Versão Agreste Central

13/04


2017

Temer, Lula e FHC em pacto por sobrevivência política

Nelson Jobim e Gilmar Mendes principais emissários nas conversas

Folha de S.Paulo – Marina Dias

Foi em novembro do ano passado, quando a Lava Jato mostrou poder para atingir novos setores políticos e econômicos, que emissários começaram a costurar um acordo entre dois ex-presidentes e o atual chefe da República.

O objetivo era que Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Michel Temer (PMDB) liderassem um pacto para a classe política, fragilizada pelo avanço das investigações.

Apartamentos de autoridades e restaurantes sofisticados serviram para que aliados dos líderes políticos discutissem medidas para limitar a operação e impedir que o grupo formado por PSDB, PT e PMDB seja, nas palavras de articuladores desse acordo, exterminado até 2018.

Nas últimas semanas, a Folha ouviu pessoas relacionadas às três partes e a avaliação foi unânime: a Lava Jato, segundo elas, quer eliminar a classe política e abrir espaço para um novo projeto de poder, capitaneado, por exemplo, por aqueles que comandam a investigação.

O bom trânsito com os dois ex-presidentes e com Temer credenciou o ex-ministro do STF Nelson Jobim e o atual ministro da corte Gilmar Mendes como dois dos principais emissários nessas conversas.

Jobim tem falado com todos. Já almoçou com Temer e FHC e marcou de encontrar com Lula nos próximos dias. Gilmar, por sua vez, hoje é próximo ao presidente, que participa de negociações para articular um acordo para a reforma política, diante do debate sobre a criminalização das doações eleitorais.

Este é o ponto que atinge os principais expoentes da política brasileira, inclusive Temer, Lula e FHC, os três citados nas delações de executivos da Odebrecht por recebimento de dinheiro de forma indevida, por exemplo.

As acusações contra Lula e FHC foram encaminhadas a instâncias inferiores pelo relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, visto que ambos não têm foro privilegiado. Temer, por sua vez, apesar de citado em dois inquéritos, não é investigado por sua "imunidade temporária" como presidente.

A convergência entre os três é: se não houver entendimento para assegurar um processo eleitoral "tranquilo" em 2018, aparecerá um "outsider" ou "aventureiro".

O acordo de bastidores passaria pela manutenção de Temer até 2018 e a realização de eleições diretas, em outubro do ano que vem, com a participação de Lula.

A tese de quem está à frente das negociações é que não há tempo para uma condenação em segunda instância do petista até 2018, o que o deixaria inelegível. E, caso exista, garantem, haveria recursos em instâncias superiores.

As conversas, por ora, estão divididas entre as articulações de cúpula, que costuram o pacto para a classe política, e as do Congresso, que buscam medidas práticas para eliminar o que consideram abusos da Lava Jato e fazer uma reforma política.

VOTAÇÕES

Entre o que esses grupos avaliam ser possível votar no Congresso para 2018 estão a aprovação da cláusula de barreira para partidos e o fim das coligações proporcionais.

Isso fortaleceria as siglas do establishment e enfraqueceria nanicos e aventureiros.

Projetos como a anistia ao caixa dois, um novo modelo para o financiamento de campanha eleitoral e até o relaxamento de prisões preventivas, que mantêm encarcerados potenciais delatores para a força-tarefa, também entrariam na lista de medidas.

FHC, Temer e Lula se falaram pessoalmente sobre o assunto em fevereiro, quando os dois primeiros visitaram o petista no hospital onde sua mulher estava internada.

A partir dali, emissários se movimentaram com mais frequência, mas, por ora, não há expectativa de que os três se encontrem novamente.

Mas em público, os agentes têm falado. FHC afirmou que é preciso "serenar os ânimos" e "aceitar o outro". Já havia dito que era preciso fazer "distinções" entre quem recebeu recursos de caixa dois e quem obteve dinheiro para enriquecer. Gilmar Mendes e o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (PT) acompanharam o tucano.

No Congresso, o discurso é ainda mais direto. Parlamentares repetem que é preciso "separar o joio do trigo" e "salvar a política".


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Nehemias

Eles sabem que, Lula é uma lágrima de Cristo.

sonia

Esses pacto de sobrevivência não é um acordo de gente séria.. \"Quem tem a Lei acima de si próprio não é digno\" INTERVENÇÃO MILITAR JÁ !!!


Versão Sertão do Pajeú

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23/04


2017

Corrupção ronda a Odebrecht desde a ditadura

Josias de Souza

Em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, Emílio Odebrecht deu a entender que o convívio de sua empresa com a corrupção começou há 30 anos, quando o Brasil já havia se redemocratizado. Documento disponível nos arquivos do Senado demonstra que não é bem assim. A suspeição já rondava o Grupo Odebrecht durante a ditadura militar. Em 17 de abril de 1979, Norberto Odebrecht,  (Foto), pai de Emílio, sentou-se num banco de CPI, no Senado, para se defender de denúncias de desvio de verbas, superfaturamento e favorecimento nas obras do complexo nuclear de Angra —um negócio iniciado há 45 anos, em 1972, sob o governo do general Emílio Médici.

As informações que você lerá abaixo foram extraídas do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito criada no Senado para investigar o Acordo Nuclear Brasil—Alemanha. A CPI começou a funcionar em outubro 1978, no governo do general Ernesto Geisel. O documento que registra o resultado do trabalho, disponível aqui,  só foi publicado no Diário do Congresso em agosto de 1982, quase quatro anos depois, já durante o mandato do general João Figueiredo, último presidente do ciclo militar. As denúncias contra a Odebrecht eram apenas parte da matéria-prima da CPI, que nasceu de uma reação dos senadores a uma notícia publicada pela revista alemã Der Spiegel.

O ânimo da maioria dos senadores não era o de investigar, mas o de demonstrar que a revista ofendera o Brasil injustamente. A CPI teve dois relatores. O primeiro deles, senador Jarbas Passarinho, anotou no seu relatório final coisas assim: “Em setembro de 1978, a revista alemã ‘Der Spiegel’ publicou extensa reportagem sobre o Programa Nuclear Brasileiro. Da sua leitura, nota-se o caráter sensacionalista da matéria e a clara insinuação de que o brasileiro é irresponsável e incompetente na condução de realizações complexas…”. Era nítido o desejo de desqualificar a notícia. Mas o relatório da CPI deixava antever que já vigorava na época a ''normalidade'' de que falou Emílio Odebrecht aos procuradores da Lava Jato 

O relator toureou as denúncias da revista o quanto pôde. Deu crédito irrestrito a versões oficiais, recolhidas em depoimentos de autoridades. Entretanto, a despeito de toda a má vontade com o teor da reportagem da Der Spiegel, ecoada por jornais brasileiros, Jarbas Passarinho teve dificuldades para isentar a Odebrecht. Anotou a certa altura: “De tudo o que a revista alemã deu a público, só essa denúncia de que a Construtora Norberto Odebrecht recebeu a adjudicação das obras civis de Angra II e Angra III sem concorrência é o que se provou verdadeira. A publicação insinua, porém, que por trás do suposto favorecimento estaria o ministro [Ângelo] Calmon de Sá, do Comércio e Indústria.”

Continue lendo a reportagem clicando aí: Corrupção ronda a Odebrecht desde a ditadura 


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LUIZ MAIA

Dia 3 de maio cerca de 5 mil homens altamente treinados, comandados pelo General Combatente Jorge Roberto Lopes Fossi darão o ritmo de como os \"forasteiros\" deverão se comportar diante do Foro Federal de Curitiba... As ameaças disparadas nas redes sociais contra o Juiz Sérgio Moro, partidas da mais abjeta militância defensora da corrupção, pilhagem e fragmentação do Estado de Direito, sucumbirão diante da altivez e da coragem dos brasileiros destacados para defender a verdadeira democracia.

Nehemias

Corrupção ronda a Odebrecht desde a ditadura... Em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, Emílio Odebrecht deu a entender que o convívio de sua empresa com a corrupção começou há 30 anos, quando o Brasil já havia se redemocratizado. Documento disponível nos arquivos do Senado. Documento disponível nos arquivos do Senado demonstra que não é bem assim. A suspeição já rondava o Grupo Odebrecht durante a ditadura militar.


Versão Mata Norte

23/04


2017

Delatores provam propinas milionárias a PMDB e PT

O Globo

Delatores da Odebrecht apresentaram à força-tarefa da operação Lava-Jato extratos e planilhas que comprovam pagamentos milionários de propina ao PMDB e ao PT. Os documentos referem-se ao PAC-SMS — um contrato de prestação de serviços da diretoria internacional da Petrobras, que previa a manutenção de unidades da petrolífera em nove países onde atuava. Os repasses foram feitos entre 2010 e 2012 e ultrapassam US$ 40 milhões.

O valor do contrato superava US$ 800 milhões. Já a parte da propina era repartida em 4% desse valor ao PMDB (US$ 32 milhões) e 1% ao PT (US$ 8 milhões), o equivalente a US$ 40 milhões. As delações ainda dão conta de outros US$ 25 milhões não detalhados, atingindo um total de US$ 65 milhões em propinas.

Foram 70 pagamentos que ocorreram de duas maneiras: uma pequena parte paga em espécie no Brasil; uma maior parte repassada a contas de operadores fora do país. Os depósitos feitos pela Odebrecht em offshores variam de US$ 256 mil a US$ 3 milhões.

Leia mais: Delatores da Odebrecht apresentam extratos de propinas milionárias a PMDB e PT


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Versão Agreste Central

22/04


2017

O retrocesso avança

André Singer - Folha de S.Paulo

Para comemorar comme il faut um ano do golpe parlamentar contra Dilma Rousseff, as forças empenhadas em dissolver as bases de qualquer projeto nacional deram nova demonstração de vontade ofensiva. Na quarta-feira (19), conseguiram reunir 287 votos (contra 144) para avançar a reforma trabalhista na mesma Câmara dos Deputados que abriu o processo de impeachment contra a ex-presidente. É verdade que foram 80 sufrágios a menos do que os obtidos para levar a então mandatária ao cadafalso, mas revela uma disposição radical cujas consequências se prenunciam funestas.

Clemente Ganz Lúcio, diretor do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), chama a atenção para o caráter interligado dos projetos constitucionais em curso. O dinheiro poupado do corte de benefícios previdenciários proposto é importante para viabilizar a PEC dos gastos, aprovada em outubro passado. Como o teto estabelecido impede o aumento de dispêndio público, será preciso tirar das aposentadorias para manter o mínimo de funcionamento em outras áreas (segurança, saúde, educação etc.).

Por outro lado, o regime de urgência aprovado para as alterações na legislação existente desde os anos 1940 pode eliminar direitos históricos da classe trabalhadora. Além de permitir, entre outras muitas medidas, que o negociado prevaleça sobre o legislado, abrindo o caminho para que a CLT vire letra morta onde os sindicatos são mais fracos, o parecer do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) investe contra o imposto sindical. Embora a contribuição obrigatória seja fonte inequívoca de burocratização, aboli-lo no contexto desta reforma significa esvaziar a principal fonte de resistência ao retrocesso generalizado.

Para completar, a Câmara, ao ampliar, em março, por 231 a 188 votos, o raio de ação das empresas terceirizadas, que agora podem realizar também as atividades-fim de outras firmas, colocou nova parcela da força de trabalho mais longe do alcance da fiscalização. Pode-se imaginar o quanto tudo isso precarizará as relações de trabalho, tendendo, talvez, a diminuir a base de arrecadação da Previdência e reforçando a necessidade de cortar benefícios.

Aos poucos, como se viu na manifestação de 15/3, a sociedade começa a acordar para o tamanho do retrocesso em curso. Redução do valor do trabalho, deterioração dos serviços públicos, destruição e venda do patrimônio nacional para estrangeiros, desindustrialização acelerada e ameaça às liberdades democráticas. Resta saber se haverá tempo para desligar o modo demolição em que o jogo atual vem sendo jogado antes que seja tarde. Parte da resposta virá nos protestos previstos para sexta que vem. 


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22/04


2017

Delação “do fim do mundo” pode ser só o começo

Ricardo Kotscho 

"Quando se chega ao fundo do poço, a única saída é sair" (Zuenir Ventura, em sua coluna de sábado no Globo).

***

Concordo plenamente com meu sábio amigo Zuenir Ventura, velho parceiro de estrada e de sonhos. O único problema é que ainda não consigo enxergar aonde está a saída.

O mundo ainda não acabou, mas ao final de mais uma semana de barata voa em Brasília e revelações cada vez mais espantosas sobre o fundo do poço em que o Brasil mergulhou de cabeça, sem nenhum sinal de que as coisas possam melhorar tão cedo, temo que possamos estar só no começo de um processo.

A assustadora videoteca das delações da Odebrecht é apenas a primeira produzida por uma única empresa, e ainda faltam todas as outras empreiteiras do consórcio público-privado criado para assaltar a Petrobras e as nossas esperanças, sabe-se lá desde quando.

O que ainda terão a revelar os executivos das outras gigantes do cartel como Camargo Correa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e OAS, que utilizavam o mesmo modus-operandi?

O que aconteceu nas outras estatais, já que até agora quase só falamos da Petrobras, a maior de todas, mas certamente não a única vítima do esquema?

O que vai acontecer quando começarem a investigar o sistema financeiro, com aqueles milhões todos em grana viva circulando de um lado para outro em mochilas? Ninguém desconfiou de nada este tempo todo?

O que faziam os órgãos de controle financeiro, os tribunais de contas e as várias instâncias do Judiciário antes da Operação Lava Jato?

O que falta ser revelado nas tão temidas delações de Antonio Palocci (PT), Eduardo Cunha (PMDB) e Paulo Preto (PSDB)?

Como o Zuenir, também me esforço para não ser pessimista e gostaria de falar de coisas boas para não aporrinhar o feriadão dos leitores com estas perguntas, mas está difícil.

Se alguém souber o que ainda falta acontecer e aonde tudo isso vai parar, por favor me avise.

Na medida do possível, bom final de semana a todos.

Vida que segue.


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Flamac - 2

22/04


2017

Ciro: mídia ignora grande banqueiro citado por Palocci

O ex-governador do Ceará e presidenciável Ciro Gomes destacou, durante uma palestra, que a mídia não quis saber quem é o grande banqueiro citado pelo ex-ministro Antonio Palocci durante seu depoimento ao juiz Sergio Moro, na última quinta-feira 20 (confira o vídeo acima).

"Palocci foi lá na República de Curitiba depor. Pelas tantas, respondendo perguntas de seu próprio advogado, portanto bem ensaiadinho, disse assim: 'um belo dia, um grande banqueiro me procurou para administrar uma provisão de dinheiro de R$ 200 milhões da Odebrecht'", lembrou Ciro.

Em seguida, ele destacou que Palocci falou que o banqueiro, por ser tão importante, poderia tratar direto com Marcelo Odebrecht. "Hoje, na imprensa brasileira, não tem uma linha que estabeleça a natural curiosidade de dizer: quem é este banqueiro?", colocou Ciro Gomes.

"Sendo que, no Brasil, o sistema financeiro tem cinco [banqueiros]. E se for grande, tem dois. Um dos dois é muito velhinho, não anda fazendo essa arrumação. Que é o doutor Lázaro Brandão. Opa, Houston, we have a problem", prosseguiu Ciro.

Em seu depoimento, Palocci declarou: "Um banqueiro me procurou e disse: 'olha, eu estou aqui mandatado por uma pessoa do governo e eu quero dizer que eu vou cuidar das coisas relativas a financiamento de campanha, a reservas, a provisões. Queria saber se você pode me ajudar'".

"Era em um lugar público, e ele é uma pessoa meio conhecida, então eu respondi: 'a presidente Dilma sabe que o senhor está aqui?'. Ele respondeu que não, mas que estava em nome de uma autoridade do primeiro escalão do governo", continuou o ex-ministro.

Moro então perguntou o que isso tinha a ver com a Odebrecht, e Palocci respondeu "eu vou chegar lá". O ex-ministro disse ao juiz que não gostaria de dizer o nome do banqueiro nessa audiência, porque era pública, mas que estava à disposição para dizer a Moro, sob sigilo, a informação que ele quisesse, e que isso poderia ser inclusive logo depois da audiência.


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FMO

22/04


2017

MS-13: supergangue aterroriza EUA

Da BBC Brasil

Uma sequência de assassinatos brutais nos Estados Unidos voltou as atenções para a MS-13, uma gangue de rua que nasceu em Los Angeles, mas tem raízes em El Salvador.

O incidente mais recente aconteceu na segunda-feira passada (17): um assassinato em massa em Long Island, onde os corpos de quatro homens, incluindo três adolescentes, foram encontrados mutilados em uma floresta, de acordo com a polícia.

Pelo Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou a gangue de "perversa".

Já o procurador-geral do país, Jeff Sessions, prometeu "dizimá-la".

E ambos culparam a política de imigração da era Obama por sua ascensão.

Mas o que é a MS-13? E qual seria a culpa de Obama?

EXTREMA VIOLÊNCIA

A MS-13 surgiu nos bairros de Los Angeles durante os anos 1980, formada por imigrantes que fugiram da longa e brutal guerra civil de El Salvador. Outros membros vieram de Honduras, Guatemala e México.

MS significa "Mara Salvatrucha", uma combinação das palavras Mara ("gangue"), Salva ("Salvador") e trucha ("malandros da rua"). Já o número 13 representa a posição da letra M no alfabeto.

A gangue ficou famosa por seus atos de violência extrema, como matar usando facões, por exemplo.

De acordo com o FBI, a polícia federal americana, a MS-13 já está presente em 46 Estados americanos.

Em 2012, o governo americano classificou a gangue como uma "organização criminosa transnacional".

Foi a primeira gangue de rua a ser descrita dessa forma, equiparando-se, portanto, a grandes organizações criminosas internacionais, como a mexicana Zetas, a japonesa Yakuza e a italiana Camorra.

RITUAIS DE INICIAÇÃO

Segundo autoridades, a MS-13 recruta adolescentes pobres e em situação de risco.

Para entrar no grupo, dizem relatos, passa-se por uma sessão de espancamento que dura 13 segundos. Além disso, é preciso praticar um crime, frequentemente um assassinato, para a gangue.

Abandoná-la é ainda mais perigoso. Grandes tatuagens no peito marcam os membros por toda a vida, e algumas facções supostamente matam aqueles que tentam sair.

Em 2008, segundo estimativas do FBI (polícia federal americana), a MS-13 tinha entre 6.000 e 10.000 membros.

Mas agora já é maior fora do país. Após uma operação que reprimiu diversas gangues no fim da década de 1990, parte de seus integrantes foi enviada de volta a países da América Central, onde estabeleceram ramificações do grupo.

Estudos estimam em 60 mil o número de integrantes da MS-13 na região.

E suas receitas anuais seriam da ordem de US$ 31 milhões (R$ 98 milhões), a maior parte obtida por meio do tráfico de drogas e extorsão.

"MATE, ESTUPRE, CONTROLE"

Casos emblemáticos ligados recentemente à gangue incluem o assassinato de duas estudantes de Ensino Médio.

Elas foram atacadas com um facão e um taco de beisebol quando atravessavam um bairro em Nova York no mês passado.

O ataque teria sido motivado por vingança, informou a polícia. Quatro supostos membros da MS-13 foram indiciados pelo crime.

No mesmo mês, outros dois supostos integrantes da organização criminosa em Houston, no Texas, foram acusados pelo sequestro de três adolescentes.

As jovens foram mantidas reféns e estupradas antes de uma delas ter sido morta no acostamento de uma estrada.

Segundo um especialista do FBI que investiga o grupo, o lema da MS-13 é "matar, estuprar e controlar".


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Mobi Brasil 2

22/04


2017

Lula entre Moro e juíza de SP: "Magistrada imparcial"

Advogados dizem que questão já foi analisada pela justiça de São PauloAdvogados de Lula voltam a reclamar de Moro (ROGÉRIO PADULA/FOTORUA/Estadão Conteúdo)

Veja - Radar Online 

Em documento entregue ao juiz Sergio Moro, a defesa do ex-presidente Lula queixa-se da investigação sobre o apartamento do Guarujá. Segundo os advogados, o caso já analisado tanto pelo Ministério Público de São Paulo quanto pela justiça do estado.

 “… corre que, antes de ser denunciado pela assim autodenominada “Força Tarefa da Lava Jato” por esta alegação, o Peticionário havia sido denunciado anteriormente pelo Ministério Público de São Paulo pela mesma acusação – a de que estaria, junto a sua esposa, ocultando a propriedade do referido imóvel”, diz o documento.

Em seguida, a defesa afirma que o caso foi arquivado por falta de provas mas, mesmo assim, a Lava-Jato decidiu voltar ao assunto.

Os advogados também comparam o juiz Sergio Moro à magistrada Maria Priscilla Fernandes Veiga Oliveira, que absolveu Lula da acusação de ocultar o imóvel.

“Nota-se significativa dessemelhança na forma de condução destas duas ações penais pelos respectivos magistrados. Enquanto perante este Juízo o Peticionário é alvo de prejulgamentos e de reiterados indeferimentos de pleitos de produção de provas, perante o Juízo paulista puderam os réus ser julgados por magistrada imparcial: apresentaram suas defesas preliminares e tiveram, no devido momento, a declaração de sua absolvição sumária.”


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Comentários

José Pereira da Silva

Na realidade esse fdp corrupto tá é todo cagado com medo do Dr. Sérgio Moro.

Nehemias

Lula significa o resgate da política.

Nehemias

Defender Lula é defender a democracia. e quiserem nos derrotar que nos derrotem na urna. Apresentem os seus projetos, digam o que vocês defendem. Não impeçam o nosso país de olhar para o futuro e deter na figura do presidente Lula a grande liderança política que pode sim nos conduzir para enfrentar este cenário vergonhoso que estamos mergulhados hoje.

Nehemias

Olha o poder do Lula, a globo passa duas horas por dia falando do Lula, você conhece alguém que tenha este brilho?

Nehemias

As mãos que ajudam são mais sagradas do que os lábios que rezam. Lula presidente. Deus é fiel.


Banner - Hapvida

22/04


2017

Acredite: Serra quer Lula candidato em 2018

"Tem legitimidade"

Veja - Radar Online 

Uma cena ocorrida durante um jantar oferecido por Eunício Oliveira, há cerca de dez dias, revela como a delação da Odebrecht uniu PT, PSDB e PMDB na esquina do desespero.

Na ocasião, tucanos e petistas defendiam abertamente a aprovação do projeto da lei do abuso de autoridade, que endurece punições a procuradores e juízes.

Depois de ouvir elogios dos colegas à proposta, Jorge Viana alertou sobre a situação de quem lhe interessa.

Disse que a iniciativa, embora bem-vinda, não altera em nada a situação de Lula, ameaçado de ser preso.

Eis que a frase de consolo partiu de José Serra, deixando claro que o medo hoje é pluripartidário em Brasília:

“Não. Lula tem que ser candidato em 2018. Tem legitimidade”.


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Nehemias

As mãos que ajudam são mais sagradas do que os lábios que rezam. Lula presidente. Deus é fiel.

Nehemias

Vale lembrar Jarbas que mamou 2 milhões e fica posando de honestinho.

Nehemias

Lula uma lágrima de Cristo.

José Pereira da Silva

Um ladrão defendendo outro.


Asfaltos

22/04


2017

Temer defende eleições livre e diretas. Na Venezuela

Agência Efe

O presidente Michel Temer defendeu neste sábado 22 eleições diretas... na Venezuela. Em entrevista à Agência Efe, ele disse que espera por uma solução pacificadora para a crise no país e afirmou que ela só será resolvida com "eleições livres". Segundo ele, se elas não ocorrerem, o país perderá as "condições de convivência" no Mercosul.

Temer ressaltou o que definiu como "preocupação profunda" que tem em relação ao "povo venezuelano" e disse esperar que, "muito proximamente, haja uma solução pacificadora na Venezuela por meio de eleições livres e com aplicação plena dos princípios democráticos".

Na entrevista, Temer comentou ainda sobre a entrada de venezuelanos no Brasil, por meio de Roraima, diante da crise, e contou que o governo brasileiro tentou mandar ajuda humanitária ao país, com medicamentos que estariam em falta por lá, mas que a ajuda teria sido recusada.

A Venezuela convive há três semanas com protestos contra o governo de Nicolás Maduro, cuja violência já deixou 23 pessoas mortas. Os líderes da oposição exigem que o presidente convoque eleições gerais, liberte 100 ativistas e respeite a autonomia do Congresso, que é liderado pela oposição.


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Comentários

Nehemias

Esse golpista safado, traidor quer dá uma de bonzinho.

José Pereira da Silva

É uma pena que um país tão bonito e rico esteja passando por uma crise desta, a tentativa de implantação de uma ditadura e o massacre dos opositores são coisas absurdas, observem que nenhum fdp do pt diz nada, pois são admiradores desse imbecil Nicolás Maduro.e do Hugo Chávez que o satanás já levou para as profundezas do inferno


Supranor 1

22/04


2017

Hilberto Mascarenhas: O gerente da corrupção

Hilberto Mascarenhas, delator (Foto: Jorge William - Agência O Globo)

Nos palavrões e na desfaçatez do diretor do setor de propinas da Odebrecht está a alma de um esquema sofisticado só na aparência

Época - Flávia Tavares

Marcelo Odebrecht convocou Hilberto Mascarenhas em sua sala, no edifício Villa Lobos, em São Paulo, para uma conversa sobre o crescimento da empreiteira nos próximos anos. Era 2006 e os negócios eram auspiciosos.

Marcelo, então presidente da Construtora Norberto Odebrecht, sabia que, um dia, seria chamado a assumir a holding, a empresa-mãe do grupo baiano. E queria iniciar seu legado montando um departamento inovador, capaz de lidar com enormes montantes de recursos e fornecedores VIPs.

Mascarenhas era o homem para chefiar o novo setor. Já estava na empresa havia 30 anos, era de confiança, tinha capacidade de gerência, era discreto.

Era também um tanto bonachão – e ia precisar desse atributo na nova vida. Ele tinha até um nome e uma figura apropriados: Mascarenhas, gorducho e careca, poderia bem ser sobrenome de personagem de Nelson Rodrigues, um daqueles burocratas eficientes, detentor de sórdidos segredos. Ele era o homem para criar e comandar o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, o SOE.

Quando Marcelo disse a Mascarenhas o que esperava do subordinado, ouviu, surpreso, um “não” como resposta. Impositivo, explicou que não se tratava de um convite recusável. “Então, não é um convite, é uma intimação”, retrucou Mascarenhas. “Qual é a diferença?”, perguntou Marcelo. “Intimação é muito mais caro.” O chefe assegurou que Mascarenhas não precisava se preocupar, que seria bem recompensado. Ele, então, aceitou o cargo.

Foi o próprio Mascarenhas quem relatou essa história, com um sorriso passeando nos lábios, aos procuradores da Lava Jato, em 14 de dezembro do ano passado. Em um dos depoimentos que prestou como delator, o baiano detalhou com minúcias como organizou a área da Odebrecht responsável pelo pagamento de propinas a agentes públicos de todos os tipos por quase uma década. Dos episódios do Netflix da Odebrecht que vieram a público, esse talvez seja a síntese mais bem-acabada de como a corrupção se confecciona e se infiltra a ponto de se tornar banal. Tão banal quanto um pequeno departamento numa imensa corporação – “um cantinho ali no 16o andar”.

Com o desfrute de quem não tem absolutamente nada a perder, Mascarenhas, o gerente da corrupção, descreve no vídeo as entranhas do sistema por ele montado para garantir que corrompidos e corruptores selassem suas negociatas. O pequeno departamento, que contava com cinco funcionários, incluindo Mascarenhas, movimentou US$ 3,37 bilhões em oito anos.

De cara, Mascarenhas conta que ganhou a confiança da famOdebrecht e ascendeu na companhia de uma maneira bem brasileira e bem típica da cultura Odebrecht: via Q.I. Seu pai foi presidente do Banco do Nordeste; seu padrinho, conselheiro da Odebrecht. Some-se a esses predicados familiares a questão geográfica. “Todos somos baianos”, resume Mascarenhas. 

Continue lendo: Hilberto Mascarenhas: O gerente da corrupção


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ArcoVerde

22/04


2017

Documentos da Odebrecht na Suíça chegam ao Brasil

Segundo delatores e investigadores, o servidor traz registros de pagamentos para a campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer, em 2010

Veja Online

Uma cópia do servidor com 2 milhões de páginas de documentos, e-mails e provas de transações bancárias das atividades suspeitas da Odebrecht já está em Brasília. Os dados guardados pela construtora na Suíça passam atualmente por uma “preparação” para que possam ser usados pelos procuradores da Operação Lava Jato e pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O conteúdo é tratado pelos procuradores da força-tarefa como uma espécie de “caixa-preta da República” de todos os pagamentos de propinas pela construtora pelo mundo. Entre as informações contidas no servidor estão, segundo os delatores e investigadores, os registros de pagamentos para a campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer, em 2010.

Os dados vão ajudar no cruzamento de informações com os inquéritos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados às delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

Comprovantes

A expectativa da Procuradoria-Geral da República (PGR) é de obter comprovantes de pagamentos, tabelas de transferências e extratos bancários. As defesas de políticos investigados têm minimizado o conteúdo das acusações.

Até agora, há registro de mil relações bancárias ligadas à Odebrecht em contas na Suíça, com o bloqueio de US$ 1 bilhão. Pelas movimentações da construtora, US$ 635 milhões passaram pelas contas secretas.


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Garanhuns

22/04


2017

Gilmar quer barrar reajuste de servidores

Estadão conteúdo

Preocupado com o estado das contas públicas, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou uma proposta para barrar uma nova onda de reajustes a servidores públicos federais fundamentados no princípio de isonomia a partir de uma legislação de 2003.

Naquele ano, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei 10.698, que fixava aumento de R$ 59,87 para os funcionários públicos civis da administração federal direta, autárquica e fundacional. Fez-se então uma interpretação "generosa" da lei, entendendo que a fixação de valor único para todas as categorias resultou em porcentuais diferentes de aumento conforme os vencimentos de cada uma.

Vários órgãos do Judiciário, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ), Superior Tribunal Militar (STM) e Tribunal Superior do Trabalho (TST), decidiram aplicar o reajuste para seus próprios servidores, gerando efeito cascata. Fixaram como critério de reajuste o porcentual de 13,23%, tendo como referência os servidores de menor remuneração.

"Essa foi uma interpretação que comprometia as finanças públicas, porque, ao consagrar os membros do Judiciário com uma gratificação retroativa, acabava por estender a todos os servidores a mesma gratificação. É inequívoco que se trata de mais um artifício, valendo-se da chamada autonomia administrativa e financeira", comentou Gilmar Mendes ao Estado.

 

Em maio de 2016, por unanimidade, a 2ª Turma do STF barrou o reajuste de 13,23% a servidores da Justiça do Trabalho - na época, falou-se que o impacto poderia chegar a R$ 42 bilhões, caso o reajuste fosse estendido a todas as folhas de vencimentos dos servidores.

Corporativismo. Mesmo assim, a pressão corporativista continua e há casos de decisões favoráveis ao reajuste em instâncias inferiores, provocando insegurança jurídica e levando à multiplicação de processos.

"Agora continuam a pipocar casos em que querem manter os benefícios que já foram concedidos, por isso, achei por bem, diante dos precedentes, propor a súmula vinculante", disse Gilmar. A súmula vinculante é um verbete editado pelo próprio STF, que tem efeito em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal.

A proposta de Gilmar é a seguinte: "É inconstitucional a concessão, por decisão administrativa ou judicial, do chamado ‘reajuste de 13,23%’ aos servidores públicos federais, ante a falta de fundamento legal". Ainda não foi marcado o julgamento da proposta.


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22/04


2017

Delator mostra documentos provando acusações a Lula

O ex-presidente da OAS, em depoimento ao juiz Sérgio Moro - Reprodução

O Globo - Cleide Carvalho e Gustavo Schimitt

Para comprovar as acusações que fez nesta quinta-feira ao juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Lula, o empresário Léo Pinheiro vai utilizar um conjunto de documentos para mostrar que falou a verdade. Com cartas na manga, o empresário tem em mãos informações que incluem agenda de encontros pessoais entre os dois no primeiro ano de investigação da Lava-Jato, além de centenas de telefonemas e contatos relacionados às tratativas em torno do tríplex do Guarujá, o qual, segundo o empresário, estava reservado à família Lula desde que a OAS assumiu as obras do Edifício Solaris, em 2009.

Há ainda informações sobre as viagens que Léo Pinheiro fez ao Guarujá para encontros com Lula e dona Marisa, que devem ser corroboradas com os roteiros de viagens ao litoral paulista feitos por veículos registrados em nome do Instituto Lula. Os contatos por e-mail feitos para reformas no apartamento, que foi personalizado, e a compra de mobiliário e eletrodomésticos, já tinham sido revelados pela força-tarefa no início das investigações.

Leia mais: Léo Pinheiro apresenta documentos para provar acusações contra Lula


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Luiz Maia e outros imbecis iguais a ele é que deveriam estar presos. Esses canalhas não merecem um bom dia de nenhum homem de bem. Esse elemento traduz o eleitorado da OCRIM. Uma parte é formada por alienados e idiotas, a outra, por bandidos e ladrões da pátria.

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Peço a Deus pela recuperação de José Serra, em coma no Sírio Libanês.

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Por que Lula sobe nas pesquisas mesmo sendo tão perseguido e tão caluniado. Como todos os homens, ele tinha seus defeitos. Mas foi graças a suas virtudes que foi odiado e vilipendiado. Acima de tudo, Lula é a figura certa para um país errado. Busca desde sempre reduzir a desigualdade numa em que isso é um anátema. Tivesse ficado ao lado dos plutocratas, levaria uma vida de fausto.

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Só lembrando: Ditadura militar enriqueceu grandes empreiteiras. Ao contrário do que dizem seus defensores, a ditadura brasileira foi muito corrupta. E mais do que isso: Ao barrar construtoras estrangeiras das obras do milagre econômico, militares celebraram o casamento entre o Estado e as grandes empreiteiras.

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José Serra, internado no Sírio Libanês, entrou em coma.


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22/04


2017

PT encolhe 27% e perde 1.120 diretórios municipais

Em série de reveses, partido não conseguiu nem sequer montar nessas cidades uma chapa para eleger direção; órgãos serão substituídos por comissões provisórias

O Estado de S.Paulo – Ricardo Galhardo

Números do Processo de Eleição Direta (PED) do PT realizado no dia 9 em todo o Brasil mostram que, das 4,1 mil cidades onde o partido está organizado, cerca de 1.120, 27% do total, não conseguiram organizar nem sequer uma chapa de 20 filiados para compor o diretório municipal. Nesses municípios, os diretórios serão substituídos por comissões provisórias. Entre eles estão cidades importantes como Uberlândia, a segunda maior de Minas.

É por meio do PED que os petistas escolhem as direções locais do partido e os delegados para os Congressos Estaduais, que, por sua vez, vão definir os representantes para o 6.º Congresso Nacional, onde será eleita a nova direção partidária, em junho deste ano.

Alguns dirigentes do PT apontam a dificuldade para preencher as cotas obrigatórias destinadas a negros, índios, mulheres e jovens como motivo para o desaparecimento dos diretórios nessas cidades. Há ainda suspeitas de fraudes que podem contribuir para o resultado (mais informações nesta página).

Outros, porém, admitem que o encolhimento do partido revelado pelo PED é mais um capítulo na série de reveses que levaram o PT a uma crise contínua desde o início da Operação Lava Jato, em 2014. São incluídos nesse processo a dificuldade para reeleger Dilma Rousseff naquele ano, as prisões de petistas importantes, como José Dirceu e Antonio Palocci, as acusações contra Luiz Inácio Lula da Silva, o impeachment de Dilma, a derrota histórica do partido nas eleições municipais do ano passado e a debandada de prefeitos e vereadores da sigla.

“Essa queda reflete uma situação em que o partido perde com a saída de prefeitos e vereadores em função dos ataques que sofremos”, disse o secretário nacional de Formação Política, Carlos Árabe, representante da corrente Mensagem.

No total, 290.124 filiados saíram de casa no Domingo de Ramos para votar no PED em cerca de 3 mil municípios em todo o Brasil – o País tem 5.570 cidades. O número de votantes é 31% menor do que os 425 mil participantes do último PED, em 2013. Mesmo assim, diante das circunstâncias, o partido comemorou o resultado.

 “Com essa situação toda que nós vivemos, o PED ficou dentro do esperado. Ninguém tinha a expectativa de superar os 300 mil. Ver que 290 mil pessoas saíram de casa para votar mostra que o partido está muito vivo”, disse Gleide Andrade, vice-presidente do PT e integrante da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB).

Segundo ela, a situação nos 1.120 municípios onde não houve eleição para diretório municipal reflete a necessidade de uma mudança no estatuto do partido, que, no auge do governo Luiz Inácio Lula da Silva, criou cotas de gênero, raça e faixa etária para todas as esferas de direção.

Quórum. Segundo o PT, 909 cidades nem sequer se credenciaram para eleger um diretório municipal e outras 210 não conseguiram realizar a eleição. Em 89, o partido não cumpriu o quórum mínimo de eleitores. É o caso de Uberlândia, segundo maior colégio eleitoral de Minas, com 478 mil eleitores, governada pelo PT até 2016. O ex-prefeito petista Gilmar Machado, da corrente Mensagem, teve apenas 10% dos votos na eleição do ano passado e atribuiu o mau resultado à “onda de ódio” contra o partido.

Em conversas reservadas, dirigentes petistas dizem que na maioria das cidades onde os diretórios foram extintos – a lista é guardada a sete chaves – houve debanda de prefeitos e vereadores para outros partidos. Os detentores de cargos levaram consigo os filiados que compunham seus grupos políticos, esvaziando o partido.

Segundo o secretário nacional de Organização, Florisvaldo Souza, o encolhimento é um fenômeno que tem atingido todos os partidos, mas no PT fica mais visível por causa do PED. “Historicamente, o PT tem vida ativa em cerca de 3 mil cidades. Por isso, comemoramos o resultado”, disse Florisvaldo.

Dos 3.086 municípios onde o PSDB está organizado, cujos números constam do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1.847 (59%) são comandados por comissões provisórias. No PMDB, essa mesma estrutura alcança 22% das 3.703 cidades cujos dados são publicados pelo TSE – o site do tribunal não informa os números dos Estados de Minas, Rio e Paraíba.

“Com essa situação toda que nós vivemos, o PED ficou dentro do esperado. Ninguém tinha a expectativa de superar os 300 mil.”  Gleide Andrade / VICE-PRESIDENTE DO PT


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Luiz Maia e outros imbecis iguais a ele é que deveriam estar presos. Esses canalhas não merecem um bom dia de nenhum homem de bem. Esse elemento traduz o eleitorado da OCRIM. Uma parte é formada por alienados e idiotas, a outra, por bandidos e ladrões da pátria.

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Peço a Deus pela recuperação de José Serra, em coma no Sírio Libanês.

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Corrupção ronda a Odebrecht desde a ditadura... Em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, Emílio Odebrecht deu a entender que o convívio de sua empresa com a corrupção começou há 30 anos, quando o Brasil já havia se redemocratizado. Documento disponível nos arquivos do Senado. Documento disponível nos arquivos do Senado demonstra que não é bem assim. A suspeição já rondava o Grupo Odebrecht durante a ditadura militar.

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Por que Lula sobe nas pesquisas mesmo sendo tão perseguido e tão caluniado. Como todos os homens, ele tinha seus defeitos. Mas foi graças a suas virtudes que foi odiado e vilipendiado. Acima de tudo, Lula é a figura certa para um país errado. Busca desde sempre reduzir a desigualdade numa em que isso é um anátema. Tivesse ficado ao lado dos plutocratas, levaria uma vida de fausto.

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Só lembrando: Ditadura militar enriqueceu grandes empreiteiras. Ao contrário do que dizem seus defensores, a ditadura brasileira foi muito corrupta. E mais do que isso: Ao barrar construtoras estrangeiras das obras do milagre econômico, militares celebraram o casamento entre o Estado e as grandes empreiteiras.



22/04


2017

Surgem extratos: US$ 40 milhões no escritório de Temer

Folha de S.Paulo – Camila Mattoso e Bela Megale

A Odebrecht apresentou à Lava Jato extratos que seriam de pagamento de propina vinculada por delatores a uma reunião com o presidente Michel Temer em 2010.

Os valores superam os US$ 40 milhões que, segundo ex-executivos, tiveram o repasse acertado em encontro com o hoje presidente, em seu escritório político paulistano.

A propina é ligada, de acordo com a Odebrecht, a um contrato internacional da Petrobras, o PAC-SMS, que envolvia certificados de segurança, saúde e meio ambiente em nove países onde a estatal atua. O valor inicial era de US$ 825 milhões.

De acordo com documentos referentes ao PAC-SMS, apresentados pela Odebrecht, os repasses foram feitos entre julho de 2010 e dezembro de 2011. Os extratos atingem US$ 54 milhões, mas a soma de planilhas anexadas chega a US$ 65 milhões.

Do total, uma pequena parte foi paga em espécie no Brasil, em hotéis em São Paulo, no casos de petistas citados, e em um escritório no centro do Rio, localizado na rua da Quitanda, para os demais.

A maior parte, no entanto, foi repassada a contas de operadores no exterior.

A Odebrecht reuniu mais de 50 depósitos em offshores fora do Brasil que vão de US$ 280 mil a US$ 2,3 milhões. Para realizá-los, o setor de operações estruturadas, área responsável por propina e caixa dois do grupo, utilizou cinco empresas em paraísos fiscais, quatro delas em Antígua.

Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Engenharia, disse em delação que o PMDB negociou propina de 5% do contrato, correspondente a US$ 40 milhões.

Segundo Faria, no encontro com Temer não se falou em valores, "mas ficou claro que se tratava de propina" relacionada ao contrato, e não contribuição de campanha.

A reunião, segundo ele, teve a presença de outras pessoas, como o ex-deputado Eduardo Cunha, e ocorreu quando Temer era presidente do PMDB e candidato a vice de Dilma Rousseff (PT).

Rogério Araújo, responsável pelo lobby da Odebrecht na Petrobras, disse que Temer "assentiu" e deu a "bênção" aos termos do acordo, previamente tratados com Cunha e com o lobista João Augusto Henriques. Temer confirma o encontro, mas nega a versão sobre propina.

Os delatores relatam que a propina foi renegociada, e o PMDB teria ficado com 4% e o PT, 1%. Nas delações entregues ao STF (Supremo Tribunal Federal), a Procuradoria-Geral da República identificou os petistas que teriam recebido o dinheiro, mas não quem seriam os peemedebistas além de Cunha, preso em Curitiba.

O senador Humberto Costa (PE), o ex-senador Delcídio do Amaral e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto aparecem como receptores vinculados ao PT, com os codinomes "Drácula", "Ferrari" e "Camponês", respectivamente.

Três apelidos não foram identificados: "Mestre", "Tremito" e "Acelerado".

Um ex-engenheiro da Petrobras, Aluísio Teles, subordinado ao então diretor da área internacional Jorge Zelada, é apontado como outro beneficiário de pagamentos.

Segundo depoimentos, o processo de licitação do PAC-SMS foi feito de forma fraudulenta, com participação de outras construtoras, como a OAS e a Andrade Gutierrez.

Elas simularam interesse no projeto, possibilitando aumento de preço por causa da suposta concorrência.

A Procuradoria pediu ao STF abertura de inquérito sobre políticos envolvidos, mas só solicitou que Humberto Costa e Delcídio fossem ouvidos pela Polícia Federal.

Nos depoimentos, aparecem pelo menos três intermediários dos repasses: Ângelo Lauria, ligado ao lobista João Henriques, Rodrigo Duran e Mario Miranda (da Petrobras). O comportamento de Lauria levou a empreiteira a mudar o sistema de entrega.

Conforme relato do delator César Ramos, o operador apareceu um dia dizendo claramente que tinha vindo "pegar o dinheiro da Odebrecht", sem tentar disfarçar a operação por meio de códigos. A frase foi comunicada à construtora, que disse que isso não podia se repetir.

OUTRO LADO

A assessoria de Michel Temer afirmou que o presidente "jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria" e que "a narrativa divulgada não corresponde aos fatos e está baseada em uma mentira absoluta". "O que realmente ocorreu foi que, em 2010, em São Paulo, Faria foi levado ao presidente pelo então deputado Eduardo Cunha. A conversa, rápida e superficial, não versou sobre valores ou contratos na Petrobras. E isso já foi esclarecido anteriormente, quando da divulgação dessa suposta reunião".

Temer "contesta de forma categórica" o envolvimento de seu nome em negócios escusos e diz que nunca atuou em defesa de interesses particulares na Petrobras, nem defendeu pagamento de valores indevidos a terceiros.

A defesa do ex-deputado Eduardo Cunha classificou a acusação como "absurda", e "inventada por um concerto de delatores e, não por acaso, não vem acompanhada da mais mínima prova".

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que nunca se relacionou com qualquer pessoa sobre o PAC-SMS e que o próprio delator da Odebrecht relatou que jamais teve contato com ele.

A defesa de Delcídio do Amaral afirma que os fatos relatados pelos delatores são "mentira".

A defesa de Augusto Henriques negou "qualquer influência ilícita em negócios envolvendo a Petrobras". 


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