Dilson diz que problemas da gestão de Costa são surreais

Rivânia Queiroz

Integrante da corrente CNB e presidente do Grande Recife Consórcio, Dilson Peixoto tem dado carga às críticas contra o prefeito João da Costa. Nesta tarde, o petista contestou novamente a postura política e administrativa do dirigente municipal e disse que ele não é a melhor opção do PT para disputar as eleições 2012.

Dilson Peixoto chegou a usar a expressão surreal diversas vezes durante entrevista a uma rádio local para justificar que nunca havia visto antes nenhum gestor, seja do seu partido, seja de outras legendas, chegar ao final da administração enfrentando problemas tão sérios de ordem política e administrativa.

“Hoje a gente vive uma situação surreal. Como um prefeito chega ao final do governo sem o apoio do partido e dos aliados? Como alguém é prefeito e tem uma aliança sem nunca ter chamado os integrantes desses partidos (da Frente Popular) para conversar? Não conheço outros exemplos iguais”, detonou Dilson.
O petista ainda centrou o fogo amigo nas ações do prefeito, que para ele poderiam ter sido mais “ousadas” e “eficazes”.  “Veja a questão do controle urbano. O Recife negligenciou essa área. Fico impressionado quando vejo situações como a de ambulantes erguendo suas barradas no meio das ruas, em plena Boa Viagem. Isso é ausência de fiscalização.

No transito temos ações que poderiam ter sido feitas para que sua gestão fosse melhor, mas não foram e olhe que temos tecnologia para isso”, continuou. O petista explicou que sua corrente decidiu construir uma candidatura alternativa, a de Maurício Rands, justamente para oferecer condições ao PT de continuar à frente da Prefeitura do Recife, já que 73% dos eleitores não querem mais votar em João da Costa.

 Ele informou que desde o ano passado a CNB vem debatendo dois nomes, o de Rands e o do senador Humberto Costa, mas que optou por Rands por acreditar que ele reúne, dentro do cenário atual, condições de ganhar as prévias e disputar o pleito com a unidade das siglas aliadas. “Ninguém mais tarde vai nos acusar de termos sido omissos”, ponderou.

Para Dilson, é uma questão de tempo convencer a Frente a subir no palanque de Rands. Alegou que tem sentido uma sinalização positiva dos aliados e que o apoio de figuras ilustres como o ex-presidente Lula, a presidente Dilma e o governador Eduardo Campos dará ainda mais força a essa união. “Tenho certeza que se a gente vence essas prévias, teremos condições de unir essa frente de partidos”.

Publicado em: 09/04/2012