Mobi Brasil 1

09/01


2017

O tempo dos novos bárbaros

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O calendário é uma ilusão de ótica. 2016 foi um ano que ainda não acabou. Noutros tempos era moda dizer: “1968, o ano que não acabou”, por contas do ditatorial Ato Institucional número 5, o AI-5. O famigerado 1968 acabou mais ou menos em 1979, na onda da anistia. O ano de 2016 ainda não acabou, eu juro por Zeus. A recessão não acabou. A radicalização ideológica não acabou. Os patrulhamentos e a intolerância não acabaram. Aliás, minto. O Brazil não parou, regrediu no tempo e no espaço. Se fosse regredir na máquina do tempo seria uma maravilha. Ou parou na contramão atrapalhando o trânsito, como diria o ex cantante Chiquinho, o tiozinho das meninas e meninos do coração vermelho.

Meu coração também está parado no ar. “Meu coração tem catedrais imensas”, assim rezava o bem-aventurado poeta Augusto dos Anjos e dos pecadores. Meu coração tem apenas uma capelinha singela onde eu sonho com minhas musas na Freguesia dos Aflitos e nas montanhas da Jaqueira. Os pobres possuem celulares inteligentes, smartphones, Iphones, Bluetooth, Leds, Tvs de 200 polegadas, touch screeen, yeah, mas são pobres em esgotamento sanitário. Os novos bárbaros matam uns aos outros como se fossem insetos.  

Regrediu em termos de retrocesso econômico, decadência ética. Estamos regredindo rumo à barbárie no capítulo da violência, a exemplo das carnificinas no sistema penitenciário dominado por ultra bandidos. Numa sociedade com surtos de barbárie, não venham falar em avanços e conquistas sociais. Surtos à moda do “Estado Islâmico” não são modelos de sociedades progressistas.Este é o novo Brazil do punk, do funk, do pancadão, do caveirão, o país dos novos bárbaros. O nome disso é retrocesso social. 

Zeus me livre de ser compassivo com a escravatura humana, mas deve ser dito que a barbárie vai além do regime de escravidão. Lembremos também que a sociedade brasileira, já chamada de ordeira e pacífica, vivenciou a carnificina de cortar as cabeças de desvalidos beatos na “guerra de Canudos” e também decepou a cabeça de cangaceiros nos tempos de Lampião.Quem era mais sanguinolentos, os cangaceiros ou os “macacos” das volantes?  

Os vermelhos não são pioneiros nem inauguraram a corrupção no Brazil, verdade. Mas deram grande impulso à degradação social, ética e moral em todos os horizontes nacionais. Fizeram um up grade das patifarias no geral, modéstia à parte. A pena de morte no Brazil é praticada todo santo dia, dias santos e feriados na iniciativa privada, mas a hipocrisia social impede que seja adotada para punir criminosos cruéis, hediondos e excrescências humanas. A punição mais branda nos regimes totalitários de esquerda, tipo Coréia do Norte, Cuba e Venezuela, é a tortura. No Brazil o patrulhamento ideológico estabeleceu o clima de ódio e intolerância. É proibido questionar a farsa do “politicamente correto”.

Se você disser que este mundão auriverde foi governado durante 13 anos por um demagogo despreparado e por uma presidente mais incompetente da história da República, será chamado de golpista. A herança nefasta deixada por eles está em todos os cantos onde canta o carcará e onde cantava o sabiá. Os surtos de barbárie não foram instalados de um poente para uma alvorada.

* Jornalista

joseadalbertoribeiro@gmail.com


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FMO

20/02


2017

No reino da gandaia. Evoé!

MONTANHAS DA JAQUEIRA – ... Ou seja, sabe, começando pelo final, vamos ouvir lições de sabedoria de quem arruinou o Brazil, ele, junto com a mulher mais incompetente da história da República e seus devotos, levou o país a uma recessão tenebrosa, criou uma montanha de 12 milhões de desempregados, ou seja, “pa” salvar a economia precisa ter um olhar carinhoso com os mais pobres ... feito Serginho Cabralzinho no Rio de Janeiro. 

Ser carinhoso, eis a questão. Pense num olhar carinhoso da turma do cordão encarnado quando encarava os cofres da Petrobras!
A música de Pixinguinha “Carinhoso” foi adotada como fundo musical quando o grande cacique recitava as milionárias Odes a Brecht diante dos cofres bilionários do BNDES em prol de financiamentos na Venezuela, em Cuba, em republiquetas africanas, nesse mundão da vermelhidão bilionária. O pobrezinho do compadre Bumlai também era tratado com muito amor e carinho. 
“Meu coração, não sei porque, /Bate feliz, quando te vê, Odebrecht,/E os meus olhos ficam sorrindo/ E pelas ruas vão te seguindo ...”

O BNDES faz o dueto: Ah se tu soubesses /Como sou tão carinhoso /E muito, muito que te /quero, Ó cofres da empreiteira,/ Vem, vem sentir o valor /Dos financiamentos meus ... / Vem matar essa paixão / Que me devora o coração / E só assim então serei feliz, / Bem feliz, com pança cheia de dinheiro.

E toca a guitarra da Casa de Misericórdia da Moeda. Assim foi criada a Diretoria de Carinhos Internacionais da Odebrecht.    
Serginho Cabralzinho foi o olhar mais carinhoso que já contemplou a Baia da Guanabara, o Morro do Corcovado, o Pão de Açúcar, as praias de Copacabana e de Ipanema, o bondinho. O olhar dele irradiava ainda mais ternura ao mirar os royalties do petróleo.      
THE GAULLE E THE CHANTECLAIR – Olha só quem aflorou no recinto! My friend o cientista político The Gaulle. Ele veio se hospedar em minha choupana nas montanhas da Jaqueira e cair na  gandaia do carnaval. Compadre The Gaulle é autor da big tese científica de que a gandaia no Brazil é muito séria.

Vai desfilar com a fantasia do galo cantante, uma alegoria em homenagem ao bloco galináceo da madrugada original, vítima de uma conspiração golpista este ano. Disseram que galináceo do artista plástico Sávio estava ficando careta, reacionário, golpista. Resolveram montar um galo punk, pichado, grafitado, cheio de tatuagens, politicamente correto. Será um galináceo andrógino, anabolizado, para se enquadrar na ideologia de gênero, com um arco-íris na crista. 

Os cálculos trigonométricos do cientista The Gaulle revelam que o desfile do galináceo atrairá este ano um público recordista de 2.545.989 criaturas, incluindo marmanjos do sexo masculino e do sexo feminino, mulheres do sexo feminino e do sexo flex, mulheres buchudas, donzelas que serão emprenhadas a cada gemido do galo e garanhões que irão emprenhar as donzelas nas coxas dos galos. Nesses casos as estatísticas irão multiplicar as buchudas e os garanhões. 

Cesse a cantiga do carcará. Esqueçam a recessão, desemprego, violência. O Governo do Rio de Janeiro está falido? Bobagem. As escolas dos bicheiros receberão milhões de denários e haverá um carnaval monumental. O Rio é a república da malandragem e dos bicheiros. A república das cervejarias e do plim-plim decreta o reinado da gandaia e manda no Brazil. Banda voou. Evoé!   

* Jornalista

joseadalbertoribeiro@gmail.com


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Volta às Aulas - Governo PE

13/02


2017

Precisamos de um líder peitudo

MONTANHAS DA JAQUEIRA –  As repartições públicas ostentam uma placa: “Desacato – Art. 331 – Desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela é crime. Pena: detenção de seis meses a dois anos, ou multa”. Já deixou de ser crime, por decisão do Superior Tribunal de Justiça, porque contraria leis internacionais de direitos humanos, mas a famigerada placa continua desacatando e intimidando a população.

No Estado do Espírito Santo, onde reinam outros espíritos, milhares de policiais militares e suas patroas desacataram a população de 4 milhões de habitantes. O resultado foram centenas de mortes, depredações, assaltos e arrastões, comércio paralisado. As mulheres chamadas de heroínas, que não são as heroínas de Tejucupapo, foram  para a porta do Palácio e ordenaram que seus maridos amotinados permanecessem de papo por ar.

O governador, secretários e ministros usaram babadores para falar com os amotinados e com as mulheres peitudas.

Motim é crime. Se eu fosse o ministro Raul Jungmann, um cara parrudo, expulsava essas mulheres peitudas, democraticamente, na marra, da frente dos quartéis. O governo trata os amotinados e as mulheres peitudas com muito carinho para eles não ficarem zangados. 

Mas, cuidado Jungmann. Se você encarar as mulheres peitudas pode ser condenado pela lei Maria da Penha.

Intervenção em Estados tem cheiro de ruptura institucional. Mas, o que fazer se o governo não governa ou apenas faz de conta que governa? Manda os soldados do Exército com metralhadores para as ruas. Mas, a missão institucional das Forças Armadas não é controlar escaramuças de ruas nem os soldados foram treinados para isso.

O Brazil está precisando de um líder peitudo para conduzir a opinião pública e chamar o feito à ordem nos poderes da República.  

Na hora de arrecadar impostos, seja IPTIU, ICMS ou Imposto de Renda, a máquina tributária funciona.             

Nas antessalas dos hospitais públicos, nas filas do SUS, do INSS e das agências oficiais em geral existe sempre um agente da lei de prontidão para reprimir o cidadão, de preferência os mais humildes, que implorar a misericórdia de ser atendido ou se disser que sua excelência o subcarimbador da repartição é feio.

Este mesmo agente da lei é incapaz de tocar num fio de cabelo dos baderneiros e vândalos que interditam rodovias e vias públicas, que barbarizam a perturbam a ordem pública. Os que queimam pneus nas avenidas e estradas, invadem escolas e universidades são considerados revolucionários e quem se opuser a eles será acusado de criminalizar os movimentos sociais. 

Triste do governo que não governa ou triste do poder que não pode! diz uma lei antiga. Ou triste dos brasileiros desgovernados!  

 Os fios dos cabelos dos “revolucionários” sociais e dos pelegos sindicais são tão intocáveis quanto os salários e os privilégios das castas do serviço público no Brazil.   

Mas, esqueçam esses probleminhas. Dizem que já está rolando no éter um programa chamado Big Coliforme Brazil. Não sei se é verdade porque nós os profetas somos proibidos de ver TV, é pecado. Os personagens do Big Coliforme transmitem ensinamentos sobre vagabundagem, surubas, tatuagens e mudança de sexo. Mulheres do sexo masculino e marmanjos do sexo feminino fazem parte da nova onda politicamente correta, da ideologia de gênero.

joseadalbertoribeiro@gmail.com

* Jornalista 


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Supranor 1

08/02


2017

Os logradouros e os logrados

Deu na coluna social do JC. O prefeito do Recife, Geraldo Julio (mais um poste crismado pelo sonambulismo eleitoral dos recifenses), assinou projeto de lei que nomeia com o nome do jornalista Carlos Percol a biblioteca do Compaz do Cordeiro. Carlos Percol morreu jovem, no trágico acidente do avião que levava também o ex-governador Eduardo Campos. Não tive a oportunidade de conhecê-lo. Disseram-me que o Percol dele não é sobrenome, mas sim um apelido incorporado, numa referência à antiga loja de roupas masculinas, de cortes mais clássicos. Achei divertido, e logo me causou simpatia pelo colega de profissão. Será verdade? A homenagem, do apelido e do nome da biblioteca, deve ser justa. Não será por mim contestada.

Mas, olhando pelo lado oficial, a fila dos merecidos homenageados foi furada. Placa de bronze pouca, meu pirão primeiro. Essa é, ao que parece, a mentalidade do prefeito Geraldo Julio e de seus secretários. Aliás, o sorriso (plastificado?) do atual prefeito lembra a definição do escritor Oswaldo Andrade para o ditador Getúlio Vargas: “Ele tem o sorriso de rendez-vous”. Todos nós temos os nossos mortos, que nos deixaram como o se sol tivesse caído sobre nossos olhos. Um poema de Drummond explica melhor: “Esta vida é uma estranha hospedaria/de onde se parte quase sempre às tontas/pois quase nunca as nossas malas estão prontas/e a nossa conta nunca está em dia”

O prefeito Geraldo Júlio, que saiu dos gabinetes refrigerados do Tribunal de Contas, deveria prestar mais atenção nas contas das honrarias. Ou deveria ser mais educado e não furar filas. O mais importante cineasta pernambucano Fernando Spencer, falecido há mais de cinco anos, ainda não mereceu sequer o nome de uma favela, dessas que nascem todos os dias nas beiradas dos viadutos desta cidade degradada. Spencer fez muito pela cultura pernambucana. Mesmo sem saber, todo cineasta jovem e o não tão novinho devem demais a ele. Diretores caretas como Kleber Mendonça e Claudio de Assis, com seus filminhos politicamente corretos (draminhas imobiliários e ecológicos), não existiriam sem a presença de Spencer, que derramou litros de suor pelo cinema pernambucano. Pior do que um filme politicamente correto é um filme politicamente correto maquiado com o blush falsificado de vanguarda. (“Careta, quem é você?”). Spencer, meu amigo, furaram a fila.

Recentemente, perdemos um dos mais talentosos jornalistas do Brasil, Geneton Moraes Neto. O coração de Geneton, de tamanho continental, perdeu a partida de xadrez para o anjo da morte do Sétimo Selo. Geneton, menino de classe média do bairro da Torre e fã de Pelé, foi o maior jornalista de toda uma geração. Honrou a profissão até as últimas horas de vida, participou da resistência à ditadura (por onde andava o sorriso de rendez-vous?) e foi superoitista de primeira hora, sem fazer filmecos caretas. Nenhuma palafita insalubre do Recife leva o nome de Geneton Moraes Neto. Geneta, rapaz, furaram a fila, mais uma vez.

Sempre que passo pela horrenda Avenida Norte, sinto vontade de telefonar para o meu amigo Lula Arraes, médico humanista, culto e um dos que, ao lado do gigante Gilliat Falbo, carregam nas costas o IMIP, esse Hospital Santa Joana dos humilhados e ofendidos. Lula Arraes, diria eu, peça para retirar o nome do ex-governador Miguel Arraes dessa pocilga coleante Av. Norte. O doutor Arraes, que muito contribuiu (e poucos sabem disso) para distribuir justiça social não só em Pernambuco, mas também no Terceiro Mundo, merece homenagem melhor. Ou então, exija que o prefeito Geraldo Julio reforme a avenida e a torne digna dos milhares de pessoas que moram nela e nos seus entornos. Não vamos mais copiar os militares e continuar humilhando doutor Arraes além-vida.

Tenho procuração para falar em nome dos meus amigos mortos Fernando Spencer e Geneton Moraes Neto. Comemos, juntos, em várias e sucessivas ocasiões, muito sal grosso. Respeito à memória de Carlos Percol. Deve ser uma homenagem justa. Mas a turma do sorriso de rendez-vous furou a fila. Nos tempos de Getúlio Vargas, as saúvas ameaçavam acabar com o Brasil. Hoje, basta passar a vista nos jornais, é fácil constatar que o populismo de baixa extração acabou o País. “Careta, quem é você?”


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06/02


2017

Brazil, o futuro a Zeus pertence

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Na aeronáutica existe a expressão “horizonte artificial”. Os pilotos consultam os instrumentos de bordo, analisam as latitudes, altitudes, condições naturais de temperatura e pressão – CNTP, ângulos, e traçam o plano de voo. Volare! Volare! E segue o voo num céu de brigadeiro da Aeronáutica. O horizonte artificial existe e não existe.O Brazil está nas mãos de Zeus, de Michel Temer, dos cavaleiros da esperança e do imponderável. O imponderável é um horizonte artificial. A realidade vai além da ficção.

Temer vai levando na maciota. Tapinha nas costas, beijinhos bilaterais, mesóclises. Mas sem ranger os dentes.Dir-se-ia que Mister Temer quer esfriar as turbinas, aposta na despressurização ideológica. Os vermelhos querem esquentar as turbinas, botar lenha nas fogueiras da radicalização. A previsão para a economia começar a decolar é no segundo semestre deste ano. São mais de 12 milhões de desempregados no purgatório ou no inferno. O inferno não são apenas os outros, o Brazil é um caldeirão de pressões sociais.

Depois de deixar uma herança nefasta de 12 milhões de desempregados, de arruinar a Petrobrás, de detonar uma recessão devastadora, de estraçalhar as contas públicas, ele e seus discípulos, o sapo vermelho teve a ousadia de dar conselhos de governança ao presidente Michel Temer. O Conde Drácula ensina a gerenciar o banco de sangue. Por uma questão de gentileza, o marido de Marcela, a bela, foi obrigado a ouvir o bicho, ou seja, sabe, como ele diz em seu vocabulário de 20 palavras e menas a verdade, com a paciência de um monge chinês, ou de um mordomo chinês.

Mesmo sem dar o braço esquerdo a torcer, o cara hoje é um duende, um zumbi, vive sangrando por todos os poros. Os amigos, os compadres e os tesoureiros estão presos. Não existem mais as milionárias Odes a Brecht. Os bezerros desmamados estão sem pixulecos e sem mortadelas. Faz discursos até em velório. Virou um zumbi na política. E os zumbis também têm os seus devotos. São os amores de perdição da humanidade. A sobrevivência de um zumbi faz lembrar a “vitória de Pirro”. Rei da Macedônia antes de Cristo, o finado Pirro venceu uma guerra às custas de muito sacrifício, mortes de soldados, bagaceira total. Foi quando um repórter da bandeira 2, se não me engano, perguntou pra ele: “E então, Rei Pirro, tu gostou da vitória?” Ele respostou: mais uma vitória desta e estarei fido dido. Pirro era soda.         

Esmolambado, maltratado, abandonado, esbagaçado, se o cara vermelho sobreviver politicamente até 2018, será mais um milagre brasileiro. Já deu o que tinha de dar, e não foi boa coisa.  A desagregação social está nas vitrines. E não venham falar em conquistas da sociedade. Houve retrocesso. A “modernidade” é punk, é o favelão, é o caveirão. Tem celular, mas não tem aterro sanitário. Tem Bluetooth, mas não tem educação. O Brazil navega nos caminhos da perdição. Tô fora, meu irmão! 

Dizei-me, ó astros, ó estrelas, onde anda aquela donzela chamada Rose Noronha? Depois de amar e mamar, ela sumiu, feito Conceição, ninguém sabe, ninguém viu. Amou, mamou e foi mamada. O mundo hoje é feroz e irracional. Aliás, o mundo sempre foi feroz, desde quando Eva e Adão foram expulsos do paraíso. O mundo hoje tem a Internet, um território de lendas, meias-verdades, meias-mentiras e pós-verdades.    

* Jornalista

joseadalbertoribeiro@gmail.com


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Helio Moreira Filho

TALVEZ ALGUÉM UM DIA TENHA DITO QUE VC ERA ENGRAÇADO...MAS O PIOR É QUE ACREDITASTE!


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30/01


2017

Reformas e coliformes na TV

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os verdadeiros heróis brasileiros são os pequenos, micros e médios empreendedores, na formalidade ou na informalidade, e os trabalhadores, com emprego, sem emprego ou em busca de emprego. Os pelegos sindicais são os parasitas da sociedade, feito a casta dos párias. Olhai os lírios nos campos! Olhai os pelegos sindicais! Eles não tecem nem fiam. Recessão, desemprego?! A grande reforma no Brazil seria a trabalhista. Para que serve essa engrenagem gigantesca chamada Justiça do Trabalho? Para sustentar a si mesma e complicar, ao invés de simplificar. Complicar é fácil, difícil é simplificar.

Na prática os pequenos e médios empreendedores têm medo de contratar empregados, têm medo da “Justiça”. Trabalham com demanda reprimida. A solução seria reduzir os encargos. Mas, a Justiça e os pelegos rejeitam, porque esvazia a glândula mamária dos sindicatos e a engrenagem burocrática. A solução óbvia, o ovo de Colombo, seria reduzir os encargos ao mínimo múltiplo comum – MMC. O governo pagaria a conta, como paga a conta de tantos fundos e despesas inúteis. O dinheiro circula e retorna ao mercado.

Direitos trabalhistas, beleza! Você aí da classe média, dono de uma pequena empresa familiar, levante o braço se estiver disposto a contratar mais um empregado ou uma empregada doméstica com todos os encargos previstos em lei. A doméstica virou diarista e sem previdência social. A informalidade é sinônimo de subemprego. Aposentadoria, só no dia de São Nunca.   

Mas, esqueçam esses probleminhas. Começou o programa Big Coliforme Brazil. Esqueçam o IPTU, IPVA, lista extorsiva de materiais escolares, planos de saúde. As surubas televisivas estão no ar. A fórmula infalível é a seguinte: um cara tatuado e doidão, um gay, travesti ou transexual, uma periguete também tatuada e pirada, um troglodita e outros bichos exóticos. A mundiça adora. 

Segundo os sociólogos politicamente corretos, o programa Big Coliforme serve como exemplo educativo para a sociedade brasileira, pois derruba preconceitos. Este ano quase aconteceu um terremoto na televisão porque um cara não-gay, não transexual, não-tatuado, não-doidão, um cara escandalosamente normal ameaçava participar do programa. Um personagem de televisão ser normal é um escândalo. Ainda mais, se for acusado de ser heterossexual, de não ter envolvimento com drogas e de não fazer parte de nenhuma gangue nem gostar de patifarias, é um caso de perdição. Não dá nenhum ibope.

E o muro do Tio Donald Trump? Estou sempre ao lado dos fracos e oprimidos. Neste momento o pobrezinho está sendo oprimido pela intelligentsia de esquerda mundial e pela caterva vermelha dos States et Orbi. Pense num cara oprimido, é o Tio Donald! Não aparece ninguém na mídia para ter compaixão do pobrezinho.

Nesta minha vida artística de profeta, Zeus me livre de comparar o Tio Donald com o sapo barbado. O vermelhão sempre foi glorificado pelos confrades de todas as imprensas. É paixão recíproca. Eu conheço um chargista, aliás, um repórter, aliás, um editor, um programador visual, um editor, dois editores, dezenas, centenas, colunistas, artistas, beletristas, todíssimos eles apaixonados pela fauna vermelha.

Dia desses eu levei o maior fora ao paquerar uma mulher do sexo feminino quando disse que Marcela, costela de Temer, é uma belezura. Ela disse que só os golpistas acham Marcela bonita. Fiquei arrasado. O compositor Lênin, ex parelha de Karl Marx, levou o maior esculacho dos lulistas pelo simples fato de dizer que estava decepcionado com o credo vermelho. Os chargistas e comentaristas infravermelhos chamaram Lênin até de arroz doce.

joseadalbertoribeiro@gmail.com

Jornalista


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23/01


2017

A malhação de Donald Trump

MONTANHAS DA JAQUEIRA – É tempo de malhação contra o galegão Donald Trump. O pobrezinho está sendo descrito como uma toupeira, um troglodita, um novo John Wayne do velho faroeste americano. Foi esculachado pela intelligentsia de esquerda da América e de todo o planeta. Mesmo assim, deu um banho nos institutos de pesquisa, nos jornais, blogs e twitters coast to coast, do Atlântico ao Pacífico, no Partido Democrata de Barack Obama e de Hilary Clinton.

Seria ele quase um primata, um dragão cuspindo fogo pelas ventas. Uma figura tosca, como dizem os intelectuais. Na Itália em 2010 havia o premier Silvio Berlusconi, também magnata e também chamado de troglodita, que fazia rolar os bacanais “bunga-bunga” com periguetas do Marrocos. Desde os tempos de Herodes havia bacanais no Império Romano, em homenagem ao deus Baco, do vinho, e para degustar as donzelas romanas.

Ao rastrear a vida pregressa do galegão descobriram que ele deitou e rolou em orgias nas noites de Moscou, junto com aquelas galegas popozudas que fazem os marmanjos gemer sem sentir dor. Bobagem. Todos os poderes são devassos por trás das cortinas e por baixo dos tapetes em pensamentos, palavras obras, e poderes que não forem devassos atirem a primeira pedra rock n’roll.
Trump é politicamente incorreto e conservador. Para completar, o bicho é magnata e casado com uma galega lindíssima da Eslovênia. Se fosse considerado liberal progressista e casado ou amigado com uma mocréia, seria tratado com todas as indulgências e reverências pela intelligentsia planetária.

Entonces, haja malhação no pobrezinho do Donald Trump. O Sapo Sapiens degustava a donzela Rose a bordo de aeronaves do governo. Mas, era uma degustação politicamente correta. Ninguém reclamava. Nem a costela dele. Mais importante eram as milionárias Odes a Brecht. Havia uma lenda de que a indústria bélica, as “cinco irmãs” do petróleo e os judeus mandavam na América e no mundo. Hoje o gay power manda mais nos States que todos esses cartéis.  A onda politicamente correta a intelligentsia proclama que o mundo é gay e vermelho. I don’ believe.  

Berlusconi uma vez falou que preferia ser macho do sexo masculino e não ser gay, quase o mundo desabou. Trump prometeu exterminar o estado islâmico terrorista, construir um muro na fronteira com o México e expulsar os imigrantes ilegais. Os imigrantes, coitados, são desvalidos da sorte. Maldade do galegão. Se conseguir exterminar o estado islâmico, a humanidade agradece. Trump pode até decretar guerra contra o estado islâmico, mas se mexer com o “gay power”, haverá uma guerra contra ele, e o epicentro da guerra será Hollywood, com seus astros e estrelas.

Aqui no Brazil as paradas gays em São Paulo reúnem mais de 2 milhões de homens do sexo feminino e mulheres do sexo masculino. O  camarote da senadora Marta Suplicy concentra 150 mil gays. Para espantar seus martírios, Eduardo Suplicy canta a cantiga dos Beatles “Martha, my dear”: “You haver always been my inspiration, please, be good to me”. “Take a good look around you”, dê uma olhada ao seu redor. “Don’t forget me, Martha my dear”, não se esqueça de mim, Martha my dear. O desfila do bloco recifense O galeto da Madrugada irá atrair este ano 1.999.545 galináceos, segundo meus cálculos trigonométricos. Os galináceos da nossa terra são muito machos.

* Jornalista

joseadalbertoribeiro@gmail.com


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Nehemias

Preço da gasolina sobe pela terceira semana consecutiva, divulga ANP. CADÊ AS PENELAS?


ArcoVerde

16/01


2017

A virgindade do Chapeuzinho Vermelho

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A radicalização está nos ares, nos mares, nos bares, nos hangares, em todos os lugares onda canta o carcará e onda cantava o sabiá. Mas, o governo ainda não embarcou nessa psicosfera, como dizem os espíritas, ou espiritualistas.Radicalização atrai radicalização, ou repressão, ou o Brazil embarca na rota do imponderável.     Não existem remédios miraculosos para curar as dores das desilusões populistas. Tampouco existem fórmulas mágicas para reverter a recessão em cima do lance.

Depois de pintar e bordar e sangrar o coração do Brazil durante 13 anos, os bezerros vermelhos desmamados agora querem dar lições de governança. O sapo das barbas da cor de brasa está tirando onda de ser candidato a presidente neste ano de 2017 ou 2018 para tirar o Brazil das trevas criadas por eles mesmos. Mas, com que molambos de roupa? Com que alianças partidárias? O PMDB tá fora. Idem o PP. As seitas ideológicas de ultra esquerda querem os holofotes no primeiro turno. A caterva vermelha do B está à míngua dos pixulecos da UNE.  

Tirar onda de candidato faz parte da filosofia das peladas de futebol de que a melhor defesa é o ataque. Quer tirar onda de vítima como sendo a criatura mais honesta que já nasceu, viveu e padeceu nesta pátria mãe gentil, por ser o redentor da pobreza, o protetor dos fracos e oprimidos, dos frascos e dos comprimidos, uma Madre Tereza de Calcutá com Chapeuzinho Vermelho. Percentuais nas pesquisas eleitorais de opinião pública são montanhas de gelo. Podem derreter, a depender das CNTPs – Condições Naturais de Temperatura e Pressão, na linguagem da química. Ou são montanhas de nuvens, que o diga o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. 

Chapeuzinho Vermelho perdeu a virgindade quando brincavam de esconde-esconde com seus anões nas cavernas do poder.
O presidente Michel Temer tem legitimidade igual àquela da jararaca vermelha que o antecedeu. Ela perdeu a legitimidade nas capoeiras da vida. Lacradas as urnas, legitimidade se conquista ou se perde no exercício do poder. O novo vereadorzinho paulistano Eduardo Suplicy apresenta sua equipe de trabalho como exemplo de diversidade “politicamente correta”: cinco mulheres chefes de família, um negro homem e uma negra mulher, um indígena, um gay, um oriental, dois aposentados, duas mulheres trans, quatro nordestinos e um ex-morador de rua.

O Big Pateta Suplicy representa a si mesmo na fauna dos Patetóides. Eles apostam no conflito social como um capítulo do conflito ideológico. A sociedade fracionada proposta pelos sectários não é a sociedade multicultural unificada pelabrasilidade. Os negros, os gays, os imigrantes, os nordestinos, os indígenas, os pobres das periferias não são brasileiros, segundo os vermelhos. São criaturas oprimidas pelas elites dominantes. Esta é uma pós-verdade, no dizer atual. Isto significa instigar os conflitos sociais sem nada contribuir para mitigar o problema. A injustiça social está enraizada há séculos no Brazil. 

As esquerdas demagógicas e as seitas ideológicas cometeram apropriação indébita ao se apropriarem das bandeiras da justiça social. Corrupção e incompetência não redimem pobreza. Ao contrário, são fontes de desagregação e exclusão social.

* Jornalista

joseadalbertoribeiro@gmail.com


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Naipes

02/01


2017

Salve o eterno retorno!

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Salve, salve o eterno retorno! à moda do filósofo Nietzscche. Amanhã será sempre um novo dia. O que fizeram com o nosso Brazil?! Vilipendiaram, barbarizaram, vandalizaram. O coração do Brazil está sangrando, gemendo e chorando neste vale de lágrimas, neste vale de sonhos, ilusões, desilusões, neste vale de salvações e perdições.Mas, o pulso ainda pulsa. O Brazil chegou quase ao fundo do poço. O fundo do poço são as guerras, tragédias e ditaduras. A Síria em guerra vai além da tragédia. A Venezuela mergulhou num abismo. O inferno é o limite.

A reforma da Previdência Social está na ordem do dia. Dizem que a idade média da população aumenta e sem reforma não haverá receitas no futuro para pagar as aposentadorias no futuro. Esta é uma meia-verdade, e também uma meia-mentira, ou pós-verdade, para usar a palavra da moda. A Previdência é uma caixa preta indevassável , uma caixa de Pandora com milhões de demônios.
As contas são complexas, mas a Previdência não vive apenas do apurado de cada mês para pagar as contas. O sistema é de capitalização a longo prazo. Milhões de pessoas contribuem com a Previdência e morrem no meio do caminho sem nunca terem recebido nenhum benefício nem aposentadoria. Outros milhões de trabalhadores se aposentam e continuam a contribuir sem nenhum benefício.

A Igreja nos tempos primitivos estabeleceu o dogma de que dinheiro era estéril e cobrar juros seria uma heresia. Hoje sob as leis do capitalismo financeiro sabemos que o dinheiro é fértil, procria filhotes. E mais, Money é um poderoso afrodisíaco. Para onde vai a dinheirama capitalizada da Previdência?Mistérios do além. Desvendar esses mistérios cabeludos, quem há de?  São os demônios da caixa de Pandora.

Falam em clima de intolerância. Nada surpreendente. Karl Marx cantou a pedra: “Tudo que é sagrado se profana e tudo que é sólido se desmancha no ar”. Vândalos do meio estudantil invadem e depredam instalações da Universidade. Ministro de Estado é hostilizado em Palácio. Agressões impunes de Black blocs mascarados, feitiços e feiticeiros. Este é o caldeirão onde fermentam radicalismos e intolerâncias. Faz parte da estratégia do confronto ideológico.

O pulso ainda pulsa, mas impõe-se estancar a intolerância e a radicalização que estão no ar, sob pena de haver mais desagregação política e social, minar a democracia e estagnar a economia. Estabilidade social não combina com intolerância e radicalização.  
A utopia socialista é um alucinógeno poderoso. Mais alucinante que o crack e a cocaína. Cuba vive o regime da escravidão depois de ingerir as drogas da utopia socialista. O delírio socialista produziu mais de 10 milhões de escravos em Cuba. Nos tempos da escravatura estima-se que mais de 5 milhões de africanos foram trazidos para o regime de servidão em nosso Brazil. Esta é uma mancha histórica indelével, assim também a ditadura comunista em Cuba é uma vergonha na história da América Latina.

O Brazil estava bêbado de demagogia e de populismo. Ainda está meio bêbado, ou de ressaca. A missão do governo Temer é tirar o Brazil da ressaca e restabelecer o ciclo virtuoso. Mas, o buraco é fundo. Não existe milagre nem se dá cavalo de pau na economia.

*Jornalista

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Nehemias Fernandes Jaques

Um deputado na cruzada contra a masturbação.Marcelo Aguiar, deputado federal pelo DEM de São Paulo, entrou numa cruzada contra a pornografia e a masturbação.



26/12


2016

A vitória TrumPetista

MONTANHAS DA JAQUEIRA --  Este foi o ano da vitória de Trump, a vitória dos TrumPetistas. Todíssimas as estrelas e os astros de Hollywood, todíssimos as televisões, blogs e jornais, todissimos os institutos de pesquisa estavam contra o pobrezinho do bilionário Donald. Ninguém me ama, ninguém me quer, cantava o coitadinho a sua cantiga da solidão. Tadinho, disseram até que com uma bomba atômica na mão o galegão ele seria capaz de explodir o planeta.

Obama é o queridinho porque distribui gentilezas com a ditadura comunista de Cuba. Também foi muito gentil com o Sapo Sapiens: “He is the Guy”, ele é o cara, e assim conquistou a simpatia da mundiça vermelha. As profecias, as pesquisas, as adivinhações todíssimas falharam, redondissimamente. Entonces, inventaram esta palavra “politicamente correta”, post-truth, a tal “pós-verdade”, para tentar justificar o injustificável e desmerecer a vitória de Trump.

A vitória do galegão Donald Trump foi um ponto fora da curva. “Post-truth” ficou consagrada no Oxford Dictionary, o Dicionário Oxford, como a expressão do ano. Tipo a meia-verdade, ou meia mentira. Dizem que a pós-verdade são as meias-verdades, ou meias-mentiras, que circulam na Internet, nas redes sociais, nas redes antissociais e redes de varanda. Eis uma expressão mágica que diz tudo e não diz nada. Trump é um pobre bilionário odiado pela mídia e pela intelligentsia dos States.

No dicionário do Sapo Sapiens seria “menas a verdade”. Eu sou pequenininho, do tamanho de um tostão, mas também sou filho de Zeus e lá vou eu para inventar minha palavrinha: os TrumPetistas. São os petistas pelo avesso. O livro “1984”, do indiano naturalizado inglês George Orwell, retratou uma sociedade autoritária dominada pelo Grande Irmão, o Big Brother, cujo idioma era a “novilíngua”, o duplipensar, ou a língua pelo avesso, como direi. Pós-verdade, ou meia-verdade, ou novilíngua, ou língua pelo avesso, a mentira é um idioma hoje quase universal.   

Quando soube da vitória de Donald, o satânico Fidel Castro explodiu de fúria e foi parar nas profundas do abismo de fogo. A partir de 20 janeiro os comunistas vão ter que encarar os TrumPetistas pela proa. Agora os comunistas de Cuba dirão que a culpa é do pós-embargo de Trump. Para falar a pós-verdade, eu quero que os comunistas se explodam. Na Venezuela não existe embargo econômico. No Brazil- da era vermelha não existia embargo. Quem é culpado pela bagaceira?

Os vermelhos queriam transformar o Brazil numa pós-Venezuela, numa pós-Cuba. Já existem várias Venezuelazinhas e várias micro Cubas nestas terras auriverdes. Os vândalos do MST semeiam Venezuelas em depredações de propriedades e ocupações de rodovias. Os pelegos sindicais implantam micros Cubas nas suas entidades. Durante 16 anos e até este final de dezembro, Olinda do fidalgo português Duarte Coelho existiu como um feudo da caterva vermelha do B.

Os TrumPetistas vão cuidar da América. Pós-dilúvio vermelho, os petistas continuam a queimar pneus e falar em golpe. Os clarins anunciam: 2017 vem aí! Adeus à ilusões e Zeus  proteja nossos corações auriverdes!  

* Jornalista

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19/12


2016

Brazil, um reinado de muitos véus

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Quem descobriu o Brazil: Odebrecht, Sérgio Moro, Macunaíma, Jeca Tatu, Pedrálvares? Este reinado auriverde é uma criatura de muitos véus. São os véus da corrupção, da injustiça social, da burocracia, da carga tributária extorsiva, os véus dos pelegos sindicais, dos parasitas dos movimentos antissociais, os véus dos baderneiros do MST, os véus da ditadura dos banqueiros i os véus dos bicheiros i cartolas do futebol e das escolas de samba i de malandragem.     
Aviso: eu sou um revolucionário conservador porque nasci no tempo do Império. Dizem que o S entre duas vogais tem o som de Z, entonces, eu prefiro o Brazil é com Z, sem intermediário, e minha conjunção é o I, o Izinho, fiel à fonética, ao invés do E.         

Você é corrupta ou incompetente? Perguntou o repórter da TV Al Jazeera à jararaca vermelha. Alá, misericordiosíssimo Alá, a mais importante rede de televisão do mundo árabe seria golpista? Se um repórter da TV Globo ou da Veja fizesse essa perguntinha à dona jararaca as patrulhas ideológicas vermelhas mandariam trucida-lo i pendurar sua caveira nos postes de Brasília. Se eu fosse repórter da TV Al Jazeera perguntaria ao sapientíssimo sapo: bicho, tu endoidou completamente i está processando os procuradores que estão investigando se tu sôis o dono do sitio do pica-pau amarelo i do triplex do Guarujá? Eu recomendaria a ele muitas rezas de uma benzedeira para tirar essa quizumba do lombo. Quizília pé de pote, vai fungar no teu cangote.

Assim direi aos meus discípulos: há mais mistérios entre o sítio do pica-pau amarelo de Atibaia e o triplex do Guarujá do que supõe a filosofia dos promotores da Lava-Jato. “Marmelada de banana, bananada de goiaba, goiabada de marmelo, boneca de pano é gente, sabugo de milho é gente”, o sol nascendo quadrado é tão belo, sítio do pica-pau amarelo de Atibaia é tão belo. Eu juro por Alá que não estou delirando i recentemente li nas folhas um artigo assinado por uma fessora universitária, com idade mental aparente de 9 a 10 anos de vida, dizendo que “o golpe fracassou” porque em seis meses ainda não conseguiu consertar o desmantelo da economia, reverter a recessão i elevar o Brazil à máxima potência econômica do planeta.

E mais, a fessora jurou os bandoleiros do cordão encarnado presos em Curitiba são todos inocentes. Imagino essa vetusta senhora dando aulas aos seus alunos para explicar que o círculo quadrado existe, o Petrolão nunca existiu i a TV Al Jazeera é uma emissora golpista das Arábias. A honorável doutora com idade mental de 10 aninhos tem delírios golpistas.
Bom mesmo era no tempo do Petrolão, segundo a fessora. O paraíso socialista existe, ela jurou aos seus discípulos. Movidos a mortadelas e pixulecos, eles convocam a “Revolução dos bichos vermelhos”, à moda de George Orwell, para exterminar os “golpistas” da República de Temer e ressuscitar o reino do cordão encarnado.               

Dizem que se o sapo barbado levar um xeque-mate da Justiça haverá uma convulsão social, tipo um ataque de epilepsia social.
Negativo. A multidão é bovina. A mão que afaga é a mesma que apedreja. O carnaval i o futebol funcionam feito o remédio Gardenal, adormecem qualquer convulsão social. Disseram que uma data maravilhosa para enquadrar o bicho vermelho seria no feriadão do carnaval. Réu em quase meia dúzia de processos, o bicho adotou a tática de que a melhor defesa é o ataque.

* Jornalista

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12/12


2016

Recife, uma conquista do coração

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Se nascesse passarinho seria um João-de-Barro, espírito criativo, operário da fauna silvestre a transportar materiais de construção no bico para construir o seu habitat. O habitat de Mister MM é a comunicação, o jornalismo.
No começo conviveu com os tipos e linotipos do jornalismo impresso. Imprimiu as digitais do pioneirismo na blogosfera, em seu magnífico blog consagrado como Reitor da Magnolândia. Navega nas ondas hertzianas do rádio em seu programa Frente a Frente. E semeia livros à mancheia, no dizer do poeta Castro Alves.

Operário em construção com coração magnânimo, Magno é avis rara na mídia, uma selva de egos e de estrelas. Ele certamente dirá por ser um telúrico que admira até as pedras sertanejas, à moda de Seu Gastão. Repórter estradeiro, ele percorre milhares e milhares de quilômetros no faro da noticia com botas de sete léguas. Às 7 da matina percorre uma légua de distância na Jaqueira para turbinar o coração de panturrilha, como dizem os médicos, sempre a bordo do Graham Bell para ficar ligado na notícia.     

O coração de MM começou a ser recifense em 1979, quando ele desembarcou no curso de Jornalismo da Unicap e em 1980, quando sentou praça na Pracinha do Diario de Pernambuco como correspondente do Interior e do Pajeú. O editor da área era seu padrinho de Redação, Gildson de Oliveira, criatura do nosso bem querer. Camelo, Gladstone e Joezil eram os cardeais do Diario. Nas pontes, nas ruas, nas esquinas da vida, ele incorporou o espírito recifense nas batidas do coração. Magno deixou o coração telúrico plantado no Sertão do Pajéu.

O coração sertanejo vive nos regaços da infância ao lado de marmeleiros, bem-te-vis, azulões, xique-xique, mandacarus, umburanas, preás, bolas de gude, nas praças e ruas de Afogados da Ingazeira, nos banhos do Rio Pajeú. E também vive na escola pública Pinto de Campos e na agência dos Correios, onde ao lado do pai Seu Gastão recebia e traduzia as mensagens telegráficas no código de Morse para seus conterrâneos sertanejos.    

Em 1984 seu coração de estradeiro o levou para Brasília. Editor, repórter e colunista no Correio Braziliense, O Globo, Associados e Agência Meridional brilhou no Planalto Central. Criou a Agência Nordeste e expandiu a área de comunicação do empresário Eduardo Monteiro. Também plantou o seu coração na terra da Alvorada. Estava posto em sossego em BSB em 1991 quando o governador Joaquim Francisco o convidou para ser secretário de Imprensa. “A vida é um sutiã, meta os peitos!”, disse o filósofo de Macaparana. Meteu os peitos e cumpriu a missão.

Mas, o mundo gira e a Lusitana roda, dizem os portugueses. O jornalismo impresso entrou em fase de despressurização. As linotipos não há mais. Papel de jornal é moeda em dólar. O “Admirável mundo novo” de Aldous Huxley e a “aldeia global” preconizada por Marshall McLuham estão na tela do computador. Magno percebeu o florescimento da blogosfera ao inaugurar o seu blog pioneiro em 2006.

Mister MM é um multimídia, um M.M. Veio do impresso e mesmo sem o suporte de uma corporação lidera na blogosfera, nas ondas do rádio, na “Galáxia de Gutemberg” dos livros e em palestras. Seu coração recifense conquistou o título de Cidadão Honorário.

* Jornalista

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BM4 Marketing

05/12


2016

O colírio de Kryptonita

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O “horizonte artificial” foi criado pela aeronáutica para projetar voos. É uma realidade virtual. Existe e não existe. O prazo de 20 anos da PEC dos gastos é uma realidade virtual. Existe e não existe. Deve ter sido criado por algum tecnocrata para fantasiar o Orçamento da União.

A mundiça vermelha estraçalhou as contas públicas em 13 anos de corrupção e incompetência. Os cortes agora são inevitáveis.
Subitamente, não mais que subitamente, uma vermelhidão invadiu meu olho esquerdo. Vou consultar meu guru para assuntos de bons olhados ideológicos, o Doutor Alvacir Fox. Dizei-me, estou sendo vítima de mau olhado da mundiça vermelha? O Doutor Fox examinou meu globo de ouro com seu telescópio atômico e fez o diagnóstico: o seu olhinho está com um probleminha de pleonasmo vermelho.
Receitou-me um colírio de Kryptonita com altos teores bactericidas contra macróbios vermelhos. Estou vendo agora tudo azul da cor do oxigênio. Vou mandar a receita para Michel Temer. 

As meninas e meninos dos olhos vermelhos protestam contra a PEC que estabelece um teto para os gastos públicos, aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e agora tramitando em segundo turno no Senado. Eles só não protestam contra o lado mais perverso do governo: a governança chamada de neoliberal no sistema financeiro estatal e no setor privado em geral. 

O Governo anuncia que vai fechar 402 agências do Banco do Brasil e demitir 18 mil funcionários. Falem em “reestruturação”, “enxugamento” e redução de despesas em 2,13 bilhões. O Programa de “Demissões Voluntárias” é eufemismo para mascarar o terrorismo das “demissões compulsórias”.

Os pelegos sindicais não protestam porque agem em conluio com os banqueiros. Os banqueiros são donos do governo, de todos os governos, de Lula, Dilma e Michel Temer. São donos da nossa Pátria mãe gentil. Esta é a República dos banqueiros, é a ditadura dos banqueiros. Os movimentos sociais não percebem, ou fazem de conta que não percebem, esta opressão do sistema financeiro parasitário.  

Atualmente com 109 mil funcionários, o BB trabalha com um déficit de pelo menos 20 mil empregados para atender à demanda dos clientes. O lucro semestral é da ordem de 4 a 5 bilhões. Deveria contratar ao invés de demitir funcionários. Se o atendimento funciona mal, vai piorar ainda mais.   O objetivo inconfessável é reduzir o tamanho do BB para depois ser engolido pelos banqueiros privados.  

O lucro do sistema financeiro parasitário, público e privado, é gerado principalmente pela rolagem da dívida pública do Governo, na casa dos 2,7 trilhões de reais. Com os depósitos dos correntistas, os bancos compram e recompram os títulos da dívida do governo. E haja uma montanha de lucros bilionários na base dos juros da Selic atualmente de 13,75 % ao ano.
A dívida pública é a descoberta do crime perfeito pelos banqueiros. Milhões de brasileiros que financiam os banqueiros cometem crimes contra si mesmos.   

Bezerros desmamados, a mundiça vermelha protesta apenas para protestar. Faz parte do modo de ser desordeiros e arruaceiros, do modo de ser irracional. A corrupção e incompetência em 13 anos dos mandarins vermelhos no Brazil, o caos na Venezuela, a decadência e a farsa da “utopia” socialista em Cuba, estes são fatos históricos indefensáveis. O fanatismo ideológico produz cegueiras insanáveis e não tem remédio que dê jeito. Nem o colírio de Kryptonita. 

* Jornalista

joseadalbertoribeiro@gmail.com


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28/11


2016

Hasta la vista, exterminador Fidel!

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Século 20 foi o século das guerras, das vacinas e da penicilina. Da utopia socialista e da queda do Muro de Berlim, da falência do “socialismo real”. Das descolonizações europeias na África e dos ditadores genocidas. A prática é o critério da verdade, diz um princípio da dialética. Qual o legado de Fidel Castro? O legado da ditadura comunista é uma sociedade em ruínas e um povo escravizado pelos tiranos. A utopia socialista resultou numa farsa.

Fidel mandou fuzilar mais de 8 mil compatriotas, além de 1.163 assassinatos extrajudiciais. Morreram 1.081 presos políticos nas prisões. Mais de 120 mil cubanos fugiram da ilha pelo porto de Mariel depois do golpe comunista de 1959. Ao tentarem fugir da ilha pelo mar, 70 mil pessoas morreram desde então. Estas são estatísticas feitas por organizações internacionais sobre o regime genocida comunista.

Já foi julgado pela história como um ditador genocida que escravizou seu povo e repudiado pela consciência humanitária. Dizer que somente a história o julgará é sair pela tangente. Pinochet também fez história. Papa Doc e Baby Doc também fizeram história no Haiti.
Enquanto existiu a “guerra fria” entre as potências dos Estados Unidos versus a extinta União Soviética, Fidel mamava milhões de dólares nas glândulas mamárias de Moscou e degustava seus charutos Romeo e Julieta com a proteção da “cortina de ferro” comunista.

Depois que o império soviético faliu, disseram que o embargo imperialista dos EUA era culpado pela decadência de Cuba.
O inferno são os outros, dizia o filósofo zarolho Jean Paul Sartre. Eu também sou zarolho, mas não sou filósofo, sou um bicho-grilo do tamanho de um tostão e estou a fim de descolar uma namorada menos feia que Simone de Beauvoir, mas que seja palatável.  
Se perguntar não ofende e vc não tem medo do contraditório dialético, responda por gentileza: qual a diferença entre o general Pinochet e o comandante Fidel?

Os dois mataram, torturaram e prenderam compatriotas. Fidel matou e torturou em nome da “utopia socialista”, para perseguir os seguidores do ex-ditador  Fulgêncio Batista. Pinochet matou e torturou em nome do conservadorismo, para perseguir os seguidores do socialista Salvador Allende. A ditadura de Pinochet, que durou 17 anos desde 1973, cometeu atrocidades, mortes e torturas contra mais de 20 mil chilenos. Fidel e Pinochet exalam o cheiro de enxofre das trevas.  

A revista Forbes informou, em 2006, que Fidel acumulava 900 milhões de dólares capitalistas em suas barbas vermelhas. Investigações internacionais descobriram que Pinochet roubou 40, 50, 100 milhões de dólares depositados em contas no Exterior.
Ideia recorrente dos comunistas é dizer que Fidel livrou Cuba das garras do imperialismo, pois nos tempos do ditador Fulgêncio Batista a ilha era usada como bordel pelos americanos. Os países do Caribe sempre usaram seus atrativos naturais para a exploração do turismo sexual. A decadência do regime comunista hoje mais ainda dissemina a prostituição masculina e feminina em Cuba.

O turismo sexual na rede hoteleira é fonte de recursos para Cuba. Um punhado de dólares basta para um turista capitalista degustar uma cubana comunista. A prostituição masculina também funciona para mulatos cubanos degustarem as turistas estrangeiras.
Por ironia do destino uma filha de Raul Castro, a socióloga Mariela Castro, organiza as paradas gays na cidade de Cienfuegos. Noutros tempos seria fuzilada pelo psicopata homofóbico Che Guevara ou pelo tio Fidel. Ela é tipo a Marta Suplicy de Cuba, defensora das mulheres de grelo duro e dos machos do sexo feminino.   
Hasta la vista, Fidel, exterminador do passado!

* Jornalista

joseadalbertoribeiro@gmail.com


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21/11


2016

The Gaulle vai cair na gandaia

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Reino da malandragem, das traficâncias e dos bicheiros, das milícias, da navalha na carne, da delinquência e da violência policial, o Rio de Janeiro ganhou o rótulo de “Cidade Maravilhosa” por conta do cartão postal com o Cristo Redentor, do Morro do Corcovado e da Baia da Guanabara. A Câmara Municipal é conhecida como a “Gaiola de Ouro” da corrupção.     Além de algumas paisagens, não existe nada de maravilhoso. Quem se aventura a desembarcar no aeroporto ou andar nas ruas com um relógio ou algum objeto de valor?!

Atribui-se è poetisa americana Elizabeth Bishop, que viveu no Brazil em meados do século passado, a seguinte frase: “O Rio de Janeiro não é uma cidade maravilhosa, é uma paisagem maravilhosa para uma cidade”. A poetisa costumava dar um rolé na cidade, de beijos dados com a namorada a paisagista Lota, amiga do governador Carlos Lacerda. Os vermelhos da época chamavam Lacerda de “O Corvo”. A poetisa tomava seus inocentes pileques e esbravejava contra a humanidade carioca. Naqueles tempos não existiam as mundiças vermelhas dos sapos barbados. Imaginem se a poetisa conhecesse um Garotinho, um Sérgio Cabral, um Pezão! Teria renegado seu amor pelo Brazil.

Dizem que o governo do Rio de Janeiro está falido. Menos a verdade, ou menas a verdade, segundo a cartilha do ABC vermelha. Não faltará dinheiro para financiar a malandragem. Imaginem a receita do bolo de 2 ou 3 milhões de unidades residenciais com o pagamento do IPTU. É dinheiro que não tem Sergio Cabral, nem Garotinho, nem irmão metralha que acabe. Turismo? Com uma população de mais de 200 milhões de almas, o Brazil recebe na casa de 7 milhões de turistas por ano. A estimativa é de que 1,5 milhãozinho de turistas estrangeiros têm coragem de visitar o Rio de Janeiro, inclusive durante o carnaval. As informações oficiais sobre turismo no Brazil são conflitantes e sem credibilidade.

O certo é que a rede hoteleira do Rio tem cerca de 60 a 70 mil leitos. São Paulo está na casa dos 80 mil leitos. Falar em milhões de turistas no carnaval é ilusionismo. Com uma população de quase 70 milhões de habitantes, a França recebe igual número de turistas estrangeiros por ano. A Itália atrai mais de 25 milhões de estrangeiros.  A corrupção e a violência afugentam turistas no Brazil. Zeus me livre de torrar meus trocados para encarar um arrastão na “Cidade Maravilhosa”. O carnaval carioca é uma indústria fantástica de distribuição e riquezas e pobrezas.

O número de celulares e máquinas fotográficas roubadas é incalculável. Os gringos pagam em dólares e euros para degustar aquelas mulheres saborosas que rebolam nas passarelas. os arrastões rendem boa renda para os maloqueiros. Os  alcaloides, marijuanas  e derivados .... e a galera delirou, delirou!  As escolas cariocas de samba e de malandragem produzem mão- de-obra fantástica para o desenvolvimento do Brazil. As porta-bandeiras e desfilantes são especialistas na arte de balançar o traseiro. Os malandrões são exímios na ciência do reco-reco e do tamborim.

O Rio de Janeiro é uma cidade maravilhosa e seus governantes são pessoas muito sérias, já dizia meu guru o cientista político The Gaulle. Entonces, ele profetizou que a falência do Rio de Janeiro será resolvida durante o carnaval, porque os governantes e os carnavalescos são pessoas muito sérias. Eu zuro, ele falou.
The Gaulle não acredita na falência do Rio de Janeiro e vai cair na gandaia.  

* Jornalista 

joseadalbertoribeiro@gmail.com


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16/11


2016

Donald Trump, Temer e Pato Donald

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Os bichos vermelhos estão ocupando as estradas, as universidade, as escolas, as pontes, as nascentes, os poentes, todos os horizontes. Ocupar, invadir, tá na moda dos desocupados ideológicos. Na semana passada um passaralho vermelho espalhou a lenda, erradissimamente, de que a onda “Occupy” foi inspirada na “primavera árabe” de 2010-2011. A cultura árabe ainda nem tirou o véu das noivas.

A onda “Occupy” tem mais a ver com a destruição silenciosa da democracia representativa preconizada pelo filósofo pós-marxista Gramsci, ou a “revolução permanente” dos delírios totalitários do soviético Leon Trotsky, com licença da palavra. O pós-comunismo continua vivo e bulindo, sob o disfarce da “utopia socialista”, uma farsa comprovada pela história. São os cupins e os fungos da democracia. Olhai os lírios do campo, olhai os exemplos de Cuba, Coreia do Norte e Venezuela. Olhai os comunistas stalinistas do B! São os caboclos mamadores da UNE e os pelegos das centrais sindicais. Fanáticos ideológicos são entes irracionais. 

Ocupar em protesto contra a PEC dos gastos?! É o “fora Termer!”, “Fora “golpistas!”, qualquer pretexto serve. Chamem David Copperfield para desmanchar o rombo nas contas públicas. Ao invés de ocupar a Faculdade de Direito do Recife essa mundiça deveria invadir os estádios do Maracanã e do Corinthians para exigir a devolução do dinheiro desviado dos cofres públicos. Com as contas públicas estropiadas, o Brazil constrói estádios de futebol monumentais e realiza carnavais das arábias.   

Além da violência e malandragens seculares, a sociedade brasileira está doente e contaminada ainda mais pelos fluidos de bandoleiros. A Madre Superiora falou que o povo brasileiro é ordeiro e pacífico. Ilusão de ótica. Esta á a sociedade que manteve três séculos de escravidão, que sangrou e esfolou os beatos de Canudos em 1897 e massacrou covardemente os soldados indigentes do Paraguai em 1870. Decapitou os cangaceiros, tão perversos quanto as volantes. A tortura é prática corriqueira no submundo do crime.  

Magnata, politicamente incorreto e desbocado, Donald Trump é o novo caubói do faroeste eletrônico na América. E mais, desperta a ira dos vermelhos, o que é um bom sinal. Com uma bomba atômica na mão direita, ele seria a nova besta do Apocalipse. Quem incendiou a guerra no Vietnã foi o democrata John Kennedy. Quem detonou a bomba atômica no Japão em 1945 foi o democrata Harry Truman.   
Barack Obama era o bom rapaz politicamente correto, vitorioso graças ao fracasso da “Era Bush” o “Senhor das Guerras” do Iraque e do Afeganistão. O bom-mocismo de Obama já deu o que tinha de dar, inclusive deu muitas colheres de sopa à ditadura comunista de Cuba. 

Apocalipse é uma ditadura comunista de 57 anos com milhares de fuzilamento em Cuba. É a bomba atômica nas mãos do energúmeno Kim Jong-un na Coreia do Norte. A democracia na América irá controlar as ogivas nucleares na língua de Donald Trump. A mundiça vermelha semeia vulcões nos corações do Brazil. São os vulcões da intolerância e da radicalização.
Matéria atrai matéria, radicalização atrai radicalização. Os vândalos e invasores atraem os Bolsonaros e derivados.

Ao invés do desbocado Donald Trump, o presidente Michel Temer incorpora o espírito pacífico do Pato Donald e seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luizinho nas estradas da vida e do poder. 

* Jornalista

joseadalbertoribeiro@gmail.com    


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07/11


2016

A primavera auriverde

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Conversei com um intelectual da “new left”, a nova esquerda, sobre esses movimentos “Occupy”, “Ocupe”, em linguagem cabocla, que estão ocorrendo no Brazil. Eu perguntei a ele, do alto da minha ignorância enciclopédica: Dizei-me, ó mestre, de onde veem esses movimentos “Ocupe”? Depois de dar uma pausa na leitura do “Le Monde Diplomatique”e sorver uma taça de champanhe capitalista ele explicou que esses são movimentos revolucionários foram inspirados na “Primavera Árabe”.

Idos de 2010 e 2011, aconteceram ventos libertários nos regimes autoritários do Egito, Argélia, Marrocos, Líbia. Mas, as ventanias de lá não são vendavais de cá.

Aqui é a nossa primavera auriverde.  

Milhares de árabes, reunidos na Praça Tahir, no Cairo, queriam respirar democracia. Na Praça do Marco Zero de Recife, defronte da chapeleta da Brennand, as meninas e meninos do coração valente entoam o “Fora Temer”, fazem declarações de amor ao sapo barbado e sonham com a ressurreição da jararaca vermelha.

Nas escolas de São Paulo os rapeizes ocupam as escolas para boicotar o Enem, na onda do sexo, drogas e rock n’roll, promovem surubas revolucionárias, em protesto contra a destruição de Sodoma e Gomorra e organizam as paradas de orgulho gay. O MST ocupa laboratórios de pesquisa para destruir alimentos transgênicos. 

Aconteceu o “Occupy Wall Strett” na Bolsa de Valores de New York, para protestar contra os lucros bilionários dos capitalistas internacionais depois da “bolha capitalista” de 2010, quando os imperialistas injetaram bilhões de dólares para salvar o sistema financeiro depois da falência do banco Lehman Brothers.

Dizei-me, ó mestre, além de sexo, drogas e rock n’roll, o que fazem esses revolucionários sociais? Os rapeizes de todos os quatro ou cinco sexos estão construindo o “capital social” de que falava o escritor americano Robert Putman, um bicho revolucionário. As surubas são a quebra dos monopólios sexuais capitalistas.  

O sítio de Atibaia e o triplex de Guarujá foram comprados com o “capital social” do bicho barbado. Quanta riqueza!   

O capital social serve para aliviar o déficit de 170 bilhõezinhos no Orçamento da União ou para investir na Petrobrás? O “capital social” é um maravilhoso emplastro, criado pelos filósofos socialistas, para aliviar as dores da humanidade capitalista. É tipo o “Emplastro Brás Cuba”, elaborado nos trapézios cerebrais do filho espiritual de Machado de Assis para aliviar a melancolia da humanidade.      

Os capitalistas são pessoas malvadas e só pensam em Money, enquanto as classes oprimidas se lascam de trabalhar nas fábricas, nos escritórios, nas universidades e na Internet, para ganhar o pão francês  de cada dia, além dos intelectuais serem obrigados a comprar o whisky importado, os livros da nova esquerda e pagar o dízimo aos partidos revolucionários, segundo meu amigo o intelectual low profile.

O “capital social”, no inventário progressista, é uma espécie de riqueza dos cérebros iluminados pelo socialismo. No dia em que os filósofos socialistas convencerem os banqueiros capitalistas a adotarem o “capital social” seremos todos felizes. 

Revolucionai, revolucionai! Se Galileu Galilei fosse vivo, hoje com certeza ela contestaria o movimento de rotação do eixo da terra, porque nosso planeta gira da esquerda para a direita, ao invés de girar da direita para a esquerda. Ou seja, a rotação da terra é um movimento reacionário.  

[email protected]


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