ArcoVerde

05/11


2018

Mourão: Hoje é o dia seguinte

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os clarins anunciam: hoje é o Dia Seguinte. Haverá um choque de realidade, um freio de arrumação. Guenta o rojão, mundiça vermelha!

Vice-presidente eleito, comandante militar nas selvas e no asfalto, o general Hamilton Mourão revela sua visão geopolítica sobre a guerra do narcotráfico e a guerra cibernética, os 16 mil quilômetros de fronteiras com nove vizinhos sul-americanos e aparelhamento ideológico do Estado brasileiro na era do mar vermelho.

O sonho de consumo do general é que o Brazil seja uma potência emergente abaixo da Linha do Equador. Ouvi uma palestra do general Hamilton Mourão promovida pelo BTG Pontual, mediada pelo jornalista Augusto Nunes, e entendi de bom proveito comenta-la. O cara é ninja. 

Muitos demônios habitam as nossas fronteiras. Os demônios das drogas e dos contrabandos exportam as guerras do narcotráfico, do crime avulso e organizado.  

Nosso infelicitado País é o segundo maior consumidor de cocaína do mundo e o primeiro no cachimbo do crack. O general Mourão afirma que não por acaso no governo socialista de Evo Morales a produção de folhas de coca foi multiplicada por quatro, não apenas para serem mascadas inocentemente pelos camponeses nas altitudes.

Haveria a possibilidade de a seita vermelha transformar o Brazil numa Venezuela? Necas. Ex-adido militar na Venezuela, o general Mourão relata que o ditador Hugo Chavez começou a implantar seu projeto comunista a partir de uma doutrina elaborada pelo sociólogo peronista Norberto Cerosole, baseada no tripé “Caudilho, Exército e povo”. O povo foi anestesiado pelas  “misiones sociales” de distribuição de migalhas dos petrodólares e as Forças Armadas foram cooptadas nas glândulas mamárias da PDVSA.

As Forças Armadas no Brazil sempre estiveram blindadas contra a doutrinação comunista. O caudilho auriverde era o guru da seita vermelha e seus sequazes.

Em comentário independente da palestra do general Mourão, lembro que o Foro de São Paulo, criado pelos finados Fidel Castro e Lula em 1990 depois da implosão da União Soviética e da queda do Muro de Berlim, preconizava a implantação da União das Repúblicas Socialistas da América Latina – URSAL. Os ursos e as ursas comunistas não brincam em serviço, nem mortos.

As contas públicas estão com a corda no pescoço. Se até 2022 não houver um exigir sanativo ... Aba, pai misericordioso, afasta de nós brasileiros este cálice!

De minha parte direi: a indicação do juiz Sérgio Moro para o Ministério da Justiça deve ser motivo de honra para qualquer governo, por seus elevados predicados morais, cívicos e intelectuais. Vai comandar as tropas no combate à corrupção e ao crime organizado. Mas, convém não esperar milagres, porque neste Brazil a corrupção vem de raízes seculares e está impregnada até o miolo das tripas gaiteiras.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Asfaltos

03/02


2016

Evitem os primeiros

Sou do tempo das Diretas já. Talvez não se veja, nunca mais, uma movimentação tão legítima, tão bonita, tão popular. Os políticos que aderiram à proposta tiveram a grata surpresa de encontrar a rua cheia. O palanque, por consequência, encheu rapidinho. Artistas, progressista, empresários, missionários, religiosos compuseram o púlpito. Fafá de Belém e a pomba branca açulavam o público. Ela foi a musa das Diretas.

Mas não parou nela a adesão. Lembro Guarnieri em Olinda, o altar do 1º ato, na frente do mosteiro de São Bento. Ulisses Guimarães capitaneava os eventos do tema e por certo seria o candidato da Campanha. Tancredo Neves, em Olinda, entrou e saiu sem ser tão festejado. Deu o troco. Topou ser candidato perante o Colégio Eleitoral. O País inteiro se tocou. Seguimentos da imprensa, hoje mídia, foram chegando devagar, devagarinho. A onda popular garantiu os espaços.

Não dá pra esquecer Sobral Pinto, com 90 anos, subir no palanque da Candelária. O Rio parou naquele dia. Mais de um milhão de brasileiros ouviram o discurso do velhinho corajoso. Curto e grosso foi direto ao coração da questão. Leu o artigo da Constituição, da época, em plena Ditadura, que dizia: “Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido”. Lágrimas lubrificaram a ovação. Quando me lembro de Sobral naquele dia, canto pra mim mesmo: “Vou fazer uma louvação, louvação, louvação ao que deve ser louvado...”.

Evandro Lins e Silva, pernambucano de gene, que me perdoe. Mas o advogado do século foi Sobral. Evandro açambarcou a medalha porque era vivo ainda. A eleição de Tancredo Neves, no Colégio Eleitoral, teve gosto de Direta. Paulo Maluf foi derrotado no VI Round! Tancredo tropeçou nas tripas e padeceu nas vésperas de posse. O resto o Brasil lembra. Sarney se aboletou no pódio. Ficou cinco anos. Fez o Plano Cruzado que terminou em Marimbondos de Fogo. Dá pra imaginar José poeta?

Antes de sair, Sarney consagrou as Diretas. Em 1984 ele votou contra. O deputado Zequinha, filho dele, aprovou a Emenda Dante de Oliveira. Essa família ataca em todos os flancos. Haja vista as relações do ex-senador do Amapá com os governos do PT. No caminho do tema da crônica. Collor foi o primeiro presidente depois do Golpe Militar de 1964. Lula ficou em segundo lugar por causa de uma radiola que tocou no último debate.   

Pois bem, as diretas sucumbiram em abril de 1984, na histórica votação do Congresso. A campanha presidencial de 1989 foi à primeira hipótese no caminho da volta. O célebre José Américo de Almeida foi desmentido: O Brasil se perdeu. Ao segundo turno ulularam Collor e Lula. Ulisses Guimarães, Leonel Brizola, Mário Covas e outros foram rechaçados nas urnas. Dr. Ulisses, apesar da notoriedade, só venceu em Glória de Goitá, uma cidadezinha de Pernambuco.

Collor entrou assaltando as contas bancárias da Nação. Saiu no flagrante de uma das trelas. Foi expulso em memorável ação pública de Impeachment. O senador de hoje fala do acerto do resultado do século XX. Os caras-pintadas e Pedro, o irmão, mataram o Caçador de Marajás. Itamar Franco, o vice, assumiu meio trôpego e fincou-se na simpatia do povo depois do Sambódromo. No dia seguinte, quarta-feira de cinzas, no Hotel Glória recebeu a dona da calcinha que levara no bolso.

Foi a glória que buscava. Lilian Ramos deu credibilidade e respeito ao presidente mineiro. O vice não é votado, mas foi Itamar quem fez a moeda brasileira cair no Real. O ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, do signo de Gêmeos, idealizou a reeleição e dobrou o mandato. O PT queimou ruim. Foi contra tudo e todos que votaram a favor do projeto presidencial. Apesar da glória da moeda Fernando saiu, também, no vermelho. A desaprovação foi tanta que Lula, ganhou na quarta.

No exercício do Poder, o presidente Lula saiu da oposição 100%, inclusive no tema da reeleição. Achou pouco, inventou a primeira mulher na Presidência da República. É claro que a ideia foi boa. Em matéria de administração a mulher é um espetáculo à parte, Lula acertou na mulher, errou no critério coronelista. Mas pela segunda vez o primeiro e a primeira, como sabem todos e todas não acertaram o passo. Não é preciso lembrar que Sarney sobreviveu até hoje e Collor ressuscitou nas urnas alagoanas – não tem Ferrari que chegue.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


01/02


2016

Zika, quizila e carnavália

RIBEIROLÂNDIA – Ziriguidum! Cesse tudo que a antiga galera canta pois um valor mais alto e bom som, alô-som, se alevanta! Cessou a recessão. Cessou a corrupção. Cessou a crise. Cessou a inflação. Cessou o desemprego. É a carnavália na pátria dos batuqueiros.

Cadê a corrupção que estava aqui? O gato comeu. Entrou por uma perna de pinto e saiu por uma perna de patropi.   

Aquele ex-compositor, ídolo do cordão encarnado e do MST, escreveu uma letrinha que diz o seguinte: “Carnaval, desengano, deixei a dor em casa me esperando ....”

Haverá o legado do carnaval, o mais simplesinho: toneladas de dejetos e estrumes dos foliões nas ruas. Toneladas de latinhas de cerveja consumidas pelos galináceos do bloco galeto da madrugada. Centenas, dezenas, milhares de mutilados, feridos e mortos nas estradas, nas ruas, nos becos. Montanhas de substratos de marijuana, de crack, de anfetaminas, de drogas e drogas,

Alegria, alegria! E mais legados: hospitais, enfermarias, leitos, UPAs, Upinhas, corredores, UTIs, ambulâncias, oh quanto bagaceira nesses festejos verdes e amarelos, confetes e serpentinas!

Quantos legados neste Brazil! Se não me falha a retentiva, o legado da copa do mundo de futebol foi proclamado como a salvação da lavoura, dos gramados, dos estádios, dos Estados e do Distrito Federal. Sumiu, feito Conceição, ninguém sabe, ninguém viu.

Além da goleada de 7 a 1, ou 8 a 1, 9 a 1, nem me lembro, aplicada pela artilharia da Alemanha, restaram os elefantes brancos, elefantes azuis e brancos, cor de rosa, verdes-amarelos, no lombo dos contribuintes. Não existem aterros sanitários nem saneamento básico, deixa pra lá, existem as elefantíases com padrão Fifa.

Segundo as minhas profecias, o desfile do bloco o galeto da madrugada atrairá este ano um público de 2.998.995 galináceos provenientes dos cinco continentes, da Groenlândia, da Atlântida, o continente perdido, da Antarctica, da Brahma, da Ambev, da Devassa, da Bohemia, da Pitu, de São Vicente Ferrer. Cada galináceo consumirá 20 galões de etanol da Ambev e 200 maços de baseados da Souza Cruz da Phillip Morris e Marlboro, aquele do herói do oeste que morreu de câncer no pulmão.

Haverá turista até pendurado nas árvores e nos lustres do Teatro da Princesa Santa Isabel, que está em reforma há mais de 10 anos com recursos generosos do Iphan.

Este ano serão lançadas músicas “quase” inéditas nesta cidade lendária. “Ei pessoal, ei moçada, carnaval começa no galeto da madrugada ...” Outra carnavalesca inédita: “Voltei, Recife, foi a saudade.. ” E mais: “Quanto riso, quanta alegria, mais de mil palhaços no salão” .... “E dizer bem alto, que a injustiça dói, nós somos madeira que cupim não rói ...” Estas musiquinhas inéditas serão injetadas nos tímpanos e nos miolos da mundiça uma média de 2 milhões de audições na “alegria” do carnaval. Alegria de que? Zeus do céu e da terra de altos coqueiros?        Os fornecedores de muambas, Marias Joanas, alcaloides, devassas e anfetaminas irão gargalhar em meio à recessão este ano e terão lucros estupendos. As Marias Joanas estão mais valorizadas que as ações da Petrobrás e as fileiras de alcaloides são cotadíssimas nas bolsas de valores das bocas de fumaça.    

Aliás, minto. O legado está vivo. Legado is alive. O legado está vivo assim Elvis is alive, Bob Marley is alive. São milhões e bilhões de denários em débitos e impostos no lombo dos contribuintes.

Quem é Zika? É um vírus do tamanho de um bonde, segundo a definição científica da Mulher Onça, um herdeiro das sete pragas do Egito e que se prolifera em conluio com os golpistas e reacionários defensores do Impichi. O Zika vai se divertir muito no carnaval, em meio à precariedade de condições higiênicas da população. A ciência ainda não descobriu uma fórmula pra decretar o Impichi do Zika.

Uma ziquizila, ou quizila, paralisou a economia do Brazil. Os fluidos da Mulher Onça paralisam o Brazil. Livrai-nos do mal, amém e amemos!         


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


28/01


2016

Dilma com Getúlio

E tudo começou com Duda Mendonça: AGORA É LULA! Deu certo. Sem Duda, o Brasil talvez não tivesse essa onça. O Lulinha transformado em paz e amor arrasou no guia, no palanque, nos debates. Os contra mudaram, confiantes. Motivo tinha: Lula passou fome; entrou com 9 anos na escola; a mulher perdeu o filho e morreu no hospital público; o diploma de torneiro foi o primeiro anel de Doutor.    

Achou pouco os oito anos conferidos nas Diretas e apontou o pódio para Dilma. Criador e criatura se estranharam já na rampa do Planalto. Abraços e beijinhos só pra fazer de conta. Doze anos passados os apóstolos se desentenderam. Mais que na Torre de Babel. Na campanha da reeleição teve de tudo. No segundo turno caiu o Neves, ficou a criação de Lula. A Petrobras do tempo de Getúlio padeceu sob os poderes de Cerveró. O ano de 2015 veio pendurado na bestafera. As algemas cantaram soltas. Foi cadeia pra todo lado. Nunca antes na história do País ninguém fora preso, por causa de petróleo.  Com exceção da campanha do “Petróleo é Nosso” na ditadura de Getúlio.    

Outras empresas entraram na concorrência, ou melhor, na ocorrência do boletim policial. Mais gente presa. A inflação aproveitou o ensejo e zumbiu nos ouvidos da Presidenta. A Suíça saiu do fornecimento de queijo podre, para fornecer o endereço do dinheiro sujo. A delação virou mote nas esquinas. Lava-jato passou a ser título de crédito policial. As autoridades de vários matizes se juntaram no acocho. A palavra sigilo foi suprimida, inclusive com efeito retroativo. A Convenção de Genebra foi pras cucuias.    

Até o samba mereceu mudança radical. Fora-se o tempo da malandragem: mas a orquestra sempre toma providência, tocando alto pra polícia não manjar. A polícia ganhou ares divinos. É onipresente. Rádio, jornal, televisão, internet, WhatsApp só pensam naquilo. É óbvio que o tralalá tomou conta dos discursos. Dilma, dentre outras, lamentou não poder armazenar vento. Lula jurou de pé junto que tinha uma alma honesta. Empolgou-se.

Desafiou: “não existe viva alma mais honesta do que eu”. Saiu da Polícia Federal até a Igreja Católica. Levou, portanto, o caso para a teologia. Julgamento de alma se faz no Juízo Final. E tem muito jogo pela frente. Por outro lado, a Presidenta Dilma começou com a Petrobras quebrada e voou para 1954. Reclamou que Getúlio e ela viviam o mesmo Calvário.    

Ocorre que Getúlio fustigado com a prova de corrupção matou-se no seu segundo governo. Eleição democrática, romântica, popular: “Bota o retrato do velho, bota no mesmo lugar, O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar”. Saíra com o rabo entre as pernas e voltara nos braços do povo para o mesmo lugar. Getúlio descobriu que seu irmão Benjamin Vargas e seu capanga, o anjo da guarda, Gregório Fortunato estavam envolvidos num mar de lama. Além do dinheiro a morte de um oficial da Aeronáutica. O major aviador Rubens Florentino Vaz, que protegia Carlos Lacerda, tombou na Rua Toneleros, no Rio de Janeiro em 05 de agosto de 1954.

Pressionado pelas acusações e por certo envergonhado com seus assessores Getúlio resolveu dar um Xeque-mate em Lacerda. Escreveu a Carta Testamento e deu um tiro no peito esquerdo. Como previa na última frase: “saio da vida para entrar na história”; virou mito. Tony Ramos que o diga. O que quis dizer Dilma Rousseff com a comparação que fez de si mesma com Getúlio? Tenho na memória repetidas vezes ela própria dizendo de si mesma: “Não tenho conta na Suíça”.

Recentemente, convidou o astro Wagner Moura para dar conselho no Planalto. Wagner, para o público em geral, é o Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite. Ele tortura, mata, esfola e se diz contra a corrupção. O bem maior é a vida. O assassino é antes de tudo um ladrão. O torturador não merece perdão, diz a Constituição. Nascimento é sinônimo de morte.

Duda Mendonça foi absolvido no chamado Mensalão. Resta então apenas uma pergunta: E AGORA LULA?


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


25/01


2016

Peixinhos e feira de mangaios de Davos

RIBEIROLÂNDIA – A inflação é um problema grave. O Brazil está grávido de inflação. Mais ou menos grávido, segundo o governo. O Brazil está muito grávido de recessão e de desemprego. Uma gravidez de 10 ou 11 por cento é relativa, segundo os economistas vermelhos.

Agora eu vou dar um rolé no foram de mangaios de Peixinhos para comprar: uma carteira de motorista, um quilo de macaxeira, uma máquina de datilografia, um computador, um galeto da madrugada, um metro de linguiça, um plano pirata da Net e um balaio de ações de Petrobras. O plano pirata da Net depende do pixuleco e funciona direitinho, com tecnologia importada do Paraguai.

As ações da Petrobras estão em liquidação na feira de mangaios de Peixinhos, a preços bem populares. O freguês compra duas e leva três. Um balaio de ações Petra custa atualmente, more ou less, igual a um balaio de macaxeira. Esta é uma grande conquista popular.

Eu ouvi a cantiga na feira de mangaios de Peixinhos: “Fumo de rolo arreio de cangalha/ eu tenho pra vender, quem quer comprar? Bolo de milho broa e cocada/ eu tenho pra vender, quem quer comprar?/ Pé de moleque, alecrim, canela, moleque saiu daqui me deixa trabalhar pra vender as açõezinhas da Petrobras...) Mas é quem tem um sanfoneiro no canto da rua/ fazendo floreio pra gente dançar e comprar as ações em liquidação da Petrobras ....”.   

Meu fornecedor de muambas e derivados no foram de mangaios de Peixinhos me ofereceu uns papeis de uma empresa de lobby de São Bernardo do Campo que vende até consultorias para o futebol americano na base do Ctrl C/Ctrl V do Doutor Windows.

Ao abrir para mim seu coração, seus sigilos bancário, fiscal e do zap-zap, meu muambeiro de estimação me revelou que não existe viva alma nem ectoplasma mais honesto do que ele na feira de Peixinhos, no feirão de Casa Amarela, na feira de Caruaru, no feirão de automóveis da Rua José Osório, no mercado de São José, no camelódromo da Av. Dantas Barreto, no desfile do galeto da madrugada. É a metamorfose ambulante mais honesta das feiras e dos feirões do Brazil.    

Só existe uma alma viva e um ectoplasma mais honesto que meu muambeiro de estima: a mãe de Pantanha. A mãe de Pantanha é honesta de nascença. Conquistou o primeiríssimo lugar num desfile sobre honestidade na passarela da Casa de Misericórdia da Moeda, sob os auspícios do BNDES e dos fundos de previdência das estatais. 

Esta semana, de 20 a 23, haverá a Feira de Mangaios Mundiais em Davos, na Suíça, presentes chefes de Estado e de Governo, monarcas e economistas top de todo o mundo. Qual a diferença entre a Cúpula de Davos e os vendedores de mangaios da feira de Peixinhos ou de Casa Amarela? Os nossos feirante e donas de casa possuem o saber de experiência feito. Os gênios e iluminados de Davos vão bater no teclado de que a recessão, inflação, desemprego e desmantelo das contas públicas são causados por incompetência de governanças, corrupção e malversação nos gastos públicos. Todos os bodegueiros do Brazil já são doutores nessas lições.

Qual a moeda mais forte dos governos no mundo: chama-se credibilidade. O governo do Brazil é hiper deficitário, mega deficitário, giga deficitário em credibilidade, além das patifarias, incompetência administrativa e derivados do cordão encarnado.

  O tema este ano, pra variar, é a retomada do crescimento ao redor do mundo e o baixo fluxo de investimentos nos países emergentes tipo o Brazil, Índia, Rússia, África do Sul. O preço do petróleo e o freio na economia da China Continental, claro.

Minhas profecias revelam que os sábios e iluminados de Davos dirão o seguinte: que os governos precisam equilibrar suas contas; que a nova ordem mundial requer uma economia sustentável com menos poluição e mais respeito ao meio ambiente; que o capital especulativo não pode sobrepor-se ao capital produtivo ......blablablá. nada de novo sobre a neve da Suiça.

Lá no foram de mangaios de Peixinhos todos os barraqueiros e muambeiros já sabem dessas lições.

Há mais sapiência no fórum mundial de mangaios de Peixinhos do que supõem os sábios e iluminados da feira econômica de Davos, nas neves da Suíça.

*Jornalista

[email protected]


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


18/01


2016

Um Impichi caldo de cana

RIBEIROLÂNDIA – O Governo adotou uma fórmula mágica e a nova “classe média” do Brazil é formada por famílias com renda entre R$ 291 a R$ 1.019,00. Este ano devemos somar uns 10 a 11 por cento de inflação e reajuste do salário mínimo minimorium. São os novos “emergentes”. Noutros tempos isto seria manipulação de dados, hoje falam em “avanços sociais”. Lá vai a nova “classe média” feliz da vida a bordo de um celular,  bluetooth, WhatsApp,  zap-zap.

Não tem esgoto sanitário na frente de casa, deixa pra lá, mas tem 4 giga de memória, câmara digital, Facebook. Não tem pedreiro, mas tem batuqueiro na gandaia do carnaval e morrendo de indigência nas filas do SUS. Faltam remédios nos hospitais públicos, mas não faltam drogas nas esquinas produzidas sob as barbas dos governos progressistas da Bolívia e importadas por nosso Brazil, zil-zil. 

Ao navegar, ou nadar, num SmartPhone, mais inteligente que o dono, o felizardo da vida manda torpedos para o Papa e até para a mãe de pantanha, conquista uma popozuda para casar ou para ficar. Só não consegue mandar um torpedo do vaso sanitário para a rede de esgoto ou depositar o lixo num aterro sanitário ao invés do lixão.    

Colocar um satélite nas nuvens para fazer as conexões da Internet, é bem fácil. Colocar manilhas nas crateras das ruas para distribuir água tratável e recolher dejetos, é o xis e o z do problema. Dialogar com os devotos do cordão encarnado não é difícil, é apenas inútil. O cérebro deles é impermeável, com recheio de enxofre e minhocas vermelhas. As minhocas vermelhas se consideram muito sábias, politizadas e progressistas. Todas as outras minhocas são reacionários e golpistas.

As minhocas vermelhas dizem sentir o cheiro de retrocesso político na América Latina, a partir da Argentina, Paraguai e Venezuela. O que são avanços e retrocessos? Mensalão e Petrolão são avanços? Incompetência e mentiras são avanços? Que tal aparelhar os fundos de previdência das estatais em nome das causas progressistas!?

Aquele ex-compositor das bandas da Holanda, jogador do time de botão do bandoleiro Stalin-Stedile, vai fazer uma canção de ninar, com letra bem bonita, para louvar as depredações e vandalismos dos meninos e meninas do MST. O ex-compositor adora o MST e também adora o doutor Rouanet, padrinho dos artistazinhos bem comportados. Dizem que não devemos criminalizar os crimes dos vândalos e bandoleiros sem-terra porque eles são muito progressistas, vírgula. Os dirigentes, ponto e vírgula, são mamíferos mamadores das ONGs chapas-brancas. Os milhares de desvalidos, o tal exército vermelho, são apenas bucha de canhão dos bandoleiros.      

O barba-azul Fernando Lugo exercia o poder no Paraguai em conluio com os demagogos vermelhos e usava a batina de bispo chamado progressista para seguir a tradição de degustar e emprenhar as mulheres para povoar o país devastado desde a guerra com o Brazil, Uruguai e Argentina – tríplice Aliança –  nos anos de 1864 a 1870.Levou um Impichi tipo caldo de cana, em tempo recorde como convém, em 2012, e de lá para cá o novo presidente Federico Franco governa aquela bagaceira.   

Dizei-me, ó cascavéis da esquerda: o regime do energúmeno Hugo Chavez e do ensandecido Maduro na Venezuela era um refrigério de avanços sociais? A inflação na casa dos 200 % ao ano e a recessão de 10 % são conquistas populares? A Argentina seria uma plaza de prosperidade e bem esta social na chamada era “K” da desmiolada Cristina e do aloprado Nestor Kirchner desde 2003? Ao contrário, a era “K” deixou um legado de desemprego, inflação de 35 %, crescimento econômico zero, censura nos meios de comunicação e desajustes sociais.

Não venham as cascavéis vermelhas falar em retrocesso na hora em que o liberal Macri assume o governo na Argentina e trabalha para resgatar o País da degradação econômica, política e social. O Impichi tipo caldo de cana, à moda do Paraguai, seria um santo remédio para sarar as feridas deste Brazil, zil-zil. Adelante!   

* Jornalista

[email protected]


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


14/01


2016

A Questão Militar

O povo brasileiro, em sua grande maioria, tende a ficar à margem dos acontecimentos, sempre à espera de Salvador que resolva os seus problemas, solucione pendências e cuide da materialização de seus sonhos. Somente isso explica a insistência de muitos (ainda minoria), na intervenção militar para afastar o interminável número de ladrões que ora comandam o poder central e arruínam instituições e empresas nacionais.

Ao que parece, o grande erro dos militares, que sempre intervieram e sempre estiveram presentes no gerenciamento político-administrativo nacional, foi 1964. Porque os militares poderiam ter intervindo em 64, saneado o que deveria ter sido saneado e devolvido o poder à sociedade civil. Quando perderam o controle em disputas internas e optaram pela permanência que se prolongou, até 1985, incidiram em erros semelhantes aos dos civis afastados e se queimaram.

Por isso que ainda não aconteceu nova intervenção militar, a qual, mais cedo ou mais tarde (muito mais violenta e sangrenta do que a de 1964), virá. A permanência por 21 anos no poder criou figuras corruptas e irrecuperáveis (cujo maior símbolo é Paulo Maluf), alimentou a prática de torturas inomináveis nos porões dos quartéis e resultou até mesmo na utilização de fornos crematórios que deram fim aos corpos de inimigos do regime.

O longo tempo de usufruto militar das delícias do poder civil gerou a maioria das graves questões que se ampliaram no passar dos anos, fabricando mitos que se revelaram os piores monstros! Vejam só: um bandido como Lula da Silva, Lularápio, jamais teria chegado à Presidência da República não tivesse sido alimentado e cevado pelo regime militar. A repulsa ao Poder Militar, em função dos 21 anos de abuso de força, produziu a maioria dos “líderes” que ainda aí se encontram, gente sem qualquer valor.

O Brasil se mostra hoje mergulhado e afundado na lama, com presidentes que colocaram quadrilhas organizadas a saquearem os cofres públicos abertamente, mas os militares estão esperando que a situação chegue a ponto de estrangulamento (e irá chegar), para tomarem alguma medida. Tudo isso por conta do erro cometido em 64.

O Brasil precisa hoje de mudar a sua legislação penal, pois não se tem como admitir que assaltantes dos cofres públicos permaneçam impunes, cumprindo menos de um ano de cadeia depois de arrasarem as finanças nacionais, como no caso de Zé Dirceu, Delúbio Soares, Zé Genoíno e incontáveis outros ladrões que aí permanecem. Tem de mudar também a grade de programação das emissoras de televisão, pois essas emissoras desestimulam o estudo e a leitura, enquanto veiculam programas desmoralizantes.

O trabalho que se tem a fazer neste nosso país é descomunal. E é trabalho cujo resultado somente será presenciado por futuras gerações. Estamos caminhando para período de grande tumulto e violência. O STF se encontra aparelhado, o Judiciário está cheio de “magistrados” corruptos, sem contar os mandatários que hoje assumem os mais variados postos apenas para assaltarem o Tesouro Nacional.

Os militares serão obrigados a intervir porque todo o triste cenário que ora presenciamos irá se agravar a largos passos. Mas será preciso mudar muitas questões acessórias, na formação de uma nação (que nunca foi formada), para que não fiquemos mergulhados em ciclo de repetição eterna sem encontrar saída. A ascensão do PT quebrou a espinha dorsal da chamada esquerda, mas mostrou que a direita não fica nada a dever em termos de ladroagem e descaso.

E nós só conseguimos constatar o nível de desmoralização da maioria dos integrantes dos poderes constituídos, em função da internet que deixa a todos nus sem a menor compaixão. Nunca vivemos momento tão sério e delicado como o atual.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


11/01


2016

Quem manda são os banqueiros. Priu!

RIBEIROLÂNDIA – O Brazil é uma República Federativa dos Banqueiros. Quem manda e desmanda é o sistema financeiro parasitário. Manda mais que a Mulher Onça, que os netinhos da Mulher Onça, mais que o sapo vermelho, que os empreiteiros. E priu! Os banqueiros não têm medo nem da mãe de pantanha.  

A lenda do olho de vidro do banqueiro não é lenda, é real. O olho de vidro do banqueiro tem mais calor humano que o olho de nascença. Os olhos de vidro dos banqueiros estão devorando o Brazil. Li, nesta semana passada, uma série de artigos no Diario de Pernambuco, assinados pelo tipógrafo Alexandre Rands e pelo monge Sebastião Barreto Campelo, sobre ajustes/desajustes fiscais, recessão, PIB, economia e finanças. Alguns dados relevantes, em breve análise:

O Brazil tem uma montanha de R$ 2,7 trilhões de dívida pública. O perfil da montanha é um complicador, por ser de curto prazo. As reservas cambiais somam 370 bilhões de dólares, ótimo. Com a taxa Selic de 14,25 %, o Brazil pagou no ano passado R$ 340 bilhões em juros dessa montanha devedora. Fiquei tremendo de susto ao ler esta cifra, ainda hoje estou tremendo.  

Dedução lógica, simples aritmética: os programas mais importantes do governo brasileiro são dois: o Bolsa Família e o Bolsa Banqueiro. Os dependentes do Bolsa Família (14 milhões de famílias, segundo governo) consomem R$ 27 bilhões, uma ninharia diante dos centos bilhões abocanhados pelos banqueiros.

O tipógrafo Alexandre Rands é o sucessor do saudoso Antonino José no vetusto Diario. O monge Tião é o São Francisco de Assis de Pernambuco. Eles propõem, em síntese, a amortização de parte da nossa dívida pública com a utilização de 100 bilhões de dólares de nossas reservas cambiais.

Por que o governo não adota essa alternativa lógica, factível e racional, sem riscos de crise cambial? Mistérios do além.
A questão é complexa, sem dúvida, mas na verdade faltam patriotismo, competência e ousadia aos nossos governantes. 
O tipógrafo Alexandre Rands é um ufanista, acha que o Brazil tem jeito. Até agora, desde 1500, ainda é um caso de perdição.   
Aprendi um dia na vida que não existem milagres. Milagre é efeito sem causa. Não existem milagres na economia. Também aprendi, alhures, algures, que não se dá cavalo de pau em economia. O Brazil vai continua atolado na recessão este ano.  

A Mulher Onça continua acreditando que fez tudo certo na economia, todas as leis do mundo é que estão erradas e conspiram contra ela, o mundo todo e golpista. Os postes não erram. Os vermelhos são duros na queda, não dão o braço esquerdo a torcer. Olha aí o caso da Venezuela falida! Eles não querem largar os mamilos do poder. Não existe maldição do petróleo, existe maldição da incompetência, no Oriente ou no Ocidente.

O fanatismo ideológico é irracional, alimenta todos os instintos primitivos, como já disse. Duas agências internacionais de avaliação de risco – Standard &Poor’s e Fitch -- tiraram o grau de investimento do Brazil. A agência Moody’s mantem o País no fio da navalha. Não adiante pedir por gentileza para dar boas notas ao filhinho de papai. São dados de realidade. Números são números, já dizia o Conselheiro Acácio.     

Estamos na Bolsa de Valores de Nova York, a popular Nyse – New York Stock and Exchange. Ações da Petrobras são oferecidas a preços de laranja na beira da estrada, quem vai querer?! Dois dolarizinhos! Aproveitem a liquidação! Os chamados fundos institucionais não compram, os grandes investidores não compram. As ações estão bichadas e tem caboclos mamadores no pé. Noutros tempos as ações Petr3 e Petr4 já foram vendidas há mais de 12, 15 dólares. Por que os investidores institucionais não compram as ações Petr? Porque não confiam no Brazil, não confiam na Petrobras. O imponderável está no ar. Bye-bye Brazil! As avaliações negativas sobre o cenário econômico travam os investimentos nacionais e internacionais e agravam a recessão.

* Jornalista

[email protected]


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

bm4 Marketing 4

04/01


2016

A casca de banana golpista

RIBEIROLÂNDIA – A Mulher Onça caminha numa calçada e avista uma casca de banana. Com aquela intelijumência que Zeus lhe deu, vai em frente e anuncia com valentia: lá vou eu escorregar de novo. Assim caminha nosso Brazil, nas unhas da Mulher Onça trapalhona e seus discípulos. Não aprende nunca e não dá o braço esquerdo a torcer. A culpa é da casca de banana. A casca de banana é golpista. As bananeiras são golpistas. Plantar bananeiras é uma atitude golpista. Este governo é um Titanic diante de um bananal de icebergs. 

A revista britânica The Economist é golpista. As agências internacionais e avalição de risco são o que? Reacionárias e golpistas.
O ano 2015 e as luzes do reiveillon foram golpistas. Sejam deletados do calendário. O País continuará afundando na recessão este ano. Será inevitável.  

Eu falo Mulher Onça porque dizem que ela é muito feroz. É tão valente que já quebrou um tablet na cabeça de um subalterno numa discussão sobre o sistema elétrico. Também quebrou o sistema elétrico com toda sua intelijumência. Por ser trapalhona, segundo Delfim Neto, poderia substituir Muçum ou Zacarias no quarteto Os Trapalhões. A diferença é que quebrar o Brazil não tem graça nenhuma.

Dirão que existe o apoio dos movimentos sociais. São os parasitas e caboclos mamadores morcegando em sinecuras nas estatais, fundos de previdências e ONGs chapas-brancas. A Mulher Onça pisa sem misericórdia no pescoço deles para exigir apoio e eles cobram caro. Outros são os obtusos que fingem ignorar todas as patifarias e apoiam o cordão encarnado apenas por amor febril. Tem doido pra tudo.    

Olhai os lírios do campo, olhai a dívida pública de 2,7 trilhões de reais. Assim como Roma não se fez em um dia, como diz o provérbio, a dívida pública de trilhões veio de mais de 10 anos de descalabro e incompetência administrativa. O orçamento do Bolsa Família, de 27 bilhõezinhos em 2015, é miudeza diante do orçamento do bolsa-banqueiro para pagar os juros da dívida trilionária. Haja centenas de bilhões do chamado superávit primário para o pagamento de juros da dívida. Todos os brasileiros que participam do sistema financeiro, desde os simples correntistas, são ao mesmo tempo devedores e credores da dívida pública.   

Não venham alegar que a crise deriva de uma conjuntura internacional. O Brazil ocupa a lanterninha no bloco paisagístico dos BRICS (Brazil, Rússia, China, Índia e África do Sul). Ah quanto saudades do PT na oposição! Geraldo Alckmin, José Serra, esses tucanos são os molengas. Fernando Henrique fica no nhenhenhém, pra variar. Multipliquemos governo e oposição por menos um. Pra começar, os sapos vermelhos farão campanha pelo Impichi do presidente ou da presidente diante do descalabro total do governo, e com toda razão.

Com aquela voz maviosa que encanta as multidões, o sapo barbado dirá, ou seja, que o governo sabia de tudo e encobriu a corrupção, ou seja, sabe, o Impichi á a solução. A revista Veja publicará uma longa entrevista com o sapo barbado nas páginas amarelas, ou seja, os petistas vão adorar, esculachando os neoliberais. Bezerros e bezerras desmamados, os movimentos sociais sairão às ruas para defender uma mamata, aliás, para defender a democracia.      

Delirar é preciso. Faz de conta que o cordão encarnado está na oposição e o Impichi, afinal, acabou de ser decretado. Aleluia! Aleluia! E agora, Mané?  O partido do cordão encarnado irá hastear as bandeiras da ética e da moral e reunir os “heróis do povo brasileiro” para prometer o melhor dos mundos imagináveis.

“Sem medo de ser feliz -- Brilha uma estrela – Brazil criança -- cresce a esperança – lá lá lá – Pra fazer brilhar”.
Oxente, nós já vimos esse filme. Era um filme de mocinhos éticos, valentes, competentes, movidos por amor febril para combater bandidos e malfeitores. Ó, ó, ó, filme triste, que me fez chorar, diz a musiquinha de Cely Campelo. O patrimônio ético virou patrimônio diurético. Saiu na urina. Os sapos vermelhos são criaturas muito sérias, já dizia meu compadre o cientista político The Gaulle.

* Jornalista

[email protected]


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


28/12


2015

2015, o ano das sofrências

RIBEIROLÂNDIA –  2015 foi o ano das sofrências,  da recessão, da bagaceira e da Dilmência neste Brazil da intelijumência.
Mas, apesar de todas as sofrências a vida é bela e a vida é fera.  E os astros-2016? Lá vou eu ser profeta de novo, pois é fácil ser o Messias neste reino do cordão encarnado. Janeiro passa ligeiro, em fevereiro tem carnaval. No próximo carnaval o bloco Galeto da Madrugada irá atrair um público recorde de 2.985.721 galináceos, segundo os cálculos renais do cientista político The Gaulle. Choverão turistas até pendurados nas árvores, em cima dos postes e nos telhados.  

No Rii de Janeiro, como dizem os cariocas, os bicheiros e muambeiros irão promover o maior espetáculo de malandragem do planeta, e a mundiça vai aplaudir com açúcar e com afeto. Milhões de galináceos, milhões de malandros cariocas e milhões de patetas verdes-amarelos irão salvar a pátria do ziriguidum. Eu sou um bicho-grilo invocado. Tô fora de carnaval. 

2016, o que será, que será? Recessão é ferida braba e as luzes do Réveillon não sinalizam recuperação da economia. O governo é pobre de Jó em credibilidade. Segurar a bagaceira até a eternidade de 2018 é ser perverso com o Brazil. A Mulher Onça será apresentada como a nova Irmã Dulce do coração valente do Brazil, merecedora de plena misericórdia verde-amarela e absolvida de todos os pecados.

O MST vai promover uns vandalismozinhos e depredaçõezinhas, nas cidades e nas fazendas, pero sem perder la ternura e jamais e sem perder jamais a solidariedade dos devotos do cordão encarnado. O big Cunha foi o adversário que a Mulher Onça pediu a Zeus. Quanto mais ficha suja, melhor. Assim e assado, não rola o Impichi. Nos acertos do ibope vai rolar a cabeça do big Cunha. Depois de muito espinafrado, ele será triturado, estraçalhado, esfolado e capado.

Ou poderá haver umas conchamblanças com a turma do cordão encarnado para ele perder os anéis e salvar os dedos, ou salvar o pescoço. Ele tem os trunfos do Programa da Malandragem Do Brazil – PMDB. Os malandros e os malas se entendem. E quem irá reabilitar o nosso Brazil descatembado e estraçalhado pelo cordão encarnado? Dizei-me, ó astros! 

Ele, o guia genial dos povos barbudos e dos sapos barbados. Eureka! Fiat luz – faça-se a luz! Shazam! Abracadabra!
Quando ele fala magnetiza as plateias nacionais e internacionais. Com toda essa genialidade, ele, o guia genial dos povos barbudos e dos sapos barbados, será convocado para convencer os investidores dos fundos institucionais nacionais e internacionais de que não existe crise no Brazil, é tudo invenção da mídia golpista e reacionária.

Assim e assado, os megas e gigas investidores serão convocados (convocados, sim, intimados, não apenas convidados) para investir pesado no Brazil, ignorar as notas de rebaixamento das agências de risco. Por amor febril, os gigantes da economia irão doar fortunas em dólares para recuperar o grau de investimento do Brazil. De nossa parte, os brasileiros se preparam para cair na gandaia do carnaval.

Tem cheiro de enxofre no ar. Se não houver pacificação nacional – Impichi, renúncia ou governo de coalizão – vamos afundar ainda mais na recessão e radicalização ao modo da Venezuela. Convém sempre lembrar que a sanha do poder instiga todos os instintos primitivos. Uma voz cabeluda já avisou: “Eles não sabem do que somos capazes”. Sabemos, sim. São capazes de todas as patifarias e bandalheiras. Alias, já foi dito e já foi feito.    

E Zeus dos céus nos proteja neste vale das lobas e dos lobos maus. Amor e amém!  

* Jornalista

[email protected]


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


21/12


2015

Profecias nas nuvens

Adalbertovsky, Marquês da Ribeirolândia  

RIBEIROLÂNDIA – Eu sou um profeta, modéstia à parte. Aprendi com o bem-aventurado Nelson Rodrigues que só os profetas enxergam o óbvio. É fácil ser profeta numa terra de sapos daltônicos que só enxergam os raios vermelhos do prisma. A vida é um caleidoscópio.  

Minhas profecias estão escritas nas nuvens do planeta Word, e uma delas foi proclamada nos pergaminhos deste magnífico blog de Magno Martins Fonseca intitulada “Estocar ventos: Prêmio IgNobel”, quando a Mulher Onça lançou a ideia aloprada de estocar ventanias: Alô-som! Alô som! “Os astros revelam: amanhã ou depois de amanhã, questão de dias, ao final de uma batalha inglória contra os sapos ultra-vermelhos e sem conseguir bancar o ajuste fiscal, o ministro Levy vai inventar uma desculpa e pedir demissão. Haverá mais instabilidade e mais incerteza na economia”.  

Somos todos Nostradamus na terra do cordão encarnado. São as profecias da bagaceira nacional. O guia genial dos povos barbudos e dos sapos barbados deveria ser escalado pela Mulher Onça para convencer os investidores nacionais e internacionais Standard and Poor’s, Fitch e Moody’s de que a economia do Brazil navega num céu azul de oxigênio. Pois não dizem que as lábias dos lábios do cara são capazes até de mover as pirâmides do Egito e as pirâmides de São José do Egito?! Ao menos as milionárias Odes a Brecht moveram montanhas de denários na Venezuela, em Cuba e na África.

Haverá uma batalha árdua para reverter estes cenários plantados em uma década de demagogia e destrambelhos na economia.  
Eles repetem o mantra: não haverá golpe. Simples. Haverá recessão e desemprego. Eu repito o mantra nacional: eles quebraram o Brazil e não tem Super Bond que dê jeito. Não tem James Bond que dê jeito. Não tem Mandrake que dê jeito.
São os números que dizem: recessão de 3,5 % do PIB, déficit orçamentário-2015 de mais de 50 a 70 bilhões, dívida pública recordista na casa dos 2,7 trilhões de reais. Os números lacrimejam. 

O bem-aventurado Drummond dizia que “lutar com palavras é a luta mais vã. Entanto lutamos mal rompe a manhã”. Eu diria à moda do amado mestre: lutar com os números é a luta mais vã. Entanto lutamos desde o café da manhã. A luta ainda mais vã é contra a irracionalidade das toupeiras vermelhas. Esta é uma nova espécie da flora política. Produz as urticárias vermelhas.  

Os registros são de que seis países rebaixados – Colômbia, Uruguai, Romênia, Eslováquia, Letônia e Coreia do Sul – demoraram em média seis anos para recuperar o grau de investimento. Conflagrada em meio à guerra com os terroristas das farc,  a Colômbia demorou 12 anos. A Coreia do Sul deu a volta por cima em apenas um ano. (Os terroristas das farc são chamados de “guerrilheiros” pelos vermelhos do Brazil).

Os investidores e as agências internacionais não se comovem com lábias nem com malandragens. Sangrando na recessão, o Brazil ainda nem começou o ajuste fiscal. Se haverá ou não o Impichi da Mulher Onça, este é mais um fator de instabilidade.
Sob o signo da má governança os vermelhos jogaram o Brazil na contramão da história e na contramão de si mesmo. O País vinha de uma década de estabilidade monetária e pedalou no rumo da bagaceira. Se depender da mulher que mais entende de energia no mundo e conseguiu quebrar o setor elétrico, continua a piorar.

O Brazil não é a Colômbia nem a Venezuela, mas o ambiente político está carbonizado. A radicalização tem cheiro de enxofre.
Engano imaginar que o governo acabou. Continua movido pela força da inércia. Eles dizem que se as urnas estão lacradas tudo é permitido. Os carrapatos danificam o coração do nosso Brazil. E o poder causa mais vertigens que as alturas do Everest.  

* Jornalista

[email protected]


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


14/12


2015

A Mulher Onça causa sofrência

Adalbertovsky, Marquês da Ribeirolândia

RIBEIROLÂNDIA – O movimento está parado. A presidente não preside e a coalizão não coaliza. Joelma e Ximbinha pedalaram na moita e a banda Califom sofreu Impichi. (Já avisei com minhas viseiras que não falo Impeachment porque não sei escrever esta palavra em inglês). Pablo, o cantor da Sofrência, entrou em recesso.

E a nossa sofrência continua nas unhas da Mulher Onça, assim falou o cientista político The Gaulle aos seus discípulos.   

O que será do Brazil sem os gemidos e os suspiros de Ximbinha e Joelma? Se Joelma fosse presidenta da República ou ministra das Minas e Energia ou presidenta do Conselho de Administração da Petrobras, autorizaria Ximbinha a comprar a sucata da refinaria da Pasadena por 500, 800 ou 1 bilhão de denários?

Se o Brazil sobreviveu ao choque anafilático entre Joelma e Ximbinha, também está preparado para uma vida melhor depois do Impichi da Mulher Onça. Pior é criar ilusão e ficar na sofrência.

Com toda a sapiência e aquela banha que Zeus lhe deu, o ex-ministro Delfim, neto da ditabranda, conta que a recessão de 3,5 % este ano, mais 3% ou 4 % em 2016, outro tanto em 2017, let it be, deixa rolar, isto vai sair na diurese, vamos sonhar com as eleições de 2018, se o Brazil sobreviver. Então, os comissários vermelhos vão convocar todos os caboclos mamadores para pedalar nas urnas e se eternizar no poder. Recessão e pedaladas nas banhas dos outros é refresco.

Delfim é muito sábio, mas esqueceu que três anos não são três dias e nesse tempo a turma do cordão encarnado poderá arruinar ainda mais o Brazil. Ele que é rotulado de direita também esqueceu de lembrar o legado nefasto da esquerda radical na América Latina e no Brazil, na falta de ética e na incompetência. Noutros tempos se dizia que Delfim só pensava em números, números.

Dizei-me, ó filósofo Tiririca! Pior do que está não fica. Errado. É sempre possível piorar um pouquinho. Ou piorar um muitinho. 
 
E os avanços e as conquistas na dinastia vermelha? As lendas do pastoreio dizem que mais de 30 milhões de viventes, antes pobres de Jó, foram incorporados à nova classe média. Significa uma renda de 600 a 900 denários. Com essa fortuna, o felizardo das classes emergentes pode comprar um quilômetro de sonhos da padaria. Acredite, se quiser. Prefiro acreditar na maravilhosa lenda “Negrinho do Pastoreio” escrita pelo magistral Câmara Cascudo.

As lendas de Cascudão eu leio com emoção. As lendas dos sapos barbados eu leio na galhofa.  

Razões jurídicas existem contra e a favor do Impichi e contra ou a favor de quaisquer demandas de Direito. O jurista Helio Bicudo diz sim. Outros bicudos que não se beijam podem dizer não.

Juridicismos à parte, este governo é um trem descarrilado de ladeira abaixo, sem lenço e sem documento. A casa caiu, a fonte secou. La Maison est tombée, segundo o filósofo da Jaqueira, Dom Carleone.  O jarro quebrou, não tem Super Bond que dê jeito, não tem James Bond que dê jeito.

O governo só existe agora para os caboclos mamadores e as lagartixas. É impossível dar cavalo de pau na economia e o desgoverno da Mulher Onça é impotente para restabelecer a confiança dos investidores nacionais e internacionais.

Somente um governo de coalização nacional, mediante a renúncia ou Impichi, pode evitar o naufrágio do Titanic ou o Brazil continuará à deriva.

Rei dos mares, Neptuno nos proteja! E as urnas nos protejam das brotoejas vermelhas!    

* Jornalista

[email protected]


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


07/12


2015

A Mulher Onça dança ou não dança?

RIBEIROLÂNDIA – A Mulher Onça dança ou não dança? Eu perguntei aos astros e às estrelas. Todíssimas vozes me responderam: quem sempre dança é o Brazil. Dança na recessão. Dança na corrupção. Dança na inflação. Dança no desemprego. Dança na malandragem. O Brazil é um dançarino, assim falou o cientista The Gaulle aos seus discípulos. O Brazil é um dançarino muito sério, segundo The Gaulle. 

E o big Cunha? Será degolado? A turma do cordão encarnado e da caterva vermelha irá capá-lo? O big Cunha é um capadócio. O capadócio big Cunha já escapou várias vezes de ser capado em sua trajetória artística no Partido da Malandragem Do Brazil. E por que os sapos vermelhos agora querem arrancar os seus bagos? Porque ele ousou questionar os dotes virginais da Mulher Onça. Antes vivia feliz e sossegado nas gafieiras da vida. 

Os habitantes da Capadócia vivem sempre na linha do tiro. E além do mais, ele é carioca, dançarino de gafieira, dançarino da malandragem do PMDB – Partido da Malandragem Do Brazil. 

Impichi é golpe? A Constituição é golpista? O sapo barbado que entrou com as quatro patas na campanha pelo Impichi de Collor era um golpista? Se é golpe, não deveriam se preocupar, deveriam deixar rolar e recorrer ao Supremo para declarar ser inconstitucional. Mas, claro que não. Estão apenas blefando, estão sofismando.    

A mulher que mais entende de energia no Brazil faliu o setor elétrico nacional ... Eu não entendo tanta inteligência ou tanta intelijumência, ou tanta exclamação, reticências, etc. et coetera ...!   

Cometer uma fraude bilionária nas contas públicas não é golpe. Arrombar os cofres do BNDES não é golpe. Convocar o exército vermelho de StalinStedile para invadir as ruas, as estradas, fazer vandalismos e ameaçar opositores, isto não é golpe?
 
As ações da Petra tiveram um refrigério em Wall Street, a Rua do Muro em New York ao ser anunciada a tramitação do Impichi. Comprar/vender ações da Petra é golpismo? Os investidores imperialistas em ações são golpistas? Depende da cotação.  

E se os amigos da Mulher Onça salvarem o pescoço dela? Aí, paciência, ela continuará tocando o barco com toda a incompetência que Zeus lhe deu, feito o pianista do Titanic, até consumar o naufrágio nas águas do mar vermelho da recessão, da inflação e do desemprego.    

A incompetência do populismo de esquerda está levando a  Venezuela à degradação econômica e social. Dirão que o Brazil não é a Venezuela. Mas, está provada a teoria de que é sempre possível piorar um pouquinho. Ou piorar muitíssimo. Na Venezuela ainda agora os descerebrados ideológicos insistem na manutenção de um modelo econômico fracassado. 

A irracionalidade das esquerdas fanatizadas faz parte da cota de insanidade da humanidade. 

Um parêntese: é uma profanação chamar de “Bolivarismo” a farsa conduzida pelos fantoches políticos Hugo Chavez e Maduro na Venezuela. O general Simon Bolívar foi um revolucionário, patriota, nacionalista, num momento histórico, no século 19, de libertação do seu país e da América Latina do domínio espanhol. 

Chavez e Maduro são protagonistas da tragédia econômica e social da Venezuela e profanadores da memória de Bolívar. A bandeira de guerra contra o “imperialismo” compõe a farsa do fanatismo. Os vermelhos do Brazil comungam dessa histeria demagógica. 

Os bichos da esquerda ortodoxa, dissimulados ou não, são inimigos da democracia, inimigos da prosperidade econômica, inimigos da civilização ocidental de cujos bens são usuários e beneficiários. 

A mulher onça nao é dona do Brazil. Os vermelhos não são  donos do Brazil. O Brazil não pode continuar refém da incompetência e das incertezas. A economia não pode continuar naufragando e sem perspectivas de recuperação. Mudança de gabinete é remédio constitucional no parlamentarismo. Impichi é remédio legal no presidencialismo. A ânsia de poder gera todos os instintos primitivos e não tem limites. Ou ata ou desata. Melhor desatar. Adelante!

* Jornalista

[email protected]


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

lino perrelli

...só se não quiser, pois, a orquestra começou a tocar e a melodia já está nos ouvidos de todos.



30/11


2015

Ladrões de sonhos

Adalbertovsky, Marquês da Ribeirolândia  

RIBEIROLÂNDIA – Vocês vermelhos, infravermelhos e ultravermelhos, eu vos direi: nossos ídolos não são os mesmos. Eu não beijo as barbas do sapo vermelho. Eu não beijo a face, eu não beijo o Facebook da Mulher Onça. O patrimônio ético do cordão encarnado virou patrimônio diurético, saiu na urina. Os ídolos do cordão encarnado roubaram os sonhos e os suspiros das nossas padarias. Ladrões de sonhos não merecem perdão.

Ah que saudades dos sonhos e suspiros de antigamente! Hoje eu vivo privado de sonhos e suspiros. Acabou-se o que era doce. 
Existem os ladrões de galinheiro, ladrões de bancos, ladrões de celulares, ladrões de automóveis, ladrões de cavalo – todos eles são inofensivos diante dos malfazejos ladrões de sonhos.

Eu odeio ladrões de sonhos, assim como aquela sociologazinha de meia tigela, uma tal de Chui, disse que odeia a classe média e passa a mão na cabeça dos ladrões de sonhos. Vem daí o discurso do ódio, é lá e lô, feito no dominó. Entonces, dizei-me: quem nasceu primeiro, a galinha ou o testículo? O ladrão de sonhos ou o discurso do ódio?

Quem roubou nossos sonhos e nossos suspiros? Foram os sanguessugas, os vampiros, os caboclos mamadores.
Ora, direis, existem vampiros no Brazil? E eu vos direi: existem mais vampiros neste reino de Pedrálvares do que em Dusseldorf, a terra de Frankenstein. Eles se alimentam do sangue, suor e lágrimas do povo brasileiro, segundo o cientista político The Gaulle, meu consultor para assuntos de glóbulos brancos e glóbulos do cordão encarnado.    

O Brazil sangra nas mãos dos vampiros do cordão encarnado. Depois de roubar os nossos sonhos, eles arruinaram a economia do País, arrombaram as contas públicas, quase faliram a Petrobras e o setor elétrico e estão ressuscitando a inflação.  
Se as urnas estão lacradas tudo é permitido?

As políticas econômicas das esquerdas fracassaram em todas as latitudes do planeta, inclusive nas altitudes do planeta Brazil, das planícies ao Planalto. Mas, não dá para debater racionalmente com fanáticos ideológicos ou adeptos de seitas partidárias. Os ladrões de sonhos conhecem a realidade, mas tiram onda de inocentes online.

Desde o pós-guerra em meados da década de 1940 até 1994, no lançamento do Plano Real, o Brazil conviveu com inflação na casa das dezenas, centenas ou até do milheiro, quando houve a explosão dos marimbondos de fogo de Ribamar Sarney. Com o Plano Real, graças a Zeus, reinou a estabilidade monetária.

Agora a inflação de dois dígitos, dos bichos das dezenas, volta a bater à porta dos brasileiros. Aliás, não bate à porta, invade todas as casas sem pedir licença e sem cerimônia. Inflação é bicho medonho. Inflação mais recessão é mais que assombração. Rouba salários e renda dos brasileiros.  

A trajetória deste governo do cordão encarnado no Brazil é uma virada de trem. O trem virou, o trem descarrilou. Só existe um caminho para resolver essa virada de trem: credibilidade. Nessa matéria o governo é pobrezinho. Você compraria um carro usado da Mulher Onça no feirão da Rua José Osório? Câmbio, motor, caixa de marcha, bateria ...

Este governo já começou com defeito de fábrica, defeito de urna. O motor pifou quando as urnas foram lacradas. Precisa de um “recall” completo. Impeachment não é palavrão. Tá na Constituição. Põe as cartas na Mesa Diretora do Congresso Nacional. Ou dá ou desce. Navegamos na rota do imponderável. 

* Jornalista

[email protected]


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


23/11


2015

1, 2, 3, 4, 5, Ô Nêumanne ...

Adalbertovsky, Marquês da Ribeirolândia  
[email protected]

RIBEIROLÂNDIA – 1, 2, 3, 4, 5 – Ó Nêumanne José Nêumanne Pinto, o que você achou da delação, aliás, da declaração daquele ministrozinho de meia tigela, de que o partido do cordão encarnado reproduziu os mesmos erros que a sociedade comete, ao praticar patifarias na Petrobrás.  O nome do ministrozinho eu não lembro, se não me engano é da aristocrática família Silva, cujo patrono barbado cultiva a honrosa tradição de ser analfa desde o berço até as cinzas.   

O grande Nêumanne ficou irado, fulo da vida, e assim falou aos seus discípulos do programa Direto ao Assunto, na Rádio Jovem Cap de São Paulo: disse que o ministrozinho chamou milhões de brasileiros de meliantes, como se todos fossem assaltantes dos trens pagadores da Petrobrás. O ministro porta-berro, segundo ele, ou porta-rugido, deveria ser demitido pela Mulher Onça e ainda levar uns bolos de palmatória, nos conforme da boa educação da infância de antigamente. Bateu nos peitos e protestou: “Não sou ladrão, nunca roubei ninguém, não aceitou ele dizer que o corão encarnado reproduz um erro meu”.
Alô-som! O testemunho de Nêumanne é verdade e dou fé.

Eu e Nêumanne a gente somos amigos desde os tempos da adolescência na Serra da Borborema. Quando a gente se conhecemos ele tinha vindo dos sertões do Rio do Peixe, terra de Erundina, a mulher que veio com a chuva, segundo um livro que ele escreveu. (Paulo Francis a chamava de “aquela senhora parruda”).  Naqueles idos Nêumanne já brilhava em nossa geração, nas letras, na poesia, na literatura.
O bicho tirava onda de intelectual, participava do cineclube Glauber Rocha, vez por outra publicava artigos sobre cinema no Diario da Borborema e mantinha correspondência com intelectuais do Rio e São Paulo, feito gente grande. Escreveu até uma peça chamada Pindorama, Idolatrina, salve, salve! No embalo da rebeldia dos anos 1970, quase foi preso como subversivo. A nossa geração amava os Beatles e, more ou less, os Rolling Stones.   
Nêumanne vivia de mesada do pai, Seu Anchieta, e da mãe dona Mundika, para tomar sorvete, comprar livros na Livraria Pedrosa – “Faça do livro o seu melhor amigo”, e sonhos na padaria – “Neste momento está saindo mais uma fornada na Padaria das Neves”, anunciava a Rádio Borborema.

Tenho certeza que Nêumanne nunca roubou ninguém. O papaizinho aqui também nunca roubou ninguém. Aliás, minto, confesso meus pecados. Quando era menino eu roubava mangas nos quintas da Serra da Serra da Borborema. Nesse capítulo não boto a mão no fogo por ninguém. Não sei da vida pregressa de Nêumanne lá nos quintais de Uiraúna, se roubava goiaba e manga rosa. Soube que ele também estudou em seminário de padres nos tempos de ginásio. Mas, nunca roubou hóstia consagrada, feito aquele ex-ministro que seguiu carreira na delinquência até ser condenado no Mensalão.     

Com 17 ou 18 anos Nêumanne casou com a médica Regina, amiga nossa, pegou um Ita e foi morar no Rio de Janeiro e depois em São Paulo, trabalhar na Editora Bruguera e depois no jornal Folha de S. Paulo, ainda novinho em folha, para ganhar o pão francês de cada dia com o suor dos seus neurônios. Sei que não enricou, mas ficou muito famoso, sem nunca ter cometido roubos nem furtos.    
Atualmente Nêumanne se rendeu à regente Isabel e está levando a vida que pediu a Zeus lá em São Paulo. 

Aqui pra nós, grande Nêumanne, tu não sôis corrupto, a gente não somos corruptos, nossos ídolos não são corruptos, mas o vírus da corrupção, vindo de outras eras e vitaminado nos tempos presentes, alastrou-se feito ferida brava nos quintais e jardins de nossa sociedade.   

Hoje o filho de Dona Mundika e Seu Anchieta é um cara famoso, brilha como o comendador da Pauliceia, da Serra da Borborema et Orbi. É editorialista do jornal O Estado de S. Paulo, comentarista da TV Gazeta e da Radio Jovem Pan e colaborador deste magnifico blog de Magno Martins. Com uma dezena de livros publicados, de poesia, romance e de reportagens, foi eleito imortal da Academia Paraibana de Letras. Ocupa o sofá número 1, cujo patrono é o bem-aventurado poeta Augusto dos Anjos e dos pecadores.

E eu sou apenas humilde Marquês da Ribeirolândia, seu criado. Pindorama, idolatrina, salve, salve!

* Jornalista 

[email protected] 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


16/11


2015

A travessia do mar vermelho

Adalbertovsky, Marquês da Ribeyrolândia  

[email protected]m

RIBEIROLÂNDIA – O guia genial dos povos barbudos e dos sapos barbados está se perdendo. Se a Mulher Onça tivesse um estalo genial o Messias do cordão encarnado seria nomeado ministro plenipotenciário da Fazenda e da Esplanada dos Ministério para atravessar o mar vermelho da recessão e levar o Brazil à terra prometida de rios de leite e montanhas de cuscuz. 

Vocês estão esperando o que para nomeá-lo aiatolá do Brazil? Se  já deu lições de governança a Obama e Angela Merkel! Se já tentou ensinar ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, como governar o mundo! Se já disse que teria descoberto o Brazil antes de Pedrálvares se tivesse nascido na era dos descobrimentos! Se já descobriu que a crise é apenas invenção da mídia golpista! Se já ensinou o caminho da China a Napoleão Bonaparte mesmo sem o homem do cavalo branco nunca ter visitado “o império de todos sob o céu”!

E por falar no Império continental, a gente sabemos que o português é o idioma mais difícil do mundo, pois 1,5 bilhão de chineses e japoneses conseguem decifrar e falar aqueles ideogramas complicados e não sabem falar a nossa língua. Mesmo sendo analfabeto de nascença o guia genial aprendeu a falar fluentemente o idioma verde-amarelo, apesar de soletrar certas palavras com algum pobrema e ser portador de alguns cacoetes com aquela voz cavernosa, ou seja, sabe!

Aliás, chineses e japoneses são analfabetos moribundos e de nascença, pois nunca aprenderam nosso alfabeto de 26 letrinhas e só entendem ideogramas primitivos. Ele que magnetiza multidões com sua voz maviosa ao revelar os caminhos da salvação da humanidade! Ele que prometeu levar os brasileiros ao paraíso terrestre (ou ao menos os brasileiros de sua patota)!   
Se já decantou maravilhosas Odes a Brecht  para ensinar os ditadores africanos a erradicar a fome no continente, mesmo que seja com o dinheiro generoso do BNDES!       

Assim falou o sapo vermelho aos seus discípulos: Meireles, tu és Moisés e sobre te edificarei a nova seita para atravessar o mar vermelho da recessão e da bagaceira na economia. Mas, o liberal Meireles é apenas um Levy sob o manto protetor do sapo barbado. O sonho de consumo do bicho é transformar Meireles num novo poste comas luminárias do cordão encarnado para perpetuar a seita no poder. Faltou combinar com os russos e com os brasileiros.

Combinou apenas com os lunáticos e com os caboclos mamadores. Ó mar vermelho da recessão, quanto de tuas águas são lágrimas e suor do povo brasileiro! digo eu à moda da cantiga do poeta Fernando Pessoa. E mais, do povo brasileiro ludibriado, explorado e espoliado pela camarilha vermelha. E mesmo assim os que levaram o Brazil à falência têm seus defensores. Faz parte da taxa de insanidade da humanidade.

Não existe milagre em economia. Nem Levy, nem Meireles, nem Moisés, nem os santos evangelistas conseguirão fazer a travessia do mar vermelho se não houver um choque de credibilidade para reativar os dínamos do mercado e restaurar a confiança do Brazil em si mesmo.

O povo, quem é o povo?! Foi para casa assistir novelas. Quem é mais importante para o Brazil, Sua Excelência Dunga ou o Doutor Levy? Quem sobe-desce na cotação de mercado da série A, B, C do futebol e sei lá o que?! O novo craque contratado promete uma revolução nos gramados e emociona as multidões.

Os brasileiros amam os gramados, amam as novelas, amam a gandaia. Ziriguidum! Os caboclos mamadores amam as tetas da Casa de Misericórdia da Moeda. São os amores de perdição. Esbagaçaram o nosso Brazil e não vai ser fácil recuperar a economia. Estão roendo o osso e querem sugar o tutano. A ânsia pelo poder alimenta todos os instintos primitivos. Assim navegamos no reino do imponderável.

* [email protected]


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha