Versão Agreste Meridional

20/03


2017

Febre bubônica vermelha

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Lembro-me como se fosse anteontem: no início do século passado, o Brazil foi contaminado pela peste bubônica e pela febre amarela vinda da Europa. O cientista Oswaldo Cruz criou um instituto e entrou em luta corporal contra o mosquito Aedes aegypti transmissor da febre amarela. Disseram que Oswaldo era autoritário e politicamente incorreto porque os agentes do instituto entravam nas casas para exterminar os mosquitos sem dó nem piedade.

Oswaldo Cruz e seus agentes prenderam ou exterminaram os mosquitos e conseguiram zerar a peste bubônica e a febre amarela. Os defensores dos mosquitos disseram que foi um golpe. A história e a ciência consagraram Oswaldo como herói do povo brasileiro. Mais de 100 anos depois o mosquito ressuscitou sob a forma de parasitas ideológicos.          

Atualmente o Brazil padece de surtos de febre bubônica  vermelha. A febre vermelha produz delírios coletivos, crises de consciências, cegueira ideológica e fanatismos. É transmitida por sapos barbados, parasitas ideológicos e derivados. É a nova febre bubônica que assola o Brazil. Mas, se Zeus quiser, vamos nos livrar dessa febre bubônica.

Os caras e as cabrochas responsáveis pela maior recessão da história da República, que arruinaram a economia, estraçalharam a Petrobrás e os fundos de previdência das estatais, que estupraram o fundo Postalis dos Correios, que concentraram uma multidão de 12 milhões de desempregados e outros milhões de subempregados ... esses caras agora são chamados de guerreiros do povo brasileiro!

Se você disser que eu desafino politicamente, amor, saiba que isto em mim provoca imensa dor! De repente, não mais que de repente, o mundo virou pelo avesso.   Barbarizaram, esculacharam nosso Brazil!  Roubaram os nossos sonhos, roubaram o nosso céu de anil, zil-zil! Hoje os transmissores da febre bubônica vermelha – alguns deles inquilinos da cadeia Papuda – são chamados de guerreiros do povo brasileiro. Rezadeiras e benzedeiras, salvai-nos desses espíritos malévolos! Valei-nos, curandeiros das perebas ideológicas!

Triste país que se deixa dominar por esses perebentos ideológicos transmissores de sarna, coceiras, bicho do pé e catingas. O estágio cultural da Nação brasileira é de barbárie, em todos os quadrantes onde canta o carcará e onda cantava o sabiá. Banhado em lágrimas de crocodilos escarlates, o sapo transmissor da febre vermelha jura pelas Odes a Brecht que os procuradores federais são uns malvados querem pegá-lo pela goela feito os mosquitos dos tempos de Oswaldo Cruz. Ele se confessa um  franciscano da vida vivendo da caridade alheia, das Odes a Brecht.

Afora o atraso e só agora concluído um ramal até Monteiro na Paraíba, a transposição de correntes ribeirinhas do São Francisco estava calculada em 4,5 bilhões. A conta já chegou a 10 bilhões e faltam outras etapas. Contaminada pela febre bubônica vermelha, uma legião bovina aplaude o sapo transmissor das viroses deletérias que infelicitaram nosso Brazil. ende piedade de nós, misericordioso Francisco de Assis, protetor da natureza, da fauna e da flora, boníssimo irmão dos pobres e nosso irmão!    

Profeta Adalbertovsky
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Versão Sertão do Araripe

19/06


2017

O Brazil padece de urucubaca

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O Brazil é uma unha encravada. É uma sinuca de bico. O Brazil deu um nó nas tripas gaiteiras. O Brazil está com dor de dente, dor de ouvido e espinhela caída. Há suspeitas de mau olhado. Só pode ser mau olhado, diante de tantas aflições e desmantelos. O que fazer?   Eu vos direi, do alto das montanhas da Jaqueira e da Freguesia de Nossa Senhora dos Aflitos: é urucubaca, mau olhado. Chamem uma rezadeira, uma benzedeira, uma curadeira.

Aconteceu no começo do século passado, em 1910, com o marechal presidente Hermes da Fonseca, apelidado de Dudu, o azarado. O pobrezinho era tão azarado que até os pombos do Palácio do Catete faziam cocô na cabeça dele. Fizeram uma marchinha para Dudu: “Ai Filomena, se eu fosse como tu, tirava a urucubaca da careca do Dudu. Ai, Filomena, na careca de Dudu subiu uma macaca, por isso, coitadinho,  ele tem urucubaca”.

Durante os quatro anos do governo de Dudu o Brazil viveu 10 meses em Estado de Sítio, mas ele era reconhecido como uma criatura honestíssima, não tinha sítio nem triplex nem recebia propinas de empreiteiras. Naquele tempo havia muita corrupção nos Estados. Dudu era rochedo e adotou a “Política das Salvações” para combater a corrupção com intervenções militares. Quando deixou o governo foi passar uma temporada no sítio do amigo Pinheiro Machado no Interior do Rio de Janeiro, mas não ganhou o sítio nem apartamentos duplex ou triplex de presente. Saudades de Dudu, meu amigo de infância.

Macunaíma, o herói nacional zero caráter, nasceu nos tempos do rococó, captado pela mente luminosa do escritor Mario de Andrade. Esse anti-herói é o patrono das mundiças malfazejas, corruptas e corruptoras de nossas terras auriverdes.
À moda de Macunaíma com tempero de Judas de Kariot, o gangster açougueiro é o novo herói nacional. As placas tectônicas do coração do Brazil estão impregnadas de corrupção. Os vermelhos continuam apaixonados pelos corruptos.

Corrupção no Brazil é ferida braba. Às vezes dá para imaginar que está no sangue auriverde tropical.      
A mundiça do cordão encarnado lançou a nova teoria revolucionária de que o vermelho é a soma de todas as cores. O papaizinho aqui eu mesmo aprendi, na universidade do Colégio Estadual da Prata, na Rainha da Borborema, que o branco é a soma de todas as cores, tai o filósofo José Neumanne Pinto que não me deixa mentir.

Perguntei ao Doutor Alvacir Fox, o oráculo do Empresarial Trade Center, especialista em globos oculares, óptica geométrica, pupilas, íris, córnea e cristalinos: ó mestre, dizei-me a verdade. Assim falou o guru Doutor Fox aos seus pupilos e pupilas, do alto das montanhas do ETC: a vermelhidão ideológica é uma aberração cromática. O mar é vermelho, a estrela é vermelha, a lua é vermelha, o céu é vermelho, o blues é vermelho, segundo eles, terceiro eles. Os vermelhos padecem de aberrações cromáticas ideológicas, digo eu.

Profeta Adalbertovsky
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Versão Mata Sul

12/06


2017

O sapo será capado

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A chapa Dilminha-Michelzinho é uma cobra de duas cabeças. Uma cabeça mordeu a outra cabeça. Ambas as duas cabeças se envenenaram. Dir-se-ia que estamos juntos, porém separados, falou Michelzinho. A gente estamos juntos e misturados, jurou Dilminha. O pessoal da Dilminha ululava em Brasília: please, ministro Gilmarzinho, condene a nossa chapinha junto com Michelzinho. A gente utilizamos uma grana de caixa 2 da Petrobras para pagar marqueteiros e cometer estelionato eleitoral. A gente cometemos crime eleitoral. Michelzinho sabia de tudinho, só o sapinho da Silva não sabia de nadinha, pra variar.

Mas, na hora do desempate e por ser muito malvado, o ministro Gilmarzinho absolveu a dupla Dilminha-Michelzinho. Os vermelhos caíram nos prantos. Se a chapinha fosse cassada haveria eleição indireta para presidente da República e a mundiça vermelha estaria no páreo. O Brazil entrou no ritmo do pega pra capar. Os vermelhos queriam capar Michelzinho e Marcelinha chorou de emoção, logo agora que estão na lua de mel de abelha do poder.

A jararaca vermelha já tinha sido capada politicamente no Impichi, mas queria ser capada novamente junto com Michelzinho, questão de solidariedade. Mandioca vermelha, uma criatura tão virtuosa quanto um vegetal, não cometeu nenhum pecado, apenas era uma incompetentezinha, ou big incompetente que arruinou a economia do Brazil, isto não é pecado, pois foi sem querer, querendo.  
Um cara pegador nos tempos do Império Romano, o Imperador Júlio Cesar adotou o lema: “Para ser minha namorada não basta ser honesta, tem que parecer honesta”. De caso com o Imperador da Petrobras, a mulher Pompéia deu uma bobeira na refinaria de Pasadena, nos States, e Julio Cesar pediu divórcio.

Tipo uma vestal de Pasadena, a jararaca vermelha jurou, ao ser deletada: Eu sou mais inocente que Pompéia, a mulher de Cesar. 
Agora quem está na fila para ser capado é o sapinho barbado. Ele não lembra de ter cometido nenhum pecado, nem no BNDES, nem na Petrobras, nem nos currais da Friboi, nem pecou contra a castidade a bordo daquela donzela chamada Rose de Noronha. Lembra apenas que fazia palestras, inocentemente, para ensinar aos ditadorezinhos de Cuba, da Venezuela e de republiquetas da África a arte de receber doações do BNDES. O institutozinho dele recitava Odes a Brecht e recebia ofertas milionárias de gratidão

Dizei-me, amáveis leitores, é justo mandar capar o bichinho pelo simples fato de ter esquartejado a ética e a moral da política em nosso País?! Pelo simples fato de ter desviado dezenas de milhões de denários da Petrobras para marqueteiros cometerem o maior estelionato de que se tem notícia nestas terras auriverdes?!

E mais, por ter estropiado, junto com a jararaca vermelha, o patrimônio da Petrobras. Pelo simples fato de ser o maior farsante da República e ter mentido para milhões de brasileiros desde quando era informante do xerife Romeu Tuma?! Por ter lançado, ele e a jararaca vermelha, 12 milhões de trabalhadores na perdição do desemprego?!  Quanta maldade querer capar o capadócio vermelho!  
A fila anda e o capadócio vermelho será capado, nos conforme da lei, constitucionalissimamente. Vai ser emocionante.  

Profeta Adalbertovsky
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Versão Sertão do Moxotó

05/06


2017

O patrimônio ético e diurético

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Se eu fosse um bicho vermelho, ou infravermelho, se eu fosse um ultraleve vermelho de coração eu estaria muito irado, eu estaria arretado da vida com o sapo barbado, seus discípulos e seus sequazes do cordão encarnado. Eles barbarizaram o patrimônio ético das esquerdas. Em 13 anos nas mãos dessa mundiça o patrimônio ético virou patrimônio diurético, saiu pela urina.

Mas, os vermelhos continuam adorando os predadores do Brazil. É a sina dos amores de perdição. Também adoram todas as ditaduras comunistas. Eles degradaram o Brazil em todos os quadrantes. Atolaram o País numa recessão descomunal. Deixaram a Petrobras em estado pré-falimentar, com uma dívida de R$ 493 bilhões no final de 2015. O montante hoje está na casa dos 300 bilhões. Foi o maior assalto mundial e olímpico da história numa empresa petrolífera, uma mistura explosiva de corrupção e incompetência. Esses maledetos traidores da Pátria que infelicitaram milhões de criaturas não merecem perdão, nem mortos nas fornalhas do inferno. 

Os corruptos e corruptores – de todíssimas as colorações – os Fribois, os Brecht, os Cabrais, os bandoleiros da Petrobras – roubaram os nossos sonhos, roubaram o passado, o presente e o futuro do Brazil. Antigamente era lindo dizer que não devemos perder a capacidade de nos indignar. Hoje a patota do cordão encarnado bate na caixa dos peitos para proclamar o orgulho de ser corrupto, assim como existe o orgulho de ser safadão, o orgulho de ser analfa, o orgulho de ser traveco, o orgulho de ser mulher do grelo duro e de ser homem do sexo feminino. Bicho grilo politicamente incorreto, o papaizinho aqui ainda prefiro as mulheres do sexo feminino.
Agora na onda politicamente correta se você chamar um corrupto de corrupto será esculachado, espinafrado, chamado de golpista e conservador. Existe também a teoria da razão cínica, tipo, a gente somos corruptos, mas quem não é?!

Aconteceu e ainda acontece uma revolução no coração do Brazil e por isso os cérebros vermelhos estão desarvorados. Desarmar e prender um Dirceu, o cara cujo perfil estava configurado para ser o sucessor do bicho barbado e preconizava uma revolução à moda bolivariana, enjaular os empreiteiros mais ricos deste País que se amamentavam nas glândulas mamárias do BNDES para financiar a corrupção e a subversão gramsciana, isto não é pouca coisa.

Tomada de poder pelas armas é coisa do passado, nada mais antiquado. Ideólogo pós-marxista do começo do século passado, o deletério Antonio Gramsci preconizava o uso das liberdades democráticas para destruir a própria democracia, tipo um cupim comunista infiltrado na floresta da democracia. Olhai os lírios dos campos, olhai o pensamento universitário escarlate e ultravermelho, infestado pelas lacraias da esquerda! Faz parte da inversão de valores de preconizada por Gramsci.   

As lacraias vermelhas são parasitárias do Estado brasileiro. Desfrutam de privilégios tipo estabilidade no emprego, pouco trabalho e salários generosos. Uma lacraia tipo a pseudo socióloga da USP, a mocréia que proclama odiar a classe média, na verdade ela odeia a democracia por ter um cérebro infestado de lombrigas vermelhas. O filósofo Humphrey Bogart dizia que a humanidade está sempre duas doses abaixo do normal. E também seja dito que ao menos 10 por cento da humanidade navega na faixa da insanidade. São os fanáticos e os doidos de todos os calibres. Zeus nos proteja! 

* Profeta Adalbertovsky
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29/05


2017

Magno: O que, quando, onde, como, porque

MONTANHAS DA JAQUEIRA – No princípio era o verbo. Estava escrito. Está escrito. Maktub. Ser repórter é um verbo. O escritor-repórter-jornalista-blogueiro Magno Martins é um verbo transitivo direto, plural. Verbos são palavras que dão nomes e sobrenomes aos bois, aos animais da fauna política, aos passarinhos da flora, terra, água, ar fogo, elementos da natureza. E também dão nomes às ressonâncias ultramagnéticas da natureza humana.

Os verbos comandam a patota dos substantivos, adjetivos, pronomes, advérbios, preposições, conjunções. E essas criaturas fazem orações. Escrever poemas, reportagens e crônicas é fazer orações. As linhas da vida são feitas de orações e emoções. O escritor e blogueiro Magno Martins compôs muitas orações neste vale de lágrimas, de sonhos e fantasias desde o berço no Vale do Pajeú.
O bem-aventurado poeta Maiakovski dizia: “Eu sou uma fábrica/ e se chaminés me faltam ...” “A anatomia em mim enlouqueceu/ sou todo coração”. O bicho era uma fábrica de sonhos e poesia. Misturou sua paixão pela revolução bolchevique russa no século passado e a paixão por Lilitcka, e enlouqueceu. As paixões e as revoluções às vezes enlouquecem os corações. 

O papaizinho eu sou pequenininho do tamanho de um passarinho, sou apaixonado pela vida, adoro minhas musas do dia a dia e Zeus me livre de enlouquecer. Nem morto. Anjos da guarda, protegei nossos corações no jardim das aflições e dos Aflitos!  Magno é uma fábrica sem chaminés, uma fábrica de notícias, uma cachoeira de informações.Todíssimos os personagens da nossa fauna e os cenários de nossa fauna política são passados em revista na expedição jornalística de Mister MM, de Taboca a Rancharia, de Salgueiro a Bodocó, Recife, Brasília et Orbi. Equivale a um safári nas selvas da política.        

Magno é um escritor hexa, escreveu seis livros. Ser um escritor hexagonal é luxo. 1) - O Nordeste que deu certo 2) - O lixo do poder 3) -  A derrota não anunciada 4) – Reféns da seca 5) – Perto do coração 6) – Histórias de repórter. E tem mais dois no forno de sua oficina de neurônios: 7) – Fenômenos eleitorais e 8) – Santuários eleitorais do Bolsa Família. Será hepta e depois octa, mesmo sem ser octogenário.   

Aviso: não torço por nenhum timezinho de futebol, nem pelo Ibis de Liverpool, nem pelo Real Madrid de Moscow, nem pelos cartolas da CBF de Zagalo, nem pelo Sport de Nova York, nem pelo Santa Cruz de La Sierra, nem pelo Barcelona do técnico Magrão. Às vezes torço um pouquinho apenas pelo 13 de Campina Grande para matar as saudades da Serra da Borborema, feito o sertanejo Magno Martins Fonseca torce pelo Carcará de Salgueiro downtown.    

A notícia tem cheiro, tem zumbido, tem cor, e também tem disfarces. O repórter é o cara que ouve o zumbido, sente o cheiro, fareja a notícia. É tipo o perfumista que segue a trilha para descobrir a melhor essência da notícia. Mister MM navega na biosfera da notícia a bordo de sua bota de sete léguas.      As novas gerações, os jovens de 80 anos, 85 anos, 75 e até os veteranos de 20 e 25 anos embrenhados nas selvas da Internet e do noticiário irão conjugar aquele lead do jornalismo: o que, quem, onde, quando, onde e porque. Meninas e meninos: as notícias são perecíveis. Hay que registra-las na pedra do papel.

Profeta Adalbertovsky
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Petrolina | Sao Joao

22/05


2017

O Brazil endoidou

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Red Bull -- O touro vermelho da JBS te dá asas!
“Hoje é domingo, pede cachimbo, o cachimbo é de barro, bate no jarro, o jarro é de ouro, bate no touro, o touro é valente, bate na gente, a gente é fraco, cai no buraco, o buraco é fundo, acabou-se o mundo!”

O corrupto e corruptor mais safadão do Brazil recebeu montanhas de dinheiro do BNDES nos tempos do império vermelho, faz inseminações de empresas na Austrália e Estados Unidos, corrompeu até a mãe de pantanha, faz gravações clandestinas para chantagear o presidente da República ... o buraco é fundo, acabou-se o mundo e a mundiça vermelha delirou, delirou!

O safadão da Friboi criou asas. Que onda é essa, o touro e os sapos vermelhos é quem decidem os destinos do Brazil!? Comandam  as decisões do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal de Justiça?! Da massa de bovinos de 200 milhões de brasileiros?! 
A mundiça vermelha aposta no apocalipse para promover a venezualização do Brazil. A seita do cordão encarnado é perversa.
Logo agora, que começa a haver um refrigério na economia! Justo quando o Brazil fazia a travessia do mar vermelho da recessão, os indicadores macroeconômicos da inflação e recuperação de empregos entravam em curva ascendente! Justo agora quando as reformas trabalhistas e da Previdência venciam as forças da inércia!

A reforma trabalhista tá na meio do caminho. Já deu um passo importantíssimo com o fim do imposto sindical obrigatório, para desespero dos caboclos mamadores. Se Zeus quiser será aprovada me segundo tempo no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República. A reforma da Previdência tá na marcha lenta.

Nem tudo são flores, mas nem tudo são as “flores do mal” de Baudelaire. Lembrai-vos da ameaça do profeta do caos: “Eles não sabem do que a gente somos capazes!” A gente agora sabemos: são capazes de todas as patifarias para manter as comilanças no poder. 
O conselheiro Aloísio Costa Rego, da Alameda Rosa e Silva, do empresarial ETC et Orbi, sugere uma receita de transição, para que o presidente Temer faça um pacto com o Congresso Nacional, implante as reformas trabalhista e da Previdência e ao cumprir estas metas entregue o bastão e  sejam convocadas novas eleições para presidente. Esta realmente é uma fórmula palatável.
Temer é raposa, dança o foxtrot, dança o bolero. A mundiça vermelha vai no batidão do punk da pesada.

Que onda é essa de eleição direta?! Tô fora! Eu sou pequenininho, mas não concordo em assinar recibo de incompetência e fornecer munição para os micróbios e macróbios do cordão encarnado. É tudo tão estranho! Odebrecht deu bobeira e entrou em cana. O touro vermelho da Friboi abocanhou bilhões do BNDES, subornou e corrompeu gato e sapato, armou uma arapuca contra o presidente da República e desafiou os poderes constituídos, e foi tirar uma onda de bacana em Nova York.

Que o Brazil surtou, endoidou, não é novidade. Esquerda, volver! Direita, volver! A conspiração dos sapos e dos touros vermelhos anestesiou a opinião pública bovina.    

Profeta Adalbertovsky
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Flamac - 2

15/05


2017

Pense numa criatura inocente!

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Está aberta a sessão em nome da lei. Senhor depoente, vosmecê prefere falar ou ficar caladinho da Silva? – Senhor juiz, prefiro falar pelos cotovelos e fazer um comício.  
-- O senhor conhece a Petrobras? – Não estou ligando o nome à pessoa. Um minutinho. Vou consultar meu “adevogado” pra saber se eu conheço. – Lembrei agora. Fiz apenas uma visita de cortesia.

O senhor ouviu falar num diretor chamado Duque? Disseram que era um menino treloso. Agora tá na xilindró. O que foi que o senhor fez quando soube que ele era treloso? Disse que ficou “muito puto da vida” com “os boatos de corrupção” na Petrobras e perguntou a Duque: tu tem conta na Suíça? Zero Suíça. Entonces, tudo bem. 

Ficou “muito puto” com os boatos, não disse se também ficou “muito puto” com o treloso Renato Duque. Ao ser demitida em 2015, aquela coisa linda, Graça Foster, revelou que as putarias na Petrobras causaram prejuízos de mais de 88 bilhões de denários.
Somente porque houve uma corrupçãozinha bilionária, a revista Veja, IstoE, Época, a Revista Cruzeiro e o Almanaque do Pato Donald e a Revista Capricho produziram milhões de capa falando de coisas feias que aconteciam na Petrobrás.

A mundiça do cordão encarnado, a gente não vemos, doutor, a TV Grobo, nem a TV Tupi, nem a Manchete, nem o Repórter Esso, nem o Facebook, nem o programa da Jovem Guarda de Roberto Carlos, mas as gente ficamos muito invocados quando eles falam que a gente deixamos uma herança de 12 milhões ou 13 milhões de desempregados e a gente mergulhamos o Brazil na recessão.
Breaking news: eu soube que o colunista branquelo da Veja  resolveu fazer uma cirurgia de mudança de sexo e agora está defendendo a turma do sapo barbado. Tô fora! Eu sei que esse papo de mudança de sexo faz parte da nova onda politicamente correta, mas ainda prefiro as mulheres do sexo feminino. Meu reino por uma mulher do sexo feminino e que seja palatável!     

De quem é o sítio? É do pica-pau amarelo. O senhor não imagina, doutor juiz, quanto sofrimento, acordar todo santo dia e todos os dias santos e ler nos jornais que você nunca leu a noticia de que no sítio do pica-pau amarelo o sol nascendo quadrado é tão belo.  
Eu tenho um sonho, doutor. Eu queria voltar ao poder para “estraçaiar” e botar pra quebrar. Ah, este Brazil ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se uma imensa Venezuela! La operação Lava Jato na Venezuela soy yo, dirá Maduro aos seus discípulos, depois de prender e arrebentar seus opositores.     

Eu duvido, doutor, um Marcelo, um Brecht, um Leo, um Gutierrez, dizer que eu pedi 10 mil réis emprestados a um deles para pagar meu cafezinho, minha tapioca, meu iogurte, pra pagar minhas folhas de alface no self-service.
E os 25 milhões, ou 30 milhões das palestras no Instituto? Aí são outros babados, são os babados revolucionários.  

Ganharás o pão integral de cada dia com o suor de tua língua, assim estava escrito. A alma mais honesta do Brazil também era a mente mais brilhante da humanidade, o novo Oráculo do cordão encarnado. Por isso suas palestras eram um tanto quanto milionárias. Quando ela falava iluminava o planeta. E os cofres da Odebrecht lhe mandavam beijos de amor. 

Profeta Adalbertovsky
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Banner - Hapvida

11/05


2017

Deputados denunciam abandono de abatedouro

Em Trindade, os deputados da Oposição visitaram as instalações do abatedouro público do município. As obras, prometidas desde setembro de 2015, com um prazo de 180 dias para conclusão, foram reiniciadas em janeiro deste ano, mas estão novamente paralisadas. 

Sem as intervenções, o abatedouro público de Trindade não oferece as condições sanitárias adequadas para o seu funcionamento, o que deixa os produtores da região sem o equipamento.


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ArcoVerde

08/05


2017

Zeus: o Brazil precisa de um santo

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Em sendo a alma mais imaculada do Brazil e do ABCaetés, o interrogatório em Curitiba irá coletar informações para um processo de canonização do novo santo brasileiro. O Brazil precisa de um santo de coração auriverde, uma Madre Tereza de Calcutá, nascida em Kosovo e que foi para o céu com 87 aninhos de idade em 1997 quando vivia na índia.

Se Zeus desistiu de ser brasileiro, ao menos devemos ter um santo de coração auriverde.Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus nasceu na Itália. Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, o Frei Galvão, tinha um coração auriverde, nasceu em Guaratinguetá, SP.
O novo santo, nordestino e brasileiro, ainda vivinho da Silva,  seria Santo Inácio do Coração Agonizante do ABCaetés, a alma mais honesta do mundo, aquele que nunca mentiu e nunca pediu nenhum dinheirinho aos empreiteiros. Os devotos dele dizem que o pobrezinho é o mártir da Lava-Jato nas mãos do inquisidor Moro.

O malvado Moro mandou Cabralzinho pra cadeia pelo simples fato de ter flagrado um roubo dele de mais de 200 milhões de denários aos pés do Cristo Redentor. Cabralzinho disse que no Brazil sempre se roubou, desde Pedrálvares, e não sabia que era pecado.       
Os fariseus da zoologia da libertação, um bofe, um Beto, um Leonardo, um libório, adorariam fazer um catecismo para canonizar Inácio do coração agonizante da Lava-Jato, um novo São Francisco que fez voto de pobreza e opera milagres nas vias sacras do Brazil. 
Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus foi canonizada em nossos altares, mas nasceu na Itália, terra de Francisco de Assis, o Santo Chiquinho, que adorava a natureza, a fauna e a flora.

Filho de uma família riquíssima, tipo uma Odebrecht, uma Gutierrez, os donos da Friboi ou da Oi, Giovanni di Bernardone, nome de pia batismal do amantíssimo Santo Chiquinho, veio à luz na cidade de Assis, Itália, nos tempos de antanho do século 12. O pai de Chiquinho, Seu Pietro, e a mãe Dona Bourlemont, mesmo tendo sido analfabetos de nascença, eram donos de muitos negócios, sítios, casas. apartamentos duplex e triplex, carruagens de luxo, grana na poupança. Só não possuíam jatinhos porque naquela época Santos Dumont ainda não tinha inventado o Teco-Teco.

Chiquinho foi “uma luz que brilhou sobre o mundo”, disse o poeta Dante Alighieri. Uma vez ele estava dando um rolé na periferia da cidade de Assis e viu um leproso esfarrapado na fila de uma casa de saúde, feito o Hospital da Restauração ou uma UPA. O coração de Chiquinho chorou de compaixão. Ele despiu-se das vestes de luxo e cobriu o doente esfarrapado. Resolveu dedicar-se à política de amparar e fazer o bem aos esfarrapados da vida.     

O Vaticano esqueceu de canonizar o Padim Ciço. O patrono dos romeiros era um político, raposão, foi até prefeito de Juazeiro do Norte no Ceará. Fez uma conchamblança com o cangaceiro Lampião, a quem ofereceu a patente de Capitão, Capitão Virgulino Ferreira, para combater o bando comunista de Carlos Prestes em 1926. Os comunistas eram mais nocivos que os cangaceiros.Também esqueceu de santificar o Frei Damião de Bozzano. Damiãozinho era politicamente incorreto e dizia que os comunistas e as raparigas vão para o inferno. Mas, já perdoou as periguetes, porque entendeu que as pobrezinhas também são filhas de Zeus. Perdoar os sacripantas da caterva vermelha, jamais, nem morto.  

* Profeta Adalbertovsky
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Supranor 1

01/05


2017

Coração do Brazil na sofrência

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O fim do imposto sindical obrigatório, no âmbito da reforma trabalhista, será uma das maiores conquistas da sociedade brasileira nas últimas décadas. Já foi aprovado na Câmara dos Deputados e será aprovado no Senado, se Zeus quiser. Os pelegos e parasitas sindicais estão injuriados, irados, apavorados, invocados, revoltados e chateados. Araruta, araruta!

Mas, não será fácil. Os parasitas ainda estrebucham. Vão tentar uma sobrevida na reta final das votações no Congresso Nacional. Na finalíssima, depende da sanção do presidente. Se Temer for peitudo, sanciona. Será que o marido de Marcela, a bela, tem peito pra encarar essa mundiça vermelha que tanto o hostiliza? O perigo é o jeitinho, são as normas de transição de cinco ou seis anos. O jeitinho brasileiro é a fonte de sortilégios maldiçoes. 

Ainda na travessia das tempestades do mar vermelho, o coração do Brazil está na sofrência. Nossos corações estão na sofrência neste vale de lágrimas, de corrupção, de sonhos, de mortadelas, de cafezinhos e produtos dietéticos. Ô vida marvada!   
No Brazil existem hoje 18 mil sindicatos, 19 mil, 20 mil, um número quase infinito, só o cientista Einstein seria capaz de calcular. Nem os cientistas da Nasa conseguem calcular o número de sindicatos no Brazil. Todos nós sabemos que as patifarias e bandalheiras da mundiça vermelha em 13 anos de incompetência e corrupção deixaram um oceano de mais de 12 milhões de desempregados.

Pellegus sindicalis são da família zoológica dos parasitas, tipo carrapatos, sanguessugas e piolhos. As barbas dos sapos vermelhos e seus devotos estão infestadas de camadas de chatos. Pense nuns bichos chatos! As diretorias das estatais e dos fundos de previdência estavam infestadas por bichos predadores e parasitas.

Olhai os lírios dos campos! Olhai os mealheiros dos pelegos e parasitas! Eles não fiam, nem tecem, mas no ano passado as arapucas sindicais receberam ofertas de gratidão de 3,6 bilhões de denários dos cofres públicos, do suor e do bolso dos trabalhadores. E mais, ainda mamam as mensalidades pagas pelos associados.  Faz parte da república sindicalista em gestação. Aconteceu o aborto.

Significa montanhas de grana. Para que? Para fazer greves, montar piquetes, queimar pneus nas vias públicas e mobilizar manadas de bovinos que entoam palavras de ordem contra os “golpistas”, na linguagem desses parasitas. Uma pesquisazinha de um institutozinho jurou que o traste vermelho é favorito para voltar ao Planalto e completar a missão de estraçalhar o Brazil no grau máximo, à moda de Maduro na Venezuela no pós-Hugo Chavez.

O institutozinho é especialista em ilusões de óticas. Ainda que fosse na vera, eu direi que eleição é maratona, é reta de chegada, não de partida. Com que roupas, com que molambos o bicho vermelho poderia encarar a boca das urnas? Não existem mais as Odes a Brecht, nem o refrigério das empreiteiras.Todíssimas as nações do planeta dominadas pelo pensamento vermelho entraram em decadência econômica, ditadura política e desagregação social. Não existe nenhumazinha exceção nessa regra.

Dizem que estão revogando direitos dos trabalhadores. Mentira. Revogar direitos é praticar corrupção e promover recessão. Herança nefasta da era de patifarias e incompetência, os 13 milhões ou 14 milhões de desempregados e os subempregados adorariam ser terceirizados ou ter uma jornada de trabalho intermitente. Esta é uma realidade universal no mercado de trabalho. 

Profeta Adalbertovsky
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Garanhuns 14/06/17

24/04


2017

Até Zeus duvida das lendas do Brazil

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Naquele País chamado Brazil acontecem coisas que até Zeus duvida. Os intelectuais, os economistas, os artistas são os mais sábios do mundo, segundo as lendas do folk-lore brasileiro. Os intelectuais de esquerda se consideram possuidores do dom da verdade, feito os santos iluminados. Além de sábios, também se dizem imaculados e sem o pecado original de Eva e Adão.

Os brasileiros inventaram a lenda de que Zeus é brasileiro. A assessoria de imprensa da Suprema Corte Celestial informou categoricamente, através do Anjo Gabriel, pertencente ao Ministério do Arcanjo Miguel: Please, não comprometam o nome do Santíssimo e Amantíssimo Zeus com as profanações das terras auriverdes.

A Madre Superiora ensinou às criancinhas na hora do Catecismo que os brasileiros são criaturas ordeiras e pacíficas. Isto, noves fora o morticínio na guerra do Paraguai, o massacre dos jagunços e beatos em Canudos, a degola dos cangaceiros, as chacinas do dia a dia. E haja palmatória! Nosso céu tem mais estrelas, nossos bosques têm mais vida, nossos corruptos são mais gentis.  

Quando eu era brasileiro aprendi no jardim da infância que a fiscalização sobre a produção e comercialização são atribuições das Forças Armadas. Atualmente todos os dias os bandoleiros explodem uma agência bancária. Para que servem os serviços de informação, das Forças Armadas e das policias civil e militar? Quando o “Barba” vermelha era informante do xerife Romeu Tuma os serviços de “inteligência” funcionavam com mais eficiência.  

Macunaíma e Jeca Tatu são brasileiríssimos autênticos da gema. Jeca Tatu vive na penúria, de bolsa família. Macunaíma é um caboclo mamador, um sanguessuga, um inseto roedor.

Uma das lorotas criadas no Brazil é o Estatuto de Desarmamento, de 2003. Quando Raul Jungmann era ministro dos Indefesos lutou bravamente para aprovação dessa matéria. Hoje não serve para nadíssimamente nada, ou serve para estimular contrabando de armas. Jungmann virou potência, é ministro da Defesa. 

Se o ministro Raul Jungmann der um rolé na feira de Peixinhos poderá adquirir armas de todos os calibres para abastecer nossas Forças desarmadas. Na feira de Peixinhos e outras feirinhas inocentes o freguês pode comprar fuzis AR-15, AR-16, AR-X, pistolas, revólveres, metralhadoras giratórias. Pode comprar até tanques de guerra. Em Peixinhos você só não compra peixinhos. Peixinhos, traíras e tubarões são vendidos noutros mercados nas encruzilhadas da vida. 

Mas, eu sou pequenininho do tamanho de um tostão e Jungmann é uma potência da República.     

O Brazil não é a Síria, claro. Seis anos de guerra civil naquele infelicitado país de 25 milhões de habitantes causaram uma tragédia humanitária com a morte de mais de 400 mil pessoas e 5 milhões de refugiados. No Brazil em tempos de “paz” a cada ano morrem mais de 50 mil criaturas “de susto, de bala ou vício”, e há 13 milhões de desempregados. A Síria é uma nação arruinada e o Brazil vive em convulsão social. A cada ano centenas de milhares de refugiados clandestinos, da Bolívia,do Paraguai, Haiti, China e Coreias, cruzam as nossas fronteiras. Não há controles sobre a imigração.   

Os criminosos da nossa guerra do dia a dia estão matando no Brazil tanto ou quanto os terroristas do estado islâmico na Síria e no Afeganistão. Cada país cumpre a sua tragédia humanitária ou social. A corrupção deitou raízes em nossas terras auriverdes desde os tempos da Colônia. Eis uma tragédia humanitária sem remissão.

Profeta Adalbertovsky
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Mobi Brasil 2

17/04


2017

Corrupção, a mãe de todas as bombas

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Meu name é Brecht. The Old Brecht,o velho Brecht, e The Young Brecht o jovem Brecht tinham um sonho: I have a dream, o sonho de implantar a maior indústria de corrupção da América Latina e do Caribe. Criou uma giga Diretoria de Logística e Planejamento em Propinas e Subornos e Mutretas, com orçamento bilionário e linha vermelha em sintonia com o cordão encarnado.

Brecht tocava a guitarra na Casa de Misericórdia da Moeda. Operava o milagre da multiplicação de denários e moedas verdes nos canteiros de obras. Pois há menos peixinhos a nadar no mar do que as propinas para nutrir as glândulas mamárias que amamentam os parasitas e os caboclos mamadores com suas goelas imensas.    

As rodovias, as ferrovias, as hidrovias, todas as vias e freguesias estavam na mira para serem corrompidas e degradadas. Quanto custa para a Nação uma obra pública superfaturada, corrompida e degradada? A corrupção não tem preço. Vai além dos horizontes da ficção.

Donald Trump lançou a MOAB, “a mãe de todas as bombas” nas cavernas do Afeganistão para exterminar os terroristas do estado islâmico. The Old Brecht e the boy Brecht lançaram a bomba-mãe de todas as delações nas cavernas do poder para tentar salvar a própria pele e exterminar as falanges da corrupção e seus agregados. A corrupção no Brazil é a mãe de todas as bombas atômicas.     

A alma mais imaculada destas terras auriverdes jurou que jamais pediu um ceitil, um denário, a nenhum empresário, nem ao Old Brecht, nem ao Young Brecht, nem ao seu padrinho de batizado. Bênção, padrinho! A gente às vezes dizia pra ganhar um tostão.

Aquela mulher desarvorada e descompensada que comete aulas de sociologia na USP, ela que odeia a classe média e odeia a si mesma, disse certa vez uma frase merecedora do Prêmio IgNobel de Filosofia: Quando ele fala o Brazil se ilumina. Seria o novo Spinoza, o novo Descartes, a ressurreição de Platão e de Aristóteles, no mínimo minimorum um Bertrand Russel tropical. 
Eis um quase um santo homem, um sábio que fazia palestras em nome de Brecht para iluminar a humanidade.

Quando custaria uma palestra de Albert Einstein para desvendar os segredos do universo? E Bill Gates quanto cobraria para nos revelar os segredos da fortuna bilionária? O grande sábio do cordão encarnado girou o mundo e faturou dezenas de milhões com suas milionárias Odes a Brecht. Além de iluminar os caminhos da humanidade, o sábio vermelho relata suas proezas românticas a bordo da namorada Rose nas penumbras do poder. O nome de guerra do Sapo Sapiens era Pantanha.

Riquíssimo, corruptíssimo e amorosíssimo, The Old Brecht resolveu fazer ofertas de gratidão de bilhões de denários para o Sapo  Pantanha, para os filhotes de Pantanha, o adestrador de Pantanha, o ginecologista de Pantanha, o veterinário, a namorada de Pantanha, os amores e os desamores de Pantanha, apenas por amor febril.   

A mundiça não tem culpa de adorar uma figura deletéria. Feito manadas sob controle remoto, as multidões rugem ferozes na hora de votar ou assumem a mansidão dos bovinos. Esses batráquios, sapos, jararacas e outros insetos vermelhos brotaram nas mentes de pseudos intelectuais falsamente progressistas e das igrejinhas também falsamente progressistas. Amamentaram e foram amamentados por elites econômicas corruptoras e corrompidas.

O Brazil está sob efeito de desagregação da mãe de todas as bombas, a bomba atômica da corrupção, os vulcões e as tempestades tropicais. Zeus, livrai-nos do mal e concedei-nos a vossa misericórdia!    

Profeta Adalbertovsky
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Asfaltos

10/04


2017

Bezerros vermelhos desmamados

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os caboclos mamadores e os bezerros vermelhos estão sendo desmamados. Haja berros! É a berração dos desmamados. Com saudades das glândulas mamárias do governo, eles dizem que isto é uma aberração, é golpe. A idade de amamentação para os mamíferos Sapiens vai até dois anos, more ou less. Os bezerros vermelhos e os caboclos mamadores queriam mamar a vida inteira nas glândulas mamárias do governo.

Temer e Dilma sempre estiveram juntos, porém separados. Reza a lei da física que dois corpos não podem ocupar simultaneamente o mesmo lugar no espaço. É a chamada “lei da impenetrabilidade”, segundo o nosso professor de Física do Colégio Estadual da Prata na Serra da Borborema, um cara chamado Isaac Newton. Nosso professor de Química era o doutor Lavoisier e tinha outro professor de Física, meu doidão, de nome Albert, Albert Einstein. O mais pirado era o professor de Filosofia, um tal de Sócrates, que vivia dizendo nos corredores: “Só sei que nada sei”. Os sapinhos vermelhos daquele tempo decoraram o prefixo filosófico de Sócrates e ainda hoje repetem a negativa no caso das patifarias do cordão encarnado. 

Uma vez eu perguntei ao professor Albert: Dizei-me, ó mestre, Impichi é golpe? Tudo é relativo, respondeu o doutor Einstein. Explicou que por conta da desordem atômica provocada pela mundiça vermelha não haveria outra alternativa, nem A, B ou C, senão deletar a jararaca vermelha da Presidência da República.E o sapo barbado, mestre Lavoisier? Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma, explicou. O sapo vermelho hoje é um molambo de gente, um traste, não serve mais para a reciclagem.  

Quando eu conversar com o doutor Michel vou lembrar para ele a terceira lei do professor Isaac Newton. Se tivesse estudado no Colégio Estadual da Prata na Serra da Borborema, Michel saberia de cor a lição de que a toda ação corresponde uma reação de igual intensidade e sentido contrário. Os barbados estão (aliás, continuam) pegando pesado no lombo de Michel e ele recita aquelas mesóclises da moderação e da contemplação.

Nosso professor de ciências era um bicho barbudo (sem ser vermelho) que fez uma excursão no navio Beagle pelos países da América do Sul e tinha a mania de colecionar insetos e plantas. My name é Charles, Charles Darwin”, ele dizia nas aulas. O professor Charles nos soprou os princípios da seleção natural e evolução das espécies. Lembro como se fosse anteontem de uma aula quando ele falou que o Homo Sapiens e o macaco são espécies primas, ou seja, descendem de um mesmo tronco.

Na aula de catecismo aprendi que o primeiro casal Sapiens era a Sra. Eva e o Sr. Adão, casados na Igreja Católica Apostólica Romana no Vaticano. E aprendi nas aulas de genética que existem dois sexos, macho e fêmea, machos com cromossomos XY e fêmeas com cromossomos XX. Por isso hoje eu discordo, totalmente, da nova ideologia de gênero de que existem quatro ou cinco sexos, tipo homem do sexo masculino, marmanjos do sexo feminino, mulheres fêmeas, mulheres masculinas, marmanjos e mulheres do sexo flex ou biflex.

Na Serra da Borborema  e nesta nova Roma de bravos guerreiros não tem disso nada. No meu rude pensar contesto com veemência a nova teoria da evolução politicamente correta de que os Marmanjos e as Marmanjas Sapiens são descendentes dos sapos barbados vermelhos.

Profeta Adalbertovsky
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bm4 Marketing 5

03/04


2017

Pega o pirão, esmorecido!

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os vermelhosa agitam, chamam o presidente Michel Temer até de arroz doce. Mas, o marido de Marcela Temer, a bela, continua recatado em suas mesóclises. Temer é um esmorecido. Dir-se-ia que alguém precisa ter peito para encarar os bichos barbados. Quem? Bolsonaro é um doido. Aécio Neves tá complicado. Geraldo Alckmin rima com caldo de chuchu. Marina Silva interpreta a nova versão do Chapeuzinho Vermelho da Floresta. Ronaldo Caiado é um vaqueiro de Goiás, sem projeção nacional.

O prefeito paulista Dória arrebata o spray dos pichadores e está se pintando para a guerra. “Pega o pirão, esmorecido!” Como diria o poeta Ascenso Ferreira. Dória parece ser um cara peitudo. Nossas “elites” se deixaram dominar durante 13 anos por um demagogo farsante, semianalfabeto, e por uma madame hiper incompetente que levaram nossa economia à ruína e barbarizaram nosso País durante 13 anos. Esta é a vida como ela é e como ela foi, e o mais são delírios ideológicos e fanatizados.

E ainda hoje parcelas das “elites” continuam apaixonados por esses incompetentes e farsantes. As pseudos elites não fazem jus ao nome. Este é o País dos novos bárbaros nas esquinas da vida, nos cemitérios das drogas, nas emboscadas do dia a dia, em todos os cantos onde cantava o sabiá e o carcará canta a cantiga da perua. Minha porção vermelha me faz lembrar uma frase do “18 Brumário” de Karl Marx: “Não se perdoa uma mulher ou uma nação que se deixa arrebatar pelo primeiro aventureiro que apareça”. Falava da revolução de Napoleão Bonaparte na França do século 19. Leiam vocês, intelectuazinhos da caterva vermelha comunista.

O maior líder popular do Brazil acha lindo e charmoso se proclamar ignorante, analfabeto de nascença, dizer que tem preguiça de ler e nunca leu um livro, nem as orelhas. E tem raiva de quem lê. A leitura é um hábito reacionário para oprimir os trabalhadores pobrezinhos, segundo eles. Em sendo a leitura um hábito reacionário, os vermelhos fecham escolas e faculdades, decretam estado permanente de greve para impedir o funcionamento dos cursos. As universidades estão dominadas pelo pensamento vermelho “politicamente correto”. E haja mediocrização e haja analfabetismo funcional! 

No Brazil existe a profissão de grevista, ou parasitas sociais. Os parasitas sociais profissionais no geral desfrutam de bons empregos, imunidade sindical, são imexíveis, zero risco de perder o emprego, são donos dos próprios narizes e também se consideram donos de nossos narizes. Ser donos dos narizes alheios é o xis da problemática. Os grevistas profissionais e parasitas sociais fazem parte da categoria dos caboclos mamadores.  Os parasitas das centrais sindicais são contra a terceirização trabalhista. Este é um bom sinal. Feito um ajuste para mais ou para menos, terceirização é um capítulo vencido na legislação trabalhista.

Olhai os lírios dos campos! Olhai os caboclos mamadores das centrais sindicais! Eles não fiam nem tecem, não batem um prego numa barra de sabonete. Mas, exibem umbigos de ouro. Quanto custa o imposto sindical na vida do brasileiro e das empresas? Mistérios do além. Se não existe almoço de graça, também não existe mortadela de graça, não existe greve de graça, nem imunidade sindical de graça. Este País não merece ser transformado num Big Coliforme Brazil que vai ao éter nas ondas da televisão.      

Profeta Adalbertovsky

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27/03


2017

Trem pagador é um cofre de mágoas

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Eleição é reta de chegada, não de partida. Nas partidas de pôquer os jogadores podem blefar, mas haverá sempre uma hora da verdade. O homem do trem pagador contou o caso como foi o caso das milionárias Odes a Brecht, tintim, por tintim, tostão por tostão, milhão por milhão. A fonte secou. Trem pagador não há mais. Saudades do trem pagador! O trem pagador é um cofre até aqui de mágoas. O super milionário que movia montanhas de denários no BNDES, que movia estradas, rodovias e ferrovias no Brazil, na Venezuela e em repúblicas da África, que comandava os mares no porto de Mariel em Cuba, o homem das mansões, dos jatinhos e dos jatões, hoje está lacrado e humilhado numa cela da Lava-Jato. E ainda mais é chamado de mentiroso pela mundiça do cordão encarnado.

Ao sonhar com a liberdade no seu cubículo de 20 metros quadrados da Lava-Jato, o super milionário das Odes a Brecht irá lembrar que a viagem do trem pagador foi tenebrosa. O sapo transgênico está nu com as mãos na cabeça pra não perder o juízo. A mundiça vermelha canta a cantiga: com que roupa ele vai para o pagode de 2018? Esmolambado? Atoleimado? Eu te pergunto a vosmecês, ladies e gentlemen: se o vosso coração generoso fizesse uma doação de milhões de denários para a campanha de um candidato e depois fosse chamado de mentiroso pela dama mais honesta do mundo e pelo cavalheiro mais santo do Brazil, o que faria: mostraria a outra face para levar outra bofetada; ou diria, feito o bem-aventurado Nelson Rodrigues: perdoa-me por me traíres?         

A mão que recebe a doação é a mesma que apedreja. Faz parte da natureza das traições humanas. Ou desumanas. Quando eu crescer e for dono da uma big empreiteira feito a OAS ou a Odebrecht, eu não vou dar dindim pra eleição de ninguém, pois eu morro de medo de ser preso e ser chamado de mentiroso. Aqui pra nós, leitores deste magnífico blog e fregueses do Facebook, vou confessar um segredo: Eu mesmo depositei, com o suor das minhas axilas, 7,5 milhões de dólares na conta de um famoso marqueteiro na Zoropa e nos paraísos fiscais para pagar o estelionato eleitoral de 2014. Um estelionato eleitoral custa caro, por conta de mil truques de tecnologia.

Hoje estou arrependido. Poderia ter usado aquela grana para tomar cafezinho, comer tapioca com queijo ricota e comprar chocolate pra paquerar as belezuras nas lanchonetes. Ah! Quanta sofrência nesta minha vida de Profeta das Montanhas da Jaqueira e da Freguesia dos Aflitos! Hoje as belezuras não dão bolas pra mim e a mundiça vermelha me chama de reaça. Almas mais puras e inocentes do Brazil, a dama vermelha e o sapo do cordão encarnado jogaram na caixa dos peitos do super doador as palavras infamantes de mentiroso e delator. Antes o cara era um benfeitor, hoje é um delator, traidor.

A lei 12.850, de 02.08.2013, “Da organização criminosa”, assinada por ela mesmíssima e pelo ministrozinho da Justiça, José Eduardo Cardozo, não menciona a palavra infamante “Delator” ou “Delação”. A “Seção I” cita “Da colaboração premiada”. As palavras “delator” e “mentiroso” fazem parte do arsenal do assassinato de reputações do cordão encarnado.  

Profeta Adalbertovsky
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13/03


2017

Temer e a dança da raposa

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O presidente Michel Temer está diante de três cruzetas: a retomada do crescimento econômico, a reforma da Previdência e a reforma trabalhista. Se houver um refrigério na economia, um ciclo virtuoso irá estancar a sangria do desemprego para absorver gradualmente a mão de obra dos mais de 12 milhões de excluídos do mercado de trabalho.     

Temer é raposa, dança o foxtrot, o passo da raposa. O ritmo moderno é o rock n’roll. Deixa as pedras rolarem. Temer precisa ter peito para dançar no ritmo das transformações sociais e das reformas. Micro, pequeno e médio empreendedor têm medo de contratar empregado, têm medo dos encargos trabalhistas. As grandes empresas transferem a conta para os consumidores elevam o custo Brazil. O governo tem medo de fazer uma reforma trabalhista porque os pelegos sindicais são poderosos e boicotam mudanças na legislação a pretexto de defender os trabalhadores. A pelegagem é parasitária.   

O ex-compositor Chiquinho canta a saudade das tenebrosas transações no mar vermelho: ó, esta terra auriverde ainda vai cumprir seu ideal, ainda vai tornar-se uma imensa Venezuela, uma imensa Cuba, uma imensa Bolívia! O nome cantado para transformar o Brazil numa big Venezuela seria ele, o líder da seita do cordão encarnado. Se você beijar o sapo ele se transforma em presidente da República, e esta será uma república de bananas vermelhas. 

Já conseguiu arruinar a Petrobrás, quase quebrou o BNDES e continua em sua trajetória alucinada feito um Jim Jones para levar milhões de devotos ao suicídio político. Falam num manifesto assinado por Chiquinho numa soma de 400 intelectuaizinhos saudosos das “tenebrosas transações”. São os bezerros desmamados da Lei Rouanet e das ONGs chapa branca, as patotas de fregueses dos pixulecos e das mortadelas.  

Idade mínima de 65 anos para aposentadoria, tudo bem, esta á uma realidade universal. Falar em 45 anos ou 50 anos de contribuição isto é escárnio contra a sociedade. Reforma para preservar os privilégios das castas de marajás não é reforma, é contrarreforma. Este Profeta Adalbertovsky eu vos direi, do alto das montanhas da Jaqueira: é mais fácil o Mar Morto ressuscitar do que faltar grana para pagar aposentadoria dos marajás do serviço público. Não duvido que hoje ou amanhã um desses inquilinos do poder e que se julgam donos do Brazil diga que não existe dinheiro para a aposentadoria dos velhinhos e velhinhas do Funrural por conta do déficit. 

Transposição do Rio São Francisco é ação de governo. Louvando o que bem merece e apresentando os merecidos créditos, seja dito o seguinte, conforme bem assinalou o advogado e atual dirigente do Sest-Senat, Wagner Maciel: o empreendimento começou no governo FHC, com a contratação e elaboração dos projetos; o governo Lula contratou as empresas para o início das obras; o governo Dilma fez a contratação dos remanescentes; o presidente Temer está concluindo as primeiras etapas. Falta agora a conclusão de obras complementares como o Ramal do Agreste e o Ramal de Entremontes, para abastecer a Adutora do Agreste em Pernambuco e possibilitar a irrigação de 30 mil hectares de terras nos Sertões Central e do Araripe.

Wagner dá seu testemunho de que o senador Fernando Bezerra Coelho, ministro da Integração Nacional no Governo Dilma, concluiu os projetos executivos, refez o planejamento de origem, licitou e assinou os contratos remanescentes para a retomada das obras.  Em síntese, este é um empreendimento suprapartidário e patrimônio do povo brasileiro, acima de partidarismos e de governos.

* Jornalista

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Comentários

Nehemias

Você tem que saber… FHC abandonou o projeto da Transposição um ano e meio antes de deixar o governo. Descumprindo promessas de campanha feitas em 1994 e 1998, em julho de 2001, um ano e meio antes de Fernando Henrique Cardoso deixar a Presidência, a imprensa já noticiava que ele abandonara o projeto de transposição do Rio São Francisco para o Nordeste Setentrional. A história da desistência de FHC de realizar a obra foi contada em detalhes, na época, pela Folha de São Paulo. Em matéria assinada por Thomas Traumann e publicada na edição dominical de 29 de julho de 2001. Recorte do jornal foi encaminhada na sexta-feira (10) ao blog pelo perfil de Twitter ‘Fala Campina’. Leia a matéria completa da FSP, a partir deste ponto: O presidente Fernando Henrique Cardoso desistiu de realizar a transposição do rio São Francisco, uma das suas promessas eleitorais das campanhas de 1994 e 1998. A decisão foi comunicada a assessores e parlamentares, segundo apurou a Folha. Oficialmente, a obra, orçada em R$ 3 bilhões, só não começou porque aguarda há dez meses a autorização do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis). A construção continua incluída no Avança Brasil, o programa de obras do governo federal, e tem R$ 200 milhões previstos no Orçamento deste ano. Mas, na prática, a transposição não sairá do papel. Planejado e adiado desde o reinado de d. Pedro 2º, o projeto de transposição previa a construção de uma espécie de rio artificial que levaria, por canais de irrigação, as águas da bacia do São Francisco na divisa entre Pernambuco e Bahia para o próprio Pernambuco, além de Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. A Folha apurou que, para evitar choque com as bancadas dos Estados beneficiados, o governo poderá manter a obra em suas previsões para o ano que vem. Mas será jogo de cena. Na realidade, o governo vai substituí-lo por um plano de incentivo à agricultura familiar e ao plantio de árvores nas margens do rio São Francisco, orçado em R$ 70 milhões. A maior parte das margens do rio sofre com desmatamento e assoreamento. O dinheiro já foi liberado para o Ministério da Integração Nacional, mas é disputado também pelo Ministério do Meio Ambiente. Nos últimos três anos, estudos de engenharia, viabilidade técnica, impacto ambiental e audiências públicas sobre a obra consumiram cerca de R$ 4 milhões. “Agora não dá” A decisão de abandonar o projeto da transposição foi transmitida pelo presidente nas últimas semanas a assessores e parlamentares. Nas conversas, o presidente usou como razão a atual seca no Nordeste, que reduziu a vazão do São Francisco para os níveis mais baixos dos últimos 30 anos. Repetiu o argumento em entrevista publicada na sexta-feira no jornal “Correio Braziliense”: “Transposição, agora, não dá. Não tem água no São Francisco”, disse o presidente. Na assessoria do Planalto, são enumerados outros quatro motivos para descartar a transposição. O primeiro é circunstancial. Segundo o próprio relatório de impacto ambiental encomendado pela Integração Nacional, a obra pode derrubar em até 10% a produção de energia da Chesf (a central hidrelétrica que utiliza as águas do rio) entre os reservatórios de Itaparica e Xingó. Seria um efeito colateral politicamente indefensável em tempos de racionamento de energia. Outra causa é política: o último grande defensor da idéia no governo, Fernando Bezerra (PTB-RN), foi defenestrado em maio do ministério da Integração. Seu substituto, Ramez Tebet (PMDB-MS), não tem interesse no projeto nem base eleitoral no Nordeste. Além disso, a construção tem oposição dos políticos da Bahia, Sergipe e Alagoas -os Estados de onde a água sairia para chegar a Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. O terceiro motivo foram os seguidos adiamentos do projeto no governo FHC. Mesmo se as obras começassem amanhã, em ritmo acelerado, dificilmente FHC conseguiria inaugurar ainda como presidente o primeiro dos seis trechos da transposição. Os assessores palacianos informaram que seria contraproducente o governo iniciar uma obra tão gigantesca sem saber se teria apoio do próximo presidente. Por último, FHC disse nas conversas que o governo não tem dinheiro. Os R$ 3 bilhões estimados para a transposição equivalem ao orçamento anual da Eletrobrás. Os defensores da transposição argumentam que o governo federal gastou R$ 850 milhões para combater os efeitos da seca de 1999. Fonte: Jornal da Paraíba



06/03


2017

Reforma à moda de Matusalém

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A Previdência Social no Brazil é uma dama de muitos véus. É uma dama nem sempre virtuosa. É a dama das caixas pretas e dos mistérios do além.O montante do déficit anual, na casa dos 170 bilhões de denários, é ditado do alto das montanhas do Altiplano Central como sendo uma verdade absoluta dos deuses impossível de ser questionada. Os véus encobrem verdades, meias-verdades, pós-verdades e mistério do além. Falar em reforma da Previdência sem mexer nos privilégios das castas de servidores públicos é uma grande farsa. Neste capítulo é onde ocorre a grande sangria dos recursos públicos. No Brazil existem castas feito na Índia, as castas dos marajás, dos touros e das vacas sagradas. Os privilégios dessas castas continuam intocáveis.

Existem castas e faltam “Mahatmas”, as grandes almas. Falam em categorias especiais. Estes são os véus da crueldade e  injustiça social. Os aposentados do Funrural levam apenas migalhas. Verdade: a idade média da população está aumentando no parque da Jaqueira, no Japão, na feira de Caruaru, no São João de Campina Grande, no Polo Norte, no Polo Sul, em Brasília, em todas as latitudes e longitudes da aldeia global.

A crônica do déficit de 170 bilhões é uma meia verdade. Falta explicar a outra metade da laranja, o fruto proibido. Além do fator socialmente justo e humanitário, as aposentadorias rurais funcionam como um combustível aditivado para movimentar a economia dos pequenos municípios no Interior. Milhões de brasileiros contribuem durante um tempo incerto para a Previdência, ou com hiatos de tempo, e morrem no meio do caminho sem atingir a idade para aposentadoria e sem nunca terem usufruído nenhum benefício. Mas o dinheiro dessas contribuições não morre. Estes são véus da pós-verdade nunca revelados pelo Governo. 

Qual a parte da Previdência nas montanhas da Dívida Ativa da União, de 1,5 trilhão? Estes são mistérios do além. A cantiga da perua só fala no rombo fantasma de 170 bilhões de denários. Ouvi com meus próprios olhos quando o presidente disse o seguinte sobre a reforma da Previdência: “(....) se você fez 25 anos de contribuição e fizer 65 anos você já parte com 76 % de aposentadoria. Se você começou com 20 anos e contribuiu durante 45 anos você tem na verdade 96 % de aposentadoria. Se trabalhou 50 anos você tem 100 por cento de aposentadoria”.

Independente de partidarismos e noves fora os crimes cometidos pela mundiça vermelha contra o Brazil, a reforma da Previdência proposta pelo presidente Temer é um pouco muito demais para meu coração de grilo pensante. No Banco do Brasil, uma casa do governo, quando o funcionário completa 50 anos é visto como velho, caduco, ultrapassado, uma múmia de segunda via pronta para ser descartada. No mercado de trabalho em geral, ter 50 anos ou mais é sinônimo de velharia.

Na sua idade Michel Temer não serviria no Banco do Brasil nem para ser caixa executivo. Há muito já teria sido convidado a entrar num programa de “demissão voluntária”. Reinserir-se no mercado de trabalho depois dos 50 anos de idade é uma missão quase impossível. Faz parte do canibalismo trabalhista. Sem bravura cívica para confrontar os privilégios das castas de servidores públicos, o governo quer condenar milhões brasileiros ao desemprego e desamparo da Previdência até a idade de Matusalém.     

* Jornalista 

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22/02


2017

Lula

Carlos Brickmann

Lula teve excelentes resultados nas pesquisas CNT/MDA e Instituto Paraná para a Presidência da República, mas antes de festejar terá de se desviar de um obstáculo perigoso. Há uma denúncia pesada contra ele, nos processos da Lava Jato: o ex-senador Delcídio do Amaral reafirmou ao Ministério Público que foi Lula que lhe determinou que fizesse uma oferta de propina a Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, para dificultar as apurações da Lava Jato. Livrando-se desses processos, Lula poderá articular sua candidatura à Presidência. Se tiver problemas, poderá ser chamado pelo juiz Sérgio Moro.

A ex-presidente Dilma Rousseff voltou a repetir que seu candidato à Presidência é Lula; e que ela não será candidata à Presidência em hipótese alguma. Mas Dilma disse que tem vontade de se candidatar ao Legislativo - senadora ou deputada federal.

Uma dúvida: se Dilma acha que desempenhou bem suas funções e só caiu vitimada por um golpe de Estado, por que não pleiteia nas eleições o cargo do qual foi afastada?


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20/02


2017

No reino da gandaia. Evoé!

MONTANHAS DA JAQUEIRA – ... Ou seja, sabe, começando pelo final, vamos ouvir lições de sabedoria de quem arruinou o Brazil, ele, junto com a mulher mais incompetente da história da República e seus devotos, levou o país a uma recessão tenebrosa, criou uma montanha de 12 milhões de desempregados, ou seja, “pa” salvar a economia precisa ter um olhar carinhoso com os mais pobres ... feito Serginho Cabralzinho no Rio de Janeiro. 

Ser carinhoso, eis a questão. Pense num olhar carinhoso da turma do cordão encarnado quando encarava os cofres da Petrobras!
A música de Pixinguinha “Carinhoso” foi adotada como fundo musical quando o grande cacique recitava as milionárias Odes a Brecht diante dos cofres bilionários do BNDES em prol de financiamentos na Venezuela, em Cuba, em republiquetas africanas, nesse mundão da vermelhidão bilionária. O pobrezinho do compadre Bumlai também era tratado com muito amor e carinho. 
“Meu coração, não sei porque, /Bate feliz, quando te vê, Odebrecht,/E os meus olhos ficam sorrindo/ E pelas ruas vão te seguindo ...”

O BNDES faz o dueto: Ah se tu soubesses /Como sou tão carinhoso /E muito, muito que te /quero, Ó cofres da empreiteira,/ Vem, vem sentir o valor /Dos financiamentos meus ... / Vem matar essa paixão / Que me devora o coração / E só assim então serei feliz, / Bem feliz, com pança cheia de dinheiro.

E toca a guitarra da Casa de Misericórdia da Moeda. Assim foi criada a Diretoria de Carinhos Internacionais da Odebrecht.    
Serginho Cabralzinho foi o olhar mais carinhoso que já contemplou a Baia da Guanabara, o Morro do Corcovado, o Pão de Açúcar, as praias de Copacabana e de Ipanema, o bondinho. O olhar dele irradiava ainda mais ternura ao mirar os royalties do petróleo.      
THE GAULLE E THE CHANTECLAIR – Olha só quem aflorou no recinto! My friend o cientista político The Gaulle. Ele veio se hospedar em minha choupana nas montanhas da Jaqueira e cair na  gandaia do carnaval. Compadre The Gaulle é autor da big tese científica de que a gandaia no Brazil é muito séria.

Vai desfilar com a fantasia do galo cantante, uma alegoria em homenagem ao bloco galináceo da madrugada original, vítima de uma conspiração golpista este ano. Disseram que galináceo do artista plástico Sávio estava ficando careta, reacionário, golpista. Resolveram montar um galo punk, pichado, grafitado, cheio de tatuagens, politicamente correto. Será um galináceo andrógino, anabolizado, para se enquadrar na ideologia de gênero, com um arco-íris na crista. 

Os cálculos trigonométricos do cientista The Gaulle revelam que o desfile do galináceo atrairá este ano um público recordista de 2.545.989 criaturas, incluindo marmanjos do sexo masculino e do sexo feminino, mulheres do sexo feminino e do sexo flex, mulheres buchudas, donzelas que serão emprenhadas a cada gemido do galo e garanhões que irão emprenhar as donzelas nas coxas dos galos. Nesses casos as estatísticas irão multiplicar as buchudas e os garanhões. 

Cesse a cantiga do carcará. Esqueçam a recessão, desemprego, violência. O Governo do Rio de Janeiro está falido? Bobagem. As escolas dos bicheiros receberão milhões de denários e haverá um carnaval monumental. O Rio é a república da malandragem e dos bicheiros. A república das cervejarias e do plim-plim decreta o reinado da gandaia e manda no Brazil. Banda voou. Evoé!   

* Jornalista

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