Coluna desta segunda na Folha

Daniel também em 4º no IPE

Em outubro, faltando exatamente um ano para as eleições, quando o Instituto Opinião, de Campina Grande, há cinco eleições parceiro do meu blog, trouxe o primeiro cenário sobre a corrida sucessória no Recife, Daniel Coelho, pré-candidato pelo Cidadania, resmungou por ter aparecido em quarto lugar, abaixo de João Campos (PSB), Marília Arraes (PT) e Mendonça Filho (DEM).

Logo, se encarregou de propagar nas redes sociais e blogs desavisados um suposto levantamento do Instituto Paraná, que nunca, diga-se de passagem, andou por essas bandas de cá, no qual despontava em primeiro lugar. O Instituto Opinião não se manifestou quanta à suspeita levantada por Daniel, mas o tempo se encarrega de tudo.

Sábado passado, o JC online trouxe uma nova pesquisa de intenção de voto no Recife, desta feita do IPE, apontando o postulante do Cidadania também em quarto, conforme atestou o Opinião. É burrice contestar pesquisas.

Cenário segundo turno – O que o Instituto de Pesquisas e Estratégia (IPE) apontou como novidade de fato foi o quadro da eleição do Recife no segundo turno. Segundo o levantamento, Marília Arraes desponta como favorita em todos os cenários, seja frente a João Campos (PSB), Mendonça Filho (DEM) ou Daniel Coelho (Cidadania). Outra descoberta: não é alta a avaliação do prefeito Geraldo Júlio, como  apregoa o PSB.

Correção– Cometi um tremendo equivoco numa nota sexta-feira passada neste espaço quando, com a intenção de esclarecer que o ex-senador Armando Monteiro Neto, pelas ligações históricas com o empresário Douglas Cintra, seu suplente no Senado, nada tinha a ver com a nomeação do aliado para a Sudene. Na verdade, Armando, correto e justo como é, nunca se distanciou de Cintra.

O fato real – Para ser justo, quem, na verdade, está léguas de distância de Douglas Cintra é o deputado José Queiroz, ex-prefeito de Caruaru, e seu filho, o deputado federal Wolney Queiroz. Que, em tempo, torceram o nariz ao saber que o ex-amigo de fé e camarada, militante da esquerda, havia topado assumir cargo num governo com acentuado direitismo.

Avante – Aos que imaginavam que o deputado Sebastião Oliveira, de passaporte carimbado para o Avante, havia adormecido a prática de voo de águia, corriqueira na sua trajetória política, o I encontro estadual da sua futura legenda, sexta-feira passada, em Gravatá, deixou estruturas poderosas roendo as unhas.

Dona Euza – Perdi uma grande amiga, dona Maria Euza, mãe do conterrâneo Américo Lopes, um dos diretores do Grupo EQM responsáveis pelo sucesso da Folha. Chamava o filho de Meca. Aos 93 anos, valente e ácida nas críticas, ainda dava puxão de orelha no filhão, que julgava comunista.

Reprovado – Aliados da pré-candidata à prefeita de Arcoverde, vereadora Cybele Roa, a mais votada na eleição passada, não enxergam com bons olhos o delegado Israel Rubis para compor a chapa como vice. Alegam que não fez uma boa opção partidária, o PP. Teria perfil para um partido de esquerda.

Perguntar não ofende: Quando político vai aprender a velha lição batida de não contestar pesquisa eleitoral?

Publicado em: 09/12/2019