ArcoVerde

07/01


2019

Os zumbis serão exorcizados

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A meteorologia informa: o tempo mudou. Os zumbis serão exorcizados e vão ter que cair na real. Os bichos prometem resistir. Mas, com que roupa? Com a mortalha das camarilhas vermelhas. Olhai os mortos-vivos da Operação Lava Jato! Olhai o vampiro de Curitiba!

As serpentes comunistas e similares possuem fôlego de sete jararacas. É necessário fazer uma histerectomia radical nos úteros, , nos ovários, nas glândulas mamárias, nos testículos e nas tripas dos lobisomens. Duendes fazem romarias em torno do vampiro de Curitiba para beijar a barba e os sovacos dele.

O governo do Capitão Marvel chegou para botar moral e conta com o respaldo institucional das Forças Armadas, a começar pelo vice-presidente general Mourão. Bolsonaro conduziu o mais bem sucedido processo de transição de poder civil na história da República. Isto não é pouca coisa.

Os ódios ideológicos continuam acesos. As esquerdas ortodoxas vão ter que abdicar de preconceitos e cair na real.  

Não existe pecado no pastoril do cordão encarnado. Será permitido homem com homem virar lobisomem, mulher com mulher virar jacaré. Mas, a pastora-ministra Damares será proibida de vestir os meninos de azul da cor do céu e vestir as meninas da cor das rosas, porque simplesmente as rosas não falam e serão chamadas de reacionárias.

Elevam o irrelevante à categoria do bizarro para desqualificar o governo e seu ministério.

Depois de navegar na estratosfera do planeta o ministro-astronauta Marcos Pontes irá assinar convênio com Israel para instalar dessalinizadores no Nordeste? Não precisa. Já existem dessalinizadores no semiárido. O departamento de química da UFPE é referência internacional. Verdade, vírgula. Engenhos de dessalinização no sertão fornecem água para 50 famílias. Usinas para produzir água potável em Israel atendem a 2 milhões de pessoas. Água sem sal dos engenhos é da esquerda. H2O potável de Israel é capitalista.        

Se Albert Einstein ressuscitasse e fosse nomeado pelo Capitão Marvel ministro da Ciência e Tecnologia, o cientista Luís Inácio Lula da Silva diria que a teoria da relatividade é reacionária e deve haver resistência contra o limite da velocidade da luz no universo.  

Em artigo publicado no jornal espanhol “El País”, Fernando Henrique Cardoso considera anacrônica a visão de mundo do novo governo. Anacronismo era defender as ditaduras comunistas na era do PT.

 O chanceler Ernesto Araújo é considerado excêntrico por combater o terceiro-mundismo de esquerda. “Admiramos os Estados Unidos da América. Admiramos os que lutam contra a tirania na Venezuela”, palavras do chanceler. Bravo, bravíssimo!   

O intelectual Ernesto Araújo e o professor Olavo Roble, o popular Olavo de Carvalho, são mentes brilhantes sintonizadas com as luzes do liberalismo econômico e das liberdades democráticas.


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Paulista Conectada

07/09


2016

No feriado, Anderson faz adesivaço em Piedade

O candidato a prefeito de Jaboatão pelo PR, Anderson Ferreira, aproveitou o feriado desta quarta-feira (7), Dia da Independência do Brasil, para, promover um adesivaço na orla de Piedade. Lá, ressaltou a história do município. “O dia de hoje nos lembra fatos que orgulham a nossa cidade. Jaboatão foi palco da Batalha dos Guararapes, símbolo da liberdade de nosso País e da união das raças”, disse, acrescentando que “gostaria que o povo tivesse mais motivos para se orgulhar”.

De acordo com o candidato, o Dia da Independência representa uma oportunidade para a população fazer uma reflexão sobre as eleições de outubro. “Nessa eleição podemos votar diferente, tomar o destino em nossas mãos, construir um futuro melhor para todos. O grupo da Prefeitura está aí há oito anos, tempo suficiente para sabermos que só com uma verdadeira mudança, as famílias de Jaboatão terão de volta o respeito e a dignidade que merecem”, destacou. 

Anderson disse ainda que esse resgate só poderá ser feito por meio de programas que olhem para as pessoas, como o Saúde que Funciona, a Escola de Verdade e Família sem Drogas. “A independência de uma população vem por meio de uma educação de qualidade. Vamos trabalhar para que o povo de Jaboatão seja mais feliz e mais realizado”, afirmou.


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Asfaltos

05/09


2016

Meu amigo Geneton

Escrever sobre o amigo morto talvez seja uma oração absolutamente inútil. Escrever ao amigo morto talvez seja uma tentativa inútil de reparação à orfandade das palavras. A amizade, tão incomum, agora subjugada aos lugares-comuns do luto: a cada dia a sua dor, pranto, perda, ausência, presença imaterial, reminiscência. Mas, ante o nada que passa a se impor ao cotidiano, a memória substantiva reluta a soçobrar. Um consolo, ou quase isso.

Geneton Moraes Neto foi o primeiro jornalista que conheci. Ele tinha 18 anos, eu 23. Estudávamos juntos, numa sala apertada do primeiro ano de Jornalismo da Unicap. Em 1974. Sorte minha. O primeiro jornalista era o melhor e o mais talentoso de toda uma geração. Impressionava-me que, aos 18, Geneton já era um excelente repórter, profissionalizado, contratado do Diário de Pernambuco. Impressionava-me mais ainda Geneton assinar uma coluna, aos domingos, a Geleia Geral. Uma coluna moderníssima, espaço assegurado e replicante de toda a cena underground e de resistência da contracultura pulsante do Recife dos anos 70. Leitura obrigatória para quem queria ficar ligado nas coisas que aconteciam.

Geneton também foi o primeiro jornalista que conheci acossado pela ditadura. Certa noite, dois serviçais do regime militar foram buscá-lo na sala de aula. Os fotogramas permanecem claros ainda hoje na minha mente. Mal vestidos, como detetives fugidios de um filme de Godard, os meganhas levaram Geneton, que se manteve o tempo todo sereno. Uma noite completa de interrogatório. Os tiras godardianos queriam saber quem eram os estudantes que iam fazer um show num Diretório Acadêmico, notinha dada na avant-garde Geleia Geral. Geneton sequer os conhecia. Uma notinha inocente, pura e besta implicava em alto risco (caso Herzog, entre muitos outros). Ficou por isso, descontando a noite tensa e perdida nos corredores da repressão.

Por essa época, Geneton também sofreu uma tentativa de agressão física. Um jornalista de extrema-direita (existia, sim. e não eram poucos) partiu para cima dele, tentou queimá-lo com um cigarro (fetiche de torturador). Gratuitamente. Gratuitamente, não. O fascista se incomodava com a liberdade e a beleza dos textos de Geneton. No entanto, Geneton, despojado de qualquer fantasia de maquis, jamais deu relevância biográfica a esses e outros incidentes. Heroísmo zero.

Mas foi o cinema, e não o jornalismo, que nos uniu. Amizade que se tornou inquebrantável até o último dia de vida dele. Fizemos logo um curta-metragem em super-8, o “Isso é que é”, um libelo anti-imperialista, pop, inspirado num poema-processo, bem de vanguarda. Os atores, nossos colegas de sala. O jingle da Coca-Cola, lindo, serviu como trilha sonora.

Depois, no início dos 80, ele foi trabalhar na TV Globo, e me levou. Radicalizamos. Fundimos jornalismo com cinema, criamos uma nova linguagem, sob os olhares cúmplices de Roberto Menezes, Ricardo Carvalho e Paulo Cunha. Um dia, a milícia dos medíocres, nossa permanente inimiga comum, decretou o fim da saturnália televisiva. Ao longo dos anos subsequentes, juntos topamos vários confrontos. Animadas trincheiras. Sempre contra a volante dos obtusos, fâmulos da iniquidade. Mas Geneton não desistiu. Transformou, por exemplo, a experiência da sopa primordial do Morro do Peludo numa obra originalíssima, impactante, em que as fronteiras entre jornalismo e cinema se volatizaram, e que se tornou marca personalíssima de seu trabalho em televisão. Reconhecida por todos os grandes mestres da TV brasileira. Geneton levou às últimas consequências a lição antropofágica de Oswald de Andrade: “A poesia está nos fatos”.

“É de bom tom, ligar para Geneton”. É assim que o grande repórter Joel Silveira dava alô quando falava com Geneton ao telefone. Aos domingos à noite, invariavelmente, Geneton me telefonava. Ligação de uma hora. Como não assisto televisão e nem sou assinante da Globonews, Geneton me contava, em detalhes, as entrevistas que fazia com generais, artistas, escritores, astronautas. Eu era sempre o primeiro a ouvir a entrevista, e também o primeiro a “ver”. E muito antes de ser veiculada. Um ritual que se repetia, sem descontinuidade. Mas os telefonemas dominicais também eram longas sessões de risada. Com humor cáustico, ríamos de tudo e de todos, inclusive de nós mesmos. Não sobrava ninguém. Comigo, ele ria, sempre. Era de bom tom.

Mesmo sabendo do impacto que as entrevistas de Geneton na televisão causavam no público, eu não tinha noção do que isso representava no seu dia a dia. Numa das suas passagens pelo Recife, fomos jantar num restaurante. Conversamos horas, e quando fomos pagar a conta, ia iniciar um show. A cantora descobriu Geneton, anunciou a presença dele para os comensais, fez uma minientrevista, e todo o restaurante se levantou e o aplaudiu de pé. Confesso que fiquei surpreso. Não sabia que Geneton tinha se tornado uma verdadeira celebridade. A sequência das andanças, confirmou: abordagens, tietagens, assédios, selfies. O caçador virou caça. Geneton era agora uma celeb. E ele curtia, sempre solícito e paciente. Ótimo e divertido.

Eu tinha uma dívida com Geneton, que nunca consegui pagar. Certa vez li a declaração de um astronauta americano, em que ele dizia a seguinte frase: “a Terra é a colônia penal do universo”. Num texto, inseri a sentença dantesca do astronauta, creditando-a, mas sem nominá-lo. Simplesmente, não lembrava mais do nome dele, só da frase. Durante anos, Geneton, obsessivamente, me cobrou a identidade do astronauta. É claro, queria entrevistá-lo. Jamais consegui lembrar o nome do americano que foi ao espaço e descobriu o planeta como a colônia penal do universo. Por minha negligência jornalística, Geneton perdeu mais uma grande entrevista. Hoje, mais do que antes, sinto sutis travos de culpa.

A hagiografia tende à condescendência com os que já deram adeus à colônia penal. Não é o caso. Quem conviveu com Geneton sabe que ele tinha muitas qualidades pessoais. Naturais, sem afetação. A generosidade, uma delas. Comigo, então, era infinita. Manifestava-se de forma permanente, sem interrupção, em qualquer situação, espontaneamente. O cuidado que ele tinha comigo, muito mais de irmão do que propriamente de amigo, era bem superior ao que possa ter tido com ele. E isso ao longo da nossa amizade de mais de quarenta anos. Serei sempre grato, Geneta. Você foi o meu melhor e grande amigo por toda a vida. Que sorte minha!

Agosto, agora sim, o mais cruel dos meses. Há menos de um ano, Geneton fez um belo e definitivo documentário sobre o cineasta Glauber Rocha: “Cordilheiras a Mar - A Fúria do Fogo Bárbaro”. Como se sabe, Glauber, em 1974, apoiou a abertura política dos generais Geisel/Golbery. Não foi compreendido pela esquerda, e morreu escorraçado, tido como traidor. O filme de Geneton, um dos mais polêmicos da recente safra do cinema brasileiro, anistia o grande diretor do cinema brasileiro. Muitos dos que então o acusaram se retratam no documentário. O filme reconstrói, com a sensibilidade de um artista de quinta grandeza, a imagem do gênio revolucionário, a prevalecer sobre as circunstanciais posições políticas. O vulcão voltou a expelir larva.

Glauber Rocha morreu no dia 22 de agosto de 1981, de uma doença contagiosa chamada Brasil. “E deixe que os mortos sepultem os seus mortos”. Geneton também morreu num igual 22 de agosto. Talvez, quem sabe, de outra doença contagiosa (o jornalismo), da qual era portador desde os 13 anos de idade. O que significa esse acaso? Essa estranha (ou esotérica?) coincidência? “Meu coração continua o mesmo, é ele que me diz que tem coisas que a gente nunca vai deixar de gostar” (jingle da Coca-Cola/ 1974). Geneta, sempre vamos gostar de você.

* Jornalista


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01/09


2016

Meu coração de estudante está feliz

 

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Nossa geração veio à luz sob o signo das utopias socialistas nas alvoradas da adolescência, década de 1960. Nossos corações de estudantes amavam os Beatles, amavam um pouquinho os Rolling Stones, amavam e amam a democracia. (O sonho continua. Os Beatles, Janis Joplin, Billie Holiday, Cole Porter, os bem-aventurados Machado de Assis, Nelson Rodrigues e Augusto dos Anjos e dos pecadores, Michael Jackson do Pandeiro, Lua Gonzaga, meus ídolos e minhas musas, cultivadas no santuário das minhas devoções, são criaturas abençoadas por Zeus e bonitas por natureza)  

As pedras rolaram e nossos corações foram às ruas com amor  febril na década em 1964 quando o presidente Goulart desfraldou a bandeira das “reformas de base”, reformas “subversivas”. Nossos corações juvenis ficaram amargurados quando o  presidente Jango, os governadores  Miguel Arraes e Leonel Brizola foram cassados e deportados pela força das armas. O presidente Jango foi mandado para o exílio. Tanques de guerra nas ruas, Congresso Nacional mutilado e amordaçado, prisões .... Houve um golpe de Estado com ruptura da Constituição e atos institucionais.

Ainda na década de 1960, auge da “Guerra Fria” depois da Segundo Guerra Mundial, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) preconizava o “assalto aos céus” para implantar o paraíso comunista na face da terra. Os capitalistas malvados da América do Norte simbolizavam o “Império do Mal”. 

O “Doutor Strangelove” cavalgava em cima de uma bomba atômica, invenção dos demônios capitalistas, para simbolizar o “equilíbrio do terror”. Assim aprendemos com a Madre Superiora que havia o “Império do Bem”, a utopia socialista, e o “Império do Mal”, sob o domínio dos capitalistas cruéis que sangravam “As veias abertas da América Latina”, no dizer do escritor uruguaio Eduardo Galeano.
A guerrilha do Araguaia, idos de 1967, foi concebida à moda da guerrilha terrorista das farc na Colômbia, com apoio da ditadura de Cuba, no objetivo de implantar uma ditadura comunista no Brazil e a pretexto de combater a ditabranda do regime autoritário. Nesse tempo aquela senhora do Rio Grande do SUR lutava para implantar uma ditadura comunista no Brazil à moda de Cuba.

Em 1968 nossas almas e nossas mentes ficaram amarguradas quando o governo editou o AI-5 com poderes ditatoriais, e os rebeldes da luta armada clandestina foram combatidos na bala. Aí chamam de “anos de chumbo”. Em 1979, ainda amargurados, ficamos felizes quando foi decretada a anistia e os exilados voltaram para casa.

A partir da anistia, o general-presidente Geisel e o general Golbery conceberam a abertura “lenta, segura e gradual”. O regime autoritário entrou em compasso de exaustão e os radicais foram isolados. Exauriu-se por si mesmo, não por corrupção.
Alegria e tristeza nas ruas com as diretas-já em 1984 e a derrota da “emenda Dante de Oliveira”. Colégio Eleitoral, eleição de Tancredo Neves-Ribamar Sarney, alegria, alegria, reina a democracia.

Mas, o mundo gira e a Lusitana roda, dizia um conterrâneo de Camões. A camarilha vermelha assumiu o poder há 13 anos e meio, sob a bandeira da ética. Deixou um legado de patifarias. E não venham falar em conquistas sociais” diante de tantas bandalheiras, violência, corrupção, desagregações sociais no geral.

As elites nacionais e a rafaméia em geral se deixaram arrebatar por um demagogo despreparado e farsante. O Brazil não poderia continuar nas mãos dessa camarilha corrupta e incompetente. O presidente Michel Temer recebeu uma herança nefasta para administrar e equacionar. Ao ouvir os trinados dos meus passarinhos, sonhar com meus ídolos e minhas musas, meu coração de estudante está feliz.    

* Jornalista

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Comentários

Helio Moreira Filho

VOCÊ É UM DECRÉPITO! ESTUDANTE NEM DO MOBRAL! DEITE E FECHE A TAMPA DO CAIXÃO! PQ VOCÊ MORREU E NÃO SABE! DEIXOU DE SONHAR OU SE VENDEU?



29/08


2016

A dança da solidão

MONTANHAS DA JAQUEIRA -- Profeta high tech da Freguesia dos Aflitos e das montanhas da Jaqueira, meu GPS visualiza para esta semana mil chafurdações, capoeiras, rasteiras, jus sperniandi, choro e ranger de dentes. A jararaca vermelha vai dançar. É a dança da solidão. “Resignado e mudo,/No compasso da desilusão/Desilusão,/desilusão,/Dança o sapo barbado,/Dança a/jararaca vermelha,/Na dança da solidão.//(....) Meu pai sempre me dizia, /Meu filho tome cuidado,/quando eu penso no futuro,/Não esqueço meu passado”
Assim dizia, mais ou menos, a cantiga de Paulinho da Viola.

Quando pensar no futuro do Impichi, jararaca vermelha, daqui a pouco, não esqueça o passado de malvadezas, incompetências, patifarias mil da mundiça vermelha e que resultaram na desilusão de 12 milhões de desempregados, recessão em dose dupla, falência múltipla de órgãos da Petrobras, do setor elétrico, de milhares de empresas do Brazil. O presidente Michel Temer baila um foxtrot, a dança das raposas.  

Depois da Colônia, a Monarquia construiu o império da unidade nacional, um milagre entre as nações sul-americanas.    
Getúlio Vargas deixou o legado do Brazil emergente na era da modernidade industrial. Juscelino Kubitschek impulsionou a industrialização. Getúlio e JK foram estadistas da República. A jararaca vermelha ... este é um capítulo melancólico da nossa história.
Do alto das pirâmides da Freguesia dos Aflitos os profetas contemplam o desmame das mundiças do cordão encarnado nas glândulas mamárias vermelhas do poder.  

O Doutor Fox, profeta do Empresarial Trade Center, fez uns testes oftalmológicos numa raposa: que bicho é esse? É um Pokémon. E agora? É um Impichi. Ele fez o diagnóstico de que o presidente Michel Temer tem muito golpe de vista. Do alto das montanhas do ETC os profetas preveem calmarias no day after do Impichi.

A ditabranda desmoronou por exaustão, não por corrupção. Promoveu a anistia e a distensão política, a abertura que se pretendia “lenta, segura e gradual”. Ao exaurir-se, o regime autoritário pós-64 isolou os radicais e uniu os brasileiros em favor da democracia. Nenhum general-presidente foi acusado de corrupção. O general Garratazu  Medici conviveu com a tortura, de trágica memória. 
Há 13 anos a mundiça vermelha começou a dominar nosso Brazil. A mundiça do mal, seja dito, que tira onda de progressista e preconiza a utopia socialista para se locupletar do poder.

Está se cumprindo mais um ciclo na história do Brazil. No início dos anos 1990 nascia uma estrela. A estrela era de falso brilho. A estrela era uma trepeça que virou ídolo nacional. O patrimônio ético virou patrimônio diurético. Saiu na urina.
 Ribamar Sarney deixou o legado dos bigodes, da inflação e também da convivência democrática. Collor deixou o legado da arrogância e dos delírios do poder.

Os governo de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso deixaram o legado indelével, material e imaterial da estabilidade monetária e do Plano Real. O partido do cordão encarnado deixa um legado de corrupção, recessão, 12 milhões de desempregados, radicalização ideológica e quebra da fraternidade nacional.  

* Jornalista

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22/08


2016

Nas ondas dos Pokemons

RIBEIROLÂNDIA – Professor, eu sou uma criança, eu quero ser um Mestre Pokemon! Mestre dos Mestres Pokemon, dai-nos a força dos ventos, a pureza do fogo e a singeleza da grama! Com seus poderes para entender a aura humana e ler o pensamento de todos os seres vivos, da fauna e da flora, o Pokemon Lucario lançou um raio para decifrar os mistérios dos tapetes vermelhos, dos tapetes vermelhos, das cavernas e das esquinas de Brasília. Ora, direis, Brasília é uma cidade moderna, não possui esquinas nem possui cavernas. E eu vos direi: quem não conhece as cavernas do poder, não conhece Brasília.

Janaína Pascoal, Miguel Reale e Hélio Bicudo afloraram nos tapetes azuis do Altiplano Central. O Pokemon Charwonder acendeu a fogueira do Impichi, que os Pokemonzinhos vermelhos, desfalecidos, chamam de golpe. Os Pokemons nascem e adquirem sabedoria aos 10 anos de idade. E lá vou eu, com minhas barbas azuis de profeta, a passear nas esquinas das nuvens auriverdes desta terra das altas torres da Moura Dubeux no lugar dos altos coqueiros, dos pés de manga e das jaqueiras.     

O coração do Brazil está em chamas, assim falou o Pokemon Ralts, que tem o dom de captar as emoções humanas. Aconteceram terremotos, erupções vulcânicas e tempestades no coração do Brazil. Maldades humanas movem tempestades, provocam raios e trovões. Ralts atrai os pensamentos positivos e desanuvia as mentes poluídas. 

Uma bela tarde deparei-me com o Pokemon Alakazan nas montanhas dos Aflitos. Ele estava a guerrear com um lunático de olhos vermelhos do cordão encarnado. Lutar com os lunáticos dos lhos de brasa é a luta mais vã, ele dizia. Entanto lutamos, logo ao amanhecer na Internet. Com seus poderes hipnóticos, Alakazan lançou um raio laser nos ares e o bicho desmaiou. Alakazam também possui os poderes do cérebro e da memória.

O Pokemon Aron devora montanhas e se alimenta de minérios. É uma entidade malvada, provocou já inundação de rejeitos poluentes do Vale do Doce e o estouro das barragens da Samarco. Aron é uma praga que vive nas profundezas das montanhas e desce para os vales com suas cargas de destruição e maldades. Devorou bilhões de reservas monetárias dos cofres da Petrobras. Aron também se alimenta dos desgovernos, da falta de autoridades nos controles ambientais, de propinas e pixulecos. Cultiva os roçados das mandiocas vermelhas.    

Salve, salve Milotic, o mais belo e encantador dos Pokemons! Ele vive no fundo dos lagos e tem os poderes benignos de serenar emoções e fazer cessar hostilidades. O corpo de Milotic libera uma onda pulsante de energia positiva para dominar os espíritos inquietos. O Pokemon Milotic está sendo preconizado como a remissão do Brazil depois das destruições causadas pelo Pokemon Aron e seus aderentes da escuridão e das tragédias.    

Quando eu crescer e tiver 10 aninhos de vida eu queria ser um aprendiz de Pokemon, um Pokemonzinho. Hoje eu sou apenas um humilde profeta da Freguesia dos Aflitos e das montanhas da Jaqueira.Neste momento as antenas de minhas barbas azuis da cor de oxigênios estão captando as ondas magnéticas do Planalto Central. Um passarinho me contou que neste mês de agosto haverá bem-aventuranças nos horizontes auriverdes. Depois de causar tantas desilusões e roubas os sonhos de milhões de coração, os batráquios barbados e a jararaca vermelha serão soterrados no fundo dos abismos da memória nacional.
Zeus e o Pokemon Milotic protejam nossos corações!

* Jornalista

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15/08


2016

Ditaduras silenciosas

RIBEIROLÂNDIA – As ditaduras econômicas existem e são tão deletérias quanto as ditaduras políticas. As operadoras de telefonia, os planos de saúde e o sistema financeiro parasitário exercem ditaduras ferozes neste Brazil. Reinam silenciosamente e profundamente.
Maktub! Está escrito. Como dizem os árabes. A jararaca vermelha e Eduardo Cunha hoje são duendes na contagem regressiva para o juízo final. Este também é o sentimento nas ondas da “psicosfera” social, no dizer dos espíritas.

Destronar uma estrela cadente é bem fácil, derrotar as ditaduras do nosso dia a dia, isto é que é o xis do problema.
Oi! Alô-alô! Mais que incompetência, é preciso contar com o apoio do compadrio do poder para levar uma mega telefônica a acumular dívidas de mais de 65 bilhões de denários e pedir “recuperação judicial”. “Recuperação judicial” é o apelido de calote legalizado.

Zeus me livre de chamar de incompetentes os proprietários e gestores de uma telefônica que lida com recursos de centenas de bilhões e bilhões, controla os satélites artificiais nos céus e as ondas magnéticas na terra, opera as comunicações entre mais de 100 milhões de brasileiros. Quem vai pagar a conta dos calotes de 65 bilhões? Claro que os prejuízos vão cair nas tarifas e nas contas pagas pelos usuários.Novidade zero seria dizer que a saúde pública no Brazil opera nos limites da indigência. Aqui e acolá ocorrem ilhotas de eficiência, de espírito público ou de dedicação de servidores abnegados.

O diagnóstico sobre os planos de saúde e assistência privada aponta um sistema de privilégios, exploração dos usuários, massacres, extorsões e prepotências. A relação entre planos de saúde, hospitais e clínicas é um sumidouro de recursos. O sistema financeiro parasitário, os bancos privados, os cartões de crédito e arapucas do gênero mandam, desmandam e mamam nesta República. Mandam mais que a Presidência da República, o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada, o Ministério da Fazenda, o Banco Central e o Comitê de Política Monetária.

A prática é o critério da verdade, segundo o princípio dialético. A taxa Selic do Banco Central, neste mês, é de 14,25 % ao ano. Na prática, os juros dos cartões de crédito e empréstimos bancários vão além de 13 %ao mês ou mais ou 300 % ao ano.
Já perguntei aos céus e à terra e não obtive resposta: por que os bancos não funcionam para o público no horário pleno, a exemplo do comércio, industria e serviços, das 8 às 17 ou 28 horas, e sim apenas em horário restrito, das 10 às 16 horas?

Se funcionassem em horário pleno, empregariam de 30 % a 40 % a mais em funcionários e prestariam melhor serviços à população. As autoridades monetárias são impotentes diante dos banqueiros e os sindicados são subservientes.  A grande imprensa rende-se aos banqueiros. Pode parecer simples, mas o funcionamento dos bancos em horário pleno mexe com a cultura conservadora do sistema financeiro e afetaria o lucro bilionário do setor. Antes, durante e depois do Plano Real a ditadura financeira parasitária mantém lucros bilionários e se apropria das riquezas da nação, sem gerar ganhos sociais.    

Denunciar a incompetência e a bagaceira do cordão encarnado é bem fácil. Encarar as potências financeiras nacionais e internacionais  tipo Bradesco, Itaú, Santander, Safra, Citibank, Hong Kong and Shanghai Banking Corporation – HSBC – este é o xis e do problema.  
Banqueiros são criaturas malvadas e depois do último suspiro vão lamber brasas no inferno. Eu zuro por minhas barbas de profeta.

* Jornalista

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08/08


2016

Caribé tem gestão desaprovada em Belém

O prefeito de Belém do São Francisco, Gustavo Caribé (PSB), faz uma gestão desaprovada pela população. Segundo pesquisa do Instituto Opinião, quase metade dos entrevistados – exatamente 49,1% - rejeita o seu Governo. Entre os que aprovam são 38,3%, enquanto 12,6% não souberam ou não quiseram responder. O governador Paulo Câmara, do mesmo partido do prefeito, está melhor avaliado. Tem 44,6% de aprovação contra 33,1% de desaprovação. O Governo temer em Belém tem rejeição alta: 53,1% contra 18,3 de aprovação.

Quanto ao prefeito, suas taxas maiores de rejeição se encontram entre os eleitores com renda familiar entre três e cinco salários (70%), entre os eleitores com grau de instrução superior  (61%) entre os eleitores de 25 a 34 anos (61%). Por sexo, sua maior rejeição está entre os eleitores masculinos – 50% - e entre os eleitores femininos a desaprovação é de 35,4%.

A pesquisa foi a campo entre os dias 28, 29, 30 e 31 de julho, sendo aplicados 350 questionários nas localidades Agrodan, Alto do Cemitério, Associação Barra da Serra, Associação Carapuça, Associação Francisco de Assis, Associação Nova Conquista, Associação Nova Esperança, Associação São Tomé, Beira Rio, Bela Vista, Belo Horizonte, Bom Jesus, Cachauí de Baixo e de Cima, Canoa, Centro, Emec, Fazenda Cachoeira, Fazenda Tambório, Ibó, Ilha das Missões, Ilha do Curralinho, Ilha do Meio, Ilha Grande, Inocoop, Manga de Baixo, Montes, Nova Olinda, Novo Horizonte, Riachão Pequeno, Venezuela, Vila da Chesf, Vila da Cohab e Vila dos Ipsep I e II.

O intervalo de confiança estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima estimada é de 5,2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação, com entrevistas pessoais e domiciliares. O registro no Tribunal Regional é o de número 09702/2016.


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BM4 Marketing

08/08


2016

Aldeia global é Torre de Babel

RIBEIROLÂNDIA – Depois de cumprir minha missão como profeta, eu resolvi tirar onda de intelectual e cientista no planeta GAFA – Google, Apple,  Facebook e Amazon, modéstia à parte. E Lá vou eu! Os discípulos me perguntam: quem será eleito presidente dos Estados Unidos da América? O Pato Donald, sobrinho do magnata Tio Patinhas, ou Clinton?
Depende dos terroristas do estado islâmico. Se ele fizerem mais uma série de atentados Donald será eleito. Donald é Bolsonaro ianque.   
Meu colega profeta e comunicólogo Marshall McLuhan ficou famoso na década de 1960 ao preconizar o advento da “aldeia global”, eletrônica, evoluída a partir da “galáxia de Gutemberg”, do papyirus, do papel. Erradíssimo. Esta “aldeia global” nunca foi nem será globalizada. “Aldeia global” é apenas uma frase de efeito, um clichê, repetida nos livros e nos meios de comunicação.
O que existe desde os primórdios é a “Torre de Babel”, anunciada no livro de Gêneses quando Eva e Adão começaram a povoar nossos vales de lágrimas, de sonhos e ilusões.
O “Planeta GAFA – Google, Apple, Facebook e Amazon” é uma realidade ao alcance de todos, feito a linha do horizonte. A bordo do meu IPhone Five Stars, eu posso me comunicar com as montanhas da Borborema, com Barack Obama e o Pato Donald, com a feira de Caruaru, com a bolsa Nikkei em Tokyo e até com a mãe da pantanha. Mas, com que roupa? Com que Money? Com que idioma?
A Índia, tão mistificada no Ocidente, com mais de 1 bilhão de habitantes e mais de 500 milhões vivendo na indigência, mantém o sistema irracional das castas. A China adota o slogan: “O amor é universal e o céu (o Império) pertence a todos”. De todos, quem?  
Eu sou Zé, todos das nossas famílias são primos dos Chimpan-Zés por parte de Eva e Adão, segundo Charles Darwin. Também concordo com a tese da clonagem relatada em Gêneses, Zeus criou a mulher a partir de uma costela de Adão. Hoje são as células-tronco.
Aproveito para discordar com veemência da nova tese científica, considerada revolucionária, de que o Homo Sapiens é descendente dos sapos barbados vermelhos. Mas, ao mesmo tempo admito, em nome do materialismo dialético, que alguns espécimes da fauna vermelha podem ser derivados dos batráquios, dos escorpiões, das hienas, das cascavéis, das lacraias, das catraias ou de insetos. Os mistérios da natureza da natureza humana são indevassáveis.
O sistema de castas na Índia, as guerras fratricidas e os governos corruptos na África, o fanatismo e obscurantismo no mundo árabe e islâmico e os espasmos comunistas na América Latina -- refletem o triunfo da barbárie, a negação dos valores humanísticos da civilização e da bem-aventurança no planeta azul.     
Minha profecia vem sendo cumprida: a jararaca vermelha está na sofrência e entrou na contagem regressiva para voltar ao Rio Grande do Sur, seus pagos de nascença. O corvo, de Edgar Alan Poe, declama o mote de 2018: sapo barbado, no more, ó never more!  
Profeta e cientista do planeta Gafa, assim direi aos meus discípulos do alto das montanhas de minhas sandálias: os Deuses são cruéis com a humanidade desde a injusta expulsão de Eva e Adão do paraíso terrestre. Os Deuses são deusumanos.  

Jornalista

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01/08


2016

Ó Linda revolução!

RIBEIROLÂNDIA – Profeta com firma reconhecida na Freguesia dos Aflitos, assim direi aos meus discípulos, do alto das montanhas da Jaqueira: a Av. Presidente Kennedy, em Olinda, vai mudar de nome. Será chamada de “Av. Fidel Castro”, com licença da palavra, ou Mao Tse-tung, Av. Stalin, ou Hugo Chavez, ou “Guerrilheiro Che Guevara”. Esta é minha premonição dos sonhos da caterva vermelha comunista.

Os vermelhos querem transformar Olinda numa mini-Venezuela, numa mini-Cuba. Minhas barbas azuis não mentem jamais. 

A Avenida Kennedy, nome do imperialista malvado John Fitzgerald, hoje é o símbolo da administração bolivariana em Ó linda! 

John Fitzgerald Kennedy era um imperialista, “senhor das guerras”. Os imperialistas são criaturas malvadas, segundo os comunistas. JFK hoje é um dos símbolos do império da malvadeza.      

Quem adotou esse nome reacionário? Desconfio que venha dos prefeitos imperialistas Barreto Guimarães, ou Aredo Sodré, ou Germano Coelho, ou Eufrásio Barbosa, ou Nivaldo Machado. Se dependesse da revolucionária Lulu, o nome seria “Av. Presidente Mao Tse-tung”, ou “Avenida Stalin”, ou “Avenida Marx- Engels”, ou mais modernamente “Avenida Kim Jong-Um”, da Coréia do Norte.

Tempos recentes um ministro da caterva vermelha do B ficou apaixonado pelas tapiocas do Alto da Sé. Nunca se viu tanta comilança de tapioca com cartão corporativo do governo. As tapioqueiras de Olinda ficaram apaixonadas por ele. O ministro adotou o slogan: Hay que comer tapiocas, pero sem olvidar los cartones corporativos jamais. Eu mesmo, humilde Marquês da Ribeirolândia, sou apaixonado por todas as tapioqueiras do Alto da Sé, mas quem me dera um cartão corporativo para fazer uma farra com o dinheiro do INSS!

Tapiocas e blues são os refrigérios da vida. Ouvir a bem-aventurada Janis Joplin cantar Summertime equivale a degustar um contêiner de tapiocas. Janis é minha musa abençoada por Zeus e bonita por natureza.

Olinda é um dos únicos lugares do mundo onde ainda existem hippies e comunistas. Significa uma mistura de Woodstock com Havana. Em Havana existem comunistas profissionais remunerados pela ditadura. Os comunistas são bezerros que se amamentam nas glândulas mamárias do poder. Os hippies trocaram a marijuana por charutos cubanos, símbolos da ostentação capitalista.   

Stalin, Mao Tse-tung, o tirano da Albania, Enver Hoxha, o cadáver de Fidel castro... isto é passado, papo da guerra fria? É passado presente. Os comunistas veneram seus ídolos até a eternidade.  

Se a limpeza urbana não funciona e existem crateras nas ruas, deixa pra lá. Haverá uma revolução de nomenclatura em Olinda. O burguês Largo do Amparo será rebatizado como o “Largo do Bolsa Família”. Feira de Peixinhos, zero. O nome será Feira dos Sapinhos e das Pererecas Barbadas. A reacionária Praça da Preguiça terá o novo nome de Praça dos Companheiros da CUT.

Praça do Carmo? Esqueça. Será a Praça Vermelha, à moda da antiga Moscow, sob a vigilância da KGB-Guarda Vermelha. O MST irá invadir os sítios históricos para fazer acampamentos.

Minha profecia do mês: os bons ventos de agosto irão varrer os entulhos das plataformas vermelhas. Zeus nos proteja!

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* Jornalista


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29/07


2016

Prefeito diz esperar vaias na abertura da Olimpíada

Jornal do Brasil

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que o momentoatual do Brasil, de crise política e econômica, não é o ideal para sediar uma Olimpíada. "As pessoas não fazem ideia do que foi fazer e entregar esse evento com o Brasil nas condições que está e que não começaram ontem. O que estamos fazendo é um milagre", disse Paes ao Estado de S.Paulo desta sexta-feira (29).

Questionado sobre se estaria preparado para receber vaias na abertura dos Jogos Olímpicos, no dia 5 de agosto, no Maracanã, o prefeito afirmou que já espera por uma reação negativa do público brasileiro e acrescentou que o presidente interino Michel Temer também espera pelas vaias.

"Como dizia Nelson Rodrigues, no Maracanã até minuto de silêncio recebe vaia. Imagina. Acho uma cultura feia do Brasil, principalmente quando a gente está em uma exposição internacional. Acho uma super falta de educação, como achei o que fizeram com a presidente Dilma, inclusive com grosserias, na Copa do Mundo. É a realidade brasileira. Até disse para o presidente Temer: ‘fique tranquilo que o senhor receberá a vaia da largada e eu recebo a da saída (festa de encerramento)".


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25/07


2016

Temer dança o passo da raposa

RIBEIROLÂNDIA – A missão do presidente Michel Temer é fazer a travessia do mar vermelho. Significa encontrar o caminho das pedras, entre cascavéis, traíras, parasitas macrobiológicos, sapos, carcarás, lobisomens e outros insetos. Temer dança o foxtrot, o passo da raposa, na maciota, para desvencilhar-se dos escorpiões, as lacraias e as catraias vermelhas. A jararaca vermelha movia-se ao som de um funk frenético que destrambelhou o Brazil. O sapo barbado regia o pagode do compadrio. O resultado foi o retrocesso de uma década na economia, recessão feroz e 12 milhões de desempregados.

Não venham falar em avanços sociais. Avançaram sim as  desagregações sociais e morais, violência,  a bagaceira em geral. Como diriam os espíritas, não existe “psicosfera” no Congresso Nacional para a volta do baile funk. Seria  uma ideia pavorosa para desmoronar os compassos da economia que tenta ressuscitar. 

“Quero me livrar logo dessa agonia”, teria dito a agonizante. Simples. Renuncia já, volta pro Rio Grande do Sur, como dizem nos Pampas. Por que resiste? Seria desmoronar todo o projeto de poder do cordão encarnado. Não tem brabo liso, mas eles tentem negociar uma alternativa palatável para salvar um tiquinho de credibilidade.

Os energúmenos sonhavam em transformar o Brazil nos sovacos de uma Venezuela. Os sovacos do tirano Nicolas Maduro estão fétidos, mas ele não larga o tutano, faz parte da natureza dos regimes totalitários. Para eles, o inferno é o limite. E o inferno são os outros, o inferno é o império capitalista, dizem.

Eu sou um profeta, já falei, e a minha luneta de profeta enxerga uma mulher desmiolada falando no golpe da Turquia, e enxerga um sapo barbado que virou um duende, um doente, a delirar sobre as nuvens de 2018.

Ser profeta do óbvio é uma olimpíada. Entanto, eu profetizo todas as manhãs nas montanhas da Jaqueira, enquanto o profeta blogueiro Magno Martins estica as canelas feito o velocista Usain Bolt.    

As pistas de pouso e decolagem da Jaqueira são ocupadas por golpistas e não golpistas, profetas, juristas, farristas, extraterrestres, poetas, seresteiros, cientistas, velocistas, lunáticos, fanáticos, marcianos e representantes de todos os sistemas planetários. Eu sou apenas o humilde profeta do óbvio, o profeta do fato consumado.     

A jararaca vermelha obteve 54.501.118 votos. É golpe, dizem os profetas do passado. O grande Temer também recebeu 54.501.118 votos, juntos e misturados. É de potência a potência. É golpe. Não é golpe. É golpe. Não é golpe.  Golpe só na Turquia.   

Semoventes movidos a mortadelas e pixulecos, repetem o refrão do golpe. “Coup d’etat” dizem os fregueses da Lei Rouanet.   

Oi, os vermelhos se locupletaram nas bodegas dos bovinos amamentados nos currais monetários dos compadres do BNDES.

As torneiras do ex-torneiro mecânico enferrujaram, os cordões vocais se corromperam, o bichos endoidou. Está tresvariando como se fosse o Napoleão Bonaparte do Império luso-tropical.    

Sugando as glândulas mamárias da Petrobrás, a camarilha queria extrair a última gota de sangue do petróleo.     

Eles não são donos das nossas almas auriverdes. Eles não são donos dos nossos sonhos.      

* Jornalista

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18/07


2016

Eu sou um profeta

RIBEIROLÂNDIA -- Eu sou um profeta, modéstia à parte. Aprendi com o bem-aventurado Nelson Rodrigues, meu guru, que só os profetas enxergam o óbvio. Sou o profeta do óbvio. Só me faltam as barbas. Barbas azuis ou vermelhas. Gostaria de ter barbas azuis, azuis da cor do oxigênio. Eu serei o profeta blue de barbas azuis da Freguesia dos Aflitos e dos roçados da Jaqueira.
Minha profecia na voz de Guilherme Arantes: “Amanhã! Será um lindo dia, da mais louca alegria que se possa imaginar”, sem a mundiça do cordão encarnado. “Amanhã! Ódios aplacados, temores abrandados, será pleno!”

Eu sou pequenininho do tamanho de um tostãozinho, mas adorei a eleição do dep Rodrigo Maia para presidente da Câmara dos Deputados e também adorei quando o senador Renan Calheiros disse que “o governo Michel Temer é a única alternativa posta” para o Brazil superar a bagaceira herdada da jararaca vermelha.   

Os astros revelam o seguinte para o fim do ano: milhões de prefeitos dirão que receberam uma herança nefasta dos seus antecessores. Depois da farra do Réveillon, haverá romarias até Brasília para implorar recursos ao presidente Michel Temer e fazer novas farras municipais, aliás, para sanear os cofres municipais.

Ao se despedirem do mandato, os atuais prefeitos irão gastar todo o dinheiro da Casa da Moeda em Réveillons milionários e contratar artistas Safadões com cachês galácticos. O Dr. Alvacir Fox, profeta do Empresarial Trade Center – ETC, sentenciou que o presidente Temer tem golpe de vista e vai fazer  uma cirurgia nas cataratas políticas e econômicas para desanuviar o Brazil.  

Eu fiz a seguinte profecia há um ano: Com apenas seis meses de mandato, em meio à recessão, inflação, índice de aprovação popular abaixo da camada de pós-sal, a Mulher Sapiens está numa cruzeta. Já emite sinais de fadiga dos materiais, ou fadiga do esqueleto. As conspirações estão nos ares, nos bares, nos mares, nos lupanares.

O Brazil entrou numa cruzeta. Aqui existe um vulcão chamado recessão. Somente o ajuste da economia poderá evitar a erupção. Now, agora, está escrito nas estrelas: daqui a um ano Pedro Malazartes dirá que o Mensalão e o Petrolão nunca existiram, os trens pagadores da Petrobras nunca foram assaltados e um sapo rouquenho foi a criatura mais honesta que já existiu na face da terra brasileira. 

Em agosto acontecerão as Olimpíadas. Haverá um legado, tipo o legado da Copa: a malversação de 30 bilhões de denários neste País de indigências socais e morais. Para que? Os parasitas, sanguessugas, carcarás s e mamadores de sempre estão na pista, e não são os atletas.

O Comitê Olímpico importou 450 mil camisas do planeta Vênus para distribuir aos atletas sexuais. As donzelas do sexo feminino receberão 100 mil unidades dessas camisas do planeta Vênus (estes são números oficiais, não é piada). Segundo a ideologia de gênero, nem todas as mulheres são do sexo feminino. Existem fêmeas de todos os sexos, inclusive as fêmeas do grelo duro, segundo o sapo barbado. Os lubrificantes e as camisas do planeta Vênus darão direito a cada atleta cruzar com 16 parceiros ou parceiras pelo sistema de rodízio sexual. Este será um dos troféus olímpicos no Maracanã.  

Em 2017, segundo minhas profecias, os vermelhos dirão que a política neoliberal do presidente Temer provocou dilúvios terremotos no planeta azul. Uma futura ex-presidente da República irá recorrer à ONU, ao Papa e aos homenzinhos verdes do planeta Marte para protestar contra o golpe de Estado e voltar ao poder. Adeus!

* Jornalista

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15/07


2016

Frente a Frente de 15/07/2016

Se você perdeu o Frente a Frente desta sexta,15 de julho de 2016, programa que apresento de segunda-feira a sexta-feira, ao lado do jornalista Adriano Roberto, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha FM 96,7 formada por 40 emissoras, clique aqui ou a direita no blog nos links do "Programa Frente a Frente" e ouça agora.


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11/07


2016

O coração do Brazil é um vulcão

RIBEIROLÂNDIA – O coração do Brazil é um vulcão. Os vulcões estão em erupção. Aprendemos no jardim da infância, erradissimamente, que no Brazil não existem terremotos nem vulcões. O Vesúvio era o vulcão da nossa infância. Só havia terremotos nas terras do fim do mundo. Criança, não verás País nenhum como este! Nosso céu tem mais estrelas d’alva! Nossos corruptos são mais gentis! 

O vulcão Vesúvio saiu de moda. Deixou de fazer erupções para não competir com as transmissões ao vivo dos campeonatos de futebol e dos shows de Safadão. Atualmente os vulcões que dão mais ibope nas redes sociais, nas redes de Tacaratu e do Ceará são os vulcões de Brasília, os vulcões do Paraná e algumas erupções vulcânicas regionais e municipais. Existem muitos vulcões nas prefeituras.     

Michel Temer localizou buracos negros na estratosfera auriverde. Os vermelhos produziram mais crateras nas contas do Brazil do que existem nas ruas a avenidas da Lua e de Saturno. A poluição da camarilha vermelha provocou um buraco negro de 180 bilhões de denários nas camadas de ozônio do orçamento da República. A estratosfera está sangrando feito hemorragia.

A jararaca vermelha era um terremoto ambulante. Conseguiu quebrar este Brazilzão. Desilusão! Desilusão! E o Brazil dançou no ritmo da recessão. A camarilha do cordão encarnado provocou um sísmico de 11 milhões de desempregados na escola Richter. Abalou as placas tectônicas dos nossos corações.      

Os livros ensinam que o corpo humano se divide em cabeça, tronco e membros. Faltou dizer que existem vulcões e crateras no coração e o bolso também faz parte da nossa anatomia. O bolso é a parte mais pensante da anatomia humana. O teatrólogo Bertolt Brecht, o vovozinho da fauna do cordão encarnado, decretou: “Primeiro, meu estômago. Depois, vossa moral”. A mundiça da camarilha vermelha hoje declama: primeiro os píxulecos, depois vossa moral.     

O sapo vermelho dirá: primeiro minhas Odes a Brecht, milionárias, depois vossa moral. E eu vos direi: há mais mistérios no sítio do pica-pau amarelo de Atibaia e no triplex do Guarujá do que imagina nossa vã filosofia. A bordo das glândulas mamárias da Lei Rouanet, os caboclos mamadores comunistas embarcaram rumo à estação dos parasitas ideológicos e se locupletam de mais de 1 bilhão de denários. E ainda continuam se amamentando em nome da governabilidade. Não haverá golpe, haverá amamentação, dizem. São as tenebrosas transações da caterva vermelha, como diria o ex compositor Chiquinho, o tiozinho das meninas e meninos do cordão encarnado.   

Esta é uma terra abençoada por Zeus e bonita por natureza, segundo a Madre Superiora. Quando o cara nasce e ao ser batizado pela fé cristã, ou budista, espírita ou de xangozeiro, o escrivão informa em nome da lei: aqui não existe pena de morte, bicho. Nosso povinho é ordeiro e pacífico, mas 40 ou 50 mil almas morrem a cada ano de susto, de bala ou vício. Outro tanto ou quanto morre na violência do trânsito ou nas estradas.    

O cantor Safadão hoje é o ídolo das multidões. Música? Safadão emite grunhidos e a mundiça adora. O bicho é a cara da mundiça brasileira. O sapo barbado é a cara das elites nacionais, noves fora os intelectuais e elites de rochedo. Quando ele fala com aquela voz maviosa, os doutores da USP, inclusive Fernando Henrique, ficam magnetizados com santa sabedoria. “Ou seja ... sabe ... eu nasci analfabeto, ou semianalfabeto ...” Se quiser ser rei, imperador ou aiatolá do Brazil, poderá ser eleito por aclamação ... sem o voto do papaizinho, Zeus me livre!

* Jornalista

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04/07


2016

Os labirintos da perdição

RIBEIROLÂNDIA – “Voltar é uma forma de renascer e ninguém se perde no caminho da volta”, assim falou o escritor José Américo de Almeida, paraibano feito de baraúna, assim falou o autor de “A Bagaceira” aos  nossos corações. A frase é sonora, mas o efeito ou conteúdo ... Aí vareia! A volta da jararaca vermelha seria o caminho da perdição. A jararaca está perdida em seu labirinto. São os labirintos da perdição. Vivendo feito zumbi no castelo da Alvorada e delirando como se ainda fosse presidente, ela quer voltar. Volta, criatura, volta para os teus pagos no Rio Grande do Sur!

Lá vem a jararaca vermelha pedalando no seu alazão, ou azarão:
“O gaúcho”, de Ascenso Ferreira:
“Riscando os cavalos!
Tinindo as esporas!
Través das cochilhas!
Sai dos seus pagos em louca arrancada!
Para que?
Pra nada!”

Quer voltar para que? Para virar o Brazil pelo avesso, para convocar eleições gerais, nacionais, estaduais, municipais. Está delirando no castelo Alvorada. Não serve para governar. É inservível. É tóxica. Quer servir para convocar. Está invocada. Deveria convocar de volta a estabilidade econômica da Petrobrás. Deveria des-convocar a malversação de bilhões de denários do BNDES. Convocar As toneladas de feijão doadas ao regime comunista de Cuba e que estão fazendo falta na mesa dos brasileiros. Convocar de volta a refinaria da Petrobras na Bolívia expropriada pelo plantador de cocaína Evo Morales. Convocar eleições para a anistia de centenas de milhões e bilhões das dívidas dos regimes corruptos e sanguinários de republiquetas africanas.   

O sapo não está delirando. Ele é muito vivo, é um vivaldino. O sapo é uma toxina ambulante. Quer voltar em 2018, Zeus nos livre!
A volta da jararaca teria um efeito devastador sobre a economia, que tenta ressuscitar. Imaginem o dólar, que a camarilha vermelha tanto ama, dando saltos acrobáticos para ultrapassar a barreira dos 5 e 6 reais. A Bovespa despencando no desfiladeiro da Avenida Paulista.

Feijão hoje é comida de rico. Conheço um brother que fica tirando onda de bacana porque a família dele come feijão todo dia. No restaurante Milk, onde os ricos e poderosos de Pernambuco se reúnem para falar da vida alheia, um prato de feijão é disputado na tapa. 

A jararaca vermelha doou 625 toneladas do estoque regulador de feijão para a ditadura comunista de Cuba. A mundiça vermelha adorou. Ainda mais Zeus castigou, faltou chuva nas regiões produtoras do precioso grão. E o preço disparou. Eis a razão. No paraíso comunista atualmente está faltando papel higiênico e sabão. O presidente Michel Temer mandou segurar os estoques. Cazuza dizia que a burguesia fede. O comunismo fede.

Tomar banho é um hábito da burguesia reacionária, segundo os comunistas. A filósofa Marlene Chui, mulher do grelo duro, não toma banho desde a primeira eleição do sapo barbado em 2002. Os comunistas de Pernambuco deixaram de lavar o sovaco em protesto contra o “golpe”.

Tristes elites brasileiras que se deixaram arrebatar por demagogos e incompetentes! Não foram migalhas. Migalhas são os tostõezinhos do Bolsa Família. Para as elites econômicas, foram pedaladas bilionárias do BNDES e entidades estatais. Olhai os lírios no campo! Olhai os telemóveis da Oi! Olhai os bovinos da Friboi! Olhai as Odes a Brecht na América Latina e nos países africanos!  

Jornalista

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27/06


2016

Alegrai-vos! A jararaca c’est fini!

“Alegrai-vos!”, disse Jesus de Nazaré no tempo da ressurreição. Maria Madalena, a pecadora, de origem Magdala, foi a primeira criatura a ouvir o anúncio da ressurreição. Alegria, alegria! A jararaca vermelha c’est fini! Foi-se! Foice e martelo, prego batido, ponta quase virada. A volta da jararaca vermelha seria a revelação do lado escuro da lua. Não tem chororô, nem chororó, nem Chitãozinho que dê jeito. “No more, ó never more”, não mais, ó nunca mais dizem os corvos de Edgar Alan Poe.

O Brazil não é Cristo, mas está tentando ressuscitar depois de percorrer a via-crúcis sob o domínio da camarilha vermelha.
Com as tripas de fora, o Brazil está tentando ressuscitar. Faz lembrar o personagem Santiago Nasar, da “Crônica de uma morte anunciada” de Gabriel Garcia Marques:

“Me mataram, querida Wene – disse. Tropeçou no último degrau, mas se levantou imediatamente. “Teve até o cuidado de sacudir com a mão a terra que ficou em suas tripas”, disse-me tia Wene. Depois, entrou em sua casa pela porta dos fundos, que estava aberta desde as seis horas, e desabou de bruços na cozinha”. Comovente.    

O Brazil ainda está acamado, esfaqueado, barbarizado, com febre de 40 graus na escala Richter de desmantelos praticados pela camarilha vermelha. Tem gente da mundiça vermelha que não gosta de ler meus artigozinhos. Não lê, mas detesta. Dizem que são feios, politicamente incorretos, incomodam, machucam. Veja bem, mundiça vermelha, quando a gente não quer dar o braço esquerdo a torcer, qualquer desculpa serve. Uma leitura apropriada pode até dar charme e distinção. Consulte um especialista em cromatismos vermelhos. Eu mesmo vou consultar o meu guru para assuntos de pupilas ideológicas, o Doutor Alvacir Fox.   
Temer é nosso colírio, segundo o Doutor Fox.

Mais de 12 milhões de brazileiros desempregados estão com o coração na mão. Com as lágrimas nas mãos. Com os sonhos na contramão. Roubaram os sonhos dos brazileiros. “Com as tripas de fora, o Brazil está tentando ressuscitar.
Roubaram os tostoezinhos dos aposentados e pensionistas nos empréstimos consignados. 
Roubaram o passado, o presente e o futuro dos brasileiros nos fundos de previdência das estatais. Quando eu crescer e for um cineasta de rochedo, eu vou fazer um filme de bangue-bangue sobre o super, hiper, mega, giga assalto aos trens pagadores da estação Brazil. 

Os cineastazinhos chapa branca, ou chapa vermelha, fazem filmezinhos sobre aquários de peixes mamadores nos mamilos da Ancine e da Lei Rouanet. Quem não adorar os filmezinhos será chamado de golpista, o presidente golpista, os ministro da Educação e da Cultura golpistas, o presidente da fundação golpista, os juros da Cannes golpistas. A lei Rouanet é uma mãe, papai e mamãe. 
São ladrões de sonhos, eu já escrevi neste magnífico blog do magnânimo amigo Magno Martins, o reitor da Magnolândia.

A camarilha vermelha e seus discípulos esculacharam demais nosso Brazil. Os patifes espatifaram a Petrobrás. Esfolaram o BNDES até as tripas gaiteiras. Sangraram os fundos de previdência da Petrobras e dos Correios. Os funcionários vão pagar mais e por mais tempo para ser aposentados. Invadiram os cofres da Casa de Misericórdia da Moeda. Eletrocutaram as receitas do setor elétrico. 

Governanta mais incompetente do Império brasileiro desde os tempos de Nero, a jararaca vermelha conseguiu tocar fogo neste país, ela e seu pareceiro o sapo barbado. Especialista no ofício de estocar ventos à moda de Dom Quixote, cada vez que profere uma blasfêmia sobre a economia, o PIB desabado. Em condições normais de temperatura e pressão (CNTP), a camarilha vermelha deveria ser expurgada até o último vestígio da vida pública brasileira. Mas, subsistem os fanáticos e idólatras. Instalaram o império da irracionalidade em nossa pátria mãe gentil.  


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20/06


2016

Olimpíadas delenda est!

RIBEIROLÂNDIA – Se eu fosse Imperador do Brazil, o Imperador Adalbertovsky I, mandava deletar as Olimpíadas Rio de Janeiro, atualmente em estado de calamidade pública, de 5 a 21 de agosto. Mas, eu sou pequenininho, do tamanho de um tostão. Eu sou apenas um humilde Marquês da Ribeirolândia. Olimpíadas delenda est, como dizia meu amigo Catão na Antiga Roma, amor.     
Um cara estava vindo da Copa de Futebol da Fifa 2014 e caminhava por uma calçada rumo às Olimpíadas. Subitamente, não mais que subitamente, o bicho avistou uma casca de banana. Entonces ele pensou com suas orelhas de intelijumento: -- Lá vou eu escorregar de novo.

Não sei quem é atualmente o governador do Estado do Rio da Guanabara, se é Benedita Garotinho, Carlos Lacerda, Brizola, Roberto Marinho, ou Romário Pezão, pois há mais de um mês não leio o Pasquim nem assisto à TV Tupi. Só vejo o programa de Chacrinha.
O último número da revista O Cruzeiro revelou um novo caso de corrupção no governo. O técnico da Seleção da CBF, Zagalo, foi demitido depois da derrota para a Alemanha. O novo técnico será Havelange. Sob a liderança de um sapo barbudíssimo e honestíssimo, um novo partido, o PT, prometeu acabar com a corrupção no Brazil.  O sapo disse que vai fazer uma delação premiada para denunciar todas as safadezas do cordão encarnado. BLZ!

Em entrevista às páginas amarelas da revista O Cruzeiro, o sapo barbudíssimo confessou que era analfa de nascença e continua ignorante, modéstia à parte. Ele adorou a delação premiada de Ruy Barbosa sobre a corrupção nos tempos da monarquia. O cara é rochedo. Vou votar nele pra acabar com a corrupção no Brazil. O bicho tem um teor de 125 % de honestidade, é mais honesto que todo mundo.  Se ele for eleito tenho certeza que não vai me decepcionar.

O morro do Pão de Açúcar foi construído pelo empresário Abílio Diniz para receber a estátua do Cristo Redentor. Depois, Abílio Diniz vendeu o morro do Pão de Açúcar ao grupo francês Carrefour. Braços abertos sobre a Baia da Guabiraba,  misericordiosíssimo Cordeiro de Zeus assiste petrificado aos arrastões, assaltos e tiroteios entre bandoleiros, bicheiros, vendedores de maizena, maconheiros e desordeiros nesta cidade que chamam de maravilhosa.        

O governador decretou estado de calamidade e disse que não tem dinheiro para pagar ao funcionalismo, muito menos para manter os pacientes luxentos do SUS. Mas, não faltará grana para a rapaziada, os atletas-turistas nacionais e estrangeiros se divertirem nas Olimpíadas. Escolas de samba e malandragens são prioridades máximas.

À semelhança do legado da Copa da Fifa no fiofó dos brasileiros, também haverá o legado das Olimpíadas: corrupção e patifarias em geral. Não será exagero dizer que o desmantelo das contas públicas e malversação de bilhões de recursos no BNDES foram causadas em boa parte pelos investimentos estéreis para a realização da Copa da Fifa.

Tantos sábios, filósofos, profetas, doutores, PhDs, gênios iluminados não perceberam o óbvio dos desperdícios, da malversação de recursos. Assim dizia o bem-aventurado Nelson Rodrigues: só os profetas enxergam o óbvio.
Zeus dos céus, mandai um profeta para a salvação da lavoura de nossas almas! Amém!

Um minutinho, vou atender um telefonema dum amigo meu do Planalto: “Alô Michel! Tudo bem! Acho que tu devia deletar essas Olimpíadas do Rio”. Ele não disse sim, nem disse não. Estou com Temer e não abro nem para o trovão azul, nem para o trovão encarnado, nem para a mãe de pantanha. E fora a mundiça do cordão encarnado. 

* Jornalista

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13/06


2016

Corações em chamas

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RIBEIROLÂNDIA – O Brazil está em chamas. O Planalto em chamas. A Alvorada em chamas. Os corações brasileiros estão em chamas.  A radicalização está no ar. A irracionalidade está no ar. O governo do presidente Michel Temer é a alternativa viável para restabelecer as condições naturais de temperatura e pressão no ambiente. 

Depois de quebraram o Brazil e agora que estão sendo desmamados das glândulas mamárias dos cofres públicos, os vermelhos  ameaçam transformar a nossa pátria mãe gentil em uma Venezuela. Em duas Venezuelas, em quatro, cinco, em Ene Venezuelas. O inferno é o limite. O bufão Maduro é um sapo bigodudo tanto ou quanto incompetente quanto o sapo barba e ainda mais metido a cavalo do cão. A venezualização do Brazil é a glorificação da incompetência, demagogia e corrupção. 

O batidão da corrupção é punk, é da pesada. Aconteceu um estupro coletivo de 200 milhões de viventes no império do samba, da gafieira, do frevo, do maracatu e do bolero, sob os auspícios das glândulas mamárias da República e dos nossos impostos.
Estupraram os cofres públicos. Estupraram a Petrobrás. Estupraram o BNDES, os fundos de previdência das estatais.
A Caixa Econômica Federal, tadinha, caiu nas mãos de uma centena de sanguessugas e estupradores. Está sangrando em mais de 25 bilhões de denários. Precisa urgentemente de injeções dos cofres públicos.

O sítio de Atibaia é do pica-pau amarelo, é do pica-pau do cordão encarnado. “Boneca de pano é gente, sabugo de milho é gente”, o sol nascendo quadrado é tão belo, sítio do pica-pau amarelo. Eles são ferozes e partem pra cima, movidos por mortadelas do MST, pixulecos, mamatas oficiais ou desvios óticos ideológicos. 

Aprendi ao fazer o curso de doutorado sobre microbiologia ideológica que existem duas espécies de insetos: os tiranossauros e os ptossauros. Os tiranossauros são os bichos da caterva vermelha,  portadores do vírus estafilococus vermelhorius. Os ptossaurus pertencem à raça dos insetos mamadores e são descendentes das bactérias do streptococus áureos. Mortadelas e estrabismos de esquerda fazem parte da mesma família de estafilococos ideológicos.

Lei de Newton: a toda força corresponde uma força em igual intensidade e sentido contrário. Lei de Newton na política: radicalização provoca radicalização entre opostos. Na democracia representativa o mandato eletivo é legitimado pelo voto e pelo exercício do poder. Lacradas as urnas, a jararaca vermelha conspurcou o mandato, enlameou o mandato. No comando das tropas, o cordão encarnado elevou a corrupção à enésima potência. Barbarizou. Fez o up grade da corrupção sistêmica no Brazil, zil-zil.

Na década de 1950, sem Ancine e sem Lei Rouanet, Mazzaropi criou a Atlântida e a Vera Cruz, embriões vitoriosos de uma indústria cinematográfica nacional. Era esnobado pela intelligentsia de esquerda, chamado de caipira pelos intelijumentos. Na década de 1960, “O Pagador de Promessas” de Ancelmo Duarte conquistou a “Palma de Ouro” em Cannes, modéstia à parte. A Lei Rouaet, de centenas de milhõezinhos de denários, é pinto diante das centenas de bilhõezões do BNDES.

Disseram que se injetassem incentivos nos cérebros dos intelectuais eles produziriam filmezinhos geniais, músicas celestiais, poemas maravilhosos. O filmezinho produzido nas glândulas mamárias da Ancine e da Fundaj não viu nem o azul no tapete vermelho de Cannes. O cineastazinho disse que o ministro da Cultura era um golpista, deu uma ordem para ele ler o jornal New York Times, chamou o cara de careca e deu um pente pra pentear. Subsídios oficiais são de boa serventia para alimentar parasitagens ideológicas.

Jornalista

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