Televisão transmite vírus, cobras e lagartos

José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Sinto-me um felizardo por não dispor de aparelho sanitário de televisão em minha choupana. Verdade, não sinto nenhuma falta, nem falta de ar. Incrível, o sinhozinho apresentador da televisão dos glóbulos vermelhos exibe os 100 mil óbitos da Covid como se fossem troféus da copa do mundo de futebol.

Os raios emitidos pelos aparelhos de TV, especialmente através do canal 13, transmitem micróbios, venenos, toxinas, cobras e lagartos. Aquele “Boa noite” do apresentador Zé do Bonner contém uma carga viral descomunal. Se os brasileiros deixassem de assistir televisão durante uma semana o vírus seria revogado por falta de ibope.   

Foi proclamado em editorial que a tragédia poderia ter sido evitada. Como?! Seja dito. Quando o vírus já circulava, em fevereiro deste ano e desde dezembro 2019, as multidões foram convocadas pelo império global para se esbaldar na gandaia do carnaval.

As surubas do programa big coliforme Br rolaram a torto e a direito no final de fevereiro. Apologia da vagabundagem explícita, o programa dissemina também o vírus da imbecilização coletiva. Essa gente testou negativo para dar lições de moralidade ao Brazil.

Monarca da República dos bandeirantes, o poderoso Dória teria comandado os vírus para causar o maior número de mortes na Pauliceia Desvairada? Recordista em superfaturamentos cariocas, o governador Witzel pode ser acusado pela tragédia no Rio de Janeiro?

Herdeiros desta Capitania hereditária, Paulo Camarada e Geraudo Covid Julho seriam responsáveis pelo grande número de óbitos na Nova Lusitânia e nesta terra dos altos coqueiros?

Zeus nos livre de chamar estes governantes de genocidas, porque seria uma infâmia e uma falsidade intelectual. Isto, mesmo sabendo que por decisão supremacista da justiça os governadores e prefeitos foram incumbidos de implantar as medidas de prevenção e de combate contra a pandemia. Ao menos no capítulo dos contratos milionários sem licitação os grandes goelas, tamanho GG, deitaram e rolaram, e não estão sendo chamados de genocidas.

O parto eleitoral de 2018 livrou o Brazil da ameaça mais terrível, de se tornar uma dinastia vermelha sob o comando da cleptocracia, à moda de Cuba e da Venezuela. Ainda assim as instituições continuam infestadas pelos vírus criptcomunistas, na mídia, nas universidades, nas artes, no judiciário, em todos os cantos onde cantão carcará. A esperança, ou expectativa, é de que o novo governo seja maior que as infestações milicianas da periferia. Ou do contrário, será a ascensão e decadência da república verde-amarela.

Em meio às controvérsias, personagens das guerrilhas municipais em Recife assanham-se para compartilhar o legado político do capitão. O deputado Marco Aurélio é amigo de fé, escudeiro do vice-presidente General Hamilton Mourão e aliado leal, de primeira hora, do capitão.  Marco vem de uma trajetória ascendente na política e possui a marca de ser agregador.

*Jornalista

Publicado em: 10/08/2020