O 13 do passado e o 13 do amanhã

Miguel Arraes e Eduardo Campos faleceram no mesmo dia 13 de agosto. O avô em 2005 e o neto em 2014. Histórias distintas e legados igualmente distintos. Arraes já era mito antes de morrer e é reconhecido pela história como um dos maiores políticos que o Brasil teve. Lutou contra a ditadura, mas sua maior marca de guerreiro foi pelo combate às desigualdades.

Eduardo, jovem, trabalhador e ambicioso, fez uma boa gestão em Pernambuco, mas se estivesse vivo poderia estar preso, alvo de denúncias de corrupção. Neste ano, por ironia do destino esses dois legados vão se encontrar. De um lado, a neta querida de Arraes, Marilia, e do outro o filho de Eduardo, deputado João Campos. Vale lembrar que o que marcou Arraes e Eduardo no calendário do tempo, por ironia do destino, acabou sendo o 13, número que, segundo as pesquisas, poderá dar a Marilia Arraes a vitória nas eleições deste ano.

Publicado em: 13/08/2020