Senador quer pena de chicotadas para presos rebeldes

 O senador Reditário Cassol (PP-RO) defendeu ontem, da tribuna do Senado, o fim do auxílio-reclusão para os condenados que estiverem cumprindo pena e a adoção da pena de chicotadas contra os presos que se recusarem a trabalhar nos presídios. Ele alega que ''pilantras, vagabundos e sem-vergonha'' recebem um tratamento melhor do que os trabalhadores brasileiros. Suplente de seu filho, o ex-governador de Rondônia Ivo Cassol, que está licenciado, Reditario questionou o ''desamparo'' dos parentes das vítimas, enquanto o governo - segundo ele - gasta por ano ''mais de R$ 200 milhões do orçamento para sustentar a família dos presos que cometera crime hediondo, crime bárbaro''.

''O vagabundo, sem-vergonha, que está preso recebe uma bolsa de R$ 802,60 para seu sustento. Mesmo que seja auxílio temporário, a prisão não é colônia de férias'', protestou. No seu entender, a pessoa condenada por crime grave deve sustentar os dependentes com o trabalho nas cadeias. Ele comparou a situação aos trabalhadores desempregados que, ''além de tudo isso, muitas vezes é assaltado, tem a casa roubada e precisa viver recluso atrás das grades de sua própria casa''.

Publicado em: 07/10/2011