ArcoVerde

05/11


2018

Mourão: Hoje é o dia seguinte

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os clarins anunciam: hoje é o Dia Seguinte. Haverá um choque de realidade, um freio de arrumação. Guenta o rojão, mundiça vermelha!

Vice-presidente eleito, comandante militar nas selvas e no asfalto, o general Hamilton Mourão revela sua visão geopolítica sobre a guerra do narcotráfico e a guerra cibernética, os 16 mil quilômetros de fronteiras com nove vizinhos sul-americanos e aparelhamento ideológico do Estado brasileiro na era do mar vermelho.

O sonho de consumo do general é que o Brazil seja uma potência emergente abaixo da Linha do Equador. Ouvi uma palestra do general Hamilton Mourão promovida pelo BTG Pontual, mediada pelo jornalista Augusto Nunes, e entendi de bom proveito comenta-la. O cara é ninja. 

Muitos demônios habitam as nossas fronteiras. Os demônios das drogas e dos contrabandos exportam as guerras do narcotráfico, do crime avulso e organizado.  

Nosso infelicitado País é o segundo maior consumidor de cocaína do mundo e o primeiro no cachimbo do crack. O general Mourão afirma que não por acaso no governo socialista de Evo Morales a produção de folhas de coca foi multiplicada por quatro, não apenas para serem mascadas inocentemente pelos camponeses nas altitudes.

Haveria a possibilidade de a seita vermelha transformar o Brazil numa Venezuela? Necas. Ex-adido militar na Venezuela, o general Mourão relata que o ditador Hugo Chavez começou a implantar seu projeto comunista a partir de uma doutrina elaborada pelo sociólogo peronista Norberto Cerosole, baseada no tripé “Caudilho, Exército e povo”. O povo foi anestesiado pelas  “misiones sociales” de distribuição de migalhas dos petrodólares e as Forças Armadas foram cooptadas nas glândulas mamárias da PDVSA.

As Forças Armadas no Brazil sempre estiveram blindadas contra a doutrinação comunista. O caudilho auriverde era o guru da seita vermelha e seus sequazes.

Em comentário independente da palestra do general Mourão, lembro que o Foro de São Paulo, criado pelos finados Fidel Castro e Lula em 1990 depois da implosão da União Soviética e da queda do Muro de Berlim, preconizava a implantação da União das Repúblicas Socialistas da América Latina – URSAL. Os ursos e as ursas comunistas não brincam em serviço, nem mortos.

As contas públicas estão com a corda no pescoço. Se até 2022 não houver um exigir sanativo ... Aba, pai misericordioso, afasta de nós brasileiros este cálice!

De minha parte direi: a indicação do juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça deve ser motivo de honra para qualquer governo, por seus elevados predicados morais, cívicos e intelectuais. Vai comandar as tropas no combate à corrupção e ao crime organizado. Mas, convém não esperar milagres, porque neste Brazil a corrupção vem de raízes seculares e está impregnada até o miolo das tripas gaiteiras.


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Asfaltos

21/12


2015

Profecias nas nuvens

Adalbertovsky, Marquês da Ribeirolândia  

RIBEIROLÂNDIA – Eu sou um profeta, modéstia à parte. Aprendi com o bem-aventurado Nelson Rodrigues que só os profetas enxergam o óbvio. É fácil ser profeta numa terra de sapos daltônicos que só enxergam os raios vermelhos do prisma. A vida é um caleidoscópio.  

Minhas profecias estão escritas nas nuvens do planeta Word, e uma delas foi proclamada nos pergaminhos deste magnífico blog de Magno Martins Fonseca intitulada “Estocar ventos: Prêmio IgNobel”, quando a Mulher Onça lançou a ideia aloprada de estocar ventanias: Alô-som! Alô som! “Os astros revelam: amanhã ou depois de amanhã, questão de dias, ao final de uma batalha inglória contra os sapos ultra-vermelhos e sem conseguir bancar o ajuste fiscal, o ministro Levy vai inventar uma desculpa e pedir demissão. Haverá mais instabilidade e mais incerteza na economia”.  

Somos todos Nostradamus na terra do cordão encarnado. São as profecias da bagaceira nacional. O guia genial dos povos barbudos e dos sapos barbados deveria ser escalado pela Mulher Onça para convencer os investidores nacionais e internacionais Standard and Poor’s, Fitch e Moody’s de que a economia do Brazil navega num céu azul de oxigênio. Pois não dizem que as lábias dos lábios do cara são capazes até de mover as pirâmides do Egito e as pirâmides de São José do Egito?! Ao menos as milionárias Odes a Brecht moveram montanhas de denários na Venezuela, em Cuba e na África.

Haverá uma batalha árdua para reverter estes cenários plantados em uma década de demagogia e destrambelhos na economia.  
Eles repetem o mantra: não haverá golpe. Simples. Haverá recessão e desemprego. Eu repito o mantra nacional: eles quebraram o Brazil e não tem Super Bond que dê jeito. Não tem James Bond que dê jeito. Não tem Mandrake que dê jeito.
São os números que dizem: recessão de 3,5 % do PIB, déficit orçamentário-2015 de mais de 50 a 70 bilhões, dívida pública recordista na casa dos 2,7 trilhões de reais. Os números lacrimejam. 

O bem-aventurado Drummond dizia que “lutar com palavras é a luta mais vã. Entanto lutamos mal rompe a manhã”. Eu diria à moda do amado mestre: lutar com os números é a luta mais vã. Entanto lutamos desde o café da manhã. A luta ainda mais vã é contra a irracionalidade das toupeiras vermelhas. Esta é uma nova espécie da flora política. Produz as urticárias vermelhas.  

Os registros são de que seis países rebaixados – Colômbia, Uruguai, Romênia, Eslováquia, Letônia e Coreia do Sul – demoraram em média seis anos para recuperar o grau de investimento. Conflagrada em meio à guerra com os terroristas das farc,  a Colômbia demorou 12 anos. A Coreia do Sul deu a volta por cima em apenas um ano. (Os terroristas das farc são chamados de “guerrilheiros” pelos vermelhos do Brazil).

Os investidores e as agências internacionais não se comovem com lábias nem com malandragens. Sangrando na recessão, o Brazil ainda nem começou o ajuste fiscal. Se haverá ou não o Impichi da Mulher Onça, este é mais um fator de instabilidade.
Sob o signo da má governança os vermelhos jogaram o Brazil na contramão da história e na contramão de si mesmo. O País vinha de uma década de estabilidade monetária e pedalou no rumo da bagaceira. Se depender da mulher que mais entende de energia no mundo e conseguiu quebrar o setor elétrico, continua a piorar.

O Brazil não é a Colômbia nem a Venezuela, mas o ambiente político está carbonizado. A radicalização tem cheiro de enxofre.
Engano imaginar que o governo acabou. Continua movido pela força da inércia. Eles dizem que se as urnas estão lacradas tudo é permitido. Os carrapatos danificam o coração do nosso Brazil. E o poder causa mais vertigens que as alturas do Everest.  

* Jornalista

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14/12


2015

A Mulher Onça causa sofrência

Adalbertovsky, Marquês da Ribeirolândia

RIBEIROLÂNDIA – O movimento está parado. A presidente não preside e a coalizão não coaliza. Joelma e Ximbinha pedalaram na moita e a banda Califom sofreu Impichi. (Já avisei com minhas viseiras que não falo Impeachment porque não sei escrever esta palavra em inglês). Pablo, o cantor da Sofrência, entrou em recesso.

E a nossa sofrência continua nas unhas da Mulher Onça, assim falou o cientista político The Gaulle aos seus discípulos.   

O que será do Brazil sem os gemidos e os suspiros de Ximbinha e Joelma? Se Joelma fosse presidenta da República ou ministra das Minas e Energia ou presidenta do Conselho de Administração da Petrobras, autorizaria Ximbinha a comprar a sucata da refinaria da Pasadena por 500, 800 ou 1 bilhão de denários?

Se o Brazil sobreviveu ao choque anafilático entre Joelma e Ximbinha, também está preparado para uma vida melhor depois do Impichi da Mulher Onça. Pior é criar ilusão e ficar na sofrência.

Com toda a sapiência e aquela banha que Zeus lhe deu, o ex-ministro Delfim, neto da ditabranda, conta que a recessão de 3,5 % este ano, mais 3% ou 4 % em 2016, outro tanto em 2017, let it be, deixa rolar, isto vai sair na diurese, vamos sonhar com as eleições de 2018, se o Brazil sobreviver. Então, os comissários vermelhos vão convocar todos os caboclos mamadores para pedalar nas urnas e se eternizar no poder. Recessão e pedaladas nas banhas dos outros é refresco.

Delfim é muito sábio, mas esqueceu que três anos não são três dias e nesse tempo a turma do cordão encarnado poderá arruinar ainda mais o Brazil. Ele que é rotulado de direita também esqueceu de lembrar o legado nefasto da esquerda radical na América Latina e no Brazil, na falta de ética e na incompetência. Noutros tempos se dizia que Delfim só pensava em números, números.

Dizei-me, ó filósofo Tiririca! Pior do que está não fica. Errado. É sempre possível piorar um pouquinho. Ou piorar um muitinho. 
 
E os avanços e as conquistas na dinastia vermelha? As lendas do pastoreio dizem que mais de 30 milhões de viventes, antes pobres de Jó, foram incorporados à nova classe média. Significa uma renda de 600 a 900 denários. Com essa fortuna, o felizardo das classes emergentes pode comprar um quilômetro de sonhos da padaria. Acredite, se quiser. Prefiro acreditar na maravilhosa lenda “Negrinho do Pastoreio” escrita pelo magistral Câmara Cascudo.

As lendas de Cascudão eu leio com emoção. As lendas dos sapos barbados eu leio na galhofa.  

Razões jurídicas existem contra e a favor do Impichi e contra ou a favor de quaisquer demandas de Direito. O jurista Helio Bicudo diz sim. Outros bicudos que não se beijam podem dizer não.

Juridicismos à parte, este governo é um trem descarrilado de ladeira abaixo, sem lenço e sem documento. A casa caiu, a fonte secou. La Maison est tombée, segundo o filósofo da Jaqueira, Dom Carleone.  O jarro quebrou, não tem Super Bond que dê jeito, não tem James Bond que dê jeito.

O governo só existe agora para os caboclos mamadores e as lagartixas. É impossível dar cavalo de pau na economia e o desgoverno da Mulher Onça é impotente para restabelecer a confiança dos investidores nacionais e internacionais.

Somente um governo de coalização nacional, mediante a renúncia ou Impichi, pode evitar o naufrágio do Titanic ou o Brazil continuará à deriva.

Rei dos mares, Neptuno nos proteja! E as urnas nos protejam das brotoejas vermelhas!    

* Jornalista

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07/12


2015

A Mulher Onça dança ou não dança?

RIBEIROLÂNDIA – A Mulher Onça dança ou não dança? Eu perguntei aos astros e às estrelas. Todíssimas vozes me responderam: quem sempre dança é o Brazil. Dança na recessão. Dança na corrupção. Dança na inflação. Dança no desemprego. Dança na malandragem. O Brazil é um dançarino, assim falou o cientista The Gaulle aos seus discípulos. O Brazil é um dançarino muito sério, segundo The Gaulle. 

E o big Cunha? Será degolado? A turma do cordão encarnado e da caterva vermelha irá capá-lo? O big Cunha é um capadócio. O capadócio big Cunha já escapou várias vezes de ser capado em sua trajetória artística no Partido da Malandragem Do Brazil. E por que os sapos vermelhos agora querem arrancar os seus bagos? Porque ele ousou questionar os dotes virginais da Mulher Onça. Antes vivia feliz e sossegado nas gafieiras da vida. 

Os habitantes da Capadócia vivem sempre na linha do tiro. E além do mais, ele é carioca, dançarino de gafieira, dançarino da malandragem do PMDB – Partido da Malandragem Do Brazil. 

Impichi é golpe? A Constituição é golpista? O sapo barbado que entrou com as quatro patas na campanha pelo Impichi de Collor era um golpista? Se é golpe, não deveriam se preocupar, deveriam deixar rolar e recorrer ao Supremo para declarar ser inconstitucional. Mas, claro que não. Estão apenas blefando, estão sofismando.    

A mulher que mais entende de energia no Brazil faliu o setor elétrico nacional ... Eu não entendo tanta inteligência ou tanta intelijumência, ou tanta exclamação, reticências, etc. et coetera ...!   

Cometer uma fraude bilionária nas contas públicas não é golpe. Arrombar os cofres do BNDES não é golpe. Convocar o exército vermelho de StalinStedile para invadir as ruas, as estradas, fazer vandalismos e ameaçar opositores, isto não é golpe?
 
As ações da Petra tiveram um refrigério em Wall Street, a Rua do Muro em New York ao ser anunciada a tramitação do Impichi. Comprar/vender ações da Petra é golpismo? Os investidores imperialistas em ações são golpistas? Depende da cotação.  

E se os amigos da Mulher Onça salvarem o pescoço dela? Aí, paciência, ela continuará tocando o barco com toda a incompetência que Zeus lhe deu, feito o pianista do Titanic, até consumar o naufrágio nas águas do mar vermelho da recessão, da inflação e do desemprego.    

A incompetência do populismo de esquerda está levando a  Venezuela à degradação econômica e social. Dirão que o Brazil não é a Venezuela. Mas, está provada a teoria de que é sempre possível piorar um pouquinho. Ou piorar muitíssimo. Na Venezuela ainda agora os descerebrados ideológicos insistem na manutenção de um modelo econômico fracassado. 

A irracionalidade das esquerdas fanatizadas faz parte da cota de insanidade da humanidade. 

Um parêntese: é uma profanação chamar de “Bolivarismo” a farsa conduzida pelos fantoches políticos Hugo Chavez e Maduro na Venezuela. O general Simon Bolívar foi um revolucionário, patriota, nacionalista, num momento histórico, no século 19, de libertação do seu país e da América Latina do domínio espanhol. 

Chavez e Maduro são protagonistas da tragédia econômica e social da Venezuela e profanadores da memória de Bolívar. A bandeira de guerra contra o “imperialismo” compõe a farsa do fanatismo. Os vermelhos do Brazil comungam dessa histeria demagógica. 

Os bichos da esquerda ortodoxa, dissimulados ou não, são inimigos da democracia, inimigos da prosperidade econômica, inimigos da civilização ocidental de cujos bens são usuários e beneficiários. 

A mulher onça nao é dona do Brazil. Os vermelhos não são  donos do Brazil. O Brazil não pode continuar refém da incompetência e das incertezas. A economia não pode continuar naufragando e sem perspectivas de recuperação. Mudança de gabinete é remédio constitucional no parlamentarismo. Impichi é remédio legal no presidencialismo. A ânsia de poder gera todos os instintos primitivos e não tem limites. Ou ata ou desata. Melhor desatar. Adelante!

* Jornalista

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Comentários

lino perrelli

...só se não quiser, pois, a orquestra começou a tocar e a melodia já está nos ouvidos de todos.



30/11


2015

Ladrões de sonhos

Adalbertovsky, Marquês da Ribeirolândia  

RIBEIROLÂNDIA – Vocês vermelhos, infravermelhos e ultravermelhos, eu vos direi: nossos ídolos não são os mesmos. Eu não beijo as barbas do sapo vermelho. Eu não beijo a face, eu não beijo o Facebook da Mulher Onça. O patrimônio ético do cordão encarnado virou patrimônio diurético, saiu na urina. Os ídolos do cordão encarnado roubaram os sonhos e os suspiros das nossas padarias. Ladrões de sonhos não merecem perdão.

Ah que saudades dos sonhos e suspiros de antigamente! Hoje eu vivo privado de sonhos e suspiros. Acabou-se o que era doce. 
Existem os ladrões de galinheiro, ladrões de bancos, ladrões de celulares, ladrões de automóveis, ladrões de cavalo – todos eles são inofensivos diante dos malfazejos ladrões de sonhos.

Eu odeio ladrões de sonhos, assim como aquela sociologazinha de meia tigela, uma tal de Chui, disse que odeia a classe média e passa a mão na cabeça dos ladrões de sonhos. Vem daí o discurso do ódio, é lá e lô, feito no dominó. Entonces, dizei-me: quem nasceu primeiro, a galinha ou o testículo? O ladrão de sonhos ou o discurso do ódio?

Quem roubou nossos sonhos e nossos suspiros? Foram os sanguessugas, os vampiros, os caboclos mamadores.
Ora, direis, existem vampiros no Brazil? E eu vos direi: existem mais vampiros neste reino de Pedrálvares do que em Dusseldorf, a terra de Frankenstein. Eles se alimentam do sangue, suor e lágrimas do povo brasileiro, segundo o cientista político The Gaulle, meu consultor para assuntos de glóbulos brancos e glóbulos do cordão encarnado.    

O Brazil sangra nas mãos dos vampiros do cordão encarnado. Depois de roubar os nossos sonhos, eles arruinaram a economia do País, arrombaram as contas públicas, quase faliram a Petrobras e o setor elétrico e estão ressuscitando a inflação.  
Se as urnas estão lacradas tudo é permitido?

As políticas econômicas das esquerdas fracassaram em todas as latitudes do planeta, inclusive nas altitudes do planeta Brazil, das planícies ao Planalto. Mas, não dá para debater racionalmente com fanáticos ideológicos ou adeptos de seitas partidárias. Os ladrões de sonhos conhecem a realidade, mas tiram onda de inocentes online.

Desde o pós-guerra em meados da década de 1940 até 1994, no lançamento do Plano Real, o Brazil conviveu com inflação na casa das dezenas, centenas ou até do milheiro, quando houve a explosão dos marimbondos de fogo de Ribamar Sarney. Com o Plano Real, graças a Zeus, reinou a estabilidade monetária.

Agora a inflação de dois dígitos, dos bichos das dezenas, volta a bater à porta dos brasileiros. Aliás, não bate à porta, invade todas as casas sem pedir licença e sem cerimônia. Inflação é bicho medonho. Inflação mais recessão é mais que assombração. Rouba salários e renda dos brasileiros.  

A trajetória deste governo do cordão encarnado no Brazil é uma virada de trem. O trem virou, o trem descarrilou. Só existe um caminho para resolver essa virada de trem: credibilidade. Nessa matéria o governo é pobrezinho. Você compraria um carro usado da Mulher Onça no feirão da Rua José Osório? Câmbio, motor, caixa de marcha, bateria ...

Este governo já começou com defeito de fábrica, defeito de urna. O motor pifou quando as urnas foram lacradas. Precisa de um “recall” completo. Impeachment não é palavrão. Tá na Constituição. Põe as cartas na Mesa Diretora do Congresso Nacional. Ou dá ou desce. Navegamos na rota do imponderável. 

* Jornalista

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23/11


2015

1, 2, 3, 4, 5, Ô Nêumanne ...

Adalbertovsky, Marquês da Ribeirolândia  
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RIBEIROLÂNDIA – 1, 2, 3, 4, 5 – Ó Nêumanne José Nêumanne Pinto, o que você achou da delação, aliás, da declaração daquele ministrozinho de meia tigela, de que o partido do cordão encarnado reproduziu os mesmos erros que a sociedade comete, ao praticar patifarias na Petrobrás.  O nome do ministrozinho eu não lembro, se não me engano é da aristocrática família Silva, cujo patrono barbado cultiva a honrosa tradição de ser analfa desde o berço até as cinzas.   

O grande Nêumanne ficou irado, fulo da vida, e assim falou aos seus discípulos do programa Direto ao Assunto, na Rádio Jovem Cap de São Paulo: disse que o ministrozinho chamou milhões de brasileiros de meliantes, como se todos fossem assaltantes dos trens pagadores da Petrobrás. O ministro porta-berro, segundo ele, ou porta-rugido, deveria ser demitido pela Mulher Onça e ainda levar uns bolos de palmatória, nos conforme da boa educação da infância de antigamente. Bateu nos peitos e protestou: “Não sou ladrão, nunca roubei ninguém, não aceitou ele dizer que o corão encarnado reproduz um erro meu”.
Alô-som! O testemunho de Nêumanne é verdade e dou fé.

Eu e Nêumanne a gente somos amigos desde os tempos da adolescência na Serra da Borborema. Quando a gente se conhecemos ele tinha vindo dos sertões do Rio do Peixe, terra de Erundina, a mulher que veio com a chuva, segundo um livro que ele escreveu. (Paulo Francis a chamava de “aquela senhora parruda”).  Naqueles idos Nêumanne já brilhava em nossa geração, nas letras, na poesia, na literatura.
O bicho tirava onda de intelectual, participava do cineclube Glauber Rocha, vez por outra publicava artigos sobre cinema no Diario da Borborema e mantinha correspondência com intelectuais do Rio e São Paulo, feito gente grande. Escreveu até uma peça chamada Pindorama, Idolatrina, salve, salve! No embalo da rebeldia dos anos 1970, quase foi preso como subversivo. A nossa geração amava os Beatles e, more ou less, os Rolling Stones.   
Nêumanne vivia de mesada do pai, Seu Anchieta, e da mãe dona Mundika, para tomar sorvete, comprar livros na Livraria Pedrosa – “Faça do livro o seu melhor amigo”, e sonhos na padaria – “Neste momento está saindo mais uma fornada na Padaria das Neves”, anunciava a Rádio Borborema.

Tenho certeza que Nêumanne nunca roubou ninguém. O papaizinho aqui também nunca roubou ninguém. Aliás, minto, confesso meus pecados. Quando era menino eu roubava mangas nos quintas da Serra da Serra da Borborema. Nesse capítulo não boto a mão no fogo por ninguém. Não sei da vida pregressa de Nêumanne lá nos quintais de Uiraúna, se roubava goiaba e manga rosa. Soube que ele também estudou em seminário de padres nos tempos de ginásio. Mas, nunca roubou hóstia consagrada, feito aquele ex-ministro que seguiu carreira na delinquência até ser condenado no Mensalão.     

Com 17 ou 18 anos Nêumanne casou com a médica Regina, amiga nossa, pegou um Ita e foi morar no Rio de Janeiro e depois em São Paulo, trabalhar na Editora Bruguera e depois no jornal Folha de S. Paulo, ainda novinho em folha, para ganhar o pão francês de cada dia com o suor dos seus neurônios. Sei que não enricou, mas ficou muito famoso, sem nunca ter cometido roubos nem furtos.    
Atualmente Nêumanne se rendeu à regente Isabel e está levando a vida que pediu a Zeus lá em São Paulo. 

Aqui pra nós, grande Nêumanne, tu não sôis corrupto, a gente não somos corruptos, nossos ídolos não são corruptos, mas o vírus da corrupção, vindo de outras eras e vitaminado nos tempos presentes, alastrou-se feito ferida brava nos quintais e jardins de nossa sociedade.   

Hoje o filho de Dona Mundika e Seu Anchieta é um cara famoso, brilha como o comendador da Pauliceia, da Serra da Borborema et Orbi. É editorialista do jornal O Estado de S. Paulo, comentarista da TV Gazeta e da Radio Jovem Pan e colaborador deste magnifico blog de Magno Martins. Com uma dezena de livros publicados, de poesia, romance e de reportagens, foi eleito imortal da Academia Paraibana de Letras. Ocupa o sofá número 1, cujo patrono é o bem-aventurado poeta Augusto dos Anjos e dos pecadores.

E eu sou apenas humilde Marquês da Ribeirolândia, seu criado. Pindorama, idolatrina, salve, salve!

* Jornalista 

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16/11


2015

A travessia do mar vermelho

Adalbertovsky, Marquês da Ribeyrolândia  

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RIBEIROLÂNDIA – O guia genial dos povos barbudos e dos sapos barbados está se perdendo. Se a Mulher Onça tivesse um estalo genial o Messias do cordão encarnado seria nomeado ministro plenipotenciário da Fazenda e da Esplanada dos Ministério para atravessar o mar vermelho da recessão e levar o Brazil à terra prometida de rios de leite e montanhas de cuscuz. 

Vocês estão esperando o que para nomeá-lo aiatolá do Brazil? Se  já deu lições de governança a Obama e Angela Merkel! Se já tentou ensinar ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, como governar o mundo! Se já disse que teria descoberto o Brazil antes de Pedrálvares se tivesse nascido na era dos descobrimentos! Se já descobriu que a crise é apenas invenção da mídia golpista! Se já ensinou o caminho da China a Napoleão Bonaparte mesmo sem o homem do cavalo branco nunca ter visitado “o império de todos sob o céu”!

E por falar no Império continental, a gente sabemos que o português é o idioma mais difícil do mundo, pois 1,5 bilhão de chineses e japoneses conseguem decifrar e falar aqueles ideogramas complicados e não sabem falar a nossa língua. Mesmo sendo analfabeto de nascença o guia genial aprendeu a falar fluentemente o idioma verde-amarelo, apesar de soletrar certas palavras com algum pobrema e ser portador de alguns cacoetes com aquela voz cavernosa, ou seja, sabe!

Aliás, chineses e japoneses são analfabetos moribundos e de nascença, pois nunca aprenderam nosso alfabeto de 26 letrinhas e só entendem ideogramas primitivos. Ele que magnetiza multidões com sua voz maviosa ao revelar os caminhos da salvação da humanidade! Ele que prometeu levar os brasileiros ao paraíso terrestre (ou ao menos os brasileiros de sua patota)!   
Se já decantou maravilhosas Odes a Brecht  para ensinar os ditadores africanos a erradicar a fome no continente, mesmo que seja com o dinheiro generoso do BNDES!       

Assim falou o sapo vermelho aos seus discípulos: Meireles, tu és Moisés e sobre te edificarei a nova seita para atravessar o mar vermelho da recessão e da bagaceira na economia. Mas, o liberal Meireles é apenas um Levy sob o manto protetor do sapo barbado. O sonho de consumo do bicho é transformar Meireles num novo poste comas luminárias do cordão encarnado para perpetuar a seita no poder. Faltou combinar com os russos e com os brasileiros.

Combinou apenas com os lunáticos e com os caboclos mamadores. Ó mar vermelho da recessão, quanto de tuas águas são lágrimas e suor do povo brasileiro! digo eu à moda da cantiga do poeta Fernando Pessoa. E mais, do povo brasileiro ludibriado, explorado e espoliado pela camarilha vermelha. E mesmo assim os que levaram o Brazil à falência têm seus defensores. Faz parte da taxa de insanidade da humanidade.

Não existe milagre em economia. Nem Levy, nem Meireles, nem Moisés, nem os santos evangelistas conseguirão fazer a travessia do mar vermelho se não houver um choque de credibilidade para reativar os dínamos do mercado e restaurar a confiança do Brazil em si mesmo.

O povo, quem é o povo?! Foi para casa assistir novelas. Quem é mais importante para o Brazil, Sua Excelência Dunga ou o Doutor Levy? Quem sobe-desce na cotação de mercado da série A, B, C do futebol e sei lá o que?! O novo craque contratado promete uma revolução nos gramados e emociona as multidões.

Os brasileiros amam os gramados, amam as novelas, amam a gandaia. Ziriguidum! Os caboclos mamadores amam as tetas da Casa de Misericórdia da Moeda. São os amores de perdição. Esbagaçaram o nosso Brazil e não vai ser fácil recuperar a economia. Estão roendo o osso e querem sugar o tutano. A ânsia pelo poder alimenta todos os instintos primitivos. Assim navegamos no reino do imponderável.

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09/11


2015

Mamai-vos uns aos outros!

* Adalbertovsky, Marquês da Ribeirolândia  
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RIBEIROLÂNDIA – O papaizão Manoel disse para a filhota Manoela: você pode casar, ou transar, ou se amigar, ou namorar, ou xumbregar, ou ficar, ou pegar, ou se enroscar com quem quiser, desde que seja com Joaquim. Por que, papaizinho? perguntou a donzela com suas bochechas vermelhas. Porque nossos amores são muito seletivos, respondeu o bigode com sotaque vermelho. 
A menina dançava no cordão encarnado e era muito prendada. Ok, papaizinho! Entonces, ela foi curtir seus xumbregações nas moitas. São as moitas das xumbregações e dos amores de perdição.

Ser seletivo é o imperativo da moda. Um ex-ministro da Fazenda estava sendo cogitado para depor na CPI do BNDES pelo simples fatos de ter movimentado em suas contas a bagatela de 216 milhões de denários oriundos de consultorias investigadas pelo COAF – Conselho de Controle de Atividades Financeiras, do Ministério da Fazenda. Ah, não pode, disseram os vermelhos. O ex-ministro não é um Zé Mané e dizer e o simples fato de ficar milionário da noite para o dia é uma suspeição seletiva.  

Nunca jamais se viu um consultor tão genial quanto o ex-ministro, quem em poucos anos movimenta 216 milhões de denários ao produzir sabedorias feito o Oráculo de Delfos dos tempos modernos. Mais genial é o Oráculo dos Oráculos que fazia odes a Brecht e faturou 20, 30, 40 milhões de denários em palestras. Os filhotes ficaram milionários com o salário do Bolsa Família.   

Olhai os lírios, olhai as moitas dos amores de perdição nos jardins suspensos das babilônias do BNDES. Os caboclos mamadores amam e mamam nas moitas das estatais, dos fundos de previdência, dos bancos oficiais.“Mamai-vos uns aos outros”, esta é a lei na moita dos amores de perdição. Mamar é um momento maravilhoso na consciência dos mamíferos. Nós todos somos mamíferos. Eu quero mamar.O sapo degustava a namorada Rose no Vale do Anhangabaú da felicidade em São Paulo. Que mulher saborosa! Aquela era uma mulher tipo tapioca com queijo ricota com café espumone.  

 No BNDES jorravam mais de 400 bilhões de denários somente para os amigos das glândulas mamárias, os fribois, Oi, as ditaduras comunistas de Cuba e republiquetas da África. E assim eram recitadas as Odes bilionárias a Brechet. E também assim havia inspiração para fazer palestras de dezenas de milhões de denários em retribuição às Odes e Ordens de Brechet.

Bertolt Brecht foi um dramaturgo alemão que revolucionou o teatro ao escrever peças de conteúdo revolucionário e marxista. Duas belas frases de Brecht dizem o seguinte, como proclamações revolucionárias: “O vosso tanque, general, é um carro forte”. E mais: “Primeiro o meu estômago, depois a vossa moral”. A caterva vermelha adora essas frases, mas certamente hoje adora muito mais o tilintar das moedas da Odebrecht.

Mais revolucionário e mais seletivos que o teatrólogo Brecht é um agropecuarista mato-grossense, amigo da turma do cordão encarnado e principalmente amigo das tetas do BNDES, ele que nunca assistiu uma peça nem de teatro de mamulengo,  mas conseguiu alguns bilhõezinhos em empréstimos nos  bancos oficiais. Aliás, empréstimo é apelido, na base dos juros subsidiados e para pagar no dia de são nunca.

Mas o agropecuarista é um cara generoso, cedeu uns apartamentozinhos e umas propriedadezinhas para uns amigos das tetas vermelhas morarem de graça. E não hora certa comparece com umas doaçoezinhas generosas, apenas por espírito filantrópico.
Uns invejosos seletivos propuseram a convocação do generoso empresário para prestar depoimentos na CPI do BNDES pelo simples fato de o banco ter burlado umas normazinhas para fazer um emprestimozinho de 102 milhõezinhos à empresa do amigo das tetas. Negativo.

Assim caminha a humanidade do cordão encarnado e seus discípulos.    

* Jornalista

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Comentários

josé arnaldo amaral

....FORA FORO DE SÃO PAULO !!!....

josé arnaldo amaral

AVANTE, CMTE. ADALBERTOVSKY !!! PONHA AS TROPAS REBEYROLANDESAS NAS RUAS. QUE NÓIS DÁ COBERTURA. FORA DE SÃO PAULO ! FORA PT ! FORA LULA ! FORA DILMA ! FORA CATERVA COMUNOLARÁPIA ! OU INSURREIÇÃO CIVIL PACÍFICA, JÁ ! OLAVO DE CARVALHO TEM RAZÃO !!!


bm4 Marketing 3

02/11


2015

Voltar? Mas, com que roupa?

Adalbertovsky, Marquês da Ribeyrolândia  

RIBEYROLÂNDIA – O sapo barbado está nu com as mãos para o alto. Mas, ele ainda promete, ou ameaça: “Eu sobreviverei, eu voltarei!” Mas, com que roupa? Com que garganta? Com que Ode a Brecht? Com que lábias? As lábias dos lábios do sapo estão descompensadas, desbotadas, desfiguradas.
Com quem roupa, Noel Rosa?
“Agora estou pulando feito um sapo/ pra ver se escapo/ dessa praga de urubu/ o meu paletó já virou estopa/ eu vou acabar ficando nu/ pois esta vida não está sopa/ e eu não sei mais com que roupa/ eu vou pro samba que você me convidou”.
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Repito meu mantra patriótico: meu Brazil é com Z porque eu sou um inconfidente revolucionário, nasci no reinado de Dom Pedro 1º ou Dom Pedro 2º. se não me falha a retentiva 
Não vai voltar coisa nenhuma. Tá só tirando onda para entreter a plateia. Se voltasse estaria esmolambado e esfarrapado. Seria uma sobrevivência de Pirro, semelhante a uma vitória de Pirro. O circo dele está pegando fogo e o show já terminou.
Faz lembrar a lendária “vitória de Pirro” na Antiga Roma dos bravos guerreiros. Os soldados do Rei Pirro foram para as Batalhas de Heracléa e de Ásculo. Eram tipo as batalhas do Mensalão e do Petrolão na Roma Antiga. Os guerreiros de Pirro eram muito valentes, preparados para as lutas mais inglórias, assim feito os discípulos do cordão encarnado defensores até da incompetência comprovada dos sapos vermelhos que levaram o Brazil à recessão e ao descrédito internacional.   
O general Pirro adorava a Internet e soltou uns pixulecos para a mundiça meter os peitos nas redes sociais, no Facebook, nos blogs, na blogosfera em geral. Aliás, nem todos receberam pixulecos. Alguns sapos vermelhos do general Pirro participavam das batalhas inglórias apenas por amor febril, ou por serem meios desmiolados, inocentes, massa de manobra.
Naquele dia o general Pirro recebeu um torpedo via zap-zap de que seus exércitos haviam vencido as duas batalhas. Mas, depois da guerra os soldados estavam mutilados, arrebentados, estraçalhados, feridos, esfarrapados, estropiados. 
O general Pirro ficou irado, subiu nos cascos e proclamou: “Mais uma vitória desta e estaremos fido didos e mal pagos!”
Vitória de Pirro virou sinônimo de derrota.
O partido do cordão encarnado está na lona. Se ressuscitar será um milagre. A economia não dá sinais de refrigério.
A Mulher Onça nasceu de uma costela do Sapo Sapíens, mas em casa onde não tem pão reina a confusão. A ressurreição política do cordão encarnado, do Sapo Sapiens e da Mulher Onça depende da ressurreição da economia. Depois do finado Lázaro, está difícil mais uma ressurreição na história da humanidade.
Não haverá mais Ode a Brecht nos pagodes do sapo barbado. As torneiras do BNDES jorravam rios de leite e debaixo dos tapetes havia montanhas de cuscuz. Mas, la Maison est tombée, a casa caiu.
A padaria fechou. E o sonho acabou.   

* Jornalista

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26/10


2015

A revolução dos bichos vermelhos

    Adalbertovksky, Marquês da Ribeyrolândia  

RIBEYROLÂNDIA – A revolução dos bichos aconteceu na Granja Solar, de propriedade de um capitalista desumano, demasiadamente desumano, chamado Jones, onde trabalhavam os sapos vermelhos, as onças, bicho-grilos, vacas, porcos, cobras criadas, cavalgaduras, jumentos, intrelijumentos, elefantes, mariposas, piolhos, gorilas, tubarões, galinhas de cabidela, todos os animais do reino de Zeus.

O fazendeiro Jones explorava os bichinhos a mando do escritor inglês George Orwell, autor do livro “A revolução dos bichos”.
Eu e George Orwell a gente somos amigos desde os meus tempos e adolescência na Serra da Borborema, quando ele me apresentou o livro “A revolução dos bichos”. Eu disse pra ele: George, tu sôis soda! Ele disse: Que nada, bicho, eu sou apenas um escritor animalesco. Ainda hoje somos amigos. Vez por outra George visita minha choupana para falarmos de revoluções, bichos, as nossas musas e namoradas. George é um amigo rochedo.    

O autoritário Jones não tinha nenhum diálogo com a macacada, nem com o sindicato dos sapos, nem com a categoria dos porcos, muito menos com os papagaios de pirata. Um belo dia, que por sinal não era tão belo, os morcegos da CUT decretaram uma greve em favor dos caboclos mamadores da Petrobras. Sabe o que aconteceu? O reacionário Jones mandou dar uma camada de pau nos grevistas. Os bichos ficaram muito irados e convocaram uma assembleia geral da categoria de todos os mamíferos. Entonces, resolveram fazer uma revolução.

“A gente somos revolucionários”, disseram os roedores, os mamíferos, os carcarás e as cobras criadas.
E as raposas? perguntei ao Doutor Alvacir Fox. As raposas ficaram tomando conta dos galináceos, respondeu. Subitamente, não mais que subitamente, triunfou a revolução do Animalismo. Dois sapos parrudos, aliás, dois porcos parrudos, os barrões, Bola de Neve e Napoleão, eram os líderes revolucionários.

Foi decretado o 1º Mandamento da revolução: “Todos os animais são iguais”. O nome da Granja Solar foi mudado para “Granja dos Bichos”, ou “Granja do Cordão Encarnado”, segundo eu. Surgiu a primeira questão de ordem: os ratos eram camaradas ou inimigos? Viva os ratos! Os ratos foram ovacionados e carregados nos braços como heróis da pátria animalesca.         

Agora, vamos trabalhar. Mas, depois da revolução os bichos saíram do livro de George Orwell e foram passear nas páginas de “Cana Caiana” do poeta Ascenso Ferreira. Adoraram o poema “Filosofia”. Eis o formidável poema: “Hora de comer – comer!/ Hora de dormir – dormir!/ Hora de vadiar – vadiar!/ Hora de trabalhar?/ -- Pernas pro ar que ninguém é de ferro”.

E haja sinecuras na Petrobras! E haja centenas de diretorias nos bancos estatais! E haja ONGs dos caboclos mamadores!    
O lema da revolução mudou. Acrescentaram o seguinte ao primeiro mandamento: “Todos os animais são iguais. Parágrafo D: Uns animais são mais iguais que outros”. 

Na cena final, oprimidos e opressores, homens e animais se confundem. Todos estão bêbados, demasiadamente bêbados. Eis as letras finais da obra-prima de George Orwell, publicada em 1945, no auge da Guerra Fria, como uma sátira ao totalitarismo comunista:
“Doze vozes gritavam, cheias de ódio, e eram todas iguais.

Não havia dúvida, agora, quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas, já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco”.

E eu cometi a ousadia de viajar nessas nuvens. 

* Jornalista

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19/10


2015

Estocar ventos: Prêmio IgNobel

Adalbertovksky, Marquês da Ribeyrolândia  

RIBEYROLÂNDIA – A Mulher Onça merece o Prêmio IgNobel de ciências alopradas por sua ideia genial de estocar ventanias. “O vento é diferente ... Então, como faria para estocar, de lá pra cá, de lá pra lá ... desenvolver uma tecnologia que seja capaz de .....?!” The answer is blowing in the Wind, profetizou Bob Dylan. A resposta está solta no ar.

A exemplo da química orgânica e da química inorgânica, também existem os ventos orgânicos e os ventos inorgânicos. Serão estocados os ventos inorgânicos, mais abundantes na atmosfera. Já imaginaram uma bomba atômica de ar comprimido, de hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, hélio?! Einstein nunca imaginou tanta ciência.

O governo vai distribuir comprimidos de ar pra quem sofre de asma e dispneia.  E o vento levou o Brazil para o mar vermelho da recessão, inflação, desemprego, falências, desagregação social.Repito o meu prefixo de linguagem para conhecimento da galera: o meu Brazil é com Z porque sou um saudosista revolucionário e nasci no Império, no reinado de Dom Pedro 1º., ou Dom Pedro 2º., ou Dão João 6º. , não me lembro bem.

Analistas, economistas, especialistas, cientistas, monetaristas, articulistas, surfistas, letristas, artistas, umbandistas, eletricistas, bateristas, repentistas, feministas, otorrinolaringologistas, dentistas, oculistas, celetistas e estatutários avisam: a recessão vai continuar e se aprofundar enquanto a Mulher Onça continuar no poder.

Os astros revelam: amanhã ou depois de amanhã, questão de dias, ao final de uma batalha inglória contra os sapos ultra-vermelhos e sem conseguir bancar o ajuste fiscal, o ministro Levy vai inventar uma desculpa e pedir demissão. Haverá mais instabilidade e mais incertezas na economia.

O Sapo Barbado, ele que manda e desmanda no governo, ou mamou e está desmamado, deveria ser convocado pela Mulher Onça para assumir o Ministério da Fazenda e consertar os desmantelos da dinastia vermelha. Pois não dizem que o bicho operou o milagre de resgatar mais de 30 milhões de almas da pobreza e promove-las ao paraíso de consumo da classe média?! Lendas, fantasias!      
Nos anos 1980 aconteceu a “década perdida” por conta da inflação. Agora a estabilidade monetária está sendo ameaçada por cavalgadas de incompetência. É de fazer chorar de raiva.

“Não se perdoa uma nação ou uma mulher o momento de descuido em que se deixa arrebatar pelo primeiro aventureiro que aparece”. Assim falou Karl Marx aos seus discípulos da caterva vermelha no “18 Brumário de Bonaparte”, numa referência ao golpe de Estado na França em 1851, início do período napoleônico sob o comando da burguesia.

O Brazil se deixou arrebatar numa aventura de demagogia e incompetência.(O teórico revolucionário Karl Marx sempre viveu como parasita às custas da família, de amigos e das raparigas dele, tipo um carrapato comunista. Comunistas no geral são carrapatos, piolhos, lêndeas. Uma reunião de comunistas equivale a uma camada de chatos ideológicos.

A expressão “pedaladas” foi um eufemismo criado pela mídia para nomear o fato verdadeiro, que se chama fraudes contábeis. Pedalar é um gesto inocente. Ser acusado de pedaladas é ser acusado de ser inocente.  
As “pedaladas’ para programas sociais tipo Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida foram umas ninharias, alguns 10 bilhões ou 20 bilhões, pecados veniais e até justificáveis.

Para o BNDES, sim, houve “cavalgadas” na casa dos 400 bilhões destinadas a financiar operações em benefício de caboclos mamadores, amigos seletivos do cordão encarnado. O porto comunista de Mariel em Cuba abiscoitou quase 1 bilhão nessa mamata. O governo da Venezuela e ditaduras da África também mamaram em operações secretas.

* Jornalista 

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18/10


2015

Sinal Vermelho

* Márcio Accioly

A população brasileira deve estar bem atenta: a corrupção no país não começou agora. Ela vem desde a chegada dos portugueses (1500), que implantaram sistema administrativo que permanece até o momento. O PT é que elevou os níveis de corrupção até os píncaros, consciente e determinado a aparelhar o Estado nacional (como bem se percebe no STF), reunindo somente aqueles que o defenderão nas falcatruas até o fim. Vivemos num Estado criminoso. Os ladrões assumiram o comando

O ex-presidente FHC (PSDB), o mais sábio de todos os sábios, o mais vaidoso, o mais culto (diz falar 145 mil, 768 línguas, uma a menos do que Jô Soares), o mais qualquer coisa, é um ladrão vagabundo que desmontou as estruturas brasileiras e entregou as estatais (que deveriam, sim, ser vendidas, mas não da forma como aconteceu), a preço de banana, enriquecendo a si e às suas quadrilhas.

O PT apenas deu prosseguimento ao roubo, a uma gatunagem sem fim.

FHC, conhecido como Boca de Tuba, comprou a emenda da reeleição, criou os cartões corporativos, instituiu o foro privilegiado (proposta apresentada pelo deputado Bonifácio Andrada, PSDB), praticando atos de roubalheira vergonhosa que hoje diz condenar. Ele colocou seu genro na presidência da Petrobras e tinha uma filha que era funcionária fantasma do Senado (saiu depois de denunciada pela imprensa).

O ex-presidente Lula da Silva, o Lularápio, é que resolveu levar todo o orçamento nacional para si, os seus e todas as suas amantes, além de membros escolhidos de sua família. Ele praticamente colocou na lona todas as nossas estatais que dispunham de recursos financeiros. Descobriu maneira singular de roubar: o dinheiro era desviado através de empreiteiras que passaram a lhe pagar por palestras milionárias ou, simplesmente, depositar sua parte em contas bancárias clandestinas no exterior.

Inexiste na língua portuguesa um adjetivo capaz de qualificar a canalhice de Lularápio, esta pústula moral! O que se sabe é que ele e sua quadrilha acabaram com os recursos financeiros e querem agora aumentar impostos. Nosso dinheiro foi pavimentar estradas em países africanos, abarrotar os bolsos dos mais execráveis ditadores, financiar metrô na Venezuela, porto em Cuba e, principalmente, enriquecer o Lularápio.

O Brasil está à beira de uma desgraça sem limite. Já se pensa em fazer nova eleição, mas não existe liderança que se sobressaia. Entregar o Brasil ao PSDB é o mesmo que entronizar FHC (o mais vaidoso de todos os vaidosos, o homem que nasceu sabendo de tudo e mais alguma coisa, príncipe dos príncipes, calhorda coroado).

A população tem de estar atenta porque vamos mergulhar numa guerra civil (a falta de alimentos e de água, motivada pela mudança climática, colocará o povo nas ruas matando-se por fome e sede). Tivemos a infelicidade de nascer num país rico, mas sem governo.

Um país que não educou seu povo, não se formou como nação e que é dominado pelas televisões. A Rede Globo transformou o Brasil num bordel desmoralizado de quinta ou sexta categoria. São tantos os desacertos que para enumerá-los seria preciso uma vida inteira. O jeito que tem é observar e aguardar o desenrolar dessa ópera de quinta categoria.

Os bandidos estão já há algum tempo tentando desmontar a Operação Lava Jato e retirar qualquer poder, força ou atribuição do juiz federal Sérgio Moro. Sarney, FHC, Nelson Jobim, Lularápio e outras figuras menores e semelhantes estão por trás de tudo. Quanto a Dilma, quem governa o país é Lularápio. Ela é despreparada, imbecil, arrogante e cretina. De uma mulher que vê “um animal oculto atrás de cada criança” e quer ensacar o vento, o que se pode esperar?

* Jornalista 


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12/10


2015

Simancol é um santo remédio

Adalbertovksky, Marquês da Ribeyrolândia  

RIBEYROLÂNDIA – O jarro trincou. Não tem Super Bond que dê jeito. Não tem James Bond que dê jeito. Não tem Mandrake que dê jeito. Não tem David Coperfield que dê jeito. Os cacos do jarro estão no ar. A Mulher Onça hoje é um caco de gente. Depois da goleada de 8 a zero na arena do TCU, o jarro escarlate está se desmilinguindo no ar. Antigamente havia uma cantiga, O jarro da saudade:
“Iaiá, cadê o jarro,
O jarro que eu plantei a flor?
-- Eu vou te contar um caso
Eu quebrei o jarro e matei a flor.
-- Que maldade, que maldade!
No jarro de barro
Eu plantei a saudade!”

Os caboclos mamadores espatifaram o jarro, quebraram o Brazil e agora estão tirando onda de inocentes. Que maldade!
1, 2, 3, 4, 5 ... testando... alô-som, alô-som, Mulher Onça testando o Simancol! Quantas vezes o Brazil precisa quebrar para a galera cair na real?! O meu Brazil é com Z porque sou um saudosista revolucionário e nasci no Império, no reinado de Dom Pedro 1º., ou Dom Pedro 2º., ou Dão João 6º. , não me lembro bem.  

O filósofo Humphrey dizia que a humanidade está duas doses abaixo do normal. A Mulher Onça está com 8 pontos, ou 9 ou 10 pontos abaixo do Simancol. A cabeça dela está com dois parafusos e duas arruelas de Simancol a menos. Este é um santo remédio. Vende-se em gotas, comprimidos, xarope, injeção na testa. Pode ser comprado com receita, ou sem receita, na farmácia dos pobres, farmácia dos ricos, nas drogarias pague mais, pague menos, no relógio Big Ben de Londres.    

Ou então a Dona Onça padece daquela doença de pele que se trata com óleo de peroba. Os dermatologistas recomendam óleo de peroba para tratar sarnas vermelhas ideológicas. Eu já tive esse tipo de sarna ideológica, mas há muito tempo fiz a assepsia, estou limpo.      

Com moinhos de vento na cabeça, a Madre Superiora guenta o rojão? Os bálsamos do poder são miraculosos. Energéticos. Terapêuticos. Dionisíacos. Afrodisíacos. O poder é uma montanha mágica, alucinógena. Para o Brazil e os brazileiros não existem bálsamos. Existem as pragas dos gafanhotos vermelhos, a recessão, falência, quebradeira, inflação, desagregação social.
Os especialistas em dinâmica de grupo falam “brainstorming”, tempestade de ideias, ou tempestade cerebral. Em sua tempestade cerebral a Mulher Onça sugeriu a ideia de armazenar ventos.

Seguindo esse raciocínio vulcânico, Dom Quixote, aquele que lutava contra moinhos de ventos, seria o precursor da geração de energia eólica. Conta a lenda que o padre Antonio Vieira, autor dos famosos “Sermões”, era muito burro e vivia rezando para a Virgem Maria. Até que foi atingido por um raio do céu e tornou-se brilhante, o gênio da oratória sacra. Assim acontece com a Mulher Onça ao lançar a ideia de armazenar ventos. É o “estalo da Mulher Onça”. Bravo, bravíssima!

Repito a pergunta: se as urnas estão lacradas a Mulher Onça tem o direito de continuar armazenando ventos por mais de 3 anos e quebrar ainda mais o Brazil? A Mulher Onça não é dona do Brazil. O cordão encarnado não é dono do Brazil. O Sapo Barbudo não é dono do Brazil. Eles não têm o direito de continuar esfolando nosso País em nome da ambição tresloucada pelo poder. 
O Sapo Barbado, a Mulher Onça e seus discípulos precisam ingerir um coquetel de Simancol e óleo de peroba.  

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06/10


2015

História do Velho Oeste

Por Marcelo Alcoforado*

As quadrilhas de Kid Mensalão e Jesse Lava-Jato, todos sabem, são impiedosas com o dinheiro público. Formadas por contumazes assaltantes do erário, elas atemorizam a sociedade com sua rebuscada técnica de em nome do povo apoderar-se do dinheiro do próprio povo. São homens rápidos no gatilho...

Antes, os assaltos aconteciam aos bancos, com armas em punho, como convém a toda história de caubói que se preza, mas, com o tempo, os quadrilheiros se deram conta de que canetas eram mais eficazes do que revólveres. A partir de então, a modernização veio – sem trocadilho – a galope! Em vez de ultrapassados cavalos, vistosos automóveis e conspícuos jatos particulares; em vez de meia dúzia de balas, uma caneta de ouro nas mãos de, por exemplo, um Henrique Pizzolato.

Os negócios de Kid Mensalão e Jesse Lava-Jato iam de vento em popa, mas, certo dia, chegou à cidade o valoroso xerife Tom Moro, que imediatamente começou a distribuir justiça. Logo ele se viu às voltas com dificuldades para continuar o seu trabalho.

Paralelamente, outro homem da lei, Wyath Nardes, cioso dos seus deveres começou a examinar documentos que o levaram a descobrir ilícitos monumentais, fazendo com que o bando procurasse mandá-lo para bem longe, de preferência outro país. Comenta-se, a propósito, que existe um país chamado Brazil – assim, com z –, muito tolerante com essas práticas, ao passo que no Velho Oeste, como se vê no cinema, os julgamentos são bem mais rápidos e a forca fica bem perto da delegacia para que não se perca tempo na execução das penas.

Será que, um dia, estaremos livres dos malfeitos que tanto atravancam a vida nacional?

Antes da sua resposta, um esclarecimento: esta história é obra de ficção e, portanto, qualquer semelhança com pessoas e países reais será mera coincidência.

Mas, aqui para nós dois, que parece história real, parece.

*Jornalista e publicitário


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05/10


2015

Ideologia, eu quero uma pra escrever!

* Adalbertovksky, Marquês da Ribeyrolândia

RIBEIROLÂNDIA – A Mulher Onça padece de sangria desatada ou sangria controlada? Aí vareia. Respira com ajuda de aparelhos fisiológicos do MDB do Z. O MDB do Z e o cordão encarnado fazem parte do mesmo balaio.

A Mulher Onça está inebriada com o vinho enérgico do poder de que falava Machado de Assis. Água de beber, meus netinhos do MDB do Z! E haja conchamblanças! E haja um esparadrapo na Saúde! Um cafuné na Agricultura! Uma muleta nas Minas e Energia! Uma lambança no Trabalho! E uma rasteira no Brazil! Assim os caboclos mamadores vão levando a vida que pediram ao Lobo Mau na floresta encarnada dos ministérios em Brasília. 

Se eu não estou delirando um militante ortodoxo da caterva vermelha do B, stalinista de origem por definição, comanda os comandantes das Forças Armadas. Generais, brigadeiros e almirantes são submetidos às ordens de um devoto de ditaduras comunistas e cujo partido já lutou em guerrilha contra as próprias Forças Armadas. É valentia demais para o meu coração de estudante.

Este governo é uma brotoeja vermelha. Uma brotoeja escarlate. Um pleonasmo na vista. Uma furunculose. Uma labirintite. Uma insônia. Este governo é uma pereba. 

No MDB do Z um terço dos deputados não reza pelo catecismo da Mulher Onça. A senadora Marta Suplicy abandonou o Sapo barbado e a Mulher Onça e entregou seu coração para Michel. Oh darling!  O MDB é um coração partido.

O MDB do Z é um partido muito sério, segundo o cientista político The Gaulle.

Os vermelhos vão acunhar Cunha e Cunha vai acunhar os vermelhos. O big Cunha é um cara invocado. A briga é de potência a potência, de mala para malas. O melhor remédio para um mala é outro mala na porta. Nos tempos do mensalão Severino Cavalcanti salvou a pele do sapo ao arquivar vários pedidos de Impeachment. O Big Cunha ... só Zeus sabe o que irá acontecer. É de mala a pior.

1, 2, 3, 4, 5 – Dizei-me, ó José Nêumanne Pinto, oráculo da Serra da Borborema et Orbi, e as pedaladas da Mulher Onça? Nêumanne contou a crônica da perdição da Mulher Onça. Vai ter que entregar os anéis, os dedos, as tripas e o coração ex-valente pra sobreviver.

Dai-me o pedal de uma bike e um ponto de ponto na mandioca vermelha e eu moverei a economia para o brejo da recessão, disse a Mulher Onça. Depois basta jogar a culpa nos chineses e chamar a opinião pública de golpista. 

Eu perguntei ao Barão Vermelho Cazuza o que ele acha dessa comandita no poder.

“Meu partido é um coração partido

E as ilusões estão todas perdidas!

Os meus sonhos foram todos vendidos

Tão barato que eu nem acredito.

Ah! Eu nem acredito, Que aquele garoto

Que ia mudar o mundo frequenta agora

As festas do "Grand Monde".

Meus heróis morreram de overdose,

Meus inimigos estão no poder

Ideologia! Eu quero uma pra viver”

Grande menino Cazuza! O mundo te castigou tão jovem! Zeus te abençoe! Zeus te ilumine!
 
Ideologia, eu quero uma pra escrever a crônica das minhas nostalgias e ilusões!

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Comentários

JSobreira

Sua crônica é um primor de escrito. Parabéns!!!



03/10


2015

Urna eletrônica é pura fraude!

 * Márcio Accioly

O Brasil é um país no qual as decisões político-administrativas, permanecido o atual quadro, teriam de ser referendadas a partir de um presídio de segurança máxima. Explica-se: a maioria esmagadora de nossos homens públicos é composta de assaltantes dos cofres nacionais, pessoas que, em qualquer país considerado sério, certamente já teriam sido contempladas com penas prisionais de longo período.

Não se compreendem as razões de figuras como o ex-presidente Lula da Silva, o Lularápio (PT), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), bem como grande punhado de “cidadãos” sob os quais as suspeitas não passam de incontornáveis certezas, permanecerem soltas e decidindo os nossos rumos. Há casos escabrosos que nenhuma pessoa em sã consciência consegue acreditar.

Vejam só: o livro “Honoráveis Bandidos”, de autoria do jornalista Palmério Dória, traça retrato da família Sarney que fica impossível compreender o porquê de José Sarney não ter processado o autor. Se não processou, porque tudo que é dito ali é verdade, o fato levanta apreensões seriíssimas.

Pior ainda: como é que o ex-presidente da República, ex-presidente do Senado e ex-governador do Maranhão não foi processado e preso? Por que não foi obrigado a devolver o que levou do tesouro nacional? Apesar de apontado como autor de vários crimes, mesmo depois da publicação do livro (2009), Sarney continuou (como continua até hoje), influenciando e, à época, legislando, possivelmente em causa própria.

Mas, agora, vemos uma notícia que até a última quarta-feira (30) a grande imprensa quase não havia repercutido: A presidente Dilma Roussef vetou, a pedido do TSE – Tribunal Superior Eleitoral -, “a adoção do voto impresso que havia sido aprovada pela Câmara”. Sua excelência alegou que a implantação do sistema de voto impresso, “associado a urnas eletrônicas”, custaria R$ 1,8 bilhão para as próximas eleições.

O que se sabe é que vetar o voto impresso é deixar os eleitores submissos à fraude eleitoral e desejos capciosos de quem toma conta do processo. É certo que qualquer candidato vai representar sempre a mesma coisa. As exceções são raras. Mas essa urna eletrônica, que os gênios da administração pública brasileira dizem ser “grande avanço tecnológico”, é o caminho aberto para a fraude escancarada.

O presidente do TSE é o ex-advogado do PT, Dias Toffoli, nomeado por Lula da Silva, o Lularápio. Sua excelência é radicalmente contra o voto impresso. Ele diz que o Brasil é um país avançado, de tecnologia ímpar. Que adotar tal medida (imprimir o voto) seria um atraso, embora as chamadas nações de primeiro mundo não queiram nem saber dessa história de deixar a decisão das eleições (sejam quais forem), ao sabor de procedimento que não tem como ser auditado

Aliás, o TSE vai muito bem, obrigado. O blog “O Antagonista” informa que o ex-presidente do STF Nelson Jobim indicou a diretora-geral de Dias Toffoli e nomeou Tarcísio Vieira de Carvalho ministro-substituto na vaga dos advogados. Tarcísio é sócio de Alexandre Jobim (filho de Nelson Jobim) no escritório “Galvão, Jobim e Vieira de Carvalho Advogados Associados”.

Por incrível coincidência, Alexandre Jobim e Tarcísio Vieira de Carvalho “são casados com as filhas do ex-ministro do STF Ilmar Galvão”, que já foi juiz federal no Acre e em Rondônia. O que deixa a todos tranquilos, pois a nossa Justiça está sendo muito bem cuidada.

Só nos resta torcer para que a população se mobilize e pressione o Poder Legislativo para que derrube o veto ao voto impresso como quer a presidente.

* Jornalista


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