Governo descarta congelamento de preços

 O governo descarta qualquer medida artificial para segurar a inflação. Ou, numa palavra, não recorrerá ao congelamento de preços, como o México, que decidiu ontem congelar 150 itens da cesta básica. Para conter a inflação, o governo considera suficiente dar um novo impulso a produção agrícola. Para isso, será lançado um pacote de medidas em julho. Estas foram, em resumo, as definições mais importantes que emergiram da reunião do conselho econômico de Lula, realizada hoje, entre 10 e 14 horas. 

Em torno de Lula, estavam Aloisio Mercadante, o diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini (Henrique Meirelles está fora do país), o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e os ministros Dilma Rousseff, Paulo Bernardo, Guido Mantega, Reinold Stephanes e Franklin Martins.

O diagnóstico geral é o de que o surto inflacionário que está à espreita é o mais forte em nível mundial, desde os anos 70. Mas o Brasil, segundo a exposição de Tombini, estaria bem preparado para suportar o tranco. Seja por que o país é um poderoso produtor e exportador de alimentos, seja porque, desde março, o BC voltou a subir os juros. Foi ainda citado o exemplo de o Brasil ser (ao lado do Canadá) o único país que segue o sistema de metas de inflação que conseguiu até agora manter-se dentro do que foi estabelecido - ainda que seja no teto da meta.

Novas medidas para frear o crédito, como o aumento dos compulsórios dos bancos, também foram postas de lado.

Publicado em: 19/06/2008