Zeus me livre de acreditar num Deus do ódio

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Existe uma lenda no Hemisfério Norte de que abril é o mais cruel dos meses. A crueldade fica por conta das nevascas, do gelo, do confinamento nas lareiras. O genial T. S. Elliot traduz no tom poético:

“Abril é o mais cruel dos meses,

Germina lilases da terra morta, mistura

Memória e desejo, aviva

Agônicas raízes com a

Chuva da primavera”

Este ano no hemisfério Norte, no planeta, no hemisfério Brazil, no hemisfério do bairro das Graças, da Jaqueira, da Serra da Borborema et Orbi – a crueldade ficou por conta da curva ascendente/ou declive do maledeto inseto chinês. As penitências e a Ressurreição da Quaresma transcorrem em meio a horizontes sombrios.

Além da politização do vírus, também existe um componente de crendice nesse capítulo da pandemia. Pessoas alienadas, por ignorância ou inocência, atribuem as doenças a um castigo dos céus, dizem que as profecias estão sendo cumpridas.

O Deus criador do universo, regente das estrelas e dos planetas, é uma grandeza infinitamente além de instintos perversos. Zeus me livre de acreditar num Deus do ódio que comanda vírus para provocar tragédias e se vingar da humanidade pecadora.

Na Idade Média, ainda não havia acontecido o festival de sexo, drogas e rock n’roll de Woodstock, nem as surubas do Big Brother Brazil, nem peças de teatro chamando o  Divino Nazareno de gay. Nem a cocaína rolava nas noites de New York. Nem os maconheiros de Jamaica navegavam no nirvana. Mesmo assim, a Peste Negra dizimou mais de 150 milhões de almas.

Os bacanais sempre existiram desde os tempos do presidente Nero e de Sodoma e Gomorra. Vem daí o ibope das novelas da Globo.

Os globalistas preconizam a formação de um organismo planetário para governar as nações, assim tipo a ONU, com poderes de fato e de direito sobre todos os governos nacionais.

Noves fora teorias conspiratórias, vale a constatação de que instituições internacionais tipo a Organização Mundial de Saúde (OMS) opera na condição de afiliada do império comunista da China. O dirigente máximo veio de uma facção marxista-leninista da Etiópia.

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), braço regional da OMS, funciona como mão-de-força ideológica no continente.

A pandemia desnuda o potencial das guerras bacteriológicas, mais que os arsenais atômicos dos Estados Unidos, da China e da Rússia.

*Jornalista

Publicado em: 13/04/2020