Consumidores demonstram insatisfação com a Celpe

A matéria publicada, ontem, sobre as dificuldades enfrentadas pela AABB de Afogados da Ingazeira com a Companhia Energética de Pernambuco encorajou diversos leitores a demonstrarem insatisfação com os serviços da empresa. O blog recebeu dezenas de depoimentos que ilustram a péssima imagem da Celpe, que foi privatizada sob a justificativa de melhoria dos serviços prestados.

Os próprios funcionários da companhia estão expostos à violência, como no triste caso do eletricista José Reginaldo de Santana Júnior, assassinado na última terça-feira (29) ao tentar cortar a energia de um fazendeiro em Limoeiro.

Reproduzimos, abaixo, alguns comentários de leitores, clientes da Celpe, que sintetizam isso:

“O que mais dói é não termos a quem recorrer. O serviço é caro, de baixa qualidade e o atendimento horrível. Aí vem uma pergunta? E as agências reguladoras? Alguém, de sã consciência, saberia me dizer para que serve a Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica, ou a Anatel (teles), ou a Anac? Venderam uma empresa rentável para um grupo espanhol que explora o serviço ao seu modo e fica por isso mesmo. Já esqueceram as mortes por conta de fios descascados e gambiarras expostas, a exemplo de um filho de Auxiliadora Veras e Davi Santiago, em Boa Viagem, quando passeava com o seu animal de estimação?”. Danizete Lima

“Sem falar nos absurdos de cortes de energia elétrica com as contas pagas, deixam os clientes a ver navios com ações ínfimas na justiça que se arrastam por anos, lamentável”. – Roberto Rodrigues Wanderley

“Isso foi o maior absurdo que aconteceu em Pernambuco: venderam a Celpe pelo um valor, muito abaixo que valia, construíram uma BR, com muito defeito. Só presta de São Caitano até Encruzilhada de Bezerros. De lá até Recife, você viaja parecendo, que está em cima de uma sela, amassando um cavalo brabo, fora os retornos, que já dão na pista expressa. O risco de entrar embaixo do outro carro é grande, a terraplanagem mal feita... Resumindo: um erro em toda obra”. – José Flavio Gomes Freitas

“A questão de segurança na hora do corte tem a ver com a Celpe. Se fosse pública não ocorreria o mesmo assassinato do funcionário que estava ali cumprindo a ordem do seu serviço”. – Neto Lima

“Senhor jornalista Magno Martins, compartilho de sua indignação através do seu prestigiado blog para externar o sentimento dos produtores rurais da minha região. É um verdadeiro absurdo a forma como essa companhia, a Celpe, vem atuando em todo o estado de Pernambuco, na região do Vale do Moxotó, nos municípios de Ibimirim e Inajá, onde hoje se concentra um importante polo de produção irrigada de frutas e hortaliças. A Celpe vem atuando de forma autoritária e desrespeitosa com os consumidores: aplicação de multas irregulares, invasão de propriedade privada fora de horário comercial sem prévia autorização do proprietário, péssimo atendimento ao cliente, cobrança de taxas indevidas, entre outros.

E tudo isso além dos altíssimos custos na tarifa de energia elétrica que vem inviabilizando a produção de alimentos na região uma vez que a atividade depende desse insumo para o bombeamento de água de poços artesianos para irrigar as plantações. Os produtores da região vivenciam todo esse descaso perplexos e muitas vezes são obrigados a paralisar a sua atividade, responsável pelo sustento da sua família, assim como pela geração de emprego e renda em uma região que depende da agropecuária para o impulsionamento da economia local. Sem ter a quem recorrer, todos os agricultores e pecuaristas da região assistem a tudo isso sem poder fazer nada, na esperança de que alguma autoridade política tome alguma providência na defesa dos interesses da classe diante de toda essa situação que vem prejudicando os produtores em toda a região”. – Eudes Germano

Publicado em: 01/10/2020