Versão Agreste Setentrional

12/01


2017

Tucanos atacam elo de Alckmin e seu vice Márcio França

Folha de S.Paulo - Daniela Lima

A proximidade entre o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o PSB de seu vice, Márcio França, acabou inflando um movimento contra o próprio tucano dentro do diretório estadual do PSDB. No pano de fundo do descontentamento estão as especulações sobre sua possível mudança de partido com vistas à eleição de 2018.

Esta semana, dirigentes do PSDB de São Paulo emitiram sinais claros de que uma possível mudança de partido de Alckmin -do PSDB para o PSB- não ocorreria sem fraturas. O movimento também colocou em xeque as estimativas de que, se ele de fato decidir deixar a legenda na qual milita há décadas, o fará levando consigo parte substantiva do tucanato local.

O discurso corrente no PSDB estadual hoje é que Alckmin alijou alguns de seus aliados históricos das discussões sobre seus planos e terceirizou a articulação em sua própria sigla a nomes pouco habilidosos em nome de uma aliança com o PSB.

Pessoas do partido próximas ao governador têm dito que ele erra ao sinalizar para fora, antes de tentar conversar com a própria legenda.


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Versão Sertão do São Francisco

Confira os últimos posts

24/09


2017

Temer libera um bilhão para parlamentares

Josias de Souza

Mal a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República chegou à Câmara e Michel Temer já reabriu os cofres. Mandou ladrilhar, com o patrocínio do déficit público, a trilha que leva ao funeral das novas acusações. O custo inicial do enterro será de R$ 1,02 bilhão. O dinheiro será usado para pagar emendas que os parlamentares enfiaram dentro do Orçamento da União.

A infantaria legislativa do governo celebra a novidade como um sinal de boa vontade. Mas os aliados de Temer acharam pouco. Realçam que o enterro agora será coletivo: além das acusações contra o presidente, terão de sepultar imputações dirigidas a dois ministros palacianos: Eliseu Padilha e Moreira Franco. Pior: o Planalto exige que a lápide desça sobre a cova tripla numa única votação.

Temer, Padilha e Moreira são acusados de compor a organização criminosa do PMDB. O presidente acumula também a imputação de obstrução da Justiça. Estudo jurídico feito pela assessoria da Câmara a pedido do presidente da Casa, Rodrigo Maia, anota que a votação única para a trinca de denunciados seria o procedimento mais adequado. Ouviram-se fogos no Planalto. Entretanto, auxiliares de Temer ainda temem enfrentar problemas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Primeiro estágio do funeral, a CCJ é presidida pelo deputado mineiro Rodrigo Pacheco. Embora seja filiado ao PMDB, partido dos encrencados, o personagem revelou-se um correligionário duro de roer no processamento da primeira denúncia, aquela que acusava Temer de corrupção passiva.

À procura de um deputado “independente” para exercer a atribuição de relator, Pacheco ainda não excluiu a hipótese de desmembrar as denúncias: Temer numa votação, os ministros em outra. Para evitar surpresas, Temer talvez tenha que enfiar a mão um pouco mais fundo no bolso do contribuinte.


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Versão Mata Sul

24/09


2017

Pautas de viés conservador avançam na gestão Temer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Michel Temer ao lado de políticos e empresários em homenagem promovida pelo Lide, do Grupo Doria

Folha de S.Paulo – Ranier Bragon, Angela Boldrini, Natália Cancian e Rubens Valente

Em 16 meses de gestão de Michel Temer, demandas do empresariado e de setores que defendem posições conservadoras tiveram avanço significativo no Executivo e no Congresso.

Propostas encampadas por campos opostos, por outro lado, não registraram movimentação expressiva no governo ou no Legislativo, que nas últimas eleições assistiu a um crescimento das bancadas da bala (segurança pública), evangélica e ruralista.

Assim que assumiu, em 12 de maio de 2016, Temer recebeu uma pauta de reivindicações de representantes do empresariado e dos ruralistas, dois segmentos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff (PT).

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) enviou um documento com 36 "propostas para o Brasil sair da crise". Pelo monitoramento da entidade, 29 avançaram. Já os ruralistas encaminharam 17 pontos prioritários, dos quais 13 foram atendidos.

OS AVANÇOS DE CADA UM

Veja propostas que deslancharam no governo Temer em cada área e os grupos que as defenderam

Empresariado

Reforma trabalhista

Endureceu regras para ações judiciais, flexibilizou exigências trabalhistas e instituiu a prevalência, sobre a lei, do que for negociado entre patrões e empregados

Planos de saúde

Governo criou grupo para discutir a criação de planos de saúde reduzidos. Já ganhou primeiro aval da ANS na última semana. No Congresso, comissão deve propor mudanças em prol das operadoras

Terceirização

Em março/2017, o Congresso aprovou, com apoio de Temer, projeto que liberou a terceirização no país para qualquer ramo das empresas, incluindo o principal, da chamada atividade-fim

Guerra fiscal

Em agosto/2017 foi sancionada lei que convalidou benefícios fiscais concedidos por Estados a empresas sem autorização do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária)

Pré-sal

Em novembro/2016, Temer sancionou projeto aprovado no Congresso que tirou da Petrobras a obrigatoriedade de ser a operadora única do pré-sal, regra criada no governo Dilma Rousseff

Dívidas de empresas

Governo lançou neste ano programa de refinanciamento de débitos tributários de empresas. Apesar de a medida já estar em vigor, Congresso discute alteração das regras

Empresariado e bancada religiosa

Educação e diversidade

Por pressão da bancada evangélica, Ministério da Educação retirou da base nacional curricular todas as menções a "identidade de gênero" e "orientação sexual"

Bancada religiosa

Aborto

Projeto que inclui veto a aborto -incluindo os casos permitidos por lei- tem avançado em comissão na Câmara. Proposta é incluir, na Constituição, que o direito à vida ocorreria "desde a concepção"

Escola sem partido

Proposta da bancada religiosa, que inclui nos princípios do ensino "respeito às convicções do aluno, seus pais e responsáveis". Está prestes a ter parecer em comissão

Ambientalistas, indígenas, quilombolas

Hidrelétricas

Em agosto/2016, vitória de ambientalistas porque o Ibama negou licença ambiental para hidrelétrica no rio Tapajós. Em novembro/2016, negada autorização para hidrelétrica em SP

Ruralistas

Terras indígenas

Nenhuma terra indígena homologada por Temer em 16 meses, contra 21 no governo Dilma (2011-2016). Parecer da AGU confirmado por Temer instituiu "marco temporal", tese apoiada pelo agronegócio

Questão fundiária

Temer sancionou "lei da grilagem", com legalização de áreas invadidas por particulares "maiores que um módulo fiscal e até 2.500 hectares". Retira exigências ambientais para regularização fundiária

Meio ambiente

Caso Renca: liberação de áreas protegidas para exploração mineral a grandes empresas do setor. Enfraquecimento do licenciamento ambiental, com projeto avançado na Câmara, de Mauro Pereira (PMDB-RS)

Agrotóxico

Casa Civil elaborou medida provisória para alterar legislação para uso de agrotóxicos, que modifica a forma de avaliação para aprovação de substâncias. Mudança foi elaborada com participação do agronegócio

Venda de terra a estrangeiros

Governo preparou, com bancada ruralista, projeto que autoriza compra de até 100 mil hectares ou mais, desde que o comprador abra seu capital. Senado poderá discutir assunto

Dívidas rurais

Em agosto/2017, governo reduziu alíquota da contribuição do Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural) e permitiu parcelamento de dívidas em até 180 vezes com redução de multas e juros

Amazônia

Em junho/2017, Temer recuou de duas medidas que reduziam proteção de 587 mil hectares na Amazônia. Porém, em julho, reenviou ao Congresso proposta que enfraquece proteção da floresta Jamanxim

Quilombolas

Paralisação da demarcação de territórios. Valor gasto com indenização de imóveis caiu de R$ 13,2 milhões (2014) para R$ 3,5 milhões (2017). Para reconhecimento dos territórios, queda de R$ 2,1 milhões

Bancada da bala

Maioridade penal

Senado ensaia votar texto que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal, proposta já aprovada na Câmara; o projeto está pronto para votação na Comissão de Constituição e Justiça e já foi incluído na pauta

Armas de fogo

Por meio de decretos, o Executivo flexibilizou pontos do Estatuto do Desarmamento, aumentando prazos de validade de licenças de porte. Projeto já aprovado em comissão na Câmara pretende esvaziar outros

Grupos de defesa lgbt e de defesa dos direitos das mulheres

Direitos das mulheres

Como ocorre todo ano na semana do Dia Internacional da Mulher, Câmara aprovou projetos da bancada feminina, como o que proíbe revista íntima de mulheres em empresas e em órgãos públicos 

 

"O governo correspondeu plenamente às nossas expectativas. Foram ações de coragem, de um governo que não está pensando nas eleições do ano que vem. Acho que ele ousou em muita coisa", afirma o deputado federal Marcos Montes (PSD-MG), presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio.

"Não há dúvida de que [o governo] tem tido maior capacidade de condução", disse o diretor de Política e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes.

Entre os destaques para esses dois setores estão a reforma trabalhista, a regulamentação da terceirização, o fim da obrigatoriedade de participação da Petrobras na exploração do pré-sal, o programa de refinanciamento de débitos tributários das empresas, uma generosa renegociação de débitos dos produtores rurais, a lei de regularização fundiária e a flexibilização das regras de licenciamento ambiental.

Há ainda o "marco temporal", uma interpretação jurídica da AGU (Advocacia Geral da União) que retira dos índios o direito de reivindicar terra sobre a qual não estavam em outubro de 1988.

Temer não assinou nenhum decreto de homologação, última etapa do processo de demarcação. Segundo levantamento da organização não governamental ISA (Instituto Socioambiental), "o desempenho de Temer já é considerado o pior para os índios desde a redemocratização", em 1985, abaixo das 21 áreas homologadas por Dilma Rousseff, 87 por Lula, 145 por FHC, 16 por Itamar Franco, 112 por Fernando Collor e das 67 por José Sarney.

Com uma das piores avaliações populares da história, Temer fez acenos a trabalhadores ao liberar o saque de contas inativas do FGTS, fundo que também teve sua rentabilidade elevada em 2017.

Em artigo, o diretor de documentação do Diap (entidade constituída por cerca de 900 entidades sindicais de trabalhadores), Antônio Augusto de Queiroz, afirmou que a atual gestão integra arranjo "em torno da agenda neoliberal".

A bancada da bala também se diz satisfeita. Alberto Fraga (DEM-DF), presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, afirma que a interlocução com o Planalto "melhorou 1.000%". Ele cita decretos que suavizam exigências do Estatuto do Desarmamento, como a ampliação de três para cinco anos da validade do registro de arma de fogo.

A bancada tenta votar um projeto que revê boa parte das normas no Estatuto. Se passar na Câmara, irá para o Senado –onde outro projeto polêmico está para ser votado: a diminuição da maioridade penal de 18 para 16 anos.

A bancada religiosa segue barrando projetos contrários aos seus interesses. "Queira ou não, temos hoje 86% de cristãos neste país. O governo é laico, mas não o país", afirma o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, Hidekazu Takayama (PSC-PR). Um projeto de interesse do grupo é o Escola Sem Partido, que acelerou em comissão na qual 15 de 23 membros são religiosos.

"O que está avançando no governo Temer é uma pauta mais moral. Não no sentido de ser contra a corrupção, mas de costumes", diz o deputado Flavinho (PSB-SP).

Na outra ponta, parlamentares de esquerda relatam dificuldade. Projeto de Jean Wyllys (PSOL-RJ) para regulamentar a prostituição travou desde 2015. O mesmo para o que trata do direito à identidade de gênero.

A agenda de Temer nesses 16 meses mostra que ele se encontrou com representantes de 42 empresas, 5 vezes com a bancada ruralista e 7 com entidades e líderes evangélicos. Na outra ponta, teve 6 reuniões com centrais sindicais e nenhuma com movimentos quilombolas ou indígenas.

GOVERNO DIZ QUE ATUA 'SEM DISTINÇÕES'

A Casa Civil, vinculada à Presidência, afirmou que a gestão de Michel Temer atende às demandas de todos grupos, sem distinção.

"Todas as demandas que chegam ao governo pelos efetivos representantes das categorias têm sido respondidas no tempo hábil", afirma em nota.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a "pauta da Câmara tem dois focos: a reforma do Estado brasileiro e a segurança jurídica pra geração empregos". Citando a situação do Rio, ele também disse que as pautas de segurança pública não são "da bancada [da bala] e sim da sociedade."

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV-MA), disse que "não houve retrocesso ambiental no Brasil". "O ministério tem priorizado a execução de suas atividades finalísticas, especialmente as de comando e controle, que dão suporte à fiscalização ambiental contra o desmatamento, os incêndios e queimadas ilegais", afirmou, em nota.

O ministério citou 13 pontos em que aponta avanços, entre os quais a "reversão da curva do desmatamento na Amazônia, que era ascendente há cinco anos", a ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO), "de 64 mil para 240 mil hectares", o "desestímulo às usinas termelétricas movidas a carvão mineral e a óleo combustível", entre outros.

Segundo o ministério, "por recomendação do ministro" Temer "vetou as medidas provisórias que diminuiriam áreas protegidas na Amazônia".

Sobre o parecer corroborado por Temer que vinculou o chamado "marco temporal" aos processos de demarcação de terras indígenas, em julho a AGU (Advocacia Geral da União) afirmou que a medida vai garantir segurança jurídica.

A respeito da redução da terra indígena Jaraguá, em São Paulo, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou, durante um encontro com indígenas guaranis da região, que trabalha para dar "segurança jurídica" e que era defensor dos direitos indígenas, mesmo sofrendo "pressões imensas" de políticos ligados ao agronegócios, os quais ele não nominou. Na conversa gravada pelos índios, Jardim disse ser contrário à tese do "marco temporal" na forma adotada pelo governo.

O Ministério da Educação afirmou, em nota, ser publicamente contrário ao projeto do Escola Sem Partido. "Além disso, o ministro não discute a Educação sob o ponto de vista político e ideológico.


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Versão Sertão do Pajeú

24/09


2017

Aparece o homem da mala que complica Temer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Altair Alves Pinto, ex-assessor do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Foto: Juliana Castro/O Globo)

 

Cunha e Funaro apontam o homem da mala ajudará nas investigações contra Temer

É Altair Alves Pinto, ex-assessor do próprio Cunha. Ele está sumido

EPOCA – Coluna Expresso - Murilo Ramos

Um dos personagens centrais da delação premiada do operador Lúcio Funaro é Altair Alves Pinto, ex-assessor do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.

Em um dos trechos da delação, Funaro afirma saber que o presidente Michel Temer recebia propina porque “o Altair comentava que tinha de entregar para o Michel”.

Altair é tão importante que os advogados de Cunha vão propor à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, incluí-lo como colaborador ao lado do peemedebista.

Cunha cita Altair como testemunha para as entregas em dinheiro vivo para operadores de Temer.


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24/09


2017

O colapso do Rio

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo

Seis dias seguidos de tiroteios, uma comunidade de 70 mil moradores sob fogo cruzado, quase 3.000 crianças sem aulas. Os números do bangue-bangue na Rocinha são um novo atestado de colapso da segurança pública no Rio. Um ano depois de sediar os Jogos Olímpicos, a cidade volta a ficar de joelhos para o crime organizado.

A guerra na maior favela do país foi deflagrada por um racha entre traficantes de drogas. Mas a crise só tomou essas dimensões por causa da falência do Estado, da omissão das autoridades e do fracasso das UPPs, que foram vendidas como solução para conter a violência.

A promessa de "pacificar" as favelas sucumbiu à corrupção e à falta de planejamento. Relatos de abuso de poder e de cobrança de mesada do tráfico minaram a confiança no programa. Ao mesmo tempo, a concentração do efetivo policial em apenas 38 comunidades estimulou os bandidos a se alastrarem pela periferia da capital e pelo interior.

As UPPs foram virtualmente abandonadas no mês passado, com a retirada de 30% dos policiais. Foi um enterro sem velas. Com a criminalidade em alta, o governo alegou que precisava de homens para patrulhar as ruas e vias expressas.

Em julho, o governo apelou a um truque antigo: pediu socorro às Forças Armadas. Os militares desfilaram na orla e estacionaram tanques no gramado do Aterro e em praças da zona sul. Com apenas três dias de operação, o presidente Michel Temer anunciou uma redução "enorme" da criminalidade. Em poucas semanas, os blindados sumiram. Reapareceram nesta sexta, quando a situação já estava fora de controle.

Enquanto a Rocinha vivia dias de faroeste, Sérgio Cabral foi condenado a mais 45 anos de prisão por corrupção. Ele comandou um esquema que depenou o Estado e deixou como herança seu antigo vice, incapaz de comandar as polícias. O colapso da segurança é um crime pelo qual o ex-governador nunca pagará.


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fenelivro 2017

24/09


2017

Quando a barbárie é popular

Clovis Rossi – Folha de S.Paulo

O caos que está instalado no Rio de Janeiro e o fato de que o Estado está perdendo a guerra contra o narcotráfico só podem estimular a pregação de que "bandido bom é bandido morto".

A barbárie é popular, mostra pesquisa do respeitado Pew Center, dos Estados Unidos, a respeito das Filipinas: quase oito de cada dez filipinos (78% exatamente) aprovam a licença para matar acusados ou suspeitos de tráfico/consumo de drogas concedida pelo presidente Rodrigo Duterte.

Desde que assumiu, em junho de 2016, o governo anuncia, orgulhosamente, 3.400 mortes (até julho), mas a respeitada Human Rights Watch eleva o número para mais que o dobro (7.000).

A reação internacional a esse flagrante desrespeito ao devido processo legal não é acompanhada nas Filipinas: 86% dos consultados pelo Pew têm uma visão favorável do presidente. Talvez porque a grande maioria (78%) diz que a sua situação econômica é boa.

Quando a economia vai bem, o governo de turno recebe boas notas.

É um clássico, em qualquer país, mas passa a ser uma patologia social quando a satisfação com a economia leva a fechar os olhos para a barbárie.

É óbvio que o presidente não aceita que sua política seja rotulada como bárbara. Prova-o o fato de que autorizaria o assassinato até de seu filho, Paolo "Pulong" Duterte, 42 anos, se for verdadeira a denúncia de um deputado oposicionista de que ele está envolvido com drogas.

Em discurso na quarta-feira (20) aos funcionários do palácio governamental, Duterte contou que dissera ao filho: "Minha ordem é para matá-lo se você for apanhado. E eu protegerei os policiais que executarem a ordem, se for verdadeira [a acusação]".

Meu receio é o de que esse tipo de selvageria encontre apoio em outras latitudes, no Brasil, por exemplo. O caos que está instalado no Rio de Janeiro e o fato de que o Estado está perdendo a guerra contra o narcotráfico só podem estimular a pregação de que "bandido bom é bandido morto".

Já é preocupante o fato de que 60% dos adultos brasileiros disseram concordar, em pesquisa recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com a frase "a maioria de nossos problemas sociais estaria resolvida se pudéssemos nos livrar das pessoas imorais, dos marginais e dos pervertidos".

É verdade que, em pesquisa também recente, mas do Datafolha, o número de consultados favorável à pena de morte oscilou de 43% para 42% entre 2014 e 2017. O sentido comum manda acreditar que o número de apoiadores de execuções extrajudiciais, como está acontecendo nas Filipinas, seria ainda menor.

Mas há dois fatores que recomendam preocupar-se com o avanço da selvageria: primeiro, o agravamento notório da situação de segurança pública no país em geral e mais particularmente no Rio de Janeiro, a grande vitrine do Brasil para o bem e, neste caso, para o mal.

Segundo fator, o surgimento e o crescimento de um pré-candidato, Jair Bolsonaro, com um discurso similar ao de Duterte. "Bolsonaro já escolheu seu inimigo comum: os bandidos, que ele promete prender, fuzilar ou dopar, de acordo com o momento", como escreveu faz pouco Ana Estela de Sousa Pinto, autora de uma notável série de reportagens sobre as Filipinas no fim do ano passado. 


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Comentários

Abdias Felix

Magno, vc tem que ser senador da republica por Pernambuco e copiar esse projeto para o Brasil, talvez resolvesse o problema da violência que se encontra instalado em nosso país de uma vez por toda!!!


Flamac - 1

24/09


2017

Jogo de soma zero

De Fernando Albrecht (http://fernandoalbrecht.blog.br/), ótimo colunista gaúcho: “Vocês devem conhecer a história de um vilarejo em que todos deviam R$ 100,00 para um amigo ou conhecido. É um exercício de lógica: no final, ninguém pagou ninguém e as dívidas foram quitadas. Nas 170 e tantas delações premiadas corre-se o risco de acontecer algo semelhante.

“Eis o que pode acontecer: João delatou André que delatou Tiago que delatou Roberto que delatou Carlos que delatou Miguel que delatou José que delatou Luís que delatou Maurício que delatou Felipe que delatou Adriano que delatou Paulo que delatou João, mas como João já era um delatado premiado ficou tudo zero a zero e todos viveram felizes para sempre. Só que agora todos sabem de tudo.”

Mas, cá entre nós, quem é que não sabia?    (Carlos Brickmann)


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Banner - Hapvida

24/09


2017

General Mourão passou a ser o menor problema

Josias de Souza

Ao contrário do que se imaginava, o general Hamilton Martins Mourão, personagem capaz de tudo, inclusive de defender a tomada do poder pelos militares, não é o principal problema surgido na última semana. Descobriu-se que há males que vêm para pior. Eis o verdadeiro problema: os superiores de Mourão, que deveriam punir sua indisciplina, revelaram-se incapazes de todo. Ficou boiando no ar a impressão de que o civil Michel Temer, presidente condecorado com duas denúncias inéditas, busca a condescendência dos militares para permanecer no cargo.

Faz exatamente uma semana que Mourão defendeu a intervenção militar como resposta à deterioração moral do Executivo e do Legislativo. “Quando nós olhamos com temor e com tristeza os fatos que estão nos cercando, a gente diz: ', Pô, por que que não vamo derrubar esse troço todo?'”, ele perguntou numa palestra, antes de informar qual é a sua “visão” da conjuntura: ''…Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso.”

Com um atraso de três dias, Raul Jungmann, ministro civil da Defesa, soltou uma nota oficial para assegurar que discutiria com o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, a adoção “das providências cabíveis”. No dia seguinte, o ministro foi, por assim dizer, desautorizado por Villas Bôas. “Punição não vai haver”, declarou o comandante, numa entrevista em que chamou o transgressor de “grande soldado, uma figura fantástica, um gauchão”. E ainda insinuou que concorda com o amigo, ao propagar o exótico entendimento segundo o qual, na “iminência de um caos”, a Constituição concede às Forças Armadas “um mandato” para intervir.

Nesta quinta-feira, depois de conversar com o ministro Jungmann, o comandante Villas Bôas emitiu uma nota. Nela, fez um enorme esforço para se reposicionar em cena. ''O Exército Brasileiro é uma instituição comprometida com a consolidação da democracia em nosso país'', escreveu. Noutro trecho, acrescentou: ''Em reunião ocorrida no dia de ontem, o comandante do Exército apresentou ao sr. ministro da Defesa, Raul Jungmann, as circunstâncias do fato e as providências adotadas em relação ao episódio envolvendo o General Mourão, para assegurar a coesão, a hierarquia e a disciplina.''

Decidido a administrar o problema com a transparência de um cristal de requeijão cremoso, o comandante do Exército não se dignou a informar que “providências” adotou. Sabe-se apenas que não puniu Mourão. Em privado, alegou-se que uma punição transformaria o indisciplinado em herói da caserna. A desculpa apenas confirma que Mourão não blefava quando disse, há uma semana, que sua visão intervencionista “coincide com a dos meus companheiros do Alto Comando do Exército.”

Até bem pouco, quando alguém dizia estar preocupado com os militares, sempre surgia uma voz tranquilizadora: “Militares? Mas eles não estão nos dando nenhum motivo para preocupação”. Isso é o que deveria ter preocupado a todos. Os militares estavam quietos demais. “Nós temos planejamentos, muito bem feitos”, avisou Mourão há uma semana. “Chegará a hora que nós teremos que impor uma solução. E essa imposição não será fácil, trará problemas, podem ter certeza disso aí.”

Como um absurdo sempre puxa outro, Mourão já dispõe até de representação no Congresso. O deputado Cabo Daciolo (PTdoB-RJ) gravou um vídeo para trombetear na internet seu apoio ao general. Pediu o fechamento do Congresso. Nesse ritmo, talvez nem seja necessário. Fechar o Legislativo sempre pega mal. Os militares podem economizar a gasolina do tanque, deixando o Parlamento aberto e desmoralizado.

Ironicamente, Temer já se encarregou de potencializar a desmoralização do Congresso. O mais escandaloso do festival fisiológico adotado para converter o plenário da Câmara em cemitério de desova de denúncias vivas não é nem o desdém pelo recato, mas a facilidade com que Temer, com a popularidade na casa dos 3%, ainda consegue obter a adesão dos parlamentares. Deve estar até meio arrependido, achando que poderia ter comprado a mesma cumplicidade com menos cargos e verbas públicas.

O pseudo-presidente da República ainda não disse uma mísera palavra sobre o intervencionismo de Mourão. Talvez cogite chamar o general para uma conversa. Quem sabe se anime a solicitar a concessão de sua permanência no cargo. Uma Presidência militar com fachada civil seria um grande disfarce. Com sorte, o general Mourão concordará. Decerto fará uma exigência: “Pode ficar, mas de quepe!”

O Planalto avalia que a reunião de Jungmann com Villas Bôas resolveu o problema chamado Mourão. Engano. A encrenca mal começou! Em verdade, o problema atingiu o topo da hierarquia. O brasileiro gosta tanto de piada que passou a ser presidido por uma.


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ArcoVerde

24/09


2017

Lula, Jucá, o PT e o Fundo Eleitoral

O que Lula chama negociata une PT e Jucá no apoio a Fundo Eleitoral

Andrei Meireles – Blog Os Divergentes

Quem assistiu a sessão do Senado na noite da quarta-feira (20) no mínimo ficou com uma pulga atrás da orelha. Estava em debate mais uma artimanha de Romero Jucá para ressuscitar o tal fundo público para bancar a campanha eleitoral.

Jucá ciscou daqui e dali, tirou o dinheiro público com uma mão e repôs com a outra. A grana subtraída da Educação, Saúde, Segurança… apenas mudaria de rubrica. Se o desfalque é no Orçamento, ou nas emendas de bancadas parlamentares impositivas com os mesmos fins, o resultado é igual. Pura magia.

O Senado inteiro entendeu a manobra. No encaminhamento da votação, cinco de cada lado, quem se alinhou a Jucá: os petistas Gleisi Hoffmann, Lindberg Farias e Humberto Costa e Vanessa Grazziotin, do PC do B.

Tiveram que rebolar. Vejam quanto gingado:

Humberto Costa: “Ninguém faz omelete sem quebrar ovos. Quem é contra está sendo demagogo, faz o discurso fácil do Dallagnol ( Deltan, coordenador da Lava Jato em Curitiba) aqui no Senado”.

Vanessa Grazziotin: “Quem tira direitos, corta recursos, é o governo Temer. Temos que fazer uma Lei Rouanet para financiar a democracia, dando incentivos fiscais paras as empresas”.

Gleise Hoffmann: “O PT só elegeu Lula quando foi lá e pediu dinheiro. Aí começou nossa desgraça. Isso é muito mais caro que o financiamento público”.

Não colou.

Uma reação puxada por Ronaldo Caiado, com o apoio, entre outros, de Renan Calheiros e Cristovam Buarque, detonou a mágica de Jucá, endossada pelo PT.

Novo embate está previsto para a próxima terça-feira (26). O senador Eunício Oliveira ainda tenta um acordo. Afinal, todos querem grana para a campanha eleitoral. Como a Lava Jato escancarou, antes eles tiravam do nosso bolso em parceria com empresários que, em troca de ganhos exorbitantes, bancaram as milionárias campanhas e ainda enriqueceram boa parte dos políticos.

Mas nessa sexta-feira (22), Lula resolveu meter a colher nesse angu.

Ao participar de uma campanha petista em busca de novos filiados, ele fez uma surpreendente declaração na contramão dos parlamentares do partido. Pediu colaboração financeira dos petistas e justificou: “Ajudar o PT a não precisar de dinheiro empresarial e ficar fazendo negociata atrás de um fundo que a sociedade compreenda que possa ser imoral para o partido”.

Disse mais: “O PT tem que se autofinanciar. Quem tem de financiar nossas armas somos nós mesmos”.

Seria um veto de Lula à aliança entre as principais lideranças do PT e Romero Jucá para ressuscitar o tal Fundo Eleitoral?

Não é bem assim.

Depois de tanta ênfase, Lula abriu a brecha para a parceria com Jucá no Congresso:

“Sou defensor do fundo partidário. Acho que é a forma mais democrática de fazer política neste País. A sociedade tem que saber quanto vai custar, quanto cada partido tem direito e vai fiscalizar”.

Quem usou, abusou e se melou na promiscuidade com empresários — PT, PMDB, PSDB e muitos outros –, antes de tentar nova garfada no contribuinte, precisa acertar e pagar as contas desse passado recente.

É o que a sociedade cobra e a Lava Jato apura.


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Supranor 1

23/09


2017

Maia diz que “com certeza” DEM apoiaria Doria

DEM, partido de Maia, também estaria de portas abertas para João Doria, caso ele não seja o candidato do PSDB.

Mesmo depois da afirmação do presidente da Câmara sobre possível apoio, caso seu partido não tiver candidato, Doria desconversou e nega intenção

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), afirmou que o Democratas "com certeza" apoiaria a candidatura do prefeito de São Paulo , João Doria (PSDB), à Presidência da República. A declaração, divulgada pela Folha de S.Paulo , foi feita antes de um jantar na casa do prefeito paulista, na quinta-feira (21).

Maia questionou “qual seria a melhor opção que não apoiar João Doria” , caso o PSDB decidisse lançar a candidatura do prefeito, e o DEM não tivesse candidato. "Viemos ver o sucesso da gestão dele [Doria], um exemplo para todo o Brasil. Doria vem na linha do que a sociedade quer: a mudança, a renovação", pontuou o parlamentar.

O presidente da Câmara também foi questionado se seu partido apoiaria uma eventual candidatura do governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao que ele teria hesitado, mas respondido: "se não tivermos candidato, apoiaríamos com o mesmo carinho.


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23/09


2017

No Rio, tropas tornaram-se forças cenográficas

Josias de Souza

O uso das Forças Armadas no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, que deveria ser pontual, virou algo corriqueiro. O fenômeno nasceu quando Sérgio Cabral governava o Rio. Lula topou, Dilma ampliou e Temer institucionalizou. Hoje, as favelas cariocas estão mais violentas, Cabral está preso em Bangu 8, Lula flerta com a cadeia, Dilma é matéria-prima para inquérito policial, Temer é o primeiro presidente denunciado da história e as tropas militares viraram forças cenográficas.

O atual surto de violência, localizado na favela da Rocinha, foi deflagrado a 3.400 km do Rio, no presídio de segurança máxima de Rondônia. Ali, está preso o traficante Antonio Bonfim Lopes, o Nem. A distância não o impediu de ordenar o ataque a um traficante rival, na Rocinha. O presídio federal virou escritório do traficante.

O ministro Raul Jungmann, da Defesa, comparou o Rio de Janeiro a “um doente na UTI.” Disse que o paciente “tem fraturas, hemorragia interna e uma cirrose.” Perguntou: “Você vai segurar a hemorragia ou a cirrose?” Bem, a cirrose só será curada no dia em que o poder público se livrar de gestores que se deixam embriagar pela corrupção. Até lá, o uso das tropas em operações de segurança pública tem o efeito de um band-aid. Serve para curativos pontuais. Mas não segura hemorragias.


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Mobi Brasil 1

23/09


2017

Casa de Cabral mostra sua vida de gângster

Facilitaram a vida do laranja do chefe da corrupção no Rio

Jornal do Brasil

 

As imagens de luxo e conforto da mansão do chefe da quadrilha que assaltou o Rio, e que será leiloada, é uma verdadeira demonstração ostensiva da vida de gângster e ladrão (conforme indicam os processo pelo qual o ex-governador já foi condenado). 

 

A avaliação da casa do capo Sergio Cabral, saindo a praia nessa região de Angra dos Reis, não é menos que US$ 2 milhões, valor equivalente aos R$ 8 milhões oferecidos a leilão. 

 

O metro quadrado de uma construção de mil metros - como é o total da casa do capo -, não sai por menos de R$ 15 mil. 

O total, de R$ 15 milhões (equivalente aos mil metros quadrados) somado ao valor do terreno de R$ 8 milhões, são R$ 23 milhões. Ou seja, são 6 milhões de dólares, no mínimo. 

Como se explica essa casa sendo vendida por menos? 

E isso não basta! A casa de Cabral é a mais cara de seus assessores na contravenção. Ora, se a do capo vai ser vendida por esse preço, imagina a quanto será vendida a de seus assessores? 

Todo esse valor deve ser somado à qualidade do vidro importado, do solo, de mármore da escada, e sem considerar os objetos de arte que, mesmo sendo excessivamente de mau gosto, valem muito dinheiro. Pois é o que acontece sempre quando a “cafonalha” rouba. 

É um verdadeiro laranjal que já deve estar pronto para comemorar a compra de todas as casas dos quadrilheiros, para daqui a 20 anos receberem de volta aquilo que roubaram.  


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Comentários

Abdias Felix

Quem vai arrematar sou eu, gostei da casinha e do lugar


Asfaltos

23/09


2017

Temer e Joesley torcem para ver provas de JBS anuladas

Veja - Maurício Lima

Inimigos mortais, Joesley Batista e Temer têm agora algo em comum: ambos torcem para que as provas da JBS sejam anuladas.

Temer, por razões óbvias.

Joesley, porque sem os benefícios da delação, as evidências não podem ser utilizadas para aumentar sua pena.

Enquanto isso, na comemoração aos 60 anos de Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, em Lisboa, os advogados criminalistas presentes pretendem fazer um brinde a Rodrigo Janot.

Graças à Lava-Jato, nunca ganharam tanto dinheiro em tão pouco tempo.


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bm4 Marketing 8

23/09


2017

PF quer levar telefones de Aécio e Andrea para EUA

Os policiais não conseguiram acessar os dados dos aparelhos no Brasil

Epoca – Coluna Expresso – Murilo Ramos

Sem conseguir acessar os dados dos telefones apreendidos na operação cujos alvos foram, entre outros, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), sua irmã Andréa Neves e o senador Zezé Perrella (PMDB-MG), a PF pediu autorização ao STF para levar os equipamentos aos Estados Unidos, onde o fabricante pode dar uma forcinha.

A PGR está sendo consultada.

Os investigadores só mudarão de ideia caso os suspeitos topem ceder as senhas para facilitar o trabalho dos policiais, algo improvável.


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23/09


2017

Papel de Dilma ganha espaço na corrupção

O Globo - Editorial

Levou tempo para que, nos relatos sobre a corrupção enfrentada pela Lava-Jato e outras operações, a discreta Dilma Rousseff começasse a ocupar seu espaço, à altura dos cargos que exerceu, de ministra, de presidente do Conselho de Administração da Petrobras e da República.

Dilma Rousseff não poderia mesmo estar fora do esquema de corrupção do petrolão, principal fonte do dinheiro que iria financiar campanhas e o projeto de poder lulopetista, além de elevar o padrão de vida de dirigentes, Lula à frente.

Agora, confirma-se que a presidente da República, de fato, vazou informações confidenciais da Polícia Federal para alertar seus marqueteiros João Santana e Mônica Moura de que a Lava-Jato se aproximava deles.

Crime sério, contra o Estado que jurou sobre a Constituição defender, e que joga suspeição sobre José Eduardo Cardozo, seu ministro da Justiça, a quem a PF estava administrativamente subordinada.

Na delação premiada, Mônica


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23/09


2017

PE: seleção com 172 vagas e salários de até R$ 3,8 mil

Seleção pública simplificada da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude inscreve a partir de segunda (25). Há oportunidades para níveis superior, técnico e médio.

Seleção da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude inscreve até 23 de outubro (Foto: /Google Street View)

Por G1 PE

 

O governo de Pernambuco anunciou uma seleção pública simplificada para preencher 172 vagas na Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude. As oportunidades são para atuação nos Serviços de Acolhimentos Institucionais, sendo 35 de nível superior, oito de nível técnico e 129 de nível médio. O edital foi publicado na edição deste sábado (23) do Diário Oficial do Estado de Pernambuco e pode ser conferido aqui.

Os salários variam de R$ 1 mil até R$ 3,8 mil. Há vagas para advogados, assistentes sociais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, pedagogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, gestores sociais, técnicos de enfermagem e educadores sociais/cuidadores. Do total de oportunidades oferecidas, 5% são reservados para pessoas com deficiência. As vagas são distribuídas entre o Recife, cidades da Região Metropolitana e Garanhuns, no Agreste do estado.

As inscrições começam na segunda-feira (25) e podem ser feitas até o dia 23 de outubro no site do Instituto Darwin, onde é possível preencher o cadastro e anexar os documentos digitalizados requisitados no edital. A taxa de inscrição custa R$ 60 para as funções de nível superior e R$ 40 para os cargos de nível técnico ou médio.

O processo seletivo é realizado em única etapa eliminatória e classificatória, destinada à análise da experiência profissional e de títulos. O resultado final da seleção está previsto para ser divulgado em 21 de novembro.


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