Em Caruaru, PSD pode ganhar quatro vereadores

Wagner Gil, direto de Caruaru

O PSD tende a surgir em Caruaru com a maior da bancada na Câmara. Devem ingresssar na legenda quatro vereadores, todos da base do prefeito José Queiroz: Lula Torres (PR), Alecrim (DEM), Bruno Lambreta (PP) e Leonardo Chaves (PMDB).
Assim, a nova agremiação nasce com cara governista. Lula Torres perdeu o controle do PR, que agora está com o líder da oposição, Val (DEM). Para presidir o Partido Republicano, Val indicou seu filho e sua meta é levar o PR para o palanque do casal Tony Gel/Miriam Lacerda. Alecrim, que sempre militou ao lado de Tony Gel, hoje é governista de carteirinha e vai deixar o DEM para manter-se aliado de José Queiroz, facilitando sua reeleição.

Bruno Lambreta vive a expectativa de uma decisão da Executiva Estadual em relação ao controle do partido, já que a maior liderança, o deputado federal Eduardo da Fonte, teria indicado o ex-deputado estadual Roberto Liberato para controlar o PP na Capital do Agreste. Apesar de não confirmar que vai deixar a legenda, Bruno estuda a possibilidade de ir para o PSD.

Já Leonardo Chaves, que há mais de 30 anos está no comando do PMDB, sonha em manter o controle da legenda no município, através da Justiça, mas por precaução também deve formar o bloco de criação do PSD e se manter firme com José Queiroz.

Chapão-
Com tanta gente graúda no PSD, a reeleição de alguns vereadores que tendem ir para o novo partido ficarão com a reeleição ameaçada, já que a tendência é que as siglas maiores da base governista (PDT, PT, PSB e PTB) formem o tradicional chapão na eleição proporcional, que deverá eleger entre 21 e 23 vereadores. Os nanicos devem formar chapinhas para atingir o coeficiente eleitoral e garantir algumas vagas. Existe ainda uma possibilidade do PSL coligar com o PP, formando uma das chapinhas, já que o coeficiente eleitoral deverá cair e ficar em torno de seis ou sete mil votos.

Na Câmara de Vereadores de Caruaru, a maioria dos parlamentares é favorável ao aumento de vagas das atuais 15 para 23 ao invés de 21 como está sendo cogitado. Para a população, isso não representa mais gastos, já que a verba disponibilizada para pagamento das despesas do Legislativo é de acordo com a arrecadação do município. O que pode ocorrer é uma redução no número de assessores, que hoje é entre 15 e 17 para cada parlamentar, ou os salários dos assessores e dos próprios vereadores serem menores. O presidente da Câmara, Lícius Cavalcanti, disse que será definido o aumento de vagas esta semana.

Publicado em: 12/09/2011