Veja o que é o ''''rá-rá'''' entre deputados e suplentes

Assumir uma vaga no lugar do deputado titular nem sempre significa que o suplente terá plenos poderes para administrar seu próprio gabinete. Os acordos entre eles vão muito além de composição política. Em alguns casos, a divisão de espaço envolve acertos financeiras nos quais os recursos destinados à manutenção dos gabinetes são literalmente "rachados". A acusação partiu do deputado Moisés Filho (PSB), que ocupa a vaga deixada pelo secretário estadual de Transportes, o deputado licenciado Sebastião Oliveira (PR). O secretário, no entanto, nega qualquer acerto monetário.

Além de Moisés, que é policial militar reformado, os deputados Alberto Feitosa (PR), oficial da PM reformado, Nadegi Queiroz (PMN) e Isabel Cristina (PT) atuam como suplentes dos secretários estaduais Ângelo Ferreira (Agricultura e Reforma Agrária), Sílvio Costa Filho (Turismo) e João da Costa (que comanda a pasta do Planejamento Participativo do Recife ), respectivamente. Tanto os titulares quanto os suplentes negam qualquer tipo de acordo financeiro. Moisés, no entanto, assegura que tudo no seu gabinete é dividido meio a meio com Oliveira.

"Prática comum" - Segundo o parlamentar o "rá-rá" entre eles passa pela verba de pessoal, verba de gabinete, ticket alimentação, auxílio para combustível e divisão no quantitativo que cada deputado tem direito para empregar funcionários
.(Diario de Pernambuco - Cláudia Eloi)

Publicado em: 11/05/2008