ArcoVerde

05/11


2018

Mourão: Hoje é o dia seguinte

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os clarins anunciam: hoje é o Dia Seguinte. Haverá um choque de realidade, um freio de arrumação. Guenta o rojão, mundiça vermelha!

Vice-presidente eleito, comandante militar nas selvas e no asfalto, o general Hamilton Mourão revela sua visão geopolítica sobre a guerra do narcotráfico e a guerra cibernética, os 16 mil quilômetros de fronteiras com nove vizinhos sul-americanos e aparelhamento ideológico do Estado brasileiro na era do mar vermelho.

O sonho de consumo do general é que o Brazil seja uma potência emergente abaixo da Linha do Equador. Ouvi uma palestra do general Hamilton Mourão promovida pelo BTG Pontual, mediada pelo jornalista Augusto Nunes, e entendi de bom proveito comenta-la. O cara é ninja. 

Muitos demônios habitam as nossas fronteiras. Os demônios das drogas e dos contrabandos exportam as guerras do narcotráfico, do crime avulso e organizado.  

Nosso infelicitado País é o segundo maior consumidor de cocaína do mundo e o primeiro no cachimbo do crack. O general Mourão afirma que não por acaso no governo socialista de Evo Morales a produção de folhas de coca foi multiplicada por quatro, não apenas para serem mascadas inocentemente pelos camponeses nas altitudes.

Haveria a possibilidade de a seita vermelha transformar o Brazil numa Venezuela? Necas. Ex-adido militar na Venezuela, o general Mourão relata que o ditador Hugo Chavez começou a implantar seu projeto comunista a partir de uma doutrina elaborada pelo sociólogo peronista Norberto Cerosole, baseada no tripé “Caudilho, Exército e povo”. O povo foi anestesiado pelas  “misiones sociales” de distribuição de migalhas dos petrodólares e as Forças Armadas foram cooptadas nas glândulas mamárias da PDVSA.

As Forças Armadas no Brazil sempre estiveram blindadas contra a doutrinação comunista. O caudilho auriverde era o guru da seita vermelha e seus sequazes.

Em comentário independente da palestra do general Mourão, lembro que o Foro de São Paulo, criado pelos finados Fidel Castro e Lula em 1990 depois da implosão da União Soviética e da queda do Muro de Berlim, preconizava a implantação da União das Repúblicas Socialistas da América Latina – URSAL. Os ursos e as ursas comunistas não brincam em serviço, nem mortos.

As contas públicas estão com a corda no pescoço. Se até 2022 não houver um exigir sanativo ... Aba, pai misericordioso, afasta de nós brasileiros este cálice!

De minha parte direi: a indicação do juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça deve ser motivo de honra para qualquer governo, por seus elevados predicados morais, cívicos e intelectuais. Vai comandar as tropas no combate à corrupção e ao crime organizado. Mas, convém não esperar milagres, porque neste Brazil a corrupção vem de raízes seculares e está impregnada até o miolo das tripas gaiteiras.


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Asfaltos

04/05


2016

Loucos ou vigaristas?

Por Márcio Accioly

Conta-se que velho médico psiquiatra de importante sanatório morreu e foi substituído por um profissional bem mais novo que pretendia se dedicar com afinco às reivindicações e reclamos de pacientes sob seus cuidados. No primeiro dia em que chegou para assumir, ele foi saudado por um sujeito bem vestido e falante que começou a relatar com detalhes todo o funcionamento do hospital e suas instalações.

Impressionado com a riqueza das informações oferecidas, o novo médico perguntou ao cicerone há quanto tempo ele era funcionário do sanatório e se surpreendeu ao descobrir ser ele apenas mais um dos internos. O novo médico quis saber, então, o que o prendia àquela unidade.

“-Briga de família. Fui colocado aqui, praticamente à força, por conta de herança que me pretendem tomar”.

O médico se interessou pelo caso e garantiu que iria fazer o possível para resolvê-lo. Mais tarde, ao se despedir do paciente, quando chegava ao alto portão de ferro da saída, recebeu violenta tijolada nas costas que quase o derrubou. Ao se virar, enxergou ao longe o rapaz que o ajudara durante quase o dia inteiro e o ouviu gritar:

“-Doutor, muito obrigado por tudo. Isso aí é para o senhor nunca esquecer do meu caso”.

A história nos faz lembrar o comportamento da família Gomes, cuja expressão maior se materializa nos irmãos Cid e Ciro, ex-governadores do Ceará. Recentemente, em “palestra” que fez no estado, Cid Gomes afirmou que “o ministro (STF) Teori Zavascki é corno, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é ladrão e o juiz federal Sérgio Moro é picareta”, se ele (Cid) estiver envolvido na Operação Lava Jato.

Já Ciro Gomes, que inclusive foi candidato à Presidência da República, garante em vídeo que circula pela internet que o vice-presidente Michel Temer não passa de “um conspirador filho da puta”. Quase todo mundo para Ciro Gomes é “filho da puta”. Basta discordar de suas posições de momento. Porque ele tanto pode elogiar como destratar o mesmo personagem em questão de horas.

Antes de ser convidado pela presidente Dilma Rousseff para ser espécie de assessor informal de seu governo, Ciro Gomes desmontou a sua capacidade gerencial (numa das poucas vezes em que acertou o alvo), tendo assegurado ainda, aos berros, a grupo que protestava na porta de seu prédio, que “Lula é um merda!”

Quem se dispuser a procurar no YouTube, os vídeos protagonizados por Ciro Gomes e o seu irmão, ficará maravilhado com o desempenho das duas figuras. Quando governador do Ceará, Cid Gomes foi acusado de ter fretado jatinho com dinheiro daquele sofrido estado para passear na Europa em companhia de toda a família e sua sogra. Mas os dois estão sempre pregando moralidade e austeridade.

Certa feita, numa entrevista que concedia a um dos programas da TV Globo no Ceará, Ciro estava discorrendo sobre medidas indispensáveis para mudar os padrões de comportamento da sociedade em geral, quando se saiu com a seguinte pérola:

“-Fortaleza, hoje, é um puteiro a céu aberto.”

Os irmãos são imprevisíveis, capazes de iludir inúmeros incautos. Começam devagarzinho, estendem os seus tentáculos até envolver a plateia e vão deixando a todos desnorteados com o fecho de suas preleções O problema é que, com a internet, não somente eles, mas muitos dos que aí se encontram vão se mostrando previsíveis nulidades. Por isso que se deseja controlar a rede de computadores, antes que sejam desnudados.

Ciro Gomes e Cid Gomes, assim como parcela considerável dos que vivem mamando nos cofres públicos, adoram dar tijoladas nas costas dos contribuintes.


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Comentários

CARLOS HENRIQUE ROSA DE SOUZA

Querido, Accioly: Nesse particular Ciro tem inteira razão, isto é, Fortaleza se assemelha a um puteiro a céu aberto. Portanto, fica todo mundo colocando panos quentes na questão da prostituição. Ele foi incisivo e falou a verdade. Não critico Ciro nesse aspecto.

Cláudio Carlos da Cruz Plácido

Meu querido Márcio Accioly, O país hoje precisa de um grande líder que consiga tirar esta ENORME crise que dura mais de um ano, com sérias consequências e odiosas reações. Você, como grande jornalista que foi na Globo Nordeste e atualmente o é na CD, tem sensibilidade suficiente para indicar um cidadão que assuma esse compromisso com o Brasil.



02/05


2016

Lá vem o Impichi. Vrum! Vrum!

Por Adalbertovsky, Marquês da Ribeirolândia

RIBEIROLÂNDIA – Vrum! Vrum! Começou a contagem regressiva para o desembarque da fauna vermelha. A cascavel, a jararaca, o sapo barbado, a caterva vermelha, as lacraias e as catraias do cordão encarnado estão descendo a ladeira.

Despressurizem a cabine para a aterrisagem. 12, 11, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1  ........... zil-zil!  Lá vem a mundiça descendo a ladeira.

Os carcarás, hienas, cascavéis, lacraias, catraias, caboclos mamadores e mulheres de grelo duro, no dizer do sapo barbado, recolhem seus pertences e limpam as gavetas para o desembarque.

Golpe constitucional? Que bicho é esse? Seria uma espécie de jabuticaba vermelha. Uma jabuticaba “golpista” cumpridora de todos os rituais da Suprema Corte e do Congresso Nacional?! Seria tipo uma goiabada de banana, uma feijoada à milanesa, um samba do crioulo das arábias. Que tal uma macarronada de cuscuz?! Um cajueiro que dá coco?! “Golpe constitucional” é contradição em termos. 

Eu perguntei ao cientista político The Gaulle: Haverá um golpe constitucionalissimamente? Ele respondeu: Acontece na Terra do Nunca, em Neverland, quando Peter Pan virar Matusalém. Se é golpe não é constitucional. Se é constitucional não é golpe.

Misturar jacaré e cobra d’água é uma tese muito séria, segundo o cientista The Gaulle.

Eu sou um bicho-grilo da gema, nascido na Montanha da Borborema. Meu ídolo é Michael Jackson do Pandeiro.

Não existe pecado na república das jabuticabas vermelhas. Todos os pecados foram revogados pelo sumo patife do cordão encarnado. As jabuticabas olharam-se diante dos espelhos: dizei-me espelho meu, espelho teu, espelho da mãe de pantanha: existe alguma alma viva, ou semiviva, ou vivaldina, mais ou menos ética, mais ou menos séria, mais ou menos sóbria do que a patota do cordão encarnado, do que a corriola da caterva vermelha, do que a galera dos caboclos mamadores?

Jamais. Nem os ectoplasmas. Nem os plasmas. Nem as almas mortas. Nem os donos de sítios de Atibaia.

Ó Zeus dos céus, se a mulher jararaca é tão inocente quanto as jabuticabas vermelhas, se é tão bondosa, caridosa e misericordiosa feita a Madre Tereza de Guaratinguetá, por que querem a cabeça dela no Impichi? Estão pedindo cabeça, tronco e membros, a carcaça toda.

Salomé, uma dançarina, rainha malvada, pediu ao rei Herodes a cabeça do santo homem João Batista, um preso político, por ser ele desafeto do trono. Os cronistas sociais da época e da IstoÉ contam que o rei, militante da esquerda, havia degustado uma periguete depois de se divorciar da mulher, uma criatura bela, recatada e do lar. João Batista, um cara moralista, criticou o rei e assim contraiu a ira de Salomé e da mãe dela, uma namoradeira.

Hoje as fêmeas da Brasília são criaturas não tão belas, e sim recatadas e do lar. A rainha das periguetes, primeira-dama pornô do turismo, dança na boquinha da garrafa na Esplanada dos Monastérios e dos Ministérios. O ministro pornô assiste à cena babando na gravata.

Mas, isso é o de menos. Deixa o casal rebolar e babar à vontade.  A dança pornô é na boquinha dos cofres públicos. 

O trono do poder está se desmilinguindo no Brazil. Os ratos roeram os cofres da Petrobras e das estatais. Estraçalharam as contas públicas. Jogaram 11 milhões de brasileiros nos precipícios do desemprego. Lançaram o País nos pantanais mais profundos da corrupção e da recessão desde os primórdios da República.

O patrimônio ético virou patrimônio diurético. Cometeram pecados de lesa-pátria. E ainda dizem que não existem crimes de responsabilidade.

As uvas estão verdes. As jabuticabas vermelhas também estão verdes. Verde que te quero verde! Lá vem o Impichi! Zil-zil!

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25/04


2016

Michel Temer e o mar vermelho

RIBEIROLÂNDIA – Sequestraram o Brazil. Nosso País está imobilizado com uma faca no pescoço, no canto da parede, sob ameaça de ser esfolado, barbarizado, ainda mais maltratado. Quem sequestrou o Brazil? Foram os peles vermelhas, as cabeças vermelhas, os corações vermelhos, ultravermelhos, infravermelhos.    

Os babões ou desinformados insistem em dizer que não houve crime de responsabilidade. Mais que isso, houve crimes de lesa-pátria. Foram bilhões concedidos de lábios beijados às ditaduras corruptas da Bolívia, Venezuela, Cuba, republiquetas africanas dominadas por tiranos sanguinários, e mais o compadrio do cordão encarnado.

Houve 54 milhões de votos vitoriosos? Tudo bem. Também foram 51 milhões de votos para um tal de Aécio, 30 milhões de abstenções, 5,2 milhões de nulos e 1,9 milhão de nulos. Os não vitoriosos somam 88 milhões de votinhos. Pintou dinheiro sujo do Petrolão e o marqueteiro vitorioso tá na cadeia. Que tal?  

A costela do mordomo Michel, Marcela Temer, é motivo de sarcasmo por ter sido chamada pela revista Veja de “bela, recatada e do lar”. Qual o pecado? As serpentes vermelhas preferem as mocreias e as “mulheres do grelo duro”, no dizer do sapo barbado. Para bajular o sapo, a deputadinha Maria Rosário disse que esta é uma expressão carinhosa usada no Nordeste para falar das mulheres valentes. Mentira. É a briga das aranhas.  O deputadinho Wilys, que anda de marcha à ré, também concorda com Rosário.

Quando eu crescer eu queria ter uma madona bela, recatada e do lar para me fazer cafuné, a gente deitar e rolar. Ofereço casa, comida, uma máquina Brastemp seminova e um cartão do crediário Tentação. Zeus me livre das mocreias e das jararacas vermelhas!
Além dos encantos de Marcela, Michel Temer terá diante de si um mar vermelho de recessão, dívidas públicas de 2,7 trilhões, 10 milhões de desempregados, gatunagem nas estatais e nos fundos de previdência, assaltos aos trens pagadores da Petrobras, a bagaceira herdada da camarilha do cordão encarnado. Haverá de enfrentar muitas tormentas para fazer a travessia do mar vermelho. 

O mar vermelho de Brasília é um oceano não pacífico. Está infestado de cobras criadas, cobra malcriadas, jararacas, cascavéis, sapos barbados, caboclos mamadores, escorpiões, carcarás, sanguessugas.  A dívida pública de trilhões de reais é um sorvedouro das riquezas nacionais. Somos todos credores e devedores de nós mesmos através do sistema financeiro nacional. O BNDES é uma caixa preta de Pandora com todas as maldições.  

Nos impérios capitalistas essas dívidas públicas foram construídas para nunca serem pagas, no Brazil, nos States, no Japão, na Itália, na Europa, França na Baía de todos os santos e todos os pecadores e na Baia da Guanabara e na Parahyba.Um dia, se Zeus quiser, eu serei eleito imortal da Academia Brasileira de Letras para fazer uma revolução na língua brasileira.  

Também quero ser eleito imortal da Academia Pernambucana de Letras. Mas, só aceito se for por unanimidade ou aclamação, inclusive com o voto do Doutor Fox e daquele menino subversivo da república do Boi Pintado, missionário do paraíso comunista. Também reivindico que os imortais tenham direito a isenção do IPTU e vaga exclusiva nos estacionamentos da cidade. Do contrário, muito obrigado, não quero ser eleito imortal, nem morto.

O imortal subversivo, aliás, me chamou de reaça, lacaio do imperialismo ianque, e me desafiou para um duelo de foice na Praça Vermelha do Marco Zero. O bicho ficou irado porque eu disse que não acredito no paraíso comunista. Só acredito no touro da bolsa de Valores de New York. Ele jurou que eu serei fuzilado quando houver uma revolução bolchevique no Brazil. Fiquei tremendo de medo. Ainda hoje estou tremendo. Tai o Doutor Foz que não me deixa mentir.

* Jornalista

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18/04


2016

Zil-zil! Viva a Pátria e chova arroz!

RIBEIROLÂNDIA – Eu estou na rede, estou na net, dormindo e sonhando e escrevendo a canção do Impichi. Meu sonho é o Impichi da mulher jararaca e das cascavéis do cordão encarnado. Ainda não acordei, continuo dormindo e sonhando e escrevendo estas garatujas.
O Impichi é nosso colírio, como diria o Doutor Fox.   

Dormindo na rede e cavalgando meus sonhos, um passarinho me contou que a mulher jararaca levou uma pedalada de 367 contra 136 votos, com sete abstenções e duas ausências, naquele colégio eleitoral de 513 cobras criadas, bem-criadas ou malcriadas. Aquelas almas que se abstiveram de votar são serpentes que destilam o veneno da omissão ou do oportunismo.  

Dizem que os crimes de irresponsabilidade são o xis da questão. O crime maior é o conjunto da obra, o crime de lesa-pátria.  
O pacotão anti-Brazil vai desde a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, ao petrolão; dos crimes de fraudes contábeis, chamados pelo eufemismo de “pedaladas”, ao estelionato eleitoral e à campanha paga com dinheiro sujo ao marqueteiro no exterior (o de cujus, por sinal, confessou o crime e está enjaulado). E para fechar o soneto com chave de ouro, temos a presidente mais incompetente da história da República sob o comando do partido mais sujo do império verde-amarelo. Não é pouca coisa.

Já foi dito que o poder é afrodisíaco. Os palácios são afrodisíacos. A votação do Impichi  na Câmara dos Deputados revelou que existem mais afrodisíacos no Palácio do Jaburu do vice-presidente Michel Temer do que no Palácio do Planalto das jararacas e cascavéis. São os afrodisíacos da expectativa de poder.  

Brás Cubas, filho espiritual do bem-aventurado Machado de Assis, falava no “vinho enérgico do poder”. Qual o mais inebriante, o vinho ou o perfume do vinho? O poder ou a expectativa do poder? O odor das substâncias psicotrópicas provoca compulsões. O poder é um psicotrópico. O poder corrupto provoca a dissolução das mentes e dos egos, feito as drogas pesadas tipo o ácido lisérgico, o LSD.
As drogas da corrupção provocam a dissolução dos egos do Brazil. Nosso Brazil infestado de corrupção está deixando de ser o Brazil verde-amarelo. O Brazil ultravermelho tem um coração partido.

“Não se perdoa a uma nação ou uma mulher o momento de descuido em que o primeiro aventureiro as possa violar”, assim falou o barbado Karl Marx aos seus discípulos no livro “18 Brumário de Luís Bonaparte” (prenúncios da revolução de Napoleão Bonaparte na França, final do século 18). O Brazil deixou-se arrebatar pelos aventureiros, demagogos e incompetentes do cordão encarnado.     

Vale repetir: a camarilha vermelha não é dona do Brazil. Eles não têm o direito de continuar sangrando nosso País. Esperar até 2018 seria suicídio lento e doloroso. Eles não têm o direito de continuar sangrando e esfolando nosso Brazil até o colapso ou a inanição.       
Como se fossem criaturas angelicais, os discípulos do cordão encarnado estão reclamando de “ódios”, de ódios contra o mar vermelho.

Se não queriam ódios, não deveriam ter praticado tantas barbaridades contra o nosso Brazil. Chui, a socióloga de meia tigela, dissemina ódios contra a classe média, considerada por ela como sendo fascista. Movidos por pixulecos de mortadela, os vândalos do MST  depredam propriedades. Os baderneiros da CUT e ameaçam a sociedade. Não dá para cultivar bons sentimentos com essa gente.

Mas, como diz aquele prefixo panfletário, “a luta continua”. O Impichi agora vai rolar nos tapetes azuis do Senado. Os trogloditas ultravermelhos já disseram e já provaram do que são capazes. Alucinados pelos afrodisíacos e as drogas do poder, os trogloditas ultravermelhos irão manter uma luta feroz para manter as mamatas.

Capatazes dos movimentos autodenominados como sendo sociais irão acionar suas tropas, movidos a pixulecos e gorjetas de mortadela, para promover arruaças e desestabilizar as instituições. Esta hipótese é um dado de realidade já comprovado na prática, não são fantasias nem invencionices reacionárias.

Ao mesmo tempo é previsível uma avalanche em favor da aprovação no Senado.       
Zil-zil! Viva o Brazil! Viva o povo brasileiro! Fora a camarilha vermelha! Viva a pátria e chova arroz.


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11/04


2016

Zeus abençoe a Magnolândia!

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RIBEIROLÂNDIA – Com suas botas de sete léguas, o filho de Dona Margarida e Seu Gastão, nascido e criado no Vale do Pajeú, percorreu as estradas da vida, sentou praça no curso de Jornalismo da Unicap e na redação do Diario de Pernambuco, exercitou-se na Era de Gutemberg das linotipos de chumbo e voou no teclado de uma Remington sob o prefixo da notícia. Assim se passaram 36 anos.
O magnífico Blog do Magno completa 10 anos. A Magnolândia vem de mais de três décadas de estradas, voos, navegações, histórias.       
Sertanejo da gema do Rio Pajeú, dos riachos, da viola, da poesia, da fauna, da flora, do sol, do por do sol, da chuva e dos luares sertanejos, Magno plantou árvores, gerou filhos, deu à luz vários livros e criou um blog pioneiro na blogosfera em Pernambuco e no Nordeste. Eis um filho pródigo de boas dádivas.

Somos todos nascidos e criados na Era de Gutemberg, da sinfonia das máquinas de datilografia, dos jornais fabricados com o chumbo das linotipos, nascidos no vale das celuloses do papel.

Lembro-me como se fosse anteontem quando aquele quase menino Magno Martins, com cara de lua cheia, aflorou na redação do Diario de Pernambuco, a bordo de um gravador, e ancorou no teclado de uma máquina Remington.... a, s, d, f, g ...
Eis os prenúncios da Magnolândia na Era de Gutemberg. Quando avistou o prédio da Pracinha, Magno poderia ter dito, à moda do Imperador Julio Cesar: vim, vi e venci. Mister MM é um vencedor. 

Subitamente, não mais que subitamente, aconteceu a informática. O computador, o chip ... O vale do silício encarou o vale das celuloses de papel.    

Mister MM é um pentacampeão vitorioso: no jornalismo impresso, na blogosfera, na ondas hertzianas do rádio, na edição de livros, nas palestras sobre a nova mídia eletrônica. Às 7 da matina estica as canelas nas pistas da Jaqueira. Yane Marques, aquela galega prima dele, que se cuide.

 “Admirável mundo novo”, preconizou o visionário Aldous Huxley há 80 anos, na alvorada da modernidade. O demolidor da utopia socialista, George Orwell, farejou nos ares, na década de 1940, a presença do onipresente Big Brother, o grande irmão, de olho ligado na vida de todos nós (nada a ver com a excrescência daquele programa de televisão).

Com o florescimento da Internet, o jornalismo impresso nas folhas começou a desbotar. Faz parte do ciclo histórico das comunicações desde os tempos pioneiros do mestre Gutemberg. “Cesse tudo que a antiga musa canta, pois um valor mais alto de alevanta”, disse Camões numa entrevista à Luneta do Tempo. 

A Informática, a Internet e a blogosfera fazem parte do Admirável Mundo Novo. Alguém falaram, e não foram eu, que vivemos hoje sob o império do GAFA – Google, Amazon, Facebook e Apple. A Blogosfera é filhote  do GAFA. Bill Gates, Steve Jobs, Mark Zuckerberg e outros legendários botaram a mão na massa e o mundo girou (o mundo nem sempre gira, às vezes fica parado no espaço à espera de algum benfeitor. Os malfeitores fazem o mundo girar às avessas)

Cada folha de jornal que você lê derruba uma árvore na floresta. E os donos de jornais vertem lágrimas em dólares. O silício é a salvação da lavoura e das florestas. As árvores têm alma, ensinou o bem-aventurado poeta Augusto dos Anjos, dos arcanjos e dos pecadores.

O magnífico blogueiro Magno Martins, reitor da Magnolândia, é bom camarada, vitorioso e batalhador. Além do jornalista-reporter-blogueiro, admiro nele o espírito empreendedor, a capacidade de articulação e mobilização. Este menino filho de Seu Gastão e Dona Margarida tem um coração magnânimo e sinto-me honrado em privar de sua amizade e compartilhar espaços neste magnífico blog.
Salve, salve Mister MM! Zeus abençoe a Magnolândia! Viva a Pátria e chova arroz!

* Jornalista

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04/04


2016

O Impichi é nosso colírio, zil-zil!

RIBEIROLÂNDIA – Nos tempos do sociólogo Fernando Henrique os petistas disseram que o governo ofereceu pixulecos e concessões de emissoras de rádio em troca de votos para a reeleição.O sapo barbado e seus pareceiros do cordão encarnado saíram às ruas, enfurecidos, brandindo as lanças, as facas e as peixeiras: “Fora FHC!” Naqueles idos não era golpe e o poste feminino ainda não existia, estava na linha de montagem dos artefatos eleitorais.

Um parêntese: dizem que a jararaca vermelha conheceu e ficou encantado com a mulher cascavel ao assistir uma exposição dela no Rio Grande do Sul sobre o sistema elétrico. Que menina sabida, sabia até que uma corrente elétrica é feita por elétrons. Até então o presidente da República do Brazil, a sétima, ou nona, ou oitava economia do mundo, nunca tinha ouvido falar na existência desses bichos chamados átomos e elétrons.

Disse que gostaria muito de ser apresentado a um átomo, ou um filhote dele, os elétrons. Quando foi ministra das Minas Energia a mulher cascavel faliu todos os átomos do sistema elétrico.  Ainda hoje o sapo barbado, com sua proverbial sabedoria de batráquio, desconfia da existência de átomos e moléculas. Acha que isto é invenção de cientistas reacionários.    

Com aquela voz de taboca rachada que Zeus não lhe deu, com aquela voz horrorosa que a cachaça feriu suas cordas vocais e fere nossos tímpanos, o sapo barbado se esgoelava nas ruas: “Fora, FHC!”. Não era golpe. Era amor febril pelo Brazil.
Fernando Henrique é um bananão e ainda hoje alisa os sapos vermelhos, ao invés de pegar pesado. Idem José Serra e Geraldo

Alckmin. Eles não alisam nem a mãe de pantanha. Agora é Impichi, sim, em legítima defesa nacional (desculpem, eu não sei escrever essa palavra Impeachment em inglês). O crime é o conjunto da obra, como já foi dito. Sim, porque o Brazil já foi impichado pela presidente mais incompetente da história da República e pelo partido mais sem-vergonha do império verde-amarelo. Sim, porque milhões de brasileiros e centenas de milhares de empresas foram impichados com o desemprego, falências e quebradeiras.

Sim, porque a Petrobrás foi impichada com a desvalorização bilionária do seu patrimônio. Porque o Brazil inteiro foi impichado com uma recessão de 3,5 % no ano passado, mais 4 % este ano, e a rebordosa continua. O nome disso é crime de lesa-pátria.   
A expressão “pedaladas fiscais” é um eufemismo generoso, não traduz a realidade. “Pedalar” é um gesto inocente. Na verdade, as “pedaladas” foram crimes contra as receitas públicas, manipulações contábeis de centenas de bilhões de denários do Orçamento, do Tesouro Nacional e de bancos públicos com objetivos eleitorais e para favorecer as lobas e os lobos palacianos.

Impichi, sim, para botar essa mundiça vermelha no olho da rua. E sem colírio. O Brazil está com um argueiro no olho.
Uma continha na caderneta da bodega revela que o BNDES recebeu transferências na soma dos 400 bilhõezinhos e concedeu empréstimos a juros subsidiados para os compadres e as comadres do peito. O chamado Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do generoso Banco emprestou 24,5 bilhõezinhos para a turma amiga do agronegócio com juros camaradas. A turma do Petrolão também mamou nessas mamatas.

O Bolsa Família recebeu apenas ninharias, uns bilhõezinhos. Eu perguntei ao Doutor Fox: ainda existe aquele colírio Moura Brazil? Ele me contou: o melhor colírio hoje à venda nas farmácias dos pobres, farmácias dos ricos, pague mais, pague menos, droga-zil-zil, no relógio de Londres, nas boticas em geral, o melhor colírio chama-se Impichi. É um santo remédio contra argueiro, remelas, mau olhado, conjuntivite na vista, pleonasmos, miopia, vista cansada, pedaladas, bandalheiras do cordão encarnado. BLZ, doutor!

Consulte um oculista que tenha um bom golpe de vista. Moral desta crônica: o Impichi é o nosso colírio zil-zil!

* Jornalista

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28/03


2016

Constitucionalissimamente

RIBEIROLÂNDIA – Rock n’ roll! As pedras rolam! O que será, que será no day after, no dia seguinte se for consumado o Impichi da Mulher Onça? O MST, a CUT e discípulos da jararaca vermelha ameaçam rolar pedras nas ruas, nas estradas, nos portos e aeroportos. Não dá para imaginar as Forças Armadas, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário acovardados (expressão usada pelo sapo barbado) diante de baderneiros e maloqueiros movidos a sanduiches de mortadela e dinheiro das ONGs chapa-branca.

As instituições nacionais não prestam continência aos “generais” de fandango do MST. Será cumprido o dever institucional e constitucional de garantir a ordem pública.    

Meninas e meninos do cordão encarnado, discípulos do sapo barbado, da cascavel e derivados: fiquem calmos e tranquilos, não haverá golpe, de jeito nenhum. A presidentezinha será impichada pelo Congresso Nacional na forma da lei, constitucionalissimamente, com os tais e quais direitos de defesa dos indefensáveis.   

Um passarinho magnífico me contou que a mulher jararaca vai levar uma goleada na Comissão Especial do Impichi. A expectativa é na base de 40 a 25 votos, zil-zil! Depois segue para o plenário, com votação ao vivo e nas cores verde e amarela.

Não dá mais para esperar até a copa do mundo de 2018, para o Brazil continuar levando goleadas de recessão econômica e patifarias políticas, sob o comando da camarilha vermelha.

A presidente mais incompetente da história do Brazil, pertencente ao partido mais sujo das prateleiras nacionais, será Impichada pelo conjunto da obra, de Pasadena ao Petrolão, das pedaladas ao estelionato eleitoral bancado com dinheiro pirata no pagamento aos marqueteiros-bandoleiros, o de cujus, por sinal, está preso. Se essas bandalheiras não são crimes contra a Nação, revogue-se o 7º Mandamento da taboa de Moisés e não existe mais pecado acima e abaixo da linha do Equador.   

Milhões de brasileiros foram às ruas contra essa camarilha de lesa-pátria. A Suprema Corte avalizou o processo de Impichi. Falar em golpe caiu na vala do ridículo. Golpe é sangrar o Brazil.   

Está previsto para esta terça-feira o desembarque das tropas do PMDB. Mas não será um desembarque no oceano pacífico. Há soldados armados, amados ou não. Será um desembarque no mar das tormentas, infestado de jararacas, cascavéis e cobras criadas.  

De antemão é previsível que haverá distúrbios e manobras escusas na tentativa de boicotar ou anular ou sujar o desembarque do PMDB. O sapo vermelho já avisou que eles são capazes de tudo e não querem largar o tutano do poder. Diz o ditado que o poder é bom e doce, tem um gostinho de erva doce.    

O lendário e histórico “desembarque na Normandia” (França), durante a 2ª Guerra Mundial, ficou conhecido como o Dia D e foi decisivo para a vitória dos aliados contra a Alemanha nazista. Não há comparação, claro, serve apenas como ilustração para um novo Dia D verde-amarelo contra os vermelhos. Pode ser um dia simbólico, apesar de o PMDB não ser nenhuma pureza nacional.

O mar vermelho do Brazil está se transformando no mar morto. É o mar da estagnação, recessão, salinidade máxima, hipertensão do pós-sal. Temperatura máxima. Carga pesada.

Minhas senhoras, meus senhores, os vermelhos não são donos do Brazil, eles não têm o direito de afundar nosso País nas camadas de pós-sal da recessão, do desemprego, da estagnação e da radicalização ideológica. Nem tudo é permitido sob o pretexto de eu as urnas estão lacradas e devemos esperar a eternidade até 2018.      

O Brazil irá desembarcar desta farsa vermelha que já dura 13 anos.

Alô-alô! Eu já expliquei a gregos e troianos, pernambucanos, paraibanos e republicanos que meu Brazil é com Z porque eu sou saudosista, nasci nos tempos do Império. Os gramáticos ditaram a regrazinha de que o S entre duas vogais tem o som de Z. Entonces, eu prefiro o Z, sem intermediários. Também não sei escrever a palavra Impeachment em inglês. Daí adotei o Impichi. Adelante, Brazil!

* Jornalista

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21/03


2016

A cobra de duas cabeças

RIBEIROLÂNDIA – Mistura de cascavel e jararaca, o governo é uma cobra de duas cabeças. Esta é uma nova espécie de inseto. Os venenos ofídicos estão no ar. As manifestações antiofídicas estão nas ruas. Com a cabeça sob a mira da Vara do juiz Sergio Moro, a jararaca solta palavrões, afirma que o Poder Judiciário está acovardado, destila venenos contra a Policia Federal e a Receita Federal, e convoca as “mulheres de grelo duro” do cordão encarnado para defenderam a cascavel vermelha. 

A deputada Maria do Rosário tentou justificar a expressão chula da jararaca, disse que ele estava falando na informalidade e isto faz parte do linguajar do Nordeste. Quanta desfaçatez! Se fosse dito por um Bolsonaro, chamado de homofóbico pelas feministas, ele seria no mínimo capado. Mas, Bolsonaro é um gentil-man, não cometeria essa grosseria. Imaginem a que ponto de exclamação chegamos, de ter que comparar Bolsonaro em defesa das jararacas e cascavéis vermelhas!

Conheço o “Dicionário do Palavrão” do mestre Mario Souto Maior, da letra Alfa até Ômega, e nunca li ou ouvir falar nessa expressão lulística, com licença da palavra. Alias, o termo mais cabeludo que conheço nesse capítulo é ... deixa pra lá, porque este blog é lido por donzelas e menores de idade.

As palavras, gestos e obras da jararaca deveriam ser proibidas para maiores e menos de 18 anos, a bem da moral e dos bons costumes. As duas cobras se abraçam, solidárias. É o abraço dos afogados. Nos tempos de Jeca Tatu se dizia: ou o Brazil acaba com as saúvas ou as saúvas acabam com o Brazil. Hoje dizemos nós: ou o Brazil excomunga as cascavéis, as jararacas e os carcarás do cordão encarnado ou esses bichos acabam com nosso Brazil.

Neste momento grave e solene eu me penitencio diante das antas, dos sapos e das pererecas, bichinhos inocentes e de boa índole, de bom convívio com a natureza e com os humanos. Disse e repito: as pererecas me seduzem. Por favor, parem de chamar a mulher cascavel de anta. Nós humanos é que somos malvados.   

Eu já disse e repito: mais de 10 por cento da humanidade navega nas faixa da insanidade. Lembrai-vos do plebiscito na Antiga Roma: chapa 1 Jesus de Nazaré; chapa 2 Barrabás. Vocês sabem o resultado. Ainda hoje Barrabás seria vitorioso. Nestes últimos dias militantes e simpatizantes do cordão encarnado saíram às ruas em defesa da corrupção, tirando onda de defender a democracia. A maioria deles são animais amestrados de entidades chapas-brancas comandadas por caboclos mamadores dos cofres públicos.    

Depois de marchas e contramarchas, preliminares e liminares, certamente a jararaca será entronizada no ministério. Qual a missão heroica? Detonar a operação Lava-Jato. O que fazer para estancar a recessão, controlar a inflação e superar a crise política? O cara é muito macho e irá resolver os problemas na base do berro.

O novo ministro da Justiça foi nomeado pela cascavel a mando da jararaca. Qual a missão do bicho? Alô-alô ex-ministro Vannucchi: “Às vezes fico pensando até se o Aragão devia cumprir um papel de homem nessa porra”. (Refere-se a uma interferência nas atividades da Polícia Federal. Eugênio Aragão foi nomeado ministro da Justiça).

Coitado do nosso Brazil, nas mãos das jararacas, das cascavéis e dos mosquitos! Quem é mais malvado ou mais malvada: as cascavéis, as jararacas, os mosquitos ou as “mosquitas” da dengue e da zika? É de potência a potência em malvadeza. Zeus nos proteja!

Este mote da cobra de duas cabeças me foi sugerido pelo nobre amigo Angelo Castelo Branco, valente combatente das jararacas, cascavéis, mosquitas e mosquitos vermelhos. Valeu, Ângelo!

 * Jornalista 

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18/03


2016

Mulher de Lula: ‘enfiem as panelas no c...’

Mulher de Lula fez o desabafo durante telefonema com o filho logo após panelaço

O Globo - Silvia Amorim

Minutos depois de um panelaço organizado em fevereiro durante a exibição na TV do programa partidário do PT, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, em conversa com o filho Fábio Luís, o Lulinha, mostrou-se irritada com o protesto e disse que queria "que as pessoas enfiassem as panelas no c...". O diálogo foi interceptado pela Polícia Federal com autorização da Justiça às 20h55 do dia 23 de fevereiro. Nesse dia, foi ao ar por volta das 20h20 a propaganda petista que trouxe o ex-presidente Lula como protagonista. A presidente Dilma Rousseff não participou do vídeo.

A conversa entre Marisa e Fábio começa com o filho do ex-presidente ironizando o panelaço que havia acabado de acontecer. "Fábio pergunta se teve muita panela", diz relatório da gravação da PF. Marisa conta que "só teve panelaço nos prédios novos dos “coxinhas”, desse pessoal que não consegue comprar apartamento de 500.000 e daí ficam pagando". O filho diz a mãe que "perto da casa dele também teve alguma coisa de panelaço, mas que está cada vez diminuindo mais". Lulinha mora em um apartamento em Moema, bairro nobre da capital paulista.

Prosseguindo o diálogo, o filho diz à ex-primeira-dama que as pessoas têm o direito de "bater panela". Nesse momento, Marisa se irrita e, segundo a transcrição da PF, diz "que queria que as pessoas “enfiassem as panelas no c...”.

Saiba mais: Ex-primeira-dama Marisa Letícia: ‘enfiem as panelas no c...’


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14/03


2016

Esmagar as jararacas e cascavéis vermelhas

RIBEIROLÂNDIA – Alô-alô Brazil! Alô-alô BSB! Alô-alô tripulantes dos tapetes verdes e dos tapetes azuis do Congresso Nacional! Milhões de brasileiros foram às ruas para dizer que queremos esmagar a cabeça das cascavéis e das jararacas vermelhas. O Impichi está na Mesa e agora vai rolar.

Eles não são donos do Brazil. Eles saquearam a Petrobras e as estatais. Roubaram os nossos sonhos. Viva o Brazil! Viva o povo brasileiro! Havia um mar de gentes, um oceano de gentes nas ruas. Um oceano pacífico, um oceano de gentes pacíficas, um oceano atlântico à beira-mar, à beira das calçadas e das ruas.  Havia oceanos pacíficos em todas os cantos do Brazil.
Mas, as jararacas vermelhas e seus discípulos não são pacíficos. São pestilentos e agressivos. Esses bichos estavam irados e agressivos.     

O oceano pacífico é golpista, o oceano atlântico é golpista, eles dirão. Se as urnas estão lacradas tudo é permitido. É permitir esfolar as tripas do Brazil, é permitido esfolar as tripas da Petrobras e das estatais. É permitido esfolar o fundo Postalis dos Correios, e os discípulos vermelhos batem palmas com vontade, fazem de contas que são turistas. Quem protestar será chamado de golpista.  

Aconteceram manifestações antiofídicas em todo o Brazil. Os discípulos das jararacas e das cascavéis vermelhas ficaram em suas malocas, espreitando, para destilar seus venenos. Sou adepto de Noé, aquele que construiu um navio transoceânico para salvar todos os bichos depois do dilúvio. Naquele tempo não havia sapos barbados nem cascavéis vermelhas.  

Todos os bichos são filhos de Zeus e cumprem sua missão no reino da natureza. Não desgosto das antas, das jararacas e dos sapos de verdade. As antas são mamíferos de grande porte, simpáticos e inofensivos. Tadinhas, estão ameaçadas de extinção em algumas florestas do nosso continente por conta da caça predatória! Os sapos são amigos da natureza, se alimentam de mosquitos, inclusive esses mosquitos de mau caráter transmissores da dengue.

Adoro os sapos cururus, as jias e as pererecas autênticas, não os sapos barbados nem jararacas vermelhas. Sempre gostei das pererecas desde os tempos da adolescência na Serra da Borborema. Meu reino por uma perereca! Na semana passada, a Vara do juiz Sérgio Moro, intimação coercitiva para depor, virou meme, como se diz na blogosfera, brilhou nas folhas, nas ondas eletromagnéticas, nos vídeos, no éter.

Se eu tivesse uma Vara de Juiz eu mandava prender os líderes dos baderneiros do MST. Esses caras invadem laboratórios de pesquisas genéticas, fazendas, propriedades, repartições ... E saem caminhando e cantando e seguindo a canção da impunidade! Eu diria apenas com minha Vara: Prenda-se o baderneiro-mor do MST. E priu! Eles estão indo longe demais.   

Os baderneiros do MST cometem crimes e não aceitam ser criminalizados, em nome das causas “progressistas”. E são movidos por dinheiro público das ONGs. Que onda é essa?! O baderneiro-mor, Stedile, proclama possuir um “exército” de 350 mil famílias em assentamentos em 24 Estados. São armados de foices e estrovengas, prontos para a batalha campal contra os “golpistas”. Os líderes se locupletam de grana das ONGs de chapa branca e os “soldadinhos” que servem de massa de manobra se contentam com sanduiches de mortadela e umas garrafas de cachaça.    

O Brazil também precisa esmagar esses parasitas e carcarás. A turma do cordão encarnado hoje é temente ao Impichi e à Vara do Juiz Sérgio Moro. A Vara moralista faz tremer o reino das jararacas e das cascavéis vermelhas. Zil-zil. 

* Jornalista

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07/03


2016

7º Mandamento continua em vigor

RIBEIROLÂNDIA – Semana passada circulou um boato nos sítios de Itatiaia, nos tríplex de Guarujá, no ABCD de São Paulo e na blogosfera, um boato inventado pelas mundiças vermelhas, de que o 7º Mandamento do Decálogo de Moisés havia sido revogado. “É proibido roubar, assaltar, furtar, praticar corrupção, saquear os cofres públicos da Petrobras e receber propinas de empreiteiros”, decretou o profeta Moises nos primórdios da civilização.

Os vermelhos alegam que a santa lei de Moises não se refere a tríplex, sítios e propinas de empreiteiros e construtoras. Conheço o profeta Moises desde os tempos de infância quando estudava catecismo no Colégio São Vicente de Paulo na Serra da Borborema.
Enviei um torpedo através do aplicativo WhattsApp para tentar falar com o profeta Moises. Ele estava surfando numa nuvem do Windows e atendeu a ligação. Alô-alô meu amado profeta, como vai a Vossa figura celestial?

Moises ficou irado com os boatos espalhados pelos sapos e jararacas vermelhas de que o 7º Mandamento havia sido revogado no Brazil para atender a um recurso judicial do cordão encarnado. Lançou relâmpagos e trovões pelos ares e jurou no monte Sinai que o 7º. Mandamento continua em vigor em toda a face da terra, por todos os séculos e sob a proteção de Zeus. O iluminado profeta ficou irado com as noticias sobre corrupção e fez a profecia de que o ciclo dos vermelhos chegou à fase terminal. Hosana nas alturas!   

Contei ao profeta a lenda de que a alma viva mais honesta do Brazil, quica do planeta, tinha sido conduzido sob vara, na linguagem jurídica, de modo coercitivo, para prestar depoimento na PF pelo simples fato de estar sendo investigado sobre a propriedade de um tríplex à beira-mar e de um sitio nos cafundós. De quem é este triplexizinho? Foi Zeus quem me deu. Quem é o dono deste sítio maravilhoso? É o pica-pau amarelo. Ou pica-pau encarnado.    

Algumas mentes poluídas estão acusando o juiz Sérgio Moro de cometer o “pecado” de combater a corrupção. Dizem que se o Brazil enveredar por uma radicalização à moda da Venezuela, com conflitos entre os adeptos e os combatentes da camarilha vermelha, Moro deve ser crucificado. Alegam que o juiz deveria passar a mão na cabeça dos corruptos a bem da pacificação nacional.
No “Inferno” de Dante Alighieri, da “Divina Comédia”, os invejosos têm os olhos costurados com arame para não verem a realidade que lhes fere a vista. Assim também são os corruptos e seus discípulos da camarilha vermelha.

Mas, digamos que haja escaramuças e conflitos nas ruas se o líder-mor do cordão encarnado for enquadrado nas penas da lei por conta de suas traquinagens. Se o “exército vermelho” do MST interditar aeroportos, pontes e rodovias? O Brazil ficaria paralisado e refém dos baderneiros? Nessa hipótese, as forças de segurança teriam que cumprir o dever constitucional de manter a ordem pública.     
Manter a ordem não tem nada a ver com tanques de guerra nas ruas. Aquelas geringonças são imagens do passado, das décadas de 60 e 70, símbolos da truculência e repressão. “Tanque de guerra” hoje é feito carro de boi na agricultura, não tem eficiência nem mobilidade.

A maioria da classe média já caiu fora da torcida do cordão encarnado. Restam os ativistas remunerados e os caboclos mamadores com seus subalternos amestrados. Os desvalidos pés-descalços do MST (não os dirigentes vivaldinos) são apenas massa de manobra.

O PMDB é território dividido. No Congresso Nacional, a base parlamentar do Governo é precária e está se desmilinguindo.   
O que fazer se a ponte Rio-Niterói ou o aeroporto de Guarulhos, por exemplo, forem interditados? As forças de segurança não precisam desfilar baionetas nas ruas. Basta prender umas dezenas de líderes do MST e derivados. Depois de presos, eles podem rosnar à vontade. 

O ex-primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, que governou o País de 2005 a 2011, foi preso por corrupção e lavagem de grana. Esta foi uma prisão inédita em Portugal e o mundo não acabou.  

A jararaca vermelha e a Mulher Onça trocam abraços de afogados. O Governo sobrevive apenas pela força da inércia.       

* Jornalista

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29/02


2016

PT e Dilma: toma que o filho é teu

RIBEIROLÂNDIA – Toma que o filho é teu! Diante do legado nefasto do governo Dilma, da recessão e da ruina na economia, da falta de credibilidade geral, os ultra-vermelhos do PT ensaiam uma manobra de desespero: romper ou  distanciar-se da Mulher Onça e lançar uma boia para navegar com o Sapo Barbado até 2018. 

Eles dizem que na era do Sapo Barbado reinava o paraíso na face do Brazil. Mais de 30 milhões foram redimidos da pobreza (faz de conta). O BNDES exportava felicidades até para Cuba, Venezuela, Angola e republiquetas africanas governadas por tiranos.
E quem levou o Brazil ao naufrágio? As forças ocultas do neoliberalismo, eles dizem. O ex-ministro Levy era um neoliberal. A crise não existe, a crise é um delírio coletivo, dizem os vermelhos. A culpa é do liberalismo.   

O contorcionismo consiste em fazer oposição a si mesmo. Separar a criatura, a Mulher Onça, do criador, o Sapo Barbado. O cordão encarnado quer fazer um truque para fugir da própria sombra. Dilma é a sombra de Lula. A sombra assombra os petistas.  
O sapo barbado está sem discurso, a casa caiu, está fedido e mal pago, mas ainda existe uma legião de fanáticos em torno dele. A alternativa é radicalizar. Depois de fazer oposição a si mesmos, eles vão propor o encontro das águas, as águas barrentas e as águas do passado que eles consideram despoluídas. Acredite, se quiser.  

E mais, sem candidatos competitivos este ano nas capitais, o desgaste irá tornar inevitável uma revoada de parlamentares e prefeitos quando for aberta a janela da fidelidade partidária. Os fanáticos e seus discípulos operam nas ondas da insanidade. Eles não ligam para o assalto aos trens pagadores da Petrobras, nem para as ruinas na economia, nem para as patifarias nas estatais, muito menos para o tríplex de Guarujá ou para o sítio de Atibaia.

Quando eu era menino e morava na Antiga Roma, aconteceu um plebiscito sobre a presidência de um cara chamado Pôncio não sei de que. Chapa 1 – Barrabás; chapa 2 – Cristo, o Nazareno. Barrabás contratou um bom marqueteiro e os eleitores foram às urnas eletrônicas. A chapa 1 venceu por maioria absoluta, Barrabás foi consagrado como herói nacional. Faz parte da teoria da insanidade.
Agora, vamos às Olimpíadas-2016, neste ano de eleições municipais, dengue, zika chikungunya. Depois do legado da Copa-2014, haverá o legado do vírus, aliás, haverá o legado das Olimpíadas. 

Cadê o legado da Copa? O gato comeu. Entrou por uma perna de pinto, saiu por uma perna de sapo. As olimpíadas aguardam o legado do chicocunha, com perdão dos homônimos que não têm nada a ver com aquele bicho horroroso. Aliás, horrorosas são as condições sanitárias do Brazil. O bicho tá na dele, faz parte da natureza perversa da natureza, feito aquela lenda do sapo e o escorpião. 

Não existe grana para construir aterros sanitários no País, mas já estão reservados mais de 36 bilhões para bancar as Olimpíadas da era dos mosquitos. Este é apenas o custo inicial, claro que no final irá muito além com os superfaturamentos previsíveis. Se existisse governo de verdade, não haveria olimpíadas de fantasia. Governo atualmente só funciona para arrecadar impostos e extorquir os contribuintes.

Também haverá muitos cartazes e propagandas. Os mosquitos e os vírus não se comovem com essas gentilezas.
O aedes tem uma silhueta em miniatura semelhante às máscaras tradicionais da terra dos faraós, daí o nome aegypti. Agora já adquiriu o status verde-amarelo tropical. As pesquisas indicam que o vírus foi trazido de outros continentes, principalmente a África, durante a Copa. A partir dai começou a proliferar.

O bicho é africano de nascença e rotulado de aegypti. O continente da escravidão é vítima de maldições seculares. Zeus proteja os africanos. Os Deuses são cruéis com a humanidade. Esse gafanhoto, como diria a Mulher Onça, é produto típico dos ares tropicais, feito a saúva de Jeca Tatu. Eu não chamo a madame de anta porque as antas são bichinhos inocentes e simpáticos. Mulher Onça é quem tira onda de ser valente. Mas, as onças também são bichos de estimação, dotadas da ferocidade inocente da natureza.

* Jornalista

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22/02


2016

Mesquinhez, venenos e mosquitos

RIBEIROLÂNDIA – Contém altos teores de mesquinhez essas ondas vermelhas e infravermelhas contra a nomeação do filho de Eduardo Campos, o primogênito João Campos, para a chefia de gabinete do governador Paulo Câmara. A mesquinhez também está camuflada com manobras partidárias e eleitorais. 

Se o cara é jovem, preparado em termos intelectuais, tem pedigree político, é natural que pretenda trilhar uma trajetória na vida pública. O cargo é privativo do governador Paulo Câmara. Ser filho do falecido governador Eduardo Campos não é demérito nem constitui impedimento para atuar na política.

Na lógica do avesso, se o rapaz e a moça são impedidos de exercer opção pela vida pública, que seja revogado o fator DNA. Falar em capitania hereditária, isso é retórica vazia, ou ridicularia. Melhor invocar o estatuto da gafieira, onde damas e cavaleiros são obrigados a dançar com respeito, sem dar rasteiras nem umbigadas. Essas rasteiras e umbigadas fazem parte das preliminares das eleições municipais. 

Dá para imaginar que isto é apenas café pequeno nas antevésperas do jogo pesado que se aproxima. As umbigadas, rasteiras, caneladas, cotoveladas, na linha acima e na linha abaixo do pescoço tudo é canela. Os ultravermelhos já avisaram que são capazes de tudo e mais que tudo na gafieira eleitoral. Ainda mais hoje são feras feridas depois que perderam a prefeitura de Recife no tempo de João do lixo. O jogo é “mortal combate”.

 A ânsia de poder, na falta de controles sociais, éticos e morais, instiga todos os instintos primitivos. A prática comprova.  
Além das eleições, uma ocorrência, benigna ou não, que assola o Brazil de dois em dois ou de quatro em quatro anos, deixando sequelas e às vezes operando terapias, este ano de 2016 segue o curso da recessão, inflação, desemprego e a bagaceira geral da política.

No capítulo da saúde, temos o triste legado do mosquito Aedes Aegypti, ou da “mosquita”, no dizer da Mulher Onça. A Mulher Onça falou na mordida da “mosquita”. Inseto não morde, inseto pica. Não entende de inseto nem entende de picadura de mosquito. Insetos só mordiam no tempo em que galinha tinha dente.

Na sequencia temos a dengue, dengue hemorragia, o zika vírus, microcefalia e chikungunya (em nem sei escrever essa palavra em javanês), ou xico cunha, com perdão para os homônimos do bem. Fala-se em surto, epidemia e atà pandemias, o que seria uma incidência em grandes contingentes da população.  Estas são doenças de desgoverno, assim como a corrupção também é doença de desgoverno.   

O governo no Brazil só funciona bem para arrecadar impostos, noves fora o Carf (Conselho Administrativa de Receitas Ferais), maloca para onde os megas contribuintes se homiziavam para driblar o imposto de renda. De onde veio ou ressuscitou esse maldito Aedes? Especula-se que a nova metamorfose ambulante veio da África, o continente das maldiçoes desde os tempos da escravidão negra (chefes tribais negros donos de escravos traficavam seus irmãos negros pobres com os escravocratas portugueses).

Antonio Ermírio de Morais falou certa vez da triste sina dos chefes tribais na África que trocavam diamantes por armas para matar seus patrícios). Lembro sempre: 40 % da população  verde-amarela não dipõem de esgotamento sanitário, mas o Brazil possui grsma de futebol de padrão Intrernantional, padrão Fifa. Os amaldiçoados mosquitos Aedes nasceram ou ressuscitaram nos esgotos, nas sarjetas, nos lixões, foram nascidos e bem criados debaixo dos tapetes vermelhos dos poderes.  

São as novas pragas do Brazil. Faz lembrar as pragas do Antigo Egito: as águas do Rio Nilo tingem-se de sangue (em Minas Gerais, as águas do Rio Doce tingiram-se de poluentes da siderúrgica Vale do Rio Doce); rãs cobrem a terra (os sapos vermelhos infestam o Brazil); piolhos atormentam homens e animais (Aedes Aegypti, vírus do zika, chikungunya); a morte dos animais (a maior seca dos últimos 50 anos no Nordeste matou mais de 4 milhões de bovinos; nuvens de gafanhotos atacam plantações.

Depois que foi exaurido o castigo das pragas, Zeus irá abrir o mar vermelho e irá redimir o nosso Brazil da maldição dos bichos pçonhentos. Hosana nas alturas!

* Jornalista

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17/02


2016

Até quarta-feira, meu bem!

No meu primeiro carnaval vestiram-me de índio. Encarnei o personagem. Hoje sou amigo dos Xucuru. O Cacique Marquinhos me deu um cocar igual ao dele. O ano de 1956 foi bissexto. A partir dele andei pelo bairro de São José, carnaval por carnaval. Brinquei com lança-perfume de verdade. A Rodhoro incensava os salões, as salas, as saletas.

Nas ruas estreitas o cheiro corria pelas calçadas. Severina, minha babá, corria atrás dos blocos, das troças, de qualquer troço que tocasse Severina não era inglesa. Era mais velha apenas nove anos. A repreensão paterna servia para ambos, eu e ela. De lambuja minha Biu era portadora da Síndrome de Turner.  Das anomalias apresentava infertilidade, ausência de mamas e outras. No entanto, os acordes do frevo, a batida do maracatu, o compasso do samba fazia minha zambeta querida soltar o corpo no ritmo. Entrava na poeira e me levava pela mão.

A praça do Pirulito, o Pátio do Terço, a rua das Calçadas e as cercanias ficavam pequenas nos passos da gente. A noite, depois do banho, da comidinha de vovó, a fantasia do ano. Mas eu ficava encantado com os mascarados, as almas, os caboclinhos tocando flauta e batendo as flechas no compasso dos tambores. O maracatu ecoava no peito na intensidade que os tímpanos recebiam.

Aquele remelexo era meu carnaval. Começava no sábado à noite pra tudo, tudo se acabar na quarta-feira. Era o sábado de Zé Pereira. Correto o frevo de José Menezes: “na madrugada do terceiro dia...” A fantasia do primeiro carnaval com oito meses e quinze dias me seguia. A fantasia cresceu e amadureceu comigo. Execro armas de fogo.

Mas a zarabatana silente, sempre, me fascinou. Arco e flecha um desafio que envolve destreza, concentração e pontaria. Se o pulmão falhar e o arco fraquejar o tacape entra pra confirmar. Éramos dois meninos no compasso dos compassos os mais diversos.

É frevo!  Gritava ela. A gente caia no frevo. É samba, minha zarolha preferida se balançava toda e eu lá. Maracatu batia forte. A flauta dos índios, os palhaços agitando castanholas, almas branquinhas. Mascarados só dia claro, a polícia proibia no escuro. À noite lança-perfume ninguém perseguia. Foi a vassoura de Jânio que varreu o perfume da festa. As calçadas enfileiravam cadeiras. Portas e janelas abertas, mesas postas e repletas. Comida a vontade, bebida também. No bairro de São José, todas as casas viravam salões. Quem não gostasse de carnaval aprendia a gostar.

No domingo a tarde era de Olinda. Pitombeira desfilava um dia: “bate-bate com doce eu também quero, eu também quero”, o Elefante no outro: “Olinda quero cantar a ti, essa canção. Teus coqueirais, o teu sol, o teu mar faz vibrar meu coração.”

Hoje eu fujo do foco do carnaval. Fujo do foco da violência do carnaval. Da violência das ruas o ano inteiro. Já não aguento o calor. Pra completar tenho horror ao Aedes Aegypti. Fujo do mosquito. Fujo do lixo. Não há prefeito que aguente. Ô povinho mal educado!

Não cheguei perto sequer da Bom Jesus. No entanto sou obrigado a confessar. Dormi tarde. Acordei cedo. Na memória Severina cantando lá no céu: “é de fazer chorar, quando o dia amanhece e obriga o frevo acabar. Oh quarta-feira ingrata chega tão depressa, só pra contrariar.”

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Comentários

Patrícia Reis

Inteligente e perspicaz. Gilberto Marques nos remete ao ambiente descrito. Emocionante Doutor.



15/02


2016

The Gaulle e o legado da gandaia

RIBEIROLÂNDIA – O Brazil das manchetes e dos anúncios das emissoras padece de microcefalia social no período carnavalesco. Li com minhas próprias lentes fotocromáticas, receitadas pelo Doutor Alvacir Fox, as seguintes manchetes nas folhas: “Ivete Sangalo leva milhões de foliões ao delírio nas ruas de Salvador”. “Desfile do bloco galeto da madrugada atrai 2,5 milhões de galináceos nas ruas desta cidade lendária. O cientista político The Gaulle caiu na gandaia e conta o caso como  foi o caso do delírio das multidão.

Segundo The Gaulle, os cálculos sobre o desfile do galeto erraram para menos. A minha tabuada contou 2.989.320,9 brincantes até o meio-dia do sábado. Depois, perdi a conta sobre o número de galináceos nas ruas e nos becos de Recife. As minhas modestas projeções indicam que no próximo ano o galeto irá superar todos os recordes e haverá, entre turistas, nativos e extraterrestres, exatamente 3.221.099,5 foliões no rabo do galo. Isto, sim, é um verdadeiro delírio. 

The Gaulle conta que também leu e ouviu alucinações na mídia escrita, fala e mal falada tipo: o Brazil parou com o desfile das escolas dos bicheiros do samba carioca. O carnaval do Rio de Janeiro, a quintessência das belezas do universo ... o clube da bola preta eletriza as multidões ...  “500 mil cariocas ficam em êxtase no Rio!”

Falaram em delírio das multidões em Salvador por conta dos remelexos de Ivete Sangalo e de êxtase no Sambódromo da Marquês de Sapucaí diante do desfile das escolinhas dos bicheiros e das bicheiras. Fiquei pensando no fanático Jim Jones, o líder de uma seita nos Estados Unidos que em 1978 anunciou o apocalipse e levou milhares de pessoas ao suicídio. Zeus nos defenda!

Falar em delírio e loucura nos manuais de comunicação não tem a ver com festejos populares, a menos que esses repórteres e editores sejam loucos de hospício. Não venham me chamar de antiquado e falar “no seu tempo”. O meu tempo é hoje, estou na terra, estou no ar e tenho apenas 99 anos de idade e sou jornalista desde os tempos do saudoso Antonino José de Miranda Falcão, cujo sucessor hoje no vetusto Diario de Pernambuco é o tipógrafo Alexandre Rands.   

Aconteceu segunda-feira, no desfile do chamados “blocos líricos” no Marco Zero: arrastões, brigas, depredações, roubo de celulares, relógios e motos, pânico, gritarias .... isto são as novas tradições carnavalescas!  As musas da Antiguidade eram divindades da beleza, das artes e das ciências. Hoje são recheios de silicone e sem neurônios. O silicone substitui os neurônios no cérebro e turbinam os bumbuns. Os novos “gênios” da comunicação de massa glorificam o silicone como substância a ser injetada no cérebro da juventude. As “musas” das passarelas pensam com os bumbuns, por sinal muito apetitosos.  

Fazer uma cirurgia de “mudança de sexo” é o sonho de consumo da modernidade cosmética. Algum médico ou cientista ou estudante do segundo grau deveria explicar que é impossível, geneticamente, alterar os cromossomos XY e XX, determinantes dos sexos masculino e feminino, respectivamente. Não existe cirurgia para criar ovários, úteros, testículos, próstatas ou genitálias masculinas ou femininas. A falta de informação dos meios de comunicação deseduca a sociedade.

“É Cristo ou Barrabás?” “Barrabás! Proclamou a galera, assim Aloísio Costa Rego, o filósofo dos cafés e dos bares do bairro dos Aflitos, lembra o triste exemplo do plebiscito bíblico, ainda hoje atual.Tai o Big Brother, para celebrar a degradação dos valores éticos, morais e culturais da nossa sociedade. As celebridades das surubas e dos paredões são os novos heróis nacionais.  O Brazil dessas cafajestadas do Big Brother não é a minha pátria amada, zil, zil!  

Os clarins anunciam o legado do carnaval: centenas de ônibus depredados, milhares de mutilados e feridos, centenas de pacientes atendidos como indigentes no sistema de saúde pública.Cansado de se esbaldar na gandaia, The Gaulle ouviu a sentença dos clarins: o Brazil só começa a funcionar depois do carnaval. Entonces, bateu uma inspiração e ele começou a atualizar sua tese científica sobre o legado da gandaia. Conclusão: o Brazil é um país cada dia mais sério.

* Jornalista

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03/02


2016

Evitem os primeiros

Sou do tempo das Diretas já. Talvez não se veja, nunca mais, uma movimentação tão legítima, tão bonita, tão popular. Os políticos que aderiram à proposta tiveram a grata surpresa de encontrar a rua cheia. O palanque, por consequência, encheu rapidinho. Artistas, progressista, empresários, missionários, religiosos compuseram o púlpito. Fafá de Belém e a pomba branca açulavam o público. Ela foi a musa das Diretas.

Mas não parou nela a adesão. Lembro Guarnieri em Olinda, o altar do 1º ato, na frente do mosteiro de São Bento. Ulisses Guimarães capitaneava os eventos do tema e por certo seria o candidato da Campanha. Tancredo Neves, em Olinda, entrou e saiu sem ser tão festejado. Deu o troco. Topou ser candidato perante o Colégio Eleitoral. O País inteiro se tocou. Seguimentos da imprensa, hoje mídia, foram chegando devagar, devagarinho. A onda popular garantiu os espaços.

Não dá pra esquecer Sobral Pinto, com 90 anos, subir no palanque da Candelária. O Rio parou naquele dia. Mais de um milhão de brasileiros ouviram o discurso do velhinho corajoso. Curto e grosso foi direto ao coração da questão. Leu o artigo da Constituição, da época, em plena Ditadura, que dizia: “Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido”. Lágrimas lubrificaram a ovação. Quando me lembro de Sobral naquele dia, canto pra mim mesmo: “Vou fazer uma louvação, louvação, louvação ao que deve ser louvado...”.

Evandro Lins e Silva, pernambucano de gene, que me perdoe. Mas o advogado do século foi Sobral. Evandro açambarcou a medalha porque era vivo ainda. A eleição de Tancredo Neves, no Colégio Eleitoral, teve gosto de Direta. Paulo Maluf foi derrotado no VI Round! Tancredo tropeçou nas tripas e padeceu nas vésperas de posse. O resto o Brasil lembra. Sarney se aboletou no pódio. Ficou cinco anos. Fez o Plano Cruzado que terminou em Marimbondos de Fogo. Dá pra imaginar José poeta?

Antes de sair, Sarney consagrou as Diretas. Em 1984 ele votou contra. O deputado Zequinha, filho dele, aprovou a Emenda Dante de Oliveira. Essa família ataca em todos os flancos. Haja vista as relações do ex-senador do Amapá com os governos do PT. No caminho do tema da crônica. Collor foi o primeiro presidente depois do Golpe Militar de 1964. Lula ficou em segundo lugar por causa de uma radiola que tocou no último debate.   

Pois bem, as diretas sucumbiram em abril de 1984, na histórica votação do Congresso. A campanha presidencial de 1989 foi à primeira hipótese no caminho da volta. O célebre José Américo de Almeida foi desmentido: O Brasil se perdeu. Ao segundo turno ulularam Collor e Lula. Ulisses Guimarães, Leonel Brizola, Mário Covas e outros foram rechaçados nas urnas. Dr. Ulisses, apesar da notoriedade, só venceu em Glória de Goitá, uma cidadezinha de Pernambuco.

Collor entrou assaltando as contas bancárias da Nação. Saiu no flagrante de uma das trelas. Foi expulso em memorável ação pública de Impeachment. O senador de hoje fala do acerto do resultado do século XX. Os caras-pintadas e Pedro, o irmão, mataram o Caçador de Marajás. Itamar Franco, o vice, assumiu meio trôpego e fincou-se na simpatia do povo depois do Sambódromo. No dia seguinte, quarta-feira de cinzas, no Hotel Glória recebeu a dona da calcinha que levara no bolso.

Foi a glória que buscava. Lilian Ramos deu credibilidade e respeito ao presidente mineiro. O vice não é votado, mas foi Itamar quem fez a moeda brasileira cair no Real. O ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, do signo de Gêmeos, idealizou a reeleição e dobrou o mandato. O PT queimou ruim. Foi contra tudo e todos que votaram a favor do projeto presidencial. Apesar da glória da moeda Fernando saiu, também, no vermelho. A desaprovação foi tanta que Lula, ganhou na quarta.

No exercício do Poder, o presidente Lula saiu da oposição 100%, inclusive no tema da reeleição. Achou pouco, inventou a primeira mulher na Presidência da República. É claro que a ideia foi boa. Em matéria de administração a mulher é um espetáculo à parte, Lula acertou na mulher, errou no critério coronelista. Mas pela segunda vez o primeiro e a primeira, como sabem todos e todas não acertaram o passo. Não é preciso lembrar que Sarney sobreviveu até hoje e Collor ressuscitou nas urnas alagoanas – não tem Ferrari que chegue.


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01/02


2016

Zika, quizila e carnavália

RIBEIROLÂNDIA – Ziriguidum! Cesse tudo que a antiga galera canta pois um valor mais alto e bom som, alô-som, se alevanta! Cessou a recessão. Cessou a corrupção. Cessou a crise. Cessou a inflação. Cessou o desemprego. É a carnavália na pátria dos batuqueiros.

Cadê a corrupção que estava aqui? O gato comeu. Entrou por uma perna de pinto e saiu por uma perna de patropi.   

Aquele ex-compositor, ídolo do cordão encarnado e do MST, escreveu uma letrinha que diz o seguinte: “Carnaval, desengano, deixei a dor em casa me esperando ....”

Haverá o legado do carnaval, o mais simplesinho: toneladas de dejetos e estrumes dos foliões nas ruas. Toneladas de latinhas de cerveja consumidas pelos galináceos do bloco galeto da madrugada. Centenas, dezenas, milhares de mutilados, feridos e mortos nas estradas, nas ruas, nos becos. Montanhas de substratos de marijuana, de crack, de anfetaminas, de drogas e drogas,

Alegria, alegria! E mais legados: hospitais, enfermarias, leitos, UPAs, Upinhas, corredores, UTIs, ambulâncias, oh quanto bagaceira nesses festejos verdes e amarelos, confetes e serpentinas!

Quantos legados neste Brazil! Se não me falha a retentiva, o legado da copa do mundo de futebol foi proclamado como a salvação da lavoura, dos gramados, dos estádios, dos Estados e do Distrito Federal. Sumiu, feito Conceição, ninguém sabe, ninguém viu.

Além da goleada de 7 a 1, ou 8 a 1, 9 a 1, nem me lembro, aplicada pela artilharia da Alemanha, restaram os elefantes brancos, elefantes azuis e brancos, cor de rosa, verdes-amarelos, no lombo dos contribuintes. Não existem aterros sanitários nem saneamento básico, deixa pra lá, existem as elefantíases com padrão Fifa.

Segundo as minhas profecias, o desfile do bloco o galeto da madrugada atrairá este ano um público de 2.998.995 galináceos provenientes dos cinco continentes, da Groenlândia, da Atlântida, o continente perdido, da Antarctica, da Brahma, da Ambev, da Devassa, da Bohemia, da Pitu, de São Vicente Ferrer. Cada galináceo consumirá 20 galões de etanol da Ambev e 200 maços de baseados da Souza Cruz da Phillip Morris e Marlboro, aquele do herói do oeste que morreu de câncer no pulmão.

Haverá turista até pendurado nas árvores e nos lustres do Teatro da Princesa Santa Isabel, que está em reforma há mais de 10 anos com recursos generosos do Iphan.

Este ano serão lançadas músicas “quase” inéditas nesta cidade lendária. “Ei pessoal, ei moçada, carnaval começa no galeto da madrugada ...” Outra carnavalesca inédita: “Voltei, Recife, foi a saudade.. ” E mais: “Quanto riso, quanta alegria, mais de mil palhaços no salão” .... “E dizer bem alto, que a injustiça dói, nós somos madeira que cupim não rói ...” Estas musiquinhas inéditas serão injetadas nos tímpanos e nos miolos da mundiça uma média de 2 milhões de audições na “alegria” do carnaval. Alegria de que? Zeus do céu e da terra de altos coqueiros?        Os fornecedores de muambas, Marias Joanas, alcaloides, devassas e anfetaminas irão gargalhar em meio à recessão este ano e terão lucros estupendos. As Marias Joanas estão mais valorizadas que as ações da Petrobrás e as fileiras de alcaloides são cotadíssimas nas bolsas de valores das bocas de fumaça.    

Aliás, minto. O legado está vivo. Legado is alive. O legado está vivo assim Elvis is alive, Bob Marley is alive. São milhões e bilhões de denários em débitos e impostos no lombo dos contribuintes.

Quem é Zika? É um vírus do tamanho de um bonde, segundo a definição científica da Mulher Onça, um herdeiro das sete pragas do Egito e que se prolifera em conluio com os golpistas e reacionários defensores do Impichi. O Zika vai se divertir muito no carnaval, em meio à precariedade de condições higiênicas da população. A ciência ainda não descobriu uma fórmula pra decretar o Impichi do Zika.

Uma ziquizila, ou quizila, paralisou a economia do Brazil. Os fluidos da Mulher Onça paralisam o Brazil. Livrai-nos do mal, amém e amemos!         


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28/01


2016

Dilma com Getúlio

E tudo começou com Duda Mendonça: AGORA É LULA! Deu certo. Sem Duda, o Brasil talvez não tivesse essa onça. O Lulinha transformado em paz e amor arrasou no guia, no palanque, nos debates. Os contra mudaram, confiantes. Motivo tinha: Lula passou fome; entrou com 9 anos na escola; a mulher perdeu o filho e morreu no hospital público; o diploma de torneiro foi o primeiro anel de Doutor.    

Achou pouco os oito anos conferidos nas Diretas e apontou o pódio para Dilma. Criador e criatura se estranharam já na rampa do Planalto. Abraços e beijinhos só pra fazer de conta. Doze anos passados os apóstolos se desentenderam. Mais que na Torre de Babel. Na campanha da reeleição teve de tudo. No segundo turno caiu o Neves, ficou a criação de Lula. A Petrobras do tempo de Getúlio padeceu sob os poderes de Cerveró. O ano de 2015 veio pendurado na bestafera. As algemas cantaram soltas. Foi cadeia pra todo lado. Nunca antes na história do País ninguém fora preso, por causa de petróleo.  Com exceção da campanha do “Petróleo é Nosso” na ditadura de Getúlio.    

Outras empresas entraram na concorrência, ou melhor, na ocorrência do boletim policial. Mais gente presa. A inflação aproveitou o ensejo e zumbiu nos ouvidos da Presidenta. A Suíça saiu do fornecimento de queijo podre, para fornecer o endereço do dinheiro sujo. A delação virou mote nas esquinas. Lava-jato passou a ser título de crédito policial. As autoridades de vários matizes se juntaram no acocho. A palavra sigilo foi suprimida, inclusive com efeito retroativo. A Convenção de Genebra foi pras cucuias.    

Até o samba mereceu mudança radical. Fora-se o tempo da malandragem: mas a orquestra sempre toma providência, tocando alto pra polícia não manjar. A polícia ganhou ares divinos. É onipresente. Rádio, jornal, televisão, internet, WhatsApp só pensam naquilo. É óbvio que o tralalá tomou conta dos discursos. Dilma, dentre outras, lamentou não poder armazenar vento. Lula jurou de pé junto que tinha uma alma honesta. Empolgou-se.

Desafiou: “não existe viva alma mais honesta do que eu”. Saiu da Polícia Federal até a Igreja Católica. Levou, portanto, o caso para a teologia. Julgamento de alma se faz no Juízo Final. E tem muito jogo pela frente. Por outro lado, a Presidenta Dilma começou com a Petrobras quebrada e voou para 1954. Reclamou que Getúlio e ela viviam o mesmo Calvário.    

Ocorre que Getúlio fustigado com a prova de corrupção matou-se no seu segundo governo. Eleição democrática, romântica, popular: “Bota o retrato do velho, bota no mesmo lugar, O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar”. Saíra com o rabo entre as pernas e voltara nos braços do povo para o mesmo lugar. Getúlio descobriu que seu irmão Benjamin Vargas e seu capanga, o anjo da guarda, Gregório Fortunato estavam envolvidos num mar de lama. Além do dinheiro a morte de um oficial da Aeronáutica. O major aviador Rubens Florentino Vaz, que protegia Carlos Lacerda, tombou na Rua Toneleros, no Rio de Janeiro em 05 de agosto de 1954.

Pressionado pelas acusações e por certo envergonhado com seus assessores Getúlio resolveu dar um Xeque-mate em Lacerda. Escreveu a Carta Testamento e deu um tiro no peito esquerdo. Como previa na última frase: “saio da vida para entrar na história”; virou mito. Tony Ramos que o diga. O que quis dizer Dilma Rousseff com a comparação que fez de si mesma com Getúlio? Tenho na memória repetidas vezes ela própria dizendo de si mesma: “Não tenho conta na Suíça”.

Recentemente, convidou o astro Wagner Moura para dar conselho no Planalto. Wagner, para o público em geral, é o Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite. Ele tortura, mata, esfola e se diz contra a corrupção. O bem maior é a vida. O assassino é antes de tudo um ladrão. O torturador não merece perdão, diz a Constituição. Nascimento é sinônimo de morte.

Duda Mendonça foi absolvido no chamado Mensalão. Resta então apenas uma pergunta: E AGORA LULA?


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25/01


2016

Peixinhos e feira de mangaios de Davos

RIBEIROLÂNDIA – A inflação é um problema grave. O Brazil está grávido de inflação. Mais ou menos grávido, segundo o governo. O Brazil está muito grávido de recessão e de desemprego. Uma gravidez de 10 ou 11 por cento é relativa, segundo os economistas vermelhos.

Agora eu vou dar um rolé no foram de mangaios de Peixinhos para comprar: uma carteira de motorista, um quilo de macaxeira, uma máquina de datilografia, um computador, um galeto da madrugada, um metro de linguiça, um plano pirata da Net e um balaio de ações de Petrobras. O plano pirata da Net depende do pixuleco e funciona direitinho, com tecnologia importada do Paraguai.

As ações da Petrobras estão em liquidação na feira de mangaios de Peixinhos, a preços bem populares. O freguês compra duas e leva três. Um balaio de ações Petra custa atualmente, more ou less, igual a um balaio de macaxeira. Esta é uma grande conquista popular.

Eu ouvi a cantiga na feira de mangaios de Peixinhos: “Fumo de rolo arreio de cangalha/ eu tenho pra vender, quem quer comprar? Bolo de milho broa e cocada/ eu tenho pra vender, quem quer comprar?/ Pé de moleque, alecrim, canela, moleque saiu daqui me deixa trabalhar pra vender as açõezinhas da Petrobras...) Mas é quem tem um sanfoneiro no canto da rua/ fazendo floreio pra gente dançar e comprar as ações em liquidação da Petrobras ....”.   

Meu fornecedor de muambas e derivados no foram de mangaios de Peixinhos me ofereceu uns papeis de uma empresa de lobby de São Bernardo do Campo que vende até consultorias para o futebol americano na base do Ctrl C/Ctrl V do Doutor Windows.

Ao abrir para mim seu coração, seus sigilos bancário, fiscal e do zap-zap, meu muambeiro de estimação me revelou que não existe viva alma nem ectoplasma mais honesto do que ele na feira de Peixinhos, no feirão de Casa Amarela, na feira de Caruaru, no feirão de automóveis da Rua José Osório, no mercado de São José, no camelódromo da Av. Dantas Barreto, no desfile do galeto da madrugada. É a metamorfose ambulante mais honesta das feiras e dos feirões do Brazil.    

Só existe uma alma viva e um ectoplasma mais honesto que meu muambeiro de estima: a mãe de Pantanha. A mãe de Pantanha é honesta de nascença. Conquistou o primeiríssimo lugar num desfile sobre honestidade na passarela da Casa de Misericórdia da Moeda, sob os auspícios do BNDES e dos fundos de previdência das estatais. 

Esta semana, de 20 a 23, haverá a Feira de Mangaios Mundiais em Davos, na Suíça, presentes chefes de Estado e de Governo, monarcas e economistas top de todo o mundo. Qual a diferença entre a Cúpula de Davos e os vendedores de mangaios da feira de Peixinhos ou de Casa Amarela? Os nossos feirante e donas de casa possuem o saber de experiência feito. Os gênios e iluminados de Davos vão bater no teclado de que a recessão, inflação, desemprego e desmantelo das contas públicas são causados por incompetência de governanças, corrupção e malversação nos gastos públicos. Todos os bodegueiros do Brazil já são doutores nessas lições.

Qual a moeda mais forte dos governos no mundo: chama-se credibilidade. O governo do Brazil é hiper deficitário, mega deficitário, giga deficitário em credibilidade, além das patifarias, incompetência administrativa e derivados do cordão encarnado.

  O tema este ano, pra variar, é a retomada do crescimento ao redor do mundo e o baixo fluxo de investimentos nos países emergentes tipo o Brazil, Índia, Rússia, África do Sul. O preço do petróleo e o freio na economia da China Continental, claro.

Minhas profecias revelam que os sábios e iluminados de Davos dirão o seguinte: que os governos precisam equilibrar suas contas; que a nova ordem mundial requer uma economia sustentável com menos poluição e mais respeito ao meio ambiente; que o capital especulativo não pode sobrepor-se ao capital produtivo ......blablablá. nada de novo sobre a neve da Suiça.

Lá no foram de mangaios de Peixinhos todos os barraqueiros e muambeiros já sabem dessas lições.

Há mais sapiência no fórum mundial de mangaios de Peixinhos do que supõem os sábios e iluminados da feira econômica de Davos, nas neves da Suíça.

*Jornalista

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18/01


2016

Um Impichi caldo de cana

RIBEIROLÂNDIA – O Governo adotou uma fórmula mágica e a nova “classe média” do Brazil é formada por famílias com renda entre R$ 291 a R$ 1.019,00. Este ano devemos somar uns 10 a 11 por cento de inflação e reajuste do salário mínimo minimorium. São os novos “emergentes”. Noutros tempos isto seria manipulação de dados, hoje falam em “avanços sociais”. Lá vai a nova “classe média” feliz da vida a bordo de um celular,  bluetooth, WhatsApp,  zap-zap.

Não tem esgoto sanitário na frente de casa, deixa pra lá, mas tem 4 giga de memória, câmara digital, Facebook. Não tem pedreiro, mas tem batuqueiro na gandaia do carnaval e morrendo de indigência nas filas do SUS. Faltam remédios nos hospitais públicos, mas não faltam drogas nas esquinas produzidas sob as barbas dos governos progressistas da Bolívia e importadas por nosso Brazil, zil-zil. 

Ao navegar, ou nadar, num SmartPhone, mais inteligente que o dono, o felizardo da vida manda torpedos para o Papa e até para a mãe de pantanha, conquista uma popozuda para casar ou para ficar. Só não consegue mandar um torpedo do vaso sanitário para a rede de esgoto ou depositar o lixo num aterro sanitário ao invés do lixão.    

Colocar um satélite nas nuvens para fazer as conexões da Internet, é bem fácil. Colocar manilhas nas crateras das ruas para distribuir água tratável e recolher dejetos, é o xis e o z do problema. Dialogar com os devotos do cordão encarnado não é difícil, é apenas inútil. O cérebro deles é impermeável, com recheio de enxofre e minhocas vermelhas. As minhocas vermelhas se consideram muito sábias, politizadas e progressistas. Todas as outras minhocas são reacionários e golpistas.

As minhocas vermelhas dizem sentir o cheiro de retrocesso político na América Latina, a partir da Argentina, Paraguai e Venezuela. O que são avanços e retrocessos? Mensalão e Petrolão são avanços? Incompetência e mentiras são avanços? Que tal aparelhar os fundos de previdência das estatais em nome das causas progressistas!?

Aquele ex-compositor das bandas da Holanda, jogador do time de botão do bandoleiro Stalin-Stedile, vai fazer uma canção de ninar, com letra bem bonita, para louvar as depredações e vandalismos dos meninos e meninas do MST. O ex-compositor adora o MST e também adora o doutor Rouanet, padrinho dos artistazinhos bem comportados. Dizem que não devemos criminalizar os crimes dos vândalos e bandoleiros sem-terra porque eles são muito progressistas, vírgula. Os dirigentes, ponto e vírgula, são mamíferos mamadores das ONGs chapas-brancas. Os milhares de desvalidos, o tal exército vermelho, são apenas bucha de canhão dos bandoleiros.      

O barba-azul Fernando Lugo exercia o poder no Paraguai em conluio com os demagogos vermelhos e usava a batina de bispo chamado progressista para seguir a tradição de degustar e emprenhar as mulheres para povoar o país devastado desde a guerra com o Brazil, Uruguai e Argentina – tríplice Aliança –  nos anos de 1864 a 1870.Levou um Impichi tipo caldo de cana, em tempo recorde como convém, em 2012, e de lá para cá o novo presidente Federico Franco governa aquela bagaceira.   

Dizei-me, ó cascavéis da esquerda: o regime do energúmeno Hugo Chavez e do ensandecido Maduro na Venezuela era um refrigério de avanços sociais? A inflação na casa dos 200 % ao ano e a recessão de 10 % são conquistas populares? A Argentina seria uma plaza de prosperidade e bem esta social na chamada era “K” da desmiolada Cristina e do aloprado Nestor Kirchner desde 2003? Ao contrário, a era “K” deixou um legado de desemprego, inflação de 35 %, crescimento econômico zero, censura nos meios de comunicação e desajustes sociais.

Não venham as cascavéis vermelhas falar em retrocesso na hora em que o liberal Macri assume o governo na Argentina e trabalha para resgatar o País da degradação econômica, política e social. O Impichi tipo caldo de cana, à moda do Paraguai, seria um santo remédio para sarar as feridas deste Brazil, zil-zil. Adelante!   

* Jornalista

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14/01


2016

A Questão Militar

O povo brasileiro, em sua grande maioria, tende a ficar à margem dos acontecimentos, sempre à espera de Salvador que resolva os seus problemas, solucione pendências e cuide da materialização de seus sonhos. Somente isso explica a insistência de muitos (ainda minoria), na intervenção militar para afastar o interminável número de ladrões que ora comandam o poder central e arruínam instituições e empresas nacionais.

Ao que parece, o grande erro dos militares, que sempre intervieram e sempre estiveram presentes no gerenciamento político-administrativo nacional, foi 1964. Porque os militares poderiam ter intervindo em 64, saneado o que deveria ter sido saneado e devolvido o poder à sociedade civil. Quando perderam o controle em disputas internas e optaram pela permanência que se prolongou, até 1985, incidiram em erros semelhantes aos dos civis afastados e se queimaram.

Por isso que ainda não aconteceu nova intervenção militar, a qual, mais cedo ou mais tarde (muito mais violenta e sangrenta do que a de 1964), virá. A permanência por 21 anos no poder criou figuras corruptas e irrecuperáveis (cujo maior símbolo é Paulo Maluf), alimentou a prática de torturas inomináveis nos porões dos quartéis e resultou até mesmo na utilização de fornos crematórios que deram fim aos corpos de inimigos do regime.

O longo tempo de usufruto militar das delícias do poder civil gerou a maioria das graves questões que se ampliaram no passar dos anos, fabricando mitos que se revelaram os piores monstros! Vejam só: um bandido como Lula da Silva, Lularápio, jamais teria chegado à Presidência da República não tivesse sido alimentado e cevado pelo regime militar. A repulsa ao Poder Militar, em função dos 21 anos de abuso de força, produziu a maioria dos “líderes” que ainda aí se encontram, gente sem qualquer valor.

O Brasil se mostra hoje mergulhado e afundado na lama, com presidentes que colocaram quadrilhas organizadas a saquearem os cofres públicos abertamente, mas os militares estão esperando que a situação chegue a ponto de estrangulamento (e irá chegar), para tomarem alguma medida. Tudo isso por conta do erro cometido em 64.

O Brasil precisa hoje de mudar a sua legislação penal, pois não se tem como admitir que assaltantes dos cofres públicos permaneçam impunes, cumprindo menos de um ano de cadeia depois de arrasarem as finanças nacionais, como no caso de Zé Dirceu, Delúbio Soares, Zé Genoíno e incontáveis outros ladrões que aí permanecem. Tem de mudar também a grade de programação das emissoras de televisão, pois essas emissoras desestimulam o estudo e a leitura, enquanto veiculam programas desmoralizantes.

O trabalho que se tem a fazer neste nosso país é descomunal. E é trabalho cujo resultado somente será presenciado por futuras gerações. Estamos caminhando para período de grande tumulto e violência. O STF se encontra aparelhado, o Judiciário está cheio de “magistrados” corruptos, sem contar os mandatários que hoje assumem os mais variados postos apenas para assaltarem o Tesouro Nacional.

Os militares serão obrigados a intervir porque todo o triste cenário que ora presenciamos irá se agravar a largos passos. Mas será preciso mudar muitas questões acessórias, na formação de uma nação (que nunca foi formada), para que não fiquemos mergulhados em ciclo de repetição eterna sem encontrar saída. A ascensão do PT quebrou a espinha dorsal da chamada esquerda, mas mostrou que a direita não fica nada a dever em termos de ladroagem e descaso.

E nós só conseguimos constatar o nível de desmoralização da maioria dos integrantes dos poderes constituídos, em função da internet que deixa a todos nus sem a menor compaixão. Nunca vivemos momento tão sério e delicado como o atual.


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11/01


2016

Quem manda são os banqueiros. Priu!

RIBEIROLÂNDIA – O Brazil é uma República Federativa dos Banqueiros. Quem manda e desmanda é o sistema financeiro parasitário. Manda mais que a Mulher Onça, que os netinhos da Mulher Onça, mais que o sapo vermelho, que os empreiteiros. E priu! Os banqueiros não têm medo nem da mãe de pantanha.  

A lenda do olho de vidro do banqueiro não é lenda, é real. O olho de vidro do banqueiro tem mais calor humano que o olho de nascença. Os olhos de vidro dos banqueiros estão devorando o Brazil. Li, nesta semana passada, uma série de artigos no Diario de Pernambuco, assinados pelo tipógrafo Alexandre Rands e pelo monge Sebastião Barreto Campelo, sobre ajustes/desajustes fiscais, recessão, PIB, economia e finanças. Alguns dados relevantes, em breve análise:

O Brazil tem uma montanha de R$ 2,7 trilhões de dívida pública. O perfil da montanha é um complicador, por ser de curto prazo. As reservas cambiais somam 370 bilhões de dólares, ótimo. Com a taxa Selic de 14,25 %, o Brazil pagou no ano passado R$ 340 bilhões em juros dessa montanha devedora. Fiquei tremendo de susto ao ler esta cifra, ainda hoje estou tremendo.  

Dedução lógica, simples aritmética: os programas mais importantes do governo brasileiro são dois: o Bolsa Família e o Bolsa Banqueiro. Os dependentes do Bolsa Família (14 milhões de famílias, segundo governo) consomem R$ 27 bilhões, uma ninharia diante dos centos bilhões abocanhados pelos banqueiros.

O tipógrafo Alexandre Rands é o sucessor do saudoso Antonino José no vetusto Diario. O monge Tião é o São Francisco de Assis de Pernambuco. Eles propõem, em síntese, a amortização de parte da nossa dívida pública com a utilização de 100 bilhões de dólares de nossas reservas cambiais.

Por que o governo não adota essa alternativa lógica, factível e racional, sem riscos de crise cambial? Mistérios do além.
A questão é complexa, sem dúvida, mas na verdade faltam patriotismo, competência e ousadia aos nossos governantes. 
O tipógrafo Alexandre Rands é um ufanista, acha que o Brazil tem jeito. Até agora, desde 1500, ainda é um caso de perdição.   
Aprendi um dia na vida que não existem milagres. Milagre é efeito sem causa. Não existem milagres na economia. Também aprendi, alhures, algures, que não se dá cavalo de pau em economia. O Brazil vai continua atolado na recessão este ano.  

A Mulher Onça continua acreditando que fez tudo certo na economia, todas as leis do mundo é que estão erradas e conspiram contra ela, o mundo todo e golpista. Os postes não erram. Os vermelhos são duros na queda, não dão o braço esquerdo a torcer. Olha aí o caso da Venezuela falida! Eles não querem largar os mamilos do poder. Não existe maldição do petróleo, existe maldição da incompetência, no Oriente ou no Ocidente.

O fanatismo ideológico é irracional, alimenta todos os instintos primitivos, como já disse. Duas agências internacionais de avaliação de risco – Standard &Poor’s e Fitch -- tiraram o grau de investimento do Brazil. A agência Moody’s mantem o País no fio da navalha. Não adiante pedir por gentileza para dar boas notas ao filhinho de papai. São dados de realidade. Números são números, já dizia o Conselheiro Acácio.     

Estamos na Bolsa de Valores de Nova York, a popular Nyse – New York Stock and Exchange. Ações da Petrobras são oferecidas a preços de laranja na beira da estrada, quem vai querer?! Dois dolarizinhos! Aproveitem a liquidação! Os chamados fundos institucionais não compram, os grandes investidores não compram. As ações estão bichadas e tem caboclos mamadores no pé. Noutros tempos as ações Petr3 e Petr4 já foram vendidas há mais de 12, 15 dólares. Por que os investidores institucionais não compram as ações Petr? Porque não confiam no Brazil, não confiam na Petrobras. O imponderável está no ar. Bye-bye Brazil! As avaliações negativas sobre o cenário econômico travam os investimentos nacionais e internacionais e agravam a recessão.

* Jornalista

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