Campanha IPTU 2018

11/01


2017

Suplentes não mudam ranking partidário

Gabriel Garcia

De Brasília

Com a posse dos parlamentares que se elegeram prefeitos ou vice-prefeitos no ano passado, houve pouca alteração nas bancadas dos partidos no Congresso, mantendo praticamente inalterada a correlação de forças entre os partidos. Apenas 18 deputados e um senador foram eleitos.

Além desses, só outros três se licenciaram para assumir secretarias em capitais. No Senado, tudo ficará na mesma. Eduardo Lopes, suplente de Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, também é do PRB.

Na Câmara, seis partidos terão alguma perda e outros sete terão acréscimos. O PMDB perde duas cadeiras, mas preserva a condição de dono da maior bancada. O PT, o PSDB, o PP, o PR e o PTB ficarão sem um deputado cada e permanecerão na mesma posição.

Os que ganharão novas cadeiras são PCdoB (dois deputados), PSD, PSB, DEM e PDT, que terão mais um representante cada. O PSDC passa a ter assento na Câmara com a posse de um suplente.

Mesmo com tal movimentação, o ranking partidário permanece inalterado. Mas o retorno de alguns titulares pode modificar o quadro futuramente.


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Prefeitura do Ipojuca

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21/04


2018

Fizeram campanha presos. Precedente para Lula

De 6 casos em 1 eleito não conseguiu tomar posse; situação de petista é enquadrada na Ficha Limpa

João Pedro Pitombo – Folha de S.Paulo

Trá-trá-trá. O barulho de rajadas de tiros ecoava dos carros de som nas ruas de Catolé do Rocha, na Paraíba. Inspirado na música "Metralhadora", sucesso do Carnaval em 2016, o jingle promovia a candidatura de Ubiraci Rocha, que disputava uma vaga de vereador pelo PPS.

Mas o candidato não estava nas ruas para fazer a sua campanha. Ubiraci estava encarcerado, sob suspeita de autoria de três homicídios e de crime de pistolagem.

Precedentes como este podem repetir-se na eleição deste ano, caso o PT registre a candidatura à Presidência de Lula, que cumpre pena após condenação em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro. O PT, contudo, mantém Lula como postulante ao Planalto e deve registrá-lo em agosto deste ano mesmo preso.

O Tribunal Superior Eleitoral não possui dados sobre políticos que registraram candidatura mesmo presos. Segundo levantamento da Folha, há precedentes de pelo menos seis políticos, candidatos a prefeito e vereador, que disputaram as eleições dentro da prisão.

Apesar de a situação ser a mesma –fazer campanha preso–, há uma diferença. Ao contrário do petista, os candidatos cumpriam prisão preventiva antes da condenação em segunda instância. Por isso, nenhum foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

A lei deverá ser o principal obstáculo para a candidatura de Lula. O ex-presidente não teve seus direitos políticos suspensos, mas deve ser considerado inelegível.

"Ele [Lula] está inelegível, mas nada impede que registre candidatura e participe do processo político, mesmo preso", afirma Silvio Salata, presidente da comissão de Direito Eleitoral da OAB-SP.

No caso da Paraíba, Ubiraci Rocha conseguiu registrar sua candidatura, saiu para votar usando algemas e ainda foi aplaudido na seção eleitoral. Foi eleito como sexto vereador mais votado, com 948 votos. Mas não cumpriu o mandato: uma decisão judicial suspendeu a sua posse e ele renunciou. Dos seis casos apurados, só ele não conseguiu tomar posse. Os demais cumpriram seus mandatos, integral ou parcialmente. 

Quase dois anos depois das eleições, Ubiraci segue preso preventivamente. Mas sua defesa está otimista: "Não existe prova. Ele está sendo vítima da incompetência das investigações que apuram essas mortes", diz o advogado João Estrela. Caso seja inocentado, pode voltar a disputar um novo mandato em 2020.

Melhor sorte teve Carlos Alberto dos Santos, o Beto da Saúde (PSD), eleito vereador na cidade de Ibatiba (ES). Ele passou 52 dias na prisão durante a campanha sob acusação de peculato e compra de votos. Foi solto dias antes da posse e cumpre mandato normalmente.

Sem ele, sua campanha foi tocada nas ruas por familiares e amigos. O processo, no qual o vereador é acusado de usar a estrutura da prefeitura em prol de sua candidatura, ainda tramita na Justiça.

Outro caso de candidato preso é Luiz César Lanzoni, eleito vereador em 2004 em Porto Ferreira (SP) mesmo cumprindo pena por corrupção de menores e formação de quadrilha. 

Ele tomou posse no cargo depois que deixou a prisão, em 2007, via liminar.

Há casos de políticos com penas restritivas que devem ir às urnas este ano. No Rio Grande do Norte, o deputado estadual Dison Lisboa (PSD) vai concorrer à reeleição, mesmo com uma tornozeleira eletrônica atada junto ao pé.


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Prefeitura Camaragibe

21/04


2018

Gravação de Joesley: Aécio contra indicação de Serraglio

Tucano ainda revela preocupação para aprovar projeto de anistia ao crime de caixa dois

O Globo

Na gravação que Joesley Batista entregou à PGR no ano passado, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) atacou o então ministro da Justiça, Osmar Serraglio, por ele não aceitar orientações sobre indicação do comando para a Polícia Federal. Serraglio confirmou em entrevista ao GLOBO, nesta sexta-feira (20), as acusações já formuladas pela PGR.

Na ocasião, o tucano disse ao empresário que o então ministro era “um bosta de um caralho, que não dá um alô”. Aécio disse que Michel Temer “errou de novo de nomear essa porra desse (...). Porque aí mexia na PF.”

O senador demonstrava preocupação com os inquéritos que seriam abertos na época das delações da Odebrecht e sugeriu a Joesley que era necessário intervir para que os responsáveis pelas investigações fossem previamente selecionados para evitar uma distribuição aleatória.

 “O que que vai acontecer agora? Vai vim um inquérito de uma porrada de gente, caralho, eles são tão bunda mole que eles não (têm) o cara que vai distribuir os inquéritos para o delegado. Você tem lá cem, sei lá, 2.000 delegados da Polícia Federal. Você tem que escolher dez caras, né?, do Moreira, que interessa a ele vai pro João (...) O Aécio vai pro Zé”, disse o tucano, na gravação.

Além disso, ele propôs ao empresário que ajudasse a pressionar o presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia, para que ele votasse matérias que incluem a anistia ao caixa dois. O tucano chegou a dizer que “alguém” de Joesley poderia mandar “um recado pro Rodrigo” para “assustar um pouco”.

Depois, Aécio emendou: “Tem que votar essa merda de qualquer maneira (…) Eu tô assustando ele (Rodrigo Maia). Se a gente conseguir isso (anistia do caixa dois), já dá 80% do problema”.


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Gravatá

21/04


2018

Por uma vida menos pacata

Provável candidato, Barbosa desperta interesse e precisará revelar ideário político-econômico

Julianna Sofia – Folha de S.Paulo

Em 1º de julho de 2014, um Joaquim Barbosa que se dizia com a “alma leve” deixava precocemente o STF (Supremo Tribunal Federal) após 11 anos. Nos últimos dois, comandara a alta corte em uma gestão ruidosa, com ataques à advocacia, à imprensa, e à própria magistratura, depois de ter relatado o histórico processo do mensalão.

“A política não tem na minha vida essa importância toda, a não ser como objeto de estudo e reflexão”, declarou naquela data quando questionado sobre as chances de uma candidatura futura, em 2018. Na disputa de 2014, mesmo fora do páreo, o então presidente do Supremo chegou a pontuar 14% no Datafolha.

De lá para cá, a Operação Lava Jato ganhou tração, uma presidente da República foi impichada, seu sucessor denunciado duas vezes por suspeitas de corrupção e o antecessor, condenado e preso. O Brasil aparentemente mudou, como também aparenta ter mudado Joaquim Barbosa.

O ex-ministro é hoje o presidenciável que mais desperta o interesse do mercado, dos investidores estrangeiros, dos empresários, da mídia e do mundo político. Sua (pseudo) hesitação em oficializar-se pré-candidato tende a seguir o mesmo roteiro da filiação ao PSB, de última hora. “Eu ainda não consegui convencer a mim mesmo de que devo ser candidato”, despista, elencando ainda resistência da família e divergências regionais do partido. 

Antes e pós-confirmação, o neopeessebista será convocado a expor seu ideário político, econômico e social. Sua rotina —de viagens ao exterior, visitas familiares e passeios pelo calçadão carioca— será objeto de assédio. Além do benefício integral que recebe como aposentado do STF, suas outras fontes de renda —venda de pareceres e palestras— serão vasculhadas. Escrutínio legítimo e necessário a que deve ser submetido qualquer um que se arvore aspirante ao Palácio do Planalto.

Há quem duvide da resiliência de uma candidatura Barbosa. Até que ponto, o ex-ministro estará disposto a uma vida menos pacata? 


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21/04


2018

Paulo desmente Bruno e o manda recuperar o PSDB-PE

O governador Paulo Câmara desmentiu, ontem, declarações do ex-ministro Bruno Araujo  (PSDB) de que ambos teriam se reunido, juntamente com o prefeito Geraldo Júlio, à época do impeachment de Dilma Rousseff, a fim de tramar para a queda então presidente da República,

“Nunca, nem eu e nem Geraldo, nos sentamos com ele para discutir a questão do impeachment”,  disse o governador, para quem o deputado tucano deveria se preocupar com "o partido dele", do qual é presidente no Estado, “que se esvaziou sob o seu comando”.

O governador disse ainda na nota que divulgou no início da noite, que seu partido foi dos últimos a se definir, “de forma clara e transparente”  em torno do impeachment,  e, “ao contrário do deputado”,  que aderiu, não quis fazer parte do governo Temer.

Segue, na íntegra, a nota do governador Paulo Câmara:

“O deputado Bruno Araújo deveria se preocupar com o partido dele em Pernambuco, Nunca, nem eu e nem Geraldo, nos sentamos com ele para discutir a questão do impeachment. É bom lembrar que tanto o PSDB quanto o DEM deixaram nossa base política. Nesse episódio do impeachment, o PSB foi um dos últimos partidos a se definir. E fez isso de forma clara e transparente. E, ao contrário do deputado,  não quis fazer parte do Governo Temer”.

Paulo Câmara 

Governador de Pernambuco e vice-presidente nacional do PSB”


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Comentários

marcos

Paulo oiao te liga na lava jato!

Wellington Antunes

Taí Bruno, perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado.


Supranor 1

21/04


2018

Dilma vai tentar visitar Lula na segunda-feira

A ex-presidente Dilma Rousseff desembarca na segunda (23) em Curitiba. Ela vai participar de reunião do diretório nacional do PT e tentar visitar seu padrinho político, Lula, na carceragem da PF.

Até agora, os únicos políticos que conseguiram visitar o petista foram os da comitiva de senadores que articulou inspeção na PF.

Não houve conversa privada.

O superintendente do órgão, um delegado e dois agentes acompanharam o encontro.


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Comentários

marcos

Dilma Jumenta senadora por Minas. O povo mineiro merece? Kkkkk

marcos

Vou votar em Jair e vocês?

Quentura

Tenho orgulho de dizer que votei no Lula, mas você tem coragem de dizer em quem votou?

Quentura

RECEBER seguro-desemprego estando empregado é crime, e receber AUXÍLIO-MORADIA tendo imóvel próprio, é o que?


ArcoVerde

21/04


2018

Rivais avaliam que PSDB afasta eleitor de Alckmin

Aécio se vê como ‘bola da vez’

Pré-candidatos ao Planalto incluíram em pesquisas internas investigações sobre o desempenho tímido de Geraldo Alckmin junto ao eleitorado. Receberam como resposta que o PSDB se tornou um partido pesado demais para ele carregar. O noticiário desta sexta (20), com novas denúncias sobre Aécio Neves (PSDB-MG) e a ofensiva do MP paulista na direção do presidenciável, dá força à tese. Quem falou com o senador mineiro diz que ele “está consciente de que se tornou a bola da vez”.

Agora, até mesmo os aliados que rebatem as acusações de que Aécio é alvo reconhecem que “não importam os fatos”. “A narrativa se tornou indefensável.”

A investigação aberta pelo Ministério Público de SPpegou os tucanos mais próximos a Alckmin de surpresa. Eles atribuíram a iniciativa a uma disputa interna por protagonismo e adotaram tom pragmático: melhor agora do que lá na frente.

Dos dez promotores de Patrimônio Público do estado, apenas três aceitaram assinar a abertura da ação contra o ex-governador.  (Folha de S.Paulo – Painel)


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bm4 Marketing 5

21/04


2018

Joesley: com novas informações sobre velhos alvos

Tenta manter delação de pé

As informações complementares levadas por Joesley Batista à PF fazem parte de estratégia do empresário para manter de pé sua delação.

Quer mostrar o valor das informações que repassou às autoridades.

A atitude colaborativa de Joesley, que passa os dias em casa estudando processos e organizando documentos que auxiliem as investigações, é fruto da contratação de André Luís Callegari.

Após ter o acordo rescindido pela PGR, o dono da JBS resistia a falar.

O defensor, então, explicou a ele que “colaboração é caminho sem volta” e que abrindo a boca ele teria mais chance de manter ao menos parte do trato.  (Folha – Painel)


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Asfaltos

21/04


2018

Há um déficit ético no debate eleitoral de 2018

Josias de Souza

O noticiário político virou um necrotério. Há cadáveres demais nas manchetes. São tantos e tão disseminados os escândalos que a ética deveria ser guindada ao patamar de tema obrigatório da temporada eleitoral. Ocorre, porém, o oposto.

Numa disputa que envolve sujos e mal lavados, os maiores partidos —PMDB, PT, PSDB— e seus satélites não cogitam falar de corrupção a não ser em legítima defesa.

Há um déficit ético no debate pré-eleitoral

O eleitor que for buscar no discursos dos candidatos ou na propaganda eleitoral dos partidos os parâmetros morias para tomar suas decisões em 2018 arrisca-se a tirar não conclusões, mas confusões por contra própria.

Misturando-se a confusão com a devoção, um candidato preso e inelegível, como Lula, pode figurar nas pesquisas como favorito. E Joaquim Barbosa, o algoz do PT no mensalão, pode aparecer na terceira colocação mesmo sem lançar formalmente sua candidatura.

Pesquisa do Datafolha revelou que oito em cada dez brasileiros desejam a continuidade da Lava Jato. Com 84% de adeptos, a operação anticorrupção chega a 2018 como a maior atração política do país.

O eleitor é incapaz de reconhecer honestidade na política. E a política é incapaz de demonstrá-la.

Num cenário ideal, candidato que não puder falar sobre corrupção sem recorrer ao cinismo deveria se abster de disputar. Como o ideal não existe, cabe ao eleitor desligar os cínicos da tomada.


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Versão Agreste Central

21/04


2018

“Simplesmente dividindo riqueza, ela acaba”, diz Amoêdo

Para ele, “Novo” não é direita, mas liberal

Kennedy Alencar

Pré-candidato do Novo, João Amoêdo diz que, “simplesmente dividindo a riqueza, em algum momento ela acaba”. Em entrevista ao “Jornal da CBN – 2ª Edição, ele afirma que “você combate a pobreza criando riqueza”, apesar da avaliação de organismos internacionais capitalistas e da maioria dos economistas de que a distribuição de renda é forma mais eficaz de combate à desigualdade social.

Amoêdo crê que sua candidatura é viável porque o eleitor deseja renovação e mudança. Ele concorrerá à Presidência por um partido pequeno, com pouco tempo de propaganda eleitoral e teve entre zero e 1% de intenção de voto na última pesquisa Datafolha.

Indagado se o Novo era de direita, afirmou que a legenda tem “viés liberal”. Ele considera “conceitos de direita e esquerda muito distorcidos” no Brasil. Afirma que o Novo faz estudo para reduzir as atuais 29 pastas ministeriais para 10. Na entrevista, citou 11: Economia, Casa Civil, Infraestrutura, Defesa, Segurança Pública e Justiça, Agricultura e Meio Ambiente, Educação, Saúde, Ciência e Tecnologia, Gestão Pública, Relações Exteriores.

Amoêdo é favorável à privatização da Petrobras, da Eletrobras e dos bancos públicos. É contra a legalização das drogas “nesse momento”. E avalia que a intervenção federal no Rio deveria acabar no fim do governo Temer, mas que seria preciso negociar isso com o futuro governador do Estado. Se eleito, ele manterá inalterada a regra que fixa um teto para o crescimento das despesas públicas. 


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21/04


2018

Para Dirceu, PT não deveria disputar Planalto em outubro

Crê que Ciro seria mais viável que Lula

Blog do Kennedy

Em conversas com petistas, o ex-ministro da Casa Civil diz que o PT não deveria ter a cabeça de chapa na eleição presidencial de outubro. Ele não acredita na viabilidade jurídica da candidatura de Lula. Crê que seria melhor uma aliança, provavelmente com Ciro Gomes (PDT). Dirceu tem falado que, em 2018, não seria a vez do PT.

O ex-ministro da Casa Civil perdeu muita influência no PT, mas ainda é ouvido por setores do partido. Nos bastidores da legenda, as indicações de Luiz Fux e Rosa Weber para o STF são debitadas nas contas dele e da então presidente Dilma Rousseff. As duas nomeações foram desastrosas para o PT no mensalão e na Lava Jato.

Fux havia feito acordo para matar no peito e absolver Dirceu. Não cumpriu o acertado. Dilma pediu a Rosa Weber que lesse o processo do mensalão antes de ser indicada. Weber leu e conversou com Dilma, que saiu da conversa com a impressão de que ela absolveria Dirceu e outras figuras do partido. Isso não aconteceu, e o resto é história.

Se o juiz Sérgio Moro e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região aplicarem a Dirceu a mesma interpretação dada ao caso de Lula, o ex-ministro da Casa Civil deverá ser preso em breve. Ele teve recurso negado ontem no TRF-4.


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21/04


2018

Por que o mercado acolhe Joaquim Barbosa?

José Antônio Severo – Blog Os Divergentes

A boa receptividade à candidatura de Joaquim Barbosa pelo “mercado” deve-se a um fator insuspeitado pelos observadores da cena pré-eleitoral brasileira. A figura de um ministro da Suprema Corte, com sólida formação acadêmica, reputação ilibada e distante do ambiente político foi acolhido no exterior como um indício de que o Brasil pode recuperar a credibilidade e voltar a seu antigo lugar na comunidade internacional de negócios.

A oferta de um candidato politicamente correto, algoz dos corruptos e de forte conteúdo identitário (viés discutível para a campanha, segundo alguns segmentos do campo eleitoral do candidato) é sua base de lançamento. Entretanto, no exterior ele é visto como uma retomada do poder por um mandatário de grande estatura, capaz de levar para a administração seriedade e competência técnica.

Esses observadores externos não se detêm, nem conhecem, as peculiaridades do sistema político brasileiro. Sentado na cadeira presidencial, Barbosa, ou qualquer outro eleito, vai se defrontar desde o primeiro momento com as peculiaridades do sistema de governo de coalizão, que ameaçam por em cheque todas suas qualificações e voluntarismo. Não há como sair do toma-lá-dá-cá.

O que se diz é que uma raposa política seria mais adequada a esse ambiente, o que daria vantagem a um veterano como o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. No entanto, a figura de Joaquim Barbosa é mais fácil de explicar a interlocutores externos. Essa é uma percepção importantíssima para tirar o Brasil do buraco, no entender do “mercado”.

O “mercado” é uma instituição abstrata que, na verdade, é composto por uma fauna complexa integrada por investidores dos setores financeiro, industrial e comercial, donos ou executivos de bancos, indústrias e comércio em geral, desde botequins de esquina até grandes redes de magazines. São os que botam dinheiro na frente para abrir novos negócios. Em carne e osso, o “mercado” é formado por proprietários e executivos com poder de decisão. São esses que estão esperando conseguir dinheiro grosso no exterior para vencer a recessão renitente.

Um nome da estatura de Joaquim Barbosa poderia impressionar o mundo. Tem uma imagem poderosa para respaldar a credibilidade.

De uma maneira geral, a desconfiança externa é só teórica, vinda de um barulhão antibrasileiro, pois, de fato, o Brasil paga suas contas, o governo honra seus compromissos, os indicadores estão estáveis (como dólar e inflação, por exemplo) e o ambiente de negócios internamente está descolado dos impasses políticos. O que assusta o estrangeiro é a incerteza.

Contribui também para a desconfiança o abalo da imagem de grandes empresas brasileiras que operavam no mercado financeiro mundial, como a Petrobras, Odebrecht e outras. Deram prejuízo aos investidores, que são os fundos de investimentos em ações e papéis negociados no mercado aberto ou de títulos. É isto que precisa ser corrigido, cobra o “mercado”.

Por isso, um ministro da Suprema Corte poderia oferecer aos observadores mundiais um indicativo sustentável e defensável de que o Brasil volta à normalidade. O fato de Joaquim Barbosa ser um produto da indignação da classe média brasileira não conta nesse ambiente. O que vale é sua estatura formal.


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20/04


2018

Aos poucos, PSDB ganha jeitão de bola da vez

Josias de Souza

Dois dias depois de defender a tese segundo a qual Aécio Neves deveria sair de fininho da cena pública, abstendo-se de levar a cara as urnas, Geraldo Alckmin foi abalroado pela notícia de que o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito civil sobre os R$ 10 milhões que o departamento de propinas da Odebrecht repassou para suas campanhas em 2010 e 2014. Apura-se a suspeita de improbidade.

Nos subúrbios do tucanato, aliados de Aécio começaram a dizer que a candidatura presidencial de Alckmin já fazia água antes mesmo de o grão-duque do tucanato de Minas ter virado carga a ser jogada no mar.  A troca de joealhadas ocorre num instante em que o PSDB ganha a reluzente aparência de bola da vez. Com Lula na cadeia, adensou-se a percepção de que forças poderosas tornaram-se impotentes.

Por mal dos pecados, a invulnerabilidade do tucanato vai a pique em plena temporada eleitoral. O réu Aécio, que pretendia reeleger-se senador, não sabe se terá condições de candidatar-se a deputado. Alckmin, que já disputou um segundo turno contra Lula na sucessão de 2006, permanece ancorado na faixa de um dígito nas pesquisas.


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20/04


2018

Alckmin rifa Aécio para conter fuga de eleitores tucanos

Paulista aplica vacina, mas enfrentará outras dificuldades para recuperar votos

Bruno Boghossian – Folha de S.Paulo

Vinte minutos depois do voto que selou a decisão de tornar Aécio Neves réu no STF (Supremo Tribunal Federal), Geraldo Alckmin fincou no chão a pá com a qual tentará cavar um fosso para separá-lo do senador mineiro. “Decisão judicial se cumpre. A lei é para todos, sem distinção”, afirmou.

Passadas 12 horas, o ex-governador paulista acionou uma escavadeira para acelerar a obra. Declarou ser “evidente” que Aécio não deveria ser candidato a nenhum cargo pelo PSDB este ano. Acrescentou que o mineiro precisa “se dedicar à questão processual e à sua defesa”.

O gesto pode parecer sutil, mas representa um sinal intenso porque foi emitido por alguém que ostenta o apelido de picolé de chuchu, devido a seu estilo “insosso”. Na prática, Alckmin rifou Aécio de maneira contundente, provocando incômodo entre aliados do mineiro.

O tucano paulista se apressou para demarcar um distanciamento porque sabe que não conseguirá carregar em sua cambaleante campanha presidencial o peso do colega, gravado pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista.

Em disputas recentes, o PSDB se beneficiou da absorção de um eleitorado antipetista, mas a imagem do partido se deteriorou por escândalos de corrupção. A polarização ficou turva e uma parcela crescente desse grupo passou a se aproximar de Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede) e Joaquim Barbosa (PSB).

Para o tucanato, a contaminação provocada pelo vínculo entre Aécio e o PSDB pode bloquear a recuperação desses votos. A corrupção e a ética certamente serão marcas da campanha. Alckmin, que responde a inquérito por caixa dois, deu início à tentativa de limpar o terreno.

Não se pode atribuir a Aécio a culpa pelo mau desempenho de Alckmin até aqui nesta corrida. O paulista aplicou uma vacina inicial em busca de preservação, mas a largada vacilante em seu próprio estado mostra que ele deve enfrentar outras dificuldades para direcionar os ex-tucanos de volta ao ninho.


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20/04


2018

Michel Temer se autoelogia e esquece corrupção

Josias de Souza

Michel Temer convocou uma cadeia (ops!) nacional de rádio e televisão para levar aos lares do país uma gravação. A pretexto de celebrar o Dia de Tiradentes, despejou 681 palavras na fita destinada ao horário nobre. Falou sobre quase tudo. Até versos de Cecília Meirelles o presidente declamou. Mas não foi capaz de pronunciar o vocábulo “corrupção” uma mísera vez.

O presidente priorizou em seu pronunciamento a crise econômica, que imagina superada. Considerando-se que há sobre a mesa também uma epidemia de amoralidade, pode-se dizer que Temer ignorou 50% da crise. Deixou de mencionar em seu pronunciamento justamente a metade da encrenca em que figura como parte do problema, não da solução.

Portador de duas denúncias criminais, Temer convive com a síndrome de uma terceira denúncia que está por vir. Sete em cada dez brasileiros reprovam o seu governo. Por isso gravou o pronunciamento. Munido de autocritérios, considera-se um gestor fabuloso. E quis levar ao ar uma pose de vitorioso injustiçado.

Temer chegou mesmo a esboçar uma sutil comparação entre o nó que lhe aperta o pescoço e a corda que pendurou o inconfidente. Ao mencionar Tirandentes, disse que ele foi acusado e condenado. Mas realçou que a história lhe “deu uma vitória maior.”

A prisão de Lula tornou o futuro penal de Temer instável. Na pior das hipóteses, corre o risco de descer ao verbete da enciclopédia como o segundo ex-presidente da República a passar uma temporada no xadrez. Na melhor das hipóteses, arrastará seus processos como um rastro pegajoso até a prescrição. Em nenhuma das hipóteses a posteridade concederá a Temer o papel de neo-Tirandentes.

O presidente declarou a certa altura: “É fácil bater no Michel Temer! É fácil bater no governo, é fácil só criticar. Quero ver fazer. Quero ver conquistar! Quero ver construir e realizar o que nós conseguimos avançar em tão pouco tempo. A torcida organizada pelo fracasso tenta bater bumbo. Tenta perder o jogo todos os dias. A verdade é que o Brasil virou esse jogo.” Não é bem assim!

Temer chegou ao Planalto graças ao impeachment de Dilma Rousseff. Carregava o traquejo de quase três décadas de vida parlamentar —um ativo político que sua antecessora não tinha. Compôs um ministério loteado e convencional. Dizia-se que a mediocridade era necessária para azeitar a aprovação de reformas no Congresso. De repente, sobreveio o grampo do Jaburu. E a maioria parlamentar foi utilizada para congelar denúncias de corrupção. Ou seja: Temer apanhou de si mesmo.

A reforma da Previdência foi para as cucuias. Junto com ela, seguiu para o beleléu a perspectiva de recuperação pujante da economia, dos empregos e das finanças públicas. É nesse contexto que Temer, cercado de auxiliares denunciados, com o sigilo bancário quebrado e com os amigos sentados no banco dos réus, fala aos brasileiros sobre seu governo radioso sem mencionar a corrupção.

Em sua pesquisa mais recente, o Datafolha descobriu que 84% dos brasileiros desejam a continuidade da Lava Jato, operação que vira a biografia de Temer do avesso. E os 70% que desaprovam o presidente rezam para que o seu governo acabe. Até lá, Temer tentará passar a ideia de que faz e acontece. Fará novas poses em horário nobre. Cogita convocar outra cadeia (ops!) de rádio e TV no Dia do Trabalhador. Inútil. Para que as poses surtam efeito, seria preciso que por trás delas existisse uma noção qualquer de ética.


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20/04


2018

Força de Lula em Pernambuco trava adesão do PSB a Barbosa

Dirigentes da sigla no Nordeste reforçam cautela sobre candidatura de ex-ministro

Bruno Boghossian – Folha de S.Paulo

A força política preservada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste travou a adesão de dirigentes do PSB a uma candidatura do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa ao Palácio do Planalto —especialmente em Pernambuco.

Os principais líderes da sigla no estado reforçaram o tom de cautela sobre a aproximação de Barbosa com o partido e apontaram obstáculos para sua entrada na disputa presidencial.

"Não há, na verdade, nem pré-candidatura ainda. Vamos precisar discutir. Uma das opções é lançarmos uma candidatura própria, que pode vir a ser a do ministro Joaquim. Mas há muito o que se discutir e avançar", declarou o governador pernambucano, Paulo Câmara (PSB), nesta sexta-feira (20).

Barbosa se reuniu na quinta (19) com dirigentes do PSB, mas não houve confirmação sobre seu lançamento ao Planalto pelo partido. As principais resistências da sigla a esse projeto estão fincadas no Nordeste, sob o comando de Câmara e do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho.

Líderes da sigla na região temem que o lançamento de uma candidatura de Barbosa a presidente provoque um realinhamento partidário e distancie a legenda do campo do ex-presidente Lula. Mesmo preso, o petista atinge 50% dos votos nas pesquisas nos estados nordestinos.

"As pesquisas mostram que ele [Lula] é uma pessoa que tem uma liderança muito forte, principalmente na região Nordeste. O conjunto de obras e ações que ele fez como presidente são diferenciais para os avanços que a gente teve nos últimos anos", disse Câmara.

Filho do ex-governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) e pré-candidato a deputado federal, João Campos segue a mesma linha. "O povo do Nordeste reconhece o presidente Lula por tudo o que ele fez. É inegável que o presidente Lula foi o presidente que mais fez pelo Nordeste brasileiro", disse, citando obras tocadas pelo petista na região.

Para o herdeiro político de Eduardo Campos, morto em um acidente de avião na campanha de 2014, não há veto à candidatura de Barbosa, mas é preciso verificar se o ex-ministro se enquadra nas diretrizes programáticas do PSB —que desenvolveu uma plataforma de centro-esquerda.

"Para nós, seria muito cômodo colocar alguém que tem boa intenção de voto para disputar a eleição de presidente, mas a ordem não é essa. Primeiro é construir e depois decidir o caminho a ser tomado", afirmou.

DISPUTA LOCAL

A disputa pelo governo de Pernambuco é um fator de influência sobre o comportamento dos dirigentes do PSB local. Paulo Câmara é pré-candidato à reeleição e busca uma aliança com o PT —esperando ser beneficiado pela imagem positiva de Lula no estado.

Geraldo Julio (PSB), prefeito do Recife e aliado de Câmara, disse que não há interferência da eleição local sobre as discussões em relação à candidatura de Barbosa.

"Não há resistências. O que há é um processo iniciando, de pessoas que estão se conhecendo agora. Somente isso", afirmou.


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