículo penal invejável, Renan Calheiros, estrela de 16 inquéritos e réu numa ação penal, sentiu-se à vontade para fazer troça na internet com Michel Temer, primeiro presidente da história a arrostar duas denúnciais por fatos vinculados à corrupção.

Renan achou “engraçado” um parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal pela doutora Raquel Dodge. Nele, a procuradora-geral da República sustenta que há 51 milhões de motivos para manter Geddel Vieira Lima atrás das grades.

A certa altura, Dodge anota que Geddel parece ter assumido posição de líder de organização criminosa constituída para assaltar o erário. E Renan: “Nunca soube que Geddel era o chefe. Para mim, o chefe dele era outro.”

Considerando-se que Temer, Renan e Geddel integram diferentes facções da mesma falange partidária, a plateia fica com a incômoda sensação de que sucede nos porões do PMDB algo muito parecido com o que ocorre na favela da Rocinha: uma disputa pelo controle do território.


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Asfaltos

20/10


2017

Paulo Câmara inaugura contorno rodoviário em Sertânia

A infraestrutura viária do Sertão do Moxotó ganhou um importante reforço hoje. Em visita à região, o governador Paulo Câmara inaugurou a rodovia PE-265, mais conhecida como Contorno Viário de Sertânia – Governador Eduardo Campos. Para a construção do acesso, foram investidos um total de R$ 21,2 milhões. A nova via contempla 7,5 km de extensão, compreendendo o trecho entre a divisa PE/PB (Pernambuquinho Km-0) e o entroncamento da BR-232 (Cruzeiro do Nordeste), do quilômetro 61,4 ao 68,9. Com a intervenção, serão beneficiadas mais de 35 mil pessoas, que passarão a contar, a partir de agora, com mais conforto e segurança no seu ir e vir na região.

“Sabemos que essa via é um sonho antigo da população de Sertânia. Havia o compromisso do ex-governador Eduardo Campos de fazer essa obra, mas, infelizmente, ele não teve tempo hábil. E nós fizemos o nosso dever de casa. Juntamos um dinheirinho e estamos aplicando naquilo que é importante para o povo. Fazer o contorno de Sertânia é uma prioridade porque tira o trânsito de dentro da cidade, garante que pessoas trafeguem com mais segurança e tranquilidade. É assim que nós queremos vamos trabalhar por um Pernambuco melhor e mais igual para todos", ressaltou o governador.

O Contorno Viário é uma reivindicação antiga da população da região, que sofria com o tráfego de veículos pesados no centro urbano da cidade. Realizada pela Secretaria Estadual de Transportes, através do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a nova via contou com aportes do Fundo Rodoviário de Pernambuco (Furpe).

Representando a família do ex-governador Eduardo Campos, o chefe do Gabinete de Governo, João Campos, falou de sua emoção em poder fazer parte dessa inauguração. "Fico muito feliz por estar vendo um sonho ser concretizado e se tornando uma realidade. Uma realidade que não veio por acaso. Essa realidade pode, hoje, ser comemorada porque teve a decisão política, administrativa do governador Paulo Câmara em tirar do papel essa importante obra viária e entregá-la ao povo do Sertão pernambucano. E ter essa homenagem feita a Eduardo Campos, esse pernambucano que tanto lutou pelo povo sertanejo, pelo povo do nosso Estado", frisou.

Satisfeito com a conclusão da via, o prefeito Ângelo Ferreira agradeceu em nome do povo e comemorou os benefícios que serão gerados com a chegada do novo acesso. "Aqui, passavam mais de 200 carretas por dia e estragava pavimento, tirava a tranquilidade da população e quase não deixava recurso para o desenvolvimento de Sertânia. Além do mais, vai fazer com que a cidade cresça para o lado do contorno. Isso aconteceu em todas as cidades onde foi feito o contorno rodoviário. E aqui não é diferente. Vem uma borracharia, vem um hotel, um posto de combustível, restaurantes etc. E assim, a gente vai possibilitar o crescimento e desenvolvimento da cidade", enfatizou.

ÁGUA – Paulo aproveitou sua ida à região para vistoriar as obras de implantação da Adutora do Moxotó. O governador e comitiva estiveram na Estação Elevatória da Adutora, em Arcoverde, e na Estação de Captação, Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco em Sertânia. Com 75% dos trabalhos concluídos, a previsão é de que o equipamento comece a operar no início de 2018. Quando concluída, a adutora irá abastecer cerca de 400 mil pessoas dos municípios de Arcoverde, Pedra, Venturosa, Pesqueira, Alagoinha, Sanharó, Belo Jardim, Tacaimbó, São Caetano e São Bento do Una. Para a sua construção, estão sendo investidos R$ 85,6 milhões em convênio com o Governo Federal.

O empreendimento é composto por três Estações Elevatórias de Água Bruta (EEAB) e 68 Km de adutoras, visando antecipar o início de operação da 1ª Etapa do Sistema Adutor do Agreste, com a implantação de adutora entre o Reservatório de Moxotó, construído junto ao Eixo Leste da Transposição e o Trecho 1A do Lote 02 da Adutora do Agreste em Arcoverde. Com o objetivo de antecipar o início de operação da 1ª Etapa do Sistema Adutor do Agreste, projetou-se o Sistema Adutor do Moxotó entre o Reservatório de Moxotó, construído junto ao Eixo Leste da Transposição e o Trecho 1A do Lote 02 da Adutora do Agreste em Arcoverde, antecipando assim a operação parcial da 1ª Etapa da Adutora do Agreste e beneficiando uma população de 10 municípios do Agreste e Sertão pernambucano.


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bm4 Marketing 8

20/10


2017

São Lourenço da Mata firma parcerias com o Governo

Na noite de ontem, o prefeito em exercício de São Lourenço da Mata, Dr. Gabriel Neto (sem partido), se reuniu com o governador Paulo Câmara (PSB), no Palácio do Campo das Princesas, no Recife. O motivo foi fechar parcerias com o Governo do Estado. No encontro também estavam o secretário da Casa Civil, Nilton Mota, e o secretário de Comunicação Social de São Lourenço da Mata, Bruno Galvão.

De acordo com o chefe do Executivo municipal, o encontro serviu para tratar de novos e antigos assuntos relacionados a cidade, como reforço policial no 20º BPM, sediado no município, além da volta do Plantão 24h da Delegacia da cidade. "Conversamos sobre as estradas de Lages, que liga à Chã de Alegria, e a de Matriz da Luz. Bem como, tratamos sobre o melhoramento do Hospital Municipal Petronila Campos (HPC), para que ele volte a realizar 150 partos por mês, desafogando os hospitais da capital." pontuou Gabriel.

Ainda segundo o prefeito em exercício, o governador se mostrou bastante solicito. "Paulo Câmara foi muito atencioso. Ele vem se mostrando parceiro de nossa cidade, principalmente nesse momento delicado que o município atravessa. Mas agora, iremos juntos trazer novos frutos para São Lourenço da Mata. Como por exemplo, o desbloqueio dos recursos do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM), no valor aproximado de R$ 3 milhões, que hoje estão paralisados", disse Dr. Gabriel.

Como resultado das discussões, o prefeito também se reunirá, na próxima segunda-feira (23), com o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, na sede da Secretaria, em Santo Amaro, para tratar sobre os quesitos de segurança discutidos com o governador.


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20/10


2017

Lula visitará ocupação de sem teto ao lado de Boulos

Folha de São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita neste sábado (21) a ocupação do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) na cidade de São Bernardo do Campo.

Convidado pelo PSOL para concorrer à Presidência da República, o coordenador do MTST Guilherme Boulos chamou Lula há um mês para participar de uma assembleia do movimento.

Boulos reafirmou o convite nesta semana, mesmo depois de vir à tona a informação de que não descartaria a hipótese de disputar em 2018.

Em conversa com o ex-presidente, Boulos afirmou que não tem qualquer decisão a respeito. Embora participe de atos em defesa de Lula, Boulos evita marcar presença em atividades que insinuem apoio à candidatura do petista.

Boulos não participou, por exemplo, da caravana que Lula protagonizou em agosto pelo Nordeste. Também não acompanhará o ex-presidente na semana que vem, pelo Estado de Minas.

Após reunião com Boulos, Lula participará de reunião com dirigentes petistas no centro de São Paulo. 


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