Versão Sertão Central

21/04


2017

STF pede que Câmara discuta impeachment de Temer

Ministro do STF determina que MP notifique Câmara para discutir impeachment de Temer

De O Estado de Minas

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ontem que o Ministério Público Federal (MPF) apure a demora na instalação da comissão do impeachment do presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados. O  colegiado foi criado há mais de um ano, mas não tem número suficiente de membros para funcionar. Os deputados que ainda não fizeram as indicações poderão ser investigados por crime de desobediência e prevaricação.

No mandado de segurança do advogado mineiro Mariel Marley Marra ao Supremo, acatado por Marco Aurélio, ele pede que o MPF noticie os parlamentares. Os líderes partidários que fazem parte da lista são Baleia Rossi (PMDB), Arthur Lira (PP), Eros Biondini (PROS), Efraim Filho (DEM), Cleber Verde (PRB), Aureo (Solidariedade), Professor Victório Galli (PSC), Marcos Montes (PSD), Aelton Freitas (PR), Ricardo Tripoli (PSDB), Tereza Cristina (PSB), Arnaldo Jordy (PPS) e Evandro Gussi (PV).

Na ação,  Mariel Marley argumenta que Temer cometeu o mesmo ato de Dilma ao assinar decretos que abriram créditos suplementares, sem autorização do Congresso, incompatíveis com a meta de resultado primário. A assinatura dos decretos é uma das razões do processo que levou à perda do cargo de Dilma. A comissão foi criada em 5 de maio do ano passado por ordem de Marco Aurélio. Apenas nove partidos indicaram 16 membros do órgão. 

A comissão deve ter 66 integrantes e, para funcionar, precisa de metade mais um. Marco Aurélio determina que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), seja notificado de sua decisão e receba uma cópia do documento. Se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, identificar a prática de crime, pode pedir abertura de inquérito no STF. As penas para desobediência ou prevaricação podem resultar na perda de mandato. Procurada, a assessoria da Câmara informou que a presidência da Casa ainda não havia sido notificada.

Padilha

Outro fato negativo para o governo foi uma tabela entregue pelo delator Valter Lana, executivo da Odebrecht, à Lava-Jato, que aponta pagamento de propina de R$ 1.490.909,00, em 2010, ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB). Segundo Lana, os valores sobre obras da Linha 1 da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb), entre São Leopoldo e Novo Hamburgo (RS), foram repassados em sete parcelas entre julho e setembro daquele ano.
O delator disse à Procuradoria que houve pagamento de propina também ao ex-ministro Paulo Bernardo (governos Lula e Dilma/Planejamento e Comunicações), ao deputado Marco Maia (PT-RS) e a ex-dirigentes da Trensurb Humberto Kasper e Marco Arildo da Cunha.

Paulo Bernardo, conhecido como “Filósofo”, teria recebido R$ 934 mil em quatro parcelas entre novembro de 2009 e outubro de 2010. A tabela aponta cinco pagamentos, entre julho e novembro de 2010, no total de R$ 734 mil a Marco Maia (“Aliado”). Marco Arildo, apelidado de “Sucesso”, teria recebido R$ 260.389,00 em quatro parcelas entre julho e novembro de 2010. Foi destinado, segundo o delator, para Humberto Kasper, o “Jornalista”, um pagamento de R$ 38.718,00 em 21 de setembro de 2010.

A Trensurb é uma sociedade de economia mista, vinculada ao Ministério das Cidades e tem por acionistas a União (99,8558%), o estado do Rio Grande do Sul (0,1116%) e o município de Porto Alegre (0,0326%). Foi criada em 1980 e iniciou operação comercial em 1985.

A licitação ocorreu em 2001, mas ficou parada até 2008 por determinação do Tribunal de Contas da União, segundo o delator. No início das obras, estimadas em R$ 323.977.829,28, Valter Lana disse que recebeu três demandas de propinas em três oportunidades: a primeira para Eliseu Padilha, a segunda para Marco Maia, Marco Arildo e Humberto Kasper e a terceira para Paulo Bernardo. Os pedidos, segundo o delator, foram independentes e ocorreram entre o fim de 2008 e o início de 2009. O pedido de Padilha, codinome “Bicuíra”, teria sido feito em um encontro entre Valter Lana e o peemedebista. 

Segundo o delator, a reunião ocorreu no escritório do ministro ou no do próprio executivo. “Ele (Padilha) também trouxe aqui algo em relação à licitação”, disse Lana. “Ele foi ministro dos Transportes no governo FHC, quando houve a licitação. Ele também se dizia credor e afirmou que havia combinado com a empresa que se isto virasse, que teria direito, ao que me recordo, era também um porcentual maior, depois foi diminuindo. Esse eu não tenho certeza, mas disse e continuo dizendo que é alguma coisa em torno de 1% do valor do contrato.”

Defesa

Padilha disse que “confia nas instituições brasileiras, razão pela qual registra que tem certeza de que com a abertura das investigações lhe será garantida a oportunidade para exercer amplamente seu direito de defesa.” “Paulo Bernardo nega ter feito esse pedido e informa que não teve qualquer conversa com executivos da Odebrecht para tratar da inclusão da obra no PAC. Ela foi incluída de maneira absolutamente lícita e atendendo a reivindicação da bancada federal do RS, sem qualquer participação da empresa Odebrecht”, disse Verônica Sterman, advogada do ex-ministro.

A assessoria de Marco Maia também se manifestou. “O deputado desconhece o teor das delações mentirosas feitas pelos delatores da Odebrecht. Repudia a divulgação seletiva e vazada de supostos depoimentos.” A reportagem não localizou o empresário Marco Arildo Cunha. A Trensurb informou que não se manifesta em relação ao conteúdo das delações. Quanto à realização da obra em si, ela foi 100% concluída em 2015, com a finalização da atualização tecnológica dos sistemas de controle de tráfego e energia do metrô. A reportagem não localizou Humberto Kasper.


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Versão Mata Norte

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25/02


2018

Aposta de Moreira: Caixa virar cabo eleitoral de Temer

Andrei Meireles - Blog Os Divergentes

Moreira Franco está em lua de mel consigo mesmo. Depois dos louros pela paternidade da intervenção na segurança do Rio, ele está se sentindo, com alguma razão, o dono do pedaço no Palácio do Planalto.

É nessa balada que tenta expandir seu poder governo afora. Tem interesse especial onde já pôs a mão na massa e sabe o potencial de rendimento.

No segundo governo Lula, Moreira foi vice-presidente de fundos de governo e loterias da Caixa Econômica Federal, responsável, entre outras coisas, pela gerência dos bilionários recursos do FGTS.

Por meterem a mão nessa cumbuca, dois ex-presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, e o ex-ministro Geddel Vieira Lima, pagam na cadeia parte dos crimes que lhe são atribuídos.

Pelo que dizem os investigadores, Moreira Franco só continua livre, leve e solto por ter escapado do bote da Justiça ao ser nomeado ministro por Michel Temer. Assim, ele se beneficia do alvará provisório do foro privilegiado.

Depois de Temer, Moreira é hoje o mais poderoso inquilino do Planalto, onde até centímetros de metro quadrado valem ouro. Mesmo assim nem sempre consegue tudo o que quer.

Como outros poderosos em várias gestões, Moreira Franco está tropeçando, justamente na Caixa  em que esperava continuar nadando de braçada, pela aplicação de critérios técnicos por servidores que se recusam a obedecer apenas a controversas jogadas políticas.

Em janeiro, a saia justa de uma ampla investigação causou a demissão dos vice-presidentes da CEF Roberto Derziê e Deusdina dos Reis Pereira, dois queridinhos da turma que orbita em torno de Moreira Franco.

Como estavam nas cordas, sem capacidade de reação, Temer e Moreira Franco tiveram que aceitar a exigência da economista Ana Paula Vescovi, secretária do Tesouro Nacional, que assumiu a presidência do Conselho de Administração da CEF, para se livrar de vices encrencados.

Ana Paula tem um currículo impecável. E é muito dura no jogo. Aceitou a nova tarefa com a expectativa de acabar com a rotina de assaltos por gente indicada pelo PMDB e, também pelo PT e outros partidos, ali praticava, sem a menor cerimônia.

Ela mexeu num vespeiro. Não há lobista, prefeito, deputado, senador, governador e ministro que ignore o peso eleitoral da Caixa Econômica, em seus vários braços, talvez a mais eficiente máquina federal de votos.

Mas o mundo gira, a lusitana roda. A turma no Planalto, antes mesmo de a intervenção no Rio mostrar algum resultado, se sente vitoriosa a ponto de arregimentar forças para uma eventual campanha de Temer à reeleição.

Nesse jogo, claro, a CEF virou alvo prioritário. Querem indicar apadrinhados para cargos com poder de gerar votos. A ofensiva é para derrubar quem parecer ou for obstáculo.

Aí vale tudo. Pela nova teoria da conspiração palaciana, Gilberto Occhi, presidente da Caixa, aposta do PP para cargos em todos os governos, seria na realidade um aliado oculto do PT. Nessa condição, Occhi estaria se unindo a Ana Paula Vescovi para indicar quadros petistas para funções na Caixa em funções que teriam poder para sabotar o governo Temer.

Parece mais um samba do crioulo doido. Pela disposição e poder da turma que o leva para a ampla avenida da Esplanada dos Ministérios, vale conferir.


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Versão Agreste Meridional

24/02


2018

Janela abre “balcão” de troca partidária na Câmara

Estadão Conteúdo

http://pixel.rubiconproject.com/exchange/sync.php?p=criteo&redir=http%3a%2f%2fdis.criteo.com%2frex%2fmatch.aspx%3fc%3d28%26uid%3duidCom a proximidade do início do período permitido para a mudança de partido, em 7 de março, legendas intensificaram as negociações para atrair novos deputados e aumentar as chances de eleger uma bancada maior na Câmara em outubro. A principal moeda de troca usada pelos partidos tem sido o dinheiro público que bancará as campanhas. Além do fundo eleitoral, estimado em R$ 1,7 bilhão, mais R$ 888 milhões do Fundo Partidário poderão ser distribuídos aos candidatos.

A chamada "janela partidária" foi instituída em 2016 por meio de uma emenda constitucional que, na prática, estabelece um período de 30 dias no qual parlamentares podem mudar de partido sem que percam os seus mandatos. 

Legendas intensificaram as negociações para atrair novos deputados e aumentar as chances de eleger uma bancada maior na Câmara em outubro

Esta será a primeira eleição geral sem financiamento de empresas, proibido pelo Supremo Tribunal Federal em 2015. Com isso, candidatos terão menos recursos para bancar gastos eleitorais, o que aumenta a disputa pelo dinheiro público. 

Nos últimos dias, a reportagem flagrou conversas sobre o assunto dentro do plenário da Câmara. O deputado Paulinho da Força (SD-SP) tem carregado planilhas que mostram quanto cada legenda terá de recursos para "desmistificar" promessas feitas por dirigentes de outras legendas. "Tem partido falando que vai dar R$ 2 milhões para cada deputado, mas não tem condições. Mostro logo a tabela para desmentir o cara", afirmou Paulinho.

Segundo relatos de parlamentares, legendas do Centrão como PP, PR e PTB estão oferecendo aos deputados que toparem mudar de sigla o valor máximo que poderá ser gasto numa campanha para a Câmara este ano: R$ 2,5 milhões.

Dirigentes dos partidos que compõem o bloco informal negam que as negociações estejam sendo feitas nesses termos. O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, no entanto, confirmou que reservou para cada deputado do partido cerca de R$ 2 milhões da fatia do fundo eleitoral a que o seu partido terá direito. 

Para não ficar para trás, o MDB bateu o martelo esta semana e divulgou seus valores: vai repassar, para cada deputado com mandato, R$ 1,5 milhão para a campanha. Os senadores que disputarem a reeleição terão R$ 2 milhões.

O DEM, partido que mais cresceu nesta Legislatura - de 21 para 33 deputados - evita falar em números. Segundo o deputado Efraim Filho (DEM-PB), a promessa para novos filiados é a de que eles terão o mesmo tratamento dos que já estão na legenda.

Um deputado do PP que vai mudar de partido relatou o "modus operandi": procurou dirigentes das siglas com as quais tem afinidade e perguntou qual seria a fatia do fundo que lhe caberia caso migrasse de legenda. Do que ouviu até agora, está entre PSD e PHS - este último ainda lhe garantiria a presidência do diretório estadual.

Desvantagem

Nas negociações, partidos que vão lançar candidato à Presidência, como PT e PSDB, saem em desvantagem, porque terão de reservar uma parcela dos recursos para a disputa ao Palácio do Planalto.

No PSDB, que tem o governador Geraldo Alckmin como pré-candidato, a preocupação é para não perder nenhum dos 46 atuais deputados. Líder tucano na Câmara, Nilson Leitão (MT) criticou o "balcão de negócios". "Deputado virou jogador de futebol? Tem passe agora? Leva quem dar mais?", questionou.


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Versão Sertão do Moxotó

24/02


2018

O prefeito-catraca

Crivella está paralisado no governo

Álvaro Costa e Silva – Folha de S.Paulo

Em quase 14 meses no cargo, o prefeito Marcelo Crivella deu seguidas provas de não ter a mínima ideia de como administrar a cidade. A responsabilidade parece lhe dar medo. O trabalho, causar paralisia.

O que ele sabe é fugir. Viajar em pleno Carnaval e inventar desculpas, como a de conhecer um modelo de drone da Agência Espacial Europeia, o qual supostamente seria usado na segurança. Ninguém engoliu a cascata, muito menos o Ministério Público do Rio, que investiga a farra das viagens com dinheiro público. Crivella já passou 36 dias no exterior.

Os hospitais estão sem médicos e sem medicamentos; não há vagas nas creches; faltam professores nas escolas; linhas de ônibus somem de circulação; o transporte dominado pelas vans ilegais; as calçadas invadidas pelos camelôs; os bueiros entupidos de lixo. Uma hora de chuva forte deixou quatro mortos, 2.000 desalojados e moradores sem luz durante mais de uma semana. O que fez o prefeito? Uma piada sem graça sobre a criação do programa “Balsa Família”.

Quando a população ia esquecendo o caos no Carnaval, Crivella e o presidente da Riotur, Marcelo Alves, insistem em mostrar seu despreparo para organizar a festa. Estudam a possibilidade de instalar, em 2019, catracas e detectores de metal no acesso aos blocos gigantes. Quem já vestiu uma fantasia de índio ou sapecou o corpo de glitter, para brincar no espaço aberto das avenidas, sabe que a medida é irrealizável. Mesmo que, em vez de catracas, se utilizem roletas, que é como o carioca chama o dispositivo.

A zona na prefeitura tem despertado uma estranha viuvez. Saudades do ex-prefeito Eduardo Paes, responsável pela construção da ciclovia Tim Maia, que não caiu apenas uma, mas duas vezes. Só que Paes, que sonha com sua candidatura a governador, continua inelegível por decisão do Tribunal Regional Eleitoral.


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24/02


2018

Paulo Preto arma esquemão alheio à Lava Jato

Do Viomundo

O Palácio dos Bandeirantes está nervoso. É que Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, chegou à Desenvolvimento Rodoviário S/A, a Dersa, pelas mãos de Geraldo Alckmin, em 2005, às vésperas do tucano se tornar candidato ao Palácio do Planalto.

Alckmin disputou as eleições presidenciais contra Lula, em 2006. Não se sabe, ainda, se Paulo Preto atuou fora de sua esfera para ajudar nas finanças da campanha.

Paulo Preto assumiu inicialmente a diretoria de Relações Institucionais. Em 2006, já com José Serra no governo, passou à diretoria de Engenharia, que tocou as obras que serviram de vitrine para o tucano na campanha de 2010: ampliação da marginal do Tietê, do complexo viário Jacu Pêssego (zona Leste da capital) e a construção do eixo Sul do Rodoanel.

As duas primeiras obras tinham grande importância eleitoral, por serem utilizadas por milhões de motoristas de São Paulo. A construção do Rodoanel apareceu em vídeos da campanha eleitoral de Serra para “provar” a capacidade administrativa do tucano.

Mas, as denúncias apresentadas pelo MPE de São Paulo (ver íntegra abaixo) sugerem que Paulo Preto montou esquemas para desviar dinheiro utilizando familiares e amigos nas três obras.

As denúncias, no entanto, cobrem apenas a atuação local de Paulo Preto, já que eventuais desvios que impliquem em remessas de dinheiro para fora do Brasil — R$ 113 milhões dele foram localizados na Suiça — caem na esfera federal. O avanço de apurações em São Paulo, dizem fontes ligadas ao MP, pode ficar condicionado a interferência política.

Paulo Preto serviu como assessor especial da Presidência no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, levado ao cargo pelo hoje chanceler Aloysio Nunes Ferreira, aliado próximo de Serra.

Aloysio foi chefe da Casa Civil no governo Serra. Em 2007, recebeu um empréstimo de 300 mil reais da filha de Paulo Preto para comprar um apartamento, que diz ter pago, mas sem juros.

Uma das filhas de Paulo Preto é a advogada Priscila Arana de Souza Zahan. Ela trabalhou como advogada em um escritório que representava empreiteiras contratadas em obras que o pai tocava enquanto diretor da Dersa, segundo denúncia da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Leia reportagem do Viomundo


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Sindifisco

24/02


2018

Temer convida governadores: ações de segurança

Gerson Camarotti

O presidente Michel Temer decidiu convocar governadores para reuniões em Brasília já na próxima semana. Na esteira do novo Ministério da Segurança, ele quer alinhar ações junto aos governos estaduais para dar maior eficácia no combate à violência.

Depois da intervenção federal no Rio de Janeiro, Temer foi alertado da preocupação de governadores com a situação da segurança pública em outras unidades da federação.

O deputado Danilo Forte (DEM-CE) chegou a pedir pessoalmente ao presidente uma intervenção no Ceará nos mesmos moldes do Rio. Argumentou que a violência nos dois estados é muito semelhante.

Temer disse que iria conversar com o governador do Ceará, Camilo Santana, mas que não cogita fazer novas intervenções: a ordem é priorizar esforços para implementar o novo ministério.

Nos bastidores, integrantes do governo têm afirmado que não dá para banalizar o instrumento da intervenção federal.


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Prefeitura do Ipojuca

24/02


2018

PF investiga dono da Jovem Pan: sonegação e lavagem

Joaquim de Carvalho - DCM  

O Ministério Público Federal determinou à Polícia Federal que abra inquérito para apurar a denúncia contra Antônio Augusto do Amaral Filho, o Tutinha, dono da Jovem Pan e do Pânico, pelos crimes de evasão de divisas, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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A denúncia envolve também três filhos adultos de Tutinha e a prima dele, Maria Alice Carvalho Monteiro de Gouvêa, que seria responsável pelo envio de recursos ao exterior de maneira a dissimular o nome de Tutinha.

A denúncia integra a Notícia de Fato número 1.34.001.0063220/2016-03, assinada pelo procurador da república Sílvio Luís Martins de Oliveira. Na notícia, a partir de uma representação da ex-mulher de Tutinha, Flávia Eluf Lufty, ele afirma:

—Ressalte-se, por oportuno, que a remessa significativa de divisas para o exterior, sem a comprovação nos autos, indica possível envio de recursos de forma ilegal ou para o fim de promover lavagem de capitais.(BR 247)

Leia a íntegra no DCM


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24/02


2018

Muy amigo

Ricardo Boechat – ISTOÉ

Além dos ministros já abraçados ao abacaxi – Justiça e Defesa e, em breve, Segurança Nacional –, mais um inquilino da Esplanada será chamado pelo Planalto para surfar nas manchetes da intervenção federal no Rio. Será o tucano Aloysio Dias Ferreira, do Itamaraty.

De fato, o chanceler precisa dizer como atuará no projeto de vida e morte para a popularidade do presidente Temer.

Seu desafio é sacudir a leniência de nossos vizinhos diante da venda de armas e drogas para criminosos no Brasil.

Estima-se que só o Paraguai importe, todos os anos, uma quantidade de armas dez vezes maior do que sua população adulta.

O destino do arsenal, claro, são as quadrilhas brasileiras.


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Supranor 1

24/02


2018

Dodge pede para Gilmar prender golpistas que ele soltou

Lauro Jardim – O Globo

Raquel Dodge pediu para que os empresários Miguel Skin e Gustavo Pessoa, soltos por Gilmar Mendes em dezembro, sejam presos novamente.

Na avaliação dela, há risco de ambos voltarem a praticar delitos.

Os dois eram responsáveis pela lavagem de até R$ 450 mil mensais para o esquema na área de Saúde que beneficiou Sérgio Cabral, ressalta Dodge.

A PGR ainda destaca que Skin tentou atrapalhar as investigações ao se oferecer para pagar o advogado do delator César Romero, ex-subsecretário de Saúde do Rio de Janeiro.

Quem analisará o pedido será o próprio Gilmar Mendes.


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Comentários

sonia

Imprensa Viva: Gelisi Hoffmann apavorada. Petista já dá como certa a prisão de Lula em poucos dias O Broadcast Político do Estadão acaba de informar que a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) está apavorada diante da possibilidade do ex-... IMPRENSAVIVA.COM

sonia

Que merecimento é esses de vocês ??? MERECIMENTO DE LULA É CADEIA. O PT reclama, reclama da Justiça... Uma hora essa gente acha que a justiça esta muito rápida. Outra Hora acha a justiça esta muito lenta. O que vocês querem fascistas ?????? Uma justiça que atendam as suas vontades??? Quando beneficia eles, TUDO BEM.

sonia

\"Frase de Lula: Me jogue no PCC que voltarei comandando a gangue. KKKkkk Depois o Bandido é Fernandinho Beira mar.\" Parabéns Marcos. kkkkkkkkkkkkk

sonia

Para Gleisi, não basta à Lava Jato impedir que Lula dispute a eleição, mas “tem que prender para humilhar”. Não, Gleisi. Tem que prender para cumprir a lei. Forza! O Antagonista.

sonia

Gleisi duvida que STF impeça prisão de Lula a tempo.“A gente não consegue que o STF se manifeste sobre o habeas corpus que está lá, que pelo menos paute isso e se manifeste contra ou a favor”, afirmou a presidente do PT. “Eu acho que a tendência é eles deixarem o TRF-4 julgarem os embargos e aí confirmar a sentença.”



24/02


2018

Bêbado: após 9 anos, vai a júri deputado que matou 2

Após nove anos de protelação, manobras judiciais e provas desaparecidas, vai a júri o escandaloso caso do ex-deputado estadual do Paraná que matou dois jovens quando dirigia alcoolizado a 170 quilômetros por hora

ÉPOCA – Jussara Soares

>> >>Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana

Eram cerca de 20 horas do dia 6 de maio de 2009, quando o então deputado estadual Luiz Fernando Carli Filho, de 26 anos, eleito pelo PSB do Paraná, chegou ao Edvino Wine Bar, no bairro do Batel, em Curitiba, onde jantaria com três primos e o tio – o também parlamentar Plauto Miró, do DEM. Bonito, rico, de família tradicional de políticos no estado, ele colhia os louros de seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa, onde havia pouco tempo apresentara um projeto para dar desconto no IPVA a motoristas exemplares, que não tivessem multas ou infrações na carteira. A turma pediu nhoque, risoto e filé-mignon ao funghi e um vinho chileno. Conversaram, riram e decidiram ir para casa cedo.

Na saída do restaurante, Carli Filho encontrou o médico Eduardo Missel Silva, seu cardiologista. Resolveram esticar a noite. Às 21h41, os amigos reabriram a conta, conforme consta nos autos do processo que tramitou na Segunda Vara Privativa do Tribunal do Júri do Estado do Paraná. Ao longo de três horas de conversa, entornaram outras três garrafas de vinho. Chegaram a pedir uma quarta, que ficou abandonada pela metade em um decantador. Por volta da meia-noite, a conta chegou – cerca de R$ 700 – e Carli Filho levantou-se da mesa segurando duas taças de vinho junto ao peito como se fosse um bem precioso do qual ele não podia abrir mão. Na porta do restaurante, ele tropeçou no tapete vermelho e foi amparado por duas pessoas.

Quando alcançava o estacionamento, Carli Filho foi interpelado por dois funcionários do restaurante que lhe pediram os copos de volta. Ele balbuciou impropérios até ser contido pelo amigo, que, polidamente, pediu para o manobrista guardar o carro do deputado, que estava sem condições de dirigir. Missel e Carli Filho entraram em outro veículo. Ele seria guiado por Daniela Daretti, que havia se juntado à dupla durante o jantar e havia bebido apenas uma taça de vinho tinto. Foi quando, num ímpeto, depois de já ter se aboletado no banco traseiro, Carli Filho abriu a porta e disse que iria embora por conta própria. Na hora em que tentou sair do carro, caiu de quatro no chão, em posição de cachorro. Um segurança tentou ampará-lo, mas foi empurrado. Entrelaçando as pernas, Carli Filho pegou a chave de seu Passat preto, ligou a ignição e partiu cantando os pneus. De acordo com depoimentos na Justiça, o segurança comentou com o manobrista: “É por isso que acidentes acontecem. O pessoal bebe e sai dirigindo.”

Naquela mesma noite, por volta das 20 horas, a menos de 2 quilômetros do restaurante, o estudante de jornalismo Gilmar Rafael Souza Yared, de 26 anos, chegava à Primeira Igreja Batista, também localizada no Batel. Criado em família evangélica, estava retomando a prática religiosa, ainda que gostasse de baladas e agitos com amigos. Havia pedido ao colega Antonio Amaral para acompanhá-lo ao culto. Na igreja, Yared, segundo contou o amigo, emocionou-se com a pregação do pastor. “Ele estava muito feliz. Mudaria para a Austrália, onde faria intercâmbio”, resumiu Amaral.

Por volta das 22 horas, ambos seguiram para uma lanchonete, onde tomaram suco e comeram hambúrguer. Dali a pouco, Yared se encontraria com Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, no Park Shopping Barigui, onde ele trabalhava como gerente do cinema. Colegas na faculdade de jornalismo da Universidade Tuiuti, Almeida avisara à mãe, a auxiliar de limpeza Vera de Almeida, que não voltaria para sua casa, em Campo Largo, cidade da região metropolitana de Curitiba. Informara que sairia com Yared e só voltaria no dia seguinte. À meia-noite, Almeida entrou no Honda Fit do amigo e saíram. Percorreram cerca de 900 metros. No segundo cruzamento, o sinal estava piscando de maneira intermitente, o que exigia que os motoristas redobrassem a atenção. Segundo consta nos autos, uma testemunha viu Yared reduzir a velocidade e lentamente fazer a conversão à esquerda para a via expressa. A velocidade permitida era de 60 quilômetros por hora.

Foi quando um Passat preto, a 170 quilômetros por hora – como atestam os laudos periciais –, quase catapultado por um ligeiro aclive da pista, decolou do solo atingindo o Honda Fit como um bloco de chumbo que tivesse caído do céu. O impacto causou a destruição total do automóvel. Yared e Almeida morreram na hora. Segundo peritos, sem ter sequer percebido o que acontecera. Pedaços dos corpos dos dois jovens se espalharam pela avenida. A cabeça de Yared foi encontrada a 30 metros de distância do carro. O corpo de Almeida, sentado no banco do carona, foi partido ao meio.

Dentro do Passat totalmente destruído, Carli Filho, com o rosto coberto de sangue, estava consciente. Quando os bombeiros chegaram – meia hora depois do desastre –, ele disse se chamar Fernando, seu segundo prenome. Os socorristas perceberam o hálito etílico do então deputado. Com fraturas na face, ele foi levado para o Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, onde foi atendido pela médica Virgínia Helena de Souza, então chefe da UTI. Anos depois, ela ganharia as manchetes da imprensa ao ser acusada de apressar a morte de pacientes no hospital – acusação da qual foi absolvida recentemente. Três dias depois, após a primeira de muitas operações, Carli Filho foi transferido de jatinho para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. 

Passados nove anos, o julgamento de Carli Filho foi marcado para os dias 27 e 28 de fevereiro. Ele renunciou ao mandato, sofreu dezenas de cirurgias, respondeu a um longo processo judicial, mas jamais sofreu qualquer consequência de seu crime. O caso entrou para os anais da Justiça como um exemplo da protelação por meio de recursos jurídicos e da capacidade de pessoas influentes de buscar e pagar pela impunidade. “O caso tramitou rápido na Justiça do Paraná. Toda demora se deu nos tribunais superiores em Brasília”, disse a ÉPOCA o advogado da família Yared, Elias Mattar Assad. “Existe o direito de recorrer e o abuso do direito de recorrer”.


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Comentários

marcos

PF validou 100% das provas contra Lula......./////...... Os peritos da PF demoliram a defesa do Condenado Lula. A análise do sistema usado pelo departamento de propinas da Odebrecht validou 100% dos documentos anexados ao processo sobre o prédio do Instituto Lula. E encontrou ainda mais documentos. Os representantes da empreiteira comemoraram o fato de que, “no processo em tela – sobre a compra de um terreno para o Instituto Lula – o exame teria comprovado a idoneidade das provas”. UiUiUi tá ficando Bom Demais. kkkkkk

marcos

As cafonices de Lula e Ciro....../////..... Na entrevista à Rádio Itatiaia, Ciro Gomes falou também sobre a possibilidade de prisão de Lula. “Sofro com a ideia de um presidente, a quem tanta gente quer bem, merecidamente, mesmo tendo roubado, repudiado e odiado, ser preso porque teria feito tanta besteira em receber propina em um sítio, um prédio e um triplex cafona numa praia de São Paulo.” Tudo muito cafona, mesmo. Tudo.

sonia

Justiça seja feita.


Mobi Brasil 1

24/02


2018

Ala do MDB quer Meirelles. Bancaria do próprio bolso

Parte da direção do MDB defende que o partido mantenha conversas com Henrique Meirelles sobre a disputa presidencial deste ano. A avaliação é a de que, caso o “plano Temer” não avance, o ministro da Fazenda pode, sim, ser o candidato da sigla ao Planalto.

Aliados de Meirelles fazem sempre questão de ressaltar que o ministro seria um nome leve para qualquer partido. Explica-se: ele não pesaria no bolso das siglas, já que pode tranquilamente bancar a própria campanha sozinho.

Aliados de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) respiraram aliviados quando Arthur Virgílio (PSDB-AM) abdicou das prévias para ser candidato ao Planalto. O prefeito de Manaus nunca teve chance de vencer, mas vinha falando tão mal do paulista que a simples projeção de um debate causava calafrios.

Sem disputa nacional, líderes tucanos em SP dizem que há 90% de chance de não haver prévias

para definição do candidato ao governo  do Estado. (FSP)


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Comentários

marcos

É melhor JAIR se acostumando para 2018.

sonia

84% dos cariocas aprovam intervenção, diz Ibope, Tirando uns sete por cento de indecisos, sobra sete para a petralhada corrupta.

sonia

Peritos da PF validam provas de propinas da Odebrecht no caso da compra do Instituto Lula. SEDE DO INSTITUTO LULA FOI COMPRADA PELA ODEBRECHT COM DINHEIRO ROUBADO DA PETROBRÁS.

sonia

O Dr. Honoris Bosta Lula Silva está de parabéns, ajudou a desmascarar os ladrões, simpatizantes da ORCRIM e filiados do seu partido-quadrilha de norte a sul e de leste a oeste. Inclusive vários deles que conheço que eu só só achava que não prestavam, hoje tenho certeza de que não valem UM TOSTÃO FURADO.

sonia

\"EU NÃO SOU EU...\" Frases do Doutor Honoris BOSTA Lula Silva.


Asfaltos

24/02


2018

Verba de campanha estimula compra e venda de deputados

Partidos tentam atrair nomes para engordar votação e garantir acesso a fundo

Ranier Bragon e Camila Mattoso – Folha de S.Paulo

Nem reforma da Previdência, nem intervenção no Rio de Janeiro. Os corredores, gabinetes e salões do Congresso Nacional abrigaram nos últimos dias um intenso mercado de deputados federais com ofertas bancadas pelos cofres públicos.

“Não tem ideologia, é tudo dinheiro.” “Nunca houve uma negociação tão explícita.” “Tem uma turma aí que joga pesado.” As declarações de parlamentares de três partidos são algumas das várias gravadas pela Folha em conversas, na semana que passou, com 56 deputados de 19 legendas.

A exemplo da janela de transferência de jogadores de futebol, o “passe” na Câmara vem sendo negociado por valores que variam de R$ 1 milhão a R$ 2,5 milhões.

As negociações ocorrem até durante as sessões e viraram tema da reunião de uma das maiores bancadas da Câmara dos Deputados, a do PSDB, com o presidenciável Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, na quarta-feira (21).

“‘Passe’, aqui virou jogador de bola, é ‘passe’. Eu falei muito claro o seguinte: ‘Gente, quem quiser sair por causa de dinheiro que saia logo’”, disse Nilson Leitão (MS), líder da bancada.

De 8 de março a 6 de abril será aberto um período em que os parlamentares poderão trocar de partidos sem risco de perder o mandato por infidelidade.

O assédio aos deputados se dá porque o desempenho das legendas na eleição para a Câmara, em outubro, definirá a sobrevivência ou morte delas. As verbas públicas e o tempo de propaganda na TV para legendas são definidos com base no desempenho, nas urnas, de seus candidatos a deputado federal.

Essa será a primeira eleição geral sem a possibilidade de financiamento empresarial. Com isso, as campanhas contarão com dinheiro público —a soma de dois fundos (o partidário e o eleitoral), de R$ 2,6 bilhões—, autofinanciamento, além de doações de pessoas físicas. 

Projeta-se que cada voto para deputado valerá para a legenda, só de fundo partidário, R$ 9 ao ano.

Entre os parlamentares que admitem estar ouvindo propostas, todos dizem ainda estar avaliando o cenário.

“Ciro Nogueira [presidente do PP] e Valdemar [Costa Neto, um dos líderes do PR] são os caras mais profissionais. (...) Está todo mundo escutando muito [sondagens], até pra ver o que está vindo de todos os lados. (...) Todo partido quer deputado, e aí você ouve ‘vem pra cá’, ‘vem pra cá’…. Mas eu primeiro vou escutar o meu partido. Meu partido nunca falou ainda pra mim o que eu vou ter, como que vai ser”, declarou Uldorico Júnior (PV-BA).

“Tem um mercado. Depende do quanto paga, né?”, afirmou o deputado Paulinho da Força (SP), presidente do Solidariedade.

À FRENTE DO BALCÃO

Ele faz um diagnóstico que é repetido por quase todos os parlamentares ouvidos pela Folha: o de que o PP (Partido Progressista), sigla de Paulo Maluf e uma das principais envolvidas na Lava Jato, e o PR (Partido da República), de Valdemar Costa Neto, um dos condenados no mensalão, lideram as ofertas, com a promessa de R$ 2,5 milhões do fundo eleitoral, o máximo que um deputado poderá gastar na campanha.

Teriam também controle da legenda no Estado e tempo de propaganda na TV.

Cinco parlamentares disseram à reportagem ter ouvido relatos de propostas ainda maiores, com o compromisso de repasses mensais, além do montante para a eleição de outubro.

O DEM do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), também aparece como um dos que estão na linha de frente do balcão. 

O partido, porém, não estabeleceu ainda um valor específico, tendo prometido até agora dar aos novos deputados a mesma quantia que destinará aos atuais.

Outros partidos políticos menores também estão na movimentação.

Do outro lado, na tentativa de segurar seus deputados, MDB, PSDB e PT estão sendo pressionados a formalizar contrapropostas de valores de campanha. 

O MDB teve de anunciar nesta semana que dará R$ 1,5 milhão a cada deputado seu para a reeleição. PSDB e PT devem fazer o mesmo.

Nenhum deles, no entanto, tem caixa suficiente para cobrir ofertas de mais de R$ 2 milhões para as campanhas de cada um de seus deputados federais —eles têm um maior número de candidatos e precisam dividir o bolo com quem vai disputar cargos majoritários (Presidência, governos e Senado).

“Nunca houve uma negociação tão explícita. Parece contratação de jogador de futebol. Oferecem luva, uma boa mesada e um prêmio no final”, afirmou Silvio Costa (Avante-PE). “O problema não é ideológico, é tudo dinheiro”, reforça Marcus Pestana (PSDB-MG).

Até o octogenário Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que está no décimo mandato, disse que não existe mais fidelidade partidária. “Aqui o candidato é mais forte que os partidos. Então, o candidato procura se fortalecer, e fortalecimento hoje em eleição é dinheiro.”

O mercado de parlamentares também é confirmado pelo deputado que foi durante o maior período o responsável pela articulação política do governo do presidente Michel Temer com o Congresso, Antônio Imbassahy (PSDB-BA). “Tem um grupo que está observando a cena, são dois aspectos básicos [para as migrações]: as questões locais, como sempre, e também aquilo que está sendo divulgado aí, de fundo partidário”, disse o ex-ministro da Secretaria de Governo.

PILANTRAS

Dizendo não participar de negociações, o deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA) afirmou haver três tipos de bancadas, entre elas a dos pilantras. “Aprendi que tem três tipos de deputados, tem uma parte que é séria, uma parte que é pilantra e uma parte que fica aí vendo qual é a regra do jogo. Tem uma turma aí que joga pesado, tem uns partidos que jogam pesado.” 

“Tem oferta para todo gosto. A média que estou ouvindo falar, dos partidos com mais credibilidade, é em torno de R$ 1 milhão, ou R$ 1,5 milhão”, afirmou Rodrigo Martins (PSB-PI).

A infidelidade partidária é uma tradição no Brasil e existiu sem amarras até 2007, quando o Tribunal Superior Eleitoral editou regras para tentar barrar a prática. 

Brechas na lei e a morosidade da Justiça, porém, fizeram com que a medida nunca tivesse eficácia completa. 

Em 2015, o Supremo Tribunal Federal afrouxou essas regras ao liberar trocas para cargos majoritários —presidente, governadores, senadores e prefeitos. Nesse mesmo ano, o Congresso aprovou lei estabelecendo uma janela do troca-troca a cada ano eleitoral.

OUTRO LADO

Líderes do PP e do DEM negaram que estejam tentando atrair deputados para suas legendas mediante oferta de dinheiro público para as campanhas. O PR não negou, mas afirmou que os valores são menores do que os declarados pelos deputados ouvidos pela Folha.

“Não existiu qualquer tipo de oferta no que se refere a recurso a qualquer parlamentar ou candidato. O partido ainda não definiu qual valor será destinado às campanhas para nenhum dos cargos em disputa no próximo pleito”, afirmou, em nota, o senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP. “A informação de que o partido estaria fazendo ofertas é falsa”, declarou.

Líder da bancada do PP na Câmara, Arthur Lira (AL), também afirmou serem mentirosas as declarações dos vários deputados à reportagem.

“Estou dizendo que não estamos fazendo, isso não existe, pode chamar o autor da afirmação de mentiroso. E o que você está sugerindo é coisa normal, e que a legislação prevê”, disse o alagoano.

“O que há na Câmara é que tem uma ciumeira de gente pequena, de líder miúdo, que não tem posição, e às vezes fica inventando esse tipo de conversa. Ciúme de homem é pior do que ciúme de mulher.”

“O DEM basicamente vai filiar deputados que deixaram o PSB e têm posição ideóloga do DEM”, disse o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). 

O líder da bancada, Rodrigo Garcia (SP), reforçou que há discussão ideológica nas novas adesões e que todos os deputados, novos ou antigos, sabem que vão ter o mesmo valor do fundo eleitoral.

Questionada sobre a participação de Valdemar Costa Neto nas negociações, a assessoria de imprensa do PR afirmou que todas as conversas estão a cargo do líder da bancada na Câmara, José Rocha (BA). 

Já o deputado disse que o partido vai distribuir recursos de, no máximo, R$ 2 milhões por deputado, mas que haverá ajustes caso a caso. “Vai depender do potencial de voto pra se eleger. Certamente quem tem maior potencial, terá uma ajuda mais substancial.”


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Comentários

marcos

Gleisi duvida que STF impeça prisão de Lula a tempo....../////..... Gleisi Hoffmann a Amante disse hoje não acreditar que o STF julgue o habeas corpus preventivo de Lula a tempo de evitar uma prisão do petista, registra o Broadcast do Estadão. Em seminário realizado em Brasília, a senadora criticou a “demora” de Cármen Lúcia em pautar o pedido de Lula, que já foi negado por Luiz Edson Fachin e enviado ao plenário. “A gente não consegue que o STF se manifeste sobre o habeas corpus que está lá, que pelo menos paute isso e se manifeste contra ou a favor”, afirmou a presidente do PT. “Eu acho que a tendência é eles deixarem o TRF-4 julgarem os embargos e aí confirmar a sentença.” Para Gleisi, não basta à Lava Jato impedir que Lula dispute a eleição, mas “tem que prender para humilhar”. Não, Gleisi. Tem que prender para cumprir a lei. Forza Coxa Amante!


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24/02


2018

Em resposta à denúncia, Aécio critica ministro e PGR

Senador enviou ao STF defesa à acusação de corrupção passiva e obstrução de Justiça

O Globo – Daniel Gullino

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira, sua defesa à denúncia contra ele apresentada em junho do ano passado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Aécio foi acusado de corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base na delação premiada de executivos da J&F, controladora da JBS. No documento, os advogados do senador criticam a "atuação ilícita de membros da alta cúpula do MPF (Ministério Público Federal)" e classificam como "obscuro" o acordo de delação da J&F.

A defesa também afirma que o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, fez "presunções", consideradas "injustas", sobre o caso de Aécio, além de ter realizado um "retumbante prejulgamento". O texto diz que Barroso citou dados errados sobre o processo, como um diálogo inexistente entre o empresário Joesley Batista e a irmã de Aécio, Andrea Neves.

Barroso faz parte da Primeira Turma do STF, que decidirá se aceita ou não a denúncia apresentada pela PGR. Também integram o colegiado os ministros Marco Aurélio Mello (relator do caso), Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Rosa Weber. Não há data para a acusação ser julgada.

O documento questiona as provas apresentadas contra Aécio, alegando que Joesley Batista "manipulou e induziu" uma conversa com o senador — na qual foi negociado o repasse de R$ 2 milhões — para produzir provas para seu acordo de delação, e que o empresário havia sido orientado pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

"Algo que se identifica com uma espécie bizarra (e verdadeiramente ilegal) de ação controlada ou de flagrante preparado. Tudo às escondidas e sem autorização judicial", diz o texto.

Para a defesa, a acusação de corrupção passiva é infundada porque não houve a demonstração nem de uma vantagem recebida por Aécio, nem de um ato que ele tenha feito em retribuição.

"Há provas concretas, sintomaticamente omitidas pelos delatores, que não deixam margem para dúvidas de que o contato com Joesley Batista se deu para tratar da venda de um apartamento. Nunca houve pedido de propina", argumentam.

Em relação às parcelas de R$ 500 mil que o primo do senador, Frederico Pacheco, foi filmado recebendo, o texto diz que tratava-se de um "empréstimo privado — feito em espécie por condição imposta pelo delator — para fazer frente a custos com advogados".

Já em relação ao crime de obstrução de Justiça, os advogados afirmam que há uma tentativa de criminalizar a política, já que um dos inídicios apresentados foi a articulação de Aécio para aprovar dois projetos legislativos: a de anistia ao caixa dois e o de abuso de autoridade.

Além disso, a defesa afirma que, mesmo aceitando as premissas da acusação, "as supostas condutas delituosas do Senador Aécio Neves dizem respeito a meros planos e intenções".


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ArcoVerde

24/02


2018

Amigos de Lula percorrem o STF: julgamento do petista

Jaques  Wagner, Gilberto Carvalho e Luiz Marinho foram à corte

Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo

Um grupo formado por amigos próximos de Lula está percorrendo os gabinetes do STF (Supremo Tribunal Federal) para falar sobre o processo do ex-presidente, que terá habeas corpus julgado pela corte.

Jaques Wagner, ex-governador da Bahia, foi recebido por Gilmar Mendes nesta semana. Gilberto Carvalho esteve com Gilmar, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin. O ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho também foi ao STF.

Além de darem testemunho sobre Lula, eles procuram demonstrar que o comportamento do PT em relação à corte será diferente daquele adotado contra o juiz Sergio Moro e o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), de maior embate. 

Cármen Lúcia, presidente do STF, não respondeu até a sexta (23) a nenhum pedido de audiência dos petistas. 

Alguns dos mesmos interlocutores estiveram ainda com ministros do STJ (Superior Tribunal de Justiça). 

E a expectativa de que Luiz Fux se declare impedido no julgamento do habeas corpus de Lula não deve ser confirmada. A chefe de gabinete do ministro é nora do advogado Sepúlveda Pertence, que representa o petista. 

Fux só se declara impedido em casos de repercussão patrimonial (em que o advogado poderia ganhar um grande percentual da causa).


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Comentários

marcos

Estão todos Desesperados pois a cadeia se aproxima do bandido maior LULA.

sonia

Quem esse cachaceiro Jaques Wagner e esse outro sacristão do diabo pensam que é ??? Cambada de petralhas FDPs . Tentando ganhar no mimimi. Não vai funcionar, cambada de ladrões.

Quentura

Lula é PHODA!!!

sonia

LULAÉODIABOENCARNADO.



24/02


2018

Estragos que as ex aprontam para cima dos ex-maridos

Orlando Diniz e Danielle Paraíso durante evento público - Reprodução

Ex-mulher teve papel-chave em investigação sobre Orlando Diniz

Danielle Paraiso relatou os hábitos de consumo do ex-marido

Chico Otavio, Daniel Biasetto e Maiá Menezes – O Globo

Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), a ex-mulher de Orlando Diniz, Danielle Paraiso de Andrade Schneider, relatou detalhes dos hábitos de consumo do ex-marido. Entre eles, o de pagar todas as despesas pessoais em espécie. Segundo ela, em viagens internacionais, Diniz costumava levar mais de US$ 10 mil em dinheiro vivo e mantinha "gastos elevados". Danielle declarou ainda que perguntava ao então marido a origem do dinheiro, que ele afirmava vir de "consultorias".

Ela foi uma das testemunhas a revelar aos procuradores a relação do ex-marido com o ex-governador Sérgio Cabral. Em seu testemunho, atesta que "para o sucesso de suas empresas contava com a ajuda de Cabral, que lhe indicaria vários clientes". De acordo com a investigação, o presidente da Fecomércio "adeiriu à Organização Criminosa de Cabral para lavar dinheiro próprio". O esquema incluia "contratos para dar aparência de licitude ao dinheiro arrecadado pela Organização Criminosa, um grande volume de movimentação financeira e repasse a pessoas jurídicas, com contratos fictícios, sobre serviços não executados".

Danielle e Diniz foram casados por oito anos. Viviam entre o apartamento no Leblon, vizinhos ao então governador Sérgio Cabral, e a casa de praia em Mangaratiba. Entre obras de arte caras e vinhos raros, o casal mantinha uma vida de luxo. O casal se separou em 2015.

A ex-mulher de Diniz relatou ainda detalhes do período de 17 anos que trabalhou no SENAC. Em 2008, começou a se relacionar com o presidente da Fecomércio. Ela, então, relata que, a partir de 2014, Diniz passou a exercer controle sobre os diretores do chamado sistema S — antes, segundo ela, seu papel era de "representação institucional". Nenhuma negociação superior a R$ 2 mil era realizada sem autorização dele, relatou ela ao MPF. Ela deu ainda detalhes sobre a contratação do advogado Roberto Teixeira, compadre do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Danielle não é a primeira ex-mulher a ajudar a desvendar esquemas ou supostos crimes de empresários e políticos. Em São Paulo, Nilcéia Pitta, ex do então prefeito Celso Pitta, foi peça-chave na investigação que tornou seu ex-marido réu em treze ações civis públicas, em 2000. Ele chegou a perder o cargo na Justiça no caso conhecido como "escândalo dos precatórios". O desvio, segundo a Justiça chegou a R$ 3,8 bilhões. Pitta morreu em 2009.

O mensalão também teve sua mulher-bomba. A ex-mulher de Valdemar Costa Neto (condenado a sete anos e dez meses de prisão por corrupção passiva), a socialiete Maria Chistina Mendes Caldeira, em 2005, à CPI do Mensalão, confirmou que o ex-marido recebeu propina quando comandava o PL, agora PR. Após o testemunho, ele renunciou ao cargo de deputado, para não ser cassado. Anos depois, em 2016, ela mandou carta ao então procurador-geral, Rodrigo Janot, para que não concedesse indulto ao marido.

No Rio, o comportanto também tem adeptas. Vanessa Felippe, ex-mulher do ex-deputado federal Rodrigo Betlhem (PMDB), gravou conversas com o ex-marido, em que ele relata ter aberto conta na Suíça e desviado recursos de programas da pasta que comandava, a Secretaria Municipal de Assistência Social. Ele não conseguiu se reeleger deputado.


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24/02


2018

Meirelles a Temer: quer disputar a eleição pelo MDB

Ministro da Fazenda atualmente está no PSD e mira Presidência

Marina Dias – Folha de S.Paulo

Encurralado pela disposição cada vez maior de Michel Temer de discutir sua reeleição, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) decidiu fazer uma jogada arriscada e comunicar ao presidente que deseja ser o candidato do MDB ao Palácio do Planalto.

O cálculo político é forçar o posicionamento de Temer até o início de abril, quando Meirelles precisa sair do cargo caso queira concorrer. 

Assim, o ministro transfere ao presidente a responsabilidade por vetá-lo ou não para a disputa de outubro.

Segundo apurou a Folha, Temer e Meirelles devem conversar pessoalmente sobre o cenário eleitoral na próxima semana, quando o ministro pretende externar diretamente sua vontade de ser o candidato do governo este ano.

A decisão de Meirelles se dá no momento em que suas articulações têm sido asfixiadas pela sombra da possível candidatura à reeleição de Temer, que ganhou mais fôlego nesta semana, após o decreto de intervenção federal na segurança pública do Rio.

Apesar de dizer publicamente que não é candidato, o presidente passou a considerar essa hipótese com seriedade, mas deu ordem para que seus auxiliares mais entusiasmados esperem possíveis resultados da ação que possam ter reflexos eleitorais.

Hoje, o governo amarga índices baixíssimos de popularidade —6% consideram a gestão ótima ou boa— e Temer tem 1% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

A expectativa sobre as consequências positivas da intervenção no Rio mexeu na disposição das peças do Planalto no tabuleiro eleitoral.

O presidente conseguiu redirecionar o discurso do governo —ancorado no fracasso da reforma da Previdência— para a segurança pública, com mais apelo popular.

Sem a aprovação das mudanças na regras de aposentadoria e com uma agenda econômica em disputa com o Congresso, Meirelles sabe que sua candidatura está cada vez mais difícil.

Apesar disso, o ministro quer definir logo seu futuro político e ditar o andamento das medidas econômicas de acordo com seu figurino.

No fim desta semana, Meirelles disse à rádio Itatiaia que havia "concluído" sua etapa como ministro e, ao jornal "O Estado de S.Paulo", afirmou que a participação de Temer na eleição não "invalidava" sua candidatura.

Nesta sexta-feira (23), após as declarações, Meirelles telefonou a Temer para explicar o contexto de sua fala. Disse que estava apenas descartando voltar a ser ministro em governos futuros e ouviu do presidente que era preciso marcar um encontro para conversarem "com calma".

Meirelles já retomou abertamente seu discurso de que é melhor que haja apenas um nome do Planalto, mas decidiu ser mais enfático com Temer sobre seu desejo de ser o escolhido para o posto.

ACORDO TÁCITO

Aliados dizem que o ministro não vai disputar com o presidente. Sabe que sua viabilidade eleitoral depende do apoio de Temer e de seu crescimento nas pesquisas.

Por enquanto, os dois não passam de 2% das intenções de voto, e o governo é reprovado por 70% da população, segundo o último Datafolha.

No Planalto, a posição é ter cautela, com a tese de que Meirelles só poderá ser candidato com suporte de Temer.


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