FMO

13/04


2017

Temer, Lula e FHC em pacto por sobrevivência política

Nelson Jobim e Gilmar Mendes principais emissários nas conversas

Folha de S.Paulo – Marina Dias

Foi em novembro do ano passado, quando a Lava Jato mostrou poder para atingir novos setores políticos e econômicos, que emissários começaram a costurar um acordo entre dois ex-presidentes e o atual chefe da República.

O objetivo era que Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Michel Temer (PMDB) liderassem um pacto para a classe política, fragilizada pelo avanço das investigações.

Apartamentos de autoridades e restaurantes sofisticados serviram para que aliados dos líderes políticos discutissem medidas para limitar a operação e impedir que o grupo formado por PSDB, PT e PMDB seja, nas palavras de articuladores desse acordo, exterminado até 2018.

Nas últimas semanas, a Folha ouviu pessoas relacionadas às três partes e a avaliação foi unânime: a Lava Jato, segundo elas, quer eliminar a classe política e abrir espaço para um novo projeto de poder, capitaneado, por exemplo, por aqueles que comandam a investigação.

O bom trânsito com os dois ex-presidentes e com Temer credenciou o ex-ministro do STF Nelson Jobim e o atual ministro da corte Gilmar Mendes como dois dos principais emissários nessas conversas.

Jobim tem falado com todos. Já almoçou com Temer e FHC e marcou de encontrar com Lula nos próximos dias. Gilmar, por sua vez, hoje é próximo ao presidente, que participa de negociações para articular um acordo para a reforma política, diante do debate sobre a criminalização das doações eleitorais.

Este é o ponto que atinge os principais expoentes da política brasileira, inclusive Temer, Lula e FHC, os três citados nas delações de executivos da Odebrecht por recebimento de dinheiro de forma indevida, por exemplo.

As acusações contra Lula e FHC foram encaminhadas a instâncias inferiores pelo relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, visto que ambos não têm foro privilegiado. Temer, por sua vez, apesar de citado em dois inquéritos, não é investigado por sua "imunidade temporária" como presidente.

A convergência entre os três é: se não houver entendimento para assegurar um processo eleitoral "tranquilo" em 2018, aparecerá um "outsider" ou "aventureiro".

O acordo de bastidores passaria pela manutenção de Temer até 2018 e a realização de eleições diretas, em outubro do ano que vem, com a participação de Lula.

A tese de quem está à frente das negociações é que não há tempo para uma condenação em segunda instância do petista até 2018, o que o deixaria inelegível. E, caso exista, garantem, haveria recursos em instâncias superiores.

As conversas, por ora, estão divididas entre as articulações de cúpula, que costuram o pacto para a classe política, e as do Congresso, que buscam medidas práticas para eliminar o que consideram abusos da Lava Jato e fazer uma reforma política.

VOTAÇÕES

Entre o que esses grupos avaliam ser possível votar no Congresso para 2018 estão a aprovação da cláusula de barreira para partidos e o fim das coligações proporcionais.

Isso fortaleceria as siglas do establishment e enfraqueceria nanicos e aventureiros.

Projetos como a anistia ao caixa dois, um novo modelo para o financiamento de campanha eleitoral e até o relaxamento de prisões preventivas, que mantêm encarcerados potenciais delatores para a força-tarefa, também entrariam na lista de medidas.

FHC, Temer e Lula se falaram pessoalmente sobre o assunto em fevereiro, quando os dois primeiros visitaram o petista no hospital onde sua mulher estava internada.

A partir dali, emissários se movimentaram com mais frequência, mas, por ora, não há expectativa de que os três se encontrem novamente.

Mas em público, os agentes têm falado. FHC afirmou que é preciso "serenar os ânimos" e "aceitar o outro". Já havia dito que era preciso fazer "distinções" entre quem recebeu recursos de caixa dois e quem obteve dinheiro para enriquecer. Gilmar Mendes e o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (PT) acompanharam o tucano.

No Congresso, o discurso é ainda mais direto. Parlamentares repetem que é preciso "separar o joio do trigo" e "salvar a política".


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Nehemias

Eles sabem que, Lula é uma lágrima de Cristo.

sonia

Esses pacto de sobrevivência não é um acordo de gente séria.. \"Quem tem a Lei acima de si próprio não é digno\" INTERVENÇÃO MILITAR JÁ !!!


Versão Agreste Central

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19/11


2017

Deputados: viagens sem prestação eficiente

Casa autoriza 610 viagens internacionais desde 2015 – alta de 41% em relação à legislatura passada; falta clareza na apresentação dos resultados das missões oficiais.

O Estado de S.Paulo - Adriana Ferraz

 

A Câmara dos Deputados autorizou de 2015 até este ano 610 viagens internacionais em missões oficiais. Os deslocamentos representam uma alta de 41% se comparados ao mesmo período da legislatura anterior – entre 2011 e 2013 – e quase se iguala ao total de todo o mandato passado (619). O crescimento, porém, não foi acompanhado de um aprimoramento na prestação de contas dos parlamentares que não chegam nem sequer a relatar a programação cumprida fora do País.

Levantamento feito pelo Estado com base nos dados publicados pela Câmara encontrou relatórios genéricos, sem qualquer detalhamento ou apresentação dos resultados das missões. A falta de cuidado na forma como se presta – e se fiscaliza – as viagens faz com que haja documentos que só listam a agenda predeterminada para o roteiro, sem fotos dos encontros, nomes das autoridades visitadas ou a relevância das reuniões para a atividade legislativa desenvolvida no Brasil.

A assessoria da presidência da Câmara, responsável por autorizar os deslocamentos internacionais, não explicou o motivo do aumento das viagens e dos gastos com diárias ou as despesas com passagens aéreas. O órgão orientou o Estado a pedir os dados pela Lei de Acesso à Informação, o que já foi solicitado.

A Câmara liberou, ao todo, a ida a 107 cidades, em 54 países diferentes. No ranking dos destinos mais visitados estão Nova York, Genebra, Paris, Roma, Bruxelas, Londres e Washington (veja quadro nesta página). Mas há exemplos também de roteiros realizados em Nassau, nas Bahamas; Addis Abeba, na Etiópia; Praga, na República Checa; e Baku, no Azerbaijão.

Para o professor de Ética e Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Roberto Romano, a informação do que os parlamentares fizeram em viagens deveria ser mais bem detalhada e transparente. “Em se tratando de dinheiro público, um centavo é um tesouro. Não há o direito de não prestar contas de tudo o que você gastou. Do ponto de vista ético, é preciso prestar contas não apenas formais, ‘eu gastei tanto’ e ‘fiz aquilo’, mas trazer os resultados parciais do que foi discutido para distribuir aos seus pares e à sociedade.” 

Romano também questionou necessidade das agendas no exterior. “Graças à tecnologia, você tem condição de estar online e não presencialmente. O último recurso é a viagem física. Outro ponto: você não precisa de uma comitiva de grande porte, com dez deputados”, disse o professor da Unicamp. 

Os dados mostram, por exemplo, que a comitiva de nove deputados comandada no início do mês pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a Israel, Itália, Portugal e Palestina não é uma exceção. Só neste ano, dos 513 deputados, 134 foram autorizados a deixar o Brasil. 

DESTINOS

Segundo os parlamentares que já viajaram em missões oficiais, a escolha dos destinos não é aleatória, ela tem relação com a localização de uma série de órgãos internacionais, como a sede das Nações Unidas, que fica em Nova York, ou o Parlamento Latino-Americano (Parlatino), localizado na Cidade do Panamá. 

Para autorizar uma viagem internacional, a presidência da Câmara determina que o deslocamento deve seguir a regra do interesse público: deputados podem viajar quando convidados para eventos de Parlamentos de outros países e organismos com os quais a Casa se relaciona. Nessa lista está o Parlatino, que tem como vice-presidente Heráclito Fortes (PSB-PI), o atual campeão de viagens ao exterior.

Desde junho de 2015, o deputado deixou o País em 17 datas – oito delas em 2016. Na primeira vez, esteve em Le Bourget, na região metropolitana de Paris, para participar do 51.º Salão da Aeronáutica e do Espaço. Na última, visitou Nova York e Washington, para tratar de reforma tributária. No cumprimento do atual mandato, ainda passou pela Cidade do Panamá (seis vezes), Roma (duas vezes), Cartagena e Buenos Aires.

“Não fiz turismo, são viagens de trabalho. Imagina um País como o nosso não ter uma participação no Parlatino? Temos de acabar com essa mania de cachorro vira-lata. O Brasil quer ou não ser grande?”, questionou o deputado, um dos nove parlamentares que viajaram recentemente com Maia.


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Versão Sertão do São Francisco

19/11


2017

Serra terá Delegacia de combate ao Narcotráfico

Serra Talhada

Instalação de Delegacia de Combate ao Narcotráfico em Serra Talhada foi uma sugestão do presidente do Cimpajeu, Marconi Santana. 

Imagens: Júnior Campos

O presidente do Cimpajeú – Consórcio de Integração dos Municípios do Pajeú., Marconi Santana (PSB), tem comemorado a decisão do governador Paulo Câmara (PSB), de encaminhar para ALEPE- Assembleia Legislativa de Pernambuco, o PL – Projeto de Lei para criação de novas Delegacias de Combate ao Narcotráfico, que vai contemplar o município de Serra Talhada, no sertão do Pajeú.

O motivo da comemoração do gestor do consórcio, também prefeito de Flores, é por ter, apresentando ao Secretário Executivo da SDS – Secretaria de Defesa Social, Humberto Texeira, no dia 24 de outubro, em reunião da Dinter II – Diretoria Integrada do Interior, como sugestão, a instalação de uma delegacia especializada no combate ao tráfico de drogas em Serra Talhada, para atender toda região.

“Na ocasião, Marconi discursou dizendo que: “O que mais acentuou a criminalidade na nossa região foi à questão da droga. Se tem morte, não é porque existe confusão de bar e sim por droga, é pelo ponto do tráfico de droga. A instalação da delegacia da mulher é importante? Claro que é! Mas, no meu entendimento eu vejo que a prioridade, não só para Serra Talhada e região é a instalação de uma delegacia de narcotráfico” - defendeu o presidente do Cimpajeú.

Marconi ainda criticou neste mesmo dia, a postura do bloco de oposição na ALEPE – Assembleia de Legislativa de Pernambuco, que na visão do gestor, tem se preocupado apenas em politizar a discussão.

"Nosso governador tem feito um excelente trabalho, buscando efetivar ações no combate a criminalidade, colocando mais policiais nas ruas...mas isso não é uma questão só de Pernambuco e sim do Brasil. Mas, infelizmente estão usando este levando a discussão para o campo político, o que é ruim para todos nós"; Disse Marconi.

As delegacias contra narcotráfico têm inauguração prevista em fevereiro de 2018 em nove municípios: Cabo de Santo Agostinho, Goiana, Vitória, Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Serra Talhada, Ouricuri e  Petrolina. 


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Nehemias

Geisel: O combate à corrupção foi palavra de ordem durante a ditadura. Nos porões do regime, porém, a ilegalidade prevaleceu.

arnaldo luciano da luz alencar ferreira

Digo BRs 232 e 116

arnaldo luciano da luz alencar ferreira

Pela posição geográfica Salgueiro é que era para ser escolhido, pois aqui é que fica a encruzilhada do Nordeste, onde as BRs 232 e 126 se cruzam, o que falta em Salgueiro são políticos fortes, pois tudo Salgueiro está perdendo para Serra Talhada, mais é melhor assim pois se Salgueiro fosse escolhido a ovra não terminava nunca, pois o Governo do Estado nunca terminou uma obra aqui em Salgueiro , são exemplos disso o IML, O Asfalto de Conceição das Crioulas, várias quadras cobertas entres outras, O Governo Paulo nunca terminou uma obra em Salgueiro.


Versão Agreste Central

19/11


2017

Gilmar Mendes e a síndrome de Estocolmo invertida

O que acontece com o magistrado do Supremo Tribunal Federal? A pergunta é feita por pessoas nas ruas

El País - Juan Arias

O que acontece com o magistrado do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes? A pergunta é feita por pessoas nas ruas, psicanalistas, bem como por mais de um de seus colegas de toga. Ao saber, por exemplo, que sou jornalista, enquanto esperava um ônibus, um senhor de meia-idade que nem se lembrava muito bem do nome do magistrado me perguntou, sem muita sutileza, o que eu pensava “desse juiz que solta os corruptos importantes, é contra a Lava Jato e defende o trabalho escravo".

Diante de algumas das atitudes do juiz em relação a seus próprios colegas, ou contra a Procuradoria-Geral, ou diante da superioridade que mostra na hora de opinar, há quem pense que poderia estar sofrendo da síndrome de Hubris, descrita pelo britânico David Owen, que pode afligir aqueles que exercem o poder. Trata-se de "um comportamento irresponsável, próximo à grandiosidade e ao narcisismo", escreve o psiquiatra espanhol Manuel Franco. Na Grécia Antiga, a deusa Nêmesis era a responsável por punir "os excessos daqueles que sofriam, dentro do poder, de uma complacência pessoal exagerada".

Não acredito, no entanto, que Gilmar Mendes esteja acometido pela síndrome de Hubris, uma vez que esta normalmente afeta personagens bastante medíocres, que precisam se revestir até mesmo dos atributos divinos para compensar sua pequenez. O magistrado goza de uma boa biografia profissional e de um conhecimento jurídico inquestionável, a tal ponto que alguns de seus colegas do Supremo o consideravam -- ainda hoje? -- seu mestre. O que talvez aflija Gilmar Mendes, segundo um psicanalista brasileiro que me pede anonimato, poderia ser a síndrome de Estocolmo, mas invertida. É a síndrome em que geralmente há uma estranha identificação do sequestrado com o sequestrador, da vítima com o verdugo. Só que, no caso do magistrado, essa síndrome ocorre ao contrário. Na metáfora, Gilmar Mendes, que deveria ser o juiz que condena, é quem se sente, por sua vez, identificado e grato aos condenados. Sente pena deles. Sofre em vê-los na prisão.

Mas com uma particularidade: Gilmar Mendes, neste caso, não parece se identificar com todas as vítimas igualmente, e sim apenas com políticos ou empresários importantes, por quem sente tanta compaixão que prefere não os ver sofrer na prisão. Somente no Rio, o juiz libertou oito presos importantes. E sente uma espécie de desassossego sempre que a Procuradoria pede, por exemplo, a prisão de um político. Esta semana, voltou a criticar as delações premiadas, tão temidas pelos corruptos.

O que talvez mais incomode a opinião pública é que Gilmar Mendes não parece sentir essa possível síndrome de Estocolmo invertida em relação aos milhares de presos comuns, os sem história e sem poder, muitos dos quais não só ainda não foram condenados, mas também nem sequer julgados ou interrogados, e que continuam amontoados e esquecidos nas cadeias. Prisões tão violentas e desumanas que José Eduardo Cardozo, então ministro da Justiça de Dilma Rousseff, disse a repórteres que preferia a pena de morte a estar preso em uma delas. Com esses presos comuns, a estranha síndrome de compaixão de Gilmar Mendes parece não funcionar.

Em uma entrevista recente a este jornal, o escritor britânico Salman Rushdie, autor dos famosos e polêmicos Versos Satânicos, afirmou que "somos governados pelo grotesco" e acrescentou que "quando chegamos ao poder, tudo se torna uma caricatura". Estava se referindo à tendência atual em quase todo o mundo de rejeição à antiga forma de governar. Também seria o caso do Brasil?

Nas ruas, começa a surgir o alerta de que também poderíamos estar vivendo no Brasil esse estado em que se destacam o grotesco e a caricatura. A pergunta é feita por todos aqueles que, vendo como o desconcertante magistrado atua, suspeitam, como o fiel Marcelo na tragédia de Hamlet, a famosa obra de Shakespeare, de que "há algo de podre no Reino da Dinamarca". Neste caso, onde parece não cheirar rosas seria em Brasília, não só na ágora gritante do Congresso, mas até no templo sagrado dos supremos de toga.


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19/11


2017

O PSDB arrisca ficar com o mico Temer

Élio Gaspari - Folha de S.Paulo

Quando o senador Renan Calheiros empossou Michel Temer na Presidência da República, disse-lhe baixinho: "Estamos juntos". Durou pouco, pois Renan foi o primeiro cacique do PMDB a pular do barco da impopularidade de Temer. Aproximou-se do PT, protegendo sua base de poder em Alagoas, Estado governado por seu filho.

Quem foi para a rua ou bateu panela contra o PT em 2016 está hoje diante de uma amarga realidade. O PMDB que deu os votos para a deposição de Dilma Rousseff está namorando o PT e vice-versa.

Lula e Dilma falam em "perdoar" quem defendeu o impeachment.

É uma manobra oportunista, pois a dupla é que deveria pedir perdão por ter jogado o país numa de suas piores crises econômicas.

O PT e PMDB costuram seus acordos nas bases municipais e estaduais. Isso começou em Alagoas e hoje já está no Ceará de Eunício Oliveira e no Pará de Jader Barbalho. No Paraná de Roberto Requião, a aliança é mais velha.

Com isso, o grande mico do jogo vai para o tucanato, ainda incapaz de desistir de um governo que o PMDB está abandonando pela beira.

Renan Calheiros mostrou-se um sábio, mas ele simboliza também o produto da esperteza da oligarquia política nacional. Sua base eleitoral irradiou-se a partir do município de Murici, com cerca de 40 mil habitantes. Em 2010, 30% de sua população com mais de 15 anos era analfabeta. Boa parte dela está no Bolsa Família.


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Versão Sertão do Pajeú

19/11


2017

Delação da JBS: seis meses com efeito limitado

Folha de S.Paulo - Felipe Bachtold

A delação da JBS ficou conhecida por mencionar 1.829 políticos, mas completou seis meses de divulgação nesta sexta (17) com poucos desdobramentos nos tribunais superiores fora dos núcleos Michel Temer e Aécio Neves.

Acusações de delatores contra nomes importantes do governo e do Congresso, como os ministros Gilberto Kassab (Comunicações e Ciência) e Marcos Pereira (Indústria e Comércio), ainda não viraram inquéritos formais.

Desta vez, a estratégia da PGR (Procuradoria-Geral da República) não foi a de lançar uma nova "lista de Janot", como as feitas em 2015 e logo após a delação da Odebrecht, em abril passado.

Naqueles dois casos, o então procurador-geral Rodrigo Janot pediu em bloco a abertura de inquéritos contra dezenas de políticos, que também foram autorizados em uma mesma leva.

Agora, as citações a políticos com foro estão em procedimentos que foram redistribuídos entre vários ministros do Supremo Tribunal Federal.

Dois casos enviados à ministra Rosa Weber, envolvendo o senador tucano José Serra (SP) e a família do deputado Fábio Faria (PSD-RN), já tiveram investigações abertas.

PRAZO

Em outras situações, foi a própria PGR que pediu mais prazo antes da abertura da investigação, já que os delatores apresentaram novos conjuntos de prova em agosto.

Isso aconteceu, por exemplo, nos casos de Kassab, de Pereira e da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP).

Também está sob avaliação o caso do deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA), citado por supostos pagamentos indevidos.

Esses procedimentos antecedem a abertura de uma investigação formal, que, no caso de congressistas e ministros, precisa ter aval do STF.

O empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, disse que entregou propina até este ano a Pereira como contrapartida por um empréstimo da Caixa.

No caso de Marta, a acusação foi de pagamentos em espécie a Márcio Toledo, marido da senadora. Os políticos vêm negando as acusações.

Além disso, alguns depoimentos e provas dos delatores foram incluídos em investigações correlatas já em andamento, em vez de gerar a abertura de novas apurações.

Um depoimento que citava o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), foi remetido a um outro inquérito que já estava aberto.

Situações que não envolvem autoridades com foro foram enviadas à Justiça Federal de primeira instância em Estados de todas as regiões do país, incluindo a vara do juiz Sergio Moro, no Paraná, onde começou a Lava Jato.

A delação do grupo foi um dos pilares para a prisão, na semana passada, do ex-governador de Mato Grosso do Sul André Puccinelli (PMDB), suspeito de vender incentivos a empresas. Ele já foi solto.

DENÚNCIAS

Foram quatro as denúncias de peso apresentadas por Janot com base na delação da JBS. Duas oferecidas contra o presidente Temer acabaram barradas pela Câmara dos Deputados.

Aécio foi denunciado sob suspeita de corrupção e obstrução de Justiça em junho, mas o Supremo Tribunal Federal ainda vai analisar se abre ação penal.

Além disso, o procurador da República Angelo Goulart Villela foi denunciado sob suspeita de repassar informações privilegiadas ao grupo. Todos negam as acusações.

Trechos dos depoimentos dos delatores viraram ainda uma espécie de capítulo da denúncia oferecida contra a cúpula do PT, finalizada nos dias finais do mandato de Janot, em setembro.

A JBS apresentou extensas listas de pagamentos da campanha eleitoral de 2014, que envolviam a maioria dos partidos políticos do país.

Mesmo doações oficiais foram rotuladas pelos delatores de "propina", já que envolviam "ato de ofício ou promessa", nas palavras do delator Ricardo Saud.

Foi Saud quem apresentou os números de 1.829 políticos beneficiados e falou que 167 deputados federais eleitos foram favorecidos pelo grupo.

Entre os métodos descritos, estavam a entrega de dinheiro vivo em supermercados com os quais o frigorífico tinha negócios e contratos fraudulentos com escritórios de advocacia firmados para lavar recursos.

A credibilidade da delação, porém, foi abalada nas vésperas do fim do mandato de Janot, quando foram revelados áudios de conversas em que Joesley Batista fala, por exemplo, em ser a "tampa do caixão" de acusações sobre corrupção no país.

Os benefícios de imunidade foram retirados e três delatores –Joesley, Saud e Wesley Batista– estão presos. A decisão, porém, foi de manter a validade das provas apresentadas.

CASO KASSAB

O procedimento derivado da delação da JBS que envolve o ministro das Comunicações, Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD), foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal.

Moraes, que assumiu o cargo no início do ano, foi subordinado de Kassab na Prefeitura de São Paulo, onde era considerado o "supersecretário" da gestão –ocupou pastas de Transportes e Serviços.

A passagem pela prefeitura deu projeção ao hoje juiz do Supremo, que anos depois se tornou secretário da Segurança do Estado e a seguir ministro da Justiça de Michel Temer.

A Procuradoria-Geral da República entendeu que parte das acusações dos delatores da JBS não guarda conexão com o núcleo da Operação Lava Jato e as encaminhou para livre distribuição a ministros do Supremo.

Em seu acordo, homologado em maio, o empresário Wesley Batista afirmou que pagou quase R$ 30 milhões em contratos superfaturados de aluguel de caminhões a partir de 2010 com uma empresa ligada a Kassab.

O ministro das Comunicações vem negando ter recebido recursos pessoais do grupo e sustenta que possui participação societária em uma firma que opera legalmente.


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Prefeitura do Ipojuca

19/11


2017

Acordo de marqueteiro expõe "loteria" no Supremo

Folha de S.Paulo – Letícia Casado

A decisão do ministro Ricardo Lewandowski de devolver o acordo de delação de Renato Pereira para a PGR (Procuradoria-Geral da República) expôs o caráter de loteria que pode se transformar o instituto da colaboração no Supremo Tribunal Federal.

Nos bastidores, advogados, ministros e procuradores afirmam que, diante desse episódio, o futuro de uma pessoa interessada em delatar pode variar de acordo com o juiz do caso.

E que a postura de Lewandowski pode inibir, temporariamente, o avanço de negociações em andamento. Isso porque diferentes decisões num mesmo colegiado causariam insegurança jurídica.

Os ministros Teori Zavascki (morto em janeiro), Edson Fachin e Cármen Lúcia homologaram acordos da Lava Jato que incluíam penas combinadas entre Ministério Público e colaborador, enquanto Lewandowski questionou a legalidade do mesmo ponto.

Quem teve a delação homologada ficou seguro, com a validação das penas acordadas. Agora, dois criminalistas disseram à Folha, sob reserva, já ter avisado os clientes que não é o momento de negociar acordo.

O plenário do Supremo discutiu aspectos da delação premiada em dois momentos –em agosto de 2015 (no caso do doleiro Alberto Youssef) e junho de 2017 (caso JBS)–, mas não debateu a possibilidade de o Ministério Público discutir sentenças.

Esse ponto ainda deve ser debatido pelo colegiado, mas sem previsão de data.

A lei que baliza a colaboração premiada determina que o juiz poderá, a pedido de uma das partes (acusação ou defesa), conceder o perdão judicial, reduzir em até dois terços a pena privativa de liberdade ou substituí-la por restrição de direitos.

Em acordos já fechados de delatores com o Ministério Público, a redução de pena tem ido além desses limites. No caso de condenados a muitos anos de prisão, por exemplo, a negociação teria de contemplar um benefício maior.

Segundo envolvidos nessas colaborações, uma proposta de redução da pena em apenas dois terços inviabilizaria delações como as de Léo Pinheiro, da OAS, Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, e a do ex-ministro petista Antonio Palocci.

Por outro lado, advogados de políticos delatados afirmam que seus clientes podem ser beneficiados por questionamentos sobre a legalidade dos acordos. Publicamente, preferem ficar em silêncio à espera do desenrolar do tema na corte.

DEVOLUÇÃO

Para Lewandowski, o acordo proposto pela PGR ao marqueteiro Renato Pereira, que acusa o PMDB do Rio em sua delação, fere a legalidade.

Segundo o ministro, o Ministério Público estaria atuando como juiz ao definir a sentença, que incluía regime fechado, recolhimento domiciliar noturno e prestação de serviços à comunidade, além da possibilidade de viajar.

 

Lewandowski determinou que a Procuradoria reanalisasse os termos definidos.

Cabe à procuradora-geral, Raquel Dodge, recorrer da decisão e insistir no contrato, ou alterar as cláusulas.

Ela já recorreu da decisão que tirou o sigilo do conteúdo, mas não se manifestou sobre os aspectos da sentença, "pois serão abordados em momento distinto e oportuno, por meio do recurso adequado", escreveu Dodge.

"Quem define benefícios é o Judiciário", disse o ministro Marco Aurélio Mello à Folha, tratando sobre colaboração premiada, mas sem abordar caso específico.

"Nenhum órgão é acusador e julgador", afirmou.

O Supremo homologou ao menos 120 delações da Lava Jato, a maior parte com regime diferenciado de pena.

Essa diferenciação permitiu a procuradores fechar acordos com réus que teriam que passar décadas na cadeia.

O ex-procurador-geral Rodrigo Janot entende que a negociação da pena estimula o colaborador. Os acordos com Pereira e os da Lava Jato foram assinados em sua gestão.

Magistrados dizem que a delação é instrumento recente –a lei é de 2013. Portanto, afirmam, questionamentos são naturais. 


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19/11


2017

Semipresidencialismo defendido por Temer e Gilmar

Entenda o que é o semipresidencialismo, sistema defendido por Temer e Gilmar

Neste sistema, presidente é escolhido em eleições, e primeiro-ministro é indicado pelo presidente eleito

Do site Semana On

Semipresidencialismo

Sistema de governo utilizado em países como França, Portugal e Finlândia, o semipresidencialismo une elementos do presidencialismo com o parlamentarismo

O semipresidencialismo é um meio-termo entre o parlamentarismo e o presidencialismo. Neste sistema de governo, a figura do presidente da República fica mantida como nos moldes atuais – escolhido em eleições diretas –, mas introduz no cenário político o primeiro-ministro, que é indicado pelo presidente eleito.

No presidencialismo – que é o sistema de governo em vigor no Brasil – o presidente da República acumula a função de chefe de Estado com chefe de governo.

Como chefe de Estado, o presidente, por exemplo, representa o país no exterior, comanda as Forças Armadas, define políticas externas e até pode dissolver o Congresso Nacional. Já como chefe de governo ele é o responsável por governar o país.

O presidente da República nos regimes semipresidencialistas acaba compartilhando esses poderes com o primeiro-ministro, figura política que é escolhida e fica subordinada ao Congresso Nacional.

Apesar de dividir tarefas com o primeiro-ministro, o presidente do sistema semipresidencialista exerce um papel com mais protagonismo do que no parlamentarismo.

O presidente parlamentarista fica limitado ao exercício da função de chefe de Estado. Por outro lado, no semipresidencialismo, ele pode, entre outras atribuições, indicar o primeiro-ministro, dissolver o parlamento ou Congresso, controlar a política externa do país, escolher alguns funcionários do alto escalão, solicitar referendos e propor leis.

O primeiro-ministro, no semipresidencialismo, é o chefe de governo. Neste papel, ele pode, por exemplo, escolher os ministros de Estado e criar políticas econômicas. Além disso, o premiê é o responsável pela articulação política com o Legislativo.

Entenda quem é o responsável pelas principais atividades do Estado nos diferentes sistemas de governo:

Chefe de Estado

  • Presidencialismo: presidente
  • Parlamentarismo: presidente ou monarca
  • Semipresidencialismo: presidente]

Chefe de Governo

  • Presidencialismo: presidente
  • Parlamentarismo: primeiro-ministro
  • Semipresidencialismo: primeiro-ministro

Políticas econômicas

  • Presidencialismo: presidente
  • Parlamentarismo: primeiro-ministro
  • Semipresidencialismo: primeiro-ministro

Escolha de ministros

  • Presidencialismo: presidente
  • Parlamentarismo: primeiro-ministro
  • Semipresidencialismo: primeiro-ministro

Comando das Forças Armadas

  • Presidencialismo: presidente
  • Parlamentarismo: primeiro-ministro
  • Semipresidencialismo: presidente

Relações exteriores

  • Presidencialismo: presidente
  • Parlamentarismo: presidente ou monarca
  • Semipresidencialismo: presidente


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Nehemias

Lula é indicado por aparecer em primeiro lugar na pesquisa Datafolha.


ArcoVerde

19/11


2017

STF: ação pode abrir brecha e mudar sistema de governo

Como querem Temer e Gilmar: instalação de um regime semipresidencialista no país

A última porta para instalação de um regime semipresidencialista no país foi aberta. Na última terça (14), o ministro Alexandre de Moraes pediu a inclusão na pauta de julgamentos do Supremo de uma ação que questiona se o Congresso poderia mudar o sistema de governo mesmo após a rejeição do parlamentarismo no plebiscito de 1993. Se o tribunal entender que sim, abre-se uma brecha para a articulação que o presidente Michel Temer gesta há meses com seus aliados.

O mandado de segurança que trata do assunto está na corte desde 1997 e foi proposto por partidos que questionaram tentativa de aprovar uma emenda constitucional que instituísse o parlamentarismo depois da rejeição do regime por uma consulta popular.

Se o STF decidir que a articulação de uma emenda contraria a Constituição, qualquer iniciativa desse tipo terá que ser descartada. Temer tem consultado aliados no Congresso sobre o assunto e discutiu a mudança do sistema de governo com o ministro Gilmar Mendes.  (Painel – Folha de S.Paulo)


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Nehemias

Geisel: O combate à corrupção foi palavra de ordem durante a ditadura. Nos porões do regime, porém, a ilegalidade prevaleceu.

Nehemias

Quanto mais leio comentários desse cidadão AUCLEBYO MATIAS sobre Lula, mais fico convicto de que existe uma fossa no lugar da boca. Pobre de direita sem-vergonha. Convenhamos o cidadão com um nome desse, seguramente é frustrado, mal amado.

AUCLEBYO MATIAS

Quanto mais leio as postagens desse cidadão sobre Lula, mais fico convicto de que existe uma fossa no lugar da boca.

Nehemias

Lula é indicado por aparecer em primeiro lugar na pesquisa Datafolha.


Garanhuns Natal Luz

19/11


2017

Empresário abriu portas a Bolsonaro nos Estados Unidos

Folha de S.Paulo – Thais Bilenky

Depois de um café da manhã com analistas de mercado e investidores, em Nova York, um e-mail pulou na caixa de entrada de Gerald Brant, cicerone de Jair Bolsonaro em recente viagem aos Estados Unidos.

A reputada especialista em América Latina Shannon O'Neil escrevia para convidar o pré-candidato a presidente do Brasil a ter uma reunião reservada na sede do Council of Foreing Relations, prestigiado "think tank" (centro de estudos) americano.

Lá foram eles, Bolsonaro e os três filhos, falar de sua visão de país no coração do "establishment" dos Estados Unidos, conduzidos (e traduzidos) por Brant.

O convite superou as expectativas da equipe. A viagem, afinal, foi considerada um passo importante para construir as bases da campanha, calcada na ideia de que o deputado federal deixou os ideais intervencionistas para trás e agora é um defensor do liberalismo econômico.

Para que Bolsonaro se sentasse frente a frente com investidores e analistas durante uma semana em outubro, foram necessários meses de articulação até que as portas das instituições fossem abertas, o que ocorreu com a ajuda de Brant.

O brasileiro-americano de 45 anos frequenta a Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos e o Conselho das Américas por conta de seu trabalho. De estilo discreto, ele trabalha como diretor na empresa de investimentos Stonehaven em Manhattan, no seio do mercado financeiro. Passou por NewOak e o banco Merrill Lynch, entre outros.

A colaboração de Brant com o pré-candidato é voluntária, corre por fora do horário comercial e resulta de uma amizade de anos com o filho mais velho de Bolsonaro, Flavio. Procurado pela reportagem, Gerald Brant não quis dar entrevista.


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Nehemias

REINALDO AZEVEDO CHAMA ELEITORES DE BOLSONARO DE IGNORANTES E MANDA ELES ESTUDAREM. Ôxente! São analfas, é? KKKK

Nehemias

Geisel: O combate à corrupção foi palavra de ordem durante a ditadura. Nos porões do regime, porém, a ilegalidade prevaleceu.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Homem de bem o Bolsonaro. Não esses vagabundos, corruptos e incompetentes do PT. Quero o Lularápio candidato para o Brasil mostrar que não tolera incompetente, mentiroso e corrupto.

Nehemias

Lula é indicado por aparecer em primeiro lugar na pesquisa Datafolha.



19/11


2017

O faz de conta nos Tribunais de Contas

Frederico Vasconcelos - Folha de S.Paulo

O Superior Tribunal de Justiça deverá levar a julgamento nesta semana ações penais contra três conselheiros de Tribunais de Contas estaduais que, supostamente, têm contas a prestar. (*)

Eis um resumo dos processos, segundo informa a assessoria de imprensa do STJ:

1) Cícero Amélio da Silva, conselheiro afastado do TCE de Alagoas, é acusado de prevaricação e falsificação de documento.

Quando presidiu a corte, em 2014, teria atuado de forma a beneficiar um ex-prefeito de município alagoano com documento falso sobre a existência de recurso incabível.

Silva também teria retardado em cinco meses o envio de recurso ao conselheiro relator.

2) Maria Angelica Guimarães Marinho, conselheira do TCE de Sergipe, foi denunciada por falsidade ideológica e peculato.

A ação diz respeito a supostas fraudes na destinação de quotas de subvenções na Assembleia Legislativa de Sergipe.

3) Manoel Dantas Dias, conselheiro do TCE de Roraima, foi denunciado sob acusação de favorecer, por meio de decisões e arquivamento de processos, o atual governo do estado, em troca da nomeação de familiares em cargos comissionados.


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Nehemias

Geisel: O combate à corrupção foi palavra de ordem durante a ditadura. Nos porões do regime, porém, a ilegalidade prevaleceu.

Nehemias

REINALDO AZEVEDO CHAMA ELEITORES DE BOLSONARO DE IGNORANTES E MANDA ELES ESTUDAREM. Ôxente! São analfas, é? KKKK

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Simplesmente cabide de emprego. Não serve pra nada.

Nehemias

Lula é indicado por aparecer em primeiro lugar na pesquisa Datafolha.


Supranor 1

19/11


2017

Coisa de preto

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo

Na segunda-feira, será comemorado o Dia da Consciência Negra. A data foi criada para lembrar a luta contra a escravidão e a desigualdade que ainda separa brancos e negros no Brasil. Quem pensa que este debate é desnecessário deveria dedicar alguns minutos do feriado à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, realizada pelo IBGE.

A nova versão do levantamento informa que pretos e pardos somam 63,7% dos desempregados. Isso equivale a um exército de 8,3 milhões entre os 13 milhões de brasileiros que procuram trabalho. Apesar da leve melhora da economia, a taxa de desemprego de pretos e pardos ainda alcança 14,6%. É um índice muito superior ao registrado entre trabalhadores brancos: 9,9%. A média nacional está em 12,4%.

As diferenças também persistem entre a população ocupada. De acordo com os números da PNAD Contínua, pretos e pardos ganham menos, ocupam vagas piores e têm menos estabilidade no emprego.

O rendimento médio desses brasileiros é de R$ 1.531, enquanto o dos brancos chega a R$ 2.757. Pretos e pardos somam 66% dos trabalhadores domésticos e 66,7% dos vendedores ambulantes, mas representam apenas 33% dos empregadores.

Em setembro, a Oxfam Brasil informou que o país ainda levaria sete décadas para equiparar o rendimento dos negros ao dos brancos. Segundo o estudo, os dois grupos só devem se igualar em 2089 -mais de dois séculos depois da Lei Áurea. Agora a projeção parece ter sido muito otimista. De acordo com a PNAD, a desigualdade voltou a crescer nos últimos 12 meses.

Na semana passada, o Brasil debateu o caso do apresentador de TV que foi afastado após se referir a um buzinaço como "coisa de preto". O episódio mostrou que discutir o racismo ainda é importante e necessário. A pesquisa do IBGE nos lembra que também precisamos cobrar políticas públicas para combater a discriminação e tornar o país menos desigual. 


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Mobi Brasil 4

19/11


2017

Dinheiro vai, dinheiro vem

Carlos Bickmann

O Ministério Público Federal em Brasília pediu ao juiz Vallisney de Oliveira que bloqueie R$ 21,4 milhões das contas do ex-presidente Lula e de um de seus filhos, Luís Cláudio. No processo a que se refere esse bloqueio, Lula é acusado de tráfico de influência na compra, pelo Brasil, dos caças supersônicos Grippen, da empresa sueca Saab.

Detalhe curioso, que pode ter várias interpretações: na negociação com o Brasil, cada caça saiu por US$ 150 milhões. Alguns anos depois, a Suíça rejeitou a compra, por julgar excessivo o preço de US$ 140 milhões por caça. Diferenças nos modelos podem explicar a diferença de US$ 10 milhões por caça; ou não. Considerando-se o bloqueio de R$ 10 milhões já determinado pelo juiz Sérgio Moro, nos últimos meses Lula teve suspenso o acesso a mais de R$ 30 milhões de seus bens. Considerando-se os salários que recebeu nos seus anos de serviço, seus cachês de conferencista devem ter sido excelentes.

A defesa de Lula diz que ele e o filho não interferiram no negócio, feito integralmente de acordo com os pareceres técnicos da Aeronáutica.


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AUCLEBYO MATIAS

O FRUSTRADO AQUI DEVE SER O ACÉFALO Nehemias, PRIMEIRO SÓ REBATE COMENTÁRIOS COPIANDO OS COMENTÁRIOS, ALÉM DISSO ACRESCENTA FRUSTRAÇÃO KKK...

Nehemias

Geisel: O combate à corrupção foi palavra de ordem durante a ditadura. Nos porões do regime, porém, a ilegalidade prevaleceu.

Nehemias

Quanto mais leio comentários desse cidadão AUCLEBYO MATIAS sobre Lula, mais fico convicto de que existe uma fossa no lugar da boca. Pobre de direita sem-vergonha. Convenhamos o cidadão com um nome desse, seguramente é frustrado, mal amado.

AUCLEBYO MATIAS

Tal pai, tal filho.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Família de corruptos


Asfaltos

19/11


2017

Um olhar sobre as pesquisas

Marcelo Tognozzi - Blog Os Divergentes

Uma análise mais detalhada da mais recente pesquisa Datafolha, publicada em outubro, mostra que continua viva a máxima do velho craque Didi: treino é treino e jogo é jogo. Estamos ainda na fase do treino, como mostram informações desta pesquisa. A primeira e mais importante: 66% dos brasileiros não sabem em quem votar ou estão decididos votar em branco ou anular, enquanto 34% declararam ter candidato. Estes dados estão logo no início da pesquisa, quando os pesquisadores mediram a intenção de voto espontânea indagando aos 2.772 entrevistados em quem pretendiam votar para presidente no ano que vem.

Faltando um ano para a eleição, a grande maioria dos brasileiros não está pensando no assunto e isto é normal. Por isso, a pesquisa espontânea, de acordo com especialistas, costuma refletir melhor a realidade das escolhas, certezas e incertezas. Lula tem 18% das menções e Bolsonaro 9%. Isso é bom ou ruim? Muito ou pouco? Para um candidato que disputou cinco eleições, venceu duas, governou o país por oito anos e nunca saiu da mídia, os 18% de Lula não representam tanto. Já os 9% de Bolsonaro representam muito, porque ele sempre foi deputado, não tem a simpatia da grande mídia e tem feito campanha pelas redes sociais e com grupos de voluntários. Ambos representam ainda os extremos desta disputa.

Na parte das perguntas estimuladas, onde Lula aparece com 35% das intenções de voto e os que não votariam ou não sabem são 18%, algumas coisas chamam atenção. A primeira: o Datafolha trabalhou com oito cenários diferentes quando pediu aos eleitores que indicassem em quem votariam. Do universo pesquisado, 70% são brasileiros das classes C, D e E com menor nível de escolaridade e de renda. Isso exige dos pesquisadores muito treino para impedir que o entrevistado comece a responder “no automático”. A segunda: foram feitas 19 perguntas para os eleitores, tornando o questionário longo e cansativo para grande parte dos entrevistados, mas 12 delas não foram divulgadas no relatório final.

A pergunta 19 da pesquisa Datafolha é sobre quais são os aspectos mais importantes que o eleitor leva em conta hora de escolher um candidato. O perfil surgido desta pergunta mostra que os brasileiros querem alguém que nunca tenha se envolvido em casos de corrupção (87%), tenha experiência administrativa (79%) e tenha um passado político conhecido (65%). Estes são os três mais relevantes. Indicam que o eleitorado cansou do mesmo e pretende escolher – ou neste momento sonha escolher – alguém que não tenha relação com a velha política. Querem algo novo, “descontaminado” e o candidato que conseguir encarnar isso vencerá, como aconteceu com Collor em 1989.

Há ainda outro aspecto que não foi captado pela pesquisa Datafolha. O peso das redes sociais na política e sua influência na escolha dos candidatos. O melhor exemplo deste fenômeno é justamente Bolsonaro, que consegue arrancar 9% de intenções espontâneas trabalhando basicamente com as redes sociais. Não se sabe o efeito negativo ou positivo das redes sociais em outras candidaturas como a do próprio Lula. Quem mergulha nos números da pesquisa Datafolha a concluiu que o jogo ainda não começou. Só agora, no último minuto, o Congresso definiu as regras da eleição de 2018 e como as campanhas serão financiadas. Portanto, que ninguém se impressione com os resultados das pesquisas até aqui,, porque revelam mais incertezas do que certezas.


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S. C. B. M.

OS DEFENSORES DE LULA E DE DILMA DESAPARECERAM,PROVA QUE ERA PESSOAS DA CARGO DELES OU PAGAS.

S. C. B. M.

Afinal de conta este canalha ainda tem direito de concorrer a eleição de 2018 com tantos processos e ainda é considerado ficha limpa condenado a mais de 9 anos.

Nehemias

Geisel: O combate à corrupção foi palavra de ordem durante a ditadura. Nos porões do regime, porém, a ilegalidade prevaleceu.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

O desespero da imprensa e dos pseudos comunistas,aqueles que querem continuar mamando no governo, está chegando ao fim. Esses vagabundos vão ter de trabalhar.

Alberto Costa Santos

Os coxinhas procuram alento até nessas postagens sem pé nem cabeça. Haja desespero!.


bm4 Marketing 3

19/11


2017

Casas legislativas viraram tribunais de exceção

Josias de Souza

Ao livrar da cadeia três parlamanteres soterrados por evidências de corrupção, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro consolida um fenômeno ruinoso. Está entendido que o Congresso Nacional e os legislativos estaduais tornaram-se tribunais de exceção.

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Elaborada nas pegadas da queda da ditadura militar, a Constituição de 88 cercou os parlamentares de imunidades que pretegiam o exercício do mandato. Os autores do texto constitucional não poderiam supor que o antídoto da imunidade viraria no futuro o veneno da impunidade. O Supremo Tribunal Federal poderia colocar ordem na gafieira. Mas preferiu atravessar o samba ao omitir-se no caso de Aécio Neves. Uma maioria de cúmplices e de compadres devolveu ao senador tucano o mandato e a liberdade noturna que a 1ª Turma da Suprema Corte havia cerceado.

Estabeleceu-se a partir de Brasília uma atmosfera de vale-tudo que anula o movimento benfazejo inaugurado pela Lava Jato. Tinha-se a impressão de que o Brasil ingressara numa nova fase —uma etapa em que todos estariam submetidos às leis. Devagarinho, o país foi retomando a rotina de desfaçatez. Brasileiros com mandato continuam se comportando como se não devessem nada a ninguém, muito menos explicações.

Congelaram-se as investigações contra Michel Temer. Enfiaram-se no freezer também as denúncias contra os ministros palacianos Moreira Franco e Eliseu Padilha. Enquanto Curitiba e Rio de Janeiro produzem condenações em escala industrial, a Suprema Corte não sentenciou um mísero réu da Lava Jato. Em vez disso, preferiu servir refresco a Aécio Neves, instalando nas Assembleias Legislativas um clima de liberou-geral que resulta em absurdos como o que se verifica no Rio.

Transformados em tribunais de exceção, os legislativos conspurcam a democracia. Neles, políticos desonestos livram-se de imputações criminais não pelo peso dos seus argumentos, mas pela força do corporativismo. Simultaneamente, a sociedade é condenada ao convívio perpétuo com a desonestidade impune. Fica-se com a impressão de que a turma do estancamento da sangria está muito perto de prevalecer.


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Josias, e a propina da Globo? Vai te catar jornalista de meia tijela. Querer prender ou cassar sem o devido processo legal é ridículo. Do jeito que esses jornalistas querem, basta não gostar do vizinho e ele tem de ser preso. Esses políticos, na sua maioria, tem suspeitas de corrupção mas, para serem condenados e perderem os mandatos, tem de serem julgados e condenados. Respeito a Constituição e as Leis é bom e eu gosto. Esses jornalistas metidos a justiceiros vivem condenando o Golpe Militar e defendendo a \"democracia\" deles. Entretanto querem impor a ditadura dos jornalistas.



18/11


2017

Fifagate: Globo citada 14 vezes por delator

Emissora supostamente pagou US$ 15 milhões em propinas

Jornal do Brasil

Em depoimento sobre o escândalo de corrupção envolvendo a FIFA, Alejandro Burzaco, ex-homem forte da companhia de marketing argentina Torneos y Competencias SA, menciona 14 vezes a Rede Globo, perante a juíza Pamela Chen, que comanda o caso no Tribunal do Brooklyn, em Nova York. As informações são do portal R7. De acordo com ele, a emissora foi uma das seis empresas que teriam pago propina para ganhar a concorrência dos direitos de transmissão de torneios internacionais.

Segundo Burzaco, a Globo teria pago US$ 15 milhões em propinas (cerca de R$ 50 milhões) para adquirir exclusividade na transmissão das Copas do Mundo de 2026 e 2030.

De acordo com o portal, os valores da propina teriam sido enviados por meio do ex-diretor Marcelo Campos Pinto para a T&T, braço na Holanda da empresa de Burzaco em associação com a brasileira Traffic, de J. Hawilla, e posteriormente repassado para uma conta na Suíça de Julio Gronoda, ex-presidente da Associação de Futebol Argentino e ex-vice-presidente da Fifa responsável por cuidar dos direitos de transmissão para a América Latina. O dirigente morreu em 2014.

Burzaco também revelou que o ex-presidente da CBF José Maria Marin, um dos réus do caso, teria recebido US$ 2,7 milhões (R$ 8,95 milhões). O delator ainda relatou um encontro em 2013, durante reunião do Comitê Executivo da Fifa, com Marco Polo Del Nero, Marin e J. Hawilla. Os dirigentes brasileiros teriam reclamado do atraso do pagamento de propinas relacionadas à venda dos direitos de transmissão da Libertadores e da Copa Sul-Americana, na época.

O delator apontou o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marco Polo del Nero, como chefe do esquema de corrupção, mesmo na época em que a entidade era presidida por José Maria Marin.


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JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Onde andam os Josias, Camarottis e demais \"jornalistas\" da Globo. Quando é para acreditar em delações absurdas contra os políticos eles acusam, julgam e condenam. Agora todos escondidos. São uns canalhas.

azevedo

sera que a justiça americana vai arriar as calças para a Rede Globo?



18/11


2017

Geddel destruíu provas, aponta delator

Braço direito de Michel Temer e pivô da maior apreensão de dinheiro sujo da história do Brasil, quando foram encontrados R$ 51 milhões em seu bunker, o ex-ministro Geddel Vieira Lima também determinou a destruição de provas.

Quem afirma é o assessor parlamentar Job Vieira Brandão, homem de confiança de Geddel e de seu irmão Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), que só não foi preso no episódio do bunker por ter foro privilegiado.

Segundo Job, que negocia acordo de delação premiada, foram destruídas anotações e agendas que poderiam incriminar ainda mais os dois irmãos do PMDB baiano, assim como os beneficiários dos recursos.

A nova denúncia deve fazer com que Geddel perca qualquer esperança de deixar a Papuda e pode levá-lo a também delatar seu chefe, Michel Temer.

As informações da delação de Job Brandão são dos jornalistas Aguirre Talento e Débora Bergamasco, e foram publicadas em Época.

Leia, abaixo, um trecho:

O assessor parlamentar Job Ribeiro Brandão, funcionário de confiança do ex-ministro Geddel Vieira Lima e de seu irmão Lúcio, deputado federal, foi convocado para uma missão delicada. Graças a um habeas corpus, Geddel, um líder do PMDB, ex-ministro do governo Temer e integrante do círculo de amigos mais próximos do presidente Michel Temer, havia deixado a penitenciária da Papuda, em Brasília, na noite de 13 de julho. De volta a Salvador para cumprir prisão domiciliar, Geddel tinha pressa. Preocupado com a possibilidade de as investigações da Operação Lava Jato o devolverem ao cárcere, Geddel incumbiu Job de destruir documentos, agendas e anotações. Assim fez Job. Papéis foram picotados e jogados na privada; outros documentos foram colocados em sacos de lixo e descartados. Estava limpo o terreno caso houvesse uma nova batida da Polícia Federal.

Mas memória não vai para o lixo. A operação secreta foi revelada por Job, em um depoimento inédito ao qual ÉPOCA teve acesso com exclusividade, e constitui um grave relato de interferência nas investigações, capaz de agravar a situação de Geddel. Job contou um pouco do que sabe ao delegado Marlon Cajado na Superintendência da Polícia Federal da Bahia, em Salvador, na terça-feira, dia 14, como uma mostra de boa vontade e disposição para firmar um acordo de delação premiada com a Lava Jato. A memória de Job é perigosa para Geddel e seu irmão Lúcio. Em prisão domiciliar desde setembro, o ex-­assessor pretende tornar públicas suas lembranças para se livrar da pena.


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