Versão Agreste Meridional

12/08


2017

Autocrítica? Gilmar critica nossa aristocracia togada

Blog Diario do Poder

O ministro Gilmar Mendes não foge de polêmicas. Ele destacou ontem a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de abrir mão de reajuste salarial, neste momento de crise tão grave, e afirmou que o Judiciário e o setor público “precisam ter um encontro com a realidade”. Ele citou vários casos de ganhos salariais abusivos em tribunais e no ministério público e disse que se criou no Brasil “um tipo de aristocracia togada”.

Gilmar disse ter sido informado de que no Tribunal de Justiça de São Paulo, não há desembargador ganhando menos de R$70 mil líquidos.

Outro abuso citado por Gilmar Mendes foi a criação, em Cuiabá, de um “auxílio técnico” de R$14 mil para procuradores comprarem livros.

Inteiramente alheio à crise que o Brasil enfrenta, o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, em Salvador, fará licitação para contratar uma empresa de “personal trainer” a fim de que magistrados e servidores entrem em forma por nossa conta. No horário de trabalho, certamente.


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Versão Sertão do Araripe

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22/10


2017

Base do governo pressiona por reforma ministerial

O Globo - Coluna Poder em Jogo
Por Amanda Almeida

 

Parlamentares da base aliada de Temer pressionam o governo a fazer uma reforma ministerial depois da votação da segunda denúncia contra o presidente na Câmara. Em busca de mais espaço na Esplanada, deputados dizem que Temer precisa sinalizar uma mudança de rumo para o último ano de mandato.

O deputado Danilo Forte (PSB) diz que é a última oportunidade de Temer fazer uma "mudança profunda" nos ministérios:

- Ele (Temer) tem de aproveitar a votação da segunda denúncia e fazer essa mudança. Hoje, metade dos ministros está focada em seus palanques estaduais. A outra tem de ter liberdade (não estar com problemas na Justiça) para buscar soluções para suas pastas --, diz.

A reforma ministerial é cobrada desde a votação da primeira denúncia contra Temer em agosto. Aliados, especialmente do centrão, estão incomodados com o espaço do PSDB no governo. Embora esteja dividido em relação ao apoio a Temer, a legenda ocupa quatro ministérios: Secretaria de Governo, Relações Exteriores, Cidades e Direitos Humanos. À frente da primeira, Antonio Imbassahy é o mais desgastado.


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Versão Mata Norte

22/10


2017

Tucanos querem Aécio fora da presidência do partido

Marioria dos deputados quer Aécio fora da presidência do partido

Blog Diário do Poder

 

O comando do PSDB cita levantamento em que a maioria dos seus deputados quer o afastamento imediato do senador Aécio Neves (MG) da sua presidência nacional. Eles alegam que “é preciso virar a página”. O movimento contra Aécio parece inspirado pelo Palácio dos Bandeirantes, que ainda teme a influência do senador para fazer do prefeito João Dória candidato do PSDB a presidente, em 2018. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
As denúncias de corrupção afastaram Aécio da presidência do PSDB, e seu substituto será eleito em 40 dias, na convenção do partido.

Alckmin criou coragem de assumir a candidatura a presidente depois de Aécio Neves cair em desgraça, ao ser denunciado por corrupção.

Sentindo-se ameaçado por Dória, que tem desempenho melhor nas pesquisas, Alckmin assumiu postura mais agressiva contra o prefeito.


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Nehemias

Se o menino que atirou na escola em Goiás, fosse negro mais uma vez a direita defenderia a redução da maioridade penal.


Versão Sertão do Pajeú

22/10


2017

Indicados de Temer investigarão novo governo

O Estado de S. Paulo
Coluna do Estadão

 

Michel Temer vai formar a Comissão de Ética Pública que será responsável por analisar a conduta dos ministros nomeados pelo próximo presidente da República. A partir de março de 2018, Temer dará início à renovação do colegiado, trocando cinco dos sete integrantes. Todos que serão substituídos foram indicados pela ex-presidente Dilma Rousseff. O primeiro a sair será Américo Lacombe, nomeado pela petista em 2012. Desde que Temer assumiu, em maio de 2016, 20 dos seus 28 ministros já foram investigados pela comissão.

Sem trégua. A atual composição da Comissão de Ética tem sido rígida nas recomendações. Com Dilma no cargo, pediu demissão de ministro, de diretor de agência reguladora e ressarcimento de verba.

O cargo de conselheiro da Comissão de Ética Pública é disputado. Por lá já passaram a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, e o ex-ministro Sepúlveda Pertence. Os dois indicados pelo então presidente Lula.


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Nehemias

Se o menino que atirou na escola em Goiás, fosse negro mais uma vez a direita defenderia a redução da maioridade penal



22/10


2017

Políticos ganham até pagando multa

Multas eleitorais impostas aos políticos voltam para eles através dos partidos

Blog Diário do Poder

 

Até agosto, a Justiça Eleitoral distribuiu entre os partidos políticos R$ 55,8 milhões arrecadados apenas com multas e outras penalidades eleitorais. O valor não inclui a distribuição regular do Fundo Partidário, que chega a R$900 milhões. Funciona assim: multas são depositadas em uma conta da Justiça e o total depois é dividido proporcionalmente entre os partidos. Até agora, no ano, foram rateados R$641,3 milhões. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Punido por propaganda eleitoral irregular, por exemplo, partido punido recebe de volta parte do que pagou a título de... multa.

A Lei dos Partidos (9.096/95) define que o Fundo Partidário, hoje de R$830 milhões, é nutrido pelo Tesouro, por doações e... as multas.

Até agora, em 2107, ano não eleitoral, o Fundo Partidário já distribuiu mais de R$ 585,5 milhões retirados do Tesouro Nacional.

Os partidos políticos só prestam contas das verbas que recebem uma vez por ano, em 30 de abril. Fiscalização extra só durante as eleições.


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Se o menino que atirou na escola em Goiás, fosse negro mais uma vez a direita defenderia a redução da maioridade penal


Prefeitura do Ipojuca

22/10


2017

Instigado por Sebá, Duque vira cabo eleitoral de Marília

  Do blog de Júnior Campos 

O prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), que durante o período eleitoral em prol de reeleição sustentava o discurso de que só não votava em Paulo Câmara se ele não quisesse e ainda o elogiava, não teve outro caminho a seguir a não ser se juntar à Marília Arraes, pré-candidata a governadora, por quem sempre externou profunda admiração. 

A inclinação de Duque em direção a Marília não era o seu desejo, mas acabou se consolidando graças ao secretário de Transportes, Sebastião Oliveira do PR, que disse em alto e bom tom que não aceitaria Luciano marchando junto com a Frente Popular de Pernambuco.

Oliveira acabou afastando uma liderança de grande peso na região do Pajéu do Palácio do Campo das Princesas, assim como fez com: Ronaldo Melo, Danilo Cabral e outros. Por sua vez, Duque assume a posição de principal cabo eleitoral de Marília no Sertão. Antes de mesmo de recebê-la em sua cidade, Duque acompanhou a rival dos socialistas em visita a São José de Belmonte. Lá o prefeito, resolveu iniciar o seu contra-ataque, já arruinando as bases eleitorais da Frente Popular de Pernambuco, estas ligadas diretamente a Sebastião.

Ao descrever o encontro Duque, afirmou: “Qem faz política com humildade e buscando somar, faz como Marília, que esteve durante toda a agenda acompanhada do meu amigo e ex-prefeito do município de São José do Belmonte, Marcelo Pereira, que nos acompanhou também durante o encontro com o prefeito Romonilson Mariano, com quem tivemos uma produtiva conversa”. E acrescentou: “Acompanhei a nossa pré-candidata e fiquei entusiasmado com a sua desenvoltura e conhecimento dos problemas do Estado e da sensibilidade para construir, coletivamente, soluções que recoloque Pernambuco no rumo do desenvolvimento. Estamos ouvindo de muita gente nas ruas e por onde ela tem passado: Marília Arraes, junto com Lula, é a esperança do povo batalhador do nosso Estada”, defendeu.


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Flamac - 2

22/10


2017

Bolsonaro faz sigla abandonar causa ambiental

Para atrair presidenciável, PEN, vira Patriota e, com novo estatuto, proíbe apoio ao aborto e defende uso de arma; político ainda não migrou e abre crise em legenda.

Em sua 7.ª legislatura, Bolsonaro está há 26 anos na Câmara dos Deputados Foto: IGO ESTRELA/ESTADÃO

O Estado de S.Paulo

Por Marianna Holanda

 

Na expectativa de atrair o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para disputar a Presidência da República em 2018, o Partido Ecológico Nacional (PEN) vai virar Patriota, apagar a causa ambiental de seu estatuto e dar uma guinada à direita. Seus filiados ficarão proibidos de se coligar com “partidos de extrema esquerda” e deverão ser contra o aborto e a legalização das drogas e se posicionar a favor da redução da maioridade penal e do uso de armas de fogo. Apesar do novo estatuto, Bolsonaro ainda não se filiou à legenda.

Segundo colocado nas pesquisas mais recentes de intenção de voto, numericamente à frente de Marina Silva (Rede) e atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro já disse estar “99%” certo da migração para o PEN. Mas aquele 1% está pendente desde agosto, quando a sigla adotou sua nova roupagem.

Do antigo conjunto de regras, restaram apenas os pontos que tratam da estrutura partidária, como atribuições de conselhos e diretórios. Um estatuto tem como propósito regular os objetivos, a filiação, os direitos e deveres dos filiados e seus órgãos. Já apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mudanças ainda não foram homologadas pela corte.

O presidente nacional do PEN, Adilson Barroso, que na semana passada viajou aos Estados Unidos com Bolsonaro para encontrar investidores, disse que as novas regras foram moldadas para se ajustar ao pensamento do capitão da reserva do Exército, que, em seu sétimo mandato, está há 26 anos na Câmara dos Deputados. “Tudo (do estatuto) veio dele e do grupo dele”, afirmou. Procurado pelo Estado para comentar o novo estatuto do PEN, o deputado federal não respondeu.

Ao convidar Bolsonaro para a sigla, Barroso, além de mudar o estatuto, colocou à disposição seu cargo. De acordo com ele, o deputado recusou a oferta.

O novo conjunto de regras, porém, apresenta agora a figura do presidente de honra – ainda sem ocupante –, que terá “a competência para a escolha de candidatos do partido para concorrer aos cargos de presidente e vice-presidente da República”. Poderá ainda o presidente de honra “indicar seu próprio nome, não cabendo a qualquer outro órgão do partido, em nenhum nível ou instância, apresentar oposição”. Esse presidente de honra terá também “o poder de veto quanto a qualquer aliança, parceria, conjugação e coligação partidária”.

Impasse. O artigo 3.º do novo estatuto, por exemplo, determina que o Patriota não pode se coligar com “PT, PSOL, PC do B, PSTU, PPL, PCO, PCB e quaisquer outros que apoiem regimes autoritários”. Essas novas regras, porém, já causam incômodo interno na legenda.

“É um radicalismo, o Bolsonaro prega o moralismo, mas aí pode se coligar com PR, PMDB. Só não pode coligar com extrema esquerda? Isso não existe. Cada eleição é uma eleição”, afirmou Junior Marreca (MA), um dos três deputados federais do PEN. Ele e Walney Rocha (RJ) entraram, no mês seguinte à redação do novo estatuto, com duas ações no TSE nas quais pedem a suspensão das regras.

Marreca disse que, pessoalmente, não é contra a ida de Bolsonaro para a sigla, mas afirmou que as mudanças do estatuto não foram discutidas no partido. As duas ações – de Marreca e Rocha – alegam que a convenção partidária que aprovou as mudanças não ocorreu no prazo previsto pelo estatuto. Elas pedem o cancelamento da convenção. Barroso negou e disse que respeitou todas as datas.

De acordo com Marreca, nesta semana, o Conselho Nacional do PEN deve se reunir para decidir como proceder sobre o impasse. “Tem muita gente insatisfeita. Criou muito mal-estar”, afirmou. Questionado se tem interesse em deixar a sigla caso as mudanças sejam confirmadas, Marreca negou. “Sou fundador do partido e não posso abrir mão por um detalhe ou outro. São pontos fáceis de consenso”, disse o parlamentar.

Dúvida. Além da crise interna provocada pelo novo estatuto – que, segundo Barroso, vai entrar em vigor porque ele “sempre” foi “de direita” –, um outro problema apontado pelos deputados federais do PEN é que Bolsonaro ainda não é filiado ao partido. “Estou esperando por uma decisão dele em relação a essa questão. Ele precisa conversar com o partido, o conselho, os Estados. A gente precisa avançar politicamente. E, para avançar, ele tem de ter uma decisão se vem ou não (para o partido)”, afirmou Rocha, que também é presidente do Conselho Nacional do PEN.

Barroso, porém, mantém a convicção na filiação de Bolsonaro ao antigo PEN e futuro Patriota. “Eu duvido que ele não seja candidato pelo Patriota”, disse o presidente da sigla. “Ele não é um homem rico, é um homem de palavra e me deu sua palavra. Pode até ter arranhãozinho, todo casamento tem, mas não tem nenhuma maldade ou desonestidade”, afirmou Barroso.


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Se o menino que atirou na escola em Goiás, fosse negro mais uma vez a direita defenderia a redução da maioridade penal


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22/10


2017

Dodge veio para salvar Temer?

Suposição de que Dodge veio para salvar Temer ganha nova estatura

Janio de Freitas – Folha de S.Paulo

A estreia da procuradora-geral da República em expor sua orientação pessoal, e não mais como rescaldos do antecessor Rodrigo Janot, não resultou favorável a ela nem a nós. A menos que Raquel Dodge apresente comprovação, ao menos indícios aceitáveis, da novidade que disse, a suposição de que vem para salvar Michel Temer ganha nova estatura. Não pode mais ser vista como precipitada ou interessada.

A meio dos motivos contrários à liberação de Geddel Vieira Lima, preso em Brasília, Dodge aponta-o como líder da organização criminosa hoje central no noticiário. A forma verbal "parece" atuar como chefe não altera o ineditismo da qualificação. Nem diminui os efeitos benéficos dessa novidade para Temer: dado como chefe, Geddel livra superiores hierárquicos de tal acusação e, de quebra, teria embaraços para um acordo de delação premiada temida por Temer –como Bernardo Mello Franco registrou com outra formulação, na Folha de sexta (20).

Geddel nunca foi considerado "o chefe". Mesmo a ideia de organização, a que procuradores recorrem com facilidade porque os ajuda na explicação do crime, além de aumentar as penas, não é correta nesse caso. Cada um dos incriminados integrantes do PMDB, seus doleiros e intermediários é um livre-atirador que, para certos golpes, uniu-se a outros, mas seu objetivo de ganho era individual. Além da ambição desse ganho nada os aproximou. O perigoso Geddel é um desses há 30 anos. Compuseram uma organização, nem propriamente uma quadrilha. Sociedade, isso sim, ocasional mas frequente.

Com estilo diferente, só Michel Temer. Usar intermediários é o seu modo típico. José Yunes, Eduardo Cunha, Lúcio Funaro, Geddel Vieira Lima, Rocha Loures, Moreira Franco, Eliseu Padilha e outros, já identificados ou ainda nas sombras, estão citados nas investigações como pessoas acionadas por Temer para chegar a terceiros, com missão definida.

Os três primeiros da lista distinguem-se pelo requinte de manter seus escritórios ao redor das instalações do advogado Temer. Duros, afinal de contas, eram os tempos de uma caverna para quarenta. Com o avanço da civilização paulistana, cada um dos quatro tem a sua, mas próximas todas para diminuir o risco –na explicação de Funaro– de levar malas com dinheiro grosso entre os destinatários.

Há, de fato, e gravados, exemplos de ordens comprometedoras, dadas à maneira de chefe. Não de Geddel ou de outro dos intermediários. São assim: "Tem que manter isso, viu?". Ao que o ouvinte responde, obediente: "Todo mês, todo mês". Em outro momento, quando o ouvinte lamenta a perda da intermediação de Geddel e se refere à alternativa Rocha Loures, ouve a determinação: "Fale com ele". É preciso saber se o deputado representa mesmo a Presidência, se pode falar tudo com ele, e é tranquilizado: "Pode falar tudo. Fale com ele".

O grupo dos intermediários não se ligou por sua conta, no entanto tem/tinha um elo comum chamado Michel Temer. Não há por que tirar-lhe essa honra, à falta das outras.

Empreendedor no mesmo ramo, Aécio Neves adotou o método das intermediações. Mas, bom moço, deu um sentido familiar à atividade. Sua irmã abria caminho às extorsões acobertadas como venda de imóvel, muito acima do valor; ou para pagar um advogado que a riqueza da família poderia quitar como nós outros pagamos o cafezinho. O apanhador, "o mala" na nomenclatura especializada, era um primo. Um tio e um político têm papel ainda mal definido, porque investigar a concorrência de Aécio a Eduardo Cunha e Cabral não tem suscitado entusiasmo em procuradores.

Temer diz que é vítima de uma conspiração. Eduardo Cunha se acha injustiçado. Aécio quer "uma saída honrosa".


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ArcoVerde

22/10


2017

A lata velha do Huck

Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo

Agora Huck flerta com outro personagem: o de presidenciável

Foi-se o tempo em que Luciano Huck recorria a modelos seminuas para empinar a audiência. Esperto, o apresentador farejou a mudança do vento e trocou o chicote da Tiazinha pelo marketing da caridade. Passou a distribuir dinheiro, reformar casa, promover casamento. Deu uma cara nova ao velho assistencialismo televisivo.

Agora Huck flerta com outro personagem: o de presidenciável. "Quero e vou participar deste processo de renovação política no Brasil", afirma, em artigo publicado pela Folha na quarta-feira. Como os profissionais do ramo, ele evita revelar seus próximos passos. "Fora do dia a dia da política, minha contribuição pode ser mais efetiva", desconversa.

O apresentador se movimenta sem muita discrição. Ele tem conversado com quatro partidos: DEM, PPS, Rede e Novo. Nas últimas semanas, recebeu ao menos dois ministros do governo Temer. Um interlocutor diz que ele é cauteloso, mas demonstra "muita vontade" de se lançar. A ideia ganhou força com o desgaste de João Doria, que surfou a onda da antipolítica em 2016.

Há seis meses, o Datafolha testou o nome de Huck num cenário com dez presidenciáveis, e o apresentador ficou com apenas 3% das intenções de voto. Seus amigos apostam num crescimento rápido se ele assumir a candidatura até abril de 2018.

Os entusiastas da ideia dizem que o apresentador daria um rosto simpático ao discurso impopular das reformas. Seria uma boia para os náufragos do governo Temer e do PSDB. Ao mesmo tempo, ele teria potencial para "entrar no Nordeste" e disputar votos nas bases do lulismo.

A aventura seria mais arriscada para o próprio Huck, que teria que abrir mão de contratos milionários e da paz das celebridades. Nos últimos dias, ele já passou a ser cobrado pela proximidade com figuras como Aécio Neves, Sérgio Cabral e Eike Batista. Explicar essas amizades numa campanha pode ser mais difícil do que consertar uma lata velha na TV. 


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Nehemias

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Garanhuns Natal Luz

22/10


2017

As urnas perdoam a corrupção?

Clóvis Rossi – Folha de S.Paulo

Cristina Fernández de Kirchner, a ex-presidente da Argentina, está sendo investigada em oito casos diferentes de corrupção. Não obstante, é praticamente certo que será eleita neste domingo (22) senadora pela Província de Buenos Aires.

Lembra o Brasil, em que 54% dos eleitores consultados pelo Datafolha querem que Luiz Inácio Lula da Silva seja preso (ele já foi condenado em primeira instância e está sendo investigado em outros casos, da mesma forma que Cristina Kirchner). Contudo, lidera todas as pesquisas para a eleição presidencial de 2018, com cerca de 30% das intenções de voto.

A tentação inevitável ante ambas as situações é imaginar que o eleitorado perdoa a corrupção ou até a abençoa, o que é consistente com o fato de que um punhado de outros políticos, no Brasil e na Argentina, foram condenados ou investigados, mas ainda assim se elegeram.

Talvez seja verdade, mas é mais provável que dois outros fatores pesem bastante.

Primeiro, a descrença nas instituições, inclusive no sistema judicial. Na Argentina, aliás, o público desconfia mais do Poder Judiciário do que dos dois outros (Executivo e Legislativo): pesquisa recente da consultoria Management & Fit mostra que 75,6% da população têm pouca ou nenhuma confiança no sistema judicial.

Essa descrença facilita divulgar a tese de que Cristina está sendo vítima de uma "formidável manobra de perseguição política", como ela repete sempre.

Seus seguidores, por sua vez, gritam: "Parem com o assédio a nossos líderes, respeitem a nossa democracia", como relata no site da publicação "Americas Quarterly" a jornalista Lucia He, especializada no tema.

No Brasil, Lula e seus seguidores cantam a mesma canção. E a ela aderiram, mais recentemente, outros políticos igualmente investigados, como, por exemplo, Michel Temer e Aécio Neves.

Outra coincidência entre Brasil e Argentina: a demora em completar investigações sobre corrupção.

É fenômeno arqui-conhecido no Brasil, mas na Argentina é pior: Carlos Menem foi acusado de comércio ilegal de armas para Equador e Croácia durante sua presidência, em investigação iniciada em 1995.

Depois de 22 anos, Menem concorre neste domingo a seu terceiro mandato como senador pela Província de La Rioja.

Um segundo fator a pesar para que as suspeitas de corrupção não evitem vitórias como as de Menem, Lula ou Cristina é o fato de que há uma disseminada convicção de que todos os políticos são corruptos.

Essa percepção, injusta mas disseminada, leva o eleitor a votar em quem acredita ter feito um governo melhor do que os outros, supostamente tão corruptos como os seus preferidos.

A certeza de que Cristina será eleita decorre do sistema eleitoral argentino: cada Província elege três senadores, dois deles pela lista mais votada e, o terceiro, pela que ficar em segundo.

A ex-presidente, na pior das hipóteses, ficará em segundo lugar. Ganhará uma vaga (e seis anos de imunidade).

Mas, se ficar apenas no segundo lugar, será uma derrota política —e uma demonstração de que a suspeita de corrupção pesa, sim, no voto.


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Nehemias

Corrupção nos quartéis: Ministério Público detecta desvios de R$ 191 milhões nas Forças Armadas. Denúncias feitas pelo MPM apontam para desvios milionários praticados tanto por praças quanto por oficiais de alta patente. Os casos vão de cobrança de propina em contratos a roubo de peças de tanques militares. https://www.uol/noticias/especiais/corrupcao-nos-quarteis.htmtematico-1?cmpid=copiaecola



22/10


2017

Denúncias contra Temer reativam fisiologismo político

A Máscara, o Gesto e o Papel

Folha de S.Paulo – Ranier  Bragon

Os dias foram agitados no gabinete de Michel Temer nos 36 dias que separaram a apresentação da primeira denúncia criminal contra ele e a votação na Câmara dos Deputados que barrou sua tramitação.

Em 26 de junho o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tornou oficial a acusação de que Temer cometera corrupção passiva por ser destinatário final de uma mala com R$ 500 mil de propina da JBS. No dia 2 de agosto a Câmara rejeitou dar aval à denúncia por 263 votos a 227.

Entre uma data e outra pelo menos 160 deputados visitaram o gabinete do terceiro andar do Palácio do Planalto.

Com a segunda denúncia do Ministério Público, cuja votação em plenário ocorre na próxima semana, abriu-se uma segunda temporada do "beija-mão" palaciano.

Ou, mais precisamente, do "correr de pires". Nunca se pediu tanto, nunca se ofereceu tanto, acusa a oposição. A mesma oposição, registre-se, que apoiou o governo que, de 2003 a 2016, também manteve a prática do "toma lá, dá cá".

O fato é que é impossível traçar objetivamente um ranking do fisiologismo desde os primórdios do Império para saber se Temer merece mesmo a láurea que seus adversários lhe atribuem. Mas é possível relatar episódios ilustrativos dos recentes dias que abalaram o mais importante gabinete do Planalto.

O deputado e ex-governador do Tocantins Carlos Gaguim (Podemos-TO), por exemplo. No dia 2 de agosto, um dia depois de ter um tête-à-tête com Temer, ele votou contra a primeira denúncia, mas quase não mencionou seu conteúdo ao falar durante a sessão.

"[Para] que o Presidente Michel possa, juntamente com a sua equipe, levar recursos para o meu Tocantins, para saúde, educação, segurança pública, Gaguim vota 'sim'", anunciou no microfone da Câmara, em apoio ao relatório favorável a Temer.

Horas antes, o deputado teve mais tempo para explicar seu voto. "Ocupamos esta tribuna a fim de reivindicar para Tocantins (...) as obras estruturantes daquele Estado, como a da BR-153, que sai de Goiás e atravessa todo o Tocantins. Nós estamos trabalhando nesse sentido com os ministros do presidente Temer, para que possam resolver essa situação."

E prosseguiu: "Venho a esta tribuna reivindicar aos ministros, ao presidente Temer, a retomada das obras do Hospital de Araguaína e do Hospital de Gurupi".

E prosseguiu mais ainda, pedindo publicamente ao presidente uma ponte em Miracema, um posto de saúde em Irmão Adelaide, a revitalização da orla de Xambioá, uma outra ponte em Xambioá, um frigorífico de peixes para Brejinho de Nazaré e também para Araguanã, além de recursos sem destinação específica para os prefeitos de Palmas, Nova Rosalândia, Cristalândia, Carrasco Bonito e Novo Alegre.

Pouco depois das 11h daquele dia, a Folha flagrou o ministro Antonio Imbassahy, articulador político do governo, e o deputado Beto Mansur (PRB-SP), um dos principais aliados de Temer, manuseando no plenário a lista atualizada de liberação de verbas federais ao Congresso. Os dois se dividiam na tarefa de informar, deputado a deputado, a quantas andavam seus pleitos.

     
 
 

Cada congressista tem direito a, todo ano, direcionar verbas do Orçamento para obras e investimentos em seus redutos eleitorais.

A liberação desse dinheiro, em tempos normais, exige a superação de uma maratona burocrática em ministérios e na Caixa Econômica Federal –maratona que parece desaparecer num passe de mágica em momentos em que o Planalto precisa da mão amiga do Congresso.

Cinquenta e cinco dias depois da votação da primeira denúncia, a Folha encontrou no mesmo plenário da Câmara o deputado Gaguim. Era a manhã do dia 26 de setembro, minutos antes do início da leitura da segunda denúncia contra Temer. "Não saiu nada", disse o parlamentar sobre os pedidos.

E mostrou à reportagem a troca de mensagens em seu celular com um empresário do Estado que, segundo ele, já entregou 90% das obras de uma nova cidade nas imediações de Palmas, mas que até agora não recebeu pagamento do governo federal.

"Esse cara tá a ponto de se suicidar. E fica parecendo que fui eu quem deu calote." Apesar do relato desanimador, Gaguim afirma que continuará votando ao lado de Temer. "Sou vice-líder do governo, mas quando venho aqui falar de emendas, vão dizer, 'ah, o Gaguim tá vendido'."

Nesse momento, o também deputado governista Mauro Pereira (PMDB-RS) chegou perto e perguntou o que o contrariava tanto. Ao ouvir a palavra "emendas" nem quis mais saber do resto. Levantou os braços, punhos cerrados, como se tivesse acabado de marcar um gol: "Em nome de Deus, estão saindo!"

ALTOS INTERESSES

Apesar de toda a virulência do discurso da oposição sobre a suposta transformação do Congresso em um balcão de negócios, seria injusto dizer que práticas condenáveis brotaram de uma hora para a outra nos salões verde e azul da Câmara e do Senado.

Desenhado por Oscar Niemayer (1907-2012), o complexo simbolizado pelos dois prédios em forma de H, ladeados pelas abóbadas para cima (Câmara) e para baixo (Senado), foi inaugurado em 1960 sob auspícios de retidão.

Pelo menos nas palavras do então presidente da Casa, Ranieri Mazzilli (PSD-SP), que no discurso da primeira sessão na nova capital afirmou que as acomodações permitiriam um trabalho "eficiente em prol dos altos interesses do país".

Os altos interesses do país começariam, de fato, a ser tratados já naquela sessão de 2 de maio de 1960. O deputado Ernani Sátiro (UDN-PB), por exemplo, protestou contra um soldado que pediu identificação para que ele pudesse entrar na Câmara. Outro reclamou de falta de água em seu apartamento funcional.

Cinquenta e sete anos depois, esses dissabores já não afetam mais os parlamentares. Todos recebem um broche de identificação feito de metal dourado folheado a ouro, para uso na lapela, além de amplos apartamentos funcionais mobiliados na região central da cidade –ou auxílio-moradia de R$ 4.253 ao mês.

Câmara e Senado contam com um orçamento de R$ 10,2 bilhões em 2017. Cada deputado recebe salário de R$ 33,7 mil, ajuda de custo, plano de saúde, um "cotão" (de R$ 30,8 mil a R$ 45,6 mil ao mês) para gastos do dia a dia, além de R$ 102 mil ao mês para contratar até 25 assessores.

Um tratamento de excelência. Excelência esta que foi citada ainda na sessão inaugural. O deputado Rui Ramos (PTB-RS) apresentou projeto para banir o uso do "pedantesco" pronome "Vossa Excelência". Não teve sorte.

Apesar do vocabular rebuscado, pesquisa do Datafolha feita no primeiro semestre deste ano mostrou que a atuação de deputados e senadores era reprovada por 58% dos eleitores, o pior número da história. Resultado que se explica em parte pela operosa fábrica de escândalos.

O caso dos Anões do Orçamento (1993), a compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição (1997), o mensalão (2005), a máfia dos sanguessugas (2006), os atos secretos do Senado (2009) e o esquema desvendado pela Operação Lava Jato (de 2014 aos dias atuais) são naves-mãe de uma infinidade de escândalos de menor proporção que envolveram e envolvem congressistas e outros políticos.

Em praticamente todos esses casos o Legislativo titubeou ou evitou punir os seus. Desde a Constituição de 1988, apenas 20 deputados e três senadores perderam o mandato pelo voto de seus pares.

Na última terça (17), o Senado inovou e derrubou decisão do STF que afastara Aécio Neves (PSDB-MG) de seu mandato.

São anos de história que contrastam o discurso público de retidão e os acertos intramuros, de bastidor, selados em milhares de apertos de mão trocados no dia a dia.

E que ilustram a célebre razão dada pelo então corregedor da Câmara, Edmar Moreira (MG), para a dificuldade de um parlamentar punir outro –o insanável vício da amizade.

As imagens da galeria do topo desta reportagem são da fotógrafa Sofia Borges


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Corrupção nos quartéis: Ministério Público detecta desvios de R$ 191 milhões nas Forças Armadas. Denúncias feitas pelo MPM apontam para desvios milionários praticados tanto por praças quanto por oficiais de alta patente. Os casos vão de cobrança de propina em contratos a roubo de peças de tanques militares. https://www.uol/noticias/especiais/corrupcao-nos-quarteis.htmtematico-1?cmpid=copiaecola


Supranor 1

22/10


2017

Com muito a contar, Geddel quer delatar

Blog de Andreia Sadi

Desde que foi preso, Geddel tem sinalizado que pode aderir a uma colaboração premiada. 

Para procuradores ouvidos pelo Blog, mesmo apontado como líder de organização criminosa pela procuradora-geral, ele poderia aderir à delação.

"A lei não proíbe que o eventual líder realize a delação. Pois na delação, além de confessar os crimes e assumir a culpa, o delator também entrega valores desviados, e poderá também entregar outros comparsas", afirmou a procuradora da República Thamea Danelon.

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Lava Jato, disse o seguinte: "A lei expressamente só restringe a concessão de imunidade ao líder da organização criminosa. E, dessa forma, se houve colideres, bem como houver conhecimento de outras organizações criminosas, não haverá óbice para um acordo. Desde que não se ofereça imunidade".

Ainda para o procurador, há organizações criminosas menores que podem prestar serviço para outras. "Nesses casos, temos que ver o quadro completo do crime para saber se há pessoas mais importantes na outra organização".

O procurador da República Helio Telho vai na mesma linha: "Uma organização pode ter vários membros com posições de liderança. A lei não impede que alguém em posição de liderança seja colaborador. Ela só não permite é que 'o lider', isto é, o chefe maior dela, se beneficie com a imunidade penal [não seja denunciado]".


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Corrupção nos quartéis: Ministério Público detecta desvios de R$ 191 milhões nas Forças Armadas. Denúncias feitas pelo MPM apontam para desvios milionários praticados tanto por praças quanto por oficiais de alta patente. Os casos vão de cobrança de propina em contratos a roubo de peças de tanques militares. https://www.uol/noticias/especiais/corrupcao-nos-quarteis.htmtematico-1?cmpid=copiaecola

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Promotora detona Moro: Objetivo da Lava Jato é eliminar os adversários do PSDB e das oligarquias

Nehemias

Em apenas 20 dias, cinco mil pessoas se filiaram ao nosso Partido.Quando mais atacam,mais o PT cresce! O povo está acordando!


Mobi Brasil 1

22/10


2017

Tragédia ocorre em meio a agenda pró-armamento

Coluna do Estadão – Andreza Matais

A tragédia numa escola de Goiânia ocorre no momento em que a bancada da bala na Câmara pressiona pela votação de projetos que flexibilizam o estatuto do desarmamento. São 135 proposições. A mais avançada, pronta para análise do plenário, amplia a quem tem mais de 21 anos e bons antecedentes o direito de portar até seis armas.

A mudança não aumenta as penas para os donos de armas usadas por terceiros em crimes, como o episódio de ontem na escola de Goiânia, quando um aluno de 14 anos matou dois colegas com o revólver da mãe militar.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fará em novembro semana de votação de projetos sobre segurança pública. Ele diz que o texto que amplia o porte de armas não entrará nessa primeira rodada.

No Senado, está avançada a discussão de projeto que prevê a realização de plebiscito nas eleições de 2018 para saber se o eleitor quer ou não liberação de armamentos para todos.

Hoje, só profissionais da segurança e colecionadores têm o direito.


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Asfaltos

22/10


2017

O vento e os tempos

Carlos Brickmann

Pois são tempos estranhos, estes; tempos em que se descobre que um antigo político, que se supunha afastado do ramo desde que foi condenado pelo Mensalão, controla um robusto partido com 37 deputados federais. O presidente Temer, naturalmente, sabia de tudo; e sabia ainda que o preço do ex-deputado federal Valdemar Costa Neto, Boy, comandante-chefe do PR, era a manutenção do Aeroporto de Congonhas em mãos do Estado. Nada de privatização: Congonhas continua estatal, prometeu Temer a Boy. Em troca de tão patriótica atitude, Temer ganha o apoio do PR para continuar no cargo, livre das desagradáveis denúncias da Procuradoria da República.

OK, Valdemar Costa Neto pediu, Temer concedeu. Mas por que estará Boy tão interessado na permanência de Congonhas em mãos do Governo?

Talvez alguma vertente brizolista em sua ideologia, por que não? Seria novidade, porque: a) parte dos políticos brasileiros acha que Boy não tem ideologia, guiando-se sempre pelos resultados, estes sempre excelentes; b) outra parte dos políticos brasileiros acha que Boy tem ideologia, sim, mas menos brizolista e muito mais petista, da ala ligada ao empresariadão. Talvez esteja preocupado em garantir a eficiência do aeroporto, já que, como se sabe, as estatais tradicionalmente produzem melhores resultados – e, sem dúvida, os bons resultados são sempre seu objetivo, um objetivo sempre alcançado.

Temer e Boy, políticos experientes, sabem conversar.

Nesse tipo de bate-papo entre velhos amigos, entre xícaras de bom café e biscoitinhos, a conversa sempre deriva para assuntos paralelos. No caso, decidiu-se reativar o antigo aeroporto de Pampulha, em Belo Horizonte, para voos interestaduais.

Pampulha, é certo, também trará bons resultados.


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Corrupção nos quartéis: Ministério Público detecta desvios de R$ 191 milhões nas Forças Armadas. Denúncias feitas pelo MPM apontam para desvios milionários praticados tanto por praças quanto por oficiais de alta patente. Os casos vão de cobrança de propina em contratos a roubo de peças de tanques militares. https://www.uol/noticias/especiais/corrupcao-nos-quarteis.htmtematico-1?cmpid=copiaecola

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Em apenas 20 dias, cinco mil pessoas se filiaram ao nosso Partido.Quando mais atacam,mais o PT cresce! O povo está acordando!


bm4 Marketing 3

22/10


2017

Aliado a Temer, Perillo e Doria, Aécio quer o comando

Andrei Meireles – Blog Os Divergentes

Pelo peso político e inserção na sociedade, as disputas internas entre os tucanos sempre deveriam ser relevantes. Por repetitivas, mesmices sem fim, ficaram apenas chatas.

Tudo o que se vê e revê agora é igual, com uma diferença. Depois de tanto blábláblá, eles, enfim, podem, descer do muro. É que o poço ficou sem fundo.

Aécio Neves, tido como carta fora do baralho, emergiu com a reconquista do mandato, resistiu aos supapos no ninho, e mostrou uma força surpreendente para quem estaria fora do jogo.

Não deixou que lhe pusessem um guizo na reunião da bancada do Senado, e reagiu pagando para ver as cartas que o colega Tasso Jereissati dizia ter em mãos.

Por mais baleado que esteja, Aécio ainda tem força na máquina partidária. Isso ficou claro nessa quinta-feira (19) em Goiânia. Ali, o governador Marconi Perillo e o prefeito João Doria, com o apoio do governo Temer, deram um basta à tentativa de destituir Aécio.

Mais do que isso, com o apoio de Aécio, querem continuar a ter o comando do partido, com cacife para influir na escolha do candidato do partido à Presidência da República.

Em sintonia com as bancadas na Câmara e no Senado, Tasso sentiu o golpe e tenta o apoio de Geraldo Alckmin para se impor nesse jogo. Apenas mais uma aposta.

Nessa guerra interna, os tucanos finalmente vão descer do muro?

A conferir.


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22/10


2017

Alguém precisa defender Marisa do seu marido

Josias de Souza

Repentinamente, verifica-se que Lula e seus advogados perderam o respeito pela memória de Marisa Letícia. De mulher exemplar, a ex-primeira dama foi transformada numa doidivanas que pagou em dinheiro vivo, durante quase cinco anos, os aluguéis do apartamento malcheiroso de São Bernardo, vizinho à cobertura da família Silva. Nessa versão, a mulher de Lula foi acomodada pela defesa do homem com quem viveu por 43 anos, ao lado de personagens como Aécio Neves, outro inconsequente que tem uma predileção pelas formas mais primitivas e inseguras de transferência de valores: os envelopes, as malas, as mochilas.

No total, Marisa teria manuseado entre 2011 e 2015 algo como R$ 189 mil. Com esse dinheiro, teria quitado os aluguéis do apartamento que a Lava Jato sustenta que a Odebrecht comprou para Lula com dinheiro sujo desviado da Petrobras. No caso de Aécio, a Polícia Federal filmou as malas e mochilas utilizadas para transportar parte dos R$ 2 milhões que o senador tucano alega ter tomado emprestado do benfeitor Joesley Batista. Quanto a Marisa, ainda não foi explicado como ela fazia chegar os envelopes, mês a mês, às mãos do locador.

Chama-se Glauco Costamarques o hipotético locador. Segundo a força-tarefa de Curitiba, trata-se de um laranja que o amigo José Carlos Bumlai providenciou para funcionar como proprietário de fachada do imóvel que a Odebrecht deu de presente a Lula. Reside em Campo Grande. Não há notícia de que Marisa tivesse o hábito de visitar amiúde a capital do Mato Grosso do Sul. Aécio confiou ao primo Frederico Pacheco a missão de buscar a grana provida pelo dono da JBS. Os advogados de Lula ficaram devendo o nome do portador dos aluguéis que Marisa mandou pagar.

Em depoimento a Sergio Moro, Lula disse que nunca teve tempo para cuidar do ordenamento das despesas da família. Delegou a tarefa a Marisa. Foi ela quem assinou o contrato de locação. Era ela a responsável pelos pagamentos. O juiz da Lava Jato cobrou os recibos. E a defesa anexou aos autos um papelório malcheiroso. Agora, mais essa: dinheiro vivo! Lula costuma dizer que seus investigadores mentem. E inventam novas mentiras para justificar as anteriores. O pajé do PT enxerga mentirosos em toda parte, menos no espelho.

Viva, Marisa talvez não se importasse de emprestar seu nome para ser usado na fábula que a defesa de Lula compõe para justificar os confortos do ex-mito. Mas não estava previsto no contrato de locação —ou na certidão de casamento— que a veneranda senhora, depois de recolhida à sepultura, deveria servir de álibi post-mortem para um marido indefeso.

Alguém precisa defender Marisa Letícia do marido dela. É pena que os filhos não se animem a convocar uma entrevista coletiva. Não seria preciso muita coisa para salvar a imagem da mãe. Bastaria uma declaração singela. Algo assim:

“Mamãe era honesta. E nunca foi uma mulher imbecil. Como qualquer criança de cinco anos, ela sabia o que é um DOC. Para realizar o pagamento de um aluguel de quase R$ 4 mil mensais, mamãe não trocaria o ‘Documento de Ordem de Crédito’, uma forma de pagamento e transferência de dinheiro disponível em qualquer agência bancária, devidamente regulamentada pelo Banco Central, por envelopes de dinheiro vivo. Em tempos tão inseguros, com tanto ladrão ao redor, mamãe não se atreveria a retirar o dinheiro do ambiente eletrônico para levá-lo até o meio da rua.”

De resto, convém aos filhos de Marisa mandar confeccionar uma lápide nova para colocar no túmulo dela. Sugere-se a seguinte inscrição: “Não contem mais comigo!”.


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Se o menino que atirou na escola em Goiás, fosse negro mais uma vez a direita defenderia a redução da maioridade penal

Nehemias

Corrupção nos quartéis: Ministério Público detecta desvios de R$ 191 milhões nas Forças Armadas. Denúncias feitas pelo MPM apontam para desvios milionários praticados tanto por praças quanto por oficiais de alta patente. Os casos vão de cobrança de propina em contratos a roubo de peças de tanques militares. https://www.uol/noticias/especiais/corrupcao-nos-quarteis.htmtematico-1?cmpid=copiaecola

Nehemias

Promotora detona Moro: Objetivo da Lava Jato é eliminar os adversários do PSDB e das oligarquias

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Em apenas 20 dias, cinco mil pessoas se filiaram ao nosso Partido.Quando mais atacam,mais o PT cresce! O povo está acordando!



21/10


2017

Juíza interna aluno que matou e feriu colegas em GO

G1

A juíza plantonista Mônica Cézar Moreno Senhorello acatou recomendação do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e determinou, neste sábado (21), a internação provisória do aluno que atirou contra colegas no Colégio Goiyases, em Goiânia. O adolescente, de 14 anos, que está apreendido na Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), que matou dois estudantes e feriu outros quatro.

De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), o menor deverá se apresentar ao Juizado da Infância e Juventude na segunda-feira (23).

A recomendação foi feita pelo promotor de Justiça Cássio Sousa Lima, que ouviu o menino nesta tarde. Segundo ele, o intuito era proteger o adolescente, que é filho de militares.

"Eu tomei a medida de representar pela internação provisória dele por 45 dias até que termine o processo. Essa medida deve ser retocada de certos cuidados em virtude de ser filho de policiais militares para não colocar no meio de elementos perigosos que possam causar algumas represálias", disse o promotor à TV Anhanguera.

O promotor também acredita que o menor tenha planejado o crime e que efetuou os disparos porque era alvo de bullying no colégio . "Eu conversei com ele e ele falou que vinha sofrendo esse tipo de bullying e queria dar uma certa represália nos colegas dele", disse.


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