O direito à vida

Por Maria Dulce Sampaio*

Só os que não querem ver não se apercebem da natureza da crise do mundo desenvolvido. Só os cegos permanecem indiferentes à realidade que agora se processa pela desarticulação das estruturas social, econômica e política do País, desencadeada pela violenta crise econômica gerada e alimentada na esteira da desordem moral, institucional, financeira e administrativa que envolve os estados federativos da nossa Nação. 

O Brasil, no patamar em que se encontra, pela imprevidência e pelo abuso de poder, não pode, para servir a uma ordem mundial injusta, sacrificar o homem e sua estrutura de sobrevivência e produção. Ao ser humano não é possível existir, quando se destrói a sua inteligência, o seu poder de criar e os seus instrumentos de produzir.

“Aprendereis que o homem é sempre a exata medida. E que a medida do homem não é a morte é a vida” (João Cabral de Melo Neto). E esse direito à vida, no sentido literal da palavra, está sendo tirado do nosso povo pelos políticos, que usando “credenciais acadêmicas” para propagar as suas “verdades” diante desse caos, cometem o que eu chamo de GENOCÍDIO. 

Por que insistem em não disponibilizar o tratamento pré hospitalar, onde existem vários exemplos que mostram a sua eficácia? Nessa fase, da replicação do vírus, antivirais, antibióticos, vermífugos são remédios que se utilizam há muito tempo, com efeitos colaterais conhecidos e administráveis. Não existe também nenhuma evidência ROBUSTA de que o lockdown, nesse momento, com o vírus já circulando no Brasil, desde janeiro de 2020, segundo a Fiocruz, reduza a mortalidade, e, no entanto, é esse procedimento que os governadores estão adotando. 

A penicilina ficou “na gaveta” durante quase 20 anos, com os “catedráticos” continuando a amputar membros grangrenados. Por isso, governadores e prefeitos! Vamos deixar de hipocrisia! Vamos parar de politizar um remédio, que está salvando muitas vidas, quando usado na fase inicial da doença. 

Faço um apelo à rede pública! Disponibilizem o tratamento completo nos postos de saúde, o coquetel, ivermectina, hidroxicloroquina e azitromicina para que os médicos tenham o direito, que lhes é atribuído, de prescrever o tratamento que acreditam. Porque, atualmente, mesmo que queiram prescrevê-los de forma precoce, para evitar internamentos, de nada adianta, pois os pacientes não terão onde adquirir os remédios.

Aos “CIENTISTAS” que alegam estudos científicos e necessidades de maiores evidências, saibam que ninguém duvida da ciência, mas, numa guerra, usa-se a arma que se tem.

*Economista e empresária

Publicado em: 24/05/2020