2020, o ano que não quer acabar

Nestes tempos da ditadura AI-Covid19, o ano 2020 não quer acabar, afirma o bicho-grilo Adalbertovsky em sua cantoria no reino da Jaqueira. “Noutros tempos, por conta do famigerado AI-5, a crônica política dizia: 1968, o ano que não terminou. Aquele ano só acabou em 1979 nas ondas da anistia e da reabertura democrática. Este ano 2020já está durando uma eternidade. Os dias não passam. As noites não passam. A quarentena de 40 dias está durando três meses, quatro meses, cinco meses”.

“Os cofres públicos estão sendo torturados e respiram com ajuda de aparelhos superfaturados. São milhões de denários dependurados nos pau-de-arara dos contratos sem licitações. Existem cofres públicos mortos e desaparecidos nos porões da ditadura do AI-Covid19. O tempo parou no tempo. A curva do decesso das mortes parou na linha do horizonte, enquanto houver verbas federais. O estrago é grande e o ano 2020 vai demorar para acabar. Os torturadores dos cofres públicos merecem castigo”.

“O desmantelo das ditaduras, além do ditador-raiz, são os inspetores de quarteirão. Eles se julgam mais reais do que o rei. Exemplos: as barracas da orla de Boa Viagem estão abandonadas e depredadas. Mesmo assim suas excelências os fiscais ameaçam os barraqueiros que comparecem ao local e tentam sobreviver”.

“Cena da vida real, sexta-feira pela manhã: fiscais da Secretaria de Mobilidade (Paralisia) Urbana da PCR ameaçaram multar e recolher mercadorias de feirantes/barraqueiros no entorno do Parque da Jaqueira. Disseram que estavam cumprindo ordens do prefeito Geraudo Covid Julho e do secretário João Epaminondas Braga. As pessoas que assistiram à cena ficaram revoltadas e dirigiram impropérios ao prefeito Geraudo Covid, inclusive eu, modéstia à parte. O nome disto é mandonismo, autoritarismo, ditadura de quarteirão”. A crônica do bicho-grilo Adalbertovsky está postada no Menu Opinião. Metam os peitos!

Publicado em: 06/07/2020