Governo de PE

11/02


2019

Luciano Bivar é rochedo

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Num momento decisivo da pré-campanha eleitoral, quando muitos desdenhavam da aura vitoriosa do Capitão Marvel, o deputado Luciano Bivar ofereceu a legenda do PSL para ele ser candidato e ser eleito presidente da República. Pense num cara rochedo, o líder nacional do PSL, Luciano Bivar! 

Vocês estão lembrados de quando o guru da seita vermelha, hoje presidiário, convocou o “exército” stalinista do MST para apoiar o governo dele e fazer uma revolução no Brazil.

O novo presidente nacional do Incra é o general João Carlos Jesus Correa. Agora vejamos se os stalinistas comandantes dos chamados sem-terra terão o topete de desafiar o Exército auriverde para invadir e depredar propriedades e desestabilizar o governo. 

Aqui nesta terra dos altos coqueiros, infestada de zumbis da seita do cordão encarnado, que seja indicado um fiel escudeiro do Capitão Marvel para a direção do Incra. As infestações vermelhas continuam no ar. O deputado Luciano Bivar está na linha.    

Os desvalidos do MST são apenas massa de manobra dos vivaldinos. No jargão marxista, formam o lumpem proletariado, ou a “ninguenzada” de que falava Darcy Ribeiro, sem eira nem beira e que se presta a qualquer manobra em busca da sobrevivência. São doutrinados pela esquerda radical, e poderiam ser doutrinados em qualquer direção.    

O lumpem proletariado é carente de profissionalização, de educação, de moradia. A questão agrária depende de infraestrutura, mecanização, manejos produtivos. Distribuir uma gleba de terra em nada resolve o problema de famílias indigentes.

Os farsantes e demagogos do MST e congêneres vivem pendurados nas glândulas mamárias de ONGs e habitam moradias do melhor padrão de classe média. Acampamentos ou barracas do MST submetem os desvalidos a condições promíscuas, sem saneamento, sem instalações sanitárias.

O lema “Terra, trabalho e pão”, ou “Paz, terra e pão”, importado da revolução bolchevique da finada União Soviética no início do século passado, tem auras de romantismo ou de heroísmo, mas não funciona na realidade. Nem precisamos lembrar a tragédia humanitária sofrida por milhões de camponeses sob o terrorismo comunista.

Reforma agrária é agenda de meados do século passado. Vem dos tempos da enxada e do gemido do carro de boi. É um gemido do passado. A realidade agrária em Pernambuco é de minifúndios. Terras do semiárido, aí são outros quinhentos, demandam investimentos públicos em irrigação, mecanização e tecnologia.


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Prefeitura do cabo

14/04


2015

Reforma Eleitoral: hora da “concertación”

Por Maurício Costa Romão*

Tendo acompanhado os debates sobre a reforma eleitoral na legislatura passada e participado agora como palestrante-convidado da Comissão Especial da Reforma Política, da audiência pública do dia 9 de abril deste ano, na Câmara Federal, penso já haver elementos para tirar algumas conclusões.

A primeira é a de que as tratativas concernentes ao bloco de temas pontuais (financiamento de campanhas, fim das coligações proporcionais, reeleição, coincidência de eleições, suplência de senadores, cláusula de desempenho, voto facultativo, etc.) evoluíram bastante, a ponto de alguns desses itens alcançarem consenso no âmbito da Comissão.

O fim das coligações proporcionais merece destaque à parte. Embora a propositura seja de agrado da maioria da Comissão, terá muita dificuldade de aprovação em plenário, se tramitar como ponto isolado, mantido o atual sistema de lista aberta, simplesmente porque decreta a inviabilidade eleitoral de boa parte dos partidos menores.

Um tópico deste bloco, todavia, está longe de amealhar entendimento: o financiamento de campanha. É consensual, todavia, que o sistema misto de financiamento que vigora atualmente não pode mais ser mantido, devido à escalada de gastos, a abertura para os ilícitos de toda ordem e à prevalência do poder econômico.

A adesão ao financiamento público exclusivo, por seu turno, é muito baixa, principalmente por conta da canalização de recursos governamentais, que poderiam ser usados em áreas prioritárias, para campanhas eleitorais, numa quadra de crise econômica e descrédito da política.

Pode-se dizer ainda que há convergência de opiniões quanto à limitação de gastos de campanha e estabelecimento de teto de doações para pessoas físicas (em torno de um salário mínimo). Mas permanece o impasse quanto à doação de pessoas jurídicas, o que emperra os trabalhos da Comissão neste tópico. 

No núcleo central da reforma, representado pelo bloco de sistemas eleitorais, a definição de um modelo de voto não progrediu no seio da Comissão, o que suscita alta probabilidade de que qualquer proposta lançada em plenário não obtenha aprovação.

É de justiça dizer-se, contudo, que o Distritão, modelo patrocinado pela cúpula do PMDB, e cuja aceitação foi pequena na legislatura passada, agora está angariando muitas adesões na Casa, principalmente em razão da redobrada força do partido na presente conjuntura.

O problema é que a sugestão peemedebista envolve mudança constitucional, o que requer quorum qualificado de 308 votos, quantum difícil de ser atingido.

Em função desses impasses sugeri aos parlamentares presentes na audiência uma espécie de concertación: tratar a reforma como um processo, desdobrado em duas vertentes.

A primeira, partindo do princípio de que os sistemas eleitorais se equivalem, no sentido de que todos têm vantagens e desvantagens, méritos e deméritos, é não mais se cogitar, nesta legislatura, trocar o modelo de voto em uso no Brasil.

Assim, todos os esforços seriam direcionados para aperfeiçoá-lo, particularmente naquelas deformações mais gritantes (transbordamento de votos do “puxador de votos”, impossibilidade de todos os partidos participarem da distribuição de sobras eleitorais, ausência de proporcionalidade nas coligações, etc.).

A grande vantagem desta medida é que as melhorias no sistema atual requerem apenas modificações tópicas na Lei Eleitoral, o que exigiria tão somente maioria simples para aprovação no Congresso.

A segunda variante, é trabalhar em cima das disfunções do sistema político-eleitoral, em especial sobre o bloco de temas pontuais, com ênfase na questão do financiamento de campanha.

Sobre o financiamento, aliás, sugeri à Comissão outra concertación: adotar-se um modelo misto, com os pontos consensuados (limitação de gastos e teto para pessoa física), mas abrindo espaço para as pessoas jurídicas mediante um teto em valor fixo, e não proporcional ao faturamento das empresas como ocorre hoje.

Nesta metodologia de pacto, ocorreriam as eleições de 2016 e 2018 e na próxima legislatura far-se-ia uma avaliação dos resultados.

*Ph.D. em economia, é consultor da Cenário Inteligência e do Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau.


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Detran

14/04


2015

Um país estruturado por criminosos

* Márcio Accioly

Quando se observa o posicionamento de nossos homens públicos, e são ouvidas as suas opiniões com relação às instituições, sente-se medo do caminho trilhado pelo país. Não é possível que não se enxergue a extensão do roubo praticado contra o Estado brasileiro. Que não se percebam quadrilhas organizadas, disfarçadas de partidos políticos, saqueando todo o patrimônio nacional. E, principalmente, que fique impune tanta bandalheira.

Dia desses, o ministro Marco Aurélio (STF), afirmou que causa "pasmo" o "prolongamento" de prisões efetuadas na Operação Lava Jato, pois entende que o longo período de detenção (para ele), transmite a impressão de "antecipação" de pena. Vejam só: bandidos disfarçados de empresários carregam quase todo o patrimônio nacional, acumpliciam-se com o ex-presidente Lula da Silva, o Lularápio e com a presidente, Dilma Roussef, esvaziam os cofres públicos e o ministro quer limitar investigações!

Não satisfeito, Marco Aurélio declarou, dias depois, que "cadeia não conserta ninguém!" Ninguém em sã consciência entendeu as declarações de sua excelência, como se estivesse liberando a bandalheira. Afinal, para que servem os tribunais? Se o ministro acredita mesmo que "cadeia não conserta ninguém", e faz profissão de fé em tal princípio, está explicado o porquê de haver concedido habeas corpus ao banqueiro Salvatore Alberto Cacciola, no ano 2000.

Cacciola, cidadão italiano, foi condenado a 13 anos de prisão por peculato, em 2005, e voltou ao Brasil em 2008, preso pela Interpol, para cumprir pena de três anos dos 13 anos a que fora condenado, encontrando-se, desde 2011, livre como um passarinho e pronto para outras (se for o caso). As leis no nosso país são lenientes, pois elaboradas por congressistas quase sempre envolvidos em todo tipo de falcatrua. Boa parte de nossos parlamentares legisla em causa própria.

Marco Aurélio Mello não revela o que o leva a gostar tanto de tribunais, a ponto de se esforçar o quanto pode para conseguir a nomeação da filha, Letícia Mello, para o cargo de desembargadora do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. A nomeação foi assinada pela presidente Dilma Roussef no dia 19 de março do ano passado. Muita gente ficou "pasma", para utilizar expressão do ministro, pois a filha de 37 anos, tida como jovem, passou à frente de nomes experientes e de maior expressão curricular.

Agora, outra coisa que deixa a todos de boca aberta é a constatação de que a máquina estatal do país se encontra direcionada unicamente para o favorecimento de roubalheira sem fim. O ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), já condenado no episódio do mensalão, foi preso novamente, pois envolvido na Lava Jato. Ele se encontrava no município pernambucano de Canhotinho (PE), em regime de prisão semiaberto e, de repente, viu-se transferido para uma cela da Polícia Federal de Curitiba (PR).

Em Curitiba, vai tomar banho frio, a cela é coletiva e o sanitário é um buraco no chão! Não terá qualquer privacidade e ninguém sabe quanto tempo irão durar as investigações e depoimentos, pois ali se encontram ladrões empresários detidos desde o último ano. Pois sabem o que "sugeriu" o advogado e primo, Clóvis Corrêa Filho? Que ele faça delação premiada, "contribuindo para o aperfeiçoamento do processo democrático, pois sabe de muita coisa".

* Jornalista


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Magno coloca pimenta folha

12/04


2015

O discurso

* Marcelo Alcoforado

Com gestos exagerados, discurso candente na voz de um governo cadente, pleno de estudada indignação, a presidente República reservou parte substancial de sua fala de ontem para transmitir novidades da famigerada Petrobras. Pelo histrionismo, não há como duvidar de que recebeu aulas do seu mentor e inventor, assimilando-as plenamente. Pronunciou-se com a veemência e a indignação que os menos favorecidos tanto apreciam ouvir e aplaudir.

Algo fica evidente: no atual governo, tão marcado por acontecimentos condenáveis, tudo é motivo para comemoração. Veja-se que no exato momento em que o petróleo sobra em todo o mundo, tanto que o preço do barril caiu vertiginosamente e levou os principais produtores a reduzir a extração do óleo, a presidente Dilma Rousseff comemora haver – assim disse – rompido a barreira dos 500 mil barris diários na reserva do pré-sal, atingindo, em dezembro de 2014, a marca dos 700 mil barris.

Curiosa, a Petrobras: sempre que surge um escândalo, ela produz mais ou descobre novos mananciais petrolíferos. Ou seja, quanto pior, melhor. Será por isso a prática dos escândalos sistemáticos? Serão os fatos econômicos e não policiais? A Petrobras superou a crise – garante a senhora Dilma Rousseff, embora não consiga fechar um prosaico balanço auditado. Será tal impossibilidade indicadora de normalidade na empresa?

Bem, a presidente falou alto e bom som: “vocês podem ter certeza de uma coisa, a Petrobras já deu a volta por cima como hoje mostrou a que veio”. E continuou a desfiar a volta por cima, comunicando que a empresa ganhara o prêmio da Offshore Technology Conference, dos Estados Unidos, decerto esquecida dos processos a que a empresa responde naquele país. Arrematou, mais, que a companhia dará muito mais orgulho do que já deu, sem deixar de pedir à plateia que não se deixasse enganar...

A apoteose, contudo, veio com o brilho e as frases perolinas que marcam os pronunciamentos da presidente: “se a Seleção é a pátria de chuteiras, a Petrobras é a pátria de macacão e as mãos sujas de óleo”.

Não é óleo, não, presidente Dilma Rousseff. É lama.

* Jornalista e publicitário


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08/04


2015

Viva a roda quadrada!

* Márcio Accioly

Os nossos chamados “dirigentes” não despertam confiança ou credibilidade. Em audiência no Senado nesta terça-feira (07), o ministro de Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo (PCdoB-AL), afirmou que “o Brasil paga alto preço por ineficiência tecnológica”.

Sua excelência excelentíssima estava sentado à direita do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), aquele que condena peremptoriamente a corrupção, mas que defendeu em discurso no plenário o ex-reitor da UNB, Timothy Mulholland, acusado de comprar lixeiras e outros apetrechos por preços exorbitantes. Quem observou a cena ficou absolutamente sem entender: Rebelo é contra ou a favor da tecnologia?

É bem possível que o ministro seja favorável e contra, dependendo das circunstâncias. Quando deputado federal, Aldo Rebelo propôs, certa vez, projeto de lei “que proibiria a adoção por qualquer órgão público de todos os níveis, de qualquer inovação tecnológica que seja poupadora de mão de obra sem prévia comprovação de que os benefícios sociais auferidos com a implantação suplantem o custo social do desemprego gerado”. É possível entender?

O ministro desejava criar embaraços ao avanço da Ciência, cujo Ministério no Brasil ora ocupa, se isso resultasse em desemprego. Era uma proposta assim como impedir que se fizesse a roda, tendo em vista que muito mais pessoas seriam empregadas caso tivessem de deslocar algum objeto ladeira acima nas costas.

No tempo da camisa de força partidária, existiam apenas dois partidos (Arena e PMDB). As várias correntes dentro do PMDB fizeram com que surgisse em seu bojo o “PMDB autêntico”, reunindo pessoas sérias (já que toda regra tem exceção) e uma maioria de picaretas cujos remanescentes gatos pingados continuam por aí fazendo das suas e desdizendo o que disseram a vida inteira.

Formou-se, então, à época, bloco de oportunistas que defendia o mercado de informática na área nacional e queria, simplesmente, proibir a importação de computadores que começavam a se expandir no mercado internacional com programas criados e imaginados por Bill Gates. Nossos comunistas e esquerdistas de escol desejavam o surgimento de dezenas de Bill Gates em solo tupiniquim, embora a nossa educação já estivesse no caminho da ruína.

Eles sempre são bem intencionados, pois queriam que surgisse um monte de figuras como Einstein, embora até hoje o mundo só tenha produzido um. Queriam, certamente, que se repetissem nos estudantes brasileiros que vão para escolas caindo aos pedaços e com professores mal pagos, uma porção de gente como Johann Kepler e Isaac Newton, nomes que certamente essa gente desconhece, por impossíveis de guardar na memória.

Nossos homens públicos, em esmagadora maioria, não possuem qualquer convicção. Vejam o caso do novo ministro da Educação, Roberto Janine Ribeiro, que falou mal do governo numa semana e na outra se incorporou ao quadro de defensores da mesma gestão. E ainda veio falando da “grandeza” da presidente, porque ela soube receber a crítica que ele fizera. Não se chame a isso de falta de respeito a si próprio ou falta de vergonha!

O que nós vemos acontecer no Brasil de hoje deixa àqueles, que ainda conseguem raciocinar o mínimo, com muito medo e apreensão. Pensava-se ser impossível reunir tantos incompetentes em cargos tão proeminentes. Mas há quem acredite que as coisas terão de piorar antes de se partir para mudanças. Diante de tal cenário, não pode se esperar bom final.


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Prefeitura de Limoeiro

06/04


2015

Tonca: Oh linda Prefeitura!

* José Adalberto Ribeiro, jornalista

RIBEIROLÂNDIA -- O advogado Antonio Campos, irmão de Eduardo Campos, emite sinalizações – movimentação nos bastidores, outdoors nas ruas e mensagens-telefonemas aos eleitores na época de Páscoa – de que está na malha das cogitações disputar a Prefeitura de Olinda no próximo ano pelo PSB. Tripulante de proa do legado da Dudulândia, é legítimo que esteja no páreo.  

Considero irrecusável reconhecer a legitimidade da movimentação política de Tonca (como ele é conhecido). O cara é jovem, de uma família política, tem inserção na área cultural e revela ânimo para a vida partidária. Falar em forasteiro é indigência cultural, provincianismo primário. O fato de ser ele irmão de Eduardo Campos deve ser motivo de orgulho e não de demérito e não pode torna-lo inelegível para a vida pública. Ele que tente construir sua candidatura. Olinda é uma cidade-vitrine para o Brasil, patrimônio cultural da humanidade, não comporta acusações de mesquinharias.

Conheci o pai de Antonio Campos, Maximiano Campos, em alguns contatos políticos e sem maiores amizades, através do arquiteto e deputado Artur Lima Cavalcanti, uma das mentes mais brilhantes que conheci, inteligência luminosa, de atitudes às vezes tempestuosas, amigo solidário e afetuoso. O convívio de Artur com Maximiano era de intelectuais, nem sempre pacífico, sob a ascendência política de Miguel Arraes. Nos tempos da governança de Arraes, Antonio Campos era e Eduardo eram rapazotes e quase não tive contatos com eles. Ainda hoje só conheço o famoso Tonca de vista. Conheci Eduardo desde quando foi deputado estadual, secretário, deputado e governador.

Do mito Arraes, o homem dos pigarros, cuja expressão ajudei a popularizar quando colunista político do Diário, guardo milhões de  lembranças e milhões de histórias. Entendo agora que Antonio Campos herdou o lado intelectual de Maximiano. Li recentes entrevistas dele e constatei sua cultura humanística e formação intelectual.  Vou parar por aqui para não parecer louvação graciosa.

Eduardo governador, uma vez disse para ele em evento no Palácio: “Você é ninja”. Ele respondeu: “Ninja porra nenhuma! Sou um lutador”. Também ouvir Eduardo dizer que o Brasil não aguentava mais quatro anos com Dilma na Presidência.  Olinda hoje é uma cidade dominada pela caterva vermelha ortodoxa do “B”, stalinistas de origem, ainda hoje adeptos das ditaduras comunistas decrépitas de Cuba, da Coréia do Norte, órfãos da tirania terrorista na Albânia.

No plano nacional, são os caboclos mamadores chapa-branca da UNE. Tenho dito e escrito, em tom de ironia, que Olinda é a única cidade do mundo onde ainda existem hippies e comunistas, uma mistura de marijuana com charutos cubanos. Olinda merece uma assepsia política.

Ainda sobre a família Arraes-Campos, considero especulação vazia dizer que a viúva Renata Campos está cotada para ocupar tais ou quais cargos em 2016 ou 2018. Ela própria tem dito, de modo sensato, que é mãe de cinco filhos para criar. Esta é uma missão muito nobre. Se o filho mais velho, João Campos, de 21 anos, estudante de Engenharia, emergente na área, tiver vocação e gosto pela política, também terá legitimidade para pleitear um mandato eletivo. O espólio político de Eduardo se dilui com o tempo e ele terá que acender luz própria.

Cada um, cada família e cada conjunto partidário cuida dos seus destinos. Nesse contexto, apenas mais uma vez como observador, direi que a mãe de Eduardo Campos, ex-deputada Ana Arraes, cumpriu sua missão na vida pública, padeceu vários lutos em família e faz jus a uma aposentadoria como conselheira do Tribunal de Contas da União, um dos empregos mais cobiçados da República. Especular que ela seria candidata ao Senado significa forçar os horizontes da política e dá margem a se falar em nepotismo, ou familismo.

Voltando ao ponto de partida, Tonca já tem régua e compasso. Se houver ressonância para suas propostas, ele e o PSB vão projetar seus espaços em Olinda. Oh lindo cenário para se travar uma batalha contra os sovietes ortodoxos da caterva comunista do “B”! Adelante!      

 * Jornalista

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Nehemias Fernandes Jaques

Onde está a repulsa da sociedade com escândalo da fraude no Carf? \'The Economist\': Zelotes pode ser maior que Lava Jato Reportagem publicada na última edição do The Economist destaca que a Operação Zelotes, que investiga um suposto esquema de fraudes fiscais de R$ 19 bilhões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) pode \"apequenar\" o esquema na Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato. A Economist destacou que o valor supostamente desviado no esquema, de R$ 19 bilhões, seria suficiente para cobrir 75% de toda a conta com a Copa do Mundo de 2014. \"Esse valor é aproximadamente o dobro dos supostos desvios envolvendo a Petrobras\", destacou a revista. Onde Não há repulsa porque falta o PT?


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03/04


2015

A Canalhice Institucionalizada

* Márcio Accioly

Quinta-feira de semana chamada “Santa”, eu me descubro, de repente, assustado com manchetes exibidas por diversos jornais, onde o foco principal é o roubo interminável do dinheiro público, praticado pela classe dirigente que infelicita o país. Vejo, também, capas de revistas que promovem artistas de televisão e cantores que gemem no acompanhamento de música identificada como “sertaneja” e, naturalmente, percebo de forma inequívoca o centro principal de alguns de nossos males.

Na capa de uma das revistas, a cujo nome eu não creditei importância, Fernanda Montenegro denuncia “preconceito” de determinada parcela da população que está boicotando a novela Babilônia, exibida na Rede Globo, como se todos tivéssemos o dever e a obrigação de observar, e certamente seguir, todas as sacanagens ali praticadas, culminando com duas senhoras em idade provecta a darem lições de sexo com beijos escandalosos em que enfiam a língua de uma dentro da boca da outra.

Eu não sou contra nada disso, mas entendo que uma emissora de televisão, que vem enganando e destruindo o país desde a sua criação, não tem ou não teria o direito de transformar o país num bordel de quinta categoria, fomentando a prostituição, a pouca-vergonha, o desrespeito puro e simples, a falência de todas as instituições, e criando essa estrutura que agora vemos de forma limpa e transparente: somos um país de canalhas! E ninguém, absolutamente ninguém, levanta a voz contra essa bandalheira!

Há alguns anos (1991-92), um amigo canadense, grande empresário em seu país, veio ao Brasil e nos reunimos em minha casa, a fim de traçarmos pequeno roteiro que ele deveria seguir num contato comercial que faria junto a órgão federal. Era noite e o aparelho de televisão se encontrava ligado, quase sem som, num programa então exibido pelo SBT (Cocktail). Num determinado instante, o canadense me perguntou se eu havia notado o aparelho conectado a canal pornográfico.

Foi quando me dei conta de um programa semanal ancorado por Miéle, onde moças de corpos esculturais faziam topless sem a menor cerimônia. Eu respondi:

“-Isso aí é TV aberta, não assino canal pornográfico”. Mostrando enorme surpresa, ele perguntou:

“-Quer dizer que se eu estivesse aqui com meus filhos menores e eles ligassem a televisão, poderiam acessar tranquilamente esse tipo de coisa?” Respondi que sim.

“-Então, você me desculpe, mas um país como o Brasil nunca irá dar certo. Porque priorizar pornografia em vez de educação, jamais irá colocar bons profissionais no mercado ou devotados ao conhecimento e ao desenvolvimento”. Concordei.

O que ele me disse caiu como um raio grávido de entendimento.

Já se passaram mais de 20 anos, depois daquela lição recebida e tudo só fez piorar. Os “educados” pela Rede Globo, e pelas demais emissoras que com ela rivalizam, “formam” todos os anos quantidade enorme de canalhas, vigaristas, pedófilos e salafrários de todos os níveis mais desmoralizantes, sem que ninguém consiga enxergar nada disso. Aos que ousam protestar contra o nível da grade de transmissão de nossas emissoras, retruca-se com a argumentação de que “isso não é nada demais”.

A ignorância, o desconhecimento, a banalização de horrores, fez a classe média se juntar com parte significativa dos meios de comunicação e eleger um operário alcoólatra (e ladrão), que na realidade nunca trabalhou pesado na vida, para dirigir um país onde os analfabetos e os desmoralizados é que comandam nosso destino.

Temos de gritar bem alto em praças públicas, para que se formule urgentemente, um novo modelo para o Brasil. Estamos morrendo aos poucos, mas o passo em direção à ruína vai se acelerar. É preciso que se aja logo e se dê um basta a tanta canalhice.

* Jornalista


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Nehemias Fernandes Jaques

Dói, mas tem cura Brasil de hoje é melhor do que o dos militares,

Nehemias Fernandes Jaques

HSBC E ZELOTES ATINGEM CORAÇÃO DA DIREITA NO PAÍS.Juntos, os escândalos das contas secretas no HSBC (o chamado Swissleaks) e das propinas pagas para aliviar multas tributárias (a Operação Zelotes) fazem um strike em personalidades que alimentam o pensamento conservador no Brasil; na Zelotes, o grupo Gerdau, do empresário Jorge Gerdau, mantenedor do Instituto Millenium, aparece como pagante da maior propina (R$ 50 milhões); na mesma operação, está também a RBS, de Eduardo Sirotsky e Armínio Fraga (R$ 15 milhões), que é afiliada da Globo; no Swissleaks, um dos nomes é o de José Roberto Guzzo, diretor da Abril, que é também mantenedora do Millenium; a direita, no Brasil, não gosta de pagar impostos? Dois escândalos recentes, batizados como Swissleaks e Zelotes, evidenciam uma realidade brasileira: ricos não gostam de pagar impostos, nem de declarar todo seu patrimônio. O caso Swissleaks, alvo de uma CPI no Senado, envolve 8.667 brasileiros que mantêm ou mantiveram contas secretas na Suíça, no HSBC de Genebra. A Operação Zelotes fisgou uma quadrilha especializada em vender facilidades no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o Carf, causando um prejuízo estimado em R$ 19 bilhões. Os dois casos tratam de um mesmo fenômeno: sonegação fiscal. O que une as duas pontas é a presença de nomes ilustres da direita brasileira, que tentam impor uma agenda conservadora à toda sociedade. Nesta sexta-feira, uma reportagem do jornal Estado de S. Paulo revelou que o grupo Gerdau, do empresário Jorge Gerdau, é suspeito de pagar a maior propina da Operação Zelotes: R$ 50 milhões para cancelar uma dívida tributária de R$ 4 bilhões. Um \"bom negócio\", com o pagamento de um real para cada 80 devidos (saiba mais aqui). Gerdau é o principal mantenedor do Instituto Millenium, um instituto criado por empresários brasileiros para consolidar um pensamento único no País, alinhado à direita e ao neoconservadorismo. Na página do Millenium, aparece como \"grupo líder\" (confira aqui), ao lado da Editora Abril, que publica Veja e cujo conselheiro editorial José Roberto Guzzo, um de seus principais articulistas, publicou artigo sobre como é insuportável viver no Brasil de hoje (leia aqui) – Guzzo, para quem não se lembra, foi um dos jornalistas citados no Swissleaks. Voltando ao Millenium, abaixo do \"grupo líder\" aparece o \"grupo apoio\", onde desponta a RBS, afiliada da Globo na Região Sul, comandada por Eduardo Sirotsky. O envolmento da RBS, assim como o de Gerdau, é com a Operação Zelotes, onde a empresa teria pago uma propina de R$ 15 milhões para abater uma dívida de R$ 150 milhões. Um negócio bom para quem gosta de levar vantagem, mas não tão bom quanto o de Gerdau. No caso da RBS, a relação seria de um real pago para cada dez devidos. Nesta sexta-feira, como lembrou Fernando Brito, editor do Tijolaço, a RBS é sócia de ninguém menos que o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso e ex-futuro ministro da Fazenda de Aécio Neves (leia mais aqui). Em sua página, o Instituto Millenium informa trabalhar pela promoção da democracia, da liberdade, do Estado de Direito e da economia de mercado. Mas, e os impostos?

Nehemias Fernandes Jaques

ESPOSA DE MORO FEZ PARTE DA \' MÁFIA DAS FALÊNCIAS \' NO PARANÁ. A advogada Rosângela Wolff de Quadros Moro, esposa do implacável Juiz da Operação Lava Jato, Sérgio Fernando Moro, foi alvo de uma intensa investigação feita pela Assembléia Legislativa do Paraná em 2011, no qual o Casa de Leis descobriu que a advogada, juntamente com os advogados Marcelo Zanon, Fábio Zanon Simão, e Rubens Acléssio Simão, fariam parte de um mega-esquema de falências revelado nas apurações da comissão parlamentar de inquérito. Na época saiu até um livro sobre o esquema desbaratado pela CPI, no qual o título é: “Poder, Dinheiro e Corrupção: Os Bastidores da CPI das Falências”, obra escrita pelo deputado Fabio Camargo (PTB) autor e presidente da CPI. Inclusive, na obra é anexada cópia de um pedido de prisão feita contra os investigados pela polícia civil. As supostas condutas criminosas apresentadas neste documento foram um dos motivos do pedido de recolhimento de todas as edições do livro. A banca de advogados é acusada de conduta de desvio de valores na administração de mais de cem falências, segundo apurou a CPI das Falências. “Poder, Dinheiro e Corrupção: Os Bastidores da CPI das Falências” O administrador judicial Marcelo Zanon também protocolou uma notícia crime justificando que o deputado, ao publicar algumas informações no livro, teria cometido crime de violação de segredo de justiça, com pena prevista de dois a quatro anos de reclusão e mais multa, segundo a lei 9296/1996, no artigo 10. O MP rejeitou o pedido ao alegar da impossibilidade de cometimento de crime por uma questão de datas. As cópias do inquérito que constavam dados divulgados na obra não estavam sob segredo de justiça pelo período de mais de um mês. Permaneceram disponíveis junto à Vara de Inquéritos para consulta, segundo trechos do parecer. O procedimento contra o deputado no MP é de número 18327/2012. Desde o começo de CPI, Camargo sofreu diversas ações da família Simão, a maioria buscando censurar seus pronunciamentos ou proibir divulgar informações nos veículos de comunicação. Todas, até o momento, rejeitadas pelo MP e pela Justiça. De acordo com o deputado “algumas empresas se perpetuam por cerca de 20 anos em processo de falência para deixar de pagar seus impostos, funcionários e credores”. Há indícios de esquema entre proprietários de empresas falidas e os administradores da falência designados pela Justiça. Em apenas uma das quatro varas judiciais que tratam de falência em Curitiba, são movimentados R$ 15 bilhões em processo de falências e concordatas. CNJ vai investigar “máfia das falências” no PR TJ impede advogado de atuar em falência, mas e a esposa de Moro? PF investiga mafia das falências PF INVESTIGA \"MÁFIA DAS FALÊNCIAS\" NA JUSTIÇA DO PR



02/04


2015

Os superpoderes

Por Marcelo Alcoforado

Quando Lois Lane enfrentou uma irreversível doença, a medicina concluiu que o mal poderia ter sido evitado se, no dia anterior, ela houvesse adotado algumas providências. Lamentavelmente, porém, decerto esquecidos de que ela era a namorada do Super-Homem, os médicos consideravam que não era possível reverter o tempo. Era. O herói alçou voo e simplesmente atrasou o tempo em 24 horas, girando a Terra no sentido inverso ao da rotação.

Pois saiba que no recente, 31 de março, aconteceu algo parecido. Foi algo como fazer o globo terrestre completar dois movimentos de rotação em 24 horas e não um como ensinam as professoras do curso primário. É estranho, repita-se, mas que aconteceu, aconteceu. Quer saber como? Na noite de 31 de março, homenageou-se o 1º de abril. O senhor Luiz Inácio da Silva, ex-presidente da República, disse estar indignado com a corrupção. É o que você acaba de ler!

Em plena campanha para o pleito de 2018, em evento com a claque de 3 mil petistas e sindicalistas, ele assumiu alguns erros do governo Dilma Rousseff na economia, explicando, contudo, que a crise não é econômica, mas política.

Falastrão como costuma ser, aquele senhor falou aumento da conta de luz, da gasolina, explicou que “quando não se erra na política, não se erra em nada”, prosseguindo em sua campanha. Quanto à corrupção, reiterou haver sido o governo do PT a criação das ferramentas para descobrir e punir os corruptos, tanto que petistas integrantes do Estado-Maior do governo e do partido foram condenados e presos. Mas, há que se perguntar, por que só os petistas e membros dos partidos que apoiam o governo? Por que a tentativa de intimidação do ministro Gilmar Mendes, membro do STF, a instância que julgaria e viria a condenar os mensaleiros?

Por fim, coroando a antecipação do tempo, o “grand finale”: “Hoje, se tem um brasileiro indignado sou eu. Indignado com a corrupção. E tenho a certeza de que este País nunca teve ninguém com a valentia da presidenta Dilma de fazer investigação contra quem quer que seja”.

Na noite de 31 de março o mundo girou mais rapidamente, fazendo o primeiro de abril chegar mais cedo.


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31/03


2015

Governo de Cooptação ou Coalizão política

* Carlos Alberto Fernandes

Uma coligação ou coalizão política é um pacto  entre dois ou mais partidos e polítcos normalmente de ideias afins, para governar um país.  Na coalizão, junta-se dois ou três partidos que são diferentes, mas tem um programa, uma sustentação, legitimação. Na cooptação, não se tem programa, mas acordos clientelistas são estabelecidos.

Entrementes, segundo Fernando Henrique Cardoso, o Brasil vive um momento de cooptação política e não de coalizão. No Brasil, quase trinta partidos no Congresso, e trinta e nove ministérios. Esta cooptação caolho é a receita para o fracasso. 
A nossa realidade política reflete a agressão aos símbolos democráticos pelos desvios de conduta perpetrados em nome do poder por aqueles que agem partidariamente  do escamoteamento da verdade.

A  honestidade no discurso de quem está no poder e a recusa do governo em assumir  seus  equívocos é grave. A insistência em tomar decisões  apenas para beneficiar a sua turma e não a população é uma  falta de respeito. O desamparo intelectual de quem quer que seja e os interesses políticos partidários não podem transformar mentiras em verdade. A Presidente não foi sincera  com a sociedade, principalmente, naqueles que confiaram nas suas promessas. 

Assim, como as grandes lideranças   da Câmara e do  Senado, apesar de suspeitas,  estão ressentidas com comportamento dos seus pares de Governo. Na operação política, não deixa de ser uma nova oportunidade para ampliar através da barganha política, seus espaços de poder.  O resto, são aglomerados de pessoas que se juntam para ter um pedaço do orçamento. O Orçamento Impositivo é fruto da fraqueza política. Assim, como 870 milhões consignados  no Orçamento pelo Fundo Partidário é fruto do oportunismo político.  

Para as lideranças da Câmara e do Senado trata-se da oportunidade para que a mídia coloque em segundo plano todos os escândalos e desvios de conduta envolvendo parlamentares. Para a mídia, é alternativa de sobrevivência para preencher  seus espaços de poder e de comunicação anestesiando a sociedade e produzindo escândalos com a profusão de informações geradas.

Todavia, para o governo, apesar dos frustrantes resultados das últimas CPIs no Congresso, - onde seus integrantes só usaram este instrumento jurídico para encenação política e marcar presença na mídia. Isso, além das bravatas da Presidente a anunciar no pacote de combater a corrupção para fins marketing institucional.

A história política mostra que o tempo e os fatos colocaram por terra as teorias da propaganda de Goebbels baseada em repetições de mentiras.  A crise ética por onde passa a política é uma crise de verdade que atinge Governo e Oposição e, respinga na mídia. Ao governo que se permite negar evidências. A Oposição que se presta a contemplar essa negação.

A verdade é o símbolo que enobrece a alma das instituições democráticas - simbolismo de que sem ela a civilização volta à barbárie. Daí por que todos, governo, o Parlamento, particularmente, e situação, devem cumprir com moderação seus papéis constitucionais. Assim, procurar evitar os excessos da vilania que um governo que se diz de coalizão mas é de fato,  refém de um modelo de governo de Cooptação. Sem poder  e sem autoridade.

*Economista e professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco


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27/03


2015

Vamos nos ocupar da crise

* José Serra

Nas próximas semanas, o Congresso Nacional se pronunciará sobre um projeto de lei que, se for aprovado, dará inicio a mudanças profundas na política brasileira: a implantação do voto distrital nas cidades com mais de 200 mil eleitores. Nesses municípios — cerca de 90 —  vivem 38% dos eleitores brasileiros. A chance desse   projeto  ser aprovado é grande, até porque a mudança pode ser feita por lei ordinária, aprovada por maioria simples no Senado e na Câmara.
 
Tomemos como exemplo a cidade do Rio: se o projeto virar lei, ela será eleitoralmente dividida em 51 distritos, de aproximadamente 95 mil eleitores. Cada um deles elegerá um vereador. Como consequência, os custos de campanha cairão vertiginosamente, aumentará a representatividade do vereador, e o eleitor dos distritos poderá acompanhar o atuação do eleito.  Esse novo sistema tem tudo para dar certo e para influenciar a redefinição do processo de escolha de deputados estaduais e federais.

Esse projeto de lei sobre o voto distrital é um dos seis que já encaminhei no Senado. Propus ainda a extinção das Mesas das Casas Legislativas brasileiras: câmaras municipais, assembleias estaduais, Câmara Federal e Senado. Por quê?
 
Em países como EUA e Chile, a direção dos respectivos Parlamentos é exercida pelo presidente eleito por seus pares, que escolhem também um ou dois vice-presidentes. E pronto! No Brasil, a tradição e a prática levam à eleição de um time completo. Em todas as Casas Legislativas há um presidente, vice, secretários e suplentes. A cada dois anos, é feita uma composição entre partidos e indivíduos, dando margem a um troca-troca na repartição dos cargos que nada tem a ver com os eleitores, com o interesse público ou com programas de governo.

E tudo isso para quê? Para nada, exceto aumentar as despesas, pois o parlamentar que integra a “mesa” dispõe de mais funcionários nomeações e outras regalias. Ironicamente, aqueles que trabalham com seriedade, e são muitos, empregam seu tempo em atividades administrativas rotineiras que nada tem a ver com seus eleitores e que deveriam ser exercidas pela burocracia dos legislativos.  
 
O terceiro projeto apresentado estabelece  que a receita do PIS-Cofins cobrado sobre as atividades de saneamento básico seja investida no setor e no estado onde foi gerada. É isto mesmo: por incrível que pareça ,existe hoje uma tributação mórbida incide hoje sobre as empresas que cuidam da  água e do esgoto. São R$ 2 bilhões por ano, surrupiados de atividades essenciais para a saúde da população.
 
O quarto projeto cria a Nota Fiscal Brasileira (NFB), baseada na experiência da Nota Fiscal Paulista. Nesse caso, trata-se da devolução aos consumidores de 30% do imposto estadual ao valor adicionado (ICMS) nas vendas a varejo. Pois bem, a  NFB permitirá que seja devolvido pela Receita Federal o equivalente à  metade do crédito já concedido pelo estado.  Essa  contrapartida ampliará o estímulo à exigência de notas fiscais e   diminuirá ainda mais  sonegação.   A arrecadação como um todo cresce, enquanto a carga tributária individual diminui. 
 
O quinto projeto aborda uma questão crítica da economia brasileira, talvez a principal: a fragilização wagneriana da Petrobrás, no bojo não apenas da corrupção como método de governo,  mas também e sobretudo do irrealismo e até da irresponsabilidade   do planejamento dos   investimentos da empresa. 
 
Um aspecto desse processo sempre me chamou a atenção pela sofisticação da inépcia e pela utilização do patrimônio público para fins puramente eleitorais: a implantação do método da partilha na exploração das reservas do pré-sal. Isso foi inventado em 2009/2010 com o propósito de servir à eleição presidencial, pois poderia facilitar aquela polarização que o marketing petista inventou e  procurou exacerbar entre “nacionalistas”  e “entreguistas”.
 
 A partilha sempre foi uma falsa opção porque o método das concessões, implantado durante o governo FHC,   funciona muito bem do ponto de vista da prospecção, da exploração, das receitas obtidas  e dos interesses nacionais. O mais grave, porém, não foi o novo método mas a obrigação imposta à Petrobrás de assumir a exclusividade na operação de cada novo poço aberto e aportar, no mínimo, 30% dos investimentos necessários. O projeto lei que já apresentei suprime essas duas obrigatoriedades, que agravaram os problemas financeiros e administrativos da   empresa.    E isso se deu num contexto de represamento oportunista dos preços dos combustíveis e de investimentos desastrados, como no caso das refinarias. O resultado foi o endividamento exponencial da Petrobrás e, aspecto menos lembrado, o atraso de 5 anos na exploração de reservas existentes.
 
Por fim, elaborei um projeto impondo limites ao endividamento da União, exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal que até hoje, passados 15 anos,  não foi cumprida.   Estados e municípios têm limites para suas dívidas consolidadas, mas o governo federal não. Obtive apoio  da maioria dos senadores  para desarquivar um Projeto de Resolução (PRS) de 2007. Meu projeto será apresentado como substitutivo a esse PRS.
 
O objetivo é coibir abusos dos governantes de plantão, melhorar as condições de solvência do setor público, facilitar o equilíbrio de longo prazo das contas públicas e reduzir as despesas com juros. Os limites impostos envolverão a dívida líquida e a dívida bruta da União, como proporção de suas receitas líquidas.

Faço o elenco desses projetos, entre outros que vou apresentar, para demonstrar que é, sim, possível estabelecer uma agenda virtuosa quando se sabe para onde se quer  ir. Preocupa-me o clima de pessimismo, que vejo aqui e ali, como se o Brasil vivesse uma espécie de mal-estar da abastança, próprio de um país que tivesse resolvido todos os seus problemas e pudesse se entregar ao luxo do tédio. Não! Existe, sim, muito por fazer desde que se tenha clareza de propósitos. Vale dizer: nós vamos nos ocupar da crise, não a crise de nós.

Não temos tempo de alimentar o tédio. Temos a urgência das mudanças, em muitas frentes de batalha.  À luta!
 
 SENADOR DA REPÚBLICA, EX-PREFEITO E EX-GOVERNADOR DE SÃO PAULO


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Comentários

Nehemias Fernandes Jaques

A marcha dos insensatos. Estes brasileiros, antes de ficar repetindo sempre os mesmos comentários dos portais e redes sociais, procurassem fontes internacionais em que o mercado financeiro normalmente confia para fazer tomar suas decisões, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, veriam que a história é bem diferente, e que o Produto Interno Bruto (PIB) e a renda per capita caíram, e a dívida pública líquida praticamente dobrou, foi no governo Fernando Henrique Cardoso. Segundo o Banco Mundial, o PIB do Brasil, que era de 534 bilhões de dólares, em 1994, caiu para 504 bilhões de dólares, quando FHC deixou o governo, oito anos depois. Para subir, extraordinariamente, destes 504 bilhões de dólares, em 2002, para 2 trilhões, 300 bilhões de dólares, em 2013, último dado oficial levantado pelo Banco Mundial, crescendo mais de 400% em dólares, em apenas 11 anos, depois que o PT chegou ao poder. E isso, apesar de o senhor FHC ter vendido mais de 100 bilhões de dólares em empresas brasileiras, muitas delas estratégicas, como a Telebras, a Vale do Rio Doce e parte da Petrobras, com financiamento do BNDES e uso de “moedas podres”, com o pretexto de sanear as finanças e aumentar o crescimento do país. Com a renda per capita ocorreu a mesma coisa. No lugar de crescer em oito anos, a renda per capita da população brasileira, também segundo o Banco Mundial, caiu de 3.426 dólares, em 1994, no início do governo, para 2.810 dólares, no último ano do governo FHC, em 2002. O salário mínimo, que em 1994, no final do governo Itamar Franco, valia 108 dólares, caiu 23%, para 81 dólares, no final do governo FHC e aumentou em três vezes, para mais de 250 dólares, hoje, também depois que o PT chegou ao poder. As reservas monetárias internacionais – o dinheiro que o país possui em moeda forte – que eram de 31,746 bilhões de dólares, no final do governo Itamar Franco, cresceram em apenas algumas centenas de milhões de dólares por ano, para 37.832 bilhões de dólares nos oito anos do governo FHC. Nessa época, elas eram de fato, negativas, já que o Brasil, para chegar a esse montante, teve que fazer uma dívida de 40 bilhões de dólares com o FMI. Depois, elas se multiplicaram para 358,816 bilhões de dólares em 2013, e para 369,803 bilhões de dólares, em dados de ontem, transformando o Brasil de devedor em credor, depois do pagamento da dívida com o FMI em 2005, e de emprestarmos dinheiro para a instituição, quando do pacote de ajuda à Grécia em 2008.

Nehemias Fernandes Jaques

CAIU A FICHA!!! FOLHA PROTESTA CONTRA A PROTEÇÃO AO PSDB : Jornal de Otavio Frias cita o julgamento contra o ex-senador Eduardo Azeredo, que há um ano está parado na Justiça de Minas Gerais, lembrando que “outros envolvidos já escaparam” da condenação com a prescrição; menciona ainda o caso de um desembargador que retardou, por três anos, o exame de irregularidades na gestão do hoje deputado estadual Barros Munhoz à frente da Prefeitura de Itapira: “Prescrição, atrasos, incúria e engavetamento beneficiam políticos do PSDB acusados de irregularidades, inclusive no dito mensalão tucano” 30 DE MARÇO DE 2015 ÀS 05:46 – O jornal ‘Folha de S. Paulo’ protestou contra a proteção ao PSDB pela Justiça. No editorial desta segunda-feira, publicação de Otavio Frias cita o julgamento contra o ex-senador Eduardo Azeredo, que há um ano está parado na Justiça de Minas Gerais: “Prescrição, atrasos, incúria e engavetamento beneficiam políticos do PSDB acusados de irregularidades, inclusive no dito mensalão tucano”. Lembra ainda que “outros envolvidos já escaparam” da condenação com a prescrição. Leia abaixo o editorial: Justiça tarda e falha Prescrição, atrasos, incúria e engavetamento beneficiam políticos do PSDB acusados de irregularidades, inclusive no dito mensalão tucano A liberdade, como ensina o lema dos inconfidentes, será sempre desejável, mesmo que tardia. Nem sempre se pode dizer o mesmo, contudo, da Justiça. Uma decisão tardia pode bem ser o equivalente da iniquidade completa, e um processo que se arrasta sem condenados nem absolvidos só pode resultar no opróbrio de todos inocentes e culpados, juízes e réus, advogados e acusadores. Há um ano, o Supremo Tribunal Federal encaminhou à primeira instância da Justiça de Minas Gerais o julgamento do ex-senador Eduardo Azeredo, do PSDB. Nada aconteceu desde então. Ex-presidente de seu partido, Azeredo é acusado de ter abastecido sua campanha ao governo de Minas, em 1998, com verbas desviadas de estatais, valendo-se de empréstimos fictícios. Não são mera coincidência as semelhanças desse episódio com o que viria a ser revelado no escândalo do mensalão petista, alguns anos depois. Um de seus principais personagens, o empresário Marcos Valério, havia sido também responsável pelo esquema tucano. Apesar de inúmeros adiamentos e dificuldades, o caso petista foi julgado no STF. Natural que inspire movimentos de revolta e consternação o fato de que, embora ocorrido alguns anos antes, seu equivalente tucano continue a repousar no regaço da Justiça mineira. Correndo inicialmente no Supremo, uma vez que parlamentares como Clésio Andrade (PMDB) e o próprio Azeredo figuravam entre os implicados, o processo teve de ser enviado à primeira instância: os réus tinham renunciado a seus cargos no Congresso. A decisão do STF, remetendo o caso a Minas Gerais, foi tomada em março de 2014. O trajeto de Brasília a Belo Horizonte consumiu cinco meses. Em 22 de agosto, o processo chega à 9ª vara criminal. Era só proceder ao julgamento; nenhuma instrução, nenhuma audiência, nada mais se requeria. Que o juiz examinasse os autos. Juiz? Que juiz? A titular da vara aposentou-se em janeiro; não se nomeou ninguém em seu lugar. Havia e ainda há pressa: alguns réus, dentre eles Azeredo, podem beneficiar-se da prescrição; outros envolvidos já escaparam por esse motivo. A lentidão mineira se soma ao caso de entravamento da Justiça ocorrido em São Paulo, para benefício de outro político do PSDB. Por três anos, um desembargador retardou o exame de irregularidades na gestão do hoje deputado estadual Barros Munhoz à frente da Prefeitura de Itapira. Veio a prescrição, e as suspeitas sobre crimes como formação de quadrilha e omissão de informações nem chegaram a ser julgadas. Não se trata, claro está, da \"liberdade ainda que tardia\" ostentada na bandeira de Minas Gerais. Entre essas figuras do PSDB, \"impunidade na última hora\" há de ser lema bem mais adequado.

marcos

O que esse NEMIA escreve é igual ao governo de Dilma, MERDA PURA. ( dito por Rui Falcão).rsrsrsrs

Nehemias Fernandes Jaques

Serra votou sempre contra os trabalhadores. É o lobo em pele de cordeiro. É BOM SABER………. COMO SE COMPORTOU JOSÉ SERRA NA CONSTITUINTE a) votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas; b) votou contra garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego; c) votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias; d) votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo; e) negou seu voto pelo direito de greve; f) negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário; g) negou seu voto pelo aviso prévio proporcional; h) negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical; i) negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio; j) negou seu voto pela garantia do salário mínimo real.

Nehemias Fernandes Jaques

Recordar é sobreviver: Você sabia que FHC e Serra queriam acabar co o décimo terceiro? Projeto de lei 5483/2001 conhece?



26/03


2015

As manifestações são detalhes

* Adriano Oliveira

Por Adriano Oliveira. 40 anos. Doutor em Ciência Política. Professor da UFPE. Autor de diversos artigos e livros sobre o comportamento do eleitor, dentre os quais, Eleições não são para principiantes, Editora Juruá, 2014.

As manifestações são detalhes. A avaliação da administração da presidente Dilma Rousseff e as expectativas dos eleitores para com a economia são os indicadores principais. O instituto Datafolha realizou pesquisa entre os participantes das manifestações do dia 15 de março na cidade de São Paulo. A pesquisa revelou que 82% dos manifestantes votaram em Aécio Neves no segundo turno e 68% têm renda superior a cinco salários mínimos.

Pesquisas dos Institutos Maurício de Nassau (IPMN) e Instituto MDA realizadas entre os eleitores brasileiros após as manifestações mostram que a gestão da presidente Dilma Rousseff tem índice de reprovação acima de 64% em todas as regiões do Brasil – Aprova versus Desaprova. No Nordeste, de acordo com o IPMN, região caracterizada pela força dolulismo, e onde Dilma obteve excelentes votações nas disputas presidenciais, a reprovação do seu governo é de 64%. Na região Norte, o governo de Dilma Rousseff é reprovado por 68% dos sufragistas – IPMN.

Considerando as pesquisas do IPMN e da MDA, constato que a administração da presidente Dilma Rousseff é reprovada em todos os segmentos econômicos. Destaco, entretanto, que entre os sufragistas que possuem renda entre 2 a 5 salários mínimos, a reprovação da presidente é de 71% - IPMN. Neste segmento estão os eleitores que tiveram mobilidade social nas eras Lula e Dilma. Portanto, estes sufragistas contribuíram fortemente para o sucesso eleitoral de Dilma Rousseff nas eleições de 2010 e 2014.

As expectativas econômicas dos eleitores se caracterizam pelo sentimento de pessimismo. De acordo com a pesquisa do Datafolha realizada entre os eleitores brasileiros após as manifestações do dia 15 de março, 60% dos sufragistas consideram que a situação econômica do Brasil irá piorar. Quando questionados sobre a inflação, a qual representa o dia a dia do eleitor, já que ele, geralmente, gasta recursos financeiros cotidianamente, 77% afirmam que ela irá aumentar. Então, o pessimismo com a inflação condiciona o pessimismo com a situação econômica do país.

O debate em torno do perfil dos participantes das manifestações é relevante. Porém, não contribui para explicar a realidade do governo Dilma Rousseff entre os eleitores. Ao contrário dos índices de reprovação do governo Dilma e as expectativas pessimistas dos sufragistas para com a economia. As manifestações representam uma parte da crise do governo Dilma entre os sufragistas. A desaprovação do seu governo e o pessimismo dos eleitores para com a economia representam as partes mais robustas e preocupantes do todo. 

* Cientista político


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24/03


2015

As velhinhas beijoqueiras

* José Adalberto Ribeiro

RIBEIROLÂNDIA – Depois do participar dos protestos contra e protestos a favor do reinado da Imperatriz da Sapolândia, o cientista político The Gaulle está de volta aos gramados para elaborar uma big tese sobre os programas de televisão e os beijos escalafobéticos, tipo desentope pia, nas televisões brasileiras.

Aconteceu na estreia da novela “Carcará”. Duas velhinhas centenárias se atracaram, enroscaram as línguas e entraram em transe com um beijo parado no ar . As línguas das velhinhas estavam ligadas a um aparelho para medir o ibope. Depois foi preciso chamar o bombeiro para desatar o nó de língua das velhinhas.  As anciãs estavam movidas pelo aquecimento global. Foi um verdadeiro nó cego, na visão do Dr. Fox, o oráculo do Empresarial Trade Center.

The Gaulle lembrou -- apenas como temática, pois os noveleiros medíocres estão a léguas de distância do genial dramaturgo Nelson Rodrigues – lembrou da peça “Beijo no Asfalto”. Um homem macho chamado Arandinho vê a cena de outro homem macho atropelado na rua. O atropelado agoniza e implora um beijo de misericórdia. Arandinho aplica-lhe um beijo. Que cena surreal! A Imprensa sensacionalista, em conluio com um policial corrupto, transforma o beijo num escândalo moral.

O mundo desaba na cabeça de Arandinho. Quando chega em casa ele conta o episódio para a mulher Selminha, que fica revoltada e depois o perdoa. Segue o drama da maldade humana. Gay camuflado (naqueles idos, década de 1960, não existia a palavra gay, os homossexuais eram chamados com palavras pejorativas tipo “viado” e frango), apaixonado por Arandinho, sentindo-se  traído, o sogro assassina o autor do beijo de misericórdia.

“Beijo no asfalto” causou um furor moralista na sociedade brasileira. Nelson fantasia numa crônica que as grã-finas moralistas sapateavam nas poltronas do teatro e urravam: “Tarado, tarado!” Isto, nada a ver com os beijos apelativos das novelas de hoje, teleguiadas pelo ibope. O genial Nelson paira acima das mediocridades televisivas e seus falsos diamantes. Viva Nelson hoje e sempre!
Numa de suas profecias Nelson falava na ascensão fulminante do idiota no século 20 em todos os quadrantes da vida nacional. “Elite” virou palavrão.

Politicamente correto é ser ignorante, analfa, desprezar a sabedoria. “Elites” são amaldiçoadas. Quisera eu ser um intelectual de elite, de muitos saberes, um jornalista de elite, um escritor de elite, para ser mais útil à sociedade e bendizer os frutos do meu trabalho. As elites bem pensantes, políticas, intelectuais, sociais, científicas, são capazes de promover a evolução das sociedades. Isto é o obvio, mas é mais fácil lidar com as mediocridades.  

Numa inversão de valores, ser intelijumento é a glória. Ensinam os meninos a dizer nas escolas: O que você quer ser quando crescer? Eu quero ser participante do programa Big Surubas. Eu quero fazer uma cirurgia para mudar de sexo. Eu quero ser uma dupla sertaneja. Eu quero ser um pilantra de novela. Eu quero ser um funkeiro. Eu quero ser uma dançarina pornô. Eu quero ser um líder sem-terra. Eu quero ser um caboclo mamador de ONG. Eu quero desaprender a ler. Eu quero ser um bicho tatuado. Eu quero ser doidão. Eu quero tomar cachaça, fazer greve e ser presidente da República.

Ninguém fala em estudar para progredir na vida. Os programas degradantes de televisão contribuem para agravar ainda mais a crise moral do País. As novelas fazem demonstrações didáticas sobre orgias, traições, intrigas, maldades, vícios, ódios em família, patifarias em geral. Se você reclamar será chamado de quadrado, conservador.

Mesmo reconhecendo que a televisão brasileira é muito séria, The Gaulle protesta: Não me venham dizer que esses programas deprimentes traduzem a realidade do dia a dia. A bagaceira contribui para agravar a degradação moral do Brasil.   
O papaizinho eu sou um chimpanzé de auditório do filósofo, profeta e cronista Nelson Rodrigues. Eu degusto os textos dele devorando bananas em louvor a minha ascendência de quadrúpede. Arnaldo Jabor tentou ser uma simbiose de Nelson e Glauber Rocha, mas não conseguiu, tornou-se apenas um chato erudito.

Pobre de mim, sou apenas um plebeu intelectual, minha enciclopédia é o Almanaque de Jeca Tatu. Quando eu crescer o meu sonho de consumo intelectual é ser apenas o ajudante de porteiro do fã clube de Nelson Rodrigues e Machado de Assis.

* Jornalista

[email protected] 


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17/03


2015

Dilma, que tal Maquiavel com Dalva de Oliveira?

José Serra*

O segundo governo Dilma passa a sensação de um doente em estado terminal, apesar de ter cumprido somente 1/24 de seu mandato constitucional, o correspondente à primeira hora de um dia. Além de ser considerado o responsável pela “receflação” — recessão com inflação — que atinge a economia brasileira, alimenta a percepção de que não oferece soluções convincentes  para modificar esse quadro.

Há um ano, comentando os estertores do primeiro governo Dilma, escrevi: “Para quem não sabe aonde vai, todos os caminhos são bons. Quando, no entanto, quem está sem rumo comanda um país, aí todas as escolhas são ruins”. O futuro, que é o nosso presente, infelizmente, me deu razão. O governo, como comprovou a presidente em cadeia nacional no Dia Internacional da Mulher, esgotou até o seu estoque de desculpas. Já não tem o que dizer. Note-se que, desta vez, a fim de se proteger do humor ferino dos críticos, nem se atreveu a culpar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pela crise econômica, preferindo escolher a economia mundial como bode expiatório. Com a vantagem adicional de que esta não pode se defender...

O quadro econômico internacional não explica, é evidente, as vicissitudes da nossa economia: nem é tão feio assim nem seus efeitos são comparáveis aos dos choques sofridos durante o governo do general Figueiredo, a partir de 1979, ou ao longo dos dois mandatos de FHC. Essencialmente, o que se tem hoje é o fim do milagre dos preços siderais das commodities exportadas pelo Brasil, acompanhado do acirramento da concorrência nos mercados de exportação de produtos manufaturados. Nada que um país economicamente arrumado, no seu devido tempo, não pudesse enfrentar.

A verdade é que os fatores que complicaram o desempenho da economia brasileira nos últimos anos nasceram aqui, não lá fora, e vieram à luz no segundo governo Lula: subinvestimento em infraestrutura, carga tributária sufocante e megavalorização cambial. A combinação desses fatores minou a competitividade da nossa economia, elevou o déficit externo em conta corrente  até níveis perigosos, desestimulou os investimentos privados e promoveu a marcha forçada da desindustrialização do país – a tragédia econômica brasileira do início deste século. Hoje, a participação da indústria de transformação no PIB voltou aos níveis de 1946.

O governo Dilma, iniciado em 2011, apostou em mais do mesmo em vez de promover o ajuste necessário. Basta lembrar a marcha lenta dos investimentos na infraestrutura, objeto até de ideias alucinadas, como a do trem-bala; a insanidade dos projetos da Petrobrás, que cedo comprometeram seu fluxo de caixa e turbinaram um endividamento enlouquecido; a compulsão do populismo eleitoral, que levou aos píncaros o arrocho dos preços dos derivados de petróleo e da energia elétrica.

Às atuais desventuras econômicas — queda da produção, deterioração do emprego e dos   rendimentos das famílias, inflação alta, ataque especulativo contra o real - somam-se os efeitos da percepção do estelionato eleitoral de 2014 e a convicção de que a corrupção, mais do que um desvio de conduta, virou, no caso do PT,  um método de governo.

Como era esperado, depois de reeleita Dilma não recebeu nenhum crédito de confiança para adotar medidas difíceis, ao contrário do que acontece com governantes novos. Afinal, seu primeiro governo tinha aprofundado  os desajustes da economia. E, na campanha, ela escolhera desconversar sobre a crise, prometer o céu para todos e demonizar seus adversários. 

Agora, tendo pouco mais do que terra seca, economia anêmica e  população entre insegura e indignada, a presidente vê-se sem direito moral para pedir sacrifícios. Um começo razoável teria sido confessar bravatas anteriores e assumir com humildade os erros cometidos.

O inferno astral se completa com o fato de que a política de ajuste que o governo delegou à dupla Levy-Barbosa amplia os desajustes a curto e médio prazos e gera insegurança sobre o longo prazo.  A recessão encolhe as receitas tributárias e, tudo o mais constante, pressiona o déficit público que se pretende combater. A elevação dos juros promovida depois da eleição aumentou as despesas anualizadas em R$ 27 bilhões, equivalentes a 40% da meta de superávit primário fixada para este ano! 

A elevação dos juros, diga-se, ocorreu com a economia em declínio e a inflação turbinada pela alta dos preços administrados. Além disso, não é um aumento de 2 pontos na taxa que vai reverter a alta do dólar. Por isso mesmo, o principal argumento para justificá-la é a deterioração das expectativas, a mesma, aliás, que justifica o monumental aperto de crédito e a suspensão de linhas de financiamento da atividade econômica, fator que fecha  o círculo e garante o prolongamento da contração da economia brasileira. E não vale culpar o Congresso por tropeços do ajuste. Como demonstrou matéria do jornal “Valor”, apenas 20% da economia fiscal pretendida dependem de aprovação legislativa. E uma parte desse percentual certamente será aprovada.

O programa de ajuste é só parte da tarefa. Ficam faltando reformas que abram caminhos para o crescimento e a reindustrialização do Brasil, sem a qual viraremos sócios-atletas do clube dos países submergentes. Dois exemplos entre muitos outros: a implementação de uma política de comércio exterior digna desse nome e a aceleração dos investimentos em infraestrutura, que já eram medíocres e que vão literalmente degringolar caso não sejam retomadas e multiplicadas as concessões e parcerias público-privadas.

Maquiavel é sempre tentador em momentos de crise. Os petistas devem ter se conformado com a síntese pobre de fins supostamente nobres que justificam os meios mais perversos. Por isso chegamos a este ponto. Proponho outro trecho, que sintetizo: o Príncipe não precisa se preocupar com conspirações quando o povo está satisfeito. Mas, se este lhe é hostil e lhe devota ódio, então há o que temer. Se “O Príncipe” se mostrar obra por demais complexa, sugiro, como último recurso, a saída Dalva de Oliveira: “Errei, sim!” Quem sabe...

*Senador da República, ex-prefeito e ex-governador de São Paulo


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Nehemias Fernandes Jaques

LEMBRA DISSO? Conivência com a corrupção - O governo do PSDB foi conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias. 1995. Quebra do monopólio da PETROBRÁS. Pouco se lixando para a crescente importância estratégica do petróleo, Fernando Henrique Cardoso usou seus rolo compressor para forçar o Congresso Nacional a quebrar o monopólio estatal do petróleo, instituído há 42 anos. Na comemoração, Cardoso festejou dizendo que essa era apenas mais uma das \"reformas\" que o país precisava fazer para se modernizar.

Nehemias Fernandes Jaques

LEMBRA DISSO: Serra votou sempre contra os trabalhadores. É o lobo em pele de cordeiro. a) votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas; b) votou contra garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego; c) votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias; d) votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo; e) negou seu voto pelo direito de greve; f) negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário; g) negou seu voto pelo aviso prévio proporcional; h) negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical; i) negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio; j) negou seu voto pela garantia do salário mínimo real

Nehemias Fernandes Jaques

EMBRA DISSO: Serra votou sempre contra os trabalhadores. É o lobo em pele de cordeiro. a) votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas; b) votou contra garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego; c) votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias; d) votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo; e) negou seu voto pelo direito de greve; f) negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário; g) negou seu voto pelo aviso prévio proporcional; h) negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical; i) negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio; j) negou seu voto pela garantia do salário mínimo real

Nehemias Fernandes Jaques

SERÁ QUE O POVÃO SABE DESSA ATROCIDADE? Parlamentares triplicam fundo partidário Por meio do orçamento aprovado na noite desta terça-feira, verba pública destinada a siglas chegará a quase R$ 1 bilhão a partir de 2015. União terá R$ 2,9 trilhões para gastar neste ano. Mesmo em meio a uma crise econômica, parlamentares aprovaram uma medida que triplica o volume destinado ao Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o chamado Fundo Partidário. Na proposta de Orçamento Geral da União de 2015, aprovado pelo Congresso na noite desta terça-feira (17), o fundo passará dos atuais R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões. O projeto segue agora para sanção presidencial. De acordo com o relator-geral da proposta orçamentária, senador Romero Jucá (PMDB-RR), a medida já é um primeiro passo em direção a uma da propostas do PT visando o combate à corrupção no país: o financiamento público de campanhas eleitorais. “Ampliar o fundo é uma necessidade dos partidos e o início das discussões do financiamento público”, admitiu Jucá. Ainda pela proposta do Orçamento da União para 2015, houve um remanejamento de R$ 2,67 bilhões na proposta inicial para emendas parlamentares dos 265 novos congressistas eleitos para a atual legislatura (2015/2018). Ainda segundo Jucá, o Orçamento da União prevê um crescimento de R$ 13 bilhões nos gastos públicos em relação ao projeto encaminhado pelo Poder Executivo. Ao todo, o governo federal prevê gastos da ordem de R$ 2,9 trilhões durante o ano de 2015. “Cada um dos 265 novos parlamentares que ingressaram neste ano no Congresso contará com cerca de R$ 10 milhões em emendas, dos quais metade para o setor de saúde”, afirmou o senador Romero Jucá. Jucá também defendeu o orçamento impositivo para investimentos e políticas públicas, além do já aprovado para emendas parlamentares por meio da Emenda Constitucional 86. Ele disse que o projeto orçamentário em votação é uma “peça de ficção” porque depende da boa vontade do Tesouro para efetuar os gastos. “Eu defendo um orçamento impositivo para não ficarmos à mercê de contingenciamentos”, opinou. Se, por um lado, parlamentares conseguiram aumento de receita para emendas parlamentares, por outro o relator do Orçamento admitiu que os reajustes solicitados por servidores do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Justiça Federal não foram concedidos. A projeção de receita toma como base um crescimento de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – principal base de cálculo da inflação) da ordem de 6,5% e uma taxa selic de 11,97%. É mole ou quer mais?



16/03


2015

A Imperatriz de Quebrante e mau olhado

* José Adalberto Ribeiro, jornalista

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RIBEIROLÂNDIA – A Imperatriz brasileira, com dois meses e 15 dias de nascença, já está envelhecida, cansada, amofinada, debilitada, gripada, espoliada, vivendo zangada. Sofre de osteoporose nos ossos, conjuntivite na vista, artrite, bursite, catapora, miopia, reumatismo, apendicite, câimbra, dengue, virose, coqueluche, asma, chiado, sudorese, fadiga dos materiais, dor de cabeça.

Também padece de astenia, dor nas oiças, dor de dente, sinusite, bloqueio nas coronárias, stress, estafa, renite, urticária, amnésia, ressaca, furunculose, hipoglicemia, hiperglicemia, cefaleia, diverticulite, amigdalite, frieira, brotoejas, faringite, esteatose, bronquite, gastrite, hepatite, alergia, gengivite e sangria desatada.

Brás Cubas, filho espiritual de Machado de Assis, ensinou que o vinho enérgico do poder causa vertigens. O “emplastro Brás Cubas” foi criado como “um medicamento sublime, um emplastro anti-hipocondríaco destinado a aliviar as dores de nossa melancólica humanidade”. Mas, o “emplastro Brás Cubas” não há mais, os vermelhos se embriagaram com o vinho enérgico do poder, estão delirando nas nuvens do Planalto. O Palácio do Planalto é uma usina de delírios, os delírios do poder. O poder embriaga mais que os líquidos espirituosos.  

A cabroeira está nas ruas, como diz o cientista político Alvacir Fox. Foi aplaudir e foi protestar de verde-amarelo. A cabroeira nas ruas às vezes nos faz lembrar que ainda somos brasileiros, que ainda não desistimos de ser brasileiros, apesar das patifarias dos ladrões de petróleo, apesar das novelas nojentas e seus autores nojentos que eletrizam milhões de telespectadores babacas, apesar das cafajestices dos Big Brothers que seduzem as multidões, apesar das bandalheiras organizadas nos gramados corruptos do futebol, apesar dos elefantes brancos e do legado de ilusões da Copa do Mundo.    

“Febre, hemoptise, dispneia, suores noturnos. Tosse, tosse, tosse. A vida toda que poderia ter sido e que não foi”.  O que fazer, poeta doutor Manuel Bandeira? Pneumotórax? A cabroeira vermelha dirá:

-- O coração valente ainda pulsa.

Enxaqueca, disenteria, raquitismo, sarampo, nó nas tripas, chulé, bicho do pé, trombose, tétano, giárdia, malária, hérnia de disco, disritmia são infortúnios do coração do Brasil. a esperança às vezes fraqueja, assim falou o poeta Drummond aos seus discípulos:

“Eu também já fui brasileiro,

Moreno como vocês,

Ponteei viola, guiei Ford e

Aprendi na mesa dos bares

Que o nacionalismo é uma virtude,

Mas há uma hora em que os bares se fecham

E todas as virtudes se negam”.

O bicho do pé de Jeca Tatu é nossa identidade cultural. Je suis Jeca Tatu, eu sou um Jeca Tatu, a gente somos Jeca Tatu, todíssimos nós brasileiros somos Jeca Tatu.

Biotônico Fontoura, Emulsão de Scott, Capivarol, Melhoral, pomada Minâncora, Licor de Cacau Xavier, óleo canforado, pituitina, bismuto, arnica, benzetacil são os remédios para todos os males da mundiça tropical.

A Imperatriz brasileira padece de quebranto e mau olhado.

Dr. Alvacir Fox, qual o melhor colírio para desanuviar os olhos da nossa Imperatriz?

Se os fluidos da cabroeira nas ruas não der jeito, o melhor remédio será o ofício das rezadeiras e benzedeiras.

Salve, salve a cabroeira verde-amarela nas ruas!

* Jornalista

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Nehemias Fernandes Jaques

Esse é o bicho grilo Adalbertovky está postado na íntegra no Menu Opinião. Meta os peitos! Não esqueçamos o que disse Michel Zaidan PUBLICADO EM 02/05/2013 ÀS 13:24 POR JAMILDO EM NOTÍCIAS. Deputado Inocêncio de Oliveira se bandou para o lado do governador e do governo Lula, incumbiu ao seu assessor de imprensa, um antigo colunista do Diario de Pernambuco, de contactar os intelecutais e analistas políticos da cidade, para uma reunião social num restaurante do Paço da Alfândega. O assessor, depois de ter perseguido pela sua coluna vários dos convidados, se viu na contingência de ter que convidá-los para o convescote.

Nehemias Fernandes Jaques

Esse é o bicho grilo Adalbertovky está postado na íntegra no Menu Opinião. Meta os peitos!

Nehemias Fernandes Jaques

Por Michel Zaidan PUBLICADO EM 02/05/2013 ÀS 13:24 POR JAMILDO EM NOTÍCIAS. o deputado Inocêncio de Oliveira se bandou para o lado do governador e do governo Lula, incumbiu ao seu assessor de imprensa, um antigo colunista do Diario de Pernambuco, de contactar os intelecutais e analistas políticos da cidade, para uma reunião social num restaurante do Paço da Alfândega. O assessor, depois de ter perseguido pela sua coluna vários dos convidados, se viu na contingência de ter que convidá-los para o convescote, onde o ilustre deputado de Serra Talhada, iria anunciar as razões de sua mudança de orientação política. per·se·guir |guí| - Conjugar (latim vulgar persequo, -ere, do latim persequor, -qui, seguir sem cessar, seguir até atingir, percorrer, reclamar, reivindicar) verbo transitivo 1. Ir no encalço de (ex.: perseguir a presa). 2. Seguir ou procurar alguém por toda a parte com .frequência, insistência e falta de oportunidade. = ACOSSAR, IMPORTUNAR 3. Procurar fazer mal a alguém; tratar com violência ou agressividade. = ATORMENTAR, FUSTIGAR, MOLESTAR 4. Procurar ou incomodar com insistência. = FATIGAR, IMPORTUNAR 5. Agir ou lutar para conseguir algo (ex.: perseguir um .objetivo). \"perseguido\", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/perseguido [consultado em 16-03-2015].

Nehemias Fernandes Jaques

Filosofia do Aécio Neves: \"A rua é do povo, como o céu é do avião\" Metam os peitos!

adalberto ribeiro

A IMPERATRIZ PADECE DE QUEBRANTO E MAU OLHADO



15/03


2015

Perdi a esperança

* Márcio Accioly

O ex-presidente FHC, a quem se conhece muito carinhosamente como “Boca de Tuba”, concedeu entrevista bastante esclarecedora ao jornal O Estado de S. Paulo, deixando todos os brasileiros felizes por conta de conhecidas posições sempre firmes e determinadas. Com relação ao clima de roubalheira na Presidência, onde a ex-guerrilheira manda e desfaz, sua ex-excelência afirmou que “não é hora de afastar Dilma nem de pactuar”. Todos os seus seguidores acharam “brilhante” tal colocação.

FHC, que dirigiu um dos governos mais corruptos da história do país, é aquele mesmo que diz ter saudade apenas da piscina do Palácio da Alvorada e do helicóptero. Ah!, que fascínio o helicóptero exerce sobre os nossos preclaros “governantes”! Quando foi governador tampão do Distrito Federal, depois do afastamento e prisão de José Roberto Arruda (2010), Rogério Rosso (hoje deputado federal), passou a nutrir verdadeira reverência pelo helicóptero da administração.

Ele não conseguia se deslocar por 500 metros, não fosse a bordo da maquininha. Administrar não era o forte de sua excelência (quando ele saiu do cargo, o mato na Esplanada dos Ministérios passava da altura da cintura de cidadão de estatura mediana), mas como tinha amor pelo espaço aéreo! Com o ex-presidente Collor era também assim: todos se lembram de sua excelência acima e abaixo num autogiro, à época em que, segundo sua então esposa, exumava corpos para fazer magia e continuar no cargo.

FHC entende que o atual cenário político não oferece saída, mas, mesmo assim, não acredita que Dilma deva sair ou ficar. Em sua opinião, tanto pode ser uma coisa quanto outra, dependendo do que acontecer. Mais claro do que isso, não existe! O partido de sua ex-excelência está cheio de luminares! Mas a maior estrela é ele mesmo. Pudera! As coisas para ele são tão fáceis que chegou a declarar uma vez não saber “que era tão fácil governar o Brasil”. Ninguém entende por que é vaiado aonde vai.

Conhecido também como “O príncipe da sociologia”, FHC possui a vantagem de tudo saber com antecedência. Certa feita, no cafezinho da Câmara, numa conversa informal, um ex-ministro do então presidente Itamar Franco disse que FHC estava na antessala para participar de audiência, quando ele resolveu fazer uma brincadeira.

Como tinha muita intimidade com Itamar, o ministro lhe disse que iria inventar uma história: dizer que determinada figura da República fora apanhado em flagrante pela esposa com uma namorada e agora estava com medo de ser exposto publicamente. Feito isso, caíram na gargalhada quando FHC reagiu dizendo que tinha sido “uma coisa constrangedora” e que ele (FHC) acompanhava a esposa traída quando isso aconteceu. Aí, o ministro retrucou: “-Não aconteceu, FHC, porque inventei essa história agora!”.

O então senador não perdeu o rebolado: “-Eu sei que não aconteceu e que é uma brincadeira, por isso que eu também inventei que estava acompanhando a esposa enganada”. Com FHC é assim: ele nunca perde o ritmo e nunca tem medida ou escrúpulo para nada.

O Brasil está nas mãos desses farsantes, pois quem pauta as atitudes nacionais são as emissoras de televisão, capitaneadas pela Rede Globo. Enquanto as crianças e adolescentes forem “educadas” pelos programas televisivos, jamais teremos saída. E é caso difícil, porque educar leva tempo, anos. Se começar uma mudança a partir de agora, na área educacional, nós só iremos ver resultado daqui a 20 ou 30 anos. A Coreia do Sul conseguiu isso, como a China, mas, o Brasil? Vivemos num país de bandidos!

As reformas estruturais de que o nosso país precisa são graves e profundas, não há como alimentar esperança com as figuras públicas que aí se encontram. Por isso que vai descambar para a violência. Embora isso também não garanta resultado positivo.

* Jornalista


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Nehemias Fernandes Jaques

O MASSAGRE DOS APOSENTADOS - FHC, BOLOU UMA FÓMULA, FATOR PREVIDÊNCIARIO, REDUZINDO SÁLARIOS E, TERMINOU POR ATACAR DIRETO O BOLSO DOS APOSENTADOS EM ATÉ 40%. A FÓMULA FOI UM SUCESSO PARA O INSS, MAS É ODIADO PELOS APOSENTADOS DESDE SUA CONCEPÇÃO. A IDÉIA CONSISTE EM TRAÇAR UMA RELAÇÃO ENTRE IDADE DO APOSENTADO E O VALOR DO BENEFÍCIO. QUANTO MAIS SE VIVE, CONFORME EXPECTATIVA DE VIDA DO IBGE, MENOR SERÁ O VALOR A SER RECEBIDO MENSALMENTE PELO SEGURADO.

Nehemias Fernandes Jaques

Voce sabia que FHC aposentou-se com 37 anos como professor, sem nunca ter trabalhado? Ele mesmo. Fernando Henrique Cardoso, o tucano FHC. O presidente que chamou os aposentados de vagabundos. Após o golpe militar de 1964, exilou-se no Chile e, a seguir, na França. VOLTOU AO BRASIL EM 1968 E TORNOU-SE PROFESSOR. Rico e guloso Não se as razões da bolsa, não sei o valor da bolsa. Mas se há um brasileiro que, direta ou indiretamente, já embolsa todos os dinheiros públicos possíveis, é Fernando Henrique. Ele recebe uma aposentadoria plena de professor na Universidade de São Paulo. Recebe mais uma aposentadoria por doze anos (de 82 a 94) de senador. E recebe uma terceira aposentadoria de ex-presidente da República. Vagabundo? O vagabundo é FHC!!!

Nehemias Fernandes Jaques

Parlamentares triplicam fundo partidário. Mesmo em meio a uma crise econômica, parlamentares aprovaram uma medida que triplica o volume destinado ao Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o chamado Fundo Partidário. Na proposta de Orçamento Geral da União de 2015, aprovado pelo Congresso na noite desta terça-feira (17), o fundo passará dos atuais R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões. O projeto segue agora para sanção presidencial. De acordo com o relator-geral da proposta orçamentária, senador Romero Jucá (PMDB-RR), a medida já é um primeiro passo em direção a uma da propostas do PT visando o combate à corrupção no país: o financiamento público de campanhas eleitorais. “Ampliar o fundo é uma necessidade dos partidos e o início das discussões do financiamento público”, admitiu Jucá. Ainda pela proposta do Orçamento da União para 2015, houve um remanejamento de R$ 2,67 bilhões na proposta inicial para emendas parlamentares dos 265 novos congressistas eleitos para a atual legislatura (2015/2018). Ainda segundo Jucá, o Orçamento da União prevê um crescimento de R$ 13 bilhões nos gastos públicos em relação ao projeto encaminhado pelo Poder Executivo. Ao todo, o governo federal prevê gastos da ordem de R$ 2,9 trilhões durante o ano de 2015. “Cada um dos 265 novos parlamentares que ingressaram neste ano no Congresso contará com cerca de R$ 10 milhões em emendas, dos quais metade para o setor de saúde”, afirmou o senador Romero Jucá. Jucá também defendeu o orçamento impositivo para investimentos e políticas públicas, além do já aprovado para emendas parlamentares por meio da Emenda Constitucional 86. Ele disse que o projeto orçamentário em votação é uma “peça de ficção” porque depende da boa vontade do Tesouro para efetuar os gastos. “Eu defendo um orçamento impositivo para não ficarmos à mercê de contingenciamentos”, opinou. Se, por um lado, parlamentares conseguiram aumento de receita para emendas parlamentares, por outro o relator do Orçamento admitiu que os reajustes solicitados por servidores do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Justiça Federal não foram concedidos. A projeção de receita toma como base um crescimento de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, um IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – principal base de cálculo da inflação) da ordem de 6,5% e uma taxa selic de 11,97%.



12/03


2015

Coração valente guenta o rojão?

Coração valente guenta o rojão?

* José Adalberto Ribeiro

RIBEIROLÂNDIA – Meus senhores e minhas senhoras, caldeirões e caçarolas!  Olha só quem aflorou no recinto! O cientista político The Gaulle! Veio sentar praça na Ribeirolândia, de mala e cuia, para tirar uma onda nos agitos dos dias 13 e 15 deste mês. Alguma coisa acontece nas tripas do Brasil, aliás, alguma coisa acontece no coração do Brasil, disse o mestre com sua proverbial sabedoria. What is this? Explicou que a novidade são os protestos a favor.

The Gaulle é do tempo em que só havia protestos contra. O bicho agora tá ligado no panelaço. Está armado com uma panela de pressão rochedo, última geração, para participar dos agitos. The Gaulle ficou de olho no arsenal subversivo de minha choupana, as  panelas. Os defensores do protesto a favor estão dizendo que panela hoje é um símbolo das elites, um artefato subversivo e reacionário. cuscuzeiras,  frigideiras, caldeirões e caçarolas. Por isso que havia um refrão antigamente: Meus senhores e minhas senhoras, caldeirões e caçarolas ...” Eram prenúncios de subversão.

Buzinas hoje também são artefatos subversivos. Um buzinaço e um panelaço são capazes de desestabilizar governos, conforme a intensidade, segundo a nova tese científica de The Gaulle.

O grande mestre ficou meio baratinado ao ler nas folhas que no Brasil atualmente existe um outro exército, chamado de “exército de Stedile”. Não sabia que esse sujeito era um comandante militar. Foi informado, sim, que os soldados do tal “exército” destruíram viveiros de pesquisas científicas em botânica. Os vândalos foram presos? Saíram glorificados pelo gesto heroico de exterminar eucaliptos em floração com golpes de foice e estrovengas.

Depredações e invasões fazem parte da carreira artística de Stedile no MST. O eucalipto transgênico é acusado pelos sábios do MST de ser uma planta malvada que bebe muita água do solo e cujo pólen desagrada ao paladar das abelhinhas. Os cientistas da Embrapa não consultaram as abelhinhas sobre seus paladares transgênicos. Prevalece, então, a opinião dos cientistas ideológicos do MST. 

Em sendo o Brasil um País muito sério, The Gaulle disse não acreditar nas minhas palavras. Ai eu fiquei irado e disse pra ele: Tu sôis um inocente. Pois saiba que se alguém tiver a ousadia de mexer num fio de barba do “comandante” Stedile será chamado de golpista e reacionário de direita. O “exército vermelho” seria então uma espécie de “estado islâmico”, que destrói monumentos históricos no Oriente. 

Perguntei a The Gaulle se seria o caso de dialogar com o “exército vermelho”. Dialogar, nada. Ele disse que por conta desses e outros atos de vandalismo e destruição do patrimônio público, Stedile e seus cupinchas deveriam ser enjaulados e processados. E mais, se a plantação de eucaliptos fosse dele daria uma camada de pau nos vândalos e arruaceiros.

A bordo de suas panelas e caçarolas, dias 13 e 15 The Gaulle vai dar um rolé nas quebradas dos protestos a favor e dos protestos do contra. As folhas anunciaram que Stedile irá participar do agito no dia 13 em defesa da democracia e da Petrobras. Qual o diálogo entre as panelas de The Gaulle e as estrovengas do MST? Zero diálogo.   

Zê Gaulle lembrou as sístoles e diástoles de que falava o general Golbery nos tempos da abertura política, as contrações e descontrações da democracia. Lembrou também a lei da fadiga dos materiais. A esquerda radical, cansada de guerra, enferrujou na Venezuela e Argentina. A ditadura de Cuba naufragou no delírio comunista.

Coração valente guenta o rojão? Com dois meses de Governo a Imperatriz Dilma nº 2 sofre com um panelaço e um buzinaço. É a dança da solidão.

* Jornalista

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