Durona, Dilma mal segura lágrimas na terra de seu pai

Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação

Dilma é cercada por curiosos durante visita ao colégio onde seu pai estudou, em Gabrovo

A durona Dilma Vana Rousseff finalmente se emocionou. Não chegou a chorar. Mas escancarou seus sentimentos, diante da multidão que a aguardava na cidade de origem de seu pai, na Bulgária. Nesta quinta-feira, 6, a presidente do Brasil fechou o círculo na trajetória da família Rousseff.  Dilma foi levada pelo presidente da Bulgária, George Parvanov, à escola onde o pai estudou, em Gábrovo. Do lado de fora, a população parou para saudá-la, numa cidade pouco acostumada a grandes eventos. Dentro da escola, o cartunista Ziraldo, que entrou na comitiva, contou que ministros não contiveram as lágrimas. A presidente se segurou, mas admitiu que teve dificuldades para levar adiante seu discurso. “Engasguei. Não conseguia formular as frases e não conseguia falar”, admitiu. “É uma coisa impressionante estar no lugar onde seu pai estudou”, prosseguiu. “Estou realizando um sonho de meu pai, que gostaria de estar aqui”. No discurso, ela contou que poucas vezes, na vida, viveu emoção parecida. Uma delas foi quando nasceu sua filha. Outra, com seu neto. “Na juventude participei de lutas de resistência, fui presa e senti muita emoção ao me despedir das minhas companheiras que lá ficariam (na prisão). Agora, mais uma vez, a emoção é profunda”, completou.

Abalada. A viúva de um primo de Dilma, Toschka Kovacheva, confirmou que a presidente ficou abalada no encontro privado com os familiares. “Não chorou, mas estava emocionada”, revelou depois ao Estado. Dilma trocou telefones e emails com os parentes, quis saber quem era quem, prometeu mandar fotos de família e garantiu que se alguma das primas fosse ao Brasil ela própria iria buscá-la no aeroporto.  “Jamais esquecerei esse momento”, disse Dilma ao se despedir.(O Estado de S.Paulo)

Publicado em: 07/10/2011