Não é um cabide de emprego. É um guarda-roupa!

       *  Divane Carvalho

Ao transformar a Assessoria Especial do Governo numa Secretaria de Assessoria ao Governador, colocando no comando o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, Eduardo Campos (PSB) não criou um cabide de emprego, como se diz.

Ele montou um guarda-roupa inteiro. Grande. Daqueles com maleiros, gavetas que não acabam mais, sem contar as amplas prateleiras, com capacidade para arrumar muita gente por lá.

Por enquanto, 48 pessoas, entre elas a equipe que trabalhava com Ariano Suassuna na Secretaria de Cultura, não é fantástico? São músicos, coreógrafos, dançarinos, jornalistas e por aí vai.

Se uma historinha dessa acontecesse em qualquer outro governo que não fosse o do neto de Arraes seria um escândalo e tanto. E se o PT fosse oposição pedia logo uma CPI do Guarda-Roupa e criava uma grande confusão.

Resta saber se um guarda-roupa desse tamanho cabe lá no Palácio do Campo das Princesas. A não ser que os servidores da Secretaria de Assessoria ao Governador trabalhem em regime de escalas. Do contrário, vai ter gente saindo pela janela por conta da superlotação da nova pasta.

- Jornalista

Publicado em: 25/01/2011