Fraudadores temiam prejuízo com saída de Efraim

 Diálogos telefônicos gravados pela Polícia Federal revelam que os empresários acusados de fraudar licitações para o fornecimento de mão-de-obra terceirizada ao Senado temiam que uma eventual saída de Efraim Morais (DEM-PB) da primeira-secretaria da Casa pudesse colocar em risco os planos do grupo. Para eles, mesmo vencendo as licitações na Casa, as renovações dos contratos estariam ameaçadas, dependendo do que pudesse ocorrer com o parlamentar.

Em meio às investigações da Operação Mão-de-Obra, em 2006, Efraim comandava a CPI dos Bingos, apelidada de CPI do Fim do Mundo, e seu futuro político era incerto. A preocupação com o “momento político” da CPI foi flagrada em conversa de 27 de março daquele ano. “Daqui a um ano na hora de renovar essa p..., eu continuaria preocupado, porque muda a situação toda”, afirmou Paulo Duarte, então gerente comercial da Ipanema, a José Araújo, dono da empresa, ambos denunciados pelo Ministério Público Federal por improbidade administrativa. Primeiro-secretário do Senado desde 2005, Efraim é o responsável pelos contratos suspeitos, prorrogados por ele sem licitação até 2009.(Correio Braziliense)

Publicado em: 18/08/2008