Justiça sobre Operação Apneia: “empreitada criminosa”

A juíza federa da Operação Apneia rechaçou mais uma tentativa da gestão de Geraldo Júlio (PSB) de retirar a Polícia Federal da investigação da Operação Apneia, que apura a compra sem licitação de 500 respiradores para a covid-19 da microempresa Juvanete Barreto Freire. A decisão saiu no final da tarde de hoje.

Após fazer toda uma fundamentação técnica para rejeitar, pela terceira vez, pedidos sem fundamentos jurídicos da defesa de Jailson Correia, a juíza federal aproveitou para mandar dois "recados".

"Permanece existente a suspeita da utilização de recursos federais na empreitada criminosa", disse a juíza federal.

"Reitero que nenhuma ilegalidade existe na manutenção do inquérito sob a presidência da Polícia Federal, pois existe justa causa para a instauração do procedimento investigatório e há fatos relatados que, se confirmados, firmam a competência da Justiça Federal para analisar o feito", continuou a magistrada.

Jailson já tinha perdido uma exceção de incompetência, na primeira instância, e um habeas corpus, no TRF do Recife.

Com tantas "pauladas" na Justiça, uma parte do PSB já começa a chamar a área jurídica da Prefeitura do Recife de "incompetente", nos bastidores. As estratégias da área jurídica da Prefeitura, comandada por um secretário de Geraldo Júlio, estariam nessa avaliação ampliando o desgaste midiático que está respingando na candidatura de João Campos (PSB).

"O melhor seria esperar o fim das investigações e não ficar toda a hora batendo de frente com MPF e PF", diz um apoiador do PSB, sob reserva.

Publicado em: 14/08/2020