Juiz espanhol vem esquentar debate sobre anistia

 A convite da SEDH, o juiz espanhol Baltazar Garzón, que faz parte de um grupo de juízes da Itália e Espanha, principalmente, que tenta extraditar e julgar integrantes das ditaduras militares da América Latina que cometeram crimes contra cidadãos europeus, desembarca na segunda-feira para uma visita de dois dias a autoridades do governo paulista e de Brasília.

A visita de Garzón ocorre apenas cinco dias depois do ministro da Defesa, Nelson Jobim, ter celebrado o fim de sua queda-de-braço com o ministro da Justiça, Tarso Genro, sobre a revisão da Lei de Anistia.

Na última quarta-feira, em São Paulo, Jobim afirmou que o assunto estava ''absolutamente superado'' e acusou a imprensa por ter gerado uma ''falsa polêmica''. ''Temos de pensar no futuro. O passado já passou'', resumiu.

Em São Paulo, Garzón visitará a exposição ''Direito à Memória e à Verdade'', no antigo prédio do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), um dos centros de detenção e de tortura de presos políticos durante os governos militares.

Garzón celebrizou-se por ter aberto um processo contra o ex-presidente chileno Agusto Pinochet em 1998, que resultou em sua prisão em Londres. Nos últimos anos, o juiz espanhol vem se dedicando à investigação dos crimes cometidos sob a envergadura da Operação Condor, associação das ditaduras do Cone Sul.(Informações da Tribuna da Imprensa) 

Publicado em: 16/08/2008