Inseto comunista chinês provocou o dilúvio

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

Assim se passaram seis meses desde o anúncio em março do dilúvio universal do Corona. O planeta se tornou pecaminoso e Noé decretou o dilúvio. Os supremos sacerdotes decidiram que as criaturas humanas e as criaturas desumanas estavam proibidas de sair de casa, de trabalhar, de namorar, estavam proibidas até de respirar, para a salvação do planeta.

Depois de mim, o dilúvio, disse o inseto comunista chinês. Noé enviou a pomba da paz para saber se o inseto comunista chinês havia morrido afogado. A pomba gira nas montanhas de Ararate do horizonte e até hoje não voltou.     

As águas rolaram e os senhores reis governadores e prefeitos haviam dito que quem estivesse na rua seria preso, quem estivesse na cadeia seria solto. Assim seria instalada a ditadura Covidão. Se alguém ousasse duvidar das verdades universais seria estraçalhado pelos patrulheiros do ódio do amor. Se você criticar a ditadura do Covidão será censurado em nome da liberdade de expressão.

Nesse tempo paralítico o mosquito da dengue foi revogado por falta de ibope. Não existe um só mosquito nos ares, nem para fazer remédio. Também foram revogados os mosquitos transmissores de enfarte cardíaco, transmissores de câncer, os mosquitos transmissores da Aids e da conjuntivite na vista. Somente restaram os malditos besouro chineses transmissores da Covid-19.

Saudades do mosquito Aedes aegypti, bastava um simples repelente. Zeus nos livre de ter saudades dos bichos responsáveis pela Aids, mas a doença causava menos pânico na população. Atualmente até as antenas de televisão transmitem, no horário nobre, o micróbio. Especialistas recomendam o uso de máscaras e camisetas de Vênus na hora de assistir televisão.

Os leitões, bacorinhos, barrões, porcos-espinhos, suínos em geral ficaram muito felizes com a compra milionária de respiradores, e sem licitação. As pocilgas estão em festa. Oinc, oinc!

Ditadura Never More, dizem os corifeus do Covidão. Referem-se à qual regime autoritário: a ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas de 1937 a 1945; à ditabranda civil-militar de 1964; ou ao Ato Institucional 5 de 1968?

Ditaduras e vírus são mutantes, “nada do que foi será do jeito que já foi um dia”, a nova onda agora é a “ditadura democrática” do Covidão, como uma onda no mar. Tanques de guerra do passado são brinquedos obsoletos. A ditadura democrática é na canetada.

Governadores e prefeitos oposicionistas agem de má fé, deliberadamente, para sabotar as atividades econômicas, prejudicar a população e jogar a culpa no governo federal. Usam o nome da ciência em vão. Mesmo sem ser uma brastemp, o governo do capitão se dá ao luxo de a cada dia hostilizar e preterir aliados, na crença soberba de que ele será reeleito no piloto automático. Oh, ilusão!

Somos cobaias de experimentalismos científicos e aventuras de poder. Usam o nome da ciência em vão. Mais fácil é exercer o autoritarismo e decretar o isolamento radical. Mas, o isolamento também mata. A mídia dos grandes veículos exerce o ministério das verdades absolutas. As estatísticas são manipuladas nos laboratórios dos poderes da mídia e dos diários oficiais.

*Jornalista

Publicado em: 31/08/2020